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:: ‘A Região’

MORRE O JORNALISTA MARCOS CORREIA, FUNDADOR DO DIÁRIO DE ILHÉUS

Marcos Correia faleceu na noite desta terça-feira || Foto José Nazal/Arquivo

O jornalista Marcos Correia faleceu na noite desta terça-feira (23), em Ilhéus, aos 66 anos. Correia estava internado no Hospital São José há quase 20 dias e faleceu vítima de complicações respiratórias. O corpo do jornalista está sendo velado no SAF, no bairro da Conquista, e o seu sepultamento ocorrerá às 14h30min, no cemitério São Jorge, no Alto do Basílio, informa o amigo e também jornalista Zé Carlinhos.

Pernambucano de nascimento, Marcos Correia chegou a Ilhéus em 1987, quando começou a trabalhar na Prefeitura Municipal, na assessoria de comunicação, e a partir daí passou a residir na cidade. Ele foi assessor de Comunicação Social do município na gestão do prefeito Newton Lima, trabalhou nos jornais Diário da Tarde e A Região, e foi sócio fundador do Diário de Ilhéus, ao lado de Damiana Gomes, Getúlio Pinto e Carlos Moura Makalé, veículo impresso que surgiu em 24 de julho de 1999, após a extinção do Diário da Tarde.

Prestou também assessoria de imprensa ao extinto Instituto de Cacau da Bahia (ICB), à Unimed Ilhéus, Câmara Municipal, à Viação São Miguel, além de ter atuado em assessorias políticas. Natural de Recife, Marcos Correia iniciou a carreira de jornalista no Diário de Rio Claro, no interior de São Paulo. Em seguida, transferiu-se para Ilhéus juntamente com sua mãe, dona Isaura Silva.

Considerado um profissional crítico e combativo, atuou ainda como editorialista e redator do Diário de Ilhéus, do qual era também diretor. Há cerca de dois anos, o jornalista, que tinha o hábito de fumar, já apresentava problemas respiratórios. A internação no Hospital São José ocorreu após o transcurso de seu aniversário, no dia 4 de abril.

COMPLÔ CONTRA O PRESIDENTE DA FICC

Leão é alvo de membros do governo

Leão é alvo de membros do governo

A edição desta semana do jornal A Região cita complô no governo municipal contra o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Daniel Leão. Na coluna Malha Fina, a publicação reforça o já escrito por este blog.

Ainda de acordo com o jornal, o “castigo” contra Leão foi deflagrado porque ele colocou “um freio nos super contratos e pagamentos”. A freada levou o alto escalão do governo fernandista, cita o jornal, a “se aborrecer e começar a fritura, deixando Leão com a cuia na mão”.

Por causa da ação nefasta contra o dirigente, reforça o jornal, a Ficc acabou atrasando pagamento a fornecedores e, algo inédito, a árbitros do Campeonato Interbairros.

Leão já abriu o olho…

“A REGIÃO” ANUNCIA O FIM DA EDIÇÃO IMPRESSA

Primeiras páginas históricas: numa, a denúncia do tráfico de drogas; noutra, um crime ainda impune, a morte de Leal.

Primeiras páginas históricas: numa, a denúncia do tráfico de crianças; noutra, um crime ainda impune, a morte de Leal.

Em sua “Carta ao Leitor” desta semana, o diretor e editor de A Região, Marcel Leal, anunciou o fim da edição impressa do jornal a partir de outubro, após 29 anos de circulação semanal no sul da Bahia.

Marcel justifica o fim da edição impressa afirmando que “embora seja o jornal mais lido, é ignorado pelos anunciantes. A venda nas bancas continua boa, mas não cobre nem 10% do custo de fazer um jornal de qualidade”. “Não temos mais como bancar uma edição impressa que não se paga e é responsável por 80% dos custos. Só faremos edição impressa em ocasiões especiais, como o Natal”, afirma Marcel.

Fundando por Manoel Leal, pai de Marcel, A Região se consolidou como um dos mais combativos órgãos de imprensa do  Estado e, em sua primeira década, leitores chegavam a esperar nas bancas pelo jornal, famoso por reportagens exclusivas e pelas ´Malhas Finas` e `Malhas Grossas`, que traziam a marca da irreverência de Leal.

Manoel Leal foi assassinado num crime de mando em 1998 e até hoje os mandantes não foram identificados ou punidos. Marcel Leal assumiu o jornal e manteve a publicação, que com o fim da edição impressa, terá apenas a edição online. Do Blog do Thame.

UNIVERSO PARALELO

MANCHETE: MORRE O FUNDADOR DE A TARDE

Ousarme Citoaian | [email protected]

1Um século de jornalismoRecebi o belo trabalho da Solisluna Editora/2012, Um século de jornalismo na Bahia, indispensável para quem quiser conhecer a história baiana, tendo como pano de fundo o matutino A Tarde. Curioso, colhi várias expressões referentes ao velho jornal, e que aqui exponho: … feição principal d´A Tarde, … editando A Tarde, … o fundador de A Tarde, … na sua sala em A Tarde, … estreia de A Tarde, … primeiro decênio de A Tarde, … anunciou A Tarde, noticia A Tarde, … registra A Tarde, … dedicou A Tarde, … matéria de A Tarde – e, para encerrar a lista, a manchete principal de 25 de novembro de 1957, sobre a morte de Simões Filho, tratado como … fundador de A Tarde.

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Comer o salsinha e estudar no Piedade

“E por que essa procura aparentemente insana?” – indagariam, em uníssono, a gentil leitora e o atônito leitor. Pois eu lhes explico, em feitio daquele psicanalista tido como vienense, mas que nasceu na Checoslováquia: eu procurava, em tão alentado volume, alguma coisa que justificasse chamar a veneranda publicação de “o A Tarde”, conforme vejo (e me arrepio!) com frequência na mídia regional. Não sei de onde vem a invenção, mas de A Tarde, com certeza, não é. Chamar o A Tarde (ou o A Gazeta, o A Região, o Folha de S. Paulo) remete à anedota do alemão que diz “o salsicha”. Já contei aqui: vi jornalista tratar o Instituto Nossa Senhora da Piedade como… o Piedade. Pode?

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Não mais se pode resistir aos bárbaros

3Carlos RibeiroAo encerrar esta coluna, surpreendeu-me uma estranha chamada de primeira página (que eles agora chamam de capa!) no referido diário: “Em entrevista ao A Tarde, o deputado federal e ex-boxeador Popó…”. Em suma, gastei tempo e latim para demonstrar meu respeito pelo velho jornal, enquanto seus jovens redatores e editores faziam, para citar um lugar-comum, as ossadas de Simões Filho, Ranulpho Oliveira e Jorge Calmon dar cambalhotas na tumba. O jornalista e escritor Carlos Ribeiro (foto), autor do cuidadoso texto de Um século de jornalismo…, foi acometido de um ataque de urticária e uma certeza: diante da invasão dos bárbaros, não há mais resistência possível.

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GILBERTO FREIRE E O AMOR AO PICILONE

O sociólogo Gilberto Freire (1900-1987), aquele do clássico Casa grande & senzala, parecia se ter em grande conta. Vaidoso de sua origem e formação, não admitia, por exemplo, ter o nome grafado como acabo de fazê-lo (de acordo com as regras da ortografia): queria que fosse Freyre – e chegou a publicar laudatório artigo no Diário de Pernambuco, para explicar esse exacerbado apego ao picilone. É curiosa a tendência brasileira de escrever nomes próprios de variadas formas, sem atentar para o que diz a norma. Eu me sinto confuso quanto ao ípsilon de Freyre e de Ruy (nome frequente na Bahia), mas acho que agora pode, pois tal letra está de volta com o Acordo Ortográfico.
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Bahia de Gregório a Ariovaldo “Mattos”
Ariovaldo MatosPor aqui nós gostamos muito também das consoantes dobradas, uma excrescência do ponto de vista da ortografia: conheço Vianna, Joanna, Mello, Castello, Zagallo, Netto – e por aí vai. Na Bahia parece haver um acordo tácito, pois todo Matos de que tenho notícia grafa seu nome como Mattos, mesmo que não se veja nenhum motivo para isso. De famosos a nem tanto, passando pelos meramente anônimos, cito de memória Gregório (aquele mesmo, o Boca do Inferno), Cyro, Florisvaldo, Rogério, Julivânia e Humberto, todos Mattos. A exceção, nem sempre observada, é Ariovaldo Matos – que, devido ao hábito, muita gente boa chama de Ariovaldo Mattos.
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“Eras real, um homem verdadeiro”
Querido e respeitado, Ariovaldo (1926-1988) ganhou do seu quase homônimo colega Florisvaldo Mattos soneto clássico, decassilábico, de bela tessitura, que releio em Caligrafia do soluço: “Nem (abra-se o caderno do passado)/ se fôssemos parentes saberias/ o que guardava-me a mente a teu lado/ pelo correr das noites e dos dias, # quando, sôfrego, à máquina escrevias/ páginas de um jornal – ou quase um brado/ que ia e voltava a teu convívio, alado/ tropel sobre impassíveis geografias. # Como decifrador de calendários,/ a batalha dos signos açulava-te/ a matilha de ventos operários. # Eras real, um homem verdadeiro./ Mais não pude guardar, se o que eu sonhava/ era ser aprendiz de feiticeiro”.

BETTY CARTER: O “SUCESSO” APÓS 40 ANOS

7Charlie ParkerSe existe jazz puro, deve chamar-se Betty Carter (1930-1998). Menina, em Detroit, ela foi convidada a se apresentar ao lado de famoso jazzman que passava por ali, e não se fez de rogada – antes, alterou os documentos, pois era muito novinha. Mais tarde, vendo-a melhor, o mesmo astro (nada menos do que Charlie Parker) foi direto: “Você vai demorar a alcançar o topo, por ser inflexível”. Bird foi profético: Betty Carter se manteve intransigente com relação à sua música, e só quarenta anos depois foi reconhecida pela crítica  como o mais puro estilo vocal do jazz de todos os tempos – com o aval de Carmen McRae, numa frase dura: “É a única de nós que não se prostituiu”.
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Grande melodia, mas versos medíocres

How high the moon teve gravações de Ella Fitzgerald, Benny Goodman, Dave Brubeck, Harry James, Sarah Vaughan, Armstrong, Ellington, Chet Baker, Gloria Gaynor, Nat King Cole, Stan Kenton, Errol Garner – e mais. É a fórmula americana, de boa melodia em letra medíocre: depois de dizer que em “algum lugar existe música” (somewhere there’s music) e “em algum lugar é o céu” (somewhere there’s heaven) conclui-se que “a lua é muito alta” – enfim, uma coisa ininteligível para quem não é especialista nessa língua de barbares. Na companhia de Hank Jones (piano), Christian McBride (baixo), Hoy Hargrove (trompete) e Al Foster (bateria), Betty Carter mostra sua leitura da canção famosa.

(O.C.)

O EXEMPLO DOS PEQUENOS

Vista aérea de Itabuna, que foi mal no IDSUS (Foto Tarso Soares).

Matéria de capa da edição desta semana d´A Região mostra dez municípios sul-baianos obtiveram nota máxima (dez!) em atendimento na rede básica e no Programa de Saúde Bucal, segundo o Índice de Desempenho do SUS (IDSUS).

São eles Arataca, Canavieiras, Camacan, Floresta Azul, Gongogi, Ibicaraí, Jussari, Uruçuca, Mascote, Pau Brasil, Santa Cruz da Vitória, Barro Preto, Santa Luzia, Itapé, São José da Vitória e Itajuípe.

Com problemas diversos na rede básica, Itabuna obteve nota aquém:  5,85 na atenção básica e 7,45 na Saúde Bucal.

A avaliação foi feita pelo Ministério da Saúde, que levou em conta outros 18 itens. Confira reportagem completa que mostra as deficiências na área da saúde na Bahia e revela como estão os grandes municípios.

DESCAPACITAÇÃO

Editorial d´A Região

Só a prefeitura de Itabuna faz de conta que não enxerga a crise que se abate sobre a cidade e sua população.

O comércio local está quebrando, a saúde perdendo clientes para outras cidades, as condições para novos investimentos não existem.

Uma multidão, que antes vinha tratar de sua saúde em Itabuna, não vem mais.

Várias cidades da região ganharam equipamentos e serviços de saúde que antes não tinham, graças ao trabalho do governo do estado.

Cidades que não tinham maternidade, hoje tem; que não tinham internamento, hoje tem. Salvador e Feira melhoraram a delas, atraindo pacientes.

Some a isso a péssima imagem que a saúde de Itabuna tem hoje no estado.

O Hospital de Base, que já foi referência, hoje é um enorme cabide de empregos, tem uma diretoria formada por indicados políticos sem competência, a infraestrutura toda sucateada, faltam medicamentos, insumos, médicos e materiais básicos, falta vergonha na cara.

Com isso, não só os pacientes, mas as famílias que vinham junto pela duração do tratamento, deixam de comprar no comércio local.

Que ainda perde vendas pela falta de estacionamento, que se tornou crítica, pela sujeira nas ruas, o som abusivo no centro. São incômodos que acabam mudando os hábitos de consumo das pessoas.

Quem tem comércio no bairro, como no São Caetano e Califórnia, não vai mais ao centro. Quem vinha comprar em Itabuna hoje prefere ir a Conquista e Santo Antônio de Jesus. Os ilheenses se limitam ao shopping, ilha de conforto no meio do resto.

Não é a toa que as lojas e empresas de serviços estão apertadas, atrasando muito seus pagamentos e sem investir. Seus atrasos afetam outras empresas, num efeito dominó que se reflete no emprego, de desempenho ridículo nos últimos anos; na falta de inovação e ampliação.

Ao invés de cumprir sua obrigação, a prefeitura aposta no pão e circo (muito mais circo do que pão).

Sua equipe visa apenas manter seus rendimentos, nem sempre honestos, e a reeleição em 2012, para mais quatro anos enchendo bolsos indevidos e esvaziando a cidade.

Itabuna pode até crescer em população, mas a qualidade das pessoas que estão mudando para outras cidades é alarmante. São empresários, engenheiros, arquitetos, administradores que fazem diferença.

Se nada mudar, Itabuna vai acabar sendo uma cidade de descapacitados, perdendo o que resta de competentes para outras cidades.

O grave é que entidades como ACI, CDL, Rotary, Lions, Maçonaria, se omitem e fazem de conta que está tudo ótimo, seja por amizade com quem está no poder, por covardia, por interesse pessoal ou porque não precisa usar nada público e tem dinheiro suficiente para não depender da economia local.

São míopes, porque uma hora a situação vai afetar seus negócios, sua renda, qualidade de vida de sua família.

Leia mais

SÓ EM 2010 AZEVEDO GASTOU R$ 21,1 MILHÕES COM CARGOS DE CONFIANÇA

Folha incha e gastos triplicam em apenas dois anos

Azevedo: oração, talvez para agradecer os 'olhos' do Tribunal de Contas e do Ministério Público estadual.

O discurso do prefeito Capitão Azevedo (DEM) sempre foi o de crise econômica e cofres vazios para justificar o caos na saúde e poucas ações com recursos próprios. Só que o discurso soa contraditório ao extremo quando analisado o número de cargos comissionados criados desde quando Azevedo ascendeu ao poder.

A quantidade de cargos comissionados saltou de 255 para 466 entre setembro de 2008 e dezembro de 2010. Os cargos de confiança são de livre nomeação. Isso significa dizer que o funcionário não precisa ser aprovado em concurso público para ser contratado. Basta apenas um decreto no Jornal Oficial do Município, assinado pelo prefeito, para validar a contratação.

Mais impressionante ainda é o quanto Azevedo vem gastando com esta farra. A diferença entre a folha em 2008 e a de 2010 supera a casa dos R$ 15 milhões, como revela reportagem do jornal A Região.

Enquanto no governo do ex-prefeito Fernando Gomes gastava-se R$ 561.236,94 com a folha de comissionados por mês. Agora, atinge R$ 1.766.000,00, de acordo com relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ou seja, mais que triplicou em dois anos.

A diferença fica ainda mais evidente quando multiplicado o gasto anual nos dois períodos:

– Ano de 2008: R$ 6.734.843,28

– Ano de 2010: R$ 21.192.000,00

Como o PIMENTA mostrou em março (relembre), Itabuna gasta muito mais com comissionados dos que as prefeituras de Feira de Santana, Vitória da Conquista e Ilhéus.

Confira reportagem completa sobre a Farra dos Comissionados

“A BOLA DA VEZ”

Anotado por Marcel Leal em sua (a dele!) coluna n´A Região (confira):

O PC do B, empolgado com ele mesmo, anuncia que vai ter candidato a prefeito de Itabuna e que é “a bola da vez”. Parece que não jogam sinuca. Nela, a bola da vez é encaçapada e sai do jogo…

DUAS PULSEIRAS

Malha Fina (A Região):

O relatório da Polícia Federal tem um “malvado favorito”, o ex-presidente da Câmara de Ilhéus Joilsonso, flagrado em dezenas de ligações gravadas com autorização da Justiça fazendo traquinagens. Vai acabar ganhando pulseiras.

OS DOIS CHATÔS

Marival Guedes | [email protected]

O antigo Diário de Pernambuco já pertenceu ao poderoso grupo Diários Associados, comandado por Assis Chateaubriand. Um filho do velho Chatô assumiu a direção do jornal que tinha muitos funcionários antigos. Para não demiti-los, por causa das altas indenizações, arranjou funções mais leves pra eles.

Para o gráfico Anísio, um negro alto e forte, colocaram uma mesa e uma cadeira na porta da sala do diretor Albuquerque  (que contou este caso ao jornalista Ramiro Aquino) para fazer triagem entre as pessoas que pretendiam falar com o administrador.

Um dia Chateaubriand foi à sala de Albuquerque e flagrou Anísio debruçado sobre a mesa, dormindo. Entrou enfurecido na sala e determinou ao diretor: “dê-lhe uma advertência verbal, na reincidência uma reprimenda por escrito e, na terceira, ponha-o no olho da rua.”

Albuquerque, experiente administrador e velho amigo de Anísio, argumentou: “veja, bem chefe, o homem tem 46 anos de casa e a indenização não vai ser pouca coisa…”. Chatô refletiu: “É, neste caso, vamos pisar macio pra não acordá-lo.”

O CHATÔ DA REGIÃO

Quando li Chatô,o rei do Brasil, o também controvertido Manuel Leal dono do jornal A Região, assassinado em 14 de janeiro de 1998, estava vivo. Na legislatura 1997/2000, os vereadores Hamilton Gomes e Carlito do Sarinha se desentenderam. O primeiro era agressivo e treinava boxe em sacos de areia. Já o segundo, magro igual um faquir. Hamilton decidiu terminar a discussão desferindo um soco em Carlito.

Na edição seguinte, o jornal A Região publicou que Carlito havia aplicado uma surra em Hamilton. Teve até charge.

Hamilton foi “tirar satisfações” com Manuel Leal. A resposta de Leal foi bem ao estilo Chatô: “Hamilton, no meu jornal amigo meu não apanha, só bate.”

ENTREVISTA

Certa vez fui entrevistar Leal. Quando entrei na sala, o cumprimentei: “bom dia, Mau-nuel”. E ele, no ato: “bom dia, Mau-rival”. Transcrevo um trecho da entrevista:

Leal você faz imprensa marron?

– Não, meu jornal é vermelho magenta.

Mas você costuma atacar as pessoas…

– Quem não quiser ser denunciado, ande direito.

São vários os comentários que você faz jornalismo apenas por dinheiro.

– O jornal tem custos.

Mas jornal não é armazém de secos e molhados.

– Mas no final do mês os jornalistas querem dinheiro. Principalmente os comunistas, estes são os mais exigentes.

Marival Guedes é jornalista e escreve no PIMENTA às sextas-feiras.

ACM, LEAL E O CHEQUE PRÉ-DATADO

Daniel Thame | [email protected]

Inicio da década de 90. A pretexto de inaugurar novas salas de aula numa escola da rede estadual, Antonio Carlos Magalhães, o todo poderoso governador da Bahia, fez um ato público na praça Adami, centro de Itabuna.

Era só pretexto mesmo. O que ACM fez foi desancar, com a verborragia habitual, seu ex-aliado Manuel Leal, dono do jornal A Região, que lhe fazia ferrenha oposição.

Embora fosse à época o jornal de maior circulação no Sul da Bahia, A Região era tratada, bem ao estilo ACM, sem pão nem água pelo Governo do Estado. Publicidade zero.

Mas o caudilho queria mais. Depois de atacar Leal, que assistia tudo da sede do jornal, bem ao lado da praça, ACM falou sem rodeios:

-Quem for meu aliado, meu amigo, não anuncia nesse jornal de merda…

Clique aqui para ler o texto completo.

UNIVERSO PARALELO

A ORELHA CORTADA E O GOL QUE NÃO HOUVE

Ousarme Citoaian

Certos artistas são lembrados por um momento, uma curiosidade, uma circunstância: Van Gogh, por ter cortado a própria orelha e por vender, em vida, um único quadro –  A vinha encarnada (foto); mesmo quem não é dado a jazz & blues sabe que Ray Charles era cego, e isso basta; também de Jorge Luís Borges não se precisa ler nada, mas é imperdoável desconhecer-lhe a cegueira; e Pelé (embora não seja, rigorosamente, um artista)  foi muitas vezes celebrado pelo gol que não fez. Penso que essas situações poderiam integrar a lista daquilo que o gênio de Millôr Fernandes chama de “Ah, essa falsa cultura!” Entende.

FIRMINO ROCHA E O MENINO DO FUZIL

Autores são, volta e meia, vítimas da simplificação, passando a ser identificados por um só trabalho, não raro um detalhe, um ângulo desse trabalho. Essas referências, que contribuem para eclipsar o conjunto da obra, têm sido causa de irritação para muitas “vítimas”, que veem sua produção reduzida à expressão mais simples. São várias as situações em que o artista tem sua obra expressada por um item – um quadro, um disco, às vezes um verso, uma frase. Há poucos dias, citamos aqui o poeta itabunense Firmino Rocha, também ele atingido por essa “maldição”: sempre que se o cita, ouve-se uma referência ao poema “Deram um fuzil ao menino”. E só.

MÃOS QUE AFAGAM TAMBÉM APEDREJAM

Conta-se que Raimundo Correa ficava de mau humor quando alguém o tratava como o autor de As pombas (“Vai-se a primeira pomba despertada…”) e João Cabral de Melo Neto (foto), já de si zangado, não costumava ser simpático com quem demonstrava conhecê-lo apenas pela leitura do poema Morte e vida severina. Há pessoas que jamais abriram um livro e, mesmo assim, citam, sem saber a origem: “Depois de um longo e tenebroso inverno” (Luiz Guimarães), “Última flor do Lácio inculta e bela” (Olavo Bilac), “A mão que afaga é a mesma que apedreja” (Augusto dos Anjos) e “Que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Moraes). Também sei de gente que reduz Valdelice Pinheiro a “Rio Cachoeira” (“Rio torto, rio magro, rio triste…”).

A ELIPSE E A SEM-GRACICE DE MILÔR

Uma questão recorrente nesta coluna – a figura chamada elipse, que leva as pessoas a misturar os artigos definidos – teve um abono interessante, mesmo que nunca mais repetido, devido aos protestos que provocou. O nome do abonador, pasmem, é Luís Fernando Veríssimo. Com surpresa, leio no jornalista e filólogo Marcos de Castro (última edição de A imprensa e o caos na ortografia, uma de minhas leituras de cabeceira) que em 1997 o filho de Érico Veríssimo afirmou, em crônica no Jornal do Brasil, que Millôr Fernandes trabalhara “na Cruzeiro”. Millôr, que trabalhou na revista O Cruzeiro (e tem intolerância a bobagens) ficou sem graça.

SIMÕES FILHO EM ESTADO APOPLÉTICO

Essa epidemia de elipse fere uma regra simples, que toda redação conhece (ao que vejo, conhecia): o artigo que está no nome do veículo dita-lhe o gênero. Assim, O Cruzeiro é usado no masculino, tanto quanto O Malho e O Tico-Tico (embora sejam revistas, o que lhes dá “aparência” de feminino). Já A Tarde, A Gazeta, A Região e A Crítica são femininos (esse nó na língua que se dá para chamar A Tarde de “o A Tarde” deixaria apoplético o eminente Ernesto Simões Filho). Procurei de lanterna mão e não encontrei um só texto em que se chame a Folha de S. Paulo de “o Folha…” ou A Gazeta de “o Gazeta”. Ainda bem que o ataque não é generalizado.

PORTUGUÊS SEM “CONTORCIONISMOS”

Sobre a batatada de Luís Fernando Veríssimo (primeiro à esquerda, sentado), depois de dizer que “seu pai não faria o mesmo”, Marcos de Castro dá um exemplo, colhido “no admirável Solo de clarineta, de Érico Veríssimo”: “Quarta-feira era o meu dia mais esperado e feliz da semana, pois era às quartas que geralmente chegava a Cruz Alta o último número de O Tico-Tico”. O crítico nos chama a atenção para o fato de que por mais cinco vezes Érico se refere à revista na forma masculina, “sem fazer contorcionismos com o idioma”, mudando o gênero para o feminino. E conclui, com uma ponta de maldade: “O filho pode ser bom em saxofone, mas em clarineta o pai era melhor”.

NO BALCÃO, QUEM DIRIA, A FRASE GENIAL

Quando inventaram o comércio, inventaram os caloteiros e, por consequencia, as frases que procuram afastá-los. “Fiado só amanhã” é uma das mais antigas e, por isso, o tempo já lhe subtraiu a graça que, por ventura, teve na juventude. Desconfio de que, menino (aconteceu há uns 300 anos, ai meu Deus!) eu já desgostava da mesmice na linguagem, tanto que me encantei com uma frase de genial economia de palavras (sobre vender fiado), que vi sobre um balcão de loja – e nunca mais a encontrei, por mais que a buscasse, nem mesmo nos arquivos da internet. Jamais esqueci a frase e, claro, o nome do seu autor, o italiano Paolo Mantegazza (foto).

OS ARTISTAS NÃO SÃO FEITOS NA ESCOLA

Esse Mantegazza (1831-1910) não era um qualquer: foi neurologista, fisiologista e antropólogo, notável por ter isolado a cocaína da coca, que utilizou em experimentos, investigando seus efeitos psicológicos em humanos (“pesco” isto no Google). O velho italiano foi escritor de ficção e ainda encontrava tempo para produzir frases de efeito. “A escola pode aperfeiçoar o artista, criá-lo, nunca; não se melhora senão o que já existe”, é uma de suas pérolas. Outra: “A honra nunca existe por metade; inteira é forte, ferida está morta”. Faltou citar a minha preferida, primor de síntese para desestimular os velhacos: “Vendo, vendo; não vendo, não vendo”.

VOZES OBLÍQUAS NA HORA DO SOL SE PÔR

Há murmúrios neste rio,
vozes oblíquas me chamam;
Cantigas de bem-me-quer
entre rosas imaginárias.
Gemidos de superfície,
do coração de Jandira;
acenos de mãos franzinas
entre brisas de luar.
Senda do meu destino
nesta hora tão antiga;
uma saudade-ternura
na hora do sol se pôr.
Cachoeira, Itabuna, Jandira.
Amor cravado em cruz.

SINAL DE DESENCANTO COM A LITERATURA

Autor de “Água corrente”, acima, Ariston Caldas (1923-2007) passou sua vida, principalmente, em Uruçuca, Itabuna e Salvador. Na região e na capital exerceu o ofício de jornalista, poeta e prosador. Trabalhou nos grandes jornais de Salvador e aqui do Sul, tendo participado de várias antologias de contos e poemas. Publicou cinco livros de poesia: Mar distante, A hora sem astros, Balada que vai e vem, Olho dágua e Dissipação, todos em edições mais ou menos artesanais, hoje difíceis de ser encontrados.  Ariston (à direita da foto, ao lado de Jorge Amado – acervo de A Região) pareceu, em certo momento da vida, desencantado com a literatura, ficando mais de três décadas sem publicar. Curiosamente, um ano antes da morte voltou às livrarias, mas com um trabalho em prosa: Linhas intercaladas (Via Litterarum/2006).

SARAH VAUGHAN, A DIVINA, TERÁ EXISTIDO?

A primeira vez que o som inusitado da voz de Sarah Vaughan entrou pelos meus ouvidos eu senti um impacto próximo ao delírio. E cheguei de imediato à conclusão de que aquela cantora não existia – seria uma invenção de técnicos desocupados, um desses “milagres tecnológicos” que sempre estiveram em moda. Na época, minha sensação era da impossibilidade de um canto tão perfeito; e hoje (tantos anos já passados) ainda às vezes penso que Sarah (chamada, com justiça, a Divina) nunca existiu de se ver e pegar, não é gente de carne e osso. O exemplo é sua interpretação de Someone to watch over me, de George (foto) e Ira Gershwin – os irmãos da ópera Porgy and Bess (1935), já citada nesta coluna.

LETRAS COM BOBAGENS ARREPIANTES

Someone… tem letra feminina e bobinha (como em geral as letras dos americanos). Fala de “procurar um certo rapaz que eu tenho em mente” (I’m going to seek a certain lad I’ve had in mind), com bobagens arrepiantes, como “Onde está o pastor para esta ovelha perdida (Where is the shepherd for this lost lamb)? Na versão “masculina” com Emílio Santiago (foto) ficou:  “Eu sou um carneirinho perdido, arrependido e oferecido a alguém que olhe por mim” (Céus!). E antes que perguntem se Ira e George, com esse papo estranho, eram do reduto, respondo que não, ao menos que eu saiba – Cole Porter, contemporâneo deles, era quem jogava nessa posição. O que se notabiliza em Someone… é a melodia (de George), mais ainda com Sarah Vaughan, capaz de transformar em música até a lista telefônica de Constantinopla.
</span><strong><span style=”color: #ffffff;”> </span></strong></div> <h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3> <div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as

O COMPOSITOR MAIS RICO DO MUNDO

George Gershwin está na calçada da fama de Long Island desde 2006 e é nome de teatro em Manhatan, em resposta à contribuição que deu a esse meio cultural.  Aproveito e digo, só para quem ainda não sabe, que esse Gershwin (1898-1973), cuja fama encobriu   o irmão e colaborador Ira, formou ao lado dos maiores compositores americanos – como Cole Porter (foto), Richard Rodgers, Irvin Berlin e outros. E também das maiores fortunas. Artista talentoso e com uma vocação atávica para ganhar dinheiro (era judeu-russo), se deu muito bem na vida: em 2005, o jornal The Guardian concluiu que, “estimando os lucros acumulados na vida de um compositor, Gershwin foi o compositor mais rico de todos os tempos”.

COM VOCÊS, A DIVINA SARAH VAUGHAN!

Agora clique, se ajoelhe e esqueça, por escassos três minutos e meio, tudo o que ficou está lá fora. No fim, bata palmas – e se alguém estranhar, não ligue: o mundo está cheio de gente sem poesia.

(O.C.)

FRAUDE DOS CONTRACHEQUES: NÚMERO DE INDICIADOS É MAIOR

O número de indiciados pela Polícia Federal na investigação da fraude em contracheques de servidores públicos federais na Ceplac pode chegar a 100, segundo revela reportagem do jornal A Região que chega amanhã às bancas.

No início da semana, este blog divulgou que seriam 66 os indiciados, mas a PF ainda não analisou a lista de uma terceira agência da Caixa Econômica Federal onde também ocorreu a tomada de empréstimos com a apresentação de contracheques adulterados.

A edição deste final de semana d´A Região trará reportagem completa mostrando como funcionou todo o esquema de fraude e como os criminosos lucravam em cima de aposentados e funcionários da ativa da Ceplac.

A BOMBA DE RUY

Machado diz ter "bomba" contra o Hospital de Base (foto Duda Lessa)

Machado diz ter "bomba" contra o Hospital de Base (foto Duda Lessa)

Não se sabe se será um petardo de efeito moral, de gás lacrimogênio (para fazer chorar) ou apenas um traque metido a dinamite, mas o fato é que o vereador Ruy Machado concedeu entrevista ontem ao jornal A Região e declarou ter uma “bomba” relacionada ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

Em se tratatando de Ruy, que há alguns meses denunciou a Emasa por distribuir água contaminada (mas não comprovou a acusação), pode-se esperar de tudo…

O jornal, naturalmente, mantém suspense sobre a denúncia até amanhã, dia em que estará as bancas. Mas se há alguém no Hblem com débito na praça e abrigado sob telhado de vidro, é bom tomar cuidado. Vai que a bomba seja de verdade mesmo.






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