O babalorixá, professor e escritor Ruy Póvoas || Foto ijexa.com.br
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Hoje (6), a Academia de Letras de Ilhéus (ALI) exibe o documentário Òfú Ifaradà: O Sopro da Resistência. O filme aborda memória, ancestralidade e resistência tendo como fio condutor o cinquentenário do terreiro Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon, em Itabuna, liderado pelo babalorixá, professor e escritor Ruy Póvoas.

Além da exibição do filme, o evento contará com intervenção artística de Mestra Lainha do Cordel, que deu voz à Orixá Nanã no documentário. Também haverá roda de conversa com Ruy Póvoas, o diretor Paulo Ferreira e os acadêmicos Tica Simões e José Nazal, com mediação de Carlos Alaboji.

O documentário é uma produção da Associação Santa Cruz Ijexá, em parceria com o Museu Ilê Lailai Ignez Mejigã e apoio do Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon. O projeto foi contemplado pelo edital audiovisual da Lei Paulo Gustavo, com apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania e do Ministério da Cultura.

A ALI fica na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, próximo ao Teatro Municipal, no Centro Histórico.

Pensador completaria 100 anos no último dia 3 || Imagem Acervo TV Brasil
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A Academia de Letras de Ilhéus promove, nesta terça-feira (5), às 18h, uma homenagem ao geógrafo Milton Santos, em razão do centenário de nascimento do baiano de Brotas de Macaúbas.

A programação inclui palestras dos professores José Antunes, Marcelo Henrique Dias e Lurdes Bertol, que vão abordar a trajetória e a contribuição acadêmica de Milton Santos. Reconhecido internacionalmente, ele é considerado um dos principais nomes da geografia crítica.

Milton Santos ocupou a cadeira número 35 da Academia de Letras de Ilhéus. No início da carreira, lecionou no Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne, principal escola da rede municipal de ensino da cidade. No cenário internacional, destacou-se pela produção intelectual voltada à análise do espaço urbano, da globalização e das desigualdades sociais.

A sede da academia fica na Rua Antônio Lavigne de Lemos, nº 39, quase em frente ao Teatro Municipal, no Centro Histórico. A atividade é aberta ao público e integra as ações de celebração do centenário do pesquisador, que nasceu em 3 de maio de 1926.

Fundador do TPI, Romualdo Lisboa assumirá cadeira na Academia de Letras de Ilhéus || Foto Divulgação
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A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) elegeu o diretor teatral, dramaturgo, escritor e gestor cultural Romualdo Lisboa como novo membro da instituição. A escolha reconhece uma trajetória de mais de 30 anos dedicada às artes cênicas, à literatura e à cultura brasileira, com forte vínculo com Ilhéus.

Romualdo vai ocupar a cadeira número 27, que teve como último ocupante o jurista Carlos Valder. O patrono da cadeira é José de Sá Nunes, e o fundador, Heitor Dias. A data da posse será definida pela presidência da Academia e deve ocorrer no primeiro semestre de 2026.

A eleição ocorreu após indicação dos acadêmicos Rita Santana, Anarleide Menezes, Ramayana Vargens e Pawlo Cidade. O nome de Romualdo foi submetido à votação na segunda-feira (15) e aprovado pela maioria dos membros efetivos, conforme o regimento interno da instituição.

TRAJETÓRIA

Natural de Ibicaraí, Romualdo Lisboa tem 51 anos e construiu em Ilhéus grande parte de sua trajetória artística e intelectual. Recentemente, recebeu o título de cidadão ilheense, por indicação da vereadora Enilda Mendonça (PT).

Fundador do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), em 1995, ao lado de Équio Reis, Romualdo consolidou o grupo como referência nacional. O TPI é reconhecido pela pesquisa estética, pela longevidade e pelo diálogo entre a cultura regional do sul da Bahia e clássicos da literatura. Em 2025, o grupo completou 30 anos de atividades ininterruptas.

Com mais de 20 peças escritas, 14 livros publicados e atuação como diretor em montagens de destaque, Romualdo também contribuiu por décadas com crônicas semanais no Diário de Ilhéus e no Jornal Agora. Além da criação artística, exerceu funções na gestão pública da cultura, como diretor de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado e chefe de Gabinete da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

A professora e escritora Elisa Oliveira assume cadeira na ALI || Foto Divulgação
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A professora, filósofa e escritora Elisa Oliveira ocupará, a partir de hoje (16), às 19h, a cadeira número quatro da Academia de Letras de Ilhéus, em cerimônia de posse conduzida pela poeta Luh Oliveira.

Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e mestranda em Ensino e Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Elisa Oliveira é professora da rede estadual de ensino e escritora profícua, com mais de 20 obras publicadas, entre livros didáticos e literários.

É autora das coleções Aprendiz de Filósofo e Cogito, Ergo Sum, que nasceram da experiência em sala de aula. Também escreveu A Menina Feita de Mar; Theo e o Sol na Cabeça; e Perguntas de Cor, tendo como marca de sua literatura o diálogo com a filosofia, ancestralidade, educação antirracista e iniciação das infâncias na leitura.

A futura imortal da Academia de Letras de Ilhéus falou do significado que atribui à chegada numa instituição de reconhecimento e visibilidade da produção literária. “Momento é de honrar as que vieram antes, com todo o respeito que tenho a cada uma delas no meu fazer diário. O movimento de ocupar um espaço historicamente negado a tantas de nós é a oportunidade de trazermos a intelectualidade negra de todos nós para este espaço”, afirmou Elisa Oliveira.

Evento reúne instituições culturais em Ilhéus || Imagem Divulgação
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O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) promove, de 16 a 18 de junho, o Seminário Conexões Interculturais na Academia de Letras de Ilhéus (ALI), localizada na Rua Antônio de Lemos Lavigne, no Centro Histórico. Em debate, a gestão, democratização e ampliação do acesso às políticas públicas culturais. O Núcleo de Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a ALI e o Fórum de Agentes Empreendedores e Gestores Culturais do Litoral Sul são parceiros do evento.

Com transmissão ao vivo pelo canal do TPI no YouTube, o seminário contará com três mesas: A política cultural e formativa das universidades públicas (16/6); O papel das instituições culturais na formulação de políticas públicas na Bahia (17/6); e Desafios e avanços na articulação da cultura regional (18/06).

“Ao reunir alguns dos mais renomados especialistas em cultura da região, o Conexões Interculturais propõe, além uma interação entre instituições do segmento, ampliar diálogos para constante atualização das políticas públicas de cultura”, explica o dramaturgo Romualdo Lisboa, diretor do TPI.

“Precisamos refletir cada vez mais sobre temas relevantes e cruciais da agenda cultural”, explica Lisboa. “As políticas culturais, a democratização da cultura, a formação cidadã, a cidadania cultural e formação para gestão cultural são pautas que precisam ser debatidas e aprimoradas, para que a atividade cultural seja mais valorizada e reconhecida na sociedade”, conclui.

O Seminário faz parte da série de atividades que marcam os 30 anos do Teatro Popular de Ilhéus. Fundado em 1995, o grupo é referência das artes cênicas no País.

Confira, abaixo, a programação completa.

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Nazal (no centro) toma posse na ALI || Foto Jornal O Compasso
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A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) empossou o fotógrafo e memorialista José Nazal Pacheco Soub, de 68 anos, na cadeira 38, que tem como patrono Virgílio de Lemos e fundador, Nestor Passos. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Nazal substitui o professor e advogado Carlos Eduardo Lima Passos da Silva, que faleceu em setembro de 2022.

Vice-prefeito de Ilhéus de 2017 a 2020, Nazal dedicou décadas ao serviço público municipal. Também colabora para a conservação da memória política e geográfica do município, dono de um dos maiores acervos imagéticos da Terra da Gabriela. Publicou, em 2005, Minha Ilhéus: Fotografias do Século XX e Um Pouco de Nossa História, pela editora Via Litterarum, que ganhou edição revista e ampliada em 2013.

Nazal foi indicado para a Academia de Letras de Ilhéus pelo também imortal Ramayana Vargens, jornalista, escritor e professor de literatura. O novo acadêmico tomou posse em cerimônia na última sexta-feira (13) e falou ao PIMENTA sobre o significado da chegada à ALI:

– É uma honra participar de uma nata de pessoas que são, reconhecidamente, dedicas à cultura, à literatura, à arte, dentro de todo o escopo que a Academia abrange. Fiquei feliz.

Renée Albagli substitui Soane Nazaré, que faleceu em 2023
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A professora Renée Albagli Nogueira foi eleita para a Academia de Letras de Ilhéus (ALI). A reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) no período de 1996-2004 vai ocupar a cadeira nº 32. A indicação foi do acadêmico Josevandro Nascimento, assinada pelos confrades Rui Póvoas, Higino Filho, Tica Simões e Baisa Nora.

Antes de Renée, a cadeira nº 32 foi ocupada pelo professor Soane Nazaré de Andrade, também reitor da Uesc, que faleceu no ano passado, aos 92 anos (relembre).

Ana Virgínia Cavalcante de Andrade, filha de Soane, disse que o pai, onde quer que esteja, está feliz com a escolha da substituta. “Ninguém melhor que você, que sempre foi amiga e participante desta jornada, para ocupar este lugar. Justo e merecido!”, afirmou, dirigindo-se a Reneé Albagli.

TRAJETÓRIA

A professora Renée Albagli Nogueira é graduada em Biologia pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, com Especialização na Universidade Católica de Minas Gerais e em Genética, na Unicamp.

Fez Especialização em Gestão Universitária, na Universidade Estadual do Ceará; e Mestrado em Gestão Universitária, na Universidade Estácio de Sá, com a última etapa desta titulação concluída na St. Paul University, em Chicago (EUA). Tornou-se Doutora em Educação em 2010, pela Universidade Federal da Bahia.

Na Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (Fespi), foi diretora acadêmica, diretora de Graduação e Extensão. Na Uesc, foi pró-reitora de Graduação e vice-reitora, e eleita reitora em 1996, tendo permanecido no cargo até fevereiro de 2004, quando terminou seu segundo mandato. Foi membro e presidente do Conselho Estadual de Educação.

Ruy Póvoas (à esquerda) presta homenagem ao amigo André Rosa, falecido neste domingo (7)
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André trouxe Rosa, por sobrenome, a rainha das flores. No percurso de sua existência, muitas vezes não navegou num mar de rosas, tendo em vista os inúmeros desafios que teve de enfrentar. Cremos, porém, que a partir de agora, um mar de bem-aventuranças lhe trará o descanso merecido.

 

Ruy Póvoas

Quatro caminhos no meu percurso, nesta existência, se cumprem no dia de hoje. O entrelace se desfaz com a morte de André Rosa. Meu amigo, meu colega, meu confrade, meu irmão de fé. A quais caminhos me refiro? Éramos parceiros na Universidade/UESC (André era professor e pesquisador); na Literatura (André era escritor e poeta); na Academia de Letras de Ilhéus (André era membro efetivo da ALI) e no exercício da prática de uma religião de matriz africana (André era Tata Cambone de Matamba, do Terreiro Tombenci Neto).

Tais viveres e fazeres nos enlaçaram por muitos anos a fio. Agora, quando Mercúrio retroage no nosso céu, Matamba mandou buscar André e Nanã Borokô o leva de volta ao seio da Mãe Terra. E como fico eu aqui? Aliás, como ficamos nós?

Cumpre volvermos as vistas para seus escritos e seus relatos de estudos e pesquisas. Cumpre mergulharmos com a atenção devida para seus versos extravasantes de intuição artística. Cumpre continuarmos zelando pela ALI, nos devidos cuidados de sustentação e lides de nossa Academia. Cumpre, especialmente a mim, continuar na luta pela conquista de lugar no mundo por partes do povo de santo.

Da última vez que nos vimos, 14 de março deste ano, a nossa ALI vivia momentos de alegria por estarmos iniciando mais um ano de atividades acadêmicas. Vários participantes fotografaram o evento a valer. Em muitas fotos, André e eu saímos juntos. E quando a onda de sentimento amainar, voltarei àquelas fotos que ficaram, representações que são do último momento de uma caminhada que só nos deu contentamento e certeza de que estávamos no caminho certo.

Para nós, gente que pratica a fé de matriz africana, ainda veremos você na intimidade de nossos rituais, quando em breves dias, celebraremos o axexê. Você se vai enquanto criatura encarnada, mas ficará conosco, para o resto de nossas vidas. E isso é possível, sim, porque ficam conosco, seus escritos, seus poemas, seus livros, os resultados de suas atividades na ALI. Ficam, sobretudo, partes de seu axé anexado à comunidade do Terreiro Tombenci Neto.

André trouxe Rosa, por sobrenome, a rainha das flores. No percurso de sua existência, muitas vezes não navegou num mar de rosas, tendo em vista os inúmeros desafios que teve de enfrentar. Cremos, porém, que a partir de agora, um mar de bem-aventuranças lhe trará o descanso merecido.

E de onde você estiver, rogue por nós, seus amigos, camaradas, colegas e irmãos até que chegue nosso tempo também.

Itabuna, 7 de abril de 2024.

Ajalá Deré (Ruy Póvoas) é babalorixá do Ilê Axé Ijexá.

Mãe Ilza é convidada especial de roda de conversa em Ilhéus || Foto PMI
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Mãe Ilza Mukalê, mameto-de-inquice do terreiro de candomblé Matamba Tombecy Neto, é a convidada especial para a mesa redonda sobre as tradições africanas no Brasil, promovida pela Academia de Letras de Ilhéus (ALI), a partir das 16h desta terça-feira (28), na sede da instituição, localizada na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 89, no Centro Histórico, quase em frente ao Teatro Municipal.

Também vão compor a mesa o músico Marinho Santos (Gongombira), Carlos Alaboji (Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon) e os professores André Rosa (Uesc) e Anarlei Menezes (Instituto Nossa Senhora da Piedade), a quem caberá a mediação da conversa. A entrada é gratuita.

Posse de Rita Santana na ALI será neste sábado (24)
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A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) dá posse à escritora, jornalista e atriz Rita Santana, neste sábado (24), às 19h, em solenidade na sede da instituição, no Centro Histórico. Ela assumirá a cadeira 37, que pertenceu ao jurista Mário Albiani, falecido em julho de 2021.

Ilheense, Rita afirmou que recebeu com imensa alegria a indicação para a ALI. “Sinto que é o momento de retribuir a Ilhéus tudo que aprendi e vivi. A dimensão do afeto que tenho recebido é imensurável”, declarou.

UMA ARTISTA DE PALCOS, TELAS E LETRAS

Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e pós-graduada em História Social e Cultural Afro-brasileira, Rita Verônica Franco de Santana, 53, tem longo percurso no mundo das artes.

No início da década de 1990, foi uma das fundadoras do grupo Caras e Máscaras, de Ilhéus. Teve papel de destaque na peça infantil Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado, e integrou o elenco da adaptação teatral de Dona Flor e seus Dois Maridos, obra de Jorge Amado adaptada pelo diretor Fernando Guerreiro. Também atuou na novela Renascer, da Rede Globo, e no filme Tieta do Agreste, de Cacá Diegues.

Vencedora do Prêmio Braskem de Cultura e Arte na seção de literatura, em 2004, Rita Santana ganhou a publicação do seu primeiro livro de contos, Tramela. Também é autora de Alforrias (2012) e Cortesianas (2019).

A atriz, escritora e jornalista colaborou com o Diário da Tarde, de Ilhéus, e no suplemento cultural d´A Tarde, de Salvador. Na Uesc, fez parte da coordenação do projeto Universidade em Verso. Recentemente, foi a poeta escolhida para representar o Brasil no Festival Internacional de Literatura de Buenos Aires.

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Presidente do PCdoB de Itabuna, o ex-vereador Wenceslau Júnior parabenizou o professor, advogado e escritor Efson Lima, que será empossado como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), em solenidade na sede da instituição, nesta sexta-feira (22), às 19h.

– Ele dará uma importante contribuição para que a Academia cresça ainda mais, pois se trata de um jovem doutor com inteligência imensurável. Tenho certeza que seus conterrâneos, assim como eu, que o admiram e acompanham sua trajetória acadêmica estão orgulhosos. Parabéns!

Efson Lima ocupará a cadeira 40 da ALI. Jovem doutor, Efson é um dos articulistas do centenário jornal A Tarde e do Diário de Ilhéus. O mais novo imortal também é um dos responsáveis por articular a realização do Festival Literário Sul-Bahia (Flisba).

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O professor de Direito, escritor e articulista Efson Lima toma posse como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI) na próxima sexta-feira (22), no Salão Nobre da instituição. A solenidade está prevista para as 19h.

Articulista de jornais diários baianos e um dos coordenadores do Festival Literário Sul-Bahia (Flisba), Efson teve o apoio necessário de votos já na indicação para a ALI, o que dispensou a eleição para escolha do novo membro, informou o presidente da Academia, Pawlo Cidade. Toma assento à cadeira 40 da Academia.

Conforme previsto, Efson Lima será saudado pela ex-presidente da ALI Maria Luiza Heine, na próxima sexta (22), na sede da Academia de Letras de Ilhéus, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus, Bahia, Brasil.

Efson foi aluno de Maria Luiza Heine, que lembra dos tempos de faculdade. “[Efson] Era aquele aluno que se aproximava para conversar, querendo ir além do assunto dado. Um dia me procurou querendo saber mais da Academia de Letras de Ilhéus, cresceu e adquiriu conhecimento para conhecer a Academia por dentro. Vai entrar pela porta da frente”, orgulha-se a ex-presidente.

GANHO INESTIMÁVEL PARA A ACADEMIA

Presidente da ALI, Pawlo Cidade vê na chegada de Efson ganho inestimável para a nossa Academia. Ele ressalta a experiência, a dedicação e o amor pelas letras que enxerga no novo membro.

Já o poeta, ensaísta e membro das academias de Letras da Bahia (ALB) e de Ilhéus (ALI) Aleilton Fonseca, vê Aleilton na Academia com imensa alegria, prazer e satisfação. “A Academia de Letras de Ilhéus ganha muito com a sua participação efetiva nas atividades de promoção da nossa Literatura.”

O jornalista e consultor cultural Alderacy Pereira teve Efson Pereira como seu aluno, ainda na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em 2004. “Recordo, nitidamente, dos olhos dele brilhando e me apresentando seus primeiros artigos de opinião”, relembra, completando: “Quando vejo um texto assinado pelo articulista Efson Lima, leio com grande interesse e volúpia”, encerra, não sem destacar o orgulho ao saber da posse do escritor e professor na ALI.

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O jurista Manoel Carlos de Almeida Neto tomará posse como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus, nesta sexta (25), em solenidade que ocorrerá às 18h30min, na sede da entidade, no Centro Histórico. O novo membro da ALI passará a ocupar a Cadeira 39, antes pertencente ao fundador da instituição, José Cândido de Carvalho Filho, que foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Manoel Carlos é doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Advogado e vice-presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB, o novo membro da ALI foi professor da Faculdade de Direito da USP (2020-2022) e da Faculdade de Direito da UESC (2005-2006), secretário-geral da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

OBRAS LANÇADAS

Neto é autor das obras “O novo controle de Constitucionalidade Municipal” (editora Forense), “Direito Eleitoral Regulador” (RT), “Juiz Constitucional” (RT), dentre outras. A posse na ALI coincide com o lançamento nacional da sua mais recente obra, “O Colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia”, considerado pelo ex-presidente da República e membro da Academia Brasileira de Letras, José Sarney, um “trabalho insubstituível na literatura de nosso Direito Constitucional”. Sarney assina o prefácio do livro.

O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, é outra personalidade a falar do livro. “Com rigor acadêmico e destacada originalidade, esta obra do professor Manoel Carlos de Almeida Neto, fruto de longa e proveitosa pesquisa de pós-doutorado na Faculdade de Direito da USP, revisita os últimos duzentos anos da história político-institucional do país para desvendar os fatores reais do poder que deram vida e decretaram a morte das distintas Constituições brasileiras, propiciando aos leitores uma reflexão sobre as raízes sociológicas determinantes da fragilidade de nossa democracia”, escreveu.

Concurso é voltado para escritores brasileiros que residem na Bahia
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Academia de Letras de Ilhéus lançaram a quinta edição do Prêmio Sosígenes Costa de Poesia, que vai selecionar um livro de poesias escrito em escrito em língua portuguesa e inédito. A obra não pode ser inscrita em outro concurso ao mesmo tempo.

Poderão inscrever-se os brasileiros adultos, desde que nascidos na Bahia e residentes no estado há no mínimo dois anos, conforme declaração assinada pelo inscrito. Cada autor poderá concorrer com apenas uma obra, devendo inscrever-se sob pseudônimo.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas de forma gratuita até 4 de março de 2022. A obra deverá ser enviada em arquivo PDF, assim como cópias do RG e do CPF, além do formulário de inscrição disponível no blog oficial da Academia de Letras de Ilhéus e no site da UESC.

Veja mais informações no edital.

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O advogado, professor e escritor Efson Lima recebeu nesta quinta-feira (28) a indicação formal para a Academia de Letras de Ilhéus (ALI). Ele vai ocupar a cadeira número 40, que pertencia editor Gumercindo Rocha Dorea, fundador da Editora, que faleceu em fevereiro passado, aos 96 anos.

Mestre e doutor em Direito pela Universidade Federal da Bahia, Efson Lima é autor do livro Textos Particulares e tem poemas publicados em diversas antologias. Coordena o Projeto Bardos Baianos no Litoral Sul e foi um dos criadores do Festival Literário do Sul da Bahia (Flisba). Na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda da Bahia (Setre), é coordenador de assistência técnica e inclusão sócio-produtiva dos 15 centros públicos de economia solidária do estado.

Após a indicação, Efson Lima, nascido em Itapé, relembrou a infância pobre em Ilhéus, quando morou no Alto do Coqueiro e no Basílio. Nessa época, trabalhava com a mãe na Feira do Malhado. Alimentava o hábito da leitura com os mesmos jornais que usava para embrulhar os litros de dendê do pequeno comércio. Assim, tornou-se leitor assíduo do jornal A Tarde, Correio, Diário de Ilhéus, Agora, Diário do Sul e A Região.

Feliz com o novo desafio, escreveu numa rede social que, com sua indicação, “o morro chegava à Academia”.