WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba










dezembro 2019
D S T Q Q S S
« nov    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

editorias






:: ‘agricultura’

WAGNER E JOSIAS GOMES DESTACAM PRODUÇÃO E QUALIDADE DA BIOFÁBRICA BAHIA

Senador Wagner conhece novas mudas produzidas pela Biofábrica Bahia

O senador e ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, destacaram a presença da Biofábrica da Bahia com estande promocional da nova marca e novo nome lançados na 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, em Salvador. Senador e secretário conheceram, no evento, os lançamentos da Biofábrica, as mudas de palma forrageira e de cacau ortotrópicas.

Josias disse que a presença da Biofábrica na Feira em Salvador demonstra a vitalidade com que seus técnicos e a direção têm tratado o tema da maior relevância para a agricultura, a produção de mudas selecionadas, produzidas em laboratório, com todo rigor técnico. “Certeza de que com esses produtos nós estamos aumentando cada vez mais a produção agrícola de toda a Bahia. Sou um entusiasta do trabalho que hoje é praticado pela Biofábrica”, disse Josias Gomes.

Para Jaques Wagner, a Biofábrica da Bahia tem inovado. “Sou empolgado com a Biofábrica, sempre fui, Lanns sabe disso, no governo e mesmo fora do governo, sempre tentei ajudar. Achei que foi uma grande ideia comemorar os 20 anos da Biofábrica aqui na Feira Baiana da Agricultura Familiar, renovando o formato, a marca, mas mantendo a mesma energia e paixão que nós temos em ajudar o povo da agricultura em geral. Parabéns a Lanns e a toda a sua equipe. Espero que a gente consiga inovar cada vez mais”, afirmou Jaques Wagner.

O secretário Josias Gomes, ao lado de Lanns, destaca o vigor da Biofábrica

“Nós, da Biofábrica da Bahia, ficamos muito felizes com esse momento de novos desafios e metas, que escolhemos expor aqui na 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar, por toda sua importância e representatividade”, disse o diretor-presidente da Biofábrica, Lanns Almeida. “Temos muito trabalho pela frente para continuarmos produzindo mudas de excelência e fomentando o desenvolvimento rural na Bahia e no Brasil, com responsabilidade ambiental e social, envolvendo diversos setores da agricultura, desde a pesquisa e produção à extensão rural, num esforço conjunto em prol do nosso estado e do nosso país. Gratidão ao governo do estado, por meio do governador Rui Costa, à SDR, por meio do secretário Josias, ao senador Jaques Wagner e a todos que acreditam no potencial da Biofábica, que é de todos nós”.

A Biofábrica da Bahia, organização social sem fins lucrativos, possui parceria com o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural. Por seu estande na Feira Baiana da Agricultura Familiar passaram milhares de pessoas de diversas regiões do Brasil durante os nove dias de evento, que terminou no domingo (1º). A Feira ocorre, anualmente, durante a Fenagro, no Parque de Exposições de Salvador.

O SUCESSO DE UM ASSENTAMENTO SUL-BAIANO QUE PRODUZ CHOCOLATE PREMIUM

Joelson Ferreira, do Terravista, em Arataca, no sul da Bahia || Foto Daniel Thame/GovBA

Chocolate produzido por assentados ganhou Paris

O Assentamento Terra Vista, criado em 1994, foi uma das primeiras áreas de reforma agrária no sul da Bahia, surgido no auge da crise provocada pela vassoura-de-bruxa, que dizimou 80% da produção de cacau na região. Hoje é exemplo de projeto de agricultura familiar com foco na sustentabilidade e na educação.

Com 910 hectares, sendo 300 hectares de cacau e 313 hectares de Mata Atlântica, o Terravista possui 55 famílias. Elas produzem cerca de 5 mil arrobas de cacau 100% orgânico, por ano. A produtividade alcança cerca de 70 arrobas por hectares, que, aliados ao cultivo de frutas, verduras e hortaliças, garantem uma renda média de 2,5 salários mínimos por família. Do cacau, 10% é destinado à produção do Chocolate Terra Vista, um produto premium que já foi apresentado no Salão do Chocolate de Paris.

“A produção de cacau e a conservação da natureza são práticas indissociáveis nesse novo modelo de desenvolvimento”, explica o coordenador do Terra Vista, Joelson Ferreira. “O cuidado com a terra, a melhoria das amêndoas a produção orgânica e um modelo educacional focado nas necessidades do setor rural estão contribuindo para que os assentados tenham uma vida digna, sem necessidade de migrar para as incertezas dos centros urbanos”, diz.

A educação é uma prioridade no assentamento. Funcionam no local o Centro Integrado Florestan Fernandes e o Centro de Educação Profissional Milton Campos. O primeiro oferece o Ensino Fundamental I e II e atende alunos de 11 municípios, enquanto o segundo oferece os cursos profissionalizantes de Agroecologia, Meio Ambiente, Agroindústria, Agroextrativismo, Informática, Zootecnia e Segurança do Trabalho, além de um curso de nível superior em Agronomia, com especialização em Agroecologia. Os universitários são oriundos de assentamentos de todas as regiões da Bahia.

MISSÃO DO BANCO MUNDIAL E DE MOÇAMBIQUE VISITA BIOFÁBRICA

Missão do Banco Mundial e de Moçambique visita Biofábrica em Ilhéus || Foto Mariana Ferreira

Missão do Banco Mundial e de Moçambique visita Biofábrica || Foto Mariana Ferreira

Cerca de 20 servidores do governo de Moçambique, na África, e uma equipe do Banco Mundial visitaram o parque fabril do Instituto Biofábrica de Cacau (IBC), em Ilhéus. A missão, organizada em parceria com os governos Federal e da Bahia, apresentar ao governo moçambicano políticas públicas de desenvolvimento e redução da pobreza rural promovidas nos Territórios de Identidade Litoral Sul e Baixo-Sul da Bahia.

A diretora de Planificação e Cooperação no Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique., Yolanda Gonçalves, disse ter ficado impressionada com a estrutura da Biofábrica e a produção em grande escala. “Quando visitamos o laboratório, também ficamos impressionados com o rigor com que o trabalho é feito, porque requer muita pesquisa, muito conhecimento e técnicos qualificados. No nosso país, infelizmente, ainda não temos viveiros com essa dimensão, com esta escala. Esperamos poder levar essa experiência para o nosso país”.

A visita fez parte do Memorando de Entendimento Trilateral assinado entre os governos do Brasil e de Moçambique com o Banco Mundial para reforço da Cooperação Sul-Sul – articulação política e de intercâmbio econômico, científico, tecnológico e outras áreas entre países em desenvolvimento.

O Banco Mundial estimula iniciativas de cooperação, ressalta Fátima Amazonas, especialista sênior em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial. “Essa missão inicia o processo para construção dessa cooperação de forma mais estratégica e planejada”, explicou. A Bahia foi escolhida, segundo ela, por causa do Bahia Produtiva, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, além de ter as condições que poderiam favorecer as visitas de campo e as reuniões que a equipe de Moçambique precisaria para o desenvolvimento dos trabalhos.

Diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Lanns Almeida disse que a Biofábrica é aberta para visitas como esta e busca parcerias “que acrescentem no processo de desenvolvimento rural e econômico da Bahia”. “Estamos sempre em colaboração mútua com outras instituições de tecnologia e a missão de Moçambique reforça a imagem sustentável que a Bahia confere internacionalmente”. :: LEIA MAIS »

O CACAU E A PRESSÃO DAS INDÚSTRIAS EM ILHÉUS

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

As indústrias moageiras de cacau instaladas em Ilhéus importaram 53 mil toneladas de cacau nos últimos cinco meses. Todo o cacau é oriundo de Gana, na África. Produtores e instâncias sanitárias estadual e federal não escondem temor de que, com as amêndoas, as indústrias “importem” pragas para a lavoura sul-baiana. Parte da carga importada desde dezembro está em armazéns do Porto Internacional ilheense.

Se há pressão do mercado baiano contra a importação, o pool das moageiras em Ilhéus (Barry Callebaut, Olam e Cargill) fala em riscos à planta industrial instalada no município sul-baiano. Para eles, é real a ameaça de o sul da Bahia perder uma das quatro grandes indústrias, caso haja maior entrave ao aproveitamento (e mais importação, se necessário) do cacau de Gana. E reforçam que, embora a perspectiva para a nova safra seja boa, a produção interna é insuficiente para atender a demanda.

De acordo com fontes ouvidas pelo PIMENTA, caso o entrave persista, as indústrias poderão importar o cacau por outro terminal portuário, fora da Bahia. Até pensaram em Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, mas este não teria as condições ideais para amêndoas e grãos.

SECA ARRASA A CACAUICULTURA E FAZ INDÚSTRIA AUMENTAR IMPORTAÇÃO

Produção cai e indústria recorre ao cacau da África

Produção cai e indústria recorre ao cacau da África

A terrível estiagem que maltrata a região sul da Bahia há quase um ano tem afetado duramente a cacauicultura. Matéria publicada hoje (20) pelo jornal Valor Econômico registra que a colheita do cacau temporão ficará em torno de 42 mil toneladas, com uma queda de 56% em comparação com a última safra temporã, que atingiu 96 mil toneladas.

Além de ter reduzido a produção, a seca também está matando as plantações e fazendo com que a indústria volte a aumentar a importação de cacau, principalmente de Gana. Segundo a matéria do Valor, até maio as processadoras receberam 37 mil toneladas de cacau de fora do país. Esse número é 3,5 vezes maior que o volume importado no mesmo período de 2015.

Outro fator que estimula a importação é o prazo para a entrega do produto, pois a safra temporã, que deveria ter começado a ser colhida em maio, só deve chegar às indústrias entre julho e agosto. O consultor Thomas Hartmann, ouvido pela reportagem, diz que a estiagem também comprometeu a qualidade do cacau. “O tamanho das amêndoas diminui na seca porque os frutos não se desenvolvem sem a umidade suficiente”, afirma.

Esse problema atinge a região justamente num momento em que a indústria aposta no aumento da demanda no mercado externo. “Este ano tende a crescer a fatia do mercado externo pela demanda em volume e pelo preço [dos derivados de cacau] em dólar, que está muito bom”, explica o diretor da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Eduardo Bastos.

NOVO DECRETO TIRA A CEPLAC DA “ZONA DE REBAIXAMENTO”

Decreto livra a Ceplac do risco de extinção

Decreto livra a Ceplac do risco de extinção

O Diário Oficial da União publica em sua edição de hoje (15) o decreto 8.711/16, que devolve à Ceplac o status equivalente ao de secretaria, ligada diretamente à cúpula do Ministério da Agricultura. O novo dispositivo altera o que dispunha o decreto 8.701, publicado no dia 1º de abril último.

A Ceplac passa a ser classificada como “órgão específico singular” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a competência de promover o desenvolvimento rural sustentável nas regiões produtoras de cacau. No artigo 38-A, o decreto publicado hoje dispõe que compete à Ceplac, entre outras tarefas, favorecer a competitividade do agronegócio cacau, fortalecer a agricultura familiar e proteger os sistemas agroflorestais.

O decreto trata também sobre as Superintendências Regionais de Desenvolvimento da Lavoura Cacaueira, que têm, entre outros papéis, os de transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural.

MUDA TUDO: SEGUNDO GOVERNO, CEPLAC SERÁ REESTRUTURADA E TERÁ LIGAÇÃO DIRETA COM O PRIMEIRO ESCALÃO

ceplac2Depois de provocar um desconforto na classe política regional – abrangendo tanto oposição quanto situação -, o Ministério da Agricultura promete uma verdadeira reviravolta no caso do rebaixamento da Ceplac. Segundo nota oficial, o órgão ligado à cacauicultura será reestruturado e passará a ter ligação direta com a cúpula do Ministério.

A nota informa que um novo decreto será publicado nos próximos dias, trazendo em seu bojo o novo perfil da Ceplac. A promessa é de que o órgão será fortalecido e modernizado, após enfrentar um processo de defasagem “devido a sucessivas perdas de orçamento e falta de renovação do quadro de servidores”.

O próprio Ministério reconhece a situação vexatória da Ceplac, após 29 anos sem realizar concurso público e sofrer cortes profundos em suas receitas. “De 2010 a 2016, os recursos da Ceplac, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), caíram de R$ 32,4 milhões para R$ 19,8 milhões, redução de 63%”, diz a nota.

A ministra Kátia Abreu, duramente criticada após o decreto que foi visto como a sentença de morte da Ceplac, deu um cavalo de pau no discurso. “É fundamental investir em pesquisa, inovação e tecnologia. Precisamos investir no quadro de pessoal. Nosso país tem todo potencial de voltar a ser um grande exportador de cacau, produto que está ligado à identidade nacional brasileira, juntamente com o café”, diz agora a ministra, mais ceplaqueana do que nunca.

A nota do Ministério destaca ainda o aumento das exportações de cacau em 10% no ano passado. Segundo Kátia Abreu, isso é só o começo. Ela afirma que “o produto entrou na pauta do Mapa e das Negociações internacionais”.

PARA BEBETO, MINISTRA DA AGRICULTURA COMETEU “ATROCIDADE”

Em pronunciamento feito nesta terça-feira (5), na tribuna da Câmara, o deputado federal Bebeto Galvão (PSB) classificou o rebaixamento da Ceplac como uma “atrocidade política” cometida pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura.

O parlamentar afirmou que a ministra havia se comprometido a não fazer qualquer mudança na estrutura da Ceplac, sem antes estabelecer um amplo diálogo sobre a matéria. Por isso, Bebeto diz que a bancada baiana no Congresso foi surpreendida com o rebaixamento da instituição.

O deputado disse que a cacauicultura “vive um filme de terror e a vilã é a ministra Kátia Abreu”.

Confira o pronunciamento:

POLÍTICOS DA REGIÃO CRITICAM REBAIXAMENTO DA CEPLAC

Geraldo Simões, Bebeto Galvão, Davidson Magalhães e Augusto Castro criticaram medida do Ministério da Agricultura

Geraldo Simões, Bebeto Galvão, Davidson Magalhães e Augusto Castro criticaram medida do Ministério da Agricultura

A classe política sul-baiana reagiu mal à decisão do Ministério da Agricultura de rebaixar a Ceplac ao nível de departamento, que passa a ficar vinculado a uma de suas secretarias. A medida, que já era esperada há pelo menos um mês, foi oficializada ontem por meio de portaria publicada no Diário Oficial. Existe o receio de que a mudança seja etapa de um processo que culminará com a extinção do órgão que dá assistência à cacauicultura.

Membro do quadro de servidores da Ceplac, o ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal Geraldo Simões (PT) disse que a mudança compromete a estrutura da instituição, que hoje conta com 1,8 mil funcionários, a maior parte (1,4 mil) na Bahia. Para Geraldo, é inusitado que o rebaixamento tenha ocorrido justamente em um governo petista.

“Eu não gostei [da decisão]. Nós, ceplaqueanos, resistimos à ditadura militar e aos governos Sarney, Collor, Itamar e FHC. Não esperávamos que reduzissem o papel da Ceplac justamente em um governo do PT”, criticou Geraldo.

O deputado federal Bebeto Galvão (PSB) usou a palavra “golpe” para definir a mudança. Segundo ele, a ministra Kátia Abreu havia se comprometido, em reunião com parlamentares da bancada baiana, a não promover nenhuma reforma administrativa na Ceplac, sem antes dialogar com os representantes da Bahia no Congresso.

“A ministra traiu a confiança de toda bancada, ela mentiu sorrateiramente. Numa só canetada, essa senhora assina o esvaziamento e a morte por inanição de um órgão respeitado mundialmente, assumindo oficialmente o desrespeito e abandono com a cultura do cacau”, protestou Bebeto.

Quem também atacou a mudança foi o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB). De modo semelhante a Bebeto, ele classificou o rebaixamento da Ceplac como uma traição do Ministério da Agricultura. O comunista disse que já trabalha junto ao Conselho de Entidades dos Servidores da Ceplac e segmentos da lavoura cacaueira na tentativa de reverter a situação.

“Vamos todos a Brasília, representantes da entidade e de funcionários, produtores, empreendedores e setores universitários, dizer que isso não interessa à região sul da Bahia. Vamos sensibilizar o governo para a necessidade do fortalecimento do órgão e não de seu enfraquecimento”, defendeu Magalhães.

Líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, o deputado Augusto Castro também condenou a decisão do governo federal de rebaixar a Ceplac. Em fevereiro, o tucano, junto a outros deputados estaduais, subscreveu um abaixo-assinado enviado à ministra Kátia Abreu, no qual foi defendida a importância da Ceplac e a necessidade de sua recuperação.

“A cacauicultura sul-baiana vive um momento de recuperação e em grande parte esses resultados devem ser atribuídos aos técnicos e pesquisadores da Ceplac”, afirma o deputado. Para ele, “é incoerente que, justo neste momento, o governo federal, em vez de fortalecer, decida rebaixar o órgão que dá suporte à lavoura”.

TITULAR DA SDR DIZ QUE CACAU VIVE NOVO MOMENTO

cacau cabrucaEm meio às celebrações da Semana Santa, poucos se lembraram de que ontem (26) foi o Dia do Cacau, o fruto que é base da economia sul-baiana e hoje não se identifica mais com os velhos “coronéis” tão conhecidos pela obra de Jorge Amado.

Segundo números da Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia, atualmente 70% da produção de cacau está concentrada na agricultura familiar. Uma mudança que se consolidou ao longo da crise que atingiu a lavoura após a contaminação pela praga da vassoura-de-bruxa.

Muitos dos antigos cacauicultores desistiram da atividade e grandes fazendas se transformaram em assentamentos de reforma agrária. Além disso, nos últimos anos a região começa a acordar para o “filé” desse negócio, que é a produção de chocolate.

Em franca recuperação, o cacau brasileiro alcançou 220 mil toneladas na safra 2014/2015.  Há também uma maior preocupação com a qualidade das amêndoas.

De acordo com Jerônimo Rodrigues, titular da SDR, o governo tem trabalhado para ajudar os produtores a superar a crise, com investimentos em toda a cadeia produtiva, incluindo a ampliação do polo chocolateiro.

Para Rodrigues, “a Bahia tem que ter estratégias para enfrentar os desafios desse segmento”. Ele diz que isso passa pelo fortalecimento do mercado interno, com incentivo ao consumo de derivados de cacau.

TITULAR DA SEDUR, MONTEIRO ACUMULARÁ PASTA DA AGRICULTURA

Titular da Sedur, Monteiro responderá também pela Agricultura (Foto Pedro Augusto).

Titular da Sedur, Monteiro responderá também pela Agricultura (Foto Pedro Augusto).

O engenheiro civil Marcos Monteiro vai acumular, temporariamente, a função de secretário de Desenvolvimento Urbano com a de titular da Pasta da Agricultura e Meio Ambiente de Itabuna.

O ato de nomeação foi publicado na última edição do Diário Oficial do município.

O cargo de secretário da Agricultura e Meio Ambiente estava vago desde a saída de Lanns Almeida, que deixou a pasta, em fevereiro, para assumir o Instituto Biofábrica de Cacau, ligado à Secretaria Estadual de Agricultura.

VANE ANUNCIA NOS PRÓXIMOS DIAS O SUBSTITUTO DE LANNS ALMEIDA

Lanns: melhorias em feira.

Lanns assume o Instituto Biofábrica

O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, anunciará nos próximos dias o substituto de Lanns Almeida no comando da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. A saída do agrônomo, que será o novo diretor do Instituto Biofábrica de Cacau, já era esperada há algumas semanas e foi confirmada nesta segunda-feira (22).

Lanns Almeida comanda a Secretaria de Agricultura há mais de três anos, desde o início do atual governo. Em nota, a Secretaria de Comunicação informa que o ex-secretário se reuniu com o prefeito para agradecer o apoio recebido enquanto esteve no cargo. Almeida disse que deixa o governo “orgulhoso do trabalho feito em prol da sustentabilidade e no apoio ao pequeno agricultor de Itabuna”.

Entre suas realizações à frente da Secretaria, o agrônomo mencionou a reabertura do matadouro municipal e o fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O programa tem 327 famílias inscritas em Itabuna.

CAFÉ DA CHAPADA DIAMANTINA SE DESTACA EM LEILÃO INTERNACIONAL

Café da Chapada Diamantina obteve mais de R$ 9 mil a saca em leilão (Foto Heckel Júnior).

Café da Chapada Diamantina obteve mais de R$ 9 mil a saca em leilão (Foto Heckel Júnior).

Dezoito sacas de cafés especiais foram leiloadas nesta terça-feira (1º), via internet, cada uma arrematada por R$ 9.575,00 no pregão disputado por compradores da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. Os cafés foram provenientes de 22 lotes premiados do Cup of Excellence – Pulped Naturals 2015, maior concurso de cafés do mundo, vencido pelo café Rigno, da região de Piatã, na Chapada Diamantina. O leilão internacional online é realizado uma vez por ano.

O estande do café Rigno, campeão pela segunda vez consecutiva do concurso de qualidade de cafés, montado na Feira Internacional da Agropecuária da Bahia (Fenagro), realizada até o próximo domingo (6), no Parque de Exposições de Salvador, recebeu nesta terça-feira (1) a visita do secretário da Agricultura do Estado, Vitor Bonfim.

“O café baiano é um dos mais premiados do Brasil, está entre os melhores do mundo, e cada vez mais ganha visibilidade no mercado internacional. O estande Rigno na Fenagro cumpre o papel mostrar ao público como é produzido o café com qualidade diferenciada”, ressaltou o secretário.

O concurso destinado a cafés cerejas descascados e/ou despolpados do Brasil é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), além de contar com o apoio do Sebrae.

FAO QUER REDUZIR DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS NO BRASIL

safra_1 a brasilDa Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no Brasil para conter o desperdício. O país é considerado um dos dez que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogados fora na fase pós-colheita.

A redução das perdas será objeto de debates na oficina que a Embrapa Agroindústria de Alimentos promove no próximo dia 30, no Rio de Janeiro, em contribuição à 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que será realizada em Brasília, em novembro próximo.

O objetivo da FAO na América Latina e Caribe é montar uma rede de entidades com organizações não governamentais (ONGs), universidades e institutos de pesquisa com o propósito de reduzir a perda na produção e na pós-colheita dos alimentos. Ao governo caberia providenciar a melhoria de fatores como infraestrutura para transporte dos alimentos, como existe nos Estados Unidos.

“O que se tem que fazer no Brasil é uma rede de formadores que possa, junto com o governo, empresas privadas e ONGs, trabalhar nisso tudo”, afirma o engenheiro agrônomo da Embrapa Indústria de Alimentos, Murilo Freire. O governo brasileiro entraria com a legislação, com infraestrutura e armazenamento adequados, explicou.

Integrante do Comitê de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o pesquisador disse que o problema ocorre em toda a cadeia produtiva, que tem deficiência de infraestrutura, manuseio, plantio errado, doenças, embalagem, transporte e armazenamento.

Segundo Freire, os produtos são desperdiçados porque ou estão fora do prazo de validade ou não foram consumidos por serem identificados como malformados ou fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura. A meta do comitê é montar uma rede na região para diminuir as perdas na produção desses alimentos.

“O desperdício ocorre quando o alimento produzido é jogado fora, ou seja, ele não chega a quem necessita”, disse Freire. Um exemplo disso, segundo o engenheiro, é o caso dos frutos feios, que não são padronizados nem têm um apelo de venda comercial elevado, mas têm as proteínas, vitaminas e sais minerais de um produto normal. Esse é o desperdício. São alimentos produzidos, mas não usados”.

:: LEIA MAIS »

DEPUTADO APELA POR NOVO CONCURSO PÚBLICO PARA A CEPLAC

Davidson alerta para falta de pessoal na Ceplac em 2016.

Davidson alerta para falta de pessoal na Ceplac em 2016.

O deputado federal Davidson Magalhães defendeu nesta quinta (9), no plenário da Câmara dos Deputados, a imediata realização de concurso público na Ceplac. O parlamentar fez apelo ao Ministério da Agricultura e a instâncias do governo federal, como o Ministério do Planejamento.

A Ceplac não realiza concurso público há 24 anos. Davidson alerta que, em 2016, 60% dos funcionários do órgão federal estarão sob aposentadoria compulsória. “Vão faltar profissionais em todos os níveis e este é um quadro nada promissor para responder às renovações tecnológicas e de mercado”.

Ainda segundo o parlamentar itabunense, “caso não ocorra o concurso público, a Ceplac ficará fragilizada”. Para ele, a nova condição afetará toda a cadeia produtiva do cacau. A Ceplac também trabalha com outras culturas agrícolas.

MORRE AGRICULTOR ADEIR BOIDA

adeir-boida-de-andradeO corpo do agricultor Adeir Boida de Andrade foi sepultado nesta terça-feira (10) pela manhã, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. O produtor faleceu ontem, na capital baiana, após dias internado no Hospital Santa Isabel.

Adeir era produtor de cacau e dono da empresa Planeta Cacau, que comercializa amêndoas de cacau orgânico, além de professor e formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Ele também pesquisou, por muitos anos, sobre a cultura do cacau e novas variedades clonais. A família passou a produzir cacau no início do século passado. Com informações do Mercado do Cacau.








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia