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:: ‘agricultura’

O SUCESSO DE UM ASSENTAMENTO SUL-BAIANO QUE PRODUZ CHOCOLATE PREMIUM

Joelson Ferreira, do Terravista, em Arataca, no sul da Bahia || Foto Daniel Thame/GovBA

Chocolate produzido por assentados ganhou Paris

O Assentamento Terra Vista, criado em 1994, foi uma das primeiras áreas de reforma agrária no sul da Bahia, surgido no auge da crise provocada pela vassoura-de-bruxa, que dizimou 80% da produção de cacau na região. Hoje é exemplo de projeto de agricultura familiar com foco na sustentabilidade e na educação.

Com 910 hectares, sendo 300 hectares de cacau e 313 hectares de Mata Atlântica, o Terravista possui 55 famílias. Elas produzem cerca de 5 mil arrobas de cacau 100% orgânico, por ano. A produtividade alcança cerca de 70 arrobas por hectares, que, aliados ao cultivo de frutas, verduras e hortaliças, garantem uma renda média de 2,5 salários mínimos por família. Do cacau, 10% é destinado à produção do Chocolate Terra Vista, um produto premium que já foi apresentado no Salão do Chocolate de Paris.

“A produção de cacau e a conservação da natureza são práticas indissociáveis nesse novo modelo de desenvolvimento”, explica o coordenador do Terra Vista, Joelson Ferreira. “O cuidado com a terra, a melhoria das amêndoas a produção orgânica e um modelo educacional focado nas necessidades do setor rural estão contribuindo para que os assentados tenham uma vida digna, sem necessidade de migrar para as incertezas dos centros urbanos”, diz.

A educação é uma prioridade no assentamento. Funcionam no local o Centro Integrado Florestan Fernandes e o Centro de Educação Profissional Milton Campos. O primeiro oferece o Ensino Fundamental I e II e atende alunos de 11 municípios, enquanto o segundo oferece os cursos profissionalizantes de Agroecologia, Meio Ambiente, Agroindústria, Agroextrativismo, Informática, Zootecnia e Segurança do Trabalho, além de um curso de nível superior em Agronomia, com especialização em Agroecologia. Os universitários são oriundos de assentamentos de todas as regiões da Bahia.

MISSÃO DO BANCO MUNDIAL E DE MOÇAMBIQUE VISITA BIOFÁBRICA

Missão do Banco Mundial e de Moçambique visita Biofábrica em Ilhéus || Foto Mariana Ferreira

Missão do Banco Mundial e de Moçambique visita Biofábrica || Foto Mariana Ferreira

Cerca de 20 servidores do governo de Moçambique, na África, e uma equipe do Banco Mundial visitaram o parque fabril do Instituto Biofábrica de Cacau (IBC), em Ilhéus. A missão, organizada em parceria com os governos Federal e da Bahia, apresentar ao governo moçambicano políticas públicas de desenvolvimento e redução da pobreza rural promovidas nos Territórios de Identidade Litoral Sul e Baixo-Sul da Bahia.

A diretora de Planificação e Cooperação no Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique., Yolanda Gonçalves, disse ter ficado impressionada com a estrutura da Biofábrica e a produção em grande escala. “Quando visitamos o laboratório, também ficamos impressionados com o rigor com que o trabalho é feito, porque requer muita pesquisa, muito conhecimento e técnicos qualificados. No nosso país, infelizmente, ainda não temos viveiros com essa dimensão, com esta escala. Esperamos poder levar essa experiência para o nosso país”.

A visita fez parte do Memorando de Entendimento Trilateral assinado entre os governos do Brasil e de Moçambique com o Banco Mundial para reforço da Cooperação Sul-Sul – articulação política e de intercâmbio econômico, científico, tecnológico e outras áreas entre países em desenvolvimento.

O Banco Mundial estimula iniciativas de cooperação, ressalta Fátima Amazonas, especialista sênior em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial. “Essa missão inicia o processo para construção dessa cooperação de forma mais estratégica e planejada”, explicou. A Bahia foi escolhida, segundo ela, por causa do Bahia Produtiva, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, além de ter as condições que poderiam favorecer as visitas de campo e as reuniões que a equipe de Moçambique precisaria para o desenvolvimento dos trabalhos.

Diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Lanns Almeida disse que a Biofábrica é aberta para visitas como esta e busca parcerias “que acrescentem no processo de desenvolvimento rural e econômico da Bahia”. “Estamos sempre em colaboração mútua com outras instituições de tecnologia e a missão de Moçambique reforça a imagem sustentável que a Bahia confere internacionalmente”. :: LEIA MAIS »

O CACAU E A PRESSÃO DAS INDÚSTRIAS EM ILHÉUS

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

As indústrias moageiras de cacau instaladas em Ilhéus importaram 53 mil toneladas de cacau nos últimos cinco meses. Todo o cacau é oriundo de Gana, na África. Produtores e instâncias sanitárias estadual e federal não escondem temor de que, com as amêndoas, as indústrias “importem” pragas para a lavoura sul-baiana. Parte da carga importada desde dezembro está em armazéns do Porto Internacional ilheense.

Se há pressão do mercado baiano contra a importação, o pool das moageiras em Ilhéus (Barry Callebaut, Olam e Cargill) fala em riscos à planta industrial instalada no município sul-baiano. Para eles, é real a ameaça de o sul da Bahia perder uma das quatro grandes indústrias, caso haja maior entrave ao aproveitamento (e mais importação, se necessário) do cacau de Gana. E reforçam que, embora a perspectiva para a nova safra seja boa, a produção interna é insuficiente para atender a demanda.

De acordo com fontes ouvidas pelo PIMENTA, caso o entrave persista, as indústrias poderão importar o cacau por outro terminal portuário, fora da Bahia. Até pensaram em Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, mas este não teria as condições ideais para amêndoas e grãos.

SECA ARRASA A CACAUICULTURA E FAZ INDÚSTRIA AUMENTAR IMPORTAÇÃO

Produção cai e indústria recorre ao cacau da África

Produção cai e indústria recorre ao cacau da África

A terrível estiagem que maltrata a região sul da Bahia há quase um ano tem afetado duramente a cacauicultura. Matéria publicada hoje (20) pelo jornal Valor Econômico registra que a colheita do cacau temporão ficará em torno de 42 mil toneladas, com uma queda de 56% em comparação com a última safra temporã, que atingiu 96 mil toneladas.

Além de ter reduzido a produção, a seca também está matando as plantações e fazendo com que a indústria volte a aumentar a importação de cacau, principalmente de Gana. Segundo a matéria do Valor, até maio as processadoras receberam 37 mil toneladas de cacau de fora do país. Esse número é 3,5 vezes maior que o volume importado no mesmo período de 2015.

Outro fator que estimula a importação é o prazo para a entrega do produto, pois a safra temporã, que deveria ter começado a ser colhida em maio, só deve chegar às indústrias entre julho e agosto. O consultor Thomas Hartmann, ouvido pela reportagem, diz que a estiagem também comprometeu a qualidade do cacau. “O tamanho das amêndoas diminui na seca porque os frutos não se desenvolvem sem a umidade suficiente”, afirma.

Esse problema atinge a região justamente num momento em que a indústria aposta no aumento da demanda no mercado externo. “Este ano tende a crescer a fatia do mercado externo pela demanda em volume e pelo preço [dos derivados de cacau] em dólar, que está muito bom”, explica o diretor da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Eduardo Bastos.

NOVO DECRETO TIRA A CEPLAC DA “ZONA DE REBAIXAMENTO”

Decreto livra a Ceplac do risco de extinção

Decreto livra a Ceplac do risco de extinção

O Diário Oficial da União publica em sua edição de hoje (15) o decreto 8.711/16, que devolve à Ceplac o status equivalente ao de secretaria, ligada diretamente à cúpula do Ministério da Agricultura. O novo dispositivo altera o que dispunha o decreto 8.701, publicado no dia 1º de abril último.

A Ceplac passa a ser classificada como “órgão específico singular” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a competência de promover o desenvolvimento rural sustentável nas regiões produtoras de cacau. No artigo 38-A, o decreto publicado hoje dispõe que compete à Ceplac, entre outras tarefas, favorecer a competitividade do agronegócio cacau, fortalecer a agricultura familiar e proteger os sistemas agroflorestais.

O decreto trata também sobre as Superintendências Regionais de Desenvolvimento da Lavoura Cacaueira, que têm, entre outros papéis, os de transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural.

MUDA TUDO: SEGUNDO GOVERNO, CEPLAC SERÁ REESTRUTURADA E TERÁ LIGAÇÃO DIRETA COM O PRIMEIRO ESCALÃO

ceplac2Depois de provocar um desconforto na classe política regional – abrangendo tanto oposição quanto situação -, o Ministério da Agricultura promete uma verdadeira reviravolta no caso do rebaixamento da Ceplac. Segundo nota oficial, o órgão ligado à cacauicultura será reestruturado e passará a ter ligação direta com a cúpula do Ministério.

A nota informa que um novo decreto será publicado nos próximos dias, trazendo em seu bojo o novo perfil da Ceplac. A promessa é de que o órgão será fortalecido e modernizado, após enfrentar um processo de defasagem “devido a sucessivas perdas de orçamento e falta de renovação do quadro de servidores”.

O próprio Ministério reconhece a situação vexatória da Ceplac, após 29 anos sem realizar concurso público e sofrer cortes profundos em suas receitas. “De 2010 a 2016, os recursos da Ceplac, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), caíram de R$ 32,4 milhões para R$ 19,8 milhões, redução de 63%”, diz a nota.

A ministra Kátia Abreu, duramente criticada após o decreto que foi visto como a sentença de morte da Ceplac, deu um cavalo de pau no discurso. “É fundamental investir em pesquisa, inovação e tecnologia. Precisamos investir no quadro de pessoal. Nosso país tem todo potencial de voltar a ser um grande exportador de cacau, produto que está ligado à identidade nacional brasileira, juntamente com o café”, diz agora a ministra, mais ceplaqueana do que nunca.

A nota do Ministério destaca ainda o aumento das exportações de cacau em 10% no ano passado. Segundo Kátia Abreu, isso é só o começo. Ela afirma que “o produto entrou na pauta do Mapa e das Negociações internacionais”.

PARA BEBETO, MINISTRA DA AGRICULTURA COMETEU “ATROCIDADE”

Em pronunciamento feito nesta terça-feira (5), na tribuna da Câmara, o deputado federal Bebeto Galvão (PSB) classificou o rebaixamento da Ceplac como uma “atrocidade política” cometida pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura.

O parlamentar afirmou que a ministra havia se comprometido a não fazer qualquer mudança na estrutura da Ceplac, sem antes estabelecer um amplo diálogo sobre a matéria. Por isso, Bebeto diz que a bancada baiana no Congresso foi surpreendida com o rebaixamento da instituição.

O deputado disse que a cacauicultura “vive um filme de terror e a vilã é a ministra Kátia Abreu”.

Confira o pronunciamento:

POLÍTICOS DA REGIÃO CRITICAM REBAIXAMENTO DA CEPLAC

Geraldo Simões, Bebeto Galvão, Davidson Magalhães e Augusto Castro criticaram medida do Ministério da Agricultura

Geraldo Simões, Bebeto Galvão, Davidson Magalhães e Augusto Castro criticaram medida do Ministério da Agricultura

A classe política sul-baiana reagiu mal à decisão do Ministério da Agricultura de rebaixar a Ceplac ao nível de departamento, que passa a ficar vinculado a uma de suas secretarias. A medida, que já era esperada há pelo menos um mês, foi oficializada ontem por meio de portaria publicada no Diário Oficial. Existe o receio de que a mudança seja etapa de um processo que culminará com a extinção do órgão que dá assistência à cacauicultura.

Membro do quadro de servidores da Ceplac, o ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal Geraldo Simões (PT) disse que a mudança compromete a estrutura da instituição, que hoje conta com 1,8 mil funcionários, a maior parte (1,4 mil) na Bahia. Para Geraldo, é inusitado que o rebaixamento tenha ocorrido justamente em um governo petista.

“Eu não gostei [da decisão]. Nós, ceplaqueanos, resistimos à ditadura militar e aos governos Sarney, Collor, Itamar e FHC. Não esperávamos que reduzissem o papel da Ceplac justamente em um governo do PT”, criticou Geraldo.

O deputado federal Bebeto Galvão (PSB) usou a palavra “golpe” para definir a mudança. Segundo ele, a ministra Kátia Abreu havia se comprometido, em reunião com parlamentares da bancada baiana, a não promover nenhuma reforma administrativa na Ceplac, sem antes dialogar com os representantes da Bahia no Congresso.

“A ministra traiu a confiança de toda bancada, ela mentiu sorrateiramente. Numa só canetada, essa senhora assina o esvaziamento e a morte por inanição de um órgão respeitado mundialmente, assumindo oficialmente o desrespeito e abandono com a cultura do cacau”, protestou Bebeto.

Quem também atacou a mudança foi o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB). De modo semelhante a Bebeto, ele classificou o rebaixamento da Ceplac como uma traição do Ministério da Agricultura. O comunista disse que já trabalha junto ao Conselho de Entidades dos Servidores da Ceplac e segmentos da lavoura cacaueira na tentativa de reverter a situação.

“Vamos todos a Brasília, representantes da entidade e de funcionários, produtores, empreendedores e setores universitários, dizer que isso não interessa à região sul da Bahia. Vamos sensibilizar o governo para a necessidade do fortalecimento do órgão e não de seu enfraquecimento”, defendeu Magalhães.

Líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, o deputado Augusto Castro também condenou a decisão do governo federal de rebaixar a Ceplac. Em fevereiro, o tucano, junto a outros deputados estaduais, subscreveu um abaixo-assinado enviado à ministra Kátia Abreu, no qual foi defendida a importância da Ceplac e a necessidade de sua recuperação.

“A cacauicultura sul-baiana vive um momento de recuperação e em grande parte esses resultados devem ser atribuídos aos técnicos e pesquisadores da Ceplac”, afirma o deputado. Para ele, “é incoerente que, justo neste momento, o governo federal, em vez de fortalecer, decida rebaixar o órgão que dá suporte à lavoura”.

TITULAR DA SDR DIZ QUE CACAU VIVE NOVO MOMENTO

cacau cabrucaEm meio às celebrações da Semana Santa, poucos se lembraram de que ontem (26) foi o Dia do Cacau, o fruto que é base da economia sul-baiana e hoje não se identifica mais com os velhos “coronéis” tão conhecidos pela obra de Jorge Amado.

Segundo números da Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia, atualmente 70% da produção de cacau está concentrada na agricultura familiar. Uma mudança que se consolidou ao longo da crise que atingiu a lavoura após a contaminação pela praga da vassoura-de-bruxa.

Muitos dos antigos cacauicultores desistiram da atividade e grandes fazendas se transformaram em assentamentos de reforma agrária. Além disso, nos últimos anos a região começa a acordar para o “filé” desse negócio, que é a produção de chocolate.

Em franca recuperação, o cacau brasileiro alcançou 220 mil toneladas na safra 2014/2015.  Há também uma maior preocupação com a qualidade das amêndoas.

De acordo com Jerônimo Rodrigues, titular da SDR, o governo tem trabalhado para ajudar os produtores a superar a crise, com investimentos em toda a cadeia produtiva, incluindo a ampliação do polo chocolateiro.

Para Rodrigues, “a Bahia tem que ter estratégias para enfrentar os desafios desse segmento”. Ele diz que isso passa pelo fortalecimento do mercado interno, com incentivo ao consumo de derivados de cacau.

TITULAR DA SEDUR, MONTEIRO ACUMULARÁ PASTA DA AGRICULTURA

Titular da Sedur, Monteiro responderá também pela Agricultura (Foto Pedro Augusto).

Titular da Sedur, Monteiro responderá também pela Agricultura (Foto Pedro Augusto).

O engenheiro civil Marcos Monteiro vai acumular, temporariamente, a função de secretário de Desenvolvimento Urbano com a de titular da Pasta da Agricultura e Meio Ambiente de Itabuna.

O ato de nomeação foi publicado na última edição do Diário Oficial do município.

O cargo de secretário da Agricultura e Meio Ambiente estava vago desde a saída de Lanns Almeida, que deixou a pasta, em fevereiro, para assumir o Instituto Biofábrica de Cacau, ligado à Secretaria Estadual de Agricultura.

VANE ANUNCIA NOS PRÓXIMOS DIAS O SUBSTITUTO DE LANNS ALMEIDA

Lanns: melhorias em feira.

Lanns assume o Instituto Biofábrica

O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, anunciará nos próximos dias o substituto de Lanns Almeida no comando da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. A saída do agrônomo, que será o novo diretor do Instituto Biofábrica de Cacau, já era esperada há algumas semanas e foi confirmada nesta segunda-feira (22).

Lanns Almeida comanda a Secretaria de Agricultura há mais de três anos, desde o início do atual governo. Em nota, a Secretaria de Comunicação informa que o ex-secretário se reuniu com o prefeito para agradecer o apoio recebido enquanto esteve no cargo. Almeida disse que deixa o governo “orgulhoso do trabalho feito em prol da sustentabilidade e no apoio ao pequeno agricultor de Itabuna”.

Entre suas realizações à frente da Secretaria, o agrônomo mencionou a reabertura do matadouro municipal e o fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O programa tem 327 famílias inscritas em Itabuna.

CAFÉ DA CHAPADA DIAMANTINA SE DESTACA EM LEILÃO INTERNACIONAL

Café da Chapada Diamantina obteve mais de R$ 9 mil a saca em leilão (Foto Heckel Júnior).

Café da Chapada Diamantina obteve mais de R$ 9 mil a saca em leilão (Foto Heckel Júnior).

Dezoito sacas de cafés especiais foram leiloadas nesta terça-feira (1º), via internet, cada uma arrematada por R$ 9.575,00 no pregão disputado por compradores da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. Os cafés foram provenientes de 22 lotes premiados do Cup of Excellence – Pulped Naturals 2015, maior concurso de cafés do mundo, vencido pelo café Rigno, da região de Piatã, na Chapada Diamantina. O leilão internacional online é realizado uma vez por ano.

O estande do café Rigno, campeão pela segunda vez consecutiva do concurso de qualidade de cafés, montado na Feira Internacional da Agropecuária da Bahia (Fenagro), realizada até o próximo domingo (6), no Parque de Exposições de Salvador, recebeu nesta terça-feira (1) a visita do secretário da Agricultura do Estado, Vitor Bonfim.

“O café baiano é um dos mais premiados do Brasil, está entre os melhores do mundo, e cada vez mais ganha visibilidade no mercado internacional. O estande Rigno na Fenagro cumpre o papel mostrar ao público como é produzido o café com qualidade diferenciada”, ressaltou o secretário.

O concurso destinado a cafés cerejas descascados e/ou despolpados do Brasil é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), além de contar com o apoio do Sebrae.

FAO QUER REDUZIR DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS NO BRASIL

safra_1 a brasilDa Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no Brasil para conter o desperdício. O país é considerado um dos dez que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogados fora na fase pós-colheita.

A redução das perdas será objeto de debates na oficina que a Embrapa Agroindústria de Alimentos promove no próximo dia 30, no Rio de Janeiro, em contribuição à 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que será realizada em Brasília, em novembro próximo.

O objetivo da FAO na América Latina e Caribe é montar uma rede de entidades com organizações não governamentais (ONGs), universidades e institutos de pesquisa com o propósito de reduzir a perda na produção e na pós-colheita dos alimentos. Ao governo caberia providenciar a melhoria de fatores como infraestrutura para transporte dos alimentos, como existe nos Estados Unidos.

“O que se tem que fazer no Brasil é uma rede de formadores que possa, junto com o governo, empresas privadas e ONGs, trabalhar nisso tudo”, afirma o engenheiro agrônomo da Embrapa Indústria de Alimentos, Murilo Freire. O governo brasileiro entraria com a legislação, com infraestrutura e armazenamento adequados, explicou.

Integrante do Comitê de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o pesquisador disse que o problema ocorre em toda a cadeia produtiva, que tem deficiência de infraestrutura, manuseio, plantio errado, doenças, embalagem, transporte e armazenamento.

Segundo Freire, os produtos são desperdiçados porque ou estão fora do prazo de validade ou não foram consumidos por serem identificados como malformados ou fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura. A meta do comitê é montar uma rede na região para diminuir as perdas na produção desses alimentos.

“O desperdício ocorre quando o alimento produzido é jogado fora, ou seja, ele não chega a quem necessita”, disse Freire. Um exemplo disso, segundo o engenheiro, é o caso dos frutos feios, que não são padronizados nem têm um apelo de venda comercial elevado, mas têm as proteínas, vitaminas e sais minerais de um produto normal. Esse é o desperdício. São alimentos produzidos, mas não usados”.

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DEPUTADO APELA POR NOVO CONCURSO PÚBLICO PARA A CEPLAC

Davidson alerta para falta de pessoal na Ceplac em 2016.

Davidson alerta para falta de pessoal na Ceplac em 2016.

O deputado federal Davidson Magalhães defendeu nesta quinta (9), no plenário da Câmara dos Deputados, a imediata realização de concurso público na Ceplac. O parlamentar fez apelo ao Ministério da Agricultura e a instâncias do governo federal, como o Ministério do Planejamento.

A Ceplac não realiza concurso público há 24 anos. Davidson alerta que, em 2016, 60% dos funcionários do órgão federal estarão sob aposentadoria compulsória. “Vão faltar profissionais em todos os níveis e este é um quadro nada promissor para responder às renovações tecnológicas e de mercado”.

Ainda segundo o parlamentar itabunense, “caso não ocorra o concurso público, a Ceplac ficará fragilizada”. Para ele, a nova condição afetará toda a cadeia produtiva do cacau. A Ceplac também trabalha com outras culturas agrícolas.

MORRE AGRICULTOR ADEIR BOIDA

adeir-boida-de-andradeO corpo do agricultor Adeir Boida de Andrade foi sepultado nesta terça-feira (10) pela manhã, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. O produtor faleceu ontem, na capital baiana, após dias internado no Hospital Santa Isabel.

Adeir era produtor de cacau e dono da empresa Planeta Cacau, que comercializa amêndoas de cacau orgânico, além de professor e formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Ele também pesquisou, por muitos anos, sobre a cultura do cacau e novas variedades clonais. A família passou a produzir cacau no início do século passado. Com informações do Mercado do Cacau.

TITULAR DA SEAGRI, FERNANDA MENDONÇA PROMETE GESTÃO PARTICIPATIVA

Fernanda Mendonça promete diálogo com setores produtivos (Foto Divulgação).

Fernanda Mendonça promete diálogo com setores produtivos (Foto Divulgação).

Primeira mulher a assumir o comando da Secretaria Estadual de Agricultura baiana, Fernanda Mendonça disse que pretende implementar uma gestão participativa na Seagri, “dialogando com todos os segmentos e focando na transversalidade das ações”.

A médica veterinária itabunense e titular da Seagri participou ontem, em Brasília, da posse da nova ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. Fernanda diz ter travado conversa com a ministra em que ressaltou a relevância do país e da Bahia como produtores de alimentos, além do papel da Bahia na sua eficiente estrutura de defesa agropecuária.

Ao tomar posse, Kátia Abreu enfatizou a necessidade de apoio aos produtores, não interessando o tamanho da terra. “Desde que tenha um palmo de chão, o ministério está pronto para apoiar em qualquer circunstância”. A secretária estadual de Agricultura disse compartilhar dessa visão.

JORNADA DE AGROECOLOGIA VAI ATÉ DOMINGO EM ARATACA

Evento tem programação cultural, como cortejo de maracatu (Divulgação).

Evento tem programação cultural, como cortejo de maracatu (Divulgação).

A 3ª Jornada de Agroecologia da Bahia começou hoje pela manhã e vai até o próximo domingo (7), no Assentamento Terra Vista, em Arataca. A programação deste ano tem como tema central “Sementes, ciência e tecnologia agroecológica, para mudar a realidade das comunidades, do campo e da cidade”. O evento conta com apoio do programa Vida Melhor, do Governo da Bahia, por meio do Centro Público de Economia Solidária do Território Litoral Sul (Cesol-Litoral Sul).

A jornada reúne centenas de empreendimentos, mestres e acadêmicos convidados em debates sobre iniciativas que podem contribuir para as demandas da agroecologia no Brasil. A jornada terá oficinas temáticas e debates sobre questões como a importância das sementes para o aperfeiçoamento do setor no estado.

Na programação também estão discussões sobre o valor da ciência para o aprimoramento da agroecologia, tecnologia para empoderamento popular, o manejo e uso da agroecologia e biodiversidade em Sistemas Agroflorestais (SAFs), inserção de SAF em ações de desenvolvimento centradas na agricultura familiar e nas diversas produções dos povos e comunidades tradicionais.

Também serão debatidos planejamento da propriedade rural, permacultura, cacau orgânico, caminhos sustentáveis, formação cultural para o fortalecimento de identidade, saberes ancestrais, segurança alimentar e saúde familiar, entre outros.

FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA

Um dos destaques da programação paralela é a I Feira de Economia Solidária do Cesol, sob a coordenação do Cesol-Litoral Sul (Itabuna). Para a coordenadora administrativa do Cesol, Héllade Guimarães, a expectativa é de que o encontro propicie avanços também para a economia solidária.

– Esperamos que a realidade dessas comunidades continue sendo transformada, como já vem acontecendo ao longo da última década, com o reconhecimento da economia solidária no nosso estado e, ainda, que a ciência e tecnologia possam efetivamente fazer parte desta nova fase dos empreendimentos e da região”, avaliou. Clique no “leia mais” e confira programação.

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MAIS UMA ENTIDADE CRITICA ASSÉDIO DO PP

A CAR tem um trabalho que não pode ser comprometido em função de interesses menores

Para Aldenes Meira, a CAR tem um trabalho que não pode ser comprometido em função de interesses menores

O PIMENTA noticiou nesta quinta-feira (27) que um grupo de entidades que integram o Fórum Baiano da Agricultura Familiar enviou carta ao governador Jaques Wagner e ao secretário da Casa Civil Rui Costa, pré-candidato ao governo, alertando para possíveis consequências negativas de barganhas políticas em torno da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) – leia aqui.

O documento tratou especificamente do assédio do Partido Progressista (PP), que passou a chantagear o governo, exigindo cargos para permanecer na base. A coisa está na base do “ou dá, ou o PP se bandeia para a oposição”.

Além do fórum, quem também se manifestou com preocupação sobre a investida do PP foi a Associação dos Produtores Rurais do Sul e Extremo-Sul da Bahia (Semear). Com sede em Itabuna, a associação tem forte ligação com o vereador Aldenes Meira (PCdoB), que orientou a entidade a se posicionar sobre a situação da CAR.

“A CAR mudou realmente seu perfil nos últimos anos e hoje exerce papel decisivo para a inclusão socioprodutiva do pequeno agricultor. É um risco muito grande ameaçar esse trabalho, colocando-o a reboque de interesses menores”, afirma o vereador.

ATAQUE DO PP PREOCUPA FÓRUM DA AGRICULTURA FAMILIAR

Libanilson Braga, da coordenação nacional do MLT, é um dos signatários da carta

Libanilson Braga, da coordenação nacional do MLT, é um dos signatários da carta

Uma carta assinada por lideranças ligadas ao Fórum Baiano da Agricultura Familiar alerta o governador Jaques e Wagner e o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, para possíveis riscos diante da investida do PP sobre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

Segundo os signatários do documento, a CAR – além da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) e Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) – tem sido estratégica para a execução de políticas necessárias à inclusão socioprodutiva de agricultores, assentados e outras populações tradicionais do campo.

Os autores afirmam que, no passado, a CAR se prestava apenas a atender pedidos políticos, “dissociados de qualquer lógica” ou das reais demandas “para erradicação da pobreza no campo”. No entanto, observam que a companhia passou por um processo de requalificação e hoje é reconhecida como uma empresa eficiente.

Para esse grupo, uma eventual barganha política em torno da CAR “coloca em risco a imagem do governo Wagner e compromete seriamente o conjunto das ações em curso, além de comprometer o desempenho de um futuro mandato”.

Assinam a carta encaminhada a Wagner e Rui Costa: Vasco Aguzzoli, coordenador do Movimento Social do Povo Brasileiro (MSPB); Ubiramar Bispo, titular da Coordenação Estadual dos Territórios de Identidade da Bahia (CET); Rosival Leite, da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf); Libanilson Braga, coordenador estadual e nacional do Movimento de Luta pela Terra (MLT) e José Paulo Ferreira, coordenador da Associação das Cooperativas de Crédito Agrícola Familiar (Ascoob). Todos integram o Fórum Baiano da Agricultura Familiar.

SANTA CRUZ: SECRETÁRIO DE AGRICULTURA CRITICA ADVERSÁRIOS

Secretário diz que tem o apoio do prefeito Jackson Bomfim

Secretário diz que tem o apoio do prefeito Jackson Bomfim

O secretário de Agricultura de Santa Cruz da Vitoria, sul da Bahia, Luciano Almeida, vê ação de adversários políticos nas críticas à gestão do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) no município. Segundo ele, apesar dos ataques, o programa continuará a ser tocado por sua pasta em 2014.

Almeida diz que as ações de sua secretaria geram “incômodo”, mas afirma contar com o apoio do prefeito Jackson Bomfim. Segundo o secretário, sua prioridade, além do programa de moradias com recursos do governo federal, tem sido a intermediação de convênios com o Banco do Nordeste para financiamentos a pequenos agricultores.

Em 2013, a instituição liberou cerca de 350 mil reais para a agricultura familiar em Santa Cruz da Vitória. No final de janeiro deste, mais 70 mil reais foram autorizados para 40 pequenos produtores rurais.

BRASIL EXPORTA PAA PARA A ÁFRICA

Andreia Verdelio | Agência Brasil

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado em 2003 dentro das iniciativas do Programa Fome Zero para fortalecer os circuitos locais de produção agrícola e a agricultura familiar, também beneficiou quase 5 mil agricultores e mais de 124 mil estudantes em cinco países da África. O PAA África é uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Departamento Britânico para o Desenvolvimento Internacional. Com um orçamento total de US$ 11 milhões, já foi implementando na Etiópia, em Malaui, Moçambique, no Senegal e Níger.

A fase piloto do programa começou em fevereiro de 2012, com foco na compra de alimentos para a merenda escolar. Segundo o técnico do Ministério da Agricultura de Moçambique, Eugénio Comé, em visita ao Brasil, é possível perceber que os relatos sobre a agricultura familiar estão mesmo se concretizando no país. “Tirei boas lições dessa experiência que tive no Brasil e vou levá-las com a perspectiva de adaptar o que vi aqui para a realidade de Moçambique.”

AUGUSTO CASTRO CRITICA ESVAZIAMENTO DA CEPLAC

Augusto cobra agilidade nas indenizações.

O processo de esvaziamento da Ceplac,  assunto de postagem do PIMENTA, foi criticado em pronunciamento feito nesta quarta-feira (22) pelo deputado Augusto Castro (PSDB), na Assembleia Legislativa da Bahia. O parlamentar condenou também a escassez de recursos para as pesquisas do órgão vinculado ao Ministério da Agricultura.

“É um absurdo que a Ceplac, que já contribuiu tanto com suas pesquisas para a cacauicultura no Brasil, esteja sendo esfacelada pelo governo federal, sem poder realizar um concurso para preencher as vagas deixadas pelos servidores que se aposentaram”, comentou o deputado.

Para Augusto Castro, o enfraquecimento da Ceplac, aliado à falta de apoio aos cacauicultores pelo governo federal, é que prejudica a recuperação das lavouras de cacau no Sul da Bahia.  “O Brasil também está perdendo espaço para país muitos menores, como o Equador, que está produzindo muito mais cacau”, criticou o parlamentar.

A NOVA APOSTA DO CACAU

A cabruca desperta o interesse do mundo

Coluna Tempo Presente (A Tarde)

Duas décadas depois que o flagelo da vassoura-de-bruxa dizimou a economia cacaueira, provocando um êxodo rural sem precedentes, mortes e uma dívida bilionária, algo de novo surge no cacau. O superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart, apresenta um projeto que, no atacado, pretende recuperar a expectativa positiva de plantar e colher, valorizar as terras e, de lambuja, resgatar a autoestima dos produtores, fazendo com que seus próprios bens sejam suficientes para quitar as dívidas antigas e tocar a vida.

O Projeto de Conservação Produtiva, já em fase de testes em cinco propriedades de Barro Preto, ancora-se num elemento simples e de forte apelo: o compromisso do produtor de preservar a mata atlântica priorizando o plantio no modelo cabruca, conquistando o reconhecimento certificado pelos órgãos do setor sobre a sustentabilidade ambiental e, também,estimulando pequenas indústrias de beneficiamento, outra reviravolta histórica.

A pretensão é fazer dinheiro também com madeira, aproveitando as mortas e retirando as exóticas (especialmente a jaqueira), com a obrigatoriedade de o produtor plantar três nativas para cada exótica suprimida.

Com a preservação da fauna, flora e recursos hídricos, a terra por si só vai valer muito mais. É algo auspicioso numa área em que a descrença geral dá o tom da reza. Mas só falta o governador Jaques Wagner assinar o decreto para o sonho virar realidade.

CEPLAC REALIZA DEBATE SOBRE AGRICULTURA DE BAIXO CARBONO

Cacau cabruca e outros sistemas agroflorestais têm destaque no debate

Cacau cabruca e outros sistemas agroflorestais têm destaque no debate

A operacionalização do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) na Bahia será objeto de debate que acontece de amanhã (27), a partir das 9 horas, até o dia 29, no auditório do Centro de Pesquisas do Cacau, na sede regional da Ceplac.

O ABC-Bahia é parte de um plano setorial, de âmbito federal, que tem o propósito de adaptar a atividade agrícola às mudanças climáticas, com o uso de tecnologias de produção sustentáveis. Representantes de várias entidades estão envolvidos no debate.

No sul da Bahia, a discussão em torno do plano observa peculiaridades como o cacau cabruca e outros sistemas agroflorestais, além de enfocar demandas como a recuperação de pastagens degradadas, integração entre lavoura e pecuária e a preservação de florestas.

BAHIA EM PÂNICO: LAGARTA AMEAÇA OFERTA DE ACARAJÉ

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Uma lagartinha indecente põe em risco um produto que é a cara da Bahia. Segundo matéria assinada pela jornalista Sara Barnuevo, e publicada no site Gente&Mercado, o cultivo do feijão fradinho, utilizado como matéria-prima do quitute, é ameaçado pela lagarta Helicoverpa armigera.

A praga, que também se alimenta de soja, milho e algodão, foi detectada inicialmente em plantações no oeste baiano, mas já apareceu em Feira de Santana. No caso do feijão fradinho, além do perigo de implicar na falta de acarajé no tabuleiro da baiana, a helicoverpa pode criar uma situação difícil para a agricultura familiar, que concentra a produção do grão na Bahia.

Segundo a reportagem do Gente&Mercado, nas lavouras da região oeste, a lagarta já causou prejuízos estimados em R$ 1,5 milhão e deixou 2,5 mil produtores em alerta.

CÂMARA AMPLIA PRAZO PARA CACAUICULTOR RENEGOCIAR DÍVIDA

A proposta de estender o prazo da renegociação da dívida dos cacauicultores, objeto de emenda do deputado federal Geraldo Simões (PT), foi aprovada nesta quarta-feira, 10, pela Câmara. A matéria está incluída em emenda aglutinativa à Medida Provisória 610/2013.

A emenda abrange também proposição do deputado Valmir Assunção (PT), que perdoa os débitos de 40 mil agricultores familiares assentados no Nordeste. No caso da cacauicultura, a proposta é de prorrogar a negociação até 31 de dezembro de 2014.

“Agora a MP vai tramitar no Senado e vamos lutar para que seja aprovada rapidamente, sem mudanças”, afirma Simões.








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