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:: ‘agronegócio’

FESTIVAL DO CHOCOLATE DE 2019 JÁ É O MAIOR EM 11 EDIÇÕES DO EVENTO

Festival atrai público recorde ao Centro de Convenções de Ilhéus || Foto Divulgação

O Festival Internacional do Chocolate e Cacau de 2019, em Ilhéus, vai até as 22h deste domingo (21), mas os números parciais apontam que o evento deste ano já é o maior em 11 edições do evento. Com 170 expositores, quase metade (70) produtores de cacau e de chocolate no sul da Bahia, ontem o festival, como se diz, não deu para todos que queriam acessar o Centro de Convenções de Ilhéus, tamanha a quantidade de visitantes.

Dentre os destaques desta edição, um show das cooperativas da agricultura familiar, com inovações nos sabores, desde chocolate sem lactose, aromatizantes e glúten, chocolate com jaca, abacaxi, coco, com licuri e goiaba. As combinações exóticas, que geram sabores marcantes e peculiares, produzidas por cooperativas da agricultura familiar, estão fazendo sucesso com os visitantes do 11º Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Bahia 2019.

A Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), responsável pela marca Natucoa, e a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), de Ibicaraí, que administra a marca Bahia Cacau, participam do Festival e apresentam produtos saborosos que estão sendo bem recebidos pelo público.

“O sabor me agradou demais. Provei especiarias que não temos costume em nosso dia a dia e notei que muitas marcas não têm essa combinação, com licuri e a jaca, por exemplo, que foi o que eu mais gostei”, disse Yndira Gobira, estudante de Engenharia Civil, de Belo Horizonte, após provar bombons da Bahia Cacau.

Com o apoio do Governo do Estado, via Bahia Produtiva, projeto executado Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Coopessba e a Coopfesba recebem recursos mediante edital para qualificar o processo produtivo, com agregação de valor e acesso a mercado.

Carine Assunção, presidente da Coopessba, salientou que o festival é o maior evento de chocolate da Bahia. “Nossa participação mostra que há união de pequenos agricultores com grandes marcas, produzindo chocolate tão bom quanto. Este ano, estamos com o nosso estande próprio, lançando produtos, com o Selo de Identificação Geográfica, que mostra a origem do cacau e qualidade”.

HÁBITOS E IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE

Rosivaldo Pinheiro || [email protected]

 

 

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos.

 

O mundo vive uma constante busca por consumo, os países vivem escravos de um modelo de produção que tem no Produto Interno Bruto (PIB) a principal variável para avaliação do crescimento e, portanto do padrão de vida da população. Essa visão não considera a taxa de concentração de renda nem outras variáveis que evidenciam o nível de qualidade de vida da população de forma mais estratificada.

Vivemos sob a lógica do agronegócio – “agro é tudo!”. Mas nossa maior produção de alimentos advém da agricultura familiar. São necessárias políticas públicas que estimulem a vida no campo, permitindo fixação e qualidade de vida para esse importante contingente, responsável por abastecer diuturnamente as nossas mesas.

A morte de abelhas, por exemplo, é um claro demonstrativo de que precisamos mudar métodos, conteúdo e forma do modelo agroexportador na direção de um comportamento mais humanista, conforme defende o setor agroecológico. Somente em três meses desse ano no Brasil, foram encontradas mortas 500 milhões de abelhas – e isso em apenas quatro estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul (Exame, 16/03/19).

A mudança se faz urgente para garantir sustentabilidade, inclusive a do próprio agronegócio. A morte desses insetos nos coloca em alerta, dada a importância deles para a produção e para o equilíbrio da vida humana, face o importantíssimo papel que cumprem para o equilíbrio ambiental.

Diante dessas percepções, vem avançando no mundo a opção pelo consumo de alimentos saudáveis e socialmente justos – o crescimento é de 20% ao ano. Nessa opção, busca-se a aplicação de práticas socioambientais com vistas à eliminação das compensações químicas e dos experimentos laboratoriais de resistência a pragas e aumento da escala de produção.

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos. Num ritmo de vida cada vez mais fugaz, faz-se necessário termos consciência de que a mudança que queremos no mundo começará quando incorporarmos dentro de cada um de nós um novo modelo de hábitos que melhore os impactos sobre o meio ambiente. E não será possível obtermos esse resultado sem mudarmos o nosso padrão de consumo e mentalidade.

Rosivaldo Pinheiro é ex-secretário de Agricultura, Indústria e Comércio de Itabuna, economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

“AGRO EM PAUTA” BUSCA FORTALECER CADEIA DO AGRONEGÓCIO NA BAHIA

Evento no Cepec reuniu representantes do agronegócio e ex-ministro || Foto Maurício Maron

O atual momento do agronegócio na Bahia e no Brasil foi debatido nesta quarta-feira (15), no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec/Ceplac), em Ilhéus, com a participação de representantes do setor nas esferas nacional, estadual e regional. O evento Agro em Pauta, criado pelo Sistema FAEB/Senar, em parceria com o Sebrae Bahia, busca fortalecer a imagem das instituições e levar ao produtor rural o conhecimento e as perspectivas para o setor.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), Humberto Miranda, destacou que a grande transformação tem que começar nos municípios. Ele conclamou por maior participação dos produtores junto às entidades. “O momento é muito importante para reforçar as representações institucionais, na defesa dos direitos da classe”, disse.

O superintendente adjunto da Ceplac na Bahia, Antônio Zugaib, falou em dois desafios enfrentados atualmente pela instituição, que possui tecnologia, mas necessita de recursos humanos para transferir essa tecnologia. O segundo desafio está relacionado ao produtor de cacau, que está sem o crédito rural para investir em tecnologia.

“Além de solucionar as dívidas, os produtores precisam de dinheiro para investir”, apontou o produtor rural e presidente do Sindicato dos Produtores de Cacau de Una, Elias Gedeon, ao relatar os maiores problemas enfrentados pela classe, por muitos anos, devido à falta de créditos e dívidas elevadas com as instituições financeiras. Ele afirmou ainda a produção de cacau, hoje, alcança o nível de até 15% do que era produzido há 30 anos, quando seu pai foi considerado o maior produtor do mundo.

Com uma fala otimista e crendo nas possibilidades oferecidas pelo setor do agronegócio, o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli destacou que, a partir da integração com as entidades, alinhada com a busca por conhecimento e tecnologia em conjunto com os produtores, é sempre uma alternativa para alcançar objetivos em comuns.

De acordo com Paolineli, o Brasil é o único país que pode desenvolver uma produção com uma tecnologia criada nos últimos 40 anos, que é a agricultura tropical, altamente sustentável. “O Brasil, hoje, compete com os países ricos, mas nós ganhamos e somos exportadores de alimentos. Nós não vamos parar de crescer por causa da agricultura, da pecuária, das florestas, dos recursos naturais que nós temos”, declarou.

INVESTIMENTOS

Sobre os investimentos feitos para o segmento de cacau e chocolate, o gerente adjunto do Sebrae, Michel Lima, declarou que a instituição tem desenvolvido ações voltadas para inovação e tecnologia do segmento. “Para esse ano, a previsão é de R$ 1 milhão para inovação e acesso a mercados”, destacou, reforçando a fala do presidente da Faeb ao lembrar a importância do trabalho em conjunto para fortalecer o agronegócio. :: LEIA MAIS »

BAIANO FIGURA ENTRE OS 100 MAIS INFLUENTES DO AGRONEGÓCIO PELA SEGUNDA VEZ

Lessa entra na lista dos 100 mais influentes pela 2ª vez

O empresário e publicitário baiano Marco Lessa foi eleito, pela segunda vez, uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio no Brasil, conforme ranking publicado pela Istoé Dinheiro Rural.

O guanambiense, que adotou Ilhéus, a terra do cacau, no sul da Bahia, é sócio da ChOr – Chocolates de Origem e do Grupo M21 de Comunicação e é o idealizador do Chocolat Bahia – Festival Internacional de Chocolate e Cacau, realizado há 9 anos em Ilhéus e que ainda conta com edições no Pará. É também, há 9 anos, o coordenador da missão brasileira ao Salon du Chocolat de Paris.

“Recebo, mais uma vez, emocionado, essa grata notícia. É um reconhecimento coletivo, pois é fruto do trabalho e empenho de muita gente da maior qualidade profissional e humana. Divido, honrado, com todos os que sonham com um Brasil líder com o melhor cacau e o mais puro Chocolate de Origem”, disse Lessa. Da coluna Alô Alô, do parceiro Correio24h.

O CACAU E A PRESSÃO DAS INDÚSTRIAS EM ILHÉUS

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

As indústrias moageiras de cacau instaladas em Ilhéus importaram 53 mil toneladas de cacau nos últimos cinco meses. Todo o cacau é oriundo de Gana, na África. Produtores e instâncias sanitárias estadual e federal não escondem temor de que, com as amêndoas, as indústrias “importem” pragas para a lavoura sul-baiana. Parte da carga importada desde dezembro está em armazéns do Porto Internacional ilheense.

Se há pressão do mercado baiano contra a importação, o pool das moageiras em Ilhéus (Barry Callebaut, Olam e Cargill) fala em riscos à planta industrial instalada no município sul-baiano. Para eles, é real a ameaça de o sul da Bahia perder uma das quatro grandes indústrias, caso haja maior entrave ao aproveitamento (e mais importação, se necessário) do cacau de Gana. E reforçam que, embora a perspectiva para a nova safra seja boa, a produção interna é insuficiente para atender a demanda.

De acordo com fontes ouvidas pelo PIMENTA, caso o entrave persista, as indústrias poderão importar o cacau por outro terminal portuário, fora da Bahia. Até pensaram em Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, mas este não teria as condições ideais para amêndoas e grãos.

FESTIVAL DO CHOCOLATE EM IPIAÚ

Secretário e mulheres que produzem o chocolate Ouro do Vale (Foto Divulgação).

Secretário Jerônimo Rodrigues e produtores do chocolate Ouro do Vale (Foto Divulgação).

O público que visitar a 2ª edição do Festival de Chocolate e 4º Agrocacau, que segue até o próximo domingo (09), na Praça Ruy Barbosa, em Ipiaú, terá a oportunidade de conhecer chocolates produzidos pela agricultura familiar da Bahia. Dos 13 empreendimentos que expõem os produtos, seis são da agricultura familiar.

Entre os chocolates em exposição, estão o Ouro do Vale, produzido no Vale do Jiquiriçá e Terra Vista, Embaúda e Bahia Cacau, do Território Litoral Sul.

A Associação de Mulheres das Duas Barras do Fojo, do município de Mutuípe, que está lançando a linha de chocolates finos Ouro do Vale, produzidos no Vale do Jiquiriçá, participa pela primeira vez do festival.

– O evento é importante para dar visibilidade aos produtos da agricultura familiar, pois ela produz para além das hortaliças e raízes, também é capaz de transformar as raízes e os frutos – afirma Damiana Martins, agricultora associada e membro do Conselho Fiscal da instituição.

O evento visa dar visibilidade à industrialização, agregando valor, fomentando negócios para os produtores empreendedores, e também apresentação de tecnologias do setor, bem como os diversos cenários mercadológicos.

DESMONTE DA CEPLAC É DEBATIDO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

A crise e o desmonte institucional da Ceplac foram debatidos na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (6). A redução em quase 50% do orçamento para este ano, o rebaixamento institucional, tornando o órgão departamento da Secretaria de Mobilidade Social do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e o enxugamento dos setores de pesquisa e extensão estão entre os problemas apontados como centrais no desmonte promovido pelo governo federal, a partir de abril de 2016.

Os assuntos foram debatidos em audiência pública proposta pelo coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, Marcelino Galo (PT). Ainda como causas do desmonte estão, na análise de parlamentares e ceplaqueanos, a não realização de concurso público há 30 anos. Isto, observam, contribui com o agravamento do quadro da instituição dedicada à pesquisa, assistência técnica e extensão rural da lavoura cacaueira no país, que já teve 4 mil funcionários, mas atualmente conta com 1.722 servidores, sendo que 65% já estão aptos a se aposentar.

Para o deputado Marcelino Galo, a Ceplac tem sido tratada de forma desrespeitosa por quem não compreende o papel desenvolvido pelo órgão na assistência, na pesquisa, no desenvolvimento regional e na proteção da biodiversidade do bioma Mata Atlântica, que engloba a maior parte do território Litoral sul da Bahia.

“Ouvimos relatos de pessoas que se empenharam e contribuíram ao longo de sua vida com a construção desse patrimônio que deve ser preservado, revitalizado e fortalecido por ser fundamental para o desenvolvimento regional da Bahia. Para além da estrutura física, a Ceplac tem o patrimônio científico, intelectual e cultural que tem que ser preservado e potencializado”, disse o deputado Marcelino Galo. :: LEIA MAIS »

INOVAÇÃO NO CACAU DA MATA ATLÂNTICA

Eduardo AthaydeEduardo Athayde[email protected]

 

A Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Quando o WWI-Worldwatch Institute, na virada do milênio, publicou internacionalmente estudo sobre a mata atlântica da região cacaueira da Bahia, batizando-a de “Floresta de Chocolate”, única no mundo, onde a matéria prima do chocolate é produzida com recordes de biodiversidade no planeta, registrado pelo Jardim Botânico de Nova Iorque, a prefeitura nova-iorquina iniciava o levantamento de cada uma das suas 683.113 árvores.

Hoje, os cidadãos de Nova Iorque conhecem o valor econômico individual das suas árvores, sabem que cada uma reduz a temperatura sob sua copa em cinco graus centígrados, joga no ar 150 mil litros de água por ano e produzem serviços anuais avaliados em US$111 bilhões [tree-map.nycgovparks.org]; um padrão que está sendo seguido por várias cidades do mundo que plantam florestas urbanas visando a melhoria do ar, do clima local e da qualidade de vida dos seus cidadãos.

Com a força das redes sociais, o mundo parece ter ficado pequeno e a biodiversa Mata Atlântica, antes pouco percebida (ainda não valorada), vem recebendo influência direta dessas inovações. O Centro de Inovação do Cacau (CIC), por exemplo, que será inaugurado [hoje] na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, é a parte concreta do projeto do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, idealizado conjuntamente pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Ceplac, Uesc, Secti, Instituto Arapiaú e outras instituições.

Focando a cadeia produtiva do cacau e a economia florestal, o CIC, formado por acadêmicos e empresários, analisará propriedades físico-químicas do cacau e do chocolate, a qualidade de sementes e mudas das biofábricas de essências da mata atlântica, fomentando a indústria do reflorestamento que, cobiçada por investidores, floresce impulsionada pelo robusto mercado financeiro internacional interessado em ativos florestais.

Na era da “eco-nomia”, oficializada pelo Acordo de Paris e já legalmente adotada pelo Brasil, a preservação, além de uma imperiosa necessidade, passou a ser analisada também por parâmetros econométricos da precificação e monetização (restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – bit.ly/2cHvxT8). Observando o senso de oportunidade, o CIC nasce como elo local desta inovadora rede global, posicionando-se, com linguagem nova, como uma espécie de “porta USB” de alta velocidade aberta a conexões de pesquisa, geração de conhecimento e econegócios.

Integrado a iniciativas como a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (bpbes.net.br), que tem a missão de produzir conhecimento científico e saberes tradicionais sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos – onde o cacau se inclui -, o CIC nasce como parceiro natural do Programa Fapesp de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e alinhado com a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que lançou a Campanha da Fraternidade 2017 com o tema “Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida”.

A imaginação é mais importante que o conhecimento, afirmava Albert Einstein. Nesta linha, a Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Com a quebra de fronteiras e os espaços abertos pelas redes sociais, a região cacaueira, imaginada como Floresta de Chocolate, vive um momento de mudanças intensas observadas na metáfora da crisálida, quando a lagarta não mais existe, e a borboleta ainda não nasceu.

Eduardo Athayde é diretor do WWI-Worldwatch Institute.

TEIA DOS POVOS, DO SUL DA BAHIA, PARTICIPA DA 29ª FENAGRO

Espaço da Teia dos Povos, na Fenagro, recebe visita de Rui Costa.

Espaço da Teia dos Povos, na Fenagro, recebe visita de Rui Costa.

A Teia dos Povos da Bahia está participando da 29ª edição da Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), que começou neste domingo (27), em Salvador. A feira está expondo mais de 3 mil animais, além de máquinas agrícolas, artesanato, frutas, queijos e chocolates finos, como o do Assentamento Terra Vista, do município de Arataca, sul do estado.

“Trazemos um pouco do sul da Bahia, da Teia dos Povos e do Assentamento Terra Vista para a Fenagro, a maior feira do Norte e Nordeste do agronegócio. Soma-se ao nosso calendário de grandes eventos nos quais estamos propagando nosso produto, que é um chocolate fino que tem mais de 50% de teor de cacau”, diz Joelson Ferreira, líder do assentamento e da Teia dos Povos. O chocolate Terra Vista é produzido em Arataca desde 2005.

A abertura da Fenagro contou com a presença do governador Rui Costa. A programação segue até o próximo domingo (4), também com ambientes para o entretenimento infantil. O evento deve movimentar mais de R$ 100 milhões em leilões e rodadas de negócios.

O Instituto Biofábrica de Cacau, por meio das secretarias estaduais de Agricultura e de Desenvolvimento Rural, também participa da feira do agronegócio. Segundo o diretor-geral da Biofábrica, Lanns Almeida, a participação reforça a importância de material genético de alta qualidade agronômica para fortalecer a produção agrícola.

EMPRESAS CRIAM SELO PARA O CHOCOLATE DE ORIGEM PRODUZIDO NO SUL DA BAHIA

Produtores decidiram criar selo para atestar qualidade do chocolate.

Produtores decidiram criar selo para atestar qualidade do chocolate.

Gerson Marques diz que selo não busca padronizar, mas atestar qualidade e origem.

Gerson Marques diz que selo não busca padronizar, mas atestar qualidade e origem.

Dez empresas decidiram criar um selo de qualidade para o chocolate de origem produzido no sul da Bahia. Tree to bar (da árvore à barra) Sul Bahia identificará o chocolate produzido na região da Mata Atlântica sul-baiana.

“Assim, vamos proteger os chocolates de origem regional que se enquadrarem nos parâmetros e conformidades a serem definidos”, diz Gerson Marques, presidente da Associação dos Produtores de Chocolate de Origem do Sul da Bahia e produtor do chocolate Yrerê.

Um grupo de trabalho foi criado para definir os critérios e regulamentos do selo. Do grupo, participam técnicos, produtores e pesquisadores com alto grau de conhecimento em chocolates de origem. A primeira versão do regulamento para concessão do selo, informa, está prevista para fevereiro do próximo ano.

A homologação do selo deverá ocorrer até meados de 2017. “A ideia não é padronizar, mas sim definir os parâmetros que sirvam de marco referencial para os produtores de chocolates autênticos do sul da Bahia”.

AUTENTICIDADE DO CHOCOLATE DE ORIGEM

Gerson acrescenta que esta referência também servirá para o mercado consumidor, que poderá identificar a autenticidade de um bom chocolate de origem Sul Bahia pelo selo que estará estampado nas embalagens.

O selo será concedido ao avaliar desde critérios reguladores para produção do cacau, tratos culturais na lavoura, práticas na pós-colheita, métodos de fermentação e secagem e armazenagem. Também serão considerados protocolos, processos e técnicas de fabricação, e definições sobre quantidades e parâmetros para uso de ingredientes.

PRODUTO ÚNICO

José Brandt Filho, fabricante do chocolate República do Cacau e diretor financeiro da Associação dos Produtores, definiu como um grande avanço a ideia de proteger a qualidade e os valores do terroir do sul da Bahia presente em nossos chocolates. “Fazemos um chocolate único no mundo. Por isso, este produto tem que ser protegido”, diz.

Fabricante do Amado Cacau e diretora de relações institucionais da Associação, Cecília Gomes da Costa expôs seus produtos na Feira Gastronômica Internacional – Sirah 2016, no Rio de Janeiro.

Segundo Cecília, o chocolate sul-baiano está conquistando reconhecimento e mercados nacional e internacional. “Só é possível fazer este tipo de chocolate com nosso cacau e nossas práticas de produção. Não podemos correr risco de perder mercado por conta de aventureiros que usem atributos regionais e nosso nome e não entregam produtos de qualidade”.

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TEMER: META É COLOCAR BRASIL NOS TRILHOS

Temer em evento do agronegócio, na capital paulista (Foto Beto Barata).

Temer em evento do agronegócio, na capital paulista (Foto Beto Barata).

O presidente interino Michel Temer disse hoje (4) que não teme propor medidas impopulares, se forem para melhorar o país. “O meu objetivo não é eleitoral. Se eu ficar mais dois anos e meio e conseguir colocar o Brasil nos trilhos, para mim basta. Não quero mais nada da vida pública”, declarou.

Temer participou nesta segunda-feira da Global Agrobusiness Fórum, na capital paulista. Ao discursar, ele disse que, em pouco tempo de governo, já conseguiu estabelecer uma conexão entre o Executivo e o Legislativo. “Num estado democrático, você depende do apoio do Congresso Nacional. Num estado autoritário, você o ignora”, disse.

Ele citou exemplos como desvinculação das receitas orçamentárias, a modificação da meta fiscal, a proposta limitadora de gastos (que terá também os estados incluídos) e a renegociação das dívidas dos governos estaduais.

Michel Temer defendeu, ainda, o aumento salarial do funcionalismo, que, segundo ele, foi prefixado, abaixo da inflação. “Se não fizéssemos aquele acordo em níveis abaixo da inflação, corríamos o risco de ter greve nos setores essenciais, uma coisa politicamente muito desastrosa para o país”, disse. Temer garantiu que o governo está empenhado na contenção de gastos. Da Agência Brasil.

SHOW DE DJAVAN ABRE FESTIVAL DO CHOCOLATE EM ILHÉUS

Djavan em show em outubro de 2013 em Ilhéus (Foto Pimenta).

Djavan em show em outubro de 2013 em Ilhéus (Foto Pimenta).

O Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia terá show de um dos principais nomes da MPB. A produção do evento confirmou a apresentação de Djavan para o dia de abertura do festival, 21 de julho, no Centro de Convenções de Ilhéus. O show faz parte da turnê Vidas pra contar. Está previsto para as 23h30min, de acordo com a agenda do músico.

O festival, realizado anualmente em Ilhéus, vai para sua oitava edição, atraindo expositores de toda a cadeia produtiva do negócio cacau e chocolate e cerca de 30 mil visitantes por ano.

Idealizado pelo publicitário Marco Lessa, da M21 e da ChOr, o evento é considerado um dos principais estimuladores da produção de chocolate e cacau fino no sul da Bahia. No ano passado, o festival gerou mais de R$ 10 milhões em negócios, segundo a organização.

CAFÉ DA CHAPADA DIAMANTINA SE DESTACA EM LEILÃO INTERNACIONAL

Café da Chapada Diamantina obteve mais de R$ 9 mil a saca em leilão (Foto Heckel Júnior).

Café da Chapada Diamantina obteve mais de R$ 9 mil a saca em leilão (Foto Heckel Júnior).

Dezoito sacas de cafés especiais foram leiloadas nesta terça-feira (1º), via internet, cada uma arrematada por R$ 9.575,00 no pregão disputado por compradores da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. Os cafés foram provenientes de 22 lotes premiados do Cup of Excellence – Pulped Naturals 2015, maior concurso de cafés do mundo, vencido pelo café Rigno, da região de Piatã, na Chapada Diamantina. O leilão internacional online é realizado uma vez por ano.

O estande do café Rigno, campeão pela segunda vez consecutiva do concurso de qualidade de cafés, montado na Feira Internacional da Agropecuária da Bahia (Fenagro), realizada até o próximo domingo (6), no Parque de Exposições de Salvador, recebeu nesta terça-feira (1) a visita do secretário da Agricultura do Estado, Vitor Bonfim.

“O café baiano é um dos mais premiados do Brasil, está entre os melhores do mundo, e cada vez mais ganha visibilidade no mercado internacional. O estande Rigno na Fenagro cumpre o papel mostrar ao público como é produzido o café com qualidade diferenciada”, ressaltou o secretário.

O concurso destinado a cafés cerejas descascados e/ou despolpados do Brasil é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), além de contar com o apoio do Sebrae.

RUI VISITA FESTIVAL DO CHOCOLATE EM ILHÉUS

Festival atrai grande público todos os anos.

Festival atrai grande público todos os anos.

Rui visita festival (Foto Mateus Pereira).

Rui visitará festival no sábado (Foto Mateus Pereira).

O governador Rui Costa participará do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, no sábado (13), em Ilhéus. A visita ao evento internacional foi confirmada nesta quinta (11) pela organização do festival. Rui chegará ao final da tarde do sábado.

O Festival Internacional do Chocolate e Cacau começa nesta quinta (11), no Centro de Convenções de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes. O evento reúne as cadeias produtivas do cacau e do chocolate e costuma atrair média de 25 mil visitantes nos quatro dias.

O evento deste ano terá novidades como uma máquina norte-americana que possibilita a fabricação de chocolate artesanal. Outro destaque é oficina de design de embalagem. Além de gastronomia e negócios, há espaço para a arte com músicos sul-baianos.

Toda a programação dos quatro dias pode ser conferida no site do evento. Esta é a sétima edição do festival promovido pela MVU Eventos, Biofábrica de Cacau, Associação de Turismo de Ilhéus (Atil) e Sindicato Rural de Camacan e tem apoio do PIMENTA.

“AGRONEGÓCIO EXPULSA MÃO DE OBRA E COLOCA EM SEU LUGAR MÁQUINA E VENENO”, DIZ STÉDILE

Stédile5O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, 60, esteve em Salvador no último final de semana, onde participou de uma plenária sobre o Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva. Stédile é graduado em economia pela PUC do Rio Grande do Sul e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México.

Nesta entrevista, ele fala também sobre a Reforma Agrária nos governos FHC, Lula e Dilma e diz que o agronegócio utiliza veneno que está o provocando câncer. Stédile também vê o Congresso Nacional dominado pelas bancadas ruralista e do empresariado e faz uma avaliação sobre as próximas eleições.  Confira a entrevista concedida a Marival Guedes, especialmente para o Pimenta.

BLOG PIMENTA – Vamos começar fazendo uma comparação entre os mandatos de Fernando Henrique, Lula e de Dilma sobre a Reforma Agrária.

JOÃO PEDRO STÉDILE – No Brasil, a rigor, nunca tivemos Reforma Agrária no que ela representa, que é um programa de governo que leve a democratização do acesso à terra a todos. FHC abriu as portas para as grandes empresas internacionais, mas teve um azar: o agronegócio, na sua ganância de tomar conta das terras, cometeu dois grandes massacres que deixaram a população indignada. Teve aquela nossa grande marcha à Brasília que fez com que FHC se obrigasse a um programa de assentamentos que foi até razoável, mas foi fruto dos massacres em Carajás e no Paraná.

PIMENTA – Com Lula, houve uma grande expectativa…

STÉDILE – Nós tínhamos esperança de que o governo Lula pudesse acelerar, mas, infelizmente, ele seguiu apenas a política de assentamentos. Então, onde havia pressão política, houve desapropriações. Nós mantivemos, digamos assim, o mesmo ritmo do governo FHC.

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A reforma agrária praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao Governo Dilma.

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PIMENTA – E estes três anos e três meses do governo Dilma?

STÉDILE – Agora, está praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao governo Dilma, porque não avançou na Reforma Agrária.

PIMENTA – Quais os motivos?

STÉDILE – A resposta simplista seria que falta vontade política do governo, mas não é bem assim. A nossa avaliação é de que a correlação de forças na luta de classe na agricultura piorou no governo Dilma. Piorou em função da crise do capitalismo internacional, houve uma avalanche de capital internacional que veio se proteger no Brasil. Investiram em usinas, hidrelétricas, praticamente desnacionalizaram todo o setor canavieiro e compraram muita terra. Isso representa a força do capital que chega lá no interior, compra terra, controla o comércio etc.

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O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá.

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PIMENTA – Pode citar um exemplo?

STÉDILE – O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá. A segunda explicação é que, dentro do governo Dilma, há uma presença maior do agronegócio.  Terceira mudança: o Congresso no governo Dilma é mais ruralista. Aquilo que no governo tava parado – e nos ajudava -, o agronegócio avançou pelo Congresso fazendo chantagem. Esta bancada fazia as mudanças, como foi o episódio do Código Florestal, e impunha ao governo como uma derrota. Estas três circunstâncias levaram o governo Dilma a recuar com relação à Reforma Agrária.

PIMENTA  – O que o MST reivindica a curto, médio e longo prazos?

STÉDILE – De curto prazo, a Carta e a pauta que entregamos na audiência durante nosso congresso, em 13 de fevereiro passado, quando sinalizamos para a presidenta: olha, nós entendemos a correlação de forças, que não depende de vontades pessoais. Mas, ao seu alcance, estão, imediatamente, antes de terminar o governo, algumas medidas concretas de emergência.

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Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia.

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PIMENTA – E quais seriam?

STÉDILE – Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia. É um absurdo que nós tenhamos acampamentos com oito anos, pessoas morando debaixo de lona preta. Segunda medida, aqui para Nordeste, nós descobrimos que dentro dos perímetros irrigados, já com tudo pronto, o governo botou água, gastou milhões de reais, existem 80 mil lotes vagos, porque, na política burra do Dnocs e da Codevasf, eles fazem primeiro o perímetro irrigado e depois fazem o edital de licitação em que só o pequeno empresário do sul vem aqui. No caso da Bahia, a região de Juazeiro. E, depois, abandonam.

PIMENTA – Quais as razões para esse abandono?

STÉDILE – Porque eles criam uma ilusão: “vou plantar manga, abacaxi e vou bamburrar de dinheiro.” O mercado mundial de frutas já tá tomado. Não é chegar assim: vou exportar manga pra Europa e vou ganhar dinheiro. Não há mais mercado pra fruta na Europa, nem sequer da uva. Ao contrário, toda a produção do perímetro irrigado no Nordeste, hoje vai para o mercado nacional, porque aumentou a renda do brasileiro. Então, é melhor vender no Brasil que no exterior.

PIMENTA – O que foi feito com estes lotes?

STÉDILE – Estão vagos. Tem 80 mil lotes vagos, tudo pronto com água passando. E nós falamos pra Dilma: pelo amor de Deus, bote sem-terra nestes lotes. Não precisa gastar nada, nem desapropriação, pra eles produzirem alimentos.

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A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. É só ter coragem.

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PIMENTA – A questão do trabalho escravo também consta na carta. Qual a reivindicação?

STÉDILE – A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. Não interessa se é produtiva ou improdutiva. É um crime hediondo, primeiro motivo absoluto, o cara que pratica trabalho escravo tem que ter [a área] desapropriada. Então, é só ter coragem e pegar os processos e somente aí já teríamos 566 fazendas.

PIMENTA – Quais as ações do MST a partir de agora?

STÉDILE – Nós temos três inimigos do pobre do campo: o primeiro é o latifúndio atrasado, que ainda é improdutivo ou que paga mal aos trabalhadores e que agride a natureza. O segundo é o agronegócio, que é moderno, mas não gera riqueza para o povo brasileiro. E o terceiro é este sistema geral, mundial, que transformou o Brasil numa economia de exportação de matéria-prima, apenas. E não fica nenhuma riqueza aqui.

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Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem.

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PIMENTA – Quem controla as exportações?

STÉDILE – O agronegócio aumenta cada vez mais as exportações, mas Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem. Então, se queremos que o cacau seja um produto orgânico para produzir chocolate para o povo brasileiro, temos que derrotar este sistema destas empresas transnacionais. São nossas inimigas.

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PRAGA MAIS DEVASTADORA DO QUE A “VASSOURA” ASSUSTA CACAUICULTORES BAIANOS

Uma doença mais devastadora do que a vassoura-de-bruxa está atacando cacaueiros numa fazenda do Recôncavo Baiano e já preocupa produtores. O foco da doença foi registrado na Fazenda  Engenho D´Água, no Distrito de Monte, em São Francisco do Conde.

No início desconfiou-se se tratar de uma variação mais agressiva da vassoura de bruxa, mas como os frutos atacados eram de clones resistentes (PH-16 e CCN-51) e após análise feita na Estação da Ceplac em Linhares, no Espírito Santo,  pesquisadores chegaram à conclusão de que pode se tratar de uma nova praga, a “Cochonilha rosada”, causada pela cochonilha Maconelliccocus hirsutus.

A praga tem mais de 300 hospedeiros, entre eles café, seringueira, citros, hibiscos ou graxa, quiabeiro, ingazeira, etc. Até então, a cochonilha não havia sido constatada em cacaueiros.

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O TEMPO FECHOU NA CEPLAC

Helinton Rocha (esquerda) isolou os representantes da região. Joelson Ferreira chiou

Helinton Rocha (esquerda) isolou os representantes da região. Joelson Ferreira chiou

A velha UDR (União Democrática Ruralista), que representou o setor mais reacionário da direita brasileira, praticamente renasceu na manhã desta quinta-feira, 24, na Ceplac. O autor da proeza foi ninguém menos que o diretor do órgão federal, Helinton Rocha, que se deslocou de Brasília para a região e, com pose de Midas, declarou que tinha o plano mágico para resolver os problemas da cacauicultura.

A mesa montada na Ceplac para o milagroso anúncio tinha quase somente representantes do agronegócio. Da Bahia, apenas o titular da Seagri, Eduardo Sales, e Guilherme Moura, da Federação da Agricultura (Faeb), também representando a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Da região, ningas, possivelmente porque as cabeças coroadas veem a turma local como um balaio de incompetentes. Dos movimentos sociais, zero.

Talvez por não acreditar em milagres, o presidente da Câmara Setorial do Cacau, Durval Libânio, pediu a palavra, e afirmou que a cacauicultura não precisa de uma agenda nova, mas tão somente de cumprir a que está posta.

Joelson Ferreira, do Movimento dos Sem-Terra e coordenador do Território de Identidade do Litoral Sul da Bahia, teve que gritar do meio da plateia, pois não lhe concederam formalmente o direito de se manifestar. Ele criticou duramente os que se imaginam donos da verdade e supremos detentores de todo o saber, a ponto de apostar em planos miraculosos concebidos a portas fechadas em gabinetes de Brasília. Sem a necessária humildade de ouvir quem está no campo e tem conhecimento acumulado na matéria.

Arrogância tem limite. Mas hoje o grito da senzala constrangeu a casa grande.

FESTIVAL EM ILHÉUS: ARENA SHOWCOLATE TERÁ VANESSA DA MATA E O TEATRO MÁGICO

Teatro Mágico é atração da véspera do Dia da Independência da Bahia, dia 1º.

O Festival Internacional do Chocolate da Bahia começa na próxima quinta, 28, e traz agenda científica com os maiores especialistas mundiais em chocolate (confira programação completa) e terá grandes atrações na Arena Showcolate, no centro de convenções de Ilhéus.

Vanessa da Mata abre a programação de shows em noite que ainda terá a banda Mammeto, no sábado 30. Na sequência, véspera do feriadão da Independência da Bahia, dia 1º, o festival trará um dos shows mais comentados do Brasil: a trupe d´O Teatro Mágico, ao lado da revelação da MPB, Tiê. O Teatro Mágico é doce mistura de música, teatro e dança.

Os ingressos com preços promocionais estão à venda na Encantur, Stand do Karioka, Bicho Festeiro e Central do Ingresso. O ingresso para pista custa R$ 40,00 (com meia para estudante e idoso). A área Vip fica por R$ 80,00. Já o passaporte para os dois dias de shows custará R$ 60,00 a pista e R$ 120,00 área Vip. A expectativa da organização é atrair 30 mil pessoas nos cinco dias do evento.

CACAU PARA SEMPRE ATENDERÁ 3 MIL FAMÍLIAS

Vivaldo: ação beneficiará até 10 mil famílias

Lançado na última sexta, 25, em Ilhéus, o programa Cacau para Sempre atenderá 3 mil famílias no primeiro ano e investirá, inicialmente, R$ 10 milhões no combate à pobreza no campo e inclusão socioprodutiva. A intenção é beneficiar até 10 mil famílias produtoras, segundo o diretor-executivo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), José Vivaldo Mendonça.

O engenheiro agrônomo diz que o Cacau para Sempre envolve os governos federal e estadual, por meio do Vida Melhor e Brasil Sem Miséria. A ideia é estimular a agroindustrialização no sul da Bahia. “Já construímos uma fábrica de chocolate em Ibicaraí e outras serão construídas [na região] com foco na agroindústria”.

O secretário da Casa Civil, Rui Costa, diz que o Cacau para Sempre visa melhorar a capacidade de produção dos pequenos agricultores. “Com certeza, ajudará a elevar a renda e melhorar a qualidade de vida de todos eles”. No lançamento, participaram 640 agricultores sul-baianos.

PRODUÇÃO EM ALTA, COTAÇÃO EM QUEDA

A Ceplac prevê aumento de 8% na produção de cacau no sul da Bahia em 2012, fechando o ano em 130 mil toneladas.

Essa é a boa notícia.

A ruim é que o valor da arroba de cacau não acompanha esse crescimento. A cotação caiu de R$ 77,00 médio em 2011 para R$ 66,00 agora.






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