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:: ‘Alcides Kruschewsky’

NAZAL: “PARA MIM, ACABOU. ESTOU VENDO O GOVERNO DE MÁRIO DEGRINGOLAR”

Nazal diz que casamento político com Marão acabou e vê governo “degringolar”

José Nazal Pacheco Soub, 62 anos, era, até o dia 30 de abril, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Ilhéus. Pediu exoneração ao final da tarde daquela segunda-feira, véspera do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Passou a ser, a partir dali, apenas vice-prefeito. Ou, como diz, “figura decorativa”.

O casamento político com o prefeito Mário Alexandre (Marão) acabaria dois dias depois. O prefeito tentou dissuadi-lo. Ouviu de Nazal uma espécie de “Ou Bento ou eu”. Bento Lima vem a ser o secretário de Administração de Ilhéus. Mandachuva do governo, como define Nazal. Marão não topou abrir mão de Bento.

Nazal faz críticas e autocríticas. Para ele, o Governo Marão está degringolando (palavras dele) e a hora é da “cidade acordar” e a gestão ter pessoas comprometidas com Ilhéus. Aponta desvios éticos e afrontas ao erário.

O vice-prefeito acredita que Marão governa sem compartilhar poder. E, mais que isso, sem comparecer ao próprio gabinete. Pior, diz que o prefeito passou mais de 8 meses sem reunir o secretariado. Também não acredita que o governo melhore. Diz ter batido de frente com mandachuvas do governo – secretários Bento Lima, Alisson Mendonça e Alcides Kruschewsky.

Membro da Rede, o vice-prefeito fez autocrítica: enxerga-se como intransigente com várias coisas. Na tarde da última quinta-feira (17), Nazal concedeu a seguinte entrevista ao blog:

PIMENTA – Começando do começo, como é que surge a aliança com Marão?

JOSÉ NAZAL PACHECO SOUB – Lançamos pré-candidatura para discutir os problemas de Ilhéus. Para mim, era muito mais importante governar do que ganhar. Ficamos em um grupo menor. Terminou não dando certo, mas tivemos uma relação boa [em uma aliança inicial de 7 legendas]. Na última semana para convenções, Mário ficou sozinho. De 7 partidos daquele grupo, ficaram 5. Depois, um. Rachou tudo. Foi quando houve proposta de [Emílio] Gusmão e Hélio Ricardo: Por que não junta com Nazal? Aí, marcamos uma conversa, no dia 30 de julho, 10 da manhã. Conversamos. Lá, eu disse: se a gente fechar um acordo, a minha proposta é só uma. É Ilhéus, é por Ilhéus. Não sabíamos se iríamos ganhar ou não. Dia 31, convenção do PSD, sentamos novamente. No outro dia, ele vira pra mim e diz: Essa noite eu dormi. Os acordos que eu tentei fazer, todo mundo trabalhou na faixa de 50%, dividindo loteando o governo.

PIMENTA – E contigo?

NAZAL – Eu disse: minha proposta é por Ilhéus. Agora, tem uma condição. Se sair da linha, eu grito. Ganhamos a eleição sem dívida política nenhuma. Eram cinco partidos. Um grande e os nanicos: O PSD, PTdoB, PTB, PSL e a Rede.

PIMENTA – Você impôs condições, Marão aceitou. Pelo que aconteceu no governo, você se sentiu usado?

NAZAL – Não me senti, pois não me subjuguei. Não concordei, um abraço. Muitos dizem você foi importante para a eleição de Mário. Talvez não tenha essa dimensão. Eu era pré-candidato, tinha 2%, sem estrutura e densidade eleitoral. Mas algo mudou quando tornei-me vice. Mas não me senti usado. A discussão, o discurso eram um. Mas, eepois, a prática… Mas o meu permaneceu o mesmo. O que eu não aceitava, eu dizia. Coisa que não aceitei, eu sempre bati de frente.

PIMENTA – Com o prefeito?

NAZAL – Com Mário e com algumas pessoas do governo que são mandachuvas: Bento Lima (secretário de Administração), Alisson Mendonça (Governo, e agora na Seplandes) e Alcides Kruschewsky (Comunicação). Com Alcides, menos, para não ser injusto. Com Alisson, forte… Eu não entrei para disputar o poder, mas para compartilhá-lo. Essa é a diferença. Eu dizia com Alisson: ‘o meu compromisso é muito maior que o seu. Você é secretário. Eu sou secretário e vice-prefeito’. Eu botei meu nome. Meu nome estava na tela [da urna]. O de Mário foi para a tela, o meu foi para tela. Eu não queria ser um vice decorativo como agora vou ficar.

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Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…

PIMENTA – E qual é o sentimento?

NAZAL – Poderia ter contribuído até mais, mas ele [o prefeito] não quis. A Marão, eu disse: você toma decisões que eu não concordo. Como você quer que eu concorde, se eu não fui, sequer, ouvido? Tem pessoas que chegaram no governo, não conhecem nada, fazem um bocado de porcaria, não botam a cara na tela…

PIMENTA – Que tipo de porcaria?

NAZAL – Tem várias coisas. [O prefeito] pegou um cara de Maraú para a Odontologia que fez horrores na área. Eu concordo, tem que botar o pessoal para trabalhar, mas você não tem o direito de dar grito, assediar. Eu disse, Mário, você não trata ninguém mal, eu não trato ninguém mal. Aí vem um cara de fora, em nome da gente, para tratar os funcionários mal? Não dá. Não sou xenófobo. Pode ser de fora, mas tem que ter compromisso com Ilhéus.

PIMENTA – Após o pedido de exoneração, o prefeito não tentou mantê-lo na Seplandes?

NAZAL – Eu disse ao prefeito… A condição para eu ficar, é você tirar Bento e um bocado de gente. Ele: então me dê nomes. Ele não tiraria.

PIMENTA – A decisão foi apenas de sair só da secretaria ou o casamento, realmente, acabou?

NAZAL – Para mim, acabou. Mário é uma pessoa que eu gosto, não há nada de pessoal, não sou de ofensas, de xingar. Agora, quando quebra a confiança, quando quebra a proposta… Eu estou vendo o governo degringolar. Eu ando na rua, eu vou para a padaria, feira, ando de chinelo na rua, ando de calção, vou para fila de banco pagar minhas contas… Eu não mudei minha forma de viver. E espero não mudar. O poder é tão efêmero. Eu não fiz campanha e nos elegemos para pensar, imediatamente, em reeleição. Para mim, reeleição é consequência, tem que acontecer de forma natural. Meu compromisso é com Ilhéus, em primeiro lugar. Então, para mim, acabou.

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Mário está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha.

PIMENTA – Você falou em quebra de confiança. O que minou essa confiança?

NAZAL – Sempre fiz críticas aos governos dos quais participei. Eu me afastei politicamente de Jabes em julho de 2006. Eu disse, Jabes você errou quando governou sozinho com Isac Albagli, John Ribeiro, com núcleo fechado, que acha que não erra, que acha que é infalível. Isso é ruim. Depois, veio Newton Lima e governou discutindo tudo. Tudo era na mesa. Foi reeleito com mais de 60% dos votos válidos de Ilhéus, algo que não irá se repetir por muitos anos. E aí, Jabes voltou para o governo [em 2013] e repete-se situação que você fecha o governo para decidir com poucos. Aí vem Mário e está governando só com Bento. Disse isso a ele. Eu não fiz campanha para uma pessoa governar sozinha. Fiz campanha para governar discutindo dentro do governo e com o povo. Então, não vou recuar no meu modo de pensar. Agora, a decisão foi minha por um único motivo. Eu levei 75 dias para Mário me receber esse ano.

PIMENTA – Quantas reuniões como secretário?

NAZAL – Apenas duas em todo o governo. É uma crítica que eu tenho com Mário. Por exemplo: ele não tem rotina para despachar. Todo governo deve ter. Se ele está te atendendo, chega outro secretário e entra na conversa. Então, não pode ser assim. Não é que seja sigilo, segredo, mas tem coisas que exigem foco. Eu fiz uma crítica a ele, de frente. Você não está indo ao gabinete, que está às moscas. Eu vou lá todo dia.

PIMENTA – Nem vai à rua?

NAZAL – Ele despacha em casa. Está errado.

PIMENTA – O que distancia o prefeito do próprio gabinete?

NAZAL – Decisão pessoal dele. Eu não tenho dificuldade de dizer não. Se posso dar um sim, será um prazer imenso. Se não, será com dor forte, mas terei que dizer não posso. Governar é tomar decisões. E não ter decisão é pior que protelar. Eu disse a ele: Jabes entrava pelos fundos, mas ia ao gabinete, mas você nem isso.

PIMENTA – Dá para administrar uma cidade como Ilhéus, assim, desta forma?

NAZAL – Não dá. Diversas vezes, e abertamente, propus fazer o seguinte: nós dois vamos entrar em um carro, ir a posto de saúde, escola, unidade administrativa para ver como as coisas estão acontecendo. Vamos chegar em uma escola na hora da merenda para ver como está a merenda. Vamos chegar em um posto às cinco horas da tarde, para ver se tem alguém lá, que o horário é até as 18h. Não tem ninguém em nenhum posto. A gente perdeu, agora, do meu ponto de vista, o apoio que estava tendo do governo do estado na área da Saúde.

PIMENTA – Por quê?

NAZAL – As coisas não estão acontecendo. Não vamos ter mais o apoio que estávamos tendo do Estado e que, inclusive, causou ciúmes em políticos do passado. Tínhamos um apoio muito forte, mas hoje está meio frio.

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Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos.

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PIMENTA – Esse novo comportamento do estado se dá por causa do prefeito ou de quem comanda a Pasta?

NAZAL – O prefeito é quem governa, mas vem também da pasta. Algumas coisas melhoraram. É inegável. O atendimento na pediatria… Mas não está ainda bom. Eu não concordo com governo que vive de releases. Tem que viver com ações concretas. Hoje (quinta), de manhã, recebi solicitação que não vou poder ajudar. Meu amigo, tá faltando copinho para fazer exame de tuberculose. Copinho que custa centavos. Cheguei no Ilhéus II, e uma senhora me disse que comprou fita – R$ 5,80 – para o posto de saúde marcar a consulta dela. Tenho que ficar com vergonha. A Prefeitura de Uruçuca está com 4 escolas dentro de Ilhéus. E Uruçuca construiu uma escola dentro de Ilhéus, em Banco Central, ano passado. Eu reclamei, reclamei e nada foi feito. Reclamei até ontem (15), meia-noite. Pode ser que tenha sido feito hoje. Construída.. Isso é improbidade administrativa. Na revisão do limite, a pessoa pode dizer que quer ser de Uruçuca. Ninguém toma providência. Não é a defesa intransigente, mas a gente tem que tomar conta do nosso chão.

PIMENTA – O governo tem tempo para mudar, melhorar?

NAZAL – Todo mundo, na hora que quer mudar, muda. Mas tem que querer. Se não houver vontade… Eu acho difícil acontecer [mudança]. Eu vi pesquisa com recortes pontuais. Disse na cara, não acredito. Pesquisa eu acredito vendo-a completa, quem fez… Pode ser Ibope, Datafolha… Vendo pedacinho, não acredito. A pesquisa verdadeira é a do dia a dia. Vai na feira, pergunte. Vai…

PIMENTA – O prefeito sempre foi visto como acessível, afável. O que provocou essa mudança, esse distanciamento do gabinete?

NAZAL – Não vejo ninguém melhor que Mário para fazer esse corpo-a-corpo, mas ele está deixando a desejar. Tem coisas que não justificam. O atendimento ao público… Infelizmente, a maioria vai fazer pedido pessoal, mas há quem peça coletivamente, de forma plural. Então, tem que ter atenção. Vou dar exemplo. Inema, no interior, ele não tinha ninguém na campanha. Eu abri conversa e o grupo nos deu votação expressiva. O grupo não foi atendido em nada. Eram pedidos coletivos. Foram atendidos por mim, Alcides, Alisson. Mas ele, nada.

PIMENTA – O governo reage da melhor forma às críticas de opositores?

NAZAL – Sabe a história do avestruz, do enterrar a cabeça pra não ver… Eu não sou o prefeito. Prefeito é Mário. A minha rede social quem responde sou eu. Se acho que é pertinente a reclamação, dou a devida resposta. Ontem, fiz uma observação ao governador [Rui Costa]. Fui ver uma reclamação quanto à obra de esgoto na zona sul. De fato, está uma porcaria. Mostrei ao governador e avisei à Embasa. Ele respondeu meia hora depois, dizendo que tomaria providência. É um problema sério. São R$ 52 milhões investidos, uma grande obra. Ilhéus vai chegar a 92% de esgoto tratado.

PIMENTA – E na sua Pasta, o Planejamento? 

NAZAL – Briguei no governo e não consegui dar conta do Plano Municipal de Saneamento Básico. Nós precisamos fazer. Se não fosse prorrogado o prazo para 2019, ficaríamos sem receber dinheiro nenhum, nem de emenda nem de nada, por falta do plano. Ninguém no governo dá importância. Fizemos um convênio com a UFSB, e espero que continue, de levantamento arbóreo, isso é importante para a população viver, ar mais limpo, respirar melhor, fizemos um trabalho para a Bacia do Iguape, que é um problema grave d´água. Espero que deem continuidade. Uma série de coisa que a gente encaminhou, mas paciência.

PIMENTA – Sua secretaria foi boicotada?

NAZAL – A dificuldade que tínhamos era com pessoal. Por meio de parceria com o Ministério Público, conseguimos fazer algum tipo de capacitação. Agora mesmo foi curso de poda de árvore, por uma semana… Temos condições péssimas de trabalho, de estrutura. Tínhamos uma pessoa para fazer todo o licenciamento ambiental de Ilhéus. Ficamos um ano com só uma pessoa. É, humanamente, impossível dar conta com uma só pessoa. Claro que não dá conta. Aí foram chamados mais 4, mas somente no final do ano passado.

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Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.

PIMENTA – Havia queixa quanto à concessão das licenças ambientais.

NAZAL – Fomos duros na concessão de licenciamento, construção em áreas de proteção, construção irregular. No dia que se dava uma notificação, havia dez pedidos políticos para dar um jeitinho. Tem um prédio que estava sendo construído na zona sul e foi embargado porque estava sem licença, alvará, sem nada. Ainda veio pedido para ter paciência com um negócio desse… Tem empresas grandes que estão enganchadas porque têm passivo ambiental pesado e pedem para dar jeitinho.

PIMENTA – O governo ficou aquém do pensado?

NAZAL – Muito. Por exemplo, transparência de todos os atos. É uma obrigação legal. Mas temos que fazer mais que a obrigação. O que é isso? É contratar bem, saber se o serviço está sendo bem feito. Deficiência no serviço de transporte escolar, na merenda, na atenção básica de saúde… Agora, como vice-prefeito, vou ter condição de enxergar mais…

PIMENTA – A secretaria conseguiu desempenhar o papel, de planejar, discutir a cidade?

NAZAL – Conseguiu. Tem vários projetos prontos. Nunca é um trabalho sozinho. A gente teve discussão muito forte sobre a mobilidade urbana, resultando em projeto que se for implantado terá grande impacto. Temos projeto para fazer escola na área social do Clube do Pontal… Está bacana. O Clube tem projeto de doar terreno para o município, mas nunca consegui apresentá-lo ao prefeito. Temos a mudança do projeto de transporte coletivo, de diametral para radial, com o usuário podendo usar ônibus por 2 horas pagando só uma passagem. O transporte público é deficiente em Ilhéus. Por isso, temos o avanço do transporte clandestino. Precisamos discutir a questão da água. O prefeito perdeu uma ligação da cidade de Sobral, Ceará. Vinham propor implantar em Ilhéus um sistema de educação que é modelo no Brasil e no mundo. Sabe onde está sendo implantado? Em Vitória da Conquista. O prefeito Herzem está entusiasmado, encantado.

PIMENTA – E qual seria o custo?

NAZAL – O operacional, o normal. Ele [Marão] nem ouviu, não houve interesse. Falei com a secretária… Então, essas coisas… A cidade precisa acordar. Incomodou tanto eu me separar, politicamente, do governo que tá saindo um bocado de meme dizendo Nazal, Mário e a deputada. Tem culpa. Mas eu sei de onde está partindo… Nesta semana, fizeram uma reunião grande para entrar nessa linha do desgaste de Mário.

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Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.

 

PIMENTA – Sinaliza preocupação com 2020. Você será candidato a prefeito?

NAZAL – Em 2006, eu dizia que seria candidato a prefeito de Ilhéus não para ganhar, mas para puxar temas, discutir Ilhéus, que queria ser diferente. Fui secretário de Uruçuca no Governo de Fernanda Silva [2013-2016]. Na primeira reunião em dezembro de 2012, no Barravento, ela queria ouvir cada um. Eu não tinha tanta intimidade. Disse, prefeita eu só tenho uma sugestão para a senhora. Faça diferente. E ela, como é que governa diferente? Respondi: governe certo. Quem governar diferente, está governando certo. Agora, eu não fiz campanha em 2016, andei por Ilhéus, para fazer um governo como está sendo feito.

PIMENTA – E como está sendo feito?

NAZAL – Principalmente com o erário. Fui contra fazer o carnaval desde o primeiro ano. Adoro carnaval, mas só faz festa quem tem dinheiro sobrando. Um milhão e duzentos que gastou no carnaval consertava quantos postos de saúde, quantas escolas? A Escola de Tibina tem mais de cinco anos que está sem teto. Fui à secretária [de Educação] Eliane Oliveira. E ela respondeu que foi a primeira que pediu para consertar. E mostrou: aqui a prova. Quem mudou a prioridade? Não sei, mas foi a primeira escola. Tem oito meses que não fazia reunião de secretário. Fez na terça (15). Como governa dessa forma? Que unidade tem esse governo? Até para discutir, até para brigar… Um não sabe o que o outro está fazendo… O plano de iluminação da Soares Lopes quem fez foi a Administração. A Secretaria de Serviços Urbanos, na época era Jorge Cunha, não sabia de nada. Alcides levantou uma questão, e tinha razão. O projeto da Avenida era um e o da ponte, feito pelo Estado, era outro. Não se comunicou. Ontem, o pessoal da obra da Ponte me pediu que enviasse a referência do poste [de iluminação pública] para planejar igual. Coloquei em contato com Hermano Fahning para fazer.

PIMENTA – O projeto é bom?

NAZAL – É bom. Vou dar exemplo… Marão estava viajando e eu entrei em contato com o governador para falar do projeto. Governador, queremos fazer um estacionamento aqui. Ele respondeu, façam um projeto bonito… Até agora, não foi levado ao governador. Não é um projeto caro. Fiz pedido ao prefeito na minha carta. Aquelas pedras da construção da ponte serão retiradas, está no contrato. devem ser jogadas em área licenciada ambientalmente. A licença indica que se jogue na Sapetinga, no São Miguel e São Domingos. No São Domingos, o SIT (Governo do Estado) está fazendo a licença. Na Sapetinga e no São Miguel, a prefeitura terá que fazer. Ninguém fez. Será que vão querer fazer de qualquer jeito? Tem que ter responsabilidade. Civil, inclusive. A gente não tem em Ilhéus uma cascalheira licenciada. Como é que se faz manutenção de estradadas? Ilhéus não se tem uma sequer. O governo não discute. Acha que é besteira isso? Quem está no campo, sofre. O lavrador, o agricultor, quem precisa usar o ônibus. Em Uruçuca, teve aquele acidente com morte da estudante. Em Ilhéus, tem veículos rodando naquelas condições. Mas como dá manutenção se não tem cascalheira licenciada?

PIMENTA – Começamos falando do casamento… Em casamento, ambos têm responsabilidade, se na união ou na separação. Que autocrítica você faz?

NAZAL – Faço todo dia, todo dia, todo dia. A minha talvez seja a de ser intransigente com algumas coisas, com as coisas que têm de ser feitas da forma certa. Há coisas que você possa achar um caminho. Mas sou intransigente com o interesse público estar acima do privado.

PIMENTA – O privado se sobrepõe ao público com grande incidência em Ilhéus?

NAZAL – Em todo governo. A pessoa chega com o projeto, tudo bacana. Aí o sujeito chega e a gente pergunta das desvantagens. Ah, não tem. Como? Só tem vantagem? Mas é preciso ter coragem para enfrentar isso.

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O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular.

 

PIMENTA – Falando ainda das causas do rompimento, os atritos com secretários pesaram na decisão?

NAZAL –Atrito teve, mas não a ponto de criar trauma. O mais melindroso foi a coragem que a gente teve de fechar a usina, estando a usina irregular. Como é que nós, como governantes, exigimos que esteja correto e libera a usina? Município tem que fazer correto. Não é favor fazer o correto. Agora, para resolver o problema da usina, a gente escolheu algumas áreas. Mas a decisão de Bento, do prefeito, foi desapropriar a área onde a usina está, sem observar o valor venal da área, que é alto. O prefeito deu declaração de que a usina vai funcionar [essa semana]. Se funcionar, vai ser de forma irregular. E eu não sei se a empresa já devolveu todos os equipamentos, porque havia equipamento do município sendo usado em Itacaré. Até seis meses atrás, estava lá.

PIMENTA – Você se arrepende da aliança com Marão?

NAZAL – Não. Valeu a pena. Não é a posição pessoal de ser vice-prefeito. Isso é passageiro. Passa tão rápido. Vou me dedicar agora a um trabalho em função do Censo de 2020. Vou trabalhar sozinho. Depois, apresento. Até ao prefeito. É pelo município, por Ilhéus. Marina me disse uma coisa, meu filho, você fez um contrato com o povo. Eu vou me dedicar. Onde sou chamado e onde for chamado, eu vou.

PIMENTA – Já é o plano para 2020?

NAZAL – Pode até ser, mas eu sempre fui. Eu atendo telefone sem olhar quem está ligando. Devolvo todas as ligações que fazem para mim. Eu não sei se estarei vivo amanhã. Não sei se chego em casa hoje. Eu gostaria de ver o governo mudar, mesmo não estando nas decisões, mas pelo bem da cidade.

PIMENTA – Com as mexidas feitas na equipe, dá para mudar?

NAZAL – Só o tempo para dizer. Sem se reunir, sem interação entre as pastas, saber o que o outro está fazendo, ajudar o outro, não tem mudança.

PIMENTA – Dá para a equipe jogar bem com o técnico a distância?

NAZAL – Não. Mário tem que ter rotina de prefeito, não lê um processo para despachar. Tem coisas que você tem que saber, entender o que está fazendo. Tem coisas que a gente precisa não apenas conhecer, tem que saber daquela coisa lá. Agora, repito, tem que ter compromisso com a cidade. Eu moro na mesma casa há 62 anos. Não pretendo sair. Quero olhar para as pessoas. Está faltando amar as pessoas verdadeiramente. Trabalhei com vários prefeitos. Não encontrei um top. Tem que pensar no coletivo. Não gostou, mas quantos mil gostaram? É fazer o que tem que ser feito, mas não com interesse em ser reeleito. Ele dizia eu vou ser o prefeito top. Prefeito, não foi top.

SOB ESCOLTA DE ALCIDES

Do Ilhéus 24h

A chuva dispersou o grupo que acuava o prefeito Jabes Ribeiro no Ilhéus Praia Hotel, na manhã deste sábado (20). JR estava sumido desde que o Palácio Paranaguá foi ocupado por jovens.

Com a saída dos manifestantes, o prefeito deixou o hotel acompanhado por secretários e assessores.

Para garantir a segurança de Jabes, escalaram o secretário de Turismo e lutador nas horas vagas, Alcides Kruschewsky. Há três semanas, “Pai Cidão” desceu a ripa num ex-funcionário da Câmara, em frente à prefeitura (relembre aqui).

Leia mais

DEU A LOUCA NOS SECRETÁRIOS

leão de chácaraOntem foi o dia de secretários municipais em Ilhéus e Ibirataia agirem como “leões de chácara”. O professor e secretário de Turismo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky, desceu a ripa em um manifestante após ouvir que ele esteve no poder nos três últimos governos (Valderico Reis, Newton Lima e agora com Jabes Ribeiro).

Cidão, como também é conhecido, rodou a baiana e agrediu o adversário político com murros no rosto. As cenas podem ser conferidas aqui. Apesar de protagonizar a cena grotesca, Alcides foi homenageado por Jabes Ribeiro na abertura do Festival do Chocolate. Lá, nas palavras do prefeito, Cidão foi “agredido”.

Ainda na quarta (3), outro secretário decidiu assumir as dores do prefeito de plantão e agredir manifestantes. Titular do Planejamento em Ibirataia, Elmar Lopes surrou o servidor Marivaldo de Jesus. A vítima protestava com um grupo contra a transferência de uma profissional de saúde. O prefeito Marco Aurélio (PP) é acusado de perseguição política.

Lopes achou pouco a agressão física e foi a uma emissora de rádio FM local dizer que “quem mandar cachorrinhos para fazer manifestação na prefeitura vai levar porrada”, segundo conta o Ibirataia Notícias.

Nas duas cidades, há quem defenda mandar os valentões para o octógono para uma lutinha com o campeão Anderson Silva…

ENQUANTO ISSO, NA SOARES LOPES…

jabes e alcides

 

ILHÉUS AINDA NÃO SABE SE TERÁ CARNAVAL

Alcides: mágica para o carnaval.

Alcides: mágica para o carnaval.

O terceiro principal destino turístico da Bahia pode ficar sem carnaval nesta ano. O governo baiano ofereceu apenas dois trios elétricos e quatro bandas de “médio porte” para a festa do município, revela o Jornal Bahia Online. Na outra ponta, o prefeito Jabes Ribeiro resiste à ideia de injetar dinheiro do município na festa e restaria pouco tempo para obter patrocínios privados.

O assunto será novamente discutido entre município e Estado nesta quinta, 10, quando o secretário Estadual de Turismo, Domingos Leonelli, visitará a Terra de Gabriela para participar da posse da nova diretoria da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil).

Ao JBO, o secretário municipal de Turismo, Alcides Kruschewsky, confirmou a “oferta” do Estado e anunciou que, provavelmente, a festa se restrinja aos bairros, mas sem um tostão do município. Leia mais

ILHÉUS: TURISMO COM “PREÇOS FACTÍVEIS”

Alcides KruschewskyO turista que chega a Ilhéus e já frequentou outros destinos até de maior porte e com outros atrativos sempre reclama dos valores cobrados na terra de Jorge Amado e de Gabriela. O futuro secretário de Turismo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky, reconhece o problema:

– O destino Ilhéus precisa se adequar a preços factíveis – disse, verbalizando um sentimento não só de turistas, mas dos próprios ilheenses.

Alcides foi escolhido para a pasta no quarto mandato de Jabes Ribeiro como prefeito do município sul-baiano. Ele tem dentre os planos a urbanização da parte inconclusa da orla sul, principalmente num dos trechos mais frequentados à noite, a região que vai de Nova Brasília ao Hotel Opaba.

Outro ponto destacado por ele é a construção do pavilhão de feiras do Centro de Convenções de Ilhéus. A obra será executada pelo governo baiano e custará, aproximadamente, R$ 1 milhão. Alcides também afirma, via redes sociais, que está na hora do trade fazer o dever de casa, não esperando apenas pelas ações, por exemplo, da gestão estadual.

PSB NAMORA CARMELITA

O pré-candidato Jabes Ribeiro quase sofre duas baixas, de vez, dentre as legendas que lhe dão apoio na tentativa do quarto mandato como prefeito ilheense. Depois do PDT desembarcar na candidatura da Professora Carmelita (PT), outra legenda de peso significativo e com tempo de rádio nada desprezível ameaçou fechar com a petista, o PSB.

A aliança não se deu porque o PSB queria apoiar Carmé coligando-se na proporcional com PT. O partido quer manter, pelo menos, o mandato de Aldemir Almeida. O partido das estrelinhas rejeitou a proposta. E o PSB permanece onde está, com Jabes.

VOCÊ CONHECE NECO?

Em Ilhéus, durante a posse da nova comissão provisória do PMDB, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), recebeu pressão por causa da disputa territorial com o município vizinho. Como se sabe, Itabuna briga para ter direito de propriedade sobre a área onde estão os supermercados Atacadão e Makro, o que Ilhéus não aceita de jeito nenhum.

Durante o evento do PMDB, Azevedo foi interpelado por Jamesson Araújo, do Agravo, que chegou para o prefeito e disse: “Capitão, largue minha cidade em paz!”.

Na parede, o capitão respondeu bem ao seu modo, ou seja, eximindo-se de qualquer responsabilidade pelo quiproquó. Preferiu sair pela tangente e apontar o deputado Coronel Santana (PTN) como o semeador da discórdia.

Jamesson publicou o diálogo em sua página no Facebook.

“EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO”

Quem conhece os bastidores da política ilheense afirma que, além da deputada estadual Ângela Sousa, estão por trás das articulações para a “Marcha contra a Corrupção” em Ilhéus os vereadores Alcides Kruschewsky e Aldemir Almeida , ambos envolvidos em recentes e controversos “malfeitos” (para usar uma palavra da moda).

Kruschewky está entre os indiciados pela operação Vassoura de Bruxa, da Polícia Federal, que apurou desvio de recursos públicos. Já Almeida estrelou gravação em que explicava como fazer dinheiro trocando votos do legislativo por benesses do executivo. Foi sucesso de bilheteria…

Em tempo: a “Marcha contra a Corrupção” será nesta quarta-feira, 23, a partir das 14 horas, no centro de Ilhéus.

LARGAR A TETA QUE É BOM…

O PPS está sendo pressionado por todos os lados para que entregue os cargos que detém no (des)governo de Newton Lima, em Ilhéus. O partido continua encastelado no Palácio Paranaguá mesmo com tendo colocado na rua a pré-candidatura a prefeito do médico e ex-deputado Roland Lavigne.

O vereador Marcos Flávio tem sido o mais cobrado nesse sentido. Nesta semana, aliás, Alcides Kruschewsky (PSB) elogiava o médico Roland Lavigne, via Facebook, e dizia que o PPS deveria entregar – com urgência – os cargos na gestão do ex-amigo Newton Lima.

ELE VOLTOU…

Carlos Freitas mostra que se livrar dele não é assim tão fácil

Quem retornou com toda desenvoltura ao Palácio Paranaguá foi o intrépido secretário do Desenvolvimento Urbano, Carlos Freitas. Na prefeitura, já dão como líquido e certo que Newton Lima não entregará a cabeça de Carlinhos numa bandeja aos inimigos do secretário (o que inclui quase toda a Câmara de Vereadores e boa parte do próprio secretariado municipal).

Newton, em recente encontro com integrantes de seu primeiro escalão, fez elogios rasgados ao amigo Carlinhos. Segundo o prefeito, ele é o seu melhor colaborador, o que não combina com a opinião do restante da equipe e nem mesmo do partido do prefeito, o PSB.

Na semana passada, o vereador socialista Alcides Kruschewsky, ex-secretário de Governo, deixou claro que Newton deveria escolher entre Carlos Freitas e o apoio da legenda. Como já se previa, o titular da pasta do Desenvolvimento Urbano ganha a parada com facilidade.

CIDÃO MORDE E ASSOPRA

Alcides, versão morde e assopra (Foto J.Bahia Online).

O secretário de Governo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky, estava calado, mas decidiu abrir a boca – e, desta vez, para falar da crise na saúde e mandar recados para o secretário Jorge Arouca, este um demissionário.

– Todas as pessoas que já passaram por funções de comando neste governo foram devidamente informadas das dificuldades que encontrariam. Se pensavam em encontrar facilidades e louros, aqui não é bem o lugar – afirmou.

A cacetada que tem a finalidade de suavizar para o governo, claro, ocorreu em entrevista concedida ao jornalista Maurício Maron, do Jornal Bahia Online.

Jogando para a torcida e contra Arouca, Cidão, como também é conhecido o secretário, disse que defende a continuidade do PT no governo de Newton Lima, mas quer um administrador na Saúde. Alcides acredita que “o corporativismo médico impede que governos tomem medidas que tenham resultados positivos e impactantes para a coletividade”.

Clique e confira a íntegra no JBO

A VINGANÇA DE DINHO GÁS

Dinho Gás: "minha vingança será maligna!"

Atingido por uma denúncia de fraude em processos licitatórios, o presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Dinho Gás, juntamente com outros vereadores do bloco de oposição, ainda não conseguiu esclarecer como os nomes de empresas que venceram os certames foram publicados antecipadamente em um jornal local.

Em vez de explicar, o presidente decidiu adivinhar de onde partiram as informações sobre a maracutaia armada no legislativo e a suspeita recaiu sobre o secretário de Governo Alcides Kruschewsky.

Indignados com o suposto “denunciante”, os suspeitos de envolvimento com a fraude prepararam o contra-ataque. Que virá em forma de um panfleto com gosto de gás e dardos inflamados contra Kruschewsky.

Ocorre que o panfleto vazou antes de chegar às ruas e já se sabe quem encomendou a peça. Esta tem as mesmas digitais que se encontram nos editais de licitação feitos sob medida na Câmara.

ALCIDES NÃO ACEITOU

O jornalista Walmir Rosário apresentou de fato seu pedido de exoneração da Prefeitura de Ilhéus, onde exerce a função de assessor de imprensa. A carta foi entregue na segunda-feira, 17, ao secretário de Governo Alcides Kruschewsky, mas este pediu que Rosário reconsiderasse sua decisão.

A coisa está em banho-maria, na base do “não sabe se vai ou se fica”. Mas, por enquanto, fica.

SECRETARIADO DE NEWTON LIMA NÃO SE ENTENDE

Carlinhos Freitas: em guerra contra Alcides Kruschewsky e Alisson Mendonça

Um clima de guerra se instalou entre secretarias estratégicas do governo Newton Lima e, como assunto é guerra, naturalmente o explosivo Carlos Freitas (titular da pasta dos Serviços Públicos) não poderia estar de fora.

Freitas foi alvo de críticas dentro do próprio governo devido ao acúmulo de lixo nas ruas de Ilhéus. Embora as ruas da cidade estejam realmente uma imundície, o secretário não procurou corrigir a falha. Em vez disso, voltou sua “metralhadora” contra secretários que estariam conspirando contra ele. Os alvos: Alcides Kruschewsky (Governo) e Alisson Mendonça (Planejamento).

Mendonça sofreu o primeiro impacto da vingança há poucos dias, quando tentou promover uma ação para organizar a área comercial da cidade, invadida  por ambulantes nesse período de grande movimentação turística. A medida não foi colocada em prática porque, na hora “H”, os fiscais desapareceram.

E quem comanda o setor de fiscalização? Exatamente a Secretaria de Serviços Urbanos.

Aguardam-se outras maldades da cachola do velho Carlinhos Freitas, que tem o “mérito” de ser amigo de longa data do prefeito Newton Lima.

“COMISSÃO” ESQUENTA POLÍTICA ILHEENSE

Uma denúncia no Blog do Gusmão contra um vereador e dois secretários municipais esquentou a política ilheense nesta sexta-feira. O site afirma que o vereador Aldemir Almeida teria procurado um empresário que loca veículos à prefeitura e feito a proposta de uma comissãozinha (30%) para repartir com os secretários Alcides Kruschewsky (Governo) e Jorge Bahia (Finanças).

O empresário Luciano Guerreiro tentou desmentir a versão do blog, mas Gusmão colocou no ar a lamúria do dona da locadora de veículos. Frise-se que Guerreiro não aparece falando nomes, mas dizendo que quem quer ser honesto toma no monossílabo da cobra.

Hoje à tarde, o secretário Alcides Kruschewsky emitiu nota em que repudia a citação do seu nome pelo site e diz estar sendo vítima de infâmias. “A denúncia é falsa e carece de fundamentos primários, haja vista que a Secretaria de Governo não realizou ou interferiu em licitação pública para a locação de veículos”.

Daí em diante, abaixo do pescoço era canela. O secretário, literalmente, soltou os cachorros.  O vereador Aldemir e o secretário das Finanças, Jorge Bahia, ainda não se pronunciaram.

camara itabuna






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