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:: ‘Alita’

ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA LANÇA REVISTA GURIATÃ

Guriatã IIA Academia de Letras de Itabuna (Alita) lançará nesta quarta-feira (19), a partir das 19 horas, no auditório da FTC, a Revista Guriatã.

A publicação, inédita entre as instituições do gênero na região, foi editada pela Libri Editorial e reúne artigos, ensaios, poesias e discursos, entre outros textos escritos por imortais da Alita e demais nomes notáveis da literatura regional.

Para a diretoria, o primeiro número da revista marca um momento histórico, sobretudo neste ano em que se comemora o centenário do patrono da Academia, o saudoso escritor Adonias Filho.

Entre os autores que assinam textos na “Guriatã”, estão Cyro de Mattos, Ceres Marylise e Ruy Póvoas, além de confrades que partiram neste ano, como Hélio Pólvora e Consuelo Pondé.

ALITA EMPOSSA NOVOS MEMBROS NO DIA 20

Sônia.MaronA Academia de Letras de Itabuna (Alita) dará posse a dez novos membros (sete efetivos e três correspondentes) em sessão solene na sexta-feira, dia 20. A cerimônia de posse será às 19 horas, no auditório da FTC (Praça José Bastos), em Itabuna.

Os integrantes que chegam agora à Alita são: Celina Santos (Cadeira nº 24, cujo patrono é Clodomir Xavier de Oliveira), Gideon Rosa (Cadeira nº 37; Patrono Luís Gama), Maria Delile de Oliveira (Cadeira nº 28; Patrono Firmino Rocha), Maria Rita Dantas (Cadeira nº 36; Patrono José Bastos), Naomar Almeida Filho(Cadeira nº 38; Patrono Manuel Lins), Raquel Rocha (Cadeira nº 25; Patronesse Elvira Foeppel) e Sérgio Habib (Cadeira nº 32; Patrono Itazil Benício dos Santos).

Os três novos membros correspondentes que serão empossados na mesmasolenidade são o professor Cristiano Lobo, o jurista Edvaldo Brito e a professora Ivete Sacramento.

A saudação aos novos acadêmicos será feito pela presidenta, Sônia Carvalho de Almeida Maron (foto), para quem a Alita, ainda em fase de consolidação, vive um grande momento. “Esta solenidade vai enriquecer mais nosso quadro, com nomes de variadas áreas do saber, incluindo professores, jornalistas, juristas e artistas”, disse.

ALITA FESTEJA DOIS ANOS DE ATIVIDADES

Sônia.MaronA Academia de Letras de Itabuna (Alita) comemora na sexta-feira, 19, dois anos de atividades, com sessão solene em que será empossado o escritor Hélio Pólvora, no salão nobre da FTC (Praça José Bastos), às 19 horas. Também será empossada a nova diretoria da entidade para o biênio 2013-2014, tendo como presidenta a acadêmica Sônia Maron.

Hélio Pólvora, atualmente residindo em Salvador, encontra-se adoentado e terá seu discurso de posse (quando discorrerá sobre a obra de Machado de Assis, seu patrono) lido pela poetisa Ceres Marylise, enquanto o discurso de recepção, em nome da Alita, ficará a cargo do contista Aleilton Fonseca.

De acordo com o presidente Marcos Bandeira, a entidade vive um momento de afirmação, com a posse do autor de Inúteis luas obscenas, “um crítico, romancista, contista e cronista itabunense de reconhecimento nacional”. Ele afirma que, embora a posse simbólica não seja o ideal, é um ato plenamente justificado neste caso, confiando em que esse ritual incomum tenha o mesmo brilhantismo da forma tradicional.

A nova presidenta, Sônia Maron (que exerceu o cargo na ausência do titular), fala de um tempo de muito trabalho para consolidar a Alita, destacando que “nunca houve desmotivação e esmorecimento diante das dificuldades encontradas, e que são comuns nos empreendimentos culturais”.

Ela lista como “maior conquista” desses dois anos “ter a Academia chegado às novas gerações, aos estudantes, a pessoas que vão dirigir esta cidade em futuro próximo”. Palestras em escolas, marcando o centenário de Jorge Amado, e as comemorações do Dia da Consciência Negra foram “pontos altos” desses dois primeiros anos, segundo a presidenta.

UNIVERSO PARALELO

ANALFABETOS COM DIPLOMA E ANEL NO DEDO

Ousarme Citoaian | [email protected]

Vão pensar que brinco em serviço, se lhes repetir o que li: segundo o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf), 65% dos brasileiros que concluíram o curso médio não são plenamente alfabetizados. Isto quer dizer: têm dificuldades para entender, interpretar, analisar, avaliar conteúdos, relacionar as partes do texto e distinguir fato de opinião. Se os gentis leitores e leitoras ficaram abalados, sentem-se, pois o pior está por vir: diz o Inaf que 38% das brasileiras e brasileiros de nível universitário encontram-se na mesma situação, ou seja, possuem nível insuficiente em leitura e escrita. Estes seriam os analfabetos de terno, gravata, diploma e anelão no dedo.

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Boçalidades exuberantes e barulhentas

E como fica a tese da classe média dita “formadora de opinião”, em defesa da leitura que liberta, transforma, constrói? É pregar no deserto, discursar para ouvidos moucos, mostrar imagem a cegos. Somos uma nação de analfabetos funcionais tácitos e hereditários, alguns desses (devido à sua alta titularidade sem conteúdo) autoconsiderados sumidades, quando não passam de boçalidades exuberantes e barulhentas. Recentemente, uma desembargadora do Rio, no texto de sua sentença, recomendou aos advogados da causa examinada “adquirir livros de português de modo a evitar expressões que podem ser consideradas como injuriosas ao vernáculo”.

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Atentado contra a língua portuguesa

E ela cita exemplos que atestam serem completamente ignorantes em ortografia os nobres causídicos que apresentaram as contrarrazões do processo: em fasse (no lugar de “em face”), aciste (“assiste”), cliteriosamente (“criteriosamente”), doutros julgadores (“doutos”), estranhesa (“estranheza”), discusão” (“discussão”), inedoneos (“inidôneos”). Fico sabendo de uma curiosidade: “o advogado que atenta contra o vernáculo comete infração disciplinar”, de acordo com a Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia). Logo, este caso sugere a ideia de que os advogados dessa causa deveriam ser processados por tentativa de homicídio. A vítima? A idosa, inculta, porém bela língua portuguesa.

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AS GRANDES HISTÓRIAS DE ANTÔNIO JÚNIOR

Antônio Nahud Júnior, depois de publicar, pelo menos, oito títulos (em gêneros variados), está de livro novo na praça, ainda quente do prelo: Pequenas histórias do delírio peculiar humano. São contos da mais diversa feitura, alguns ditos minimalistas, outros extensos, uns na primeira pessoa, outros tendo o autor como narrador “distante” – mas, em conjunto, todos formando uma celebração da maturidade do artista. E mais não digo para evitar a ociosidade da chuva no molhado, pois Pequenas histórias… é apresentado por Jorge Araújo e Ruy Póvoas, ainda com luxuosas orelhas lavradas por uma especialista em Coelho Neto, a pesquisadora Danielle Crepaldi, da Unicamp.

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O lado penumbroso do ser humano

Para Jorge Araújo, Pequenas histórias…“é livro inquieto e inquietante, que convida ao debate e à inteligência não conformados ainda à inércia do pensar de calças curtas”. E destaca o conto “Sem notícias de Deus” como “soberbo, antológico e definitivo”. Danielle Crepaldi percebe a erudição do autor, salientando que Poe, Miller e Ibsen “ecoam nessas histórias”, também destacando “Sem notícias…”, em que “a crítica social singelamente brota da aridez da fome e do clima nordestino”. Ruy Póvoas afirma que Nahud Júnior tem personagens “em crise de delírio”, que mostram “o lado sombrio do ser humano, sua rede de trevas, que a maioria teima em negar ou ignorar”.

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ALITA PRESTA HOMENAGEM A JORGE AMADO

A Academia de Letras de Itabuna (Alita), presta homenagem a Jorge Amado, com o projeto “A Alita vai à escola”, de 27 de agosto a 5 de setembro. Dia 27 – 19 horas: Cyro de Mattos, com o tema Jorge Amado em Itabuna (auditório da FTC); Dia 28 – 9 horas: Margarida Fahel, com Jorge Amado: um humanista nas terras do cacau (Colégio Militar); 29 – 9 horas: Antônio Lopes, com Jorge Amado: o pão e a liberdade (Campus 2 da Unime); 30 – 9 horas: Gustavo Veloso e Ceres Marylise, com exibição de documentário sobre Jorge Amado, seguido de atividades interativas (Escola Lourival Oliveira – Ferradas); Dia 5/9: Ruy Póvoas, com o tema Jorge Amado: ficcionista, ogã e obá.

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ENFIM, CORONEL RECEBE TÍTULO MERECIDO

A Justiça demorou mas reconheceu, agora em agosto, que o coronel da reserva do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra (sem foto, para a coluna não cheirar mal), chefe dos serviços de repressão a presos políticos em São Paulo (1970-1974), merece o título que com tanta determinação perseguiu: “Torturador”. Ele é tido como símbolo dos agentes da ditadura militar (1964-1985) que, em nome do Estado, sequestraram, torturaram, estupraram, mataram e ocultaram corpos de presos políticos e “inimigos” do regime. Estima-se que 17 pessoas foram assassinadas na “gestão” de Ustra (que usava o codinome de Doutor Tibiriçá e raramente sujava as mãos: apenas dava ordens e supervisionava o “serviço”).

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Dante aprendido no pau-de-arara

Não se sabe (nem interessa saber) se Ustra, um bandido vestido de verde-oliva, lia os clássicos. Mas seus presos tomaram conhecimento, pelo modo mais doloroso, do Inferno de Dante: a quem entrasse naquelas masmorras modernas a lógica perversa mandava, como noCanto III de A divina comédia, renunciar a qualquer esperança de rever o céu. Na minha tradução (de Fábio Alberti, para a Abril Cultural) está, à página 18, uma indagação apropriada ao caso: “Que dor tão cruel se apodera deles e os faz gritar, urrar tão fortemente?” O Doi-Codi de São Paulo, era um inferno; o coronel Ustra, o capeta-chefe.

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SEM TREJEITOS, CHICO CANTA A MULHER-MULHER

Sem aqueles trejeitos homossexuais (que transmitem ridícula caricatura da mulher) Chico Buarque tem um lado lucidamente feminino, isto é, político: não canta a mulher “gostosa”, objeto de desejo sexual, nem tão pouco a mulher-musa, deusa no alto do panteon. Seu discurso é o da dor, da discriminação, do “veneno” e da grandeza dessa costela tirada de um ser já também esfacelado chamado homem. Sua visão, prenhe de poesia e beleza, não é sobre a mulher, mas da mulher. São tantas as canções (Atrás da porta, Olhos nos olhos, O meu amor, Teresinha, Folhetim), mas me detenho numa que ele fez especialmente para Nara Leão: Com açúcar, com afeto.

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“Quando a noite, enfim, lhe cansa…”

O malandro sai de casa em busca de dinheiro para sustentar sua Amélia, mas ela sabe que até a oficina “há um bar em cada esquina” – e ele vai beber, cantar, discutir futebol e olhar as pernas das moças – “coisas de homem”. Isto tudo é dito com rimas magníficas, um ótimo trocadilho (“alegre, ma non tropo”) e um fecho de ouro: finda a farra, o cara (que saiu “com seu terno mais bonito”) retorna “maltrapilho e maltratado” feito um gato após orgia no telhado. Ela tenta zangar-se, mas qual! “Ainda vou esquentar seu prato/dou beijo em seu retrato/e abro os meus braços pra você” – que mulher! A cantora erra a letra (onde estava“há” ela canta “existe”, quebrando o verso), mas não reclamo. Nara Leão tem direito.

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Como se fosse uma conversa de botequim

E antes que vocês queiram ver/ouviresta injustamente pouco executada canção de Chico, um aviso a quem interessar possa: a partir da próxima terça-feira, pretendo responder aos comentários que necessitem de resposta. Nada de chat – ou coisa igualmente chata (ops!): só esclarecer pontos de vista e retribuir a gentileza dos que gastam tempo e tutano opinando sobre esta coluna (alguma coisa como uma inocente conversa de botequim, com permissão de Noel). E com vocês, Nara Leão!

O.C.

(W)ALITA: IMORTAL JOGA M… NO “LIQUIDIFICADOR”

Cyro de Mattos diz que "com o aumento da lista de espera da Alita, muita gente efetiva precisa morrer logo"

Uma encrespada troca de emails à qual o PIMENTA teve acesso revela divegências profundas na recém-criada Academia de Letras de Itabuna (Alita), tendo o imortal Cyro de Mattos como pivô da ingresia.

Mattos tem se oposto firmemente às iniciativas do presidente da casa de literatos, o juiz Marcos Antônio Bandeira. A primeira bronca do autor de “Vinte Poemas do Rio” foi com as incursões do presidente em busca de fontes de financiamento para a Academia que, como é nova, ainda não tem decreto de utilidade pública nem condições de captar recursos. Para custear despesas para instalação e compra de equipamentos, Bandeira procurou a ajuda, por exemplo, do prefeito José Nilton Azevedo e do presidente da Câmara de Vereadores, Ruy Machado. Na opinião de Mattos, esse tipo de relação compromete a independência da Alita.

Nova divergência se deu quando passou a circular entre os membros da academia sugestão de nomes para integrar uma fila de espera de aspirantes à imortalidade. Os nomes apontados são o do bispo diocesano Dom Ceslau Stanula e do editor Agenor Gasparetto, da editora Via Litterarum. 

Sobre Gasparetto, apesar dos elogios, Mattos deixa transparecer uma dose de ironia. Escreveu ele no email que “Gaspareto, intrépido editor, intelectual valoroso, reforça mais o time do pessoal da UESC na ALITA”. A respeito do bispo, o veneno foi, se os imortais nos permitem um neologismo, “cascavélico”. Disparou Mattos:

“Se uma academia de letras é considerado (sic) por muitos como lugar intocável, com Dom Ceslau, cardeal e afins passará a ser espaço sacorossanto. Estaremos todos no céu. De olho aberto fique o povo dos terreiros. Dizem que a pedofilia virou uma praga nas igrejas. Cristo, o bem-amado salvador da humanidade, é que não está gostando disso”.

O escritor, despejando sarcasmo, observou que “com o aumento na lista de espera da ALITA, muita gente efetiva precisa morrer logo para que a rotatividade corresponda aos anseios dos que gostam de armar alianças”. E mais: “andam dizendo por aí que o Charles Henri, Maria Alice, Carlos Burgos, Capitão Azevedo, Ivan Montenegro e José Oduque estão querendo engrossar a lista de espera da ALITA. Cruz-credo! Vai pra lá, Satanás!”.

Sugestão aos imortais da Alita: na hora do chá das cinco, camomila urgente!

NESTE SÁBADO, SESSÃO SOLENE DA ALITA

A Academia de Letras de Itabuna (Alita) tem sua sessão de instalação e posse dos primeiros acadêmicos às 19h30 deste sábado (5), na FTC (Praça José Bastos, 55). O presidente da entidade, Marcos Bandeira, se mostra entusiasmado com a presençado presidente da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa (foto).

“É honroso para uma instituição recém-nascida contar com o apoio institucional da Academia de Letras da Bahia,e mais ainda quando ela vem representada por alguém com o prestígio do seu presidente, poeta e prosador de méritos reconhecidos”, disse Marcos Bandeira.

A Alita possui quarenta integrantes, em cadeiras que prestam homenagem a figuras das letras regionais, estaduais e nacionais. Entre os patronos da entidade estão nomes como Euclides Neto, Milton Santos, Valdelice Soares Pinheiro, Natan Coutinho, Rui Barbosa, Ariston Caldas, Saboia Ribeiro, Abel Pereira, Telmo Padilha, Plínio de Almeida e José  Haroldo Castro Vieira.

A solenidade será aberta pelo escritor Aramis Ribeiro Costa (saudado pelo acadêmico Antônio Lopes), que dará posse ao presidente da Alita, e este, simbolicamente, empossará os quarenta integrantes da entidade. O acadêmico Cyro de Mattos falará em nome dos integrantes da Alita, fazendo também uma homenagem ao escritor Marcos Santarrita, recentemente falecido.

Ao acadêmico Ruy Póvoas caberá a homenagem ao patrono da academia, Adonias Filho. A acadêmica Sônia Maron fará a leitura do juramento, sendo que a acadêmica Ceres Marylise assinará o livro de protocolo,confirmando, simbolicamente, a posse dos demais integrantes da instituição.

ACADEMIA PRA DAR E VENDER

Itabuna está indubitavelmente se transformando numa cidade “acadêmica”. Somente neste fertilíssimo ano de 2011, já surgiram três academias de letras: a Agral (Academia Grapiúna de Letras), a Alita (Academia de Letras de Itabuna) e – num movimento anarquista, rebelde e iconoclasta – a Alambique (Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias Etc).

Tem academia pra todo gosto, mas ainda vem mais por aí. O irrequieto Vercil Rodrigues, que já fomentou o surgimento da Agral, trabalha neste momento para fazer brotar a Academia de Letras Jurídicas de Itabuna, o que já está sendo discutido com professores dos cursos de Direito da Uesc, Unime e FTC.

Curioso é que a Alita tem à frente dois juízes: Marcos Bandeira e Sônia Maron, além de contar com vários advogados em sua composição, o que já lhe dá um certo ar de academia jurídica. A que vem por aí será quase uma sobreposição…

NASCE A ALAMBIQUE

Daniel Thame

Itabuna não tinha nenhuma Academia de Letras.

Aí ganhou uma: a AGRAL (Academia Grapiuna de Letras). Nem bem os primeiros literatos ascenderam à imortalidade, surgiu mais uma, a ALITA (Academia de Letras de Itabuna).

Como fardão onde cabem dois, também cabem três, está surgindo a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc.; a ALAMBIQUE.

Para ser imortal na novel academia, dois requisitos básicos: ter pelo menos rabiscado algumas garatujas em papel de pão e gostar de uma birita (cachaça, cerveja, uísque, vinho, conhaque e quetais).

A Comissão Provisória da ALAMBIQUE é formada por este blogueiro (ora forçado a uma temporada de Liber), Marival Guedes, Walmir Rosário, Valdenor Ferreira, Luiz Conceição e Juarez Vicente, que democraticamente nem foram consultados, mas já estão devidamente imortalizados.

Aliás, com tanto imortal em Itabuna vai ter funerária mudando de ramo pra não falir.

Do Blog do Thame






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