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:: ‘Antônio Vieira’

VIEIRA NA DISPUTA

Vieira, de azul, não descarta candidatura neste ano (Foto Pimenta).

Vieira, de azul, não descarta candidatura neste ano (Foto Pimenta).

O médico Antônio Vieira, ex-vice-prefeito de Itabuna, disse ao PIMENTA que poderá disputar uma vaga à Assembleia Legislativa neste ano.

Ao ser questionado se em dobradinha com o ex-prefeito Capitão Azevedo, Vieira disse que não tem falado com o companheiro de partido desde outubro de 2012, após a derrota eleitoral. Afirmou sem deixar transparecer qualquer mágoa, embora tenha sido ejetado da Secretaria de Saúde para dar lugar ao historiador Geraldo Magela.

A propósito, Azevedo e Vieira participaram da procissão de São José, na semana passada, em alas separadas e distantes. Estava mais próximo dos comunistas, que seguiam o cortejo logo atrás do médico. Vieira fazia questão de deixar claro que é do DEM.

A PROCISSÃO DOS POLÍTICOS

A procissão de São José reúne milhares de devotos todos os anos em Itabuna ontem (19). Mas, quando o calendário aponta que as eleições estão próximas, a ala dos políticos tem crescimento vertiginoso, seja pela presença daqueles que desejam renovar mandato ou pelo aparecimento dos aspirantes.

Neste ano, seguiram o andor os deputados estaduais Coronel Santana (PTN), Pedro Tavares (PMDB) e Augusto Castro (PSDB) e o deputado federal Geraldo Simões.

Havia também o grupo dos “aspirantes”: Coronel Serpa (ainda sem partido), Thiago Feitosa (PSL), Major Fábio (PRP), os democratas Antônio Vieira e Capitão Azevedo e os comunistas Davidson Magalhães (federal) e Aldenes Meira (estadual).

Ala petista era puxada por Geraldo Simões e o filho Thiago Feitosa (Foto Gilvan Rodrigues Propaga).

Geraldo e o filho Thiago Feitosa puxaram a ala dos Simões (Foto Gilvan Rodrigues Propaga).

A ala comunista trazia dois pré-candidatos: Davidson Magalhães (federal) e Aldenes Meira (estadual).

Ala comunista trouxe dois pré-candidatos: Davidson Magalhães (federal) e Aldenes Meira (estadual).

Vieira, de azul e branco, disse que pode sair candidato a deputado (Foto Pimenta).

Vieira, de azul e branco, disse que pode sair candidato a deputado (Foto Pimenta).

Acompanhado pelo ex-prefeito Sérgio Costa, Major Fábio seguiu o andar à cata de votos.

Acompanhado pelo ex-prefeito Sérgio Costa, Major Fábio seguiu o andor à cata de votos.

Pedro Tavares e Renato Costa lideraram a ala peemedebista na procissão (Foto Pimenta).

Pedro Tavares e Renato Costa lideraram a ala peemedebista na procissão (Foto Pimenta).

Coronel Serpa está entre PR e PTdoB, mas disse que disputará eleição (Foto Pimenta).

Coronel Serpa está entre PR e PTdoB, mas disse que disputará eleição (Foto Pimenta).

NEM PARA SÍNDICO

Vieira: derrota em eleição para síndico.

Vieira: derrota para síndico.

A relação do ex-deputado e médico Antônio Vieira com as urnas nunca foi das melhores. Piorou na última semana, quando o médico perdeu a reeleição a síndico do prédio onde mora, o Condomínio Residencial Grapiúna, também conhecido como Condomínio dos Médicos, no Jardim Vitória.

O eleito foi um dos filhos do ex-vereador Didi do INSS, que levou a disputa mesmo com Vieira articulando com os colegas médicos do condomínio e, segundo os opositores, cancelando procurações tidas como válidas.

PRETENSÕES POLÍTICAS

marcowenseMarco Wense

Já temos um bom número de pré-candidatos a deputado estadual. Todos querendo marcar posição e de olho na sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Aposta bem quem diz que o pretenso candidato é um, digamos, aspirante de prefeiturável. Sonha diariamente com a cobiçada prefeitura de Itabuna.

É evidente que entre os “prefeituráveis” tem os que entram na disputa só para negociar a pré-candidatura. São conhecidos como prostitutas do processo eleitoral.

Não é o caso, por exemplo, citando apenas quatro nomes, da professora Acácia Pinho e dos médicos Renato Costa, Antonio Vieira e Edson Dantas, respectivamente pelo PDT, PMDB, DEM e PSB.

Cabe ao eleitor, além de votar em candidatos da região, principalmente com domicílio eleitoral em Itabuna, separar o joio do trigo, sob pena de enterrar de vez a tão lamentada falta de representatividade política.

A eleição de 2014 passa a ser uma espécie de teste para a sucessão municipal de 2016. Quem tiver uma votação bem abaixo do esperado fica automaticamente descartado.

O governo Vane será também um importante indicador. Um prefeito forte, disputando o segundo mandato, inibe os pretendentes. Os mais vistosos são os ex-alcaides Fernando Gomes e Geraldo Simões.

PS – Para alguns leitores, a discussão sobre a sucessão de Claudevane Leite é prematura e intempestiva. Para outros, não. O processo sucessório já começou.

VANE E O PODER

(Foto Pimenta)

(Foto Pimenta)

Confesso que torço – e muito – para que o prefeito Claudevane Leite faça um bom governo. E o motivo é um só: Itabuna não suporta mais uma administração desastrosa e irresponsável. Seria o caos.

O problema é que fica parecendo que o chefe do Executivo não está gostando do que faz. Fazer gostando, seja na vida pública ou privada, é imprescindível.

A prova maior da falta de apetite político do prefeito é a dúvida em relação a sua presença nos eventos. Se Vane vai comparecer ou vai mandar o vice Wenceslau representá-lo.

Força, Vane. Acreditamos em você. Que Deus te ilumine.

UNIVERSO PARALELO

“OBJETOFILIA”, O SURTO QUE NOS AMEAÇA

Ousarme Citoaian

Quem duvidou não duvide mais. O vasto mundo está fora de controle, rodando a poder de chips, blogs, i-pods, bugs, edges, hosts, hyperlinks, firewalls e outros mistérios. Tão desembestada anda a terra que se faz difícil dizer se alguma notícia é, de fato, nova.  Enquanto a gente se arrisca a tal afirmação, um panacum de maluquices atualizadas está a caminho de sepultar, como superada, aquela que havíamos destacado. Mas, vá lá, corro o risco. A última desse universo é a objetofilia, nome de uma paixão desenfreada que pessoas de juízo duvidoso desenvolvem pelas coisas. Sim, senhor e senhora, leitor e leitora, atônitos ambos, a mais recente e bizarra obsessão está no ar: gente se apaixonando por objetos.

EU E MEU PC SOMOS APENAS “BONS AMIGOS”

Se antes a palavra era emprestada da expressão “objeto de desejo”, por exemplo, agora é usada em sentido lato. E os psiquiatras, enquanto se esforçam para explicar essa sandice, já lhe encontraram um nome – objetofilia.  Suponho que o gajo que cai de amores, digamos, por uma máquina de lavar roupa, seja um objetófilo (em sentido genérico) ou maquinófilo (mais especificamente). Eu, na tentativa de ser um rapaz da moda, tentei “ficar” com meu PC, mas foi só decepção, pois o desalmado me traiu, danificou (de propósito) um arquivo, quase fazendo comigo aquilo que o prefeito faz com a cidade. Condenei-o ao ferro velho e adquiri um notebook potente, a quem já deixei claro: seremos apenas bons amigos.

ARDENTE AMOR PELO APARELHO ORTODÔNTICO

A separação às vezes é litigiosa. Conheço uma jovem que se perdeu de amores pelo seu aparelho ortodôntico. No início, ele a incomodava muito (mesmo que não fizesse xixi na tampa da privada nem largasse toalhas molhadas por aí). Desapareceu o incômodo, e a mocinha, mais do que adaptada àqueles ferrinhos, passou a considerá-los repousantes, confortáveis e incrivelmente charmosos. O dentista desconfiou, pois terminado o tempo de uso da parafernália, a cliente não compareceu. Ele telefonou, ela desconversou; preocupado, voltou a ligar, ela veio, mas decidida a manter aparelho na boca – até que a morte (ou a ferrugem) os separe. O dentista não aceita essa união eterna – e o caso, tudo indica, vai aos tribunais.

HISTÓRIA DO VERBO QUE  AMA A PREPOSIÇÃO

Para argumentar, colho em mídias recentes cinco manchetes sobre um crime tão chocante quanto repetido, a pedofilia: 1)Pedófilo abusou de quatro crianças”, 2)Inquérito conclui que acusado de pedofilia abusou de nove meninas”, 3) “Rede de pedofilia abusou de 36 menores”; 4) “Padre americano abusou de crianças surdas” e 5)Polícia prende pedófilo que abusou de várias crianças”. Em todas, o comportamento moral execrável dos acusados, mas, por parte dos redatores, a obediência à correção do estilo: a gramática chama o verbo “abusar” de transitivo indireto, em regra geral. Ele ama a preposição “de” e fica triste quando o separam dela.

LEMBRANÇA DE VIEIRA, HÁ QUATRO SÉCULOS

A imprensa, volta e meia, transforma, por sua conta e risco, esse verbo em transitivo direto: “Abusou o filho durante sessão de filme pornô”, diz influente jornal diário de Itabuna. Não pode. Incursões de abusar como transitivo direto são, no máximo, matéria de estudo da gramática histórica. A forma é, depois de Vieira (foto) tê-la usado uma vez ou outra, arcaica de quase quatro séculos. E ainda piores são as frases com o particípio passado de tal verbo. Selecionei, em mídias de Itabuna, três casos: 1) “Criança abusada em cárcere é ouvida pelo MP”, 2) “Criança é abusada em escola de Itabuna” e 3) “Menina deficiente de 14 anos é abusada sexualmente e filmada”.

PALAVRA QUE CORROMPEU A ORIGEM “NOBRE”

Verbos dessa “família” (os que “gostam” de preposição), a exemplo de abusar,confiar , optar, gostar, pertencer e muitos outros, não admitem a voz passiva.Daí, quem sabe o básico da língua não diz que “alguém é gostado”, porexemplo. Ou “optado”, “pertencido” etc. Mas abusadoe confiado podem ser empregados comoadjetivos, numa boa: abusado quer dizer atrevido, ousado,marrento e… confiado. Umacuriosidade quanto ao termo filo (dogrego, com fortes marcas no vernáculo): remete a apreço, afeição, admiração (bibliofilia), simpatia, amor, amizade (filosofia) – mas também a folha (filófago), raça (filogenia). Em pedofilia,nada de bom e nobre: não é “amor a crianças”, mas corrupção. Moral e etimológica.

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A CIGARRA “TONTA DO SOL DA PRIMAVERA”

O pernambucano Olegário Mariano (1889-1958), da Academia Brasileira de Letras, também diplomata e deputado, é um desses poetas que ninguém mais lê. Lírico, romântico, atuou naquela fase parnasiano-simbolista que abriu as portas para o Modernismo. Sonetista emérito, ficou conhecido como “o poeta das cigarras”, de tantas vezes em que abordou o tema. “Cigarra cor de mel. Extraordinária!/Cigarra! Quem me dera/Que eu fosse um velho cedro adusto e bronco,/E tu, nessa alegria tumultuária,/Viesses pousar sobre o meu tronco/Ainda tonta do sol da primavera” – chorou ele, em Evangelho da Sombra e do Silêncio (o título do livro é um achado).

UM ERRO HISTÓRICO EM “DE PAPO PRO AR”

O poeta, que chegou às ruas via MPB (a exemplo de Vinícius de Morais, embora em grau muitíssimo menor), terminaria vítima de um erro histórico em sua composição De papo pro ar, musicada pelo mineiro Joubert de Carvalho (1900-1972) e gravada inicialmente pelo paulista Gastão Formenti (1894-1974). “Se compro na feira feijão, rapadura/Pra que trabalhar?” é passagem que me intrigava, pela falta de sentido lógico. Muitos anos depois li (creio que em Hermínio Belo de Carvalho) que alguém levou a questão a Olegário Mariano (já no fim da vida) e ouviu que ele nunca escrevera aquilo: o original era “Se ganho na feira…”.

DE POUCO SERVIU A EXPLICAÇÃO DO AUTOR

Ocorre que Gastão Formenti (talvez lançador da “moda” de errar a letra das músicas) gravou “Se compro na feira…”, em 1931, e todos passaram a repetir o erro (a começar por Inezita Barroso (foto), primeira a regravar a música, em 1959). Curioso é que mesmo depois da explicação de Olegário Mariano, persistiu-se no equívoco: gravações modernas deste hino à preguiça (Betânia, Sérgio Reis, Renato Teixeira e da excelente dupla Pena Branca e Xavantinho) não fizeram a correção, enquanto Renato Teixeira acrescentou várias bobagens à já existente. Conheço somente um cantor, Ney Matogrosso, que fez a leitura correta do texto. Aleluia!

(O.C.)

“DÊ VOTOS” NA PROCISSÃO

A eleição municipal é logo ali e o que não faltou na procissão de São José, o santo padroeiro de Itabuna, foi político à caça dos bens mais importante para eles, o voto e o eleitor. Importantes em épocas pré e eleitorais, claro.

A novidade deste ano foi a separação de alas entre os oposicionistas ao governo do prefeito Capitão Azevedo. Enquanto o democrata caminhou ladeado pelos deputados Augusto Castro (PSDB) e Luiz Argôlo (PP) e secretários, os muy amigos petistas e comunistas saíram em alas separadas – e a uma boa distância.

 

Azevedo, ladeado por dois ex-secretários, e perseguido por deputados e vereadores (Foto Pimenta).

Ala geraldista não contou com reforço do PCdoB neste ano (Foto Pimenta).

MAGELA E A DÍVIDA DE R$ 10 MILHÕES

Magela desconhece dívida.

Os integrantes do movimento pela estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) ficaram de orelhas em pé, ontem, durante reunião com o secretário de Saúde de Itabuna, Geraldo Magela. O novo titular da Pasta disse desconhecer a dívida de R$ 10 milhões do município com os prestadores de serviços na área de saúde.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi), Raimundo Santana, reagiu: – Ao ouvir uma resposta dessa sobre um problema grave, a gente fica preocupacado em relação a que tipo de tratamento os prestadores de serviços terão do governo.

A dívida é de outubro de 2008 e, segundo o ex-secretário Antônio Vieira, foi provocada pelos ex-gestores Fernando Gomes (prefeito) e Jesuíno Oliveira (secretário da Saúde). Naquele mês – e até hoje -, as empresas que prestavam serviços ao SUS não receberam do município. Itabuna perdeu a gestão plena da Saúde um mês depois.

O secretário Magela também é contrário à estadualização do Hblem. Ele disse que este não é o caminho e afirmou que pretende dobrar, imediatamente, o número de UTIs no Hospital de Base. “Não vemos consistência nas propostas de futuro apresentadas pelo secretário, pois elas não indicam quais as fontes de receita”, diz Santana.

AS VÁRIAS FACES DE VIEIRA

Vieira: várias faces.

Era maio de 2009 quando o médico Antônio Vieira, vice-prefeito e então comandante da Saúde em Itabuna, disse – a plenos pulmões – que o ex-prefeito Fernando Gomes e o ex-secretário Jesuíno Oliveira deixaram uma dívida de R$ 9,5 milhões na saúde quando o município perdeu a gestão plena.

A afirmação caiu como uma bomba e levou Fernando e Jesuíno a rebater Vieira. Não durou muito e o secretário disse que a imprensa teria, digamos, deturpado a sua fala. O caso revoltou repórteres.

O tempo é bom remédio para curar males do tipo. Ah, se é! O ex-secretário agora aparece nas páginas da primeira edição da revista Contudo numa entrevista na qual dá números redondinhos à dívida: R$ 10 milhões.

O que mudou de lá para cá, Vieira?

SALA NOVA

O vice-prefeito de Itabuna, Antônio Vieira, não quis correr o risco de ficar desalojado após sua saída da Secretaria da Saúde, na última terça-feira, 04. Rapidinho, Vieira mudou-se para o gabinete desocupado pelo ex-secretário da Administração, Gilson Nascimento, que deixou o governo no final de dezembro.

Já na quarta-feira, o vice desembarcava com caixas e papéis na antiga sala de Nascimento. O novo secretário da Administração, Maurício Athayde, que também acumula o Planejamento, usará apenas sua velha sala para cuidar das atribuições das duas pastas. Sem grande prejuízo, uma vez que o atual governo não é muito dado a planejar.

VIEIRA FICARÁ “NA COLA” DE MAGELA

Vieira: atuação política.

Ficou no “paz e amor” a reunião ocorrida há pouco no centro administrativo Firmino Alves entre o prefeito Capitão Azevedo (DEM), o vice Antônio Vieira e o novo secretário de Saúde, Geraldo Magela, além da presidente do DEM itabunense, Maria Alice Pereira. Consta que Maria Alice e Vieira, defendendo os interesses do DEM, foram pressionar o prefeito contra a nomeação de Magela para a Saúde ou ceder mais cargos para o partido.

Ao final, o ex-secretário disse que não há clima de pressão pra cima de Azevedo e que conhece Magela tecnicamente, apesar de desconhecer a gestão do novo secretário quando este comandou a Saúde em Teixeira de Freitas. Vieira disse que agora vai se dedicar à política (e à sua clínica Cotef), mas não perderá de vista o novo secretário. Estará colado. Confira o rápido bate-papo com o PIMENTA.

PIMENTA – O senhor continua na pasta?
ANTÔNIO VIEIRA –
Não, não, não. Eu já me afastei há mais de 15 dias. Vocês me ligaram à época e eu informei da saída.

A informação nova é que o senhor não teria concordado com a escolha do prefeito para a Saúde.
Eu não devo estar interferindo nisso. É uma escolha do prefeito e ele é livre para escolher. Eu conheço o Magela tecnicamente, participamos de várias reuniões. Tecnicamente, ele é muito competente. Não sei como foi o trabalho dele em Itamaraju, mas não deve haver nada desabonador contra ele, não.

A sua assessoria informou que haveria a divulgação de uma carta. Será divulgada?
O conteúdo é conhecido. Eu não estou deixando o cargo por pressão. Estou deixando porque achei que estava na hora de sair, pois tenho outras obrigações. Vou agora ajudar o prefeito, politicamente.

A atuação do senhor, que é vice-prefeito, será eminentemente política?
Sim, e não vou deixar de estar ao lado do secretário, somos de um mesmo governo e aliados.

Essa nova linha foi acordada na reunião desta tarde?
Já tive reunião com o prefeito e com o novo secretário. Estive ausente [da cidade] por dez dias, mas o prefeito concordou com o nome de Magela. Achou que deveria ser ele e que tecnicamente tem muito conhecimento.

DE SAÍDA, VIEIRA PROMETE DIVULGAR CARTA-BOMBA

Neste momento, o ainda secretário de Saúde de Itabuna, o vice-prefeito Antônio Vieira, participa de reunião tensa no centro administrativo Firmino Alves. A promessa é de que ele divulgará uma carta pública, em instantes, se posicionando sobre os problemas da saúde municipal e não dispensará críticas à escolha do prefeito Capitão Azevedo (DEM) para substituí-lo na Saúde.

A carta será divulgada em instantes, conforme um de seus assessores. Todo o conteúdo da carta será conhecido momentos antes da posse de Geraldo Magela como novo secretário de Saúde.

Magela foi exonerado do cargo de secretário da Saúde de Teixeira de Freitas em setembro de 2010, acusado de promover um rombo nas contas municipais estimado em R$ 8 milhões. Ele nega o rombo e diz que a conta é menor (R$ 3,5 milhões) e seria coberta pelo Estado com recursos para o serviço de cardiologia em Teixeira.

Chamem o bombeiro.

Com informações do Trombone.

UNIVERSO PARALELO

JORNALISMO NO TEMPO EM QUE SE SONHAVA

Ousarme Citoaian

Em outros tempos e costumes, o jornalismo era praticado como uma espécie de sacerdócio (o termo foi mais comumente usado para os professores e vai aqui empregado por falta de outro mais adequado). Habitadas por poetas e boêmios, as redações muito diferiam de hoje, pois tinham poucos “profissionais” e muitos sonhadores. Era a época do revisor (que escoimava o texto de eventuais solecismos) e do copidesque (garantia de que o texto saisse da oficina sem um defeito). Mas o meu preferido nessa fauna sempre foi o mancheteiro, o cara que fazia as manchetes.

RAPIDEZ, CRIATIVIDADE, PODER DE SÍNTESE

Fazer boas manchetes não é fácil: exige do redator poder de síntese, rapidez e criatividade, dizer o que precisa num espaço limitado (a quantidade de toques)  – e fazer isto tudo sob pressão do tempo, pois a gráfica está gritando que é hora de fechar. O jornalista Wilson Ibiapina reuniu algumas jóias de craques na complicada arte das manchetes. Uma de Felizardo Montalverne (chefe de redação do Correio do Ceará): “Todo fumante morre de câncer, se outra doença não o matar primeiro”. No Rio, O Dia teve um dos mais famosos mancheteiros de nossa imprensa: Santa Cruz. Vejamos alguns casos, a seguir.

JÂNIO EM CAMPANHA: DA FARSA À COMÉDIA

Sobre a mulher traída que castrou o marido: “Cortou o mal pela raiz”; ao padre prefeito que autorizou o aumento do preço da carne: “Padre não resiste à tentação da carne”. É comum que suicidas se joguem da ponte Rio-Niterói, mas o delegado Almir Pereira preferiu dar um tiro na cabeça, e A Notícia viu assim o tresloucado gesto: “Atirou em vez de se atirar”. Jânio (foto) volta do exterior em 1962 e desfila num bonde de Vila Maria, em São Paulo, com boné de motorneiro. A manchete da Última Hora foi “Jânio Quadros: da farsa da renúncia à comédia da volta”. É a minha preferida.

MORRO DESMORONA SOBRE CANDIDATA DO PT

Os grandes jornais, perdida a antiga verve, se nivelam em falta de graça. Os regionais tratam o leitor como se criatividade fosse artigo proibido nas redações. Duas manchetes ilustram bem os dois casos: o JB (recentemente falecido), em 10/2/2010, ao anunciar a vitória da Beija-Flor, exaltou a segunda colocada: “Tijuca, inovadora intrusa no reino da Beija-Flor”; o Agora (de Itabuna), em 27/10/2010: “Serra esmaga Dilma em debate da Record”. Da primeira, nada se entende. A segunda nos faz pensar que uma serra (ou um morro) deslizou sobre o estúdio da tevê, levando a presidenta desta para melhor.

TROCADILHO: UMA “FEBRE” RECIDIVANTE

No começo do século XX, o trocadilho (do francês jeu de mots = jogo de palavras) era quase uma febre. Depois, como toda moda, perdeu o encanto e passou até a ser considerado coisa de mau gosto, subliteratura. Pois eu o acho estimulante, desde que feito com inteligência e oportunidade. A política, bom campo para esse exercício, me traz à memória três casos: 1) Getúlio Vargas, dito “Pai dos pobres”, foi chamado por um opositor de “Mãe dos ricos”; 2) à divisa integralista “Deus, Pátria e Família”, o Barão de Itararé (foto) respondeu no seu A Manha com “Adeus, Pátria e Família”; 3) em final de campanha, Dilma surpreendeu, ao dizer: “a oposição está de serra abaixo”.

ANTÔNIO VIEIRA (O PADRE) ERA DO RAMO

Trocadilhos, versos mordazes, críticas candentes aos costumes da época (sobretudo aos políticos) fizeram a fama do mais perverso dos trocadilhistas brasileiros, Emílio de Menezes. Tal gênero também foi cultivado, pasmem, pelo circunspecto padre Antônio Vieira. É de sua lavra a frase “Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias”. De Emílio (que atirou seu veneno sobre Ruy Barbosa, a Academia Brasileira de Letras e quem mais estivesse próximo) todos sabem pelo menos um dito espirituoso, pois eles existem à mancheia no livro clássico Emílio de Menezes, o último boêmio (Raimundo de Menezes/1949, Coleção Saraiva, só disponível nos melhores sebos).

ALBERTO HOISEL, O SATÍRICO DA REGIÃO

Deixando de lado os nacionalmente famosos, não resisto a citar alguns calembures da lavra do satírico ilheense Alberto Hoisel, do livro Solo de Trombone (Antônio Lopes/2001, disponível na Editus/Uesc). Sobre o advogado Tandick Rezende, baixinho (pouco mais de 1,50 m), parceiro de cerveja, Hoisel deu a sentença: “Ele bebe para ficar alto”; quando o ascensorista o avisou de que o elevador do Banco Econômico estava “quebrado”, ele se deu por feliz: “Ainda bem que não foi o banco”; o atraso no noticiário do Diário da Tarde ele analisou assim: “Com vocação vitalícia/ Para a imprensa sem alarde/ Até a própria notícia/ Nosso diário dá…tarde!”.

TROCADILHISTA QUE NÃO TROCA DE LISTA

A quadrinha satírica tem no trocadilho uma ajuda decisiva para sua força, graça e maldade, como mostra o satírico ilheense. Certo Nacib definiu Alberto como “um dos maiores trocadilhistas do país” e ele fez sua profissão de fé integralista ao responder ao elogio: “Se a exceção foge à regra,/ Nacib que tenha em vista:/ Este é um que a lista integra/ E nunca troca de lista”. Ou, escrita num guardanapo na boate Night and Day (Rio de Janeiro), homenagem ao jornalista Fernando Leite Mendes (na foto, ao microfone), seu companheiro de mesa: “Lei! Tu sempre foste errada,/Por isso ninguém te entende…/E sem que faça piada/Eu te digo: ´Lei, te emendes!´”.

ELIS SE ACHAVA A PRÓPRIA LIZA MINELLI

Procuro no Google e não encontro (prova de que nada é perfeito) este causo envolvendo Elis Regina e o (dentre outras coisas) produtor musical Luiz Carlos Miéle. Então, vamos à memória: a cantora, recém-chegada de Porto Alegre, novinha em folha, discutia com o produtor o cachê para um show no Beco das Garrafas, reduto da Bossa-Nova nos anos sessenta, no Rio de Janeiro. Quando disse o preço, Miéle estrilou: “Você acha que é alguma Liza Minelli?” – e a desconhecida e ousada Elis Regina respondeu, na tampa: “Acho”.  Elis era assim: corajosa, atrevida, competitiva, sabendo onde ficava o próprio nariz (um pouco arrebitado, é verdade).

A IMPRESSIONANTE MUDANÇA DAS COISAS

Miéle (foto), hoje com mais de 70 anos, está envolvido em muitas dessas histórias engraçadas, algumas como personagem central. Como esta, que o mostra um tanto desligado do mundo. Ele conta que, há alguns anos, entrou numa loja de música e pediu para ver uns discos de Frank Sinatra. O vendedor fez cara de compaixão, como se achasse que o cliente estava esclerosado. Ofendido com o aparente desdém do cara, Miéle reclamou: “Vai me dizer que nesta loja não existe disco de Frank Sinatra?”, ao que o vendedor, como se falasse a uma criança, explicou: “Não, Miéle, é que não existe mais disco”. O produtor saiu, dizendo-se “triste, com a impressionante mudança das coisas”.

NO BRASIL SÓ DUAS CANTORAS: “GAL E EU”

Voltemos a Elis Regina. Muitos anos e declarações polêmicas mais tarde, ela – falando de cantoras brasileiras – disse: “No Brasil, só há duas que cantam, Gal e eu”. Se aceitássemos como verdadeira esta apaixonada avaliação, só nos restaria uma grande cantora (Elis morreu em 1982, aos 37 anos). Sem critérios técnicos, mas apenas por preferência, acho que as duas são nossas maiores intérpretes. Prefiro Elis, pois vejo certa frieza técnica em Gal, mesmo assim “a cantora” baiana. Minha lista tem Alcione, sem esquecer que Ângela Maria é referência nacional, até para Elis Regina. E ela estava em dia de modéstia: disse “Gal e eu”, não “Eu e Gal”.
</span><strong><span style=”color: #ffffff;”> </span></strong></div> <h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3> <div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as

UMA CANÇÃO QUE “TODO MUNDO” GRAVOU

Wave, um dos temas mais famosos de Tom Jobim, teve a versão cantada lançada por João Gilberto, no disco Amoroso, de 1977. Depois, ganhou o vasto mundo nas gravações de artistas diversos, dentre os quais Gal Costa, o próprio Tom, Ella Fitzgerald, Rosa Passos, Elis Regina, Sarah Vaughan, Leny Andrade (foto), Stan Getz, Joe Henderson, Wilson Simonal, Frank Sinatra e Anita O´Day (que abria e encerrava seus shows com esta música). No vídeo, Gal, impecável como sempre.

(O.C)

(O.C.)

“LARGA O OSSO, VIEIRA”

A tensão, ontem, na Câmara de Vereadores foi aliviada com alguns “animadores” de plantão. Governos estadual e municipal e vereadores discutiam a proposta de estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), que vive na UTI faz tempo.

A certa altura, o secretário da Saúde de Itabuna, Antônio questionou porque o estado não colocava mais dinheiro na unidade.

Foi o suficiente para ouvir, sussurrado pela plateia:

[O Estado] Não vai dar dinheiro pra ladrão.

Vieira ficou vermelho. Exigiu respeito e afirmou que não era ladrão e queria o bem da cidade. Terminou, e teve de ouvir mais:

– Larga o osso, Vieira – gritou uma voz não identificada.

O secretário municipal era dos poucos defensores da ideia de manter a gestão do Hblem nas mãos da prefeitura.

Por fim, houve uma discussão entre o médico Cristiano Conrado e o vereador Claudevane Leite. Conrado afirmou que Claudevane havia lhe garantido pelo menos dois minutos para que pudesse expor as razões de ser contra a estadualização do hospital.

A sessão caminhava para acabar e nada de lhe ser concedida a palavra. Resolveu cobrar de Claudevane e ouviu um “então eu não cumpri minha palavra”. O médico disse ter cobrado novamente: – “vá procurar o que fazer”, teria respondido Vane, num estilo que não é o seu.

PARA VIEIRA, ESTADO AGE COM “SAFADEZA” NO CASO HBLEM

.Vieira ataca proposta do estado: "safadeza" (Foto Pimenta).

Movimentos sociais já recolheram pelo menos 35 mil assinaturas pela estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), de Itabuna. A unidade médico-hospitalar foi construída pelo governo federal e é administrada pelo município, mas enfrenta uma grave crise que provoca a morte de, em média, 15 pacientes por semana, de acordo com médicos.

Amanhã, dia 10, às 14h, as 35 mil assinaturas serão entregues ao secretário de Saúde, Jorge Solla, numa audiência que também contará com as presenças do secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, e do prefeito Capitão Azevedo (DEM). Os representantes do governo local rejeitam a ideia da forma como foi posta em audiência realizada em agosto.

O Pimenta conversou com o secretário Antônio Vieira. Ele disse esperar que Solla entregue ao município, durante a audiência, uma “proposta [de estadualização] escrita, e não de boca”.  O secretário, também vice-prefeito de Itabuna, questiona a eficiência do Estado na gestão de hospitais gerais como os de Ilhéus e Jequié. “Funcionam perfeitamente? Não”.

Vieira faz insinuações e “desconfia” de ação influenciada pelo momento eleitoral no estado. “O Hblem não deve a funcionários, não deve a médicos. Por que ele [Solla} não faz isso com instituições que estão devendo aos funcionários?”.

O secretário subiu o tom na entrevista ao repórter Fábio Roberto, do Pimenta. Para ele, o que o estado quer fazer com o Hblem é “safadeza”, pois a solução é injetar mais recursos na unidade de saúde municipal, o maior hospital público do sul do estado. E tome canelada do médico ortopedista:

[A proposta do governo para o ] Hospital de Base é questão de safadeza do Estado, de não “botar” o reforço [financeiro] que tem de ser pra lá.

Estima-se que o hospital precisaria de recursos mensais da ordem de R$ 3 milhões para funcionar adequadamente. Na semana passada, a prefeitura admitiu que apenas o Estado injeta recursos no Hblem: R$ 1,5 milhão, mês.

O município firmou acordos de cooperação técnica para repassar outros R$ 300 mil por mês, mas não respeitou o contrato. Firmou novo convênio, de R$ 200 mil, mas novamente o desrespeita. Azevedo alega falta de dinheiro. A dívida da unidade de saúde é de R$ 30 milhões. Há seis anos, estava em apenas R$ 2,7 milhões.








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