WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
festival chocolate


alba










julho 2019
D S T Q Q S S
« jun    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

editorias






:: ‘aprendizagem’

“AFETIVIDADE AUMENTA O RENDIMENTO ESCOLAR”, AFIRMA DOUTORA EM EDUCAÇÃO

Cláudia reforça o poder da afetividade na aprendizagem || Foto Gilvan Rodrigues

A afetividade ajuda a aumentar o rendimento escolar e se constitui em base da aprendizagem, na opinião da doutora em Educação Cláudia Celeste Lima Costa de Menezes. “A afetividade no ambiente escolar deve ter como objetivo a construção do sujeito ativo, com pensamento crítico e desafiador e produtor do seu próprio conhecimento”, afirma.

Para a educadora, a escola não pode deixar de lado seu papel social, de integração e respeito. Precisa do carinho e atenção aos alunos junto com a família. “A escola pode ser o primeiro agente socializador depois do círculo familiar da criança”.

Cláudia proferiu palestra na Escola Curumim, em Itabuna, onde abordou a afetividade no ambiente escolar. A palestra faz parte do projeto Pacto, de acordo com Raquel Prudente, uma das diretoras da escola. Durante todo o ano, são promovidas palestras voltadas ao público interno e externo ao ambiente escolar.

Na opinião dela, a afetividade tem um papel crucial no processo de aprendizagem do ser humano. “A afetividade é a base da aprendizagem”, diz. “Educação neste novo cenário exige a interação família e escola. No diálogo, na escuta, no cuidado e no carinho e no amor, na afetividade. Na prática de valores como a solidariedade, respeito, honestidade, atenção, justiça, amor, igualdade e coerência”, aponta.

“CATIVAR É AMAR”

A afetividade é um dos sentimentos que mais gera autoestima, produz um hormônio a serotonina que mais gera bem estar do corpo. “Cativar é amar e o mundo esta perdendo o sentido do amor. Temos que abraçar nosso filho e dizer eu te amo, o poder da afetividade. Temos que potencializar o ser humano a revelar seus sentimentos em relação a outros seres e objetos”, diz.

ALUNO DE ESCOLA ILHEENSE FATURA OURO NA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ROBÓTICA

David faturou ouro em olimpíada nacional.

David faturou ouro em olimpíada nacional.

Um estudante da rede pública municipal em Ilhéus faturou a medalha de ouro na edição nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica. David dos Santos, de 10 anos, cursa o 5º ano na Escola Professor Paulo Freire.

David conquistou a medalha de ouro ao obter nova máxima na competição idealizada pela Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros.

A olimpíada tem participação de alunos de escolas públicas e privadas de todo o país, nos níveis fundamental, médio e técnico.

Além de David dos Santos, outros 34 alunos da Escola Paulo Freire foram inscritos na competição pelo professor George Anjos.

Os colegas receberam certificado de participação na olimpíada cujas provas foram aplicadas em agosto passado.

De acordo com a organização, além dos 100 medalhistas de ouro, outros 4,2 mil estudantes levaram medalhe de prata e bronze. A Olimpíada Brasileira de Robótica teve 70 mil participantes neste ano.

Para avaliar cada aluno, foram incluídas questões de matemática, português e noções básicas de robótica.

– Foi uma oportunidade para os alunos, já que a intenção do projeto é descobrir novos talentos para a área tecnológica e científica – disse o professor George Anjos.

A secretária de Educação de Ilhéus, Marlúcia Rocha, diz que gestores escolares e professores do município trabalham despertando os alunos para o gosto e interesse por matérias como matemática, ciência, geografia, história e português.

PROFESSOR, UM PROFISSIONAL MAIS QUE ESSENCIAL

Valéria Ettinger1Valéria Ettinger | lelamettinger@gmail.com

Tenho me deparado com as mais absurdas tentativas de minar o trabalho do professor: salários insuficientes, desrespeito, culpa por baixos resultados e  índices de avaliação, cobranças sem medidas, gerando uma gama de doenças emocionais, sem falar na ausência de segurança no trabalho.

Sempre ouvi dizer que ninguém nasce sabendo e que o ser humano é um livro de páginas em branco as quis, ao longo da vida, vão sendo escritas. Uma parte dessas páginas será redigida pela carga cultural e hereditária que carregamos, por serem estas as responsáveis pela formação e transformação da nossa identidade.

A cultura é a premissa básica que estabelece a maneira como pensamos e enxergamos a realidade que nos circunda. Nessa trajetória de aprendizado a família é o nosso primeiro núcleo do conhecimento, porque através dela iniciamos a construção dos nossos primeiros saberes, dos nossos valores e definimos os nossos primeiros padrões de comportamento.

Essas interpretações e identificações que delineiam a nossa forma de pensar e agir não são estanques, pois, ao longo de nossas vidas, irão sofrer mutações decorrentes das influências dos novos núcleos de conhecimento que acessamos, tais como a Escola.

Na escola, nos deparamos com uma figura fundamental para nossa formação intelectual e moral que é o Professor. Sem ele, o aprendizado não acontece, sem ele não construímos nossas identificações sociais e ideológicas, sem ele, jamais saberemos que caminho seguir e trilhar em nossas vidas.

Ser professor não é possuir a verdade absoluta, mas ter a capacidade de enxergar as diversas habilidades de orientar, com disciplina, sem ser autoritário, o seu discípulo para a vida. Não uma vida que se resume no aprendizado das letras, dos números ou da história, mas uma vida na qual o aprendiz possa enxergar suas múltiplas inteligências e ter a capacidade de construir suas próprias ideias e verdades, não ser um mero reprodutor dos saberes alheios.

Tive professores de diversas formas, uns mais autoritários, uns mais herméticos, uns mais brincalhões e uns mais afetivos, que deixaram suas marcas na minha formação e a todos eles deposito meu respeito e gratidão por todo um legado.

Mas, analisando a nossa história, observo que a figura do professor, ainda, não é valorizada em sua inteireza. Não falo só no componente financeiro, esse tão combatido pela classe, mas também no reconhecer o trabalho, no potencializar o professor das ferramentas necessárias para ser o que ele gostaria de ser, na importância desse ofício na formação de um povo e dos indivíduos.

Tenho me deparado com as mais absurdas tentativas de minar o trabalho do professor: salários insuficientes, desrespeito, culpa por baixos resultados e  índices de avaliação, cobranças sem medidas, gerando uma gama de doenças emocionais, sem falar na ausência de segurança no trabalho.

Com esse quadro, me pergunto: o que seria do homem sem o professor? O que seria do planeta e das sociedades futuras sem o professor, principalmente aqueles versados na pesquisa? O que ocorreria com as nossas crianças sem o professor? Como potencializar gerações futuras a terem uma boa educação se o instrumento que promove o aprendizado é renegado a condições de trabalho escravo?

Às vezes, me pergunto se a falta de reconhecimento do ofício vem de um histórico social de que a função professor era, no início, desempenhada por mulheres, ou até mesmo porque as pessoas, para serem bem-sucedidas, não precisavam ser letradas. O motivo pouco importa. O que de fato precisamos é mudar essa cultura de marginalização e desvalorização do professor para que eles possam retomar o entusiasmo e o amor pela profissão.

Parabéns a todos os professores que estão na trincheira, lutando por uma Educação de qualidade.

Valéria Ettinger é professora extensionista.

O SABER FORA DO PEDESTAL

Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

Duas alunas minhas, do sertão alagoano, estão em Portugal, na Universidade de Coimbra. Outros tantos pensam em pós-graduações. Vislumbram ser professores da casa, em sua região, revolucionar escolas, seus espaços. Enxergam novos horizontes.

Vivemos um período de reconfiguração da noção de educação e conhecimento. Há um tempo, não muito distante, a oportunidade de possuir conhecimento era para muito poucos. Pierre Lévy, filósofo tunisiano radicado no Canadá, faz perfeita analogia: antes, a busca pelo conhecimento assemelhava-se a escalada de uma pirâmide. De uma base larga, iam estreitando os espaços e, consequentemente, o acesso. Poucos chegavam ao topo. Hoje, complementa ele, a busca pelo saber é semelhante ao surfe, onde em meio a um mar revolto, repleto de informações, devemos nos equilibrar e fazer guinadas de direção em busca daquilo que nos serve. E, o principal, aí já reflexão nossa, o mar possibilita espaço amplo, acesso irrestrito.

Vive-se o tempo do conhecimento livre. Como Thomas Friedman afirmou em recente artigo: todo conhecimento está no Google. Não importa o que você sabe, mas o que você pode fazer com o que você sabe. Disso concluímos que o papel do educador também se reformula. Não se admite mais a ideia de um professor soberano, dono de todo o conhecimento. Este deve ser um mediador, um debatedor, um monitor no direcionamento do aluno rumo ao saber – construído em conjunto, em debates, em diálogos.

Essa nova configuração da educação oferece alguns incômodos. Aqueles que estavam habituados a dispor de diferencial na sociedade por possuírem o monopólio do conhecimento passam a conviver com a sensação de ter seu domínio ameaçado. Aí, observamos o professor que não sabe lidar com as questões de seu aluno. Aí, observamos também o incômodo com a ampliação do acesso às universidades, com a sua interiorização, com as cotas.

Os rumos das políticas públicas da educação superior brasileira é assunto incendiário. Vozes se levantam contra a inserção de alunos oriundos de escolas públicas através da reserva de vagas. Baixarão o nível da universidade brasileira! Criarão um sistema bi-racial! Os cotistas não conseguirão acompanhar o nível! Isso não se confirmou.

Tomando o exemplo da UFBA, já se vão oito anos da implantação e os índices quali-quantitativos da universidade só têm crescido. Já no primeiro vestibular com as cotas (2005), a diferença de índice não chegou nem a cinco décimos. Nível mantido, porém com inclusão. E o mesmo ocorre se observarmos qualquer universidade.

:: LEIA MAIS »








WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia