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:: ‘Assembleia Legislativa’

ILHÉUS: PP LANÇA PRÉ-CANDIDATURA DE CACÁ COLCHÕES A DEPUTADO ESTADUAL

Cacá Colchões é lançado pré-candidato a deputado estadual

O empresário Cacá Colchões, ex-vice-prefeito de Ilhéus, será candidato a deputado estadual. A definição ocorreu durante encontro do PP, em Ilhéus, neste final de semana, com a presença do secretário geral do PP baiano, o ex-prefeito ilheense Jabes Ribeiro. Cacá Colchões foi candidato a prefeito de Ilhéus em 2016. Terminou a peleja em segundo lugar, com 15 mil votos. Cacá resistia à candidatura.

O nome do empresário era cotado para disputar vaga à Câmara dos Deputados. Estrategicamente, foi lançada a pré-candidatura a deputado estadual. Acredita-se que são maiores as chances de vitória com disputa à Assembleia Legislativa. Ao mesmo tempo, ele complica a vida da deputada estadual Ângela Sousa (PSD) e se coloca como nome do PP na disputa à Prefeitura de Ilhéus em 2020, quando poderá enfrentar Marão (PSD) nas urnas.

A PRÉ-CANDIDATURA DE RAFAEL MOREIRA

Rafael surge também como nome do governo, a exemplo de Sérgio.

Rafael surge como nome do governo, que já tem Sérgio Gomes.

Logo no início de janeiro, o governo de Fernando Gomes pariu a primeira pré-candidatura a deputado estadual, a de Sérgio Gomes, filho do dono da principal cadeira do Centro Administrativo Firmino Alves. Sérgio assumiu a Pasta de Transporte e Trânsito já pensando em uma vaga na Assembleia Legislativa. Caiu devido à repercussão nacional – e negativa – dos casos de nepotismo na gestão. Agora, ele comanda a Maternidade da Mãe Pobre, onde fez festa para mães neste final de semana. Sim, claro, de olho em 2018.

Também neste final de semana, surgiu outra candidatura à Assembleia Legislativa no seio do governo, a do empresário Rafael Moreira. Filho de um dos amigos de Fernando, o falecido Renan Moreira, Rafael goza de bom trânsito no governo municipal e circula com facilidade também no governo estadual, depois de aproximar-se de figuras petistas como Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais.

Nos bastidores, atribui-se a pré-candidatura de Rafael, internamente, à secretária de Governo, Maria Alice Pereira. O jovem empresário contaria com o entusiasmo de outro Gomes. Não exatamente o Fernando – nem o Sérgio, mas o Josias.

Maria Alice não é – pelo menos publicamente, registre-se – contra a candidatura de Sérgio Gomes, mas tem natural preferência por Rafael. Por uma questão de gratidão, segundo dizem. Foi o empresário quem levou Fernando a Lula Viana, assessor do governo estadual, e a Josias Gomes – e, daí, a Rui Costa, em junho do ano passado, quando ACM Neto traiu o então pré-candidato a prefeito pelo DEM para apoiar o tucano Augusto Castro na peleja municipal de 2016.

Internamente, também é feita a leitura de que Sérgio e Rafael buscariam eleitores em grupos distintos em Itabuna (o filho do prefeito avançaria nas camadas populares e Rafael na classe média e entre mais jovens). Como não a cidade não costuma descarregar voto suficiente para eleger deputado, os dois batalhariam em regiões diferentes, também. Sérgio mais ao centro sul e Rafael correndo pelo extremo-sul, onde atua empresarialmente.

A palavra final seria do chefe. Por enquanto, é perceptível a simpatia de grande parte do governo de Fernando ao nome de Rafael, por ele ter sido dos maiores entusiastas da campanha de Gomes em 2016.

MARCELO NILO ASSUME PRESIDÊNCIA DA AL-BA PELA 5ª VEZ

Nilo toma posse sob risco de judicialização de processo eleitoral (Foto Pimenta).

Nilo toma posse sob risco de judicialização de processo eleitoral (Foto Pimenta).

O deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) comandará, pela quinta vez consecutiva, a Assembleia Legislativa baiana. Há pouco, Nilo foi eleito presidente da Assembleia Legislativa, com 51 votos. Um deputado votou em branco.

Há pouco, Nilo discursou. Agradeceu os 51 votos e até mesmo ao deputado “que votou em branco” e aos 11 petistas que se retiraram do plenário em protesto. “Esse dia talvez seja o mais emocionante da minha vida”, disse em plenário, também enfatizando que ficou por 16 anos na oposição e chegou ao comando da AL-BA com a eleição de Jaques Wagner ao governo baiano, em 2007.

ELEIÇÃO VAI PARAR NA JUSTIÇA

Os 11 deputados do PT abandonaram o plenário e não participaram da votação de escolha da Mesa Diretora da Casa. A bancada do PT ameaça recorrer à Justiça contra à entronização de Nilo no poder legislativo estadual.

Ontem, a bancada se reuniu e posicionou-se contrária à reeleição “infinita” para a presidência da Assembleia Legislativa.

ASSEMBLEIA APROVA REFORMA ADMINISTRATIVA DO GOVERNO BAIANO

Rui terá estrutura mais enxuta.

Rui terá estrutura mais enxuta.

Sob protestos de funcionários da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), o projeto de lei da reforma administrativa do Governo Baiano foi aprovado pela Assembleia Legislativa, ontem à noite (10). O projeto reduz de 27 para 24 o número de secretarias e gera economia, segundo o governo, de R$ 200 milhões anuais.

A estimativa é de que 1.696 cargos serão extintos com a reforma administrativa proposta a partir do estudo do Grupo de Trabalho de Transição Governamental. A gestão passa a ter indicadores e metas e, com a reforma, reforço nos controles internos das secretarias.

O governo estadual será pressionado pelos funcionários de órgãos e empresas como a Ebal, que administra a Cesta do Povo. Até agora, não ficou claro o que acontecerá com os mais de 2 mil funcionários, quase metade concursados. Parte da empresa, a da Cesta do Povo, será privatizada. Os funcionários cobram respostas do governador eleito, Rui Costa.

OS CARAS DA IMPRENSA NA ALBA

Levi Vasconcelos assina coluna Tempo Presente, d´A Tarde (Foto Mila Cordeiro).

Levi Vasconcelos assina coluna Tempo Presente, d´A Tarde (Foto Mila Cordeiro).

Embora tardio, vale o registro. Levi Vasconcelos, editor da coluna Tempo Presente, d´A Tarde, foi o  jornalista mais votado, na categoria impresso, dentre os profissionais de imprensa que cobrem o dia a dia da Assembleia Legislativa. Obteve 23 votos. A coluna é referência para o jornalismo político baiano.

Os destaques do ano no legislativo estadual também foram o radialista Itamar Ribeiro e, na categoria blogs e sites, o jornalista Tasso Franco, do Bahia Já.

Dentre os parlamentares, o mais votado foi Carlos Gaban (DEM), que não foi reeleito, e Marcelo Nilo, com 21 e 19 votos, respectivamente. Outro não reeleito e figurando na lista foi Álvaro Gomes (PCdoB).

ASSEMBLEIA VOTA REFORMA DA PM HOJE

Zé Neto (PT), líder do governo na Assembleia, fechou acordo com Carlos Gaban (DEM), pela oposição, para votar os 20 projetos enviados pelo governo que tramitam na Casa na seguinte base: no máximo quatro por dia.
Os primeiros quatro serão votados hoje. São eles: a Lei de Organização Básica da PM, a que regulamenta a independência do Corpo de Bombeiros, um da área cultural e outro que autoriza o governo a tomar R$ 800 milhões para o metrô de Salvador.

No caso da PM, havia uma pendência: o item que tirava do comando a prerrogativa de punir policiais infratores e passava para a Corregedoria da Polícia Civil. Os coronéis enviaram uma carta dizendo que não concordavam, e o texto que deve ir a votação diz que quase tudo fica como está. Ou seja, o comando continua a punir, mas, em casos excepcionais, o governador pode evocar a situação para si.

Por acaso, os coronéis da PM estarão reunidos hoje em Feira de Santana. Resta saber se eles vão aceitar a proposta.

Coluna Tempo Presente, A Tarde

EDMUNDO FILHO SERÁ CANDIDATO A DEPUTADO

Edmundo Filho com o governador Jaques Wagner.

Edmundo Filho com o governador Jaques Wagner.

Edmundo Filho deixa o núcleo de rádio da Secretaria Estadual de Comunicação Social (Secom) ao final deste mês. Filiado ao PT, o jornalista está de olho em uma das 63 vagas da Assembleia Legislativa baiana. Será candidato a deputado estadual.

Seguirá os passos do ex-secretário de Comunicação Social, Robinson Almeida, que concorrerá a uma das 39 vagas baianas na Câmara dos Deputados.

GOVERNO TEM VITÓRIA APERTADA EM INDICAÇÃO DE ZEZÉU AO TCE

Zezéu Ribeiro era bom nome, mas foi aprovado no "aperto".

Zezéu Ribeiro era bom nome, mas foi aprovado no “aperto”.

Do Ba24horas

O governador Jaques Wagner quase leva uma bola nas costas na noite desta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa. Em clima de traição, deputados da base deixaram de votar no deputado federal Zezéu Ribeiro (PT), indicado por Wagner para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Em uma primeira votação, Zezéu teve apenas 27 votos, enquanto o deputado estadual Carlos Gaban (DEM) somou 28. Apesar da pequena vantagem, o número não é suficiente para fazer um conselheiro, cuja escolha exige maioria absoluta. Ainda assim, o susto para o governo foi grande.

Deputados da base, a exemplo da ilheense Ângela Sousa (PSD), ausentaram-se do plenário na hora da votação, dificultando a vida do governo. Ainda assim, na segunda tentativa Wagner conseguiu eleger Zezéu, pelo placar de 35 a 28. Na segunda-feira (26), o governador esteve na AL para conversar com os deputados sobre a escolha dos conselheiros do TCE  e do TCM.

A quase derrota acende luz amarela na articulação política do governo. Ao que tudo indica, alguma coisa está fora da ordem.

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DOBRADINHA ELEITORAL

Bebeto e Serpa, ainda sem partido, fecham aliança no Sul da Bahia (Foto Divulgação).

Bebeto e Serpa fecham aliança no Sul da Bahia (Foto Divulgação).

O sindicalista Bebeto Galvão (PSB) e o coronel Valci Serpa, ex-comandante do Batalhão da PM em Jequié, fecharam acordo para a disputa eleitoral de 2014. Os dois farão dobradinha em vários municípios sul-baianos, segundo o sindicalista.

Bebeto é pré-candidato a deputado federal e Serpa almeja uma vaga na Assembleia Legislativa. O policial militar ainda não definiu a qual partido se filiará. Está entre PR e PTdoB. Terá até o próximo mês, período das convenções partidárias, para tomar decisão.

APESAR DE CONTAS REJEITADAS, AZEVEDO DIZ QUE PODE DISPUTAR ELEIÇÃO

Azevedo cumprimenta mulher durante procissão de São José (Foto Gilvan Rodrigues Propaga).

Azevedo cumprimenta mulher durante procissão (Foto Gilvan Rodrigues Propaga).

O ex-prefeito Capitão Azevedo (DEM) saiu do período de reclusão. Hoje, estava na ala dos políticos que participaram da procissão de São José. Ele participou de todo o trajeto da procissão e assistiu à bênção ao Santíssimo Sacramento no largo da Catedral de São José, não subindo ao espaço reservado aos políticos.

Acompanhado por um assessor, o ex-prefeito deixou a catedral antes que o bispo Dom Ceslau Stanula e o monsenhor  Moisés Souza encerrassem a bênção. Na saída, Azevedo conversou rapidamente com a reportagem do PIMENTA.

BLOG PIMENTA – O senhor será candidato?

CAPITÃO AZEVEDO – Não sei ainda. Estou analisando cenários.

PIMENTA – Sairá candidato a deputado estadual ou federal?

AZEVEDO – Ainda estamos conversando, avaliando.

PIMENTA – O senhor depende exatamente de quê? É o aspecto legal, a rejeição das contas [de 2011]?

AZEVEDO – Não, não. Eu posso [disputar eleição].

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O ex-prefeito teve as suas contas de 2011 rejeitadas pela Câmara de Vereadores em dezembro passado (relembre aqui). Pela Lei Ficha Limpa, o democrata está proibido de concorrer às eleições por até oito anos. Azevedo recorrerá à justiça para tentar anular a decisão do legislativo.

CONFLITO NO SUL DA BAHIA: AUDIÊNCIA REÚNE 400 AGRICULTORES E 8 DEPUTADOS

Poucos deputados compareceram à audiência até agora.

Poucos deputados compareceram à audiência até agora.

A audiência pública na Assembleia Legislativa baiana, para tratar dos conflitos fundiários nos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una, começou há quase uma hora e reúne, até o momento, apenas 7 dos 63 deputados estaduais. São eles Ângela Sousa, Augusto Castro, Yulo Oiticica, Timóteo Brito, João Carlos Bacelar, Rosemberg Pinto e Pedro Tavares. Por enquanto, dos deputados federais que tinham se comprometido a partir da audiência, apenas Geraldo Simões compareceu.

O conflito envolve pequenos produtores e índios tupinambás. Os tupinambás reivindicam uma área superior a 47 mil hectares, que abrange os três municípios sul-baianos. Além da baixa presença de deputados estaduais, a audiência não tem representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Justiça Federal nem do Ministério Público Federal. Na mesa do evento, os produtores são representados por Luiz Uaquim.

De acordo com a assessoria, todos os órgãos foram convidados. Os tupinambás também não enviaram representantes. A audiência conta com aproximadamente 400 pequenos agricultores. A depender do resultado da audiência, eles podem realizar manifestação logo após o compromisso no legislativo estadual, segundo fontes do PIMENTA. O evento começou com 40 minutos de atraso.

NILO: “A MAIORIA DOS DEPUTADOS NÃO TEM INTERESSE EM VOTAR PROJETO DE DEPUTADO”

nilo perfilMarcelo Nilo é presidente da Assembleia Legislativa pela quarta vez consecutiva e está no sexto mandato como deputado estadual. Após a experiência de mais de 20 anos de legislativo, Nilo agora sonha com o Executivo e iniciou andanças pela Bahia e tenta se cacifar para disputar a sucessão do governador Jaques Wagner.

Nilo concedeu entrevista exclusiva e falou desse sonho, do perfil governista da Assembleia Legislativa (“deputado não tem interesse de votar projetos de deputado”) e de temas como a maioridade penal. Nilo defende a redução.

A entrevista foi concedida ao jornalista Marival Guedes que, a partir de hoje, fará a cobertura da política, cultura e negócios em Salvador para o PIMENTA.


BLOG PIMENTA – Vamos começar pelos projetos aprovados pela Assembleia. Quais os mais importantes aprovados nos últimos meses?

MARCELO NILO – Os mais importantes são o aumento de salário do servidor público, a modernização do meio ambiente, o empréstimo de R$ 1 bilhão que o Executivo tomou, ampliação das penitenciárias, ampliação da Agerba. Enfim, alguns projetos dessa magnitude. Vamos votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) agora, no final do mês.

BP – Quase todos os projetos foram enviados pelo Poder Executivo. Isto pode caracterizar o Legislativo baiano como um poder governista? A partir de agora, vai ter mais projetos da própria Casa?

MN – Olhe, os deputados, uma grande parte, não tem interesse de votar projetos de     deputado. Eu nomeio comissão, eu peço, eu apelo, mas grande parte  não tem interesse em votar nos próprios projetos. E aqui só se passa projeto de interesse de deputado através de acordo. Mas eles, infelizmente, apesar da nossa pressão, não gostam de votar nos próprios projetos. Eles preferem votar os projetos do Executivo.

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ASSEMBLEIA GOVERNISTA – Como você não pode fazer projeto de impacto, os parlamentares não querem fazer projetos menores, que não têm impacto perante à sociedade.

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BP – Por causa da competição…

MN – Na realidade a Constituição Federal tirou a prerrogativa dos parlamentares. Você não pode fazer projeto que gere despesa. E o próprio papel já é uma despesa. Então, como você não pode fazer projeto de impacto, os parlamentares não querem fazer projetos menores, que não têm impacto perante à sociedade. É uma tradição dos parlamentos estaduais do Brasil, porque não pode votar projeto que aumente o orçamento do Estado. Consequentemente, perde-se a força, a vontade, o estímulo de você ter mais criatividade nos respectivos projetos.

BP – Qual a avaliação que o senhor faz do governo Dilma Roussef?

MN – O governo Dilma manteve as reformas sociais iniciadas no governo Fernando Henrique com a redução drástica da inflação e manteve as reformas sociais do governo Lula. E agora está tentando implantar sua marca, que é melhorar a infraestrutura do país, com modernização dos portos, que infelizmente estão defasados, recuperar as estradas, fazendo o papel de permitir o escoamento agrícola com mais facilidade, iniciando  ferrovias.

BP – E o governo Jaques Wagner?

MN – É um governo que fez muitas obras: um milhão de pessoas alfabetizadas pelo Topa, recuperou mais de oitenta por cento das estradas da Bahia, tendo em vista que ele as recebeu intransitáveis, fez quatro mil poços artesianos, diversas adutoras no interior do estado, a nova Fonte Nova e  entregou cento e vinte mil casas populares. Mas a marca principal do governador  Jaques Wagner é uma obra que não custa um centavo sequer: é fazer um governo democrático e republicano sem perseguir ninguém. Essa pra mim é a grande marca, é a grande força do governador.

BP – E o prefeito ACM Neto, como o senhor avalia estes cinco meses?

MN – Eu diria que tá muito cedo para emitir uma opinião, porque com cinco meses, até agora, não deu pra ver uma marca do ACM Neto, não deu pra ver que Salvador tá diferente. Mas é lógico que você tem um prefeito que tá fazendo parceria com o governo do estado, o que é bom para o estado e é bom para o município. Mas não dá, ainda, pra ter uma marca porque o tempo tá muito curto, cinco meses não dá pra a gente ter a noção exata sobre qual será o planejamento estratégico do seu governo.

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MAIORIDADE PENAL – O jovem de 16 anos pensa completamente diferente do jovem de 1940. Eu defendo o plebiscito e nele votarei favorável que a maioridade pena seja a partir dos 16 anos.

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BP – Uma questão polêmica: qual a opinião do senhor sobre a redução da maioridade penal?

MN – Sou favorável que se reduza pra 16 anos. Somente no Brasil, Peru, Colômbia e uma parte dos Estados Unidos a maioridade penal é 18 anos. Agora recentemente, um jovem de 16 anos matou uma dentista queimada só porque ela tinha R$ 30,00 na conta. O crime abalou a sociedade brasileira. O Código Penal brasileiro foi elaborado em 1940, portanto, tem 73 anos. Ou seja,o jovem de 16 anos pensa completamente diferente do jovem de 1940. Então o jovem de 16/17 anos tem discernimento do que é bom e o que é ruim. Eu defendo o plebiscito e, nesse plebiscito, votarei favorável que a maioridade pena seja a partir dos 16 anos.

BP – Mas muda alguma coisa sem mudar a infraestrutura do país, a educação, a saúde?

MN – Se ficarmos preocupados com educação, saúde, segurança pública, tudo isso, nós nunca vamos reduzir. Se você reduz de 18 para 16 anos, claro, você dificulta a criminalidade. Claro que se tivéssemos uma boa educação, saúde, empregos suficientes é obvio que a criminalidade reduziria. Mas como você não tem educação, saúde e geração de empregos cem por cento perfeitas, acho que a melhor coisa é reduzir a maioridade penal. Você não tem a ala masculina e feminina? Vamos criar a ala de 16 e 18 anos. Agora, o que não dá é um jovem cometer cinco, seis crimes e quando chega aos 18 anos aquilo é zerado porque ele não pode ser penalizado nem processado com menos de 18 anos.

BP – No próximo ano vai ter eleições. O senhor será  candidato?

MN – Olha, eu sou um deputado de seis mandatos, quatro vezes presidente da Assembleia, fui o deputado estadual mais bem votado em 2010, com 140 mil votos, governador interino por cinco vezes (é óbvio que a caneta não tinha muita tinta porque o cargo não é meu, é de Jaques Wagner)… Fui escolhido pela mídia, pela oitava vez consecutiva, como o melhor deputado da casa, e agora quero ser governador.

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ELEIÇÕES 2014 – Eu quero um governador que tenha raiz interiorana, que conheça os 417 municípios da Bahia, saiba seus problemas, angústias e tenha soluções.

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BP – E por que o desejo de ser governador?

MN – Tem 51 anos que saiu um governador do interior do estado. Eu quero um governador que tenha raiz interiorana, que conheça os 417 municípios da Bahia, saiba seus problemas, angústias e tenha suas soluções. Quero fazer um planejamento estratégico de desenvolvimento regional. O problema de Itabuna é diferente do problema de Barreiras, o de Barreiras é diferente de Porto Seguro. Nós temos que fazer um governo com planejamento e desenvolvimento regional. Itabuna, nós homens públicos, devemos muito à região de Itabuna. [O ex-governador] Lomanto Júnior me dizia,quando era governador, que ficava esperando a saca do cacau pra poder pagar o servidor público, esperando o ICMS do cacau pra pagar o servidor público.Portanto, nós devemos retribuir isso a lavoura cacaueira, que passa por dificuldade. Devemos aplicar os recursos pra cada área específica: terreno fértil, agricultura, área turística, turismo. Por que Porto Seguro cresceu? Porque foi feito um aeroporto internacional. Por que a Chapada Diamantina não cresceu? Porque, infelizmente, demoraram muito para construir o aeroporto, consequentemente os turistas não foram. Agora com o aeroporto está começando a se iniciar o potencial turístico da Chapada. O que nós devemos é investir em cada área específica num planejamento estratégico regional.

BP – Vai tentar ser candidato do governador ou vai sair pela oposição?

MN – Eu quero ser candidato a governador nem de esquerda nem de direita. Espero ter o apoio do governador Jaques Wagner.

REPUBLICANISMO FILOSÓFICO

Marco Wense

Quando questionado sobre o deputado Marcelo Nilo, que quer continuar como presidente da Assembleia Legislativa pela quarta vez consecutiva, Wagner lançou mão de um republicanismo, digamos, filosófico.

O governador Jaques Wagner, em entrevista ao jornal A Tarde, admitiu o impacto das greves dos professores e da Polícia Militar nos resultados das eleições.

O governador disse o que muitos petistas queriam dizer, mas não tiveram coragem. Ou seja, que as greves contribuíram para a derrota de alguns candidatos da base aliada.

Wagner também declarou que é contra a eternização dos políticos no poder: “O político tem que ser profissional no sentido de ser competente, mas não pode ter na política um emprego”.

Quando questionado sobre o deputado Marcelo Nilo, que quer continuar como presidente da Assembleia Legislativa pela quarta vez consecutiva, Wagner lançou mão de um republicanismo, digamos, filosófico.

Para não atritar com Nilo, que é do PDT, partido da base aliada, Wagner respondeu que é contra a eternização filosoficamente falando. Que faz política e não filosofia. Uma saída politicamente perfeita.

MEDO DAS RUAS

Alguns deputados, por enquanto só federais, vêm defendendo o fim das carreatas, das caminhadas, da distribuição de santinhos, do corpo a corpo, dos palanques e de tudo que possa afastar o político do eleitor.

Os filhotes da ditadura, como diria Leonel Brizola, querem o retorno do famigerado colégio eleitoral e da indicação biônica para prefeitos e governadores.

Os inimigos da democracia, saudosistas do regime autoritário, têm nojo do contato físico com o eleitor. Querem distância do povão de Deus.

EXPRESSÕES LATINAS

Algumas expressões latinas são aterrorizantes para a maioria dos políticos, como, por exemplo, Voluntas sceleris e Vita anteacta, que significam, respectivamente, vontade de praticar o ato criminoso e vida pregressa.

Outras, no entanto, até que ajudam quando os políticos estão enroscados com a justiça. Quando o assunto é o mensalão, José Dirceu apela para a Probare oportet, non sufficit dicere (Dizer não é suficiente, é preciso provar).

Joaquim Barbosa, eminente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é ardoroso seguidor da expressão Dura Lex, sed Lex. A lei é dura, mas é lei.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AS MÚSICAS DE DUPLO SENTIDO NA BERLINDA

O Fantástico, da Rede Globo, exibiu ontem uma reportagem sobre o projeto da deputada estadual Luiza Maia (PT) que proíbe a contratação de bandas de axé e pagode que tocam músicas de duplo sentido, em eventos patrocinados pelo poder público na Bahia.

A justificativa da deputada é que letras com expressões como “foge,  Mulher Maravilha”, “meu pepino é muito grande”, “minha cachorrinha” e outras preciosidades agridem a dignidade da mulher. Além, é claro, de agredirem os ouvidos.

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AZEVEDO E A REELEIÇÃO

Marco Wense

Geraldo aposta na interferência do governador Wagner, unindo os partidos em torno da candidatura de Juçara.

A reeleição do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, eleito pelo DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), continua complicada, mas não tão difícil como parecia ser.

Pessoas bem próximas do chefe do Executivo, como também adversários políticos, alguns até prefeituráveis, já admitem que o governo demista, quando comparado ao que era antes, teve uma razoável melhora.

Os azevistas, principalmente os mais eufóricos, acham que a posição de primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto é só uma questão de tempo.

O outro lado, o da oposição, tendo na linha de frente o Partido dos Trabalhadores (PT), acredita que tudo não passa de um oba-oba da assessoria de comunicação do alcaide.

Enveredando para o lado eminentemente político, o racha na oposição, especificamente entre o PT e o PCdoB, é outro ponto que alimenta a confiança do azevismo na reeleição.

O deputado Geraldo Simões aposta na interferência do governador Jaques Wagner. Para o ex-prefeito, Wagner vai unir todos os partidos da base aliada em torno da candidatura da ex-primeira dama Juçara Feitosa.

Situacionistas e oposicionistas fazem o que é inerente ao processo político. Ou seja, espalham otimismo. Uma coisa é certa: o prefeito Azevedo não é mais, como diziam alguns petistas, “cachorro morto”.

O “já ganhou”, menosprezando e subestimando o adversário, é o pior caminho para chegar ao poder.

AZEVEDO, SANTANA E CASTRO

Mais cedo ou mais tarde, o prefeito de Itabuna vai ter que encarar, olho no olho, os deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e o coronel Santana (PTN).

Perguntar para os senhores parlamentares, que têm cargos importantes no governo, se eles vão ou não apoiar sua reeleição, sob pena de ter uma desagradável surpresa na sucessão municipal.

Augusto Castro, além das críticas que faz ao governo demista, diz que “a cidade anseia por renovação política”. O coronel Santana, por sua vez, pede respeito aos correligionários mais próximos do chefe do Executivo.

Se o prefeito estivesse em uma posição confortável nas pesquisas eleitorais, não necessariamente na frente de Juçara Feitosa, os deputados estariam se engalfinhando para indicar o candidato a vice na chapa majoritária.

Castro e Santana, que vêm fazendo um bom trabalho na Assembleia Legislativa, só querem usufruir das coisas boas que acontecem no governo.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

VERACEL É ACUSADA DE LAVAGEM DE DINHEIRO

O clima esquentou novamente no extremo-sul baiano com o reavivamento das acusações do promotor público João Alves Neto, de Eunápolis, contra a Veracel. A gigante do ramo de celulose é suspeita de adotar práticas de caixa 2 e de lavagem de dinheiro para corromper servidores públicos nos atos de licença ambiental.

O caso será investigado pela Câmara dos Deputados, na Comissão de Agricultura, a pedido do deputado federal Valmir Assunção. Ontem, o deputado estadual Marcelino Gallo defendeu que a Assembleia Legislativa apure as denúncias do promotor. O clima promete esquentar no extremo-sul. As denúncias envolvem empresas, prefeituras e órgãos estaduais.






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