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16 de fevereiro de 2020 | 07:14 pm

QUE O SOL SEMPRE BRILHE NO TURISMO DE ILHÉUS

Tempo de leitura: 4 minutos

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

 

 

A Atil sempre foi forte, embora a individualidade tenha sido frequentemente seu calcanhar de Aquiles. A Atil de hoje não pode mais depender do poder público para participar dos grandes eventos turísticos, economizando migalhas como se não fosse investimento.

 

Fiquei bastante surpreso com a recepção dos segmentos do trade turístico de Ilhéus em relação à posse da nova diretoria da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), entidade com 30 anos de praia. Há bem pouco tempo ninguém ouvia falar nada sobre a Atil, nada de bem ou mal, simplesmente era ignorada, inclusive pelos seus quadros, em dia com as obrigações sociais ou não.

Numa município do porte de Ilhéus, que reúne todas as condições para bombar no turismo nacional, pouco se sobressai, atraindo apenas uma parcela ínfima dos que viajam em busca de descanso, lazer, conhecimento. Muitos do que aportam no aeroporto Jorge Amado embarcam em vans e se dirigem a outros destinos bem próximos, como Itacaré, Maraú (Barra Grande) ou Una (Comandatuba).

Esses mesmos turistas utilizam alguns equipamentos de Ilhéus, a exemplo do porto ou aeroporto, mas voltam para casa sem conhecer os atrativos de Ilhéus, incluindo as belezas naturais, seu casario colonial e da civilização do cacau, suas variadas praias, e a zona rural. Perdem eles [os turistas] por não conhecerem os atrativos, e mais, ainda, o segmento turístico de Ilhéus, essa grande oportunidade de negócio.

Se acaso fossem convidados para virem a Ilhéus, poderiam conhecer pessoalmente, ao vivo, o que leram e imaginaram nas histórias contadas por Jorge Amado, quem sabe beber um chope e comer um quibe no Vesúvio, experimentar a boa cachaça do Rio de Engenho, uma boa dose de Cauchaça, destilada do mais puro mel de cacau, conhecer as fábricas de chocolate artesanal e experimentar o verdadeiro e puro chocolate…

Se por acaso é aficionado por ecologia, pode e deve visitar a Mata Atlântica preservada por obra e graça das roças de cacau, conhecer o pé e o fruto do cacaueiro e todo o processo de transformação em chocolate e demais subprodutos. Tomar banho em cachoeiras, conhecer as famosas ilhas flutuantes, comer uma moqueca e depois se espreguiçar contemplando a deslumbrante natureza…

É pouco, tem mais: a cidade de Ilhéus foi localizada num dos pontos mais belos da costa baiana banhada pelo oceano Atlântico e rios, estes navegáveis em pequenas embarcações, próprias para se aventurar mata a dentro, visitar os manguezais. Pode, ainda, se maravilhar com o casario da época da colonização do Brasil e a linda arquitetura importada pelos coronéis do cacau, entre elas o majestoso convento da Piedade.

Quem sabe a nova direção da Atil poderá contemplar nativos e turistas estimulando o poder público com as melhorias no belvedere da Conquista, de onde se vislumbra, de uma só vez, a baia do Pontal, a praia da Soares Lopes e grande parte da cidade… Garanto que a Ilhéus dos tempos atuais é bem melhor para se visitar do que a Ilhéus das novelas, excelente para sonharmos com nossa história.

Presente à posse, o prefeito Mário Alexandre promete parceria em projetos e ações, aliás iniciadas antes mesmo da eleição e posse, com a finalidade de consolidar a Estrada do Chocolate, que liga Ilhéus a Uruçuca. No roteiro, indústrias moageiras de cacau, fazendas com fábrica de chocolate gourmet, o acervo histórico e arquitetônico construídos pelos “coronéis do cacau”, o Rio do Braço, Banco do Pedro, onde está localizada a Biofábrica do Cacau.

Que novas parcerias sejam firmadas com o interesse precípuo do desenvolvimento turístico de Ilhéus, apoiado nas experiências do passado, para que não se repitam os erros calcados no individualismo e pompas dos cargos. Mais do que nunca, compartilhar as ideias com a sociedade e construir projetos de interesse econômico e social, aglutinando forças positivas.

A Atil sempre foi forte, embora a individualidade tenha sido frequentemente seu calcanhar de Aquiles. A Atil de hoje não pode mais depender do poder público para participar dos grandes eventos turísticos, economizando migalhas como se não fosse investimento. É preciso se conscientizar do seu tamanho e seu poder, ser uma instituição determinada a promover seu próprio negócio, uma atividade sublime, a de tratar bem as pessoas.

O turismo é bem mais que uma atividade econômica. Acredito que seja um estado de espírito pelo qual ainda se tem a felicidade de ser remunerado. Se ficamos felizes por receber um parente ou um grande amigo em nossa casa, desfrutamos de sua agradável companhia, dos momentos de lazer e dos bate-papos e ainda ficamos com saudade quando eles nos deixam para voltarem às suas casas.

Se nessa condição ficamos agradecidos, imaginem se ainda tivermos as vantagens econômicas dessa relação? Uniremos o útil ao agradável: Hospedamos pessoas até então desconhecidas, recebemos um determinado pagamento pelo serviço prestado, e ainda ganhamos amigos. Serão essas pessoas que manterão nossos negócios por anos a fio, seja voltando para nos visitar ou nos indicando a amigos.

Não precisamos procurar chifre em cabeça de cavalo para verificar como qualquer negócio funciona, inclusive o turismo. Como temos que nos reinventar com frequência para enfrentar a concorrência e a dificuldade do mercado, temos que continuar tratando bem os nossos clientes e buscar os melhores técnicos da área para nos orientar no algo mais que poderemos oferecer.

Essa regra vale para Ilhéus, Rio de Janeiro, Porto Seguro, Paris, Canavieiras, Havaí ou o mais recôndito lugarejo escondido no meio das matas, na caatinga, numa praia sem acesso ou numa rua qualquer da cidade. Ilhéus somente será o point quando o negócio de cada um contribuir para tanto. Se cada um criar um diferencial no padrão de atendimento dos seus clientes, todos serão bem-sucedidos.

O que acontece com o turismo de Ilhéus é um filme já visto frequentemente com a cultura do cacau, que fracassou com a introdução da vassoura de bruxa num momento em que as plantas se ressentiam de uma seca impiedosa e da falta de atenção dos cacauicultores. Com sangue novo, tal e qual a fênix ressurgiu das cinzas e hoje deixou de ser uma simples commodities para se apresentar como um produto de excelência, com indicação geográfica.

À Atil cabe aproveitar as boas ideias, mesmo que velhas, incorporando às novas, desde que boas.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

ELEITA NOVA DIRETORIA DA ATIL

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Novos diretores da Atil foram escolhidos em pleito de chapa única

Após eleição nesta segunda (1º), a nova diretoria da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil) tomará posse em solenidade na próxima segunda (8), às 8h30min, no Hotel Aldeia da Praia, na zona sul da cidade. A nova diretoria foi escolhida em pleito com chapa única.

O novo presidente da entidade será Áttila Eiras e José Humberto Neri como vice-presidente. Já Fabíola Paes Leme será a diretora secretária. Leila Miyazato foi eleita diretora financeira e Zaira Morelli a diretora financeira adjunta, enquanto Josias Miguel assume o posto de diretor social da Atil.

ALELUIA ILHÉUS CONFIRMA PRIMEIRA ATRAÇÃO

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Danese é primeira atração confirmada do Aleluia Ilhéus 2016

Danese é primeira atração confirmada do Aleluia Ilhéus 2016

A organização do Festival Aleluia Ilhéus confirmou a primeira atração do evento deste ano. Será um dos maiores nomes da música gospel brasileira, o mineiro Régis Danese, que gravará DVD dos 10 anos de ministério.

O show de Danese será no primeiro em 23 de março, às 19 horas, na Praça Dom Eduardo (Praça da Catedral). O cantor gospel é dono de sucessos como Faz um milagre em mim e Tu podes e, por meio das redes sociais, já convoca fãs para que façam caravanas para curtir o show na Terra de Gabriela.

O maior evento da Semana Santa na Bahia vai até dia 27 de março. O Aleluia Ilhéus tem promoção e patrocínio da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Prefeitura de Ilhéus e Bahiatursa/Governo da Bahia.

ZUMBILHÉUS

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marco-lessa-festival-do-chocolateMarco Lessa

Quem diria…de cenário de romances como Gabriela, Cravo e Canela a um tenebroso cenário de filme de terror.

Desde que o gênero terror surgiu no cinema, existem zumbis, mortos-vivos, múmias e outras assombrações de mentirinha.
Como em muitos casos a vida imita a arte, estamos vivendo em Ilhéus, como noutras cidades brasileiras, iguais aos moradores de zumbilândia, ou melhor, zumbilhéus.

A concentração de jovens usuários de crack, maltrapilhos, imundos, mal cheirosos, violentos, bêbados, descontrolados, inconvenientes, lamentavelmente esquecidos pela sociedade, deve ser a maior do sul da Bahia.

Dormem pelas ruas, em portas de lojas, calçadas, roubam, furtam, assaltam a mão armada com facas e objetos cortantes, amedrontam e ameaçam moradores e turistas, afugentam clientes dos estabelecimentos.

Os nossos zumbis não morreram e ressuscitaram meia-boca.

São vítimas de um sistema também zumbi, que finge estar vivo, mas não ampara os que realmente precisam.

Há não muito tempo um dos zumbis, dos mais perigosos, apareceu morto. De vez, morto.

Provavelmente outros terão o mesmo destino, ou por conflitos entre eles na briga por espaço para ‘guardarem vagas e carros’, ou pela própria droga.

Ou de alguma outra forma impensável, mas não impossível.

zumbis articleAntes de sermos uma cidade turística, somos uma cidade de cidadãos e cidadãs trabalhadores e de bem.

Não é justo nos sujeitarmos e submetermos a ameaças desses pobres coitados, que apesar de pobres, coitados e doentes, não têm tal direito.

Chegou a hora do governo municipal tomar uma providência e construir programas para acabar com a zumbilândia de Ilhéus. E não apenas para o verão.

Os problemas herdados e causados já são muitos, mas não podemos ficar de braços cruzados.

Senão, aos poucos, estaremos num cenário de filme de terror: escuridão, lixo, buracos e medo de sair às ruas por conta dos marginais tradicionais e dos zumbis do crack.

Quem diria…de cenário de romances como Gabriela, Cravo e Canela a um tenebroso cenário de filme de terror.

Se não mudarmos logo esse enredo, reescrevermos essa história, não chegaremos a um final tão feliz.

E aê…tem uma moedinha aí, seo nacib?

Marco Lessa é publicitário, empresário e presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil). Artigo postado originalmente no Facebook.

DERRAME DE DÓLARES FALSOS EM ILHÉUS

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dólar falsoO presidente da Associação do Turismo de Ilhéus, Marco Lessa, disse que empresários e comerciantes da Costa do Cacau devem ficar em alerta. A Polícia Federal detectou derrame de dólares falsos em Ilhéus.
Um empresário com empreendimento na Praia do Sul recebeu 500 dólares falsos. Ele entregou o dinheiro à polícia e fez a denúncia. O alerta é para que, em caso de identificação de dinheiro falso, o fato seja comunicado à Delegacia da Polícia Federal em Ilhéus.

NEWTON NÃO TÁ NEM AÍ PARA A ATIL

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Presidente da Atil pediu a cabeça de Paulo Moreira

A Atil “desapadrinhou” o secretário de Turismo de Ilhéus, Paulo Moreira, que trava um MMA com o presidente da associação, Ricardo Miyazato. A entidade mandou recado ao prefeito Newton Lima, afirmando que, da mesma forma que apoiou a nomeação de Moreira, agora faria festa se o secretário fosse exonerado.
Por trás da briga, uma recente troca de emails encrespados, onde Miyazato criticou Moreira por não promover com eficiência o turismo ilheense, e o titular da Setur atacou o empresário, acusando-o até de não dar destinação adequada ao lixo de sua pousada.
O resultado da “troca de amenidades” foi o pedido da cabeça do secretário, ao qual o prefeito Newton Lima não deu a menor importância. Não se sabe se é Moreira que tem prestígio ou a Atil que já não goza de maiores considerações dentro do governo…

PROJETO QUER FORTALECER O TURISMO ILHEENSE

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Potencial do turismo ilheense é grande, mas faltam informação e planejamento

Cidade tem belas paisagens, mas faltam informação e planejamento

Um levantamento inédito será feito em Ilhéus a partir do dia 29, quando dez pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) entram em campo para “passar um raio X” no turismo local. Trata-se do Inventário Turístico, a primeira ação do Programa de Desenvolvimento do Turismo Sustentável (PDTS).
Fruto de parceria da Uesc com a Bahia Mineração (Bamin), a pesquisa engloba as instalações do setor de hotelaria, restaurantes e serviços como um todo, inclusive educação e saúde, além das condições das ruas, saneamento, situação ambiental, entre outros aspectos.
“O objetivo é ter informações consistentes que apontem caminhos para tornar o turismo ilheense mais forte e sustentável”, segundo explica o professor Gustavo da Cruz, um dos coordenadores do inventário. O professor é doutor em Turismo e Sustentabilidade pela Universidade de Las Palmas (Espanha).
Empresários do setor têm boas expectativas  quanto à formação desse banco de dados. Para o presidente da Associação do Turismo de Ilhéus (Atil), Ricardo Myiazato, o inventário deverá resolver um antigo problema do setor, que é a falta dados confiáveis para desenvolver estratégias. “Faltam informações consolidadas e de credibilidade, o que acaba gerando muito achismo”, afirma Myiazato.
A pesquisa será iniciada pela área central da cidade e a conclusão está prevista para o mês de outubro. Depois de Ilhéus, o inventário será realizado em Serra Grande e Itacaré.

MUDANÇA NA ATIL

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A Associação de Turismo de Ilhéus publicará no próximo dia 30 de agosto o edital com as chapas inscritas para a eleição da entidade. Em assembleia, ficou decidido que a escolha do novo presidente vai acontecer a 5 de outubro.
O atual comandante da Atil, Luiggi Massa, deixa o cargo e a esperança de uma renovação não apenas no comando, mas também nas atitudes da associação.

“JOJOLÃO”

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Luigi, o polêmico, foi dar o seu 'rapoio' aos surfistas.

Luigi, de frente, esteve na cerimônia de abertura do Pan de Surf.

Depois de afirmar que surfista não tem dinheiro para se hospedar em hotel (relembre aqui), o presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Luigi Massa, compareceu à apresentação das delegações dos países que participam do Panamericano de Surf.

A “cerimônia das areias” aconteceu em frente à catedral de São Sebastião, no centro de Ilhéus.

Os organizadores da competição que reúne os tops do surf no continente foram precavidos. Desta vez, não permitiram que Luigi fizesse o desastroso ‘uso da palavra’.

OS ‘PAUPÉRRIMOS’ SURFISTAS AMERICANOS

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O controverso presidente da Associação de Turismo de Ilhéus, Luigi Massa, anda sempre envolvido em polêmicas. Na coletiva do Panamericano de Surfe, na quinta passada, disse que o evento será importante para a cidade, mas não terá significância para a rede hoteleira.

E largou lá sua teoria. Disse que surfista não tem dinheiro para ficar em hotel. Instalou-se um mal-estar entre organizadores. Massa mostrou desconhecer que estarão em Ilhéus os tops do surf das três américas, detentores de bons patrocínios – e não vêm sozinhos.

A competição acontecerá pela primeira vez no Brasil, na praia de Batuba (Olivença), e terá transmissões ao vivo pela internet e canais esportivos de tevê. Se liga, Luigi.

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