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:: ‘Augusto Castro’

CONVERSA COM OTTO

marco wense1Marco Wense

 

O senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

 

Depois do carnaval, logo na primeira quinzena de março, o PDT de Itabuna, sob o comando do Dr. Antônio Mangabeira, vai marcar um encontro com o senador Otto Alencar (PSD).

Os dois médicos podem até falar um pouco sobre saúde, principalmente a pública, mas, com certeza, a conversa principal vai ser sobre política e, mais especificamente, sobre a eleição de 2018.

O diretório municipal vê com simpatia a sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina, mesmo achando que ainda é cedo para qualquer tomada de decisão por parte do parlamentar.

Com efeito, o senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do Capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

É bom lembrar que o então candidato do PDT não fez coligação com nenhum partido e só desfrutou de 23 segundos no horário eleitoral. Nem o vice apareceu na telinha.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

MANGABEIRA

marco wense1Marco Wense

 

Não sei por que tanto espanto com o secretariado de Fernando Gomes. Ora, FG desafiou e venceu a Lei da Ficha Limpa, pelo menos no TRE. Agora vai peitar o Ministério Público em relação ao nepotismo. Qual é a novidade?

 

Depois de uma campanha assentada na ética, sem a preocupação de ganhar de qualquer jeito, sendo referência do PDT em todo país, o médico Antônio França Mangabeira não quer disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado.

Membros do diretório municipal, na última reunião do partido, animados com a expressiva votação do então candidato a prefeito, defenderam o nome do doutor para concorrer a uma vaga no Parlamento estadual.

O pedetista, que não fez coligação com nenhum partido, teve quase 19 mil votos, dando poeira em figuras carimbadas da política de Itabuna, como Davidson Magalhães, Augusto Castro e os ex-prefeitos Geraldo Simões e José Nilton Azevedo.

Sem prometer nada, com um tempo de televisão de 23 segundos, com o slogan de campanha “Nossa Coligação é Com Você”, Mangabeira se transforma em uma grande liderança de Itabuna. Sem dúvida, o opositor-mor do governo FG. Antônio França Mangabeira faz parte da banda da política que ainda não apodreceu.

Para o militante Nilson Oliveira, mais conhecido como Nilson da Vendamax, a candidatura de Mangabeira “é uma boa opção para fortalecer a nossa desnutrida representação política”.

MESMA COISA

Francamente, como diria o saudoso e inesquecível Leonel Brizola, não sei por que tanto espanto com o secretariado de Fernando Gomes. Ora, FG desafiou e venceu a Lei da Ficha Limpa, pelo menos no TRE. Agora vai peitar o Ministério Público em relação ao nepotismo. Qual é a novidade? Fernando continua o Fernando de sempre, aquele Fernando de priscas eras. O seu eleitorado também.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AUGUSTO: “VONTADE DO ELEITOR DEVE SER RESPEITADA”

Augusto defende que se respeite vontade do eleitor.

Augusto defende que se respeite vontade do eleitor.

Num discurso semelhante ao do prefeito Claudevane Leite, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) disse há pouco “que a vontade do eleitor deve ser respeitada”. Terceiro mais votado na disputa pela Prefeitura de Itabuna, Augusto diz ter acolhido o resultado do pleito “com humildade e respeito”.

O tucano lembrou ter alertado para o quadro de indefinição política se o eleito fosse Fernando Gomes (DEM). Agora, ele considera o mais correto e democrático “respeitar o desejo do eleitor, que livremente escolheu seu prefeito”.

Augusto faz menção, ainda, à tática do candidato mais votado. “Todos diziam que os votos de Fernando não seriam computados, mas ele alegava que era mentira e muitas pessoas acreditaram”.

O tucano defende o respeito à vontade popular. “Isso faz parte da democracia, mas vamos ver o que o judiciário irá definir, porque a situação é mais complexa do que muitos imaginam”, finalizou.

DOM CESLAU CRITICA DISCURSO DA MESMICE DE PREFEITURÁVEIS

Dom Ceslau critica mesmice em discursos de prefeituráveis (Foto Arquivo).

Dom Ceslau critica mesmice em discursos (Foto Arquivo).

O bispo Dom Ceslau Stanula aconselhou os prefeituráveis de Itabuna a adotar discurso que saia da mesmice ao repetir direitos que já estão previstos na Constituição. Durante a homilia na Missa em Ação de Graças pelos 106 anos do município, o bispo diocesano apontou a necessidade de os candidatos irem além, “com uma visão global, voltada para o futuro” de Itabuna.

Ceslau citou problemas econômicos, políticos e sociais do país e os reflexos desta crise no município. “Não somos uma ilha”, observou. O bispo também falou de esperança na homilia e a importância da sucessão municipal. “[É] mais importante que a do presidente da República”.

O líder religioso também mencionou a Encíclica Papal sobre meio ambiente. O lugar onde vivemos, disse Dom Ceslau, é um dom de Deus, o que exige responsabilidade de cada um. Fez apelo aos homens para que não se isolem de Deus. “Maldito o homem que confia em outro homem”, disse ele, repetindo trecho bíblico extraído do Livro de Jeremias.

VANE: “MINHA PALAVRA É DE GRATIDÃO”

Vane: relação com igreja melhorou.

Vane: relação com igreja melhorou.

O prefeito Claudevane Leite (Vane do Renascer) pode falar aos fiéis presentes à missa pelos 106 anos do município. “Minha palavra é de gratidão”, disse ele, sem acrescentar que deixa o mandato mais perto da Igreja Católica. “Nossa relação melhorou muito”, testemunhou. Na concepção de Vane, a cidade também melhorou. Para isso, citou prêmios obtidos pela cidade durante sua gestão.

Vane ainda pediu aos fiéis que orem pela eleição e fez citação a pré-candidatos. Na missa, estavam presentes o ex-prefeito Fernando Gomes (DEM) e o deputado estadual Augusto Castro (PSDB). Ambos, incendiaram a política itabunense, na semana passada, após Fernando acusar o parlamentar de traição (relembre aqui).

FERNANDO GOMES, O VICE

Fernando Vita é cotado para vice.

Fernando Vita é cotado para vice.

Fernando Gomes, o Vita, entra em uma loja de celular do Shopping Jequitibá. Eleitores o cumprimentam:

– Boa tarde, vice-prefeito!

Sorridente, ele tangencia:

– Saiu em um blog, mas tem nada disso, não [de ser vice].

Curioso, o eleitor puxa conversa:

– O senhor será vice de Augusto [Castro]?

A resposta:

é doido.

Diante de olhares dos interlocutores, Fernando Vita alonga-se. Diz que o PMDB até se reuniu com Augusto Castro, mas a conversa não evoluiu.

O diretório do PMDB, que chegou a lançar Vita para prefeito, hoje se divide. Pode ser vice na chapa de Fernando Gomes (DEM), o ex-prefeito, ou na de Capitão Azevedo (PTB). Castro (PSDB) seria a terceira opção.

Porém, Fernando Gomes, o Vita, ainda no papo com os curiosos da loja de celular, dá pistas de como a dúvida será extirpada:

– Quem define é [Salvador].

Se assim o for, Castro pode ficar tranquilo…

ACM NETO E A “GUERRA DE SELFIES” EM ITABUNA

Fernando aparece com Neto e ACM em disputa de "selfies" com Augusto.

Fernando aparece com Neto e ACM em disputa de “selfies” com Augusto.

Os prefeituráveis itabunenses Augusto Castro (PSDB) e Fernando Gomes (DEM) travam um duelo particular para ver quem melhor aparece na foto com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

Após Fernando Gomes fazer andança por Salvador, onde participou de inaugurações ao lado de Neto, Augusto e sua trupe não tardaram a colar no prefeito da capital baiana.

Em grupos de WhatsApp de política grapiúna, o que se vê é uma guerra de imagens de seguidores de ambos para mostrar quem mais grudado no sovaco do gestor soteropolitano.

Para mostrar que Zé de Cuma é “da casa”, fernandistas recorreram ao passado. Postaram foto do ex-prefeito itabunense abraçado com o finando ACM. Castristas dizem que o tucano é amigo de Neto. A tréplica fernandista recorre ao partido do prefeito “da Bahia” e de FG: o DEM.

Com a guerra dos aliados da base oposicionista em Itabuna, também veio o questionamento quanto à possibilidade real de Fernando Gomes disputar a prefeitura. Duas pesquisas feitas em maio mostram Fernando liderando a disputa. Porém, Augusto aparece colado e em um cenário em que Geraldo Simões (PT) e Capitão Azevedo (PTB) aparecem mais atrás.

FERNANDO LANÇA PRÉ-CANDIDATURA

Fernando se lança na disputa.

Fernando se lança na disputa.

Não apenas Geraldo Simões (PT) e Capitão Azevedo (PTB) sonham em voltar ao comando da Prefeitura de Itabuna.

Fernando Gomes (DEM) buscará O quinto mandato como prefeito de Itabuna.

Programou para a próxima quarta (23), às 18 horas, lançamento da sua pré-candidatura. O evento será na sede da Usemi, no São Caetano.

A dúvida é se o ato de Fernando terá a presença de ACM Neto, prefeito de Salvador. Neto tem compromisso político com outro candidato a prefeito, o tucano Augusto Castro.

Há quem aposte que Neto não vem. Como também há quem aposte que Fernando não será candidato. Por uma questão de justiça. Responde a quase uma centena de processos relativos aos quatro mandatos como prefeito do município sul-baiano.

Pelo sim, pelo não, a pré-candidatura dele causou estragos dentro do DEM. Azevedo deixou o partido. E a estratégia de FG pode tirar o deputado Augusto Castro do páreo. O parlamentar tucano correria grande risco se lançasse o nome sem apoio de Fernando ou mesmo de Azevedo.

Nos bastidores, o comentário geral é que, lançando-se em candidatura solo, o tucano corre o risco de repetir Capitão Fábio, então deputado estadual e no PMDB.

Fábio não conseguiu mais ser eleito a nada depois de 2008, quando iniciou a campanha a prefeito na liderança. Abandonou a disputa poucos dias e anunciou apoio a Juçara Feitosa (PT). A batalha foi vencida por Azevedo, então no DEM.

PSL DEIXA AUGUSTO E FECHA COM GERALDO

PSL ficará sob comando de Thiago.

PSL ficará sob comando de Thiago.

“Vitaminado” após a filiação do presidente da Assembleia Legislativa Baiana, Marcelo Nilo, o PSL passará por mudança de comando em boa parte dos municípios no Estado. Uma das mudanças já definidas ocorrerá em Itabuna.

O presidente da Assembleia Legislativa passou o comando do partido para o empresário Thiago Simões, filho do ex-deputado federal Geraldo Simões, um dos pré-candidatos a prefeito de Itabuna.

A mudança significará baixa na estratégia do deputado estadual e também prefeiturável Augusto Castro (PSDB).

Nilo já comunicou ao deputado que o PSL marchará com Geraldo. Para alegria de Thiago.

Augusto Castro, aliás, está tiririca com a estratégia errática do ex-prefeito Fernando Gomes. Por causa de “Zé de Cuma”, o ex-prefeito Capitão Azevedo deixou o DEM e dificilmente apoiará o tucano, a quem chama de “traidor”, ou o próprio Fernando.

Azevedo deverá se filiar ao PTB. Legendas da base de apoio ao governador Rui Costa ofereceram espaço para Azevedo, mas ele teme deixar o campo de oposição. A amigos, “teoriza” que os votos não são dele, mas do campo da direita. Para aliados de Rui, Azevedo demonstra desconhecer o próprio potencial de votos.

FAVAS CONTADAS

marco wense1Marco Wense

 

A disputa, que promete ser acirrada, fica por conta da briga pela vice. O DEM com o forte argumento de que é o partido de ACM Neto e o PMDB com o tempo que dispõe no horário eleitoral.

Tenho dito aqui, toda vez que comento sobre o processo sucessório soteropolitano, que o apoio do PSDB à reeleição de ACM Neto tem como contrapartida o do DEM de Itabuna ao prefeiturável Augusto Castro.

O deputado tucano não faz mais arrodeios em relação a sua candidatura e, muito menos, a uma coligação com o Democratas, que considera como favas contadas.

Antes, quando questionado sobre sua pretensão, respondia com um acanhado “vamos ver”. Agora, sem nenhuma cerimônia e subterfúgios, diz que a candidatura é “irreversível”.

Aliás, o que se comenta nos bastidores é que ACM Neto não teria como negar um pedido da cúpula estadual do tucanato com o aval da executiva nacional.

Ficar do lado de Fernando Gomes e José Nilton Azevedo em detrimento do PSDB seria de uma ingenuidade imperdoável. E mais: o aborrecido fantasma da inelegibilidade vive atormentando os ex-alcaides. Sem falar que Castro ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenção de votos.

O problema é que Augusto pode levar o DEM e não ter o apoio de suas principais lideranças, já que é do conhecimento de todos que Fernando e Azevedo não gostam e não confiam no tucano.

O deputado-prefeiturável, na incontrolável ânsia de ficar na frente de Fernando e Azevedo nas pesquisas, continua dizendo que os ex-gestores estão inelegíveis, que são fichas sujas.

A presidente do diretório municipal do DEM, Maria Alice, chegou até a convocar uma reunião para discutir sobre a posição da legenda diante das maldades do tucano.

No tocante ao PMDB, presidido pelo advogado Pedro Arnaldo, e que tem o médico Renato Costa como uma espécie de conselheiro-mor, Augusto acha que o partido caminha para uma composição com o PSDB.

A inesperada declaração do engenheiro Fernando Vita, pré-candidato do peemedebismo à sucessão de Claudevane Leite, de que Fernando Gomes está “ultrapassado”, que não tem mais condições de governar Itabuna, deixou Augusto entusiasmado.

Para muitos tucanos, a confissão de Vita é a prova inconteste de que o PMDB está de olho na indicação do vice de Augusto Castro, dando um chega-pra-lá no ex-alcaide.

A declaração de Fernando Vita, considerado um aliado fiel e histórico, deixou os fernandistas estupefatos. Alguns lembraram até da famosa frase atribuída a Vita: “Sou macaco de auditório de Fernando”.

Lá por cima, lá na “capitá”, é dada como certa uma composição PSDB-DEM-PMDB, obviamente com o deputado Augusto Castro encabeçando a chapa majoritária.

A disputa, que promete ser acirrada, fica por conta da briga pela vice. O DEM com o forte argumento de que é o partido de ACM Neto e o PMDB com o tempo que dispõe no horário eleitoral.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

OS PRÉ-CANDIDATOS (OU PREFEITURÁVEIS)

marco wense1Marco Wense

 

Mais de 60% do eleitorado não pretende votar em candidatos que já administraram Itabuna, o que não deixa de ser uma preocupação para o trio Fernando Gomes, José Nilton Azevedo e Geraldo Simões.

 

 

Deve ter mais. Mas os que aparecem na mídia são 14 pré-candidatos à sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB), que desistiu da reeleição, portanto da disputa do segundo mandato.

Fernando Gomes (DEM) – Já foi prefeito de Itabuna por quatro vezes. Vai atrás do quinto mandato. Conhece as entranhas do jogo político. Tem um eleitorado cativo. Enfrenta dois problemas: uma possível inelegibilidade em decorrência da Lei da Ficha Limpa e um altíssimo índice de rejeição.

Augusto Castro (PSDB) – Deputado estadual pelo tucanato. Só sai candidato se Fernando Gomes abrir mão de sua pretensão ou se for impedido pela justiça. É tido como político habilidoso, que não mede esforços para alcançar seus objetivos. Sonha mais com o Parlamento Federal do que com a prefeitura de Itabuna.

Capitão Azevedo (DEM) – Derrotado na última sucessão, quando tentou se reeleger, o militar sabe que a preferência do demismo municipal, sob a batuta de Maria Alice Pereira, é por Fernando Gomes. Tem vontade de sair da legenda, mas falta coragem. A política não costuma perdoar os desprovidos de determinação, audácia e ousadia.

Geraldo Simões (PT) – Duas vezes chefe do Executivo. Não tem a simpatia da alta cúpula do petismo. Ou seja, do presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, do secretário de Relações Institucionais Josias Gomes e, obviamente, do governador Rui Costa. Outro obstáculo é ser de um partido que vive o seu pior momento. Recente pesquisa do Datafolha mostra que a associação entre o PT e a corrupção cresceu na percepção do eleitorado.

Antônio Mangabeira (PDT) – Pré-candidato pela primeira vez. É médico, bacharel em direito, administrador de empresas e estudante de engenharia civil e ambiental. É o novo da sucessão de 2016. O fato de ser mais administrador do que político agrada uma considerável fatia do eleitorado já saturada com a política e a politicagem. A existência de um vácuo político, ávido por mudanças e por um candidato sem vícios, pode eleger o pedetista. É a campanha que mais surpreende.

Roberto José (PSD) – Deve ter consciência de que dificilmente será o candidato do prefeito Vane. Vai terminar sendo o vice mais cortejado, seja por Davidson Magalhães ou por Geraldo Simões. O comandante-mor do seu partido, senador Otto Alencar, é defensor da estratégia de que o governismo só deve ter um candidato em Itabuna.

Davidson Magalhães (PCdoB) – Disputa com Geraldo Simões a condição de candidato do governador Rui Costa. O problema maior, o grande entrave da sua pré-candidatura é a ligação e a co-responsabilidade com um governo que tem 85% de desaprovação. Não pontuou bem na última pesquisa de intenção de votos realizada pelo instituto Babesp.

Confira a íntegra do artigo clicando no link :: LEIA MAIS »

O AZARÃO MANGABEIRA

O médico e pré-candidato Antônio Mangabeira.

O médico e pré-candidato Antônio Mangabeira.

Assinada pelo jornalista Jairo Costa Júnior, a Coluna Satélite, do Correio, chama atenção para a pré-candidatura do médico Antônio Mangabeira (PDT) em Itabuna. Diz que o pedetista “entrou no radar de estrategistas políticos da base governista e da oposição”.

Jairo Costa Júnior observa que a atenção à pré-candidatura de Mangabeira “faz sentido”. E observa o seguinte: “No histórico da cidade, é comum a vitória de candidatos que correm por fora do páreo principal. Casos de Geraldo Simões (PT) em 1992, Capitão Azevedo (DEM) em 2008 e Claudevane Leite (PRB), o Vane da Renascer, em 2012. Todos os três largaram nas últimas posições e conseguiram a liderança na reta final de campanha”.

Por fim, a coluna põe Mangabeira na condição de “ameaça aos planos de Geraldo Simões e dos deputados Augusto Castro (PSDB) e Davidson Magalhães (PCdoB), os mais fortes na corrida”.

PT VERSUS PT

marco wense1Marco Wense

 

Já pensou se José Dirceu resolve externar suas opiniões em uma entrevista bombástica para a imprensa? Seria um Deus nos acuda. Rui Falcão seria o primeiro a condená-lo.

 

O governador Rui Costa acerta quando diz que “o PT não pode pressionar a presidente Dilma pelos jornais”. E mais razão ainda quando declara que não emite opiniões publicamente sobre “muitas coisas”, sob pena de causar instabilidade.

A alfinetada foi para Rui Falcão, presidente nacional da legenda, que andou cobrando de Dilma a demissão do ministro Joaquim Levy (Fazenda). O dirigente-mor do petismo é adepto do “Fora Levy”.

“É legítimo externar minhas opiniões”, rebate Rui Falcão. A presidente Dilma, lá da Suécia, sem esconder sua peculiar irritação, respondeu secamente: “Ele (Levy) não está saindo do governo. Ponto final”.

Pois é. Já pensou se José Dirceu resolve externar suas opiniões em uma entrevista bombástica para a imprensa? Seria um Deus nos acuda. Rui Falcão seria o primeiro a condená-lo. É bom torcer para que o ex-todo poderoso continue longe de um acordo de delação premiada.

Ao caro e estimado leitor do Diário Bahia e do conceituado blog Pimenta, confesso que fiquei curioso sobre essas “muitas coisas” do governador Rui Costa.

DUPLA COMEMORAÇÃO

Não foi só o antifernandismo que comemorou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito Fernando Gomes pela Justiça Federal. O tucanato também vibrou. O caminho está aberto para que o deputado Augusto Castro seja o candidato da coligação PSDB-DEM-PMDB-PPS na sucessão de Claudevane Leite.

O atento leitor indagaria: E José Azevedo? Para os augustianos é só uma questão de tempo para que o capitão seja laçado pela inelegibilidade, fazendo companhia ao seu criador.

Então, tudo com bolinhas azuis para o tucano-prefeiturável? Não é bem assim. O próximo passo de Augusto é conquistar a confiança de Fernando e Azevedo. Os dois ex-alcaides têm declarado, em conversas reservadas, que não confiam no parlamentar.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DE REPENTE, ROBERTO JOSÉ

marco wense1Marco Wense

A estranheza é Roberto José ter mais do dobro de votos de Azevedo e quase três vezes mais do que Geraldo.

O Instituto Seculus andou divulgando uma pesquisa sobre a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB). A consulta teria sido contratada por um “empresário” de Itabuna.

Pela enquete pré-eleitoral, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) aparece na dianteira das intenções de voto. O ex-prefeito Fernando Gomes (DEM) ocupa a segunda posição.

A surpresa ficou por conta do secretário de Transporte e Trânsito Roberto José, sendo o terceiro da fila e bem na frente dos ex-prefeitos Geraldo Simões e do Capitão Azevedo.

A estranheza é Roberto José ter mais do dobro de votos de Azevedo e quase três vezes mais do que Geraldo. Vale ressaltar que na última pesquisa que tive acesso, o também presidente da FICC estava em situação desconfortável.

De repente, um vapt-vupt impressionante. O percentual do secretário é maior do que a soma dos percentuais de Geraldo Simões (PT), Antônio Mangabeira (PDT), Leninha Duarte (PPS), Davidson Magalhães (PCdoB), Carlos Leahy (PSB), Coronel Santana (PTN), Alfredo Melo (PV) e Zem Costa (Psol).

A chamada “Guerra das Pesquisas” é inerente ao movediço e traiçoeiro mundo político. A divulgação de uma nova consulta com Roberto José na lanterninha é só uma questão de tempo, basta o PCdoB bancar a pesquisa.

Inquestionável e consensual é a posição de Augusto Castro. O tucano ocupa o primeiro lugar em todas as enquetes, sejam elas realizadas pelo governismo, pela oposição ou qualquer outro empresário.

Vem aí uma enxurrada de pesquisas. Até a véspera do dia da eleição, quem sabe 15, 20, 25 ou 30. A maioria manipulada, inconsistente e desprovida de credibilidade.

Prefiro o conselho da minha intuição política. A conversa com os meus botões, como diria o polêmico e inquieto jornalista Mino Carta, é mais confiável.

PS – Na dúvida, não tendo certeza que a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral, optei pelo prudente caminho de não revelar os percentuais (%) dos pré-candidatos.

CALMA, GENTE!

Que cada um defenda o pão de cada dia de maneira limpa, exercendo a função com ética e profissionalismo, sem precisar passar por cima de ninguém e, muito menos, pisotear. É assim que se procede.

É o conselho da modesta Coluna Wense para alguns jornalistas, repórteres e blogueiros de Itabuna. Tem espaço para todos. “Não vos agonies”, diria o advogado Adylson Machado, assíduo frequentador da saudosa Turma da Jaca.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AZEVEDO E O PMDB

marco wense1Marco Wense

 

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

 

Com invejável tempo no horário eleitoral, o PMDB, presidido por Pedro Arnaldo, se tornou a noiva mais cobiçada da sucessão municipal de 2016.

Essa cobiça é a prova inconteste de que o partido não tem pré-candidato a prefeito de Itabuna, que os nomes ventilados, como o do médico Sílvio Porto, Fernando Vita e Juvenal Maynart, são pretendentes a vice-prefeito.

Ora, se o PMDB tivesse realmente prefeiturável, como tem o PDT com Mangabeira e o PSB com Carlos Leahy, não haveria tanta investida sobre a legenda.

A última ofensiva, querendo ser candidato de cima para baixo, foi do capitão José Azevedo. Deu no que deu: voltou da capital sem ser atendido pelos irmãos Vieira Lima.

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

A dobradinha tucano-democrata está sendo construída pelo deputado federal Jutahy Júnior com o aval da cúpula estadual. A contrapartida é o apoio do PSDB à reeleição de ACM Neto para o Palácio Thomé de Souza.

O dilema do PMDB lembra o da mulher rica. O PMDB desconfia que o interessado esteja só de olho no horário eleitoral. A mulher rica no dinheiro.

MAYNART, O CONSELHEIRO-MOR

JuvenalMaynart CeplacQuando a pauta é a sucessão do prefeito Claudevane Leite, o ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima, gosta de ouvir o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart.

Geddel, que é o presidente estadual do PMDB, hoje aliado do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), quer o fiel escudeiro na frente das conversas sobre o processo sucessório.

Toda essa confiança em Juvenal é fruto da sua sinceridade quando trata do PMDB de Itabuna. Ou seja, que a legenda não dispõe de um nome com viabilidade eleitoral para disputar a eleição de 2016.

Maynart vem trabalhando para levar Roberto José para o PMDB. O secretário de Trânsito e Transporte encabeçaria a chapa majoritária em uma composição com o PSD e o PRB.

A iniciativa maynartiana, com o nítido objetivo de isolar o PCdoB, tem a simpatia dos irmãos Vieira Lima e, obviamente, do núcleo vanista, sob o comando de Oton Matos, controlador-geral do município.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ENXURRADA DE PRÉ-CANDIDATOS

marco wense1Marco Wense

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

Para facilitar e proporcionar ao eleitor-cidadão-contribuinte um melhor entendimento da sucessão do prefeito Claudevane Leite, vamos distribuir os postulantes em cinco grupos.

Essa didática arrumação, que pode ser alterada a qualquer momento, é o primeiro passo para esclarecer o cada vez mais turvado cenário político-eleitoral.

A indefinição do chefe do Executivo, que continua enigmático em relação ao segundo mandato, se disputa ou não a reeleição, deixa a neblina mais densa.

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

O engraçado é que o toma-lá-dá-cá só é vergonhoso, só é repugnante quando parte do eleitor para o candidato. Entre os senhores políticos é tudo normal, faz parte do jogo e da desenfreada luta pelo poder.

Deixando o alcaide de fora, vamos para os grupos: 1) Davidson Magalhães e Roberto José. 2) Fernando Gomes, Geraldo Simões e Azevedo. 3) Carlos Leahy, Antônio Mangabeira e Leninha Duarte. 4) Augusto Castro. 5) PSOL, PCB e o PSTU.

Grupo 1 – Representa os pré-candidatos do Centro Administrativo Firmino Alves. Davidson Magalhães, deputado federal pelo PCdoB, disputa com Roberto José, secretário de Transporte e Trânsito, o apoio de Vane. Uma composição entre eles é tida como improvável. A legenda do prefeito, o PRB, sob a batuta da Igreja Universal, já descartou qualquer possibilidade de apoiar o comunista. Tudo caminha para um inevitável e iminente racha, com a prefeitura virando um barril de pólvora.

Grupo 2 – São os ex-prefeitos querendo ser novamente prefeito. Fernando Gomes atrás do quinto mandato, Geraldo Simões do terceiro e Azevedo do segundo. Em comum o receio de que o discurso da mudança, de que é preciso renovar, possa provocar estragos nas suas pretensões políticas.

Grupo 3 – Leninha Duarte já ensaiou candidatura em outras eleições. O ex-presidente da CDL, Carlos Leahy, trabalhou no então governo Azevedo como secretário de Indústria e Comércio. Quem realmente protagoniza a verdadeira mudança é, sem dúvida, o médico Antônio Mangabeira (PDT).

Grupo 4 – Augusto Castro, até mesmo por ser deputado estadual pelo PSDB, é quem mais encarna o oposicionismo, principalmente ao PT e, por tabela, ao governo do Estado. Como o prefeito de Itabuna é aliado do governador Rui Costa, o tucano faz oposição ao governo municipal. Vale ressaltar que Fernando Gomes e Azevedo podem pertencer a este grupo.

Grupo 5 – São os prefeituráveis de legendas de pouca ou quase nenhuma representatividade no Congresso Nacional.

O traiçoeiro mundo da política pode trazer junções inimagináveis, como uma inusitada aproximação entre Fernando Gomes e Geraldo Simões ou, quem sabe, um civilizado pacto de não-agressão.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

“É BOATO”

O tucano Augusto Castro nega ter sido barrado no camarote da festa dos 105 anos de Itabuna. Ele diz ter ficado a distância segura do espaço e credita aos opositores o que classificou como “boato”.

A “barrada” no camarote ganhou ares de verdade desde o domingo à noite e não foi desmentida até então. “Suponho que a saudação do cantor (Lázaro) tenha incomodado certos políticos”, disse.

É cutucada – direta – nos cururus e em Roberto José, da Ficc.



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