WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba










setembro 2019
D S T Q Q S S
« ago    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

editorias






:: ‘Azevedo’

CHIADEIRA NA POLÍCIA ADMINISTRATIVA

É grande a insatisfação na polícia administrativa de Itabuna, também conhecida como guarda municipal. Segundo um relato enviado ao PIMENTA, aquele setor cobra providências enérgicas do prefeito Azevedo, mas o problema está exatamente na falta de pulso do gestor.

Entre os problemas, estaria a falta de aplicação integral de uma verba de R$ 750 mil recebida do Governo Federal em 2009 para modernizar a guarda. Parte do dinheiro foi empregada na compra de fardamento, disponibilizado para apenas 200 guardas, quando o contingente é de 250. Foram também adquiridos veículos, que os próprios guardas afirmam ser usados de maneira indevida (em passeios a Ilhéus e para fazer feira, por exemplo).

E por que o prefeito não faz nada? Responde um membro da corporação: “ele não pode fazer nada porque sua patente é inferior à do (deputado) Coronel Santana, que indicou o comandante da guarda”.

Tá explicado.

PIVÔ DE CONFLITOS

Quando passou pela diretoria de Planejamento da Secretaria Municipal da Saúde, Antônio Carlos Costa – também conhecido como “Antônio Carrero” – protagonizou arranca-rabos homéricos com o então secretário da pasta, o médico Antônio Vieira.

Costa acabou saindo da Saúde e teve passagem meteórica – e não menos conturbada – pela diretoria de Recursos Humanos da Câmara, nos últimos meses da gestão de Clovis Loiola na presidência do legislativo.

Após sair da Câmara, o destino seguinte do dinâmico Antônio Carlos Costa – ou Carrero – foi a diretoria administrativa do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, onde responde à enfermeira Gilnay Santana, presidente da Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna (Fasi) e irmã do deputado estadual Coronel Gilberto Santana, que a indicou para o cargo.

Segundo o blog Políticos do Sul da Bahia, assim como fez com o ex-chefe Antônio Vieira, Carrero também resolveu “bater de testa” com Gilnay e esta teria pedido sua cabeça, não ao prefeito Capitão Azevedo, mas à secretária deste, Joelma Reis, tida como a prefeita de fato de Itabuna e avalista do diretor administrativo do Hblem.

Conta o blog que a investida da irmã do deputado contra Carrero colocou Joelma Reis em rota de colisão com Gilnay Santana e, até o momento, a primeira estaria ganhando a parada.

Enquanto isso, o diretor segue com sua “carreira” de conflitos…

DRAGON – MEMORIOL

“JORGE SOLLA NÃO TEM CORAÇÃO”, DIZ AZEVEDO

Azevedo: Solla não tem coração.

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) decidiu centrar fogo no secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, a quem culpa pelos males na área de saúde pública em Itabuna. Na entrevista semanal que concede ao programa Alerta Total, da TV Cabrália, o prefeito dizia que o governo estadual não pode radicalizar e afirmou: – Jorge Solla não tem coração.

Azevedo justificava o motivo pelo qual o município ingressou com ação na Justiça Federal para retomar a gestão de R$ 80 milhões anuais das áreas de média e alta complexidade da saúde. Estes recursos deixaram de ser administrados pelo município devido a um rombo de R$ 27 milhões da gestão do ex-prefeito Fernando Gomes.

O prefeito dizia que o estado não pode punir o povo e o caminho encontrado foi a Justiça Federal. Sobre a intenção de desviar dinheiro da saúde para “irrigar” outras áreas, Azevedo diz que ele é quem manda no governo. “Ah, ficam dizendo que vão desviar. Tem que provar…”.

Escorregadio que nem quiabo, Azevedo evitou criticar diretamente o governador Jaques Wagner na questão da saúde, reservando a munição para o secretário estadual de Saúde.

AZEVEDO MANTÉM DESRESPEITO AOS CAMELÔS

Parahyba: "falam que vão entregar os boxes no dia 30. Só não se sabe de que mês e que ano".

Setenta e seis camelôs de Itabuna continuam à espera da conclusão dos boxes onde serão instalados no Centro Comercial. Mais de dois meses após a demolição do camelódromo da Avenida Amélia Amado, os trabalhadores continuam sem ter como exercer a atividade e enfrentando o risco de passar fome.

Segundo o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Itabuna (Avai), Antôno Carlos Parahyba, somente os camelôs cumpriram com sua parte no trato, ao deixar o antigo camelódromo. Já o governo mantém a mais rigorosa enrolação, tocando a obra do novo espaço a passos de tartaruga.

“Estão colocando praticamente uma telha por dia. Uma hora a desculpa é a chuva, em outra dizem que falta parafuso e por aí vai”, reclama Parahyba”.

Quando demoliu os boxes da Amélia Amado, o governo prometeu que a nova área seria inaugurada em um mês. ” Falam que a conclusão será no dia 30, só não se sabe de que mês e que ano”, ironiza o presidente da Avai.

PT E DEM DISPUTAM ENTREGA DE APARTAMENTOS

Juçara diz que Azevedo tenta faturar politicamente com obras federais e estaduais

O governador Jaques Wagner estará em Itabuna na próxima quinta-feira, 8 para a cerimônia de entrega de apartamentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. As unidades, um total de 368, são do condomínio Residencial Vida Nova, situado no bairro Califórnia.

A entrega está marcada para as 9 horas da manhã e será disputada pela pré-candidata a prefeita pelo PT, bem como pelo prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM), que tentará a reeleição em 2012. Ambos estão mobilizados para faturar com o programa federal.

Neste fim de semana, o PT reuniu militantes em um encontro no escritório político do deputado federal Geraldo Simões em Itabuna e a presidente do diretório municipal do partido, Miralva Moitinho, aproveitou para convocar a militância para o evento com o governador.

Na mesma atividade, organizada pela Secretaria de Movimentos Populares do PT, Juçara Feitosa aproveitou para cutucar a administração Azevedo. “Ando nos bairros de Itabuna conversando com as pessoas, e todo mundo está reclamando do abandono e dafalta de atendimento nos postos de saúde, as poucas obras são todas com recursos do governo federal e estadual do PT”, disse a petista, apimentando a disputa.

PREOCUPAÇÃO

A presença frequente de uma viatura da Secretaria de Trânsito de Itabuna no bairro ilheense do Salobrinho levanta preocupações na Prefeitura de Ilhéus. Os mais temerosos já pensam que o prefeito do município vizinho utiliza alguma tática de ocupação do território, com vistas a uma futura apropriação. Evocam a rumorosa Batalha de Quiricós, quando Ilhéus e Itabuna enfrentaram uma ferrenha disputa em torno dos limites que as separam.

Fontes do Salobrinho dizem que não há conflito no front. A missão da viatura é mais prosaica, mas de estrito interesse do prefeito Capitão Azevedo, que é de Itabuna, porém com raízes e vínculos familiares  naquele bairro de Ilhéus…

Tá explicado.

ANUNCIAÇÕES

Da coluna Política, Gente, Poder (Diário Bahia):

MARIA ALICE, perdão, Dona Maria Alice, depois de ressentimentos, frustrações, decepções, queixas, mágoas acumuladas, vai dominando, domina o prefeito-governo Nilton Azevedo. Enfim, novamente Dona Maria Alice no município, na cidade, no país das mil maravilhas. Eis mulher, fêmea atrevida.

MARIA ALICE, perdão, Dona Maria Alice, já foi candidata a vice-prefeita há muitos anos passados na chapa de Fernando Vita (PMDB), como já foi candidata a vereadora. Ela (Dona Maria Alice) jamais conseguiu representatividade democrático-popular-urnas. Nesta direção, mulher, fêmea azarada.

SINAL DE ALERTA: A EMASA É A BOLA DA VEZ

Wenceslau Júnior | wenceslauvereador@gmail.com

Seria uma reaproximação com Fernando Gomes? Seria o fortalecimento de Maria Alice? Seria uma mudança de rumo nos serviços públicos? A resposta é não. Seria de fato a preparação para a sonhada privatização da Emasa.

A nomeação de Jorge Vasconcelos para o cargo de Superintendente da Agência Municipal de Regulação, Controle e Fiscalização dos Serviços Públicos do Município de Itabuna, nos remete a dois tipos de reflexão: a) ou o governo busca se modernizar para melhor controlar a qualidade e o preço dos serviços prestados no município ou b) o governo se prepara para privatizar a Emasa, menina dos olhos de grandes grupos capitalistas.

A Lei que criou a Agência Municipal de Regulação é a 1.806, de março de 2000, precedida da Lei 1.805, também de março de 2000, que regulamenta a prestação, fiscalização e controle dos serviços de saneamento básico de Itabuna.

Até a nomeação de Jorge Vasconcelos, embora existisse lei autorizadora, nenhum governante se ocupou de nomear o seu presidente e montar a estrutura administrativa para o seu funcionamento. A Lei prevê 5 cargos comissionados e 17 efetivos.

Não costumo fazer pré-julgamentos ou ser preconceituoso nos meus posicionamentos políticos, mas se tivesse que “chutar” ficaria com a segunda opção, vez que o comportamento do atual gestor em relação à qualidade e preços dos serviços públicos apontam para outro caminho.

Lembramos o grande embate político em torno do arrocho fiscal que caiu como um raio na cabeça dos empresários. Também lembramos que o município desembolsa uma grande fortuna mensalmente pelo pagamento dos péssimos serviços de limpeza pública. Sem esquecer a taxa de esgoto cobrada a quase todos os itabunenses, mesmo com um índice de 0% de tratamento, sem falar na tentativa de ampliar a antiga TIP, hoje CIP (Iluminação pública), que é cobrada na conta de energia (ou pagamos ou ficamos no escuro). Não poderia apostar em outra intenção.

A Lei Federal 11.445/2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico é bastante clara a estabelecer parâmetros que devem ser seguidos pelos prestadores desses serviços, sejam eles públicos, privados ou de economia mista.

Mas seria impossível privatizar a Emasa sem a existência de uma Agência Reguladora em funcionamento; sem um Plano Municipal de Saneamento Básico e sem a existência de um Conselho que assegure a participação dos usuários nas decisões.

Talvez seja a chave do enigma que os mais antenados procuram entender. Seria uma reaproximação com Fernando Gomes? Seria o fortalecimento de Maria Alice? Seria uma mudança de rumo nos serviços públicos? A resposta é não. Seria de fato a preparação para a sonhada privatização da Emasa.

Dizem que o Projeto de Lei está pronto, mas por uma questão de conveniência política (não desgastar mais ainda o prefeito nas vésperas da disputa) só será encaminhado à Câmara após o pleito de 2012, mais precisamente em meados de outubro de 2012, para ser votado por 13 ao invés de 21 vereadores.

Desafio o atual prefeito a se posicionar publicamente sobre o assunto e alerto aos usuários, vamos manter os olhos bem abertos e nos prepararmos para uma grande batalha política.

Wenceslau Júnior é advogado, professor e vereador pelo PCdoB em Itabuna.

POUCO CASO

Quem compareceu ao estádio Luiz Viana Filho na manhã deste domingo, para prestigiar a final do Interbairros, ficou com a impressão de que a Secretaria de Esportes, organizadora do torneio, está completamente desprestigiada.

Primeiro, não havia nenhum secretário municipal no estádio, à exceção, obviamente, do anfitrião Alcântara Pelegrine. Segundo, porque o prefeito José Nilton Azevedo fez somente uma rápida aparição no evento e sumiu sem deixar vestígios.

Segundo se apurou no local, o prefeito teve que sair para fazer seu famoso tour pelos supermercados da cidade…

REAÇÃO DERRUBA “SUPER-CIP” EM ITABUNA

O itabunense está livre, pelo menos por enquanto, de uma forte tungada que o prefeito José Nilton Azevedo pretendia dar no bolso do contribuinte, com o aumento da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) em inacreditáveis 1.900%.

Nesta terça-feira, 22, o vereador Ricardo Bacelar (PSC) abriu a sessão das Comissões Técnicas com a leitura de um ofício no qual o Executivo pedia a devolução da proposta, com o objetivo de promover “adequações”. Alegando que o Regimento Interno não amparava o pedido, o vereador simplesmente arquivou a matéria.

Além de críticas da imprensa e entidades, o projeto enfrentava resistência dos próprios vereadores, mais preocupados com a própria imagem nesse período em que as eleições se aproximam. A expectativa é de que o presidente da Câmara, Ruy Machado (PRP) confirme o arquivamento do projeto na sessão plenária desta quarta, 23.

ENTREVISTA COM GERALDO SIMÕES

Geraldo: "pensamos mais em Ilhéus do que propriamente no prefeito"

Geraldo Simões em entrevista ao jornal Agora:

Sobre o governo Azevedo – “Eu fico com a opinião do povo de Itabuna. A avaliação é de que a administração não está bem, com uma rejeição acima de 60%, e a população está certa na avaliação dela porque não há um bom exemplo de administração em nenhum setor. Saúde é um desastre, está um caos; educação é um feijãozinho com arroz; políticas públicas não têm mais; Sítio do Menor acabou, não tem pol[itica para a criança e o adolescente. Então, me digam o que é que tem de bom nesse governo. E é um governo com experiência porque é continuação do outro governo! O prefeito era secretário do governo passado. Itabuna só tem infraestrutura no centro da cidade. Na periferia, está tudo por fazer”.

Sobre o governo Newton Lima – “Essa decisão de trazer Newton para o PT foi uma prova de maturidade do partido em Ilhéus. Essa nossa decisão foi melhor para Ilhéus do que para o PT. Não poderíamos deixar uma cidade como Ilhéus, que está recebendo tanto investimento, com um vazio administrativo. Então, o que fizemos? Filiamos o prefeito Newton, assumimos diversas secretarias no governo e vamos tocar o projeto administrativo até 31 de dezembro do ano que vem. Como a população de Ilhéus estava muito insatisfeita com a gestão do município, nós pensamos mais em Ilhéus do que propriamente no prefeito. Agora, é hora de trabalhar, de recuperar a cidade. O PT vai ter candidato a prefeito, vai apresentar um nome para o povo ilheense avaliar”.

A NOVELA DA PLENA

O patético “abraço” ao prédio da Justiça Federal em Itabuna muito pouco ajudará o prefeito Azevedo em sua intenção de retomar o controle da gestão plena da saúde.

Tramita naquela seção da justiça uma ação do município, pleiteando o retorno da plena, mas nos bastidores há quase um consenso de que Itabuna não terá de volta esse controle tão cedo. Pelo menos não até as próximas eleições…

SEGUNDO JUTAHY, RUMOS DO PSDB EM ITABUNA SERÃO DETERMINADOS POR AUGUSTO CASTRO

Jutahy diz que a estratégia é fortalecer o candidato mais forte no campo da oposição ao PT

Homem forte do PSDB baiano, o deputado federal Jutahy  Magalhães Júnior entrou em contato com o PIMENTA e praticamente desautorizou o presidente do diretório do partido em Itabuna, José Adervan.

Segundo Jutahy, a estratégia tucana para a sucessão municipal exigirá a opção por candidatos competitivos no campo da oposição ao PT. “Nossa estratégia será fortalecer a candidatura mais viável, não adianta ir para a disputa apenas para marcar posição”, salientou o deputado, reforçando que o escolhido deverá ter “competitividade e força para ganhar”.

O recado é direto para o presidente do diretório municipal, José Adervan, que defende a candidatura do arquiteto Ronald Kalid. Reconhecido pela excelente reputação, o arquiteto é, no entanto, um nome considerado inexpressivo do ponto de vista eleitoral.

Ainda de acordo com Jutahy Júnior, o deputado Augustro Castro deverá conduzir o processo sucessório em Itabuna. Jutahy justificou que o fato de ter sido o tucano mais votado em Itabuna para a Assembleia Legislativa confere esse direito ao parlamentar. Castro trabalha pelo apoio do PSDB à reeleição do prefeito Capitão Azevedo (DEM).

Questionado sobre a diverência entre Augusto Castro e o diretório municipal, Jutahy Júnior afirmou: “existe uma norma (do diretório) estadual e eu não acredito que o diretório municipal vá de encontro”.

PARA VANE, AUMENTO DE 1.900% DA CIP É “DELÍRIO MENTAL” DO GOVERNO AZEVEDO

O vereador Claudevane Leite (PRB) chamou de “delírio mental” a proposta do prefeito Capitão Azevedo (DEM) de aumentar a Contribuição Sobre Serviço de Iluminação Pública (CIP) em 1.900% para quem consome de faixa de 201 a 1.000 kw/h por mês de energia elétrica. “Já temos a coleta de lixo mais cara do Brasil, agora também será a CIP”, acrescenta.

Vane considera a proposta absurda e onerosa para o consumidor. Caso a proposta passe na Câmara de Vereadores, a tarifa de energia elétrica para quem consome 201 kw/h por mês saltará dos atuais R$ 120,00 para R$ 220,00. “Isso só pode ser delírio mental de quem mandou o projeto para a Câmara. Ou foi erro de digitação”, ironiza.

CÓDIGO TRIBUTÁRIO

O vereador afirma que espera da Câmara resistência à proposta do governo em aumentar em 1.900% a CIP. Neste ano, aponta o vereador, o governo teve de recuar em relação ao Código Tributário votado no ano passado, quando enviou ao legislativo proposta com 37 modificações. “Estas alterações foram aprovadas pela Câmara, por unanimidade, porque corrigiam distorções que prejudicavam o contribuinte”.

Apesar de corrigir distorções do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS), o governo municipal inseriu entre as modificações a proposta de aumento de 1.900% para a CIP. Essa emenda ficou para ser analisada e votada na Casa. Ainda segundo Vane, os vereadores ainda vão discutir a proposta de Lei Orçamentária para 2012.

GERALDO DIZ QUE AZEVEDO AUMENTA IMPOSTO MAS NINGUÉM SABE PARA ONDE VAI O DINHEIRO

Geraldo: Azevedo só pensa em aumentar impostos.

A proposta do prefeito Capitão Azevedo (DEM) de aumentar em 1.900% o valor da CIP, antiga taxa de iluminação, foi considerada absurda pelo deputado federal Geraldo Simões (PT).

Caso a proposta passe na Câmara, quem consome entre 201 e 1.000 kw/h, por mês, pagará R$ 100,00 só de CIP (Contribuição Sobre Serviço de Iluminação Pública). Quem consome 201 kw/h por mês, paga hoje, na média, R$ 5,00 de CIP.

– O prefeito aumenta os impostos, mas ninguém sabe para onde vai o dinheiro, porque as obras e programas sociais em Itabuna só têm recursos do Governo Federal e do Governo do Estado. Para onde está indo o dinheiro da prefeitura? – questiona.

Geraldo diz que “o prefeito só pensa em aumentar e arrecadar impostos, mas não realiza investimentos na cidade com recursos próprios”.

O deputado federal lembra que, no início do ano, Azevedo já havia aumentado as taxas de Imposto Sobre Serviços (ISS) e mais que triplicado o valor cobrado pela concessão de alvarás e taxas de funcionamento, “inibindo a instalação de novas empresas e criação de empregos”, observa.

– A cidade só é noticia em temas negativos como mortalidade infantil, violência contra jovens e incidência de dengue. A prefeitura não tem programas sociais próprios que tirem as crianças e adolescentes das ruas. A gente não vê uma obra com dinheiro do município. E o prefeito ainda não assume nada, a culpa é sempre dos outros, enquanto a população sofre com o descaso e o abandono.

Leia também
MANOBRA DE AZEVEDO AUMENTA
TAXA DE ILUMINAÇÃO EM 1.900%

GOVERNOS INVESTEM R$ 16 MILHÕES EM BAIRROS

Os governos federal e municipal iniciam nesta semana a segunda etapa das obras de infraestrutura, urbanização e habitação dos bairros Maria Pinheiro e Daniel Gomes, em Itabuna. Os investimentos somam R$ 16 milhões, dos quais R$ 1,2 milhão em contrapartida do município. O prazo de execução das obras, segundo a prefeitura, é de 12 meses.

Por meio do Ministério das Cidades e recursos liberados pela Caixa Econômica Federal, são construídas 280 moradias na região, uma das mais pobres de Itabuna. O prefeito Capitão Azevedo diz que as obras representam “efetiva melhoria da qualidade de vida” para as duas comunidades.

PASSEIO EM BROGODÓ

O já bagunçado centro de Itabuna teve um elemento a mais para ajudar na “organização” nesta manhã chuvosa de sábado. Em meio aos carros e motos, juntaram-se cavalos, burros e até bois de montaria, num desfile arranjado para divulgar a Exposição Agropecuária e Feira de Negócios (Expofenita).

Teve motorista que chiou, mas quem participava da coisa curtiu muito o passeio, que até parecia uma prévia das caminhadas dos tempos de eleição, porém com bípedes e quadrúpedes.

Um dos que estavam “abrindo a picada” pela Cinquentenário era ninguém menos que o prefeito de Brogodó (ops, de Itabuna), Capitão Azevedo, montado num cavalo cabisbaixo e meio triste. Seria o peso do cavaleiro?

AS COLIGAÇÕES E OS PREFEITURÁVEIS

Marco Wense

A esperança de Azevedo e de Geraldo é o mandonismo que impera na cúpula estadual das legendas.

Se os diretórios municipais tivessem autonomia para decidir sobre coligações e candidatos, os partidos seriam classificados em dois blocos: o de apoio ao prefeito de plantão e o de oposição.

Não é assim. Os blocos são formados por legendas governistas e oposicionistas em relação ao governo estadual. A vontade tupiniquim é triturada pela cúpula dos partidos.

Os senhores dirigentes partidários ficam aborrecidos, tiriricas da vida, com os comentários de que eles não decidem nada. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

As coligações interioranas, independente do tamanho e da importância do município, estão hierarquicamente subordinadas aos interesses das lideranças que controlam as legendas.

A manchete do jornal Agora, do último fim de semana – “Azevedo rompe com o PP e adota o PTB como aliado” –, é a prova inconteste de que o comando estadual dos partidos vai interferir na eleição de 2012.

A orientação, ou melhor, a ordem de rompimento partiu da cúpula do DEM. O PP, que tem como secretário-geral Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus, integra a base aliada do governo Wagner (PT).

Neste quesito, quando os interesses lá de cima estão sendo contrariados, todos os partidos são iguais. São farinhas do mesmo saco ou bananas do mesmo cacho.

O prefeito José Nilton Azevedo, por exemplo, ainda acredita em uma coligação do DEM com o PMDB de Renato Costa e dos prefeituráveis João Xavier, Leninha Duarte, Juvenal Maynart e Ruy Correa.

Capitão Azevedo (DEM)

A esperança do chefe do Executivo, eleito pelo DEM, depois de derrotar a petista Juçara Feitosa com uma frente de mais de 12 mil votos, tem consistência. Não pode ser menosprezada.

O apoio do DEM ao radialista Mário Kertész na sucessão de Salvador, com o deputado ACM Neto desistindo da pré-candidatura, pode jogar o PMDB de Itabuna no colo do prefeito Azevedo.

Saltam aos olhos – e não precisam ser tão grandes como os da coruja – que entre uma candidatura própria do PMDB e a conquista do Palácio Thomé de Souza, os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima ficam com a segunda opção.

Esse mandonismo da cúpula estadual pode também beneficiar o PT, já que o deputado Geraldo Simões aposta em uma coligação com o PSB, PDT, PCdoB, PV, PRB e PP em torno da ex-primeira dama Juçara Feitosa.

Os democratas, tendo na linha de frente a incansável Maria Alice, que preside o DEM de Itabuna, sonham com uma composição com o PSDB, PR, PTB, PPS, PTN e PMDB.

Uma coisa é certa: sem mostrar qualquer perspectiva de vitória, nenhum prefeiturável, seja do bloco governista ou de oposição ao governo Wagner, será candidato na eleição de 2012.

As exceções ficam por conta de quem não tem nada a perder no processo sucessório: os radicais candidatos do PSTU e do PSOL com suas metralhadoras giratórias.

CASTRO VERSUS ADERVAN

O deputado estadual do PSDB, Augusto Castro, além de cometer uma ingratidão inominável com José Adervan, compra uma briga desnecessária com o presidente do diretório municipal.

Adervan defende candidatura própria com o arquiteto Ronald Kalid. O parlamentar quer o apoio da legenda para a reeleição do prefeito José Nilton Azevedo (DEM).

Augusto sabe que o caminho natural do PSDB de Itabuna é não ter candidato próprio. Não precisa lançar mão da pirraça para agradar o prefeito de plantão.

Vale lembrar que Castro, quando lançou sua candidatura à Assembleia Legislativa, teve as páginas do Jornal Agora como uma espécie de cabo eleitoral sofisticado e não-remunerado da sua campanha.

Dois bicudos não se beijam, mas se bicam. O coitado do tucano, símbolo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), vai terminar todo depenado.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AINDA A POLÊMICA

Ouvido pelo  PIMENTA, o advogado Ademir Ismerim, considerado um nome de peso no direito eleitoral, sustentou o entendimento de que o prefeito de Itabuna poderá ser candidato à reeleição em 2012.

Ismerim diz que, se o vice assume o posto do prefeito em função, por exemplo, de uma viagem, desde que isso não ocorra nos seis meses anteriores ao pleito, a eleição desse mesmo vice para o período imediatamente posterior não é considerada reeleição. Ele observa que este é o caso de Azevedo.

Mas por que então foi suprimida a expressão “nos seis meses anteriores ao pleito”, do artigo 14, parágrafo 5º da Constituição, dando a entender que a inelegibilidade atingiria o vice que viesse a substituir o titular a qualquer tempo?

Ismerim argumenta que a interpretação aí se dá “por analogia” e diz que o entendimento correto, a seu ver, é o de que o vice só fica prejudicado se ocupar a chefia do executivo por força de decisão judicial ou, nos seis meses anteriores ao pleito, seja qual for o motivo.

Está aí uma questão que tem gerado grande controvérsia…






WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia