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:: ‘Azevedo’

AINDA A POLÊMICA

Ouvido pelo  PIMENTA, o advogado Ademir Ismerim, considerado um nome de peso no direito eleitoral, sustentou o entendimento de que o prefeito de Itabuna poderá ser candidato à reeleição em 2012.

Ismerim diz que, se o vice assume o posto do prefeito em função, por exemplo, de uma viagem, desde que isso não ocorra nos seis meses anteriores ao pleito, a eleição desse mesmo vice para o período imediatamente posterior não é considerada reeleição. Ele observa que este é o caso de Azevedo.

Mas por que então foi suprimida a expressão “nos seis meses anteriores ao pleito”, do artigo 14, parágrafo 5º da Constituição, dando a entender que a inelegibilidade atingiria o vice que viesse a substituir o titular a qualquer tempo?

Ismerim argumenta que a interpretação aí se dá “por analogia” e diz que o entendimento correto, a seu ver, é o de que o vice só fica prejudicado se ocupar a chefia do executivo por força de decisão judicial ou, nos seis meses anteriores ao pleito, seja qual for o motivo.

Está aí uma questão que tem gerado grande controvérsia…

AZEVEDO RECEBE MAIS QUE PREFEITOS DE 19 CAPITAIS BRASILEIRAS

Azevedo entre os mais bem-pagos do país.

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), está entre os gestores municipais mais bem pagos do país, conforme um ranking elaborado pelo portal UOL. O mandatário itabunense recebe R$ 18,1 mil por mês (mais de 33 salários mínimos), enquanto o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), recebe R$ 13.299,00.

O dono do melhor “faz-me-rir” é o prefeito Luciano Ducci, de Curitiba, uma das capitais mais ricas e planejadas do país: R$ 26.700,00. O salário de Azevedo foi aprovado pelos vereadores logo após a eleição municipal, em outubro de 2008. Azevedo só não tem salário maior do que oito dos 26 prefeitos de capitais brasileiras. Mas ganha quase o dobro de João Henrique (PP), de Salvador (18 mil ante R$ 10 mil).

Curitiba Luciano Ducci (PSB) R$ 26.700
São Luís João Castelo (PSDB) R$ 25 mil
Maceió Cícero Almeida (PP) R$ 21 mil
São Paulo Gilberto Kassab (PSD) R$ 20.042
Macapá Roberto Góes (DEM) R$ 19.294
Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) R$ 19.080
Palmas Raul Filho (sem partido) R$ 19.040
João Pessoa Luciano Agra (PSB) R$ 18 mil
Manaus Amazonino Mendes (PTB) R$ 18 mil
10º Aracaju Edvaldo Nogueira (PCdoB) R$ 17.100
11º Boa Vista Iradilson Sampaio (PSB) R$ 17 mil
12º Porto Velho Roberto Sobrinho (PT) R$ 16.510
13º Goiânia Paulo Garcia (PT) R$ 16.099
14º Belém Duciomar Costa (PTB) R$ 15.976
15º Campo Grande Nelson Trad Filho (PMDB) R$ 15.582
16º Porto Alegre José Fortunati (PDT) R$ 15.503
17º Florianópolis Dário Berger (PMDB) R$ 15.484
18º Rio Branco Raimundo Angelim (PT) R$ 15.474
19º Fortaleza Luizianne Lins (PT) R$ 15.414
20º Vitória João Carlos Coser (PT) R$ 14.760
21º Recife João da Costa (PT) R$ 14.635
22º Cuiabá Chico Galindo (PTB) R$ 14.326
23º Natal Micarla de Sousa (PV) R$ 14 mil
24º Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) R$ 13.299
25º Teresina Elmano Férrer (PTB) R$ 12.193
26º Salvador João Henrique Carneiro (PP) R$ 10.400

A SITUAÇÃO DE AZEVEDO

Há quem entenda que o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, não poderia ser candidato em 2012 porque já teria sido reeleito. É que, para a justiça eleitoral,o vice que assume o lugar do titular, ainda que temporariamente, exerce o mandato e, em caso de eleição para o período subsequente, esta seria tratada como uma reeleição.

Azevedo foi vice de Fernando Gomes de 2005 a 2008 e, em alguns momentos, substituiu o primeiro mandatário. Isso o deixaria inelegível em 2012? Dois advogados ouvidos pelo jornalista Levi Vasconcelos afirmam, para alívio do prefeito, que sua situação eleitoral é tranquila.

De acordo com Ademir Ismerin, o TSE já firmou jurisprudência sobre a questão. Azevedo somente ficaria inelegível se tivesse assumido o lugar de FG nos seis meses anteriores ao pleito de 2008. O outro advogado consultado pelo jornalista de A Tarde, o itabunense Allah Góes, disse que “como Azevedo não assumiu nos seis meses que antecedram a eleição, nada impede que ele dispute o pleito em 2012.

MOACIR SMITH E PTB COM AZEVEDO

Moacir (de óculos) à direita na foto e atrás do Capitão Azevedo: mudanças (Foto Vinicius Borges).

O técnico agrícola Moacir Smith Lima foi dos mais fiéis aliados do ex-prefeito e deputado federal Geraldo Simões nos últimos dez anos, período em que ocupou secretaria de Governo (2001-2004), coordenou campanhas eleitorais de GS e da esposa do deputado e, ainda, presidiu o Instituto Biofábrica de Cacau. Por último, assumiu o cargo de diretor-administrativo da Câmara de Vereadores de Itabuna, ainda sob as bênçãos de GS.

Neste final de semana, surpreendeu a imagem de Moacir posando para fotos ao lado do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM).

O PTB, presidido por Moacir, definiu apoio ao prefeito e adversário do deputado e, de lambuja, filiou o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Alencar, que deixou o PP e encontrou nova casa. O arranjo feito pelo presidente da Câmara, Ruy Machado (PRP), ainda garante tranquilidade e votos a Azevedo para aprovar o que quiser na Câmara.

Azevedo aniquilou o que restava de oposição no legislativo e – ao que deixa transparecer a foto oficial – ainda fisgou um dos mais fiéis geraldistas da última década. Vai “tratorando” rumo a 2012, tendo como aliado nesta hora um vereador que coleciona pequenos partidos para negociá-los caro em 2012.

CUMA DIZ QUE AZEVEDO NÃO MANDA

Ex-prefeito diz que Azevedo não manda

O ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes, o “Cuma”, fez uma crítica à forma como o Capitão Azevedo se comporta no governo itabunense. Para o antigo gestor do município, Azevedo, que foi seu vice de 2005 a 2008, “não manda” e por esse motivo “não pode governar”.

A observação foi feita pelo político em Vitória da Conquista, numa entrevista ao Blog do Anderson. No bate-papo com o blogueiro conquistense, “Cuma” disse ainda que tem “inimigos gratuitos” em Itabuna e que estes seriam responsáveis por um recente boato de que o velho político havia falecido.

Há dois anos, o ex-prefeito mora e mantém negócios em Conquista.

POLITICAGEM DESCARADA

Manuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição.

Como se o passado não existisse, hoje a pauta dos blogs, jornais, rádios e esquinas da vida é a aliança dos ex-prefeitos de Itabuna, Fernando Gomes e Geraldo Simões. Não me interessa quem procurou quem, quem está tentando fazer essa aliança, ou coisa parecida. Eu só gostaria de acreditar na existência de uma finalidade digna para esse fato, mas não consigo.

Geraldo não quer arriscar, e prefere empurrar Juçara. Sabendo o quanto é difícil, vai fazer todas as alianças que puder. Já Fernando, que concedeu entrevistas a diversos veículos tempos atrás afirmando que estava encerrando sua carreira, agora ensaia voltar, tramando uma aliança com o seu maior inimigo político. Sinceramente, é preciso respirar fundo para ler esse tipo de notícia, ou escutar esse tipo de conversa.

Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição. O homem que conquistou a periferia com seus pulinhos na época da campanha, de casa em casa, fechou os olhos para o Centro da cidade e está reconstruindo bairros mais humildes. Não é o modelo de gestão mais adequado, mas é o que reelege. Nós sabemos disso, e eles também.

O que mais me incomoda é que, com essa aliança contra o capitão, os demais possíveis nomes vão ficando ao vento, se perdendo no tempo. A turma do PCdoB já não está mais tão coesa, Vane do Renascer sumiu da mídia, Leninha Alcântara não sabe para que lado vai, Roberto Minas Aço não emplaca etc. Perdoem-me se esqueci alguém já cotado para as eleições de 2012, mas a realidade é essa: os nomes vão surgindo e sendo engolidos por essa politicagem descarada…

Manuela Berbert é jornalista e articulista da Contudo.

A CORRUPÇÃO NO GOVERNO AZEVEDO

O deputado federal e ex-prefeito Geraldo Simões está reunido com correligionários no Hotel Tarik, na Beira-Rio, e tá batendo com gosto na gestão do Capitão Azevedo.

Certo é que o deputado tem em mãos um dossiê dos porões do governo democrata e, sem pestanejar, afirma que este é o governo mais corrupto da história de Itabuna. Para ele, perto de Azevedo, Fernando Gomes tende a virar santo neste quesito.

E ROBERTO “FICOU”

Um linguarudo de plantão conta que o vereador itabunense Roberto de Souza andava impaciente com as negociações para ancorar de vez no porto governista. No meio das tratativas, ameaçava desistir, por achar inexpressivos os cargos que lhe eram oferecidos.

Segundo a fonte dessa história, Azevedo, para segurar o vereador, dizia sempre: “fique, Roberto, fique!”.

Foi nessa que Roberto ouviu o verbo, mas entendeu o cargo. E acabou indicando a esposa, Sandra de Souza, para a presidência da FICC (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania).

A mulher ficou na FICC e o vereador ficou na base…

AZEVEDO GASTA EM MULTAS E JUROS O QUE PODERIA INVESTIR EM OBRAS

Fábio Lima pede instauração de inquérito civil público contra prefeito de Itabuna

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, vive se queixando da falta de recursos para administrar a cidade. Mas isso não faz com que a gestão municipal distribua com racionalidade os seus parcos recursos…

O problema aqui não está apenas no inchaço da folha com apadrinhados políticos, licitações superfaturadas e utilização de recursos públicos para fins privados (como no famoso desvio de materiais de construção do canteiro de obras da Prefeitura para uma construção particular na Ponta da Tulha).

Além de todas essas situações, chama atenção que o município tenha gastado, desde 2009, o valor de R$ 2.885.603,42 com o pagamento de juros e multas, o que decorre exclusivamente da inadimplência do governo. Bastaria honrar seus compromissos em dia para não ter que torrar essa fortuna de uma maneira absurda.

A derrama de dinheiro público levou o assessor parlamentar Fábio Carvalho Lima a oferecer representação contra o prefeito ao Ministério Público. No documento, Lima relaciona decisões anteriores do Tribunal de Contas dos Municípios, que condenam gestores por exorbitar no pagamento de juros e multas.

Em um Termo de Ocorrência, o conselheiro Paolo Marconi classificou a despesa decorrente da impontualidade como “prática danosa, que expõe a falta de planejamento administrativo e financeiro, e desacredita o ente público perante a comunidade, podendo inclusive configurar delito tipificado na legislação penal”.

Lima estranha a ausência de recursos para áreas essenciais, quando se gasta quantias significativas com juros e multas. “Dinheiro para pagar quase R$ 3 milhões de juros e multas ao INSS a Prefeitura tem, mas para manter os serviços de saúde pública, não”, observa.

Na representação, o assessor parlamentar sugere a instauração de inquérito civil público e apuração dos fatos nas esferas administrativa, civil e criminal.

AZEVEDO “PERIGA” NÃO SER CANDIDATO

O chamego entre os ex-prefeitos Fernando Gomes (sem partido) e Geraldo Simões (PT) está longe de ser a maior das preocupações do atual chefe do executivo itabunense, Capitão Azevedo (DEM).

Revela o site Cia da Notícia que o prefeito contratou um poderoso escritório de advocacia, com especialidade na área eleitoral, e a intenção é obter um parecer acerca da possibilidade de uma candidatura à reeleição.

O prefeito estaria com suas pretensões políticas sob ameaça por ter ocupado várias vezes a cadeira do titular quando foi vice de Fernando Gomes (2005-2008). De acordo com a Resolução 23 048, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as substituições configurariam exercício de mandato e permitiriam apenas uma eleição para período subsequente.

Para o Cia, “caso surja um impedimento jurídico (para Azevedo), dentro do DEM tá assim de gavião para dar uma rapinada no direito de lançar candidato a prefeito de Itabuna”.

FICC TERÁ NOVO PRESIDENTE

Encontra-se na mesa do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, o pedido de exoneração do poeta Cyro de Mattos da presidência da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). Segundo informações obtidas pelo PIMENTA, o autor de “Vinte Poemas do Rio” alegou motivos de saúde para pedir o boné.

Azevedo ainda não se manifestou sobre o pedido, mas é liquido e certo que aceitará sem resistência e até com alívio. O cargo de presidente da Ficc será preenchido por indicação do vereador Roberto de Souza (PR), o mais novo aliado do governo municipal.

QUER SER PADRINHO

O prefeito de Itabuna achou um jeito de ficar um passo à frente da turma que faz de tudo para assumir a paternidade da Universidade Federal do Sul da Bahia. Na sessão especial que discutiu o assunto na manhã desta segunda-feira, 15, no auditório da FTC, um assessor da Secretaria da Educação transmitiu a seguinte mensagem de Azevedo: “se a reitoria da universidade vier para Itabuna, a Prefeitura dará o terreno do campus”.

Dizem que o prefeito raciocinou que, como não pode se arvorar de pai da criança, haja vista não ter sequer chegado perto do “quarto” em que ela foi concebida, Azevedo quer pelo menos ver se vira padrinho do rebento.

“Bem, o berço ele já ofereceu”, afirma um empolgado ajudante de ordens do capitão.

DRAGON – SURPRESA…

SE NÃO É PRA CUMPRIR, PRA QUE PROMETE?

Graças ao prefeito de Itabuna, Sr. José Nilton Azevedo, crianças e adolescentes que participam de um torneio de futebol em Itabuna já estão aprendendo que é difícil e perigoso acreditar em político.

No final de fevereiro, Azevedo expôs sua figura no Caic (Centro de Atenção Integral à Criança), onde é realizada a 17ª Copa Itabuna de Futebol de Base. Após entregar algumas bolas, o prefeito prometeu todo apoio à competição, comprometendo-se inclusive a doar toda a premiação aos participantes nas categorias pré-mirim (11 anos), mirim (12 a 13), infantil (14 a 15) e juvenil (16 a 17).

Feita a promessa, a frustração veio logo em seguida. O organizador da copa, José Roberto Santos, o Zuzi, afirma ter ido diversas vezes ao gabinete de Azevedo na Prefeitura, onde nunca conseguiu ser atendido. Na última ocasião, a secretária do prefeito avisou-lhe o que já era previsto: seria bem difícil conseguir a premiação.

Para não decepcionar os pequenos atletas, os pais é que tiveram de se virar, adquirindo as premiações para as categorias pré-mirim e mirim, cujas finais acontecem neste fim de semana. Já para as categorias infantil e juvenil, ainda não houve solução. “Como acreditei nas palavras do prefeito, deixei de procurar apoio em outros lugares”, afirma Zuzi, o enganado.

Com ações desse tipo, Azevedo é forte candidato a receber o troféu de prefeito bola-murcha.

 

BONITO ASSIM, SÓ NA PROPAGANDA…

Uma empresa de Feira de Santana foi contratada para reformular o site da prefeitura de Itabuna. A nova página, onde é destacado o azul do DEM e da campanha de Azevedo, também traz um link de apresentação da cidade onde o que chama a atenção são as fotos de uma frondosa fonte luminosa.

A fonte é aquela da campanha eleitoral, instalada na praça Camacan e retirada meses depois.

 

A SUCESSÃO MUNICIPAL

Marco Wense

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

As reações de Wenceslau Júnior, presidente do PCdoB de Itabuna, reafirmando candidatura própria na sucessão de 2012, têm provocado uma incontrolável euforia nos democratas (DEM).

Qualquer comentário de que o PCdoB não terá candidato, novamente apoiando o PT, é logo bombardeado pelos três prefeituráveis da legenda: Davidson Magalhães, Sena e Wenceslau.

Um racha na oposição, principalmente entre comunistas e petistas, é “a azeitona que faltava na empada do prefeito Azevedo”, costuma dizer um azevista de carteirinha.

Tem até correligionários com a opinião de que a reeleição de Azevedo depende mais da cisão oposicionista do que da realização de obras na periferia.

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

Com o PCdoB longe do PT, a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Geraldo Simões seria disputada por socialistas e pepistas.  O empresário Roberto Barbosa, que preside o PP local, é um fortíssimo vice-prefeiturável.

O PT de Geraldo Simões não quer nem ouvir falar do médico Edson Dantas e do vereador Ricardo Bacelar como opções do PSB para uma composição na chapa majoritária.

Não é à toa que Ruy Machado, presidente da Câmara de Vereadores, trabalha para levar o colega Gerson Nascimento para o Partido Socialista Brasileiro.

Ruy Machado sabe que a coligação do PSB com o PT é favas contadas. A senadora Lídice da Mata, mandatária-mor do PSB, já decidiu que o partido deve apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.

De olho no segundo mandato, Ruy Machado, mesmo em outro partido, faria de tudo para emplacar o colega Gerson como vice de Geraldo. A contrapartida do edil seria o apoio a sua reeleição.

Para fazer frente ao ambicioso plano do presidente do Legislativo, alguns membros do diretório vão convidar o major Serpa para se filiar ao PSB, se tornando assim um vice-prefeiturável.

Pelo andar da carruagem, parece que o caminho da reconciliação entre petistas e comunistas é cada vez mais difícil. A tábua de salvação do PCdoB é o PMDB.

O PCdoB não pode lançar candidatura própria sem o imprescindível apoio do PMDB, sem o tempo que a legenda dispõe no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.

Davidson Magalhães, por exemplo, não pode fazer uma campanha com alguns segundos na telinha. Uma campanha, digamos, enesiana, na base do “meu nome é Davidson”.

Marco Wense é articulista político.

A RECHONCHUDA UNIÃO

O prefeito de Itabuna inaugurava uma unidade de saúde no bairro da Mangabinha, na manhã deste sábado, 30, quando voltou a fazer sua profissão de fé contra a forma como a receita tributária é dividida no Brasil. A bronca, motivo de queixa de todos os prefeitos do país, é que a União abocanha 60% do “bolo”, deixando 25% para os Estados e 15% para os municípios.

Curiosa foi a forma que Azevedo encontrou para ilustrar o assunto. Durante o discurso, ele chamou o secretário da Agricultura (e peso-pesadíssimo), Marcelino Oliveira, e outros dois sujeitos – bem mais magros e um deles magérrimo – que assistiam à inauguração. Estes últimos, segundo o prefeito, representariam  o Estado e o município. Quando apresentou o rechonchudo Marcelino, Azevedo disse: “já a União, vejam como ela está gorda, inchada”…

Gargalhada geral.

PINÓQUIO DE ONDINA

O secretário de Agricultura de Itabuna, Marcelino Oliveira, deixou o Sest/Senat, ao final da tarde de hoje, antes que a comitiva do prefeito Azevedo. Saiu de lá chutando o vento e resmungando contra Jaques Wagner.

Marcelino queria ouvir do governador a promessa de início imediato da duplicação dos 11 quilômetros da BR-415 do final da J.S. Pinheiro até Nova Ferradas. E Wagner anunciou só o trecho que vai de Nova Ferradas a Ibicaraí, e pedia “calma”.

Com cara de menino contrariado, Marcelino reagiu:

– Me tire daqui, me tire daqui. Esse governador é mentiroso, é mentiroso…

E saiu em disparada.

ARTISTAS SALVARAM A SALA ZÉLIA LESSA

Termo de compromisso garante devolução de espaço cultural aos artistas de Itabuna (foto Pedro Augusto)

A Prefeitura chegou a iniciar a destruição da sala Zélia Lessa, um antigo espaço cultural de Itabuna, no começo do mês de junho. Por ordem da secretária da Assistência Social, Marina Silva, o teto do imóvel foi retirado e os espaços onde funcionavam camarins e auditórios foram demolidos. No local, a Prefeitura alegava pretender instalar salas da escola profissionalizante que funciona ao lado.

A reação de artistas da cidade foi imediata e impediu a destruição. Nesta semana em que Itabuna completa 101 anos, o prefeito José Nilton Azevedo recebeu em seu gabinete um grupo de pessoas engajadas no setor cultural e foi assinado um termo de compromisso que garante a revitalização da sala e sua destinação para promover as artes e a cultura.

No local, atendendo a uma proposta dos artistas, será instalado o Café Teatro Zélia Lessa, onde se pretende realizar “apresentações e manifestações culturais”. Para o o presidente da Associação dos Artistas de Itabuna, Ary Rodrigues, a cidade sempre foi referencial na arte e na cultura e, portanto, “é natural que tenha seu espaço e, mais que isso, uma alternativa a mais para artistas e comunidade”.

 

PARTIDO DOS MILICOS

O jornalista Levi Vasconcelos repercutiu hoje nota do PIMENTA sobre a exigência feita pelo deputado Coronel Santana (PTN) de que o prefeito Capitão Azevedo, de Itabuna, respeitasse sua patente.  Na coluna Tempo Presente (A Tarde), Levi aproveitou para dar uma sugestão ao deputado:

“Na Assembleia Legislativa tem também o Capitão Tadeu e o Sargento Isidório. E na Câmara de Salvador o tenente-coronel Mustafá. É só fundar o PM (Partido dos Militares)”.

Por aqui, o colega Luiz Conceição acrescenta mais uma dica: “se este partido vier a ser criado, poderia ter como patrono o deputado federal e casca grossa Jair Bolsonaro (PP/RJ)”.

O CAPITÃO E O CORONEL

O prefeito Capitão Azevedo não digeriu bem a tentativa de enquadramento feita pelo deputado estadual Coronel Gilberto Santana (PTN). Sentindo-se pouco prestigiado, apesar de ter uma secretaria no governo, Santana alertou o prefeito para a hierarquia da caserna.

“Nós estamos deputado e prefeito, mas somos militares”, disse o parlamentar em entrevista ao repórter Costa Filho. Nas entrelinhas, ficou subentendida a advertência: “eu sou coronel e ele é capitão”.

A amigos próximos, Azevedo afirma que não entende a insatisfação de Santana e, com o jeito matuto que lhe é peculiar, repete que gosta de fazer política com humildade. “Ele pode querer dar uma de coronelzão, mas a prefeitura não é quartel”, teria dito o prefeito a um desses amigos.

PELO SIM PELO NÃO, COMITÊ MANTÉM VIGILÂNCIA SOBRE A EMASA

O “Comitê em Defesa das Águas e da Emasa”, reinstalado na semana passada com o propósito de combater uma possível concessão da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Itabuna à iniciativa privada, manterá sua agenda de atividades, mesmo após o prefeito José Nilton Azevedo ter afirmado em entrevistas que irá conservar a empresa sob o controle público.

A controvérsia foi gerada pelo novo presidente da Emasa, Geraldo Briglia, que disse considerar a privatização como uma hipótese plausível. Depois, o próprio Briglia procurou jogar panos quentes, esclarecendo que falou sobre o assunto apenas “em tese”e que não haveria nenhum projeto para alterar o modelo de gestão da Emasa.

Ainda assim, o comitê permanece atento e continua articulando um seminário para discutir a política de saneamento e a importância de preservar a Emasa como empresa pública. Diante dos “humores” oscilantes do governo, a prudência aconselha desconfiar.








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