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:: ‘Azevedo’

RENATO, GEDDEL, BRITTO E AZEVEDO

Marco Wense

O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, eleito pelo DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), antigo PDS do regime autoritário, já tem o seu candidato a deputado federal: Roberto Britto (reeleição – PP).

É evidente que o prefeito vai esperar o momento certo – sem dúvida depois das convenções partidárias – para uma declaração pública de apoio. Uma outra atitude seria intempestiva e politicamente desnecessária.

Luiz Argôlo, Paulo Magalhães e ACM Neto, mesmo sabendo que suas chances são remotíssimas, ainda acreditam que pode tirar uma casquinha do cobiçado apoio do alcaide.

O prefeito, popularmente conhecido como Capitão Azevedo, adota a tática do profundo silêncio. Quando o assunto é a eleição de 2010, o chefe do Executivo sai pela tangente.

O democrata tem razão quando evita a conversa em torno do processo eleitoral. Se o comportamento fosse outro, falando pelos cotovelos, poderia criar alguns atritos e, por tabela, uma maior dificuldade na obtenção de recursos para o município.

Os oposicionistas, por sua vez, especificamente os petistas ligados ao deputado Geraldo Simões, são da opinião de que o chefe do Executivo está tapeando gregos e troianos.

O pedido pessoal do prefeito, o pedido do voto, principalmente para os correligionários mais próximos, é para Roberto Brito, que é da base aliada do governador Jaques Wagner (PT).

O PP vai integrar o chamado “chapão governista”. Segundo uma figura proeminente do Partido Progressista, que pediu para não ser identificado, “o chapão PT, PP e PDT foi fechado pelo secretário Rui Costa (Relações Institucionais) na presença do governador”.

Robertistas acreditam em uma votação de cinco a dez mil votos na zona eleitoral de Itabuna. Os mais otimistas, como Fábio Lima, pré-candidato do PTdoB à Assembleia Legislativa do Estado, falam em 15 mil.

É público que o apoio do prefeito a Roberto Britto é uma contrapartida ao bom din-din que será liberado pelo ministério das Cidades, cujo titular é do mesmo partido do parlamentar. Uma espécie de toma-lá-dá-cá aceitável.

Enquanto o “é dando que se recebe” estiver restrito ao campo dos espaços políticos, da briga por votos na eleição de 2010, tudo bem. O que é inadmissível é o roubo do dinheiro público.

Aliás, a roubalheira e a corrupção são crias da impunidade. Que os senhores políticos façam seus acordos e conchavos, que cada um busque a sua sobrevivência política sem meter a mão nos cofres públicos.

O prefeito Azevedo está certíssimo. Não pode, em detrimento de importantes obras para Itabuna, ficar preso a um fajuto e cada vez mais desmoralizado instituto da fidelidade partidária.

E ACM Neto? Ora, o democrata nunca fez nada pela cidade.  E mais: ACM Neto não precisa do apoio do prefeito. Em toda eleição, em decorrência do enraizado carlismo, tem seus três mil votos em Itabuna, mesmo aparecendo de quatro em quatro anos.

O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), como também está liberando recursos para o governo Azevedo, deveria, como contrapartida, usar o toma-lá-dá-cá em favor de Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual.

Aliás, esse apoio do prefeito Azevedo a Renato, presidente do diretório municipal do PMDB, seria o caminho mais indicado para amenizar o fato de apoiar um candidato lá das bandas de Jequié.

O prefeito Azevedo ficaria com Roberto Britto e Renato Costa. O tão propalado voto regional não seria totalmente menosprezado. Impiedosamente castigado.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O

prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, eleito pelo DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), antigo PDS do regime autoritário, já tem o seu candidato a deputado federal: Roberto Brito (reeleição – PP).

É evidente que o prefeito vai esperar o momento certo – sem dúvida depois das convenções partidárias – para uma declaração pública de apoio. Uma outra atitude seria intempestiva e politicamente desnecessária.
Luiz Argôlo, Paulo Magalhães e ACM Neto, mesmo sabendo que suas chances são remotíssimas, ainda acreditam que pode tirar uma casquinha do cobiçado apoio do alcaide.
O prefeito, popularmente conhecido como Capitão Azevedo, adota a tática do profundo silêncio. Quando o assunto é a eleição de 2010, o chefe do Executivo sai pela tangente.
O democrata tem razão quando evita a conversa em torno do processo eleitoral. Se o comportamento fosse outro, falando pelos cotovelos, poderia criar alguns atritos e, por tabela, uma maior dificuldade na obtenção de recursos para o município.
Os oposicionistas, por sua vez, especificamente os petistas ligados ao deputado Geraldo Simões, são da opinião de que o chefe do Executivo está tapeando gregos e troianos.
O pedido pessoal do prefeito, o pedido do voto, principalmente para os correligionários mais próximos, é para Roberto Brito, que é da base aliada do governador Jaques Wagner (PT).
O PP vai integrar o chamado “chapão governista”. Segundo uma figura proeminente do Partido Progressista, que pediu para não ser identificado, “o chapão PT, PP e PDT foi fechado pelo secretário Rui Costa (Relações Institucionais) na presença do governador”.
Robertistas acreditam em uma votação de cinco a dez mil votos na zona eleitoral de Itabuna. Os mais otimistas, como Fábio Lima, pré-candidato do PTdoB à Assembleia Legislativa do Estado, falam em 15 mil.
É público que o apoio do prefeito a Roberto Brito é uma contrapartida ao bom din-din que será liberado pelo ministério das Cidades, cujo titular é do mesmo partido do parlamentar. Uma espécie de toma-lá-dá-cá aceitável.
Enquanto o “é dando que se recebe” estiver restrito ao campo dos espaços políticos, da briga por votos na eleição de 2010, tudo bem. O que é inadmissível é o roubo do dinheiro público.
Aliás, a roubalheira e a corrupção são crias da impunidade. Que os senhores políticos façam seus acordos e conchavos, que cada um busque a sua sobrevivência política sem meter a mão nos cofres públicos.
O prefeito Azevedo está certíssimo. Não pode, em detrimento de importantes obras para Itabuna, ficar preso a um fajuto e cada vez mais desmoralizado instituto da fidelidade partidária.
E ACM Neto? Ora, o democrata nunca fez nada pela cidade.  E mais: ACM Neto não precisa do apoio do prefeito. Em toda eleição, em decorrência do enraizado carlismo, tem seus três mil votos em Itabuna, mesmo aparecendo de quatro em quatro anos.
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), como também está liberando recursos para o governo Azevedo, deveria, como contrapartida, usar o toma-lá-dá-cá em favor de Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual.
Aliás, esse apoio do prefeito Azevedo a Renato, presidente do diretório municipal do PMDB, seria o caminho mais indicado para amenizar o fato de apoiar um candidato lá das bandas de Jequié.
O prefeito Azevedo ficaria com Roberto Brito e Renato Costa. O tão propalado voto regional não seria totalmente menosprezado. Impiedosamente castigad

DESTINO DE SANDOVALDO FOI SELADO

Sandvaldo está com o cargo na guilhotina

Sandovaldo está com o cargo na guilhotina

O coordenador de combate a endemias do município, Sandovaldo Menezes, teve o destino de seu cargo sacramentado na tarde de hoje. A investigação sobre as declarações de que a prefeitura peca no combate ao mosquito da dengue, feitas na última reunião do Conselho Municipal de Saúde e aqui reproduzidas, chegou à conclusão de que o homem falou demais, mesmo.

Os ‘investigadores’ da prefeitura ouviram várias testemunhas,  inclusive pessoas da confiança do Centro Administrativo Firmino Alves, que confirmaram o que o Pimenta havia divulgado. “A decisão aqui é pela exoneração, o mais rápido possível”, confidenciou uma fonte, que teve acesso aos ‘depoimentos’.

MOTIVO ERRADO

O governo, porém, já havia perdido várias chances de demitir o homem pelo clamor dos agentes, da população e dos conselheiros municipais de saúde. Alegaria incompetência e pronto. Mas, não. Vai demitir o coordenador porque esse falou o que não devia, a quem não devia – do ponto de vista do governo. Poderia ter sido uma demissão mais republicana, mas…

PRESIDENTE DA EMASA NA ‘DEGOLA’

Não é apenas o secretário de Saúde, Antônio Vieira, o mais cotados a cair. O prefeito José Nilton Azevedo colocou na condição de candidato a “tábua de graxa” o presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo.

Um administrador com os pés e as mãos na política foi o último dos convidados a substituir Alfredo. Ele recebeu a visita de Azevedo, agradeceu o convite e falou que já se encontra em outra missão – de nível e abrangência estaduais.

Te cuida, Alfredo.

TRANQUILO, TRANQUILO

Ao contrário dos embates registrados neste ano, o prefeito Capitão Azevedo já começa 2010 com a certeza de trabalhar tendo ao seu dispor suplementação orçamentária de 20%. Tudo bem que ele tenha pedido suplementação de 100%, mas todos pedem alto para chegar a um percentual razoável. O orçamento, de R$ 280 milhões, foi aprovado ainda ontem, e por unanimidade, pelos vereadores.

Tanta rapidez na aprovação gera até desconfiança, mas não há de ser nada…

SUBIU NO TELHADO

Sandovaldo: falou demais...

Sandovaldo 'Camicase': falou demais.

É mais do que complicada a situação do coordenador de combate a endemias, Sandovaldo Menezes. No mínimo, subiu no telhado.

Além de reafirmar a ameaça de uma nova epidemia de dengue em Itabuna, Sandovaldo revelou que agentes flagrados cometendo crime de falsos registros de visitas domiciliares de combate ao mosquito Aedes aegypti continuam trabalhando – e não foram afastados – porque têm “proteção política” (confira em posts mais abaixo).

A revelação ocorreu durante participação de Sandovaldo na reunião do Conselho Municipal de Saúde, ontem, e põe na mira das investigações tanto o prefeito Capitão Azevedo quanto o secretário de Saúde, Antônio Vieira. Os dois são os superiores de Sandovaldo. Os falsos registros foram denunciados aqui no Pimenta (relembre a denúncia).

Enquanto eles brincam de fazer política, a cidade sofre com a dengue, doença que registrou mais de 15 mil casos em 2009 em Itabuna e matou nove pessoas no município. Sandovaldo, enfim, pode cair não por desleixos nas ações de controle da doença em Itabuna, mas por conta de uma declaração que atinge diretamente Azevedo e Vieira.

PREFEITO SERÁ CONVOCADO A EXPLICAR AÇÕES CONTRA DENGUE

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A reunião de ontem do Conselho Municipal de Saúde foi emblemática. Nela os conselheiros tiveram a confirmação de que servidores municipais estão cometendo faltas graves – alguns chamaram de crime contra a saúde pública – ao praticarem o chamado falso registro de dados relativos ao combate à dengue. Somado a isso, o coordenador de combate a endemias, Sandovaldo Menezes, afirmou que não há punição porque os agentes têm proteção de políticos.

Diante de revelações tão contundentes, o CMS instituiu uma comissão para apurar até onde vai o estrago feito pelos agentes. De posse do relatório, vai convocar o prefeito Capitão Azevedo (DEM) para explicar a situação e informar o que a prefeitura vai fazer para amenizar a intensidade dos efeitos da epidemia que se aproxima (leia em post abaixo). O médico Jaime Nascimento foi aclamado presidente e a primeira reunião ocorre nessa sexta-feira.

“Ficou claro que o coordenador não tem poder de decisão para punir os culpados e moralizar a situação, então vamos querer saber do prefeito o que será feito a partir da realidade que vamos expor”, explica a presidente do CMS, Graça Souza.

Uma medida que todos esperam ouvir do prefeito é quanto aos equipamentos de assistência médica à população. Hoje as unidades referência em atendimento à dengue estão sucateadas – falta do copo descartável ao medicamento, passando pelo profissional das costas largas, que não cumpre carga horária.

A repetição de um surto nas proporções do que ocorreu no verão passado pode ser de piores conseqüências. Isso porque não se sabe se o vírus sofreu ou não alguma mutação, já que não está sendo feito isolamento viral nos casos que continuam ocorrendo – e ninguém ouve falar.

OS ARAPONGAS DE AZEVEDO

A prefeitura de Itabuna deu uma mexida na seu SNI, como vem sendo chamada a Comissão Especial de Auditoria. Segundo o presidente do SNI do Capitão Azevedo, Ivan Krebs, as “ações da auditoria são sigilosas”.

O serviço secreto de Azevedo levou três meses para concluir um relatório sobre o roubo de cloro na Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), ocorrido em agosto (relembre clicando aqui).

Ou Azevedo agia logo, ou… poderia cair com os lentos arapongas.

AZEVEDOU?

Azevedo, ao centro, e Bacelar: "nosso vereador".

Azevedo, ao centro, e Bacelar: "nosso vereador".

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) tirou parte do dia, ontem, para, digamos, sensibilizar o vereador oposicionista Ricardo Bacelar (PSB). Colocou o edil no carro oficial e rodou a cidade mostrando obras que o governo federal e o município estão executando.

No Maria Pinheiro, a dupla visitou casas em construção nas ruas Central e Santa Catarina.

Em cada uma delas, Azevedo fazia questão de apresentar o seu convidado aos beneficiários:

– Você não conhece, não? Esse aqui é o nosso vereador Ricardo Bacelar…

O chamego foi tão grande que, na Câmara, Bacelar teria sido chamado de “o novo líder do governo”.

Através de sua assessoria, o vereador tratou de afirmar que apenas cumpria o seu papel, fiscalizando as obras e atos do governo. “Esse é o resultado de um esforço dos governos Lula e Wagner e do próprio município, que tem como prioridade os bairros abandonados”.

Quando tudo parecia um “não” para Azevedo, o cenário ‘desanuviou’:

– Enquanto muitas prefeituras estão paradas, a de Itabuna está a pleno vapor com essas obras – resumiu o vereador do PSB.

AZEVEDO BUSCA SUBSTITUTO PARA VIEIRA

Edson é convidado para substituir Vieira.

Edson é convidado para substituir Vieira.

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) parece ter chegado ao limite com o secretário Antônio Vieira. Há duas semanas o prefeito vem procurando um substituto para a Saúde. Dois nomes sondados até aqui foram os de Edson Dantas e Antônio Mangabeira.

Edson foi procurado por Azevedo em dois momentos. O último convite ocorreu na semana passada. Mas o médico e ex-presidente da Câmara de Itabuna fez questão de ressaltar o seu compromisso com o PSB e – ainda – a sua esperança em ser eleito deputado federal em 2010. Estes, à primeira vista, seriam “fatores impeditivos”.

Além destes pontos, outro grande entrave para a sua ida para o governo chama-se Carlos Burgos, secretário da Fazenda. “Ninguém anda com Burgos ali [na prefeitura]“, confidenciou Edson a um amigo dos tempos em que ele respondeu pela secretaria de Saúde, de janeiro de 2001 ao final de 2002.

ELE SUBIU MORRO E ACHA QUE FICA

O repórter Fábio Luciano entrevistava o secretário de Saúde, Antônio Vieira, e pôs o político para falar com o apresentador do Resenha da Cidade, Roberto de Souza.

Souza não perdoou e partiu para a prensa. E quis saber de Vieira se ele estava pronto para a tábua de graxa que Azevedo anuncia para dezembro. O secretário emendou, no estilo “essa é a fatura”:

– Independente de continuar ou não secretário, eu fui eleito vice-prefeito.

E acrescentou que, para ser eleito – junto com Azevedo, subiu morro, comeu com dona Maria, bebeu com seu José…

Publicamente, o prefeito José Nílton Azevedo deixou escapulir que Vieira é a bola da vez e deve ser exonerado da pasta da Saúde (confira)

AZEVEDO “PIMENTEIRO” TIRA O COURO DO SERVIDOR E TEMPERA A GOSTO

Agulhão F. andava encabulado e se perguntando de onde vinha a tara de Azevedo em promover cortes cirúrgicos no bolso do funcionalismo (relembre aqui).

A inquietação do trovador teve fim. Quem colaborou na empreitada foi examente Vossa Excelência, que revelou ser um nascido lá em Pimenteira (confira), comunidade esquecida do interior de Ilhéus.

Nem precisa dizer que o assunto foi prato cheio para a moqueca do nosso querido (e temido) Agulhão – que cismou e danou a abreviar o “F” que carrega no sobrenome…

Fiel à terra natal,
com pensamento grotesco,
ele diz que isso é “normal”
e explica em tom burlesco:
“Sei que o servidor agüenta,
isso é apenas pimenta,
que no deles é… refresco”!

DISPUTA POR OBRA (E APOIO) GERA CRISE NO PP

TRIÂNGULO ELEITORAL: Argôlo quer o amor de Azevedo (centro), que é disputado por Britto.

TRIÂNGULO ELEITORAL: Argôlo quer o apoio de Azevedo (centro), que é disputado por Britto.

A disputa pelo “amor” do Capitão Azevedo abriu um racha público no PP baiano. Os deputados Luiz Argôlo (estadual) e Roberto Britto (federal) disputam a paternidade da liberação de R$ 14,8 milhões do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), destinados a Itabuna (leia aqui).

E a disputa se dá em público e com troca de ‘gentilezas’ entre os dois parlamentares. Em jogo, a disputa pelos votos que o prefeito de Itabuna, do DEM, possa dar a quem ele apoiar em 2010.

Apesar de ser deputado estadual, Argôlo sonha com uma vaga na Câmara Federal em 2010. E, claro, com o apoio do capitão. Britto está em Itabuna nesta quinta, onde participa de almoço daquele grupo que para pouco serve (o GAC), e reagiu ao discurso de Argôlo, ontem, na Assembleia Legislativa (confira aqui).

O deputado estadual subiu à tribuna para afirmar que a liberação do ca$calho era obra exclusiva de esforço conjunto seu e do deputado federal Mário Negromonte (não por acaso, o presidente estadual do PP e líder do partido na Câmara Federal). Argôlo soube escolher quem chamaria para lhe apoiar na briga com Britto.

O deputado federal agiu. Deu uma “na canela” – de Argôlo, naturalmente. O deputado e ex-prefeito de Jequié afirmou que Capitão Azevedo sabe quem, realmente, batalhou pela liberação destes recursos.

“Não vou tapar a boca de ninguém, mas lembro que na hora em que estava com o ministro, eu liguei para o prefeito e falei: “Prefeito, não foram os R$ 17 milhões, mas estão liberados R$ 14,8 milhões”.

Sobre a postura do colega de partido, Britto foi direto: “Isso é desespero”. Apesar da canelada, o deputado federal diz ter boas relações com o menino dos Argôlo.

– A relação é boa, mas quando alguém vai e faz, ele quer faturar. O que sinto é que ele quer dividir a bola -, choraminga Britto, utilizando uma linguagem que no futebol quer dizer racha, mas na política tem outro sentido…

Sobre a tática de Argôlo, Britto descreve: “Ele fica esperando, olhando o que o povo faz, para depois pongar. Quer aparecer às custas dos outros”.

Quem assiste a tudo, passiva e alegremente, é o prefeito de Itabuna.

‘AZEVEDO TIRA O COURO DO SERVIDOR’, DIZ VÍTIMA

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Azevedo enfrenta insatisfação do funcionalismo

“O homem está tirando tudo da gente. Até o nosso couro”.  A afirmação é de um servidor municipal, que quase ficou alegre porque iria se aposentar este ano, mas agora vê que a luz no fim do túnel é, na verdade, a de um trem vindo em sentido contrário. A queixa se refere à decisão do prefeito Azevedo de retirar dos trabalhadores direitos adquiridos, como o adicional por insalubridade.

“Com a insalubridade, me aposento já agora, este ano. Se ele retirar esse meu direito, vou ter que esperar mais três anos, porque as regras são diferentes para quem tem e quem não tem reconhecida a insalubridade no trabalho”, explica o servidor.

Essa insegurança está mesmo mexendo com os nervos dos funcionários. Mas não é só isso, relata o servidor ouvido pelo Pimenta. Empréstimos consignados  contratados ainda na gestão de Fernando Gomes – e também os da atual gestão – estão sendo descontados do trabalhador e não são repassados aos bancos.

“Descontam de nossos salários e não pagam aos bancos. Quando tentamos  quitar o débito, por exemplo, o banco cobra tudo novamente. Não respeitam o que está informado em nosso contra-cheque, que mostra os valores já descontados”.

De acordo com o funcionário, o mesmo problema é vivido por todos que têm empréstimos com os bancos Matone, Caixa e Real. Ainda segundo a fonte, os bancos dizem que a prefeitura só faz repasses a cada três meses, embora desconte do trabalhador todos os meses.

“Estamos sofrendo por isso. Onde já se viu? Quando vamos renovar o empréstimo, mesmo estando tudo quitado no contra-cheque, eles mostram que a prefeitura não repassou. Esse povo só entra para reduzir salário e tirar nossos direitos. São 10 anos de direitos adquiridos. Não podem mexer assim na vida das pessoas”.

ELE QUER AZEVEDO COM WAGNER EM 2010

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, cisca para um lado (Geddel) e para o outro (Paulo Souto), mas o deputado federal Roberto Britto (PP) acredita que há espaço para uma terceira alternativa. Quem? Jaques Wagner, responde.

Britto, ex-prefeito de Jequié, oriundo da base carlista, diz que a ideia é mostrar ao “Capitão que a grande saída dele é ficar com o governador Jaques Wagner”. Um dos apelos de Britto seriam os ganhos obtidos com a união eleitoral.

“Todas essas nossas ações têm também o empenho de Wagner”, diz, numa referência clara à captação de recursos para o município sul-baiano. E arremata: “Vai ser um ganho pra Itabuna ficar com o governo do estado”.

O problema é que Britto primeiro terá que obter o apoio de Azevedo para a reeleição a deputado federal. Ainda não há nada fechado e, no seu partido, encontra um opositor forte neste sentido, o deputado estadual Luiz Argôlo – que trava uma guerra de bastidores para ficar com o apoio exclusivo do prefeito de Itabuna e também vai disputar uma vaga na Câmara Federal.

AZEVEDO PROMETE, NÃO CUMPRE E SERVIDORES PROTESTAM

Os servidores municipais prometem fazer apitaço, amanhã (12), às 11h, em frente ao centro administrativo Firmino Alves, sede da prefeitura. Eles protestam contra o corte de adicionais como insalubridade e periculosidade e o descumprimento de negociação que assegurou reajuste salarial de 12%.

O sindicato dos servidores municipais sustenta que o prefeito Capitão Azevedo (DEM) prometeu 12% de reajuste escalonado. A prefeitura concedeu 6,9% e ficou de reajustar em mais 5,1% em outubro. Os contracheques do mês passado, no entanto, chegaram magrinhos, magrinhos.

O protesto de amanhã vai ser engrossado pelos servidores da saúde, que perderam o direito à “produtividade” e viram o salário despencar em quase 50%. O prefeito tem se negado a receber o funcionalismo, segundo a representação do sindicato dos servidores.

Capitão, capitão…

É ‘PIMENTEIRO’!

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo afirmou, agora há pouco, ter nascido no distrito de Pimenteira, município de Ilhéus. A origem ‘pimenteira’ foi revelada durante discurso na abertura do Seminário de Implantação do Núcleo de Pesquisa Aplicada em Pesca e Aquicultura Familiar – Nordeste 5, na Ceplac, em Ilhéus.

Azevedo observou que o núcleo vai ampliar a oferta de proteína animal para as famílias e permitir que o excedente seja vendido pelo PAA da Conab/Governo Federal. “Itabuna é o segundo município no PAA no País, depois de Belo Horizonte”.

Em tempo: a região onde o prefeito de Itabuna veio ao mundo está está com as fazendas em ruínas, assim como os acessos, segundo lembrou o filho ilustre. O prefeito de Ilhéus, seu xará Newton Lima, não estava presente para ouvir a informação. Quem representa o município ilheense no evento é o vice, Mário Alexandre.

GEDDEL DIZ QUE NÃO (E ‘ESCONDE’ O ÓBVIO)

O blog Política e Cidadania, do respeitado Paixão Barbosa, repercutiu nota aqui do Pimenta sobre o acordo eleitoral entre o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM).

Azevedo, por este acordo, apoiará o peemedebista na corrida pelo Palácio de Ondina em 2010. Mas Geddel negou que haja noivado com o democrata. “Infelizmente, o prefeito não fechou compromisso conosco”, disse o pré-candidato ao Política e Cidadania, de Paixão Barbosa. Tenta esconder o jogo. Mas deixa o rabo de fora.

Uma fonte até brinca com a situação: “Azevedo só não vai de Geddel se este continuar a ‘minguar’ eleitoralmente”.

Há quem não negue o óbvio. O secretário de Administração, Gilson Nascimento, é um deles. Em entrevista ao Pimenta, Gilson disse que existe “um namoro, de ambas as partes, com Geddel trazendo uma obra de 18 milhões para Itabuna”.

Aí vem o ministro e diz ao blog P&C que não condiciona os seus apoios à liberação de verbas. Bom, o recurso para a avenida é um dos sinais, mas existe outra parte do rabo, assim, de fora: dois partidos-satélites que fecharam eleitoralmente com Geddel hoje são da base de apoio ao prefeito Azevedo.

As legendas são PTB e PSL, que não apenas estão na base de Azevedo como são comandadas com mãos de ferro por dois dos secretários municipais. O PTB é presidido pelo secretário de Assistência Social, José Formigli Rebouças. E o PSL é dirigido (olha o trocadilho) pelo secretário de Transporte e Trânsito, Wesley Melo.

É necessário frisar que o controle dos dois partidos apenas mudou após o encontro do PMDB em Itabuna, realizado em agosto passado. Azevedo não se limitou a participar do encontro de outro partido como, logo depois, teve conversa reservadíssima com o ministro, em Ilhéus.

Se o DEM acredita que tudo bem e vai levar Azevedo na conversa, é bom ficar atento. Do contrário, pode acabar ouvindo Reginaldo Rossi, Waldick Soriano e Lupicínio Rodrigues.

CONSELHO DE SAÚDE CONVOCA PREFEITO E QUATRO SECRETÁRIOS

Azevedo foi convocado pelo Conselho

Azevedo foi convocado pelo Conselho

O prefeito José Nilton Azevedo Leal e mais quatro secretários – Antônio Vieira (Saúde), Maurício Athayde (Planejamento), Gilson Nascimento (Administração) e Carlos Burgos (Fazenda) – estão sendo convocados pelo Conselho Municipal de Saúde.

A convocação foi pedida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), e está marcada para a quinta-feira (12). O CMS quer explicações e soluções para o rombo de cerca de R$ 9 milhões do município com os prestadores de serviços referentes a outubro de 2008 (relembre o caso).

“Caso não compareçam, o CMS pode acionar meios legais para garantir o cumprimento da convocação”, adverte Raimundo Santana, coordenador do Sintesi. A dívida foi reconhecida pela administração municipal, e chegou-se até a pensar em um empréstimo do município para garantir o pagamento, o que foi abortado em seguida.

“Nossa preocupação é com a situação salarial dos trabalhadores, ocasionada pela falta de pagamento do mês de outubro de 2008”, revela Santana. Devem participar da reunião, ainda, representantes do Ministério Público e do Legislativo Municipal.

AZEVEDO BATE O MARTELO E VAI DE GEDDEL

Geddel ou Paulo Souto, do DEM? Acabaram as dúvidas.

Nesta semana, o prefeito Capitão Azevedo selou acordo com o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e lhe garantiu apoio eleitoral na disputa pelo Palácio de Ondina em 2010.

O acordo foi, digamos, necessário para apressar a liberação de R$ 12 milhões para a obra de urbanização e requalificação da Avenida Amélia Amado, um dos principais corredores urbanos de Itabuna.

Uma fonte peemedebista de pés fincados no sul da Bahia está mais do que feliz. Irradiante. Acredita que a obra, de grande vulto para os dois primeiros anos de Azevedo, fortalecerá o prefeito de Itabuna e, claro, fará dele o grande cabo eleitoral do município nas eleições de 2010.

De lambuja, Geddel ainda sai por cima por assegurar “a obra” pra Itabuna.








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