Luiz Carlos Couto deixa exemplo de amor por Itabuna
Tempo de leitura: < 1 minuto

Itabuna perdeu um de seus grandes cidadãos. Nascido em Itaperuna (RJ) há mais de 81 anos, Luiz Carlos Bastos do Couto, adotou Itabuna como sua cidade do coração há mais de 60 anos e aqui construiu uma linda família. Teve participação ativa na vida da cidade e contribuiu para a evolução do município por meio de sua trajetória profissional e atuação filantrópica.

Couto faleceu aos 81 anos. Era aposentado, ex-funcionário do Banco do Brasil, membro do Lions Clube, do Rotary Clube de Itabuna e da Loja Maçônica Areópago Itabunense. Também era torcedor apaixonado do Fluminense, paixão que carregava com orgulho.

Ele deixa a esposa, Norma Couto, os filhos Márcio, Mauro e Raquel Couto, além dos netos Pedro e Rafael.

VELÓRIO E SEPULTAMENTO

O corpo de Luiz Carlos Couto está sendo velado, desde as 7h da manhã de hoje, na Funerária FAS SAF Itabuna, localizada na Avenida Juca Leão, nº 272, em frente ao Grapiúna Tênis Clube, no Centro.

O sepultamento está marcado para as 15h30min, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

Familiares e amigos lamentam profundamente sua partida e prestam solidariedade a todos os entes queridos neste momento de dor.

Foto Marcello Casal Jr./Foto ABr.
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciaram hoje (16) o pagamento do primeiro lote do abono salarial do PIS/Pasep referente ao ano-base 2024. Nesta etapa, recebem os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos nascidos em janeiro que cumprem os critérios do programa. O governo federal liberou R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários.

O depósito ocorre automaticamente para quem tem conta na Caixa ou no BB. Os demais podem sacar o valor em agências, caixas eletrônicos e correspondentes bancários. O benefício pode chegar a até um salário mínimo, fixado em R$ 1.621 em 2026, conforme o tempo de trabalho no ano-base considerado.

Para ter direito ao abono, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias em 2024 e ter recebido, em média, até R$ 2.765,93 por mês. Também é necessário que o empregador tenha informado corretamente os dados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

A partir de 2026, o critério de renda deixa de ser atrelado ao equivalente a dois salários mínimos e passa a ser reajustado pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 25,4 milhões de pessoas estão aptas a receber o abono neste ano, com um total de R$ 31,5 bilhões previstos. Os pagamentos seguem calendário escalonado e podem ser sacados até 30 de dezembro de 2026, último dia útil bancário do ano.

Área isolada após incidente || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: < 1 minuto

Parte de estrutura afixada à fachada de agência do Banco do Brasil desabou, nesta quinta-feira (12), no Calçadão da Marquês de Paranaguá, no Centro de Ilhéus. Ela serve de suporte para o letreiro do nome da estatal.

Suporte de letreiro do BB caiu na manhã desta quinta-feira (12) || Foto PIMENTA

O incidente não deixou feridos, mas deu um susto em quem passava pelo Calçadão, segundo testemunha ouvida pelo PIMENTA no local. A área onde o suporte caiu está isolada, o que não impede a entrada e saída de clientes e funcionários da agência.

Deputados estaduais concluíram pauta de votação na madrugada desta quinta (11) || Foto Alba
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) autorizou dois empréstimos solicitados pelo Executivo, que juntos totalizam R$ 2,3 bilhões. As votações ocorreram sob obstrução da oposição, entre a noite de ontem (10) e a madrugada desta quinta-feira (11), mas foram aprovadas pela maioria governista.

O primeiro empréstimo, de R$ 2 bilhões, será contratado via Banco do Brasil e voltado para investimentos previstos no Plano Plurianual 2024-2027 e nos orçamentos anuais, especialmente em mobilidade urbana e interurbana, infraestrutura hídrica e viária, áreas urbanas e edificações públicas. O segundo, de R$ 300 milhões, será firmado com a Caixa Econômica Federal e destinado a contrapartidas de financiamentos e ações nas áreas de mobilidade, saúde, educação e infraestrutura.

Além dos empréstimos, os deputados aprovaram mudanças no Fundo Especial de Aperfeiçoamento dos Serviços Policiais (Feaspol), a adesão da Bahia ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), três pedidos de urgência, dois de prioridade e projetos de utilidade pública.

A adesão ao Propag, conforme a Mesa Diretora da Assembleia, tem como objetivo reorganizar obrigações financeiras do estado, permitindo que parte dos recursos normalmente usados para o pagamento de encargos seja direcionada a investimentos considerados prioritários, como a expansão da educação profissional técnica por meio do programa federal Juros por Educação.

INDICAÇÃO DE OTTO FILHO AO TCE

A sessão foi conduzida pela presidente Ivana Bastos (PSD), que manteve os trâmites regimentais apesar das tentativas de interrupção. Antes de encerrar os trabalhos, por volta das 4h, Ivana anunciou que novas votações serão feitas na próxima terça-feira (17), incluindo a indicação do deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Durval Filho é homenageado na Igreja Adventista
Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

 

Na plateia, a família de Durval acompanhava tudo com muita atenção e as palavras de Jorge soaram como um terrível desatino. No retorno a Canavieiras, Jorge Araujo pega uma carona até Ilhéus e Durval, ainda abismado, resolve esclarecer a dita parceria nas farras.

 

Walmir Rosário

Dizem que algumas frases são como flechas atiradas. Jamais voltam, e nunca serão esquecidas, apagadas do mapa ou da memória das pessoas, embora não façam mal ou bem correm o mundo. E foi justamente o que aconteceu com o coleguinha das redações (desculpem a audácia), Nélson Rodrigues, com algumas de suas mais conhecidas frases de efeito.

E essa – bastante repetida –, “toda a unanimidade é burra”, acredito que Nelson a criou por não ter tido a oportunidade de conhecer o canavieirense Durval Pereira da França Filho, ou simplesmente professor Durval. E não é que ele – Durval – completou 80 anos em 11 de agosto último, cercado de amigos forjados ao longo de sua vida.

Aproveitou o sábado (09-08) para comemorar a data nas formas religiosas e profana. Pela manhã, culto na Igreja Adventista, da qual é membro desde os 8 anos de idade, se não fui traído pela data. À noite, reuniu amigos de Canavieiras e de outras cidades, muitos presente para abraçar o mestre e o colega num clube da melhor idade, entre eles eu e Raimundo Tedesco.

Assim que sua família deixou a fazenda pras bandas de Jacarandá e se transferiu para a cidade de Canavieiras, Durval se dedicou à religião, às letras, à cultura. Ainda menino, buscou recuperar os anos perdidos fora da escola, quando na roça, cursando o antigo primário e o ginásio em tempo recorde, para surpresa dos colegas e professores.

Antes de colocar na parede o quadro com o primeiro diploma já lecionava e continuou com sua paixão pela educação por toda sua vida. Professor da escola da Igreja Adventista do Sétimo Dia, do Colégio Estadual Osmário Batista, Colégio Presbiteriano João Calvino, Faculdade Santo Agostinho, em Ipiaú. É lembrado como professor de cursinhos pré-vestibular, cujos alunos o agradecem até hoje pela formação. Também é um dos fundadores da Academia de Letras e Artes de Canavieiras (Alac), e foi secretário de Cultura e diretor da Biblioteca Afrânio Peixoto, em Canavieiras.

Mais que um simples professor, Durval nunca se limitou a ensinar a matéria de sua responsabilidade e sim formar o caráter das pessoas, a importância da educação física na massa corporal e na arte de pensar. E eles o agradecem, penhoradamente, pela formação e o cobraram por não ter incluído o futebol de campo nos eventos neste aniversário, como na comemoração dos 70 anos.

Empregado aposentado do Banco do Brasil, Durval Filho estudou Filosofia na Faculdade de Filosofia de Itabuna (Fafi), mas não conseguiu completar o curso por incompatibilidade com o horário de trabalho. Anos depois retorna à Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), gradua-se em História e, em seguida, especializa-se em História Regional. Logo depois se torna Mestre em Cultura e Turismo pela Uesc, em parceria com a Ufba. Na conclusão do mestrado apresenta a dissertação “Belmonte, Memória, Cultura e Turismo: numa (re)visão de Iararana”, de Sosígenes Costa.

Na literatura, Durval Filho não se limita aos temas históricos e escreve diversos livros sobre a história de Canavieiras, com destaque para Canavieiras Terra Mater do Cacau, em coautoria com Aurélio Schommer. Também são de sua lavra Pelos Caminhos da Fé, aspectos da cristianização católica na história de Canavieiras, além de Temas e Tempos Diversos, dedicados à poesia.

Nos próximos dias o professor Durval nos brindará com o livro Nos Escrínios da Memória, no qual revela passagens preciosas, do próprio punho, sobre a trajetória de uma pessoa simples, observadora, inteligente, que traçou um modo de vida e o seguiu fielmente, sempre atento às possibilidades. Um chefe de família exemplar, um homem de muitos amigos, entre eles uma imensa legião de ex-discípulos.

Centrado em Canavieiras, percorreu uma banda do mundo em busca de novas culturas, mais conhecimento e novos amigos, com os quais se corresponde, especialmente sobre literatura. Casado com Maria Lúcia Nonato França, é pai de Cassius Marcelus, Lísia Cláudia e Lúcio Marcus Oliveira de Nonato e França, e avô de Brunna, Rafael, Diogo, Maria Eduarda, Ana Cássia e João Gabriel.

Durval Filho é aquela pessoa que todos o querem como amigo. Sabe ouvir, opinar, aconselhar, trocar uns dedos de prosa sobre qualquer assunto. Adventista, sempre que chamado vai à Igreja Católica falar sobre a história de São Boaventura, bem como em outras igrejas protestantes, Loja Maçônica, dentre outras instituições.

Botafoguense, fez questão que o bolo de aniversário fosse elaborado com as cores e a estrela solitária do time de sua predileção. Apesar de abstêmio, coleciona centenas de amigos que cultuam o esporte etílico. Destes recebem convites para comparecer à Confraria d’O Berimbau numa visita eminentemente histórica. Dá uma risadinha, mas por lá nunca deu as caras.

Mas como o inusitado sempre acontece, ao defender sua Dissertação de Mestrado, Durval se encontra com um dos componentes da Banca Examinadora, o Professor-Doutor Jorge Araujo, ex-colega da Fafi e amigo. Lá pelas tantas, Jorge Araújo ressalta as qualidades de Durval, seu parceiro de muitos anos de farras, intelectual de primeira qualidade.

Na plateia, a família de Durval acompanhava tudo com muita atenção e as palavras de Jorge soaram como um terrível desatino. No retorno a Canavieiras, Jorge Araujo pega uma carona até Ilhéus e Durval, ainda abismado, resolve esclarecer a dita parceria nas farras. Sem pestanejar, Jorge responde:

– Ora, Durval, não se preocupe, foi apenas um artifício corriqueiro utilizado para deixar os professores e o mestrando à vontade. Não se preocupe.

E todas as dúvidas familiares foram esclarecidas.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor de  autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.

Camacãense, José Cássio Varjão é cientista político com MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas
Tempo de leitura: 9 minutos

 

Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.

 

José Cássio Varjão

“Quais as cidades do interior da Bahia que mais perderam população nos últimos 45 anos”? Se você, caro leitor, pesquisar no Google ou em outro site de busca exatamente como esta frase foi escrita acima, encontrará a resposta. Nesse período, Camacã perdeu 44,39% da sua população. Dos 41 municípios da região cacaueira do sul da Bahia, foi a cidade que mais perdeu habitantes desde 1980. Uma migração silenciosa, repleta de decepções e simbolismos. A cidade mais rica, entre as produtoras de cacau, nunca olhou para o futuro como deveria, viveu enebriada pela lavoura que a construiu e a destruiu.

Para ouvir o artigo, clique no play

Entre o aluguel e o quilo de carne mais caros da Bahia, o que aconteceu com a cidade outrora próspera? Como ela chega à melhor idade? Quais lembranças estruturais dessa época “dourada” encontramos ao caminhar por suas ruas e praças? Quais riquezas desse período áureo do cacau ficaram enraizadas para as futuras gerações de camacaenses?

Administrada pelos coronéis do cacau por décadas, numa prática política baseada no poder local dos grandes proprietários de terra, Camacã foi uma cidade de imigrantes, aqueles que chegavam de todas as partes, principalmente os comerciantes, e sempre prosperaram. Será a própria lavoura cacaueira, o ouro negro em amêndoas, a culpada por criar gerações de pessoas improdutivas e despreocupadas financeiramente? Como consequência dessa omissão, diferentemente dos outros municípios da região cacaueira do sul da Bahia, Camacã perdeu quase 50% da sua população. A cidade, que já foi o 13º ICM (antes da CF/88 era só ICM) do estado da Bahia, hoje está chegando ao 170º lugar. Onde está o cerne do problema? Por que somente Camacã ruiu?

Ainda antes de completar 10 anos de emancipação, um duro golpe foi desferido nas pretensões do município se tornar um grande centro comercial e de serviços, o que faria o município não depender somente da monocultura cacaueira. A mal contada história da BR-101 passando pelo centro da cidade, com mais verdades do que mitos, nos condenou, junto com administrações capitaneadas por latifundiários, que só enxergavam o limite das suas terras, a ser a cidade que mais perdeu habitantes no estado da Bahia nas últimas décadas. Era a época dos coronéis, os mesmos retratados por Vitor Nunes Leal, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, em seu livro, Coronelismo, Enxada e Voto, demonstrando como o dono das terras, o trabalhador e o voto estavam ligados umbilicalmente.

O enredo conclusivo, criado em torno do trajeto da BR-101 em Camacã, foi discutido numa reunião entre cacauicultores e os formadores de opinião dentro da comunidade, realizada em determinada fazenda do município, em que a versão de que os custos pelo trajeto original ficariam mais caros foi difundido. Waldeck Ribeiro, ex-presidente da Câmara de Vereadores, me mostrou uma fotografia, em 1993, com mais de uma dezena de cacauicultores de Camacã e de Mascote, perfilados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, junto a Mário Andreazza, Ministro do Interior do Governo Federal, que contava outra história. Após ver “os representantes do povo”, todos vestidos com calças boca de sino e terno com tecido quadriculado, no estilo Agostinho Carrara, cheguei em casa e perguntei ao meu pai, José Loiola Varjão, sobre o tal assunto. Ele me confirmou a reunião na fazenda, para logo em seguida me interromper e sentenciar: “vamos dar um tiro nessa conversa”, papo encerrado. Esse assunto proibido não saiu do meu imaginário nos últimos 32 anos.

Essa passagem é fato consumado. Se tiraram ou não a BR-101 do centro da cidade é um acontecimento que hoje não nos conduzirá a lugar algum. Faz parte do passado, assim como as águas do rio Panelão, que, supostamente, já transportaram até cédulas eleitorais, não voltarão jamais. Nesse período, conversei com várias pessoas de Camacã e região, sempre angariando informações. Também conversei com um ex-funcionário da Bahia Construtora (empresa responsável pela pavimentação entre o Rio Branco e o Rio Pardo da BR 101), que, à época, junto com outros trabalhadores, se perguntavam por que o trajeto foi mudado, se até em Camacã as máquinas já tinham feito cortes nos barrancos onde hoje se situa a Rua Antônio Pereira dos Santos, para passar a estrada?

Imagem aérea de Camacã, no sul da Bahia || Foto PMC/Divulgação

Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?

______________

Em meados da década de 1970, alguns membros do legislativo municipal, como Arquimedes Carvalho Filho, Waldeck Ribeiro e outros, foram a Brasília pleitear, junto ao Banco do Brasil, a construção de uma agência em Camacã. Após algumas semanas, diretores do banco estavam na cidade, escolheram e compraram o terreno onde funcionava o Clube Vasco da Gama, de propriedade de Álvaro Guerreiro, para construir a agência 0837, do Banco do Brasil. Todo o processo entre a visita dos políticos a Brasília e o início da construção foi célere. Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?

Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Quem iria confrontá-los? Quem iria argumentar que implodir pedreiras por mais de uma dezena de quilômetros até a ponte do Rio Pardo, que ainda seria construída pela Construtora Norberto Odebrecht, seria mais barato do que aproveitar a estrada existente? Quem iria alertá-los de que as pontes do rio Panelinha, já no ramal da fazenda Sapucaia (antiga estrada que fazia o trajeto para Itabuna), do Rio Panelão, em Camacã, do rio Água Preta, nos Quinze, e do Nanci, onde já existia um posto do DNER, foram construídas em concreto bruto para receber a nova estrada? Por que não utilizar essa mesma estrada, que antes nos levava a Porto Seguro, Rio de Janeiro ou São Paulo? O Sr. Zezito Freitas, cacauicultor com propriedade rural nos arredores da estação da Polícia Rodoviária Federal, em Camacã, foi a única voz dissonante nessa história, não queria a estrada nas suas terras.

Para ter certeza em afirmar que o progresso foi afastado de Camacã, li inúmeros artigos e publicações científicas comprovando que ser margeada por uma rodovia federal traz enormes benefícios econômicos às localidades. Em monografia submetida ao Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina, em agosto de 2002, Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, discorre sobre Construção da BR-101 e Seus Reflexos na Economia de Joinville. Outros autores, inclusive da região, pesquisaram sobre o advento da BR-101 no sul e extremo-sul da Bahia, que abriu a região para o Sudeste do Brasil.

Continuando com minhas pesquisas, seguem abaixo, detalhadamente, as informações extraídas do IBGE Cidades com relação à população das maiores cidades da Bahia, margeadas pela BR-101, nas últimas seis décadas:

As cidades de Gandu e Itamaraju ficaram encaixotadas por estarem entre dois grandes polos comerciais e de serviços, como Santo Antônio de Jesus e Itabuna, Eunápolis e Teixeira de Freitas, respectivamente. Nas outras cidades, percebe-se o quão importante foi a construção da BR-101, com a população crescendo, em alguns casos, até mais de duas vezes em relação à década de 1970. Eunápolis se beneficiou também por ser o entroncamento para Porto Seguro. Teixeira de Freitas, por sua vez, obteve o maior crescimento dentre todas as cidades citadas, pela proximidade com o estado do Espírito Santo e algumas cidades de Minas Gerais. Próximo a Camacã, o melhor exemplo é São João do Paraíso, município de Mascote, que antes da rodovia era somente um vilarejo com um punhado de casas.

Para continuar discorrendo sobre os 64 anos de Camacã, farei uma divisão entre os primeiros 32 anos de emancipação e os 32 anos seguintes. Entre 1961 e 1993, apesar de já ter entrado no processo de declínio em 1990, com o surgimento da vassoura de bruxa, a alta arrecadação de ICMS (aqui já era ICMS) quando dinheiro não era o problema, serviu para execução de algumas obras estruturantes na cidade, principalmente entre 1977 e 1982. Naquela época a maioria das obras eram realizadas com verba do município. Importante salientar que a cidade tinha, em 1980, de acordo com o IBGE, uma população de quase 41 mil habitantes.

Em 1990, na fatídica reunião no Clube de Campo de Camacã, em que eu estava presente, o engenheiro agrônomo da Ceplac Mário Tavares informou à população ter encontrado a Crinipellis perniciosa, o fungo que dizimou a lavoura cacaueira e acelerou o declínio de uma cidade sem planejamento e que não sobreviveria sem o cacau. Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.

Vista panorâmica de Camacã || Foto PMC/Divulgação

Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade.

______________

Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade. Aqui, entra João Ubaldo Ribeiro, no livro Política: Quem manda, por que manda, como manda, com a 1ª edição publicada em 1981, quando escreveu sobre “um fenômeno contemporâneo, que vem pondo em risco até mesmo a representatividade popular nas democracias. Trata-se da diferença, cada vez mais ampla, entre quem detém a autoridade para as decisões e quem tem o conhecimento indispensável para tomá-las, sendo obrigado, cada vez mais, a confiar em assessores, consultores e técnicos, os tais burocratas. Isso resulta no controle das decisões públicas cada vez mais longe dos eleitos, perdendo-se a representatividade entre o povo e quem é escolhido por ele”. Eu particularmente chamo isso de “terceirização da vontade popular”. Um é eleito para outros governarem.

Numa ação contraproducente, tendo como base a construção do Terminal Rodoviário de Camacã, ficou latente a falta de parâmetros daqueles que detinham o poder, ou tomada de decisão por parte dos burocratas, citados no parágrafo anterior, que resultou no esfacelamento das empresas que funcionavam em torno da praça Dr. João Vargens. Com a saída das empresas de ônibus e pela proibição de estacionamento e circulação de kombis e picapes, os comércios entre aquela região e o Instituto de Cacau da Bahia foram cerrando suas atividades, um a um. Nos comentários da época, os executores de tal mudança tinham como objetivo fazer a cidade crescer no percurso entre os Correios e a Rodoviária. A realidade é que isso não passou de especulação imobiliária dos donos das terras naquele perímetro e, por ironia da história, a cidade chegou até onde almejavam, mas pelo lado contrário, descendo morro abaixo. “Cobriram um santo e descobriram outro”.

Os tais coronéis, que, na sua maioria não enxergavam um palmo na frente do nariz, nunca, absolutamente nunca pensaram no futuro de Camacã. Nenhum deles investiu em boas moradias na cidade. Quase todos pernoitavam em suas casas na fazenda. Algumas eram belas mansões, que foram se depreciando junto com o cacau que deixaria de existir.

Quase todos os que viviam exclusivamente da lavoura, sem preocupações ou organização financeira pessoal, terminaram completamente endividados, falidos. Incongruente nessa história foram os comerciantes da cidade, proprietários de lojas, farmácias e armazéns, que também eram pequenos agricultores, os quais viviam do seu empreendimento e não ficaram endividados como os grandes latifundiários. Contrários à emancipação, os coronéis de Canavieiras teriam feito “algum trabalho”, que objetivava o declínio de Camacã? Ou foi o carma dos pequenos agricultores obrigados a vender suas terras para os coronéis a preço de banana? Conjecturas à parte, Camacã subiu como um foguete e ruiu como um castelo construído na areia.

Inaptos na arte de governar, porém habilidosos na perseguição política, os controladores do poder local só o perderam em uma oportunidade, quando o padre Auxêncio da Costa Alves foi eleito em 1972, surpreendendo a todos. O padre governou durante 4 anos, com uma faca nas suas costas. Fora esse interregno, mandaram na cidade desde sua emancipação, intentando contra quem os desafiasse. Um deles, que nunca disputou cargo público, andava na cidade com os nomes de pessoas numa lista para serem expurgadas dos seus trabalhos, alijadas daquela sociedade, como a turma do PT, objetivando dar o lugar aos seus apadrinhados. São vários os que saíram de Camacã e, decepcionados, nunca mais olharam para trás.

Em época de fartura ninguém aprende. É perfeitamente compreensível que algumas pessoas de Camacã, por laços de convivência mais íntimos, contestem o argumento de que os coronéis não deixaram marcas registradas a serviço da coletividade. A realidade é infinitamente superior às narrativas criadas, os mitos produzidos em torno de pessoas que governaram com imposições, perseguições, beneficiando uns poucos. Caso interessante a ser citado foi a época da geração de energia através da barragem de Camacã, quando havia energia elétrica em suas propriedades rurais, mas parte significativa da população da cidade estava às escuras, sem a energia. Aliás, o poderio econômico da lavoura cacaueira transitava somente no centro financeiro da cidade, com suas 7 agências bancárias. Nas áreas periféricas, a miséria era extrema, sem luz, água, saneamento básico e sem farinha no prato.

Como um paciente sobrevivendo com práticas paliativas, Camacã foi sendo esbulhada ao longo das últimas décadas, tendo as suas riquezas investidas em outros lugares. Até os filhos dos cacauicultores saíam para estudar e nunca voltavam, salvo raríssimas exceções. O chamado investimento sem retorno.

Precisamos conhecer nosso passado para termos condições de fazer reparos históricos. Desmistificar esse coronelismo é uma abordagem fundamental para que Camacã se liberte da cultura política baseada na dependência e no medo e isso passa pela educação política, pela valorização do coletivo populacional enquanto capital social de uma comunidade. É romper com o imaginário de que só quem tinha terra e sobrenome poderia governar. É reconstruir o ambiente político a partir do povo, sendo o processo de desmistificação do passado o caminho para construção de um futuro baseado no desenvolvimento econômico, na ética administrativa, na inovação e no compromisso com o bem público. No próximo artigo, vamos discorrer sobre os 32 anos seguintes.

José Cássio Varjão é camacaense, graduado em Ciência Política e possui MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas e pós-graduação em Administração Pública Municipal e Desenvolvimento Local; Administração Pública e Gestão de Cidades Inteligentes; e Gestão de Negócios Inovadores.

Prazo para quitar IPVA com desconto termina nesta quarta-feira (29) || Foto Paula Fróes
Tempo de leitura: 2 minutos

Termina nesta quarta-feira (29) o prazo para pagamento, com desconto de 8% no pagamento, em cota única, do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para proprietários de veículos com placas de final 6.

Caso opte pelo pagamento em cota única com o desconto de 8%, incluindo o licenciamento, o contribuinte pode quitar o tributo via Pix, por meio do portal www.ba.gov.br. Para isso, basta entrar com usuário, senha e solicitar o serviço “Pagar licenciamento cota única – emissão do DAE”. O pagamento também pode ser feito pelos canais das instituições como Banco do Brasil, Bradesco e Bancoob.

Outra opção é quitar o IPVA em cinco vezes. Para aderir ao parcelamento, o pagamento da primeira cota deve ser feito na mesma data do vencimento do desconto de 8%, isto é, esta quarta-feira (29) para placa final 6. Caso o contribuinte prefira quitar o imposto em cota única, sem desconto, o prazo para a placa 6 é até 30 de setembro.

MAIS INFORMAÇÕES

Para mais informações, o contribuinte pode utilizar o atendimento do Balcão Virtual, disponível no site www.sefaz.ba.gov.br, enviar e-mail para faleconosco@sefaz.ba.gov.br ou ligar para o call center, no 0800 071 0071 (para ligações de telefone fixo) ou no 71 3319-2501 (para ligações de celular ou de telefone fixo).

Além dos automóveis de final de placa 6, os proprietários de veículos na Bahia com placas terminadas em 7, 8, 9 e 0 ainda podem aproveitar o abatimento em cota única. Para esses mesmos veículos, também é possível parcelar o imposto em cinco vezes, sem o desconto de 8%.

Para os automóveis com placas de finais 7 e 8, os respectivos vencimentos estão previstos para 27 e 28 de junho. Já para as placas terminadas em 9 e 0 os prazos para pagamento com o desconto de 8% e para o início do parcelamento se encerram nos dias 30 e 31 de julho.

Adolfo Menezes preside a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Governo do Estado obteve autorização da Assembleia Legislativa (Alba) para contrair empréstimo de R$ 1,6 bilhão junto ao Banco do Brasil. Os deputados estaduais aprovaram o Projeto de Lei 25.092/2023, de autoria do Poder Executivo e relatado pelo deputado Paulo Rangel (PT), nesta semana. A União deu aval à operação de crédito.

O valor deverá ser investido em infraestrutura viária, infraestrutura hídrica e mobilidade urbana, previstos no Plano Plurianual (PPA) e nos orçamentos anuais do Estado. O presidente da Casa, deputado Adolfo Menezes (PSD), elogiou a decisão dos parlamentares, por significar investimentos no Estado em benefício dos baianos. O PL teve os votos contrários da oposição e do PSOL.

– Foi uma decisão de grande relevância para Bahia. São recursos que se destinarão a novos investimentos no Estado, gerando crescimento econômico. E o que é mais importante, em setores que dizem respeito diretamente aos interesses da população, que levam qualidade de vida. Sem contar os quatro anos de retaliação que a Bahia sofreu do governo federal – enfatizou.

Leia Mais

Tempo de leitura: 2 minutos

Mais de 1,2 milhão de estudantes endividados com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem procurar os canais de atendimento da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para solicitar renegociação. Na Bahia, são 108.116 pessoas com dívida que têm oportunidade de buscar um acordo e ficarem com o nome limpo.

Com 294 mil, São Paulo é o estado com maior número de endividados com o Fundo de Financiamento Estudantil, seguido de Minas Gerais (127.741) pessoas que deixaram de pagar o crédito estudantil. Em todo o país, 1.243.459 pessoas estão endividadas e podem renegociar em condições especiais. As dívidas que podem ser renegociadas chegam a R$ 54 bilhões.

QUEM PODE RENEGOCIAR

O estudante que tiver débitos vencidos e não pagos até 30 de junho de 2023 poderá liquidá-los mediante parcelamento, nas seguintes condições:

Para débitos vencidos e não pagos por mais de 90 dias, em 30 de junho de 2023, haverá desconto de até 100% sobre encargos (juros e multas) e de 12% sobre o valor financiado pendente para pagamento à vista. Outra alternativa é o parcelamento em até 150 vezes mensais e sucessivas do valor financiado pendente, com desconto de 100% dos encargos, mantidas as demais condições do contrato (as garantias e eventuais taxas contratuais).

Já para os estudantes com débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias, em 30 de junho de 2023, que estejam inscritos no CadÚnico ou que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021, haverá desconto de até 99% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor em até 15 prestações mensais.

Em relação a estudantes com débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias, em 30 de junho de 2023, que não estão no CadÚnico nem receberam o Auxílio Emergencial em 2021, o desconto será de até 77% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor em até 15 prestações mensais e sucessivas.

Itabuna publica contrato de operação de crédito para obras de infraestrutura || Foto Zé Drone
Tempo de leitura: 2 minutos

A Prefeitura de Itabuna e o Banco do Brasil firmaram, ontem (8), o contrato por meio do qual a instituição financeira concederá empréstimo de R$ 115 milhões ao município, com garantia da União. O acordo prevê a liberação de R$ 95 milhões até 31 de dezembro de 2023 e mais R$ 20 milhões no intervalo de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024.

Além do aval da União, o empréstimo foi autorizado pela Câmara de Vereadores de Itabuna. Conforme a Lei Municipal 2.619/2023, que regulamenta a operação de crédito, os recursos deverão ser investidos nas seguintes áreas: Infraestrutura Viária, Iluminação Pública, Mobilidade Urbana, Educação, Saúde, Esporte e Lazer.

Quando o Tesouro Nacional avalizou a operação, no mês passado, o prefeito Augusto Castro (PSD) antecipou ao PIMENTA que o pacote de obras abrange serviços de drenagem e pavimentação de vinte e quatro bairros da cidade. A Prefeitura já deu início à licitação das intervenções.

CARÊNCIA E TARIFAS

O período de carência para início da quitação do principal da dívida será de doze meses, com fim previsto para 8 de setembro de 2024. O município pagará o crédito em 108 prestações mensais, a partir de outubro do próximo ano.

Como contrapartida à garantia da União, o contrato vincula cotas de repartição das receitas tributárias destinadas ao município. A operação de crédito vencerá em dez anos, no dia 8 de setembro de 2033, data limite para que Itabuna cumpra todas as obrigações contratuais.

Além dos encargos financeiros, a tarifa da contratação do crédito será de 0,70% do valor total contratado (R$ 115 milhões). A quantia também servirá como referência para a comissão de compromisso de 0,20% ao ano.

Também será cobrada tarifa de pagamento antecipado, ao longo de dez anos, nos percentuais de 4,50%, 4,25%, 4%, 3,75%, 3,50%, 3,25%, 3%, 2,75%, 2,5% e 2%, incidindo sobre o valor total do crédito.

A edição desta sexta-feira do Diário Oficial do Município traz cópia do contrato na íntegra.

Tempo de leitura: 2 minutos

Cerca de R$ 9,5 bilhões em dívidas foram negociados em um mês do Programa Desenrola, aponta levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O dado refere-se ao período de 17 de julho a 18 de agosto. Em número de contratos, foram 1,5 milhão de dívidas negociadas, alcançando 1,1 milhão de clientes. A adesão ao programa segue até 31 de dezembro.

O volume financeiro do levantamento é relativo à Faixa 2, na qual os débitos bancários são negociados diretamente com a instituição financeira em condições especiais. Esse segmento inclui as dívidas bancárias dos clientes que tenham renda mensal superior a dois salários mínimos e menor que R$ 20 mil e que não estejam incluídos no Cadastro Único do Governo Federal.

Nesse mesmo período, cerca de 6 milhões de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100 tiveram as anotações negativas retiradas (desnegativaram). Esse total refere-se apenas às instituições financeiras. O balanço não inclui baixas de registros de outros credores não bancários. O prazo para a desnegativação acabou em 27 de julho.

“A Febraban esclarece que cada banco tem sua estratégia de negócio, adotando políticas próprias para adesão ao programa. As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la”, explica a instituição em nota.

BANCOS PÚBLICOS

Na semana passada, o Banco do Brasil (BB) informou que as empresas ligadas à instituição renegociaram R$ 5,4 bilhões no primeiro mês do programa. Desse total, mais de R$ 850 milhões correspondem à Faixa 2; R$ 4,1 bilhões dizem respeito às renegociações especiais oferecidas pelo próprio banco e R$ 377 milhões foram renegociados por meio da empresa Ativos S.A, subsidiária do banco.

Segundo a instituição financeira, 608 mil clientes refinanciaram débitos desde 17 de julho. Desse total, cerca de 320 mil renegociaram por meio do Banco do Brasil e 288 mil por meio da subsidiária.

A Caixa Econômica Federal, por sua vez, registrou R$ 1,5 bilhão em dívidas renegociadas no Desenrola. Segundo balanço divulgado na quarta-feira (16), o banco regularizou mais de 88 mil contratos de 70 mil clientes. De acordo com a instituição financeira, 92% das propostas foram renegociadas à vista. Os principais tipos de dívidas regularizadas são em operações de cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

Augusto Castro e Davi Dultra, à esquerda, em audiência no Ministério da Fazenda || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O prefeito Augusto Castro teve audiência nesta quarta-feira (2), na Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em Brasília (DF), para garantir operação de crédito para obras em Itabuna. AO PIMENTA, Augusto explicou que a audiência tratou da liberação de R$ 115 milhões pelo Banco do Brasil. A operação já foi autorizada pela Câmara de Vereadores em 17 de abril passado (reveja aqui).

O prefeito, acompanhado do secretário da Fazenda, Davi Dultra, foi recebido pela subsecretária de Assuntos Governamentais, Suzana Braga, pelo coordenador-geral do STN, Renato Andrade, e pelo coordenador Felipe Luduvice. Augusto disse que a audiência foi oportunidade única para alavancar investimentos em infraestrutura, educação, saúde, esportes, mobilidade urbana e segurança para o município.

– Estamos trabalhando incansavelmente para promover o crescimento de nossa cidade e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos nossos cidadãos. Essa operação de crédito é fundamental para viabilizar projetos que têm o potencial de transformar a realidade de nossa comunidade – disse Augusto.

TRANSPARÊNCIA

Segundo Davi Dultra, secretário da Fazenda de Itabuna, foram apresentados, de forma transparente, dados sobre a situação fiscal de Itabuna e as projeções de retorno que os investimentos podem trazer. “Nosso objetivo é estabelecer uma parceria sólida com o Tesouro Nacional, mostrando que a nossa cidade tem uma gestão fiscal equilibrada e que os recursos obtidos serão utilizados de forma responsável e eficiente”, afirmou ele.

Após a apresentação da situação fiscal, reforça Augusto Castro, a expectativa é de que a operação de crédito seja aprovada, “permitindo que a cidade possa alçar voos mais altos em seu desenvolvimento, garantindo assim um futuro próspero e sustentável para todos os seus cidadãos”.

BB ELOGIA GESTÃO FINANCEIRA

No primeiro semestre, numa audiência para tratar do financiamento, o BB elogiou a gestão financeira do município, que iniciou política de saneamento das suas contas em 2021. O gerente-geral do Escritório Setor Público do Banco do Brasil na Bahia, Ricardo Luiz Ribeiro, falou da classificação de Itabuna, que tem Capag (capacidade de pagamento) B.

– Só municípios com contas públicas organizadas, despesas saneadas e equilíbrio financeiro em relação a despesas e receitas recebem esse carimbo de Capag (capacidade de pagamento) A ou B, que são os melhores ratings de pagamento, de capacidade de pagamento, que habilita o banco a oferecer operação de crédito [ao município] – disse Ricardo Luiz. Atualizado às 15h32min para acréscimo de informações do BB.

Banco do Brasil informou ter negociado R$ 1 bilhão em dívidas pelo Desenrola
Tempo de leitura: 2 minutos

Mais de 2 milhões de registros de clientes de bancos que tinham dívidas bancárias de até R$ 100 foram desnegativados nos últimos cinco dias, a partir do Programa Desenrola Brasil. O montante de renegociação somou cerca de R$ 500 milhões em volume financeiro em mais de 150 mil contratos de dívidas. Os dados foram divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os clientes poderão aderir ao programa até o dia 31 de dezembro.

“Os números reforçam o compromisso dos bancos brasileiros com o sucesso do programa Desenrola Brasil”, apontou a entidade, em nota. A Febraban, no documento, salientou que cada banco tem uma estratégia de negócio e, por isso, adota políticas próprias para adesão ao programa.

“As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la”, explicou a entidade.

A Febraban ratificou que apoia o programa idealizado pelo governo federal para “reintroduzir pessoas com restrição de crédito na economia”.

Um dos exemplos foi divulgado, na sexta (21), pela Caixa Econômica Federal, que havia informado ter renegociado mais de R$ 51 milhões em dívidas nos primeiros dias do programa Desenrola Brasil. O banco divulgou que há espaço para aumentar o número de renegociações uma vez que tem 13 milhões de clientes com dívidas.

BANCO DO BRASIL

Além do que foi divulgado pela Febraban em relação às instituições financeiras associadas, o Banco do Brasil (BB) anunciou que terminou a primeira semana do Desenrola Brasil com renegociações de R$ 1 bilhão em dívidas.

A instituição financeira apontou que 75,8 mil clientes refinanciaram débitos entre 17 e 21 de julho.

Além das pessoas físicas com renda de até R$ 20 mil, o Banco do Brasil teve como foco as renegociações para os demais públicos inadimplentes, micro e pequenas empresas e pessoas físicas em geral.

No caso do Banco do Brasil, clientes interessados em negociar dívidas podem usar o aplicativo ou o site da instituição. Pessoas físicas, podem entrar no endereço da página na internet. As empresas devem fazer o pedido no site.

BB tem 4 mil aprovados para contratação imediata || || Foto Agência Brasil
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Banco do Brasil publicou, nesta sexta-feira (14), a lista de aprovados no concurso público do Edital nº 8 – 2022/001. Clique aqui para acessar. O resultado final, publicado no Diário Oficial da União, também informa as pontuações e a classificação de cada região. Os candidatos selecionados vão ser convocados por e-mail ou por carta com aviso de recebimento.

Sob a responsabilidade da Fundação Carlos Chagas, o concurso preencheu 4 mil vagas imediatas de Agente de Tecnologia e Agente Comercial, além de selecionar 2 mil candidatos para cadastro reserva.

Do total de vagas, 149 foram para contratação imediata na Bahia, em municípios como Itabuna, Ilhéus, Itamaraju, Belmonte, Guaratinga, Itapitanga, Ubaitaba, Prado, Ibicuí, Itororó, Vitória da Conquista, Salvador, Camaçari, Camamu, Santo Antônio de Jesus, Barreiras, Simões Filho e Juazeiro.

Financiamento obtido no BB assegura conclusão da nova Ilhéus-Itabuna || Foto ZéDrone
Tempo de leitura: < 1 minuto

O governo baiano fechou contrato de financiamento com o Banco do Brasil e terá acesso a R$ 1,272 bilhão para obras de infraestrutura de transporte e mobilidade e infraestrutura urbana. Os recursos serão aplicados em obras em 41 municípios baianos, conforme o contrato que integra o Programa Integrado de Infraestrutura Governamental (Proinfa III).

Esse contrato, afirma o governador Jerônimo Rodrigues, assegura execução de importantes obras de mobilidade e vai gerar milhares de empregos. Jerônimo citou, na solenidade com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, a BA-649 dentre as beneficiadas.

“Agora com o [financiamento do] BB vamos concluir o trecho, movimentando o turismo de negócios e melhorando a qualidade de vida das pessoas na região. Em Salvador, vamos investir em mobilidade”, observou Jerônimo.

Jerônimo, de blazer, observa obra no MAM ao lado da presidente do BB, Tarciana Medeiros || Foto Fernando Vivas/GovBA

LIBERAÇÃO DE RECURSOS

Pelo contrato, R$ 636 milhões serão liberados no transcorrer de 2023. A outra metade, no próximo ano. A expectativa é de que a primeira parte dos recursos já esteja disponível na conta do Estado na próxima semana, segundo o governo local.

De acordo com o secretário de Infraestrutura da Bahia, Sérgio Brito, R$ 600 milhões do programa serão destinados à Pasta para continuidade das obras em 13 territórios de identidade. “Atualmente, são 520 obras em andamento pelo interior da Bahia”, acrescentou.