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:: ‘Bases Comunitárias de Segurança’

WAGNER FALA DE GOVERNO, ELEIÇÕES E MENSALÃO E DIZ QUE A “VEJA VIROU PARTIDO POLÍTICO”

Governador durante inauguração de base comunitária em Itabuna (Foto Pimenta).

O governador Jaques Wagner esteve no final de semana em Itabuna, onde inaugurou a primeira Base Comunitária de Segurança no interior da Bahia. A base de segurança é aposta para redução dos índices de criminalidade em áreas onde há domínio do crime.

Após a inauguração no Monte Cristo e entrevista ao Alerta Total, da TV Cabrália, o governador concedeu entrevista ao PIMENTA. O mandatário baiano falou de greves no funcionalismo, gestão pública, eleições e reflexos eleitorais do julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Wagner fez crítica à Revista Veja pela postura de “partido político” assumida pela publicação da Editora Abril.

O governador também abordou o processo eleitoral na Bahia e ainda vê a disputa embolada em Itabuna. Ele afirmou que, na reta final, poderá vir a Itabuna apoiar o candidato da base aliada que estiver melhor posicionado – Vane do Renascer (PRB) ou Juçara Feitosa (PT).

PIMENTA – Quais os resultados já obtidos com as Bases Comunitárias nas áreas onde foram instaladas?

JAQUES WAGNER – A depender do tempo de instaladas, os índices de criminalidade apresentam redução de 40% a 50%. Na área do Calabar [Salvador], tivemos período longo com zero homicídio e as bases têm se mostrado a melhor política, mas é óbvio que não vamos colocar bases em todos os bairros, todo interior, mas as colocamos em cidades com índices elevados, como é o caso de Itabuna. Semana que vem estou indo a Feira de Santana, tem uma projetada para Porto Seguro, é uma política de instalar em bairros onde existe o tráfico conflagrado.

O governo fez opção de instalar a Base Comunitária numa área de quadra poliesportiva. Não há uma incoerência governamental entre discurso e combate ao crime?

Na verdade, foi demandado à prefeitura o oferecimento de um terreno. Também acho que é ruim suprimir uma quadra de esporte para colocar uma base comunitária, que é bem-vinda. A unidade nossa é provisória, mas o terreno ao lado [da quadra] é que será usado.

Existem demandas no sul da Bahia, como a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna . Quando esta obra vai sair?

A duplicação ficou a cargo do governo federal . O Derba [órgão estadual] já entregou o projeto ao Dnit e está sendo adequado pelo Ministério dos Transportes. O dinheiro está reservado dentro do PAC II. É o Dnit terminar o projeto, sair a licença ambiental e fazer a obra. Eu tenho convicção de que a gente consegue começar essa obra no primeiro semestre de 2013.

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Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar.

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Falando de eleições, como se posicionará em Itabuna, onde a base tem dois candidatos?

Para não ser desleal, a minha postura é sempre ficar equidistante onde temos dois candidatos e estes participaram da minha campanha [em 2010]. Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar. Por enquanto, há a informação de que a disputa está embolada e eu estou me mantendo distante não só aqui como em todos os lugares. Sou do PT, mas sou de uma coligação. Então, se existem dois candidatos da base, a gente mantém essa distância.

Qual o mapa eleitoral que o governo projeta para este ano?

A projeção que temos é de que, dos 417 municípios, faremos 320. Gente mais otimista fala em 330. Eu boto 320, o que já seria um número bastante representativo, ficando perto de 100 com a oposição, mas ressalvando alguns municípios, pois o PMDB é parte do governo da presidenta Dilma e oposição ao governo estadual, mas não há “interdição” de alianças. Tem prefeitura que vai ser ganha pelo PMDB, mas com o apoio de gente nossa e do PT. E tem lugares onde o PT deve ganhar com o apoio do PMDB. Mas eu diria que, na minha base, estaremos acima de 320 prefeituras.

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Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego.

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E Salvador?

Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego. Em Feira, a eleição é dura, mas a reação de [Zé] Neto é muito boa. Já em Vitória da Conquista, Guilherme Menezes está bem. Aqui em Itabuna, como já disse, está embolado e em Ilhéus nós temos dois candidatos da base, assim como em Barreiras. Então, acho que o resultado vai ser bastante positivo.

Nacionalmente, qual será o impacto do Mensalão para o projeto eleitoral do PT?

Eu estava dizendo que houve julgamento do povo. O episódio do Mensalão já foi público. Em 2005, 2006, teve gente cassada ou que renunciou para não perder o mandato… Na minha opinião, o impacto maior se deu naquela época. Nós já tivemos as eleições de 2006, 2008 e 2010. Algumas pessoas se desestimularam em relação ao PT, mas, pelo desempenho nas eleições, eu diria que não foi um golpe como a oposição gostaria que fosse. Até porque, se o PT tem erros, e seguramente tem, os outros não estão isentos.

Os reflexos hoje seriam menores?

A população não é mais ingênua. Sabe que fazer o discurso da moralidade é fácil, mas teve, por exemplo, o episódio do Mensalão do DEM, com gente filmada colocando o dinheiro no bolso e por aí vai. E o PSDB, também [Minas Gerais]. Então, eu não gosto de generalizar. Seguramente, não somos um partido dos santos, mas de homens e mulheres, como todos são, com erros e acertos. Agora, alguém tentar posar de partido dos santos, de partido detentor da moralidade absoluta acaba soando como mentira para a população. Então, algum impacto acho que tem, mas não estou sentindo, pelo menos por onde tenho andado.

E na Bahia?

É óbvio que não tenho andado por outros estados, mas não estou sentindo isso.

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Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Quando acontece alguma coisa com alguém do PT, vira escândalo.

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O senhor esteve em São Paulo em apoio a Fernando Haddad. Lá, o senhor não sentiu?

Algum reflexo tem, é óbvio. Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Como nós sempre pregamos a moralidade e o bom uso do dinheiro público, quando acontece alguma coisa com alguém do PT vira um escândalo. Por quê? Porque somos pregadores do bom uso do dinheiro público. O episódio foi em 2005, há o julgamento e a postura de condenação. Agora, não acredito que isso vá ser… Vamos ver em São Paulo, onde o Haddad está crescendo, o Russomano está consolidado na primeira posição. Espero que [no segundo turno] dê Russomano e o Haddad, mas vamos esperar mais um pouquinho.

E o que muda com o envolvimento do nome do ex-presidente Lula, segunda a Veja?

Olha, a Revista Veja, ultimamente, tem se transformado quase que num partido político, como já aconteceu em outros países democráticos como Inglaterra, Estados Unidos. Alguns órgãos de imprensa esquecem de que a imprensa tem direito a ter sua opinião – e nós defendemos a liberdade de imprensa, mas tem momentos que ela assume uma posição e se contamina até diante da sociedade. A tentativa, na minha opinião, é absurda. Eu fui ministro que cuidava de toda aquela questão à época do Mensalão. Eu era o articulador político do presidente Lula… No dia que estive em São Paulo, estava saindo a revista e eu disse “posso garantir que o presidente nunca se encontrou com Marcos Valério nem no Palácio do Planalto nem no Alvorada ou na Granja do Torto”.

Mas a pressão é grande.

Essa tentativa [de envolver o ex-presidente Lula] já foi rechaçada no começo pelo Supremo. É tentativa de contaminar uma pessoa que, para tristeza das oposições, continua morando no coração de 80% dos brasileiros, pelo trabalho que ele fez. Mas não acho que isso vá prosperar. Insisto que é falta de argumento da oposição e aí tenta bater só nessa tecla. O povo ouve a palavra, mas julga pela ação. Creio que a ação do PT ao longo desses anos, seguramente, não é perfeita, mas a gente tem feito processo de prosperidade bastante grande no Brasil e na Bahia.

O senhor sempre foi visto como homem do diálogo e oriundo da base sindical. Por que se enfrentou duas greves duras só neste ano, principalmente a dos professores, que foi a mais desgastante e longa?

A greve da Polícia Militar, na verdade, tinha uma agenda nacional, que era a PEC 300. Então, iniciou-se um processo de greves em outros estados e chegou na Bahia e tomou contornos inaceitáveis e violentos. Graças a Deus, superamos aquela fase. Fizemos uma oferta salarial à Polícia Militar que começa a ser cumprida agora em novembro.

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Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização.

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E na greve dos professores?

No caso dos professores, considero que houve erro de parte a parte na mesa de negociação. Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização. Só lembrar que, seguramente, não sou governador da Bahia duas vezes, deputado três vezes e ex-ministro do presidente Lula por que seja burro. É óbvio que se num ano eleitoral eu pudesse alargar os proventos do funcionalismo público para estar em cada canto com gente satisfeita… Eu tenho limite e tenho que governar dentro da responsabilidade fiscal. Eu só quero lembrar, sem voltar a esse debate, que nós fizemos e vamos completar em março 53% de ganho real sobre a reposição da inflação. Houve desgaste, mas ele vai sendo superado. O governo não é julgado só por esse episódio. É julgado pelo conjunto da obra de cinco anos e meio. Graças a Deus, a gente tem avaliação bastante positiva da população.

Só que as pesquisas ainda apontam desgaste.

Não, você está falando da pesquisa de Salvador. É que o povo tem a mania de pegar pesquisa de Salvador.

Nos maiores centros, como Itabuna, também ainda há reflexo.

Em Feira de Santana virou completamente. Pode não ser igual às outras cidades do interior, mas a avaliação é positiva. Inclusive, em Salvador a regressão da desaprovação já é bastante grande e a gente já tem aprovação superior a não-aprovação. Salvador foi o grande foco da greve dos professores. Mas em época de eleição as coisas são… (pausa)

Mais acirradas?

(…) Mais acirradas e ninguém [da oposição] vai falar das bondades. Mas sou pessoa tranquila. Vou dar o exemplo de Salvador [em relação a pesquisa]: tinha gente comemorando antes da hora e me parece que a festa não vai ser como eles estavam imaginando. Vamos aguardar porque, pelas pesquisas, eu não iria nem para o segundo turno em 2006 e acabei ganhando no primeiro. Achava impossível ganhar do primeiro turno em 2010… Não falo isso com arrogância, mas como recomendação porque pesquisa é fotografia do momento. Eu acabei de ouvir do diretor da própria rede aqui [Marcelo Almeida, da TV Cabrália] que as coisas mudam com muita rapidez em Itabuna. Em São Paulo, todo mundo achava que Celso Russomano (PRB) ia cair [nas pesquisas]  com duas semanas de televisão. Consolidou em 35% e está todo mundo agora batendo perna, não entendendo o que está acontecendo. Então, vou continuar com minha humildade. Evidente que eu sei os problemas que o governo tem, mas também eu sei das entregas que a gente fez e não são poucas, e o povo julga pelo conjunto da obra.

SECRETÁRIO NEGA USO ELEITORAL DE BASE DE SEGURANÇA EM ITABUNA

Secretário de Segurança, Maurício Barbosa (Foto Pimenta).

A Base Comunitária de Segurança instalada provisoriamente na baixada do Bairro Monte Cristo, em Itabuna, é a oitava entregue pelo governo baiano. Inspiradas nos moldes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, as bases comunitárias são inauguradas em áreas sob domínio do tráfico ou de grande número de homicídios. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, disse que Itabuna terá uma segunda unidade, em área ainda a ser definida.

Barbosa concedeu entrevista ao PIMENTA e disse que a quadra poliesportiva que a prefeitura cedeu como área para instalação da base será devolvida, recuperada, em quatro meses, quando a Base Comunitária permanente será inaugurada.

De acordo com ele, as próximas unidades a serem inauguradas serão as de Porto Seguro e Feira de Santana. A base de Itabuna será comandada pela tenente

PIMENTA – O governo tem dito que o combate à violência não é feito somente com polícia. Não é incoerência, então, construir a Base Comunitária justamente numa quadra poliesportiva?

MAURÍCIO BARBOSA – Não é incoerência, mas prioridade. A ocupação não é definitiva.  Estamos aqui iniciando um projeto de segurança para beneficiar, aproximadamente, 30 mil pessoas e, temporariamente, ela vai ficar aqui, até a construção definitiva da base e a recuperação da quadra para os jovens.

A base definitiva sai em quanto tempo?

Acreditamos que, no máximo, em oito meses, mantendo-se a mesma equipe (efetivo) policial. Infelizmente, não tivemos outra opção para acelerar o processo de instalação provisória do terreno e posterior recuperação da área de lazer.

Autoridades descerram placa de inauguração de base comunitária em Itabuna (Foto Manu Dias).

A instalação da unidade provisória tem a ver com índices de criminalidade ou, como se comenta, com o período eleitoral?

A questão é logo trazer os policiais que já estavam formados desde o início do ano. A nossa previsão era de que as obras físicas já estivessem prontas. Então, para não perdermos mais tempo, fizemos a opção de construir essa base provisória nos moldes de como têm sido feitas as UPPs cariocas.

Existem fortes críticas quando à localização da Base, considerada vulnerável pela própria geografia do local…

A questão da vulnerabilidade vai exatamente do trabalho que a polícia veio aqui para fazer. O trabalho policial oferece riscos. Minimizamos esses riscos (com a operação deflagrada em agosto). A população não pode ficar à mercê da bandidagem.

O BANGUE-BANGUE É AQUI

Celina Santos | celinasantos2@gmail.com

Parafraseando Caetano Veloso, quando escreveu que “o Haiti é aqui”, numa alusão à desigualdade social brasileira, nos resta dizer que a guerra é lá na Síria, mas “o bangue-bangue é aqui”.

“Levanta, Léo, oh meu filho! Ele tá vivo, me dá a mão dele, me dá a mão dele”. Eis o lamento ensandecido de uma mãe itabunense, cujo filho adolescente foi “abatido” por 15 tiros em pleno dia, no bairro Santa Inês. Infelizmente, não se trata de um caso isolado, mas de uma cruel constante na rotina de tantas e tantas famílias dessa terra.

Enquanto esse artigo começava a ser escrito, haviam se passado 223 dias do ano de 2012. Nesse período, foram computados 112 assassinatos. Isso representa média de um homicídio a cada dois dias! A maioria das vítimas, como todos sabem, é composta por adolescentes e jovens.

Do alto da sua imaginária “zona de conforto”, muitos se pegam dizendo: “só estão matando vagabundos”, numa referência aos dependentes químicos (doentes que perdem a batalha contra a tirania do vício em crack) e àqueles que encontram na venda dessa droga um meio de ganhar dinheiro facilmente.

Mas é dado a algum ser humano o direito de decidir sobre a vida – e a morte – de outro ser? Simplesmente matar virou a solução? Quem garante que as centenas de mortos não teriam um futuro diferente, caso lhes fosse dada alguma oportunidade que não o caminho do uso e/ou tráfico de entorpecentes?

Onde estão as tais políticas públicas de cunho social? Cadê a bonita proposta do tal Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania)? Tudo muito louvável, porém, até então, apenas no plano da teoria. Na prática, só morte e mais morte. Choro e mais choro.

Aliás, pensando estar protegidos em nosso “lugarzinho quente”, repetimos: “só morre quem está no lugar e na hora errados”. Ok. Mas onde fica o lugar certo para fugir de uma bala perdida, se pessoas estão sendo atingidas até dentro de igrejas, como aconteceu no domingo, dia 12 de agosto, no bairro de Fátima? Qual seria a hora segura, se tem gente sendo alvo de tiros até pela manhã, em plena avenida Juracy Magalhães, uma das vias mais movimentadas do centro de Itabuna?

Há muito tempo se fala em implantar, nos bairros mais perigosos da cidade, as chamadas Bases Comunitárias de Segurança. Tal medida certamente evitaria atitudes audaciosas de bandidos, como ordenar o fechamento de escolas, quando eles querem trocar tiros com seus rivais.

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PORTO, FEIRA E ITABUNA TERÃO BASES COMUNITÁRIAS EM 2012

O governo baiano definiu cinco das seis cidades do interior onde serão instaladas Bases Comunitárias de Segurança em 2012. Feira de Santana e Porto Seguro são as primeiras da lista da Secretaria de Segurança Pública, conforme apurou o PIMENTA. As demais são Itabuna, Valença e Ilhéus. As bases comunitárias são versões baianas da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) implantada no Rio de Janeiro.

Ontem, Jaques Wagner havia antecipado que em 2012 serão instaladas 12 Bases Comunitárias, sendo seis em Salvador e a outra metade no interior. O anúncio ocorreu durante sua participação no programa Conversa com o Governador, quando também falou de ações nas áreas de saúde e a posse do Conselho Estadual de Comunicação. Ouça clicando aqui.

O QUE É ISSO, COMPANHEIROS?

O governo baiano precisa explicar aos itabunenses por que o município considerado oitavo mais violento do país – de acordo com estudos do Instituto Sangari e Ministério da Justiça -, não tem recebido a atenção devida na área de segurança pública. 

Apesar de anunciada no primeiro semestre do ano passado, a Base Comunitária de Segurança em Itabuna ainda não saiu do papel. A prioridade, até aqui, vem sendo dada à capital baiana, Salvador. 

Na próxima segunda-feira (16), às 9 horas, o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o governador Jaques Wagner inauguram a quinta base de segurança na capital do Estado. 

Como este blog revelou na semana passada, o índice de homicídios em Itabuna é bem maior, proporcionalmente falando, ao de Salvador. Aqui, foram 71,35 homicídios por 100 mil habitantes em 2011 ante 53,51 na capital baiana.

Tá mais do que na hora de explicar por que este direcionamento de ações e recursos em segurança para a capital quando aqui – os números provam – a situação está pior.

Junte os baixos investimentos em segurança pública por parte do estado e a falta de políticas sociais municipais e não nos surpreende o quadro enfrentado pelos itabunenses.

ITABUNA REGISTRA 147 HOMICÍDIOS EM 2011

ÍNDICE DE HOMICÍDIOS É SUPERIOR AO DA CAPITAL BAIANA

Polícia técnica em frente a uma oficina onde ocorreram dois assassinatos na Avenida Juracy Magalhães (Foto Pimenta).

Assim como em 2010, Itabuna fechou 2011 com a triste marca de 147 homicídios. E, ao contrário dos anos anteriores, a escalada de mortes violentas se deu no segundo semestre.

Enquanto nos seis primeiros meses do ano passado houve queda de 33% do número de homicídio (67 ante 100 registrados em 2010), nos últimos seis meses de 2011 ocorreram 80 mortes.

Com estes números, a cidade atinge média de 71,35 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. A maioria dos homicídios está relacionada ao tráfico de drogas (75%). Jovens na faixa de 15 a 25 anos são maioria das vítimas.

MAIS VIOLENTA QUE SALVADOR

Itabuna registrou em 2011 percentual de 71,35 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto Salvador cravou 53,51. A capital, aliás, conseguiu reduzir o percentual. Em 2010, eram 61,26 homicídios (queda de 12,65%). Itabuna é apontada como oitava mais violenta do país, segundo levantamento do Ministério da Justiça e Instituto Sangari (relembre aqui).

Apesar de Itabuna possuir índice de homicídio por 100 mil habitantes mais elevado que Salvador, o governo baiano tem priorizado a capital baiana na inauguração das primeiras bases comunitárias.

Até agora a polícia sinaliza com a construção de uma Base Comunitária de Segurança na região do Monte Cristo, apontada pela polícia como a área mais violenta do município.

E ITABUNA, QUANDO TERÁ?

O governador Jaques Wagner inaugura três bases Comunitárias de Segurança (as UPPs baianas) no Complexo Nordeste de Amaralina, em Salvador, durante solenidade nesta terça, às 9h. Com estas três, o governo atingirá cinco bases comunitárias entregues em 2011… Todas na capital baiana.

Não custa lembrar que, conforme aqui já abordado pelo blog, Itabuna tem número de homicídios por 100 mil habitantes maior que a capital baiana. O governo estadual prometeu instalar uma Base Comunitária de Segurança em Itabuna, no bairro Monte Cristo, região da Califórnia. Mas, os fatos e ações mostram, a prioridade é Salvador.

Incrível, mas o estado que parece não enxergar a escalada da violência no município sulbaiano sabe que programas especiais dão ou podem dar bons resultado no combate à violência.

Um exemplo: A região à margem direita do Cachoeira conseguiu reduzir em 36% o número de homicídios no comparativo entre janeiro-agosto de 2010 com janeiro-agosto de 2011. Já residindo em Vitória da Conquista, o coronel Inácio Lira dizia ao PIMENTA que a freada dos homicídios na área do São Caetano se devia a ações do programa Ronda no Bairro, que estimulava a integração entre as polícias civil e militar e a interação da PM com a comunidade.

Se o Ronda no Bairro ainda é piloto, porque não priorizar a instalação da Base Comunitária no Monte Cristo? Vai ficar para 2012? Não dá para ter foco apenas na capital – ainda mais quando os números de outras localidades são mais preocupantes.

SEGURANÇA PÚBLICA: ITABUNA TERÁ SÓ UMA “UPP”; BASE DE ILHÉUS SERÁ NO VILELA

A Bahia terá 34 Bases Comunitárias de Segurança até 2013 e o município campeão em violência contra a juventude, Itabuna, terá apenas uma das mais de três dezenas de unidades. Pelo menos, este é o planejamento da Secretaria de Segurança Pública. As bases comunitárias, como serão chamadas as unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na Bahia, começam a ser implantadas por Salvador, provavelmente neste mês.

Em Itabuna, a base será instalada no bairro Monte Cristo, uma das áreas mais violentas da cidade e que tem como vizinhança os bairros Califórnia, São Roque, Santa Inês e Antique. A data ainda não foi definida. A escolha do bairro gerou críticas por parte de policiais que atuam em Itabuna e consideram a região do Novo Horizonte mais perigosa, por concentrar o “grosso” do tráfico de drogas no município.

Já em Ilhéus, também no sul da Bahia, a base será instalada no Teotônio Vilela, o mais violento e mais carente do município. Um estudo, na década passada, mostrava que 60% da população carcerária do presídio ilheense Ariston Cardoso era do bairro.

O governo baiano vai privilegiar Salvador na instalação das bases de segurança. Das 34 UPPs baianas, 20 serão instaladas na capital do estado. Feira de Santana terá 4 bases até 2013.

Além de Ilhéus e Itabuna, Porto Seguro, Vitória da Conquista, Simões Filho, Camaçari, Lauro de Freitas, Juazeiro, Barreiras e Paulo Afonso também terão, cada um, uma base de segurança. As UPPs chegam, mas sofrem críticas de policiais experientes, que consideram o modelo uma ação “cosmética”.






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