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:: ‘Biofábrica’

ILHÉUS: BIOFÁBRICA DÁ DICAS DE PLANTIO E EXPÕE MUDAS NA CHOCO SUMMER

Biofábrica de Cacau expõe mudas no Choco Summer, em Ilhéus

Até o próximo domingo (10), as mudas da Biofábrica de Cacau estão em exposição no Festival Choco Summer, na Avenida Soares Lopes, centro de Ilhéus, no litoral sul da Bahia. No estande da Biofábrica, o público encontra mudas de fruteiras, como cacau, abacaxi, açaí e cupuaçu, além de mandioca, orquídeas e essências florestais, como ipê amarelo e roxo, jatobá e pau-brasil.

Os visitantes do estande ainda podem bater papo com os técnicos da Biofábrica, que tiram dúvidas e orientam sobre o plantio. A Biofábrica conta com o apoio do Governo da Bahia, por meio das secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).

Em sua 3ª edição, o evento é mais uma atração para os turistas, com atividades de lazer, gastronomia, música e negócios. Com entrada gratuita, o Choco Summer é realizado pela MVU Promoções e Eventos, com apoio da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Esporte (Setur).

FERNANDO GOMES LEMBRA PAPEL DE ADERVAN E DECRETA LUTO OFICIAL

Assim como o prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite, Fernando Gomes decretou luto oficial de três dias em Itabuna, em reconhecimento à contribuição de José Adervan de Oliveira para o desenvolvimento e, ainda, a luta pela liberdade da informação, “mantendo um diário de circulação regional por mais de 30 anos”.

Por meio de nota, o prefeito destaca a militância política de Adervan e sua “destacada atuação em favor do esporte e da cultura, bem como em defesa da ética profissionais e dos valores morais”.

Adervan faleceu na tarde do último domingo (12), no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. O corpo foi enterrado ontem à tarde, em Itabuna. Ontem, o ex-prefeito Jabes Ribeiro lembrou da sua relação com Adervan e emitiu nota em que lembra da última homenagem prestada ao jornalista, ano passado, com a entrega da Comenda São Jorge dos Ilhéus.

Adervan, paletó claro, quando recebeu comenda em Ilhéus das mãos de Jabes, em 2016 (Foto Alfredo Filho).

Adervan, paletó claro, quando recebeu comenda em Ilhéus das mãos de Jabes, em 2016.

CÂMARA DE ILHÉUS

A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Ilhéus se pronunciou em nota na qual enfatiza o amor do jornalista e empresário pelo sul da Bahia. “Foi um influente comunicador do sul da Bahia, que perde um dos seus grandes defensores. Neste momento de dor, enviamos nossos pêsames à família e amigos”.

BIOFÁBRICA

O Instituto Biofábrica de Cacau também emitiu nota na qual destaca a relevância de Adervan no desenvolvimento da comunicação regional. “Adervan deixa um importante legado para a comunicação regional, configurando como um dos principais personagens do setor”, observa a nota. “À família e aos amigos enlutados, a Biofábrica presta solidariedade”. O profissional era um dos maiores defensores da agropecuária regional.

Além da Prefeitura de Itabuna, Biofábrica e Câmara de Ilhéus, a FTC de Itabuna, por meio do seu diretor Luiz Alfredo Omena, também se posicionou. “Com o falecimento de José Adervan, o jornalismo sulbaiano perde uma das suas referências do profissionalismo exercido com ética, competência e seriedade”.

VANE ANUNCIA NOS PRÓXIMOS DIAS O SUBSTITUTO DE LANNS ALMEIDA

Lanns: melhorias em feira.

Lanns assume o Instituto Biofábrica

O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, anunciará nos próximos dias o substituto de Lanns Almeida no comando da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. A saída do agrônomo, que será o novo diretor do Instituto Biofábrica de Cacau, já era esperada há algumas semanas e foi confirmada nesta segunda-feira (22).

Lanns Almeida comanda a Secretaria de Agricultura há mais de três anos, desde o início do atual governo. Em nota, a Secretaria de Comunicação informa que o ex-secretário se reuniu com o prefeito para agradecer o apoio recebido enquanto esteve no cargo. Almeida disse que deixa o governo “orgulhoso do trabalho feito em prol da sustentabilidade e no apoio ao pequeno agricultor de Itabuna”.

Entre suas realizações à frente da Secretaria, o agrônomo mencionou a reabertura do matadouro municipal e o fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O programa tem 327 famílias inscritas em Itabuna.

BAHIA SE DESTACA NO SALON DU CHOCOLAT

Pedro Magalhães, Marco Lessa e João Tavares na comitiva brasileira.

Pedro Magalhães, Marco Lessa e João Tavares na comitiva brasileira.

Cerca de 100 mil pessoas visitaram a vigésima edição do Salon du Chocolat, em Paris. Pelo sexto ano consecutivo, a Bahia participou do evento com o estande Cacau do Brasil, ação que envolve os governos estaduais da Bahia e do Pará e o governo federal, além do Instituto Biofábrica de Cacau e Associação dos Produtores de Cacau (APC).

O país foi promovido durante cinco dias, no evento internacional, como grande produtor de cacau e chocolate de origem, além de participar de negócios como a venda de chocolate e de amêndoas de cacau fino.

– A participação do Brasil no Salon du Chocolat permite mais visibilidade aos produtores do mercado do cacau fino e de chocolate com alto teor de cacau, além de ser um ambiente propício para negócios e muita aprendizagem – destaca Marco Lessa, coordenador do projeto.

O cacau brasileiro é conhecido por seu sabor e por ser um dos melhores do mundo, graças a sua qualidade, diversidade e dos diferentes biomas onde é cultivado (Mata Atlântica e Floresta Amazônica).

– A vinda dos produtores serve principalmente para ver o que esta sendo feito no mercado – diz César De Mendes, da Amazônica Cacau, complementando: “Queremos ver embalagens, as tendências, conhecer novos chocolatiers, isso nos ajuda a desenvolver esse novo hábito alimentar mais saudável no Brasil, que é um chocolate rico em cacau, com menos açúcar, como os europeus são acostumados a consumir”.

País teve espaço exclusivo para mostra qualidade do cacau e do chocolate.

País teve espaço exclusivo para mostra qualidade do cacau e do chocolate.

Os chocolates brasileiros vendidos no espaço Cacau do Brasil fizeram um grande sucesso com os franceses: bombons de nibs (cacau torrado), castanha-do-Pará coberta de chocolate 70% ou mesmo tabletes.

A venda experimental, na avaliação da comitiva do país, mostra a aprovação aos produtos brasileiros e desperta o interesse de milhares de franceses em conhecer onde a matéria prima é produzida, promovendo uma experiência exclusiva.

– O nosso objetivo é agregar valor ao chocolate, que está nos ajudando a nos reerguer e queremos muito mostrar ao Brasil e ao mundo o nosso potencial – observa Henrique Almeida, diretor da Biofábrica e da Sagarana Chocolate.

Marco Lessa lembra ainda que esse trabalho contínuo tem dado ótimos resultados, com marcas baianas se destacando com estandes próprios, como o caso da Mendoá, marca de Ilhéus, que vendeu – e muito bem, chocolate 100% baiano diretamente ao público francês pela primeira vez.

O Salon du Chocolat, que completou 20 anos, reuniu mais de 400 expositores de todo o mundo, levando ao Expo Versalhes Centro de Exposição mais de 100 mil europeus, que viram chocolate de diversos países. Eles, segundo a comitiva brasileira, se encantaram com a estrutura e conteúdo do espaço Cacau do Brasil.

PROTESTO NA SEDE DA BIOFÁBRICA

Cerca de 20 funcionários da estação da Biofábrica em Una fazem um protesto nesse momento na sede da empresa, em Itabuna. Os trabalhadores denunciam que estão há cinco meses sem salários. A estação de Una é um centro de propagação de seringueiras, que tem convênios com multinacionais da borracha.

A queixa dos trabalhadores é que estão passando fome, enquanto o presidente da Biofábrica, Henrique Almeida, é visto a cada dia na imprensa posando de bom administrador, sem falar nas frequentes viagens que ostenta, às custas da entidade.

A Biofábrica comemorou, há poucos dias, a renovação de um super-contrato com o Governo do Estado, o que iria garantir o financiamento da entidade por longos anos. Essas maravilhas não chegaram, ainda, para esses trabalhadores.

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DIRETOR DA BIOFÁBRICA RECEBE 2 VEZES POR VIAGENS

.Henrique: diárias em dobro (Foto Pimenta).

Há mais de três meses, Durval Libânio teve de deixar a diretoria técnica do Instituto Biofábrica de Cacau. Contrariado. Conselheiros apontaram irregularidade na sua permanência no cargo, já que o mesmo era professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), por semelhante jornada de 40 horas semanais.

Agora, quem está na mira é o diretor-geral, Henrique Almeida. Descobriu-se que Almeida viajou a Belém do Pará e também participou de uma missão baiana ao continente asiático acumulando diárias em duplicidade, recebendo-as, ao mesmo tempo, da Biofábrica e do Governo Federal, via Ministério da Agricultura.

Almeida participou de uma missão institucional e empresarial à China entre 13 a 23 de maio. Apesar da viagem ser na condição de presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Almeida acumulou diárias pagas pela Biofábrica e Ceplac (R$ 4.014.67 mais R$ 4.775,00) para o mesmo período e missão.

A missão foi coordenada pelo governo baiano e os seus integrantes foram na condição de convidados da nação asiática, com passagens e hospedagem pagas pelo governo.

O recebimento de diárias em duplicidade ocorreu em viagem ao norte do País. Com valores mais modestos, mas incorrendo em igual erro, acumulou R$ 626,00 em diárias pagas pela Ceplac e R$ 855,00 pagos pela Biofábrica. A diferença é que os valores recebidos pela Biofábrica foram referentes a diárias de 22 a 25 e da Ceplac de 23 a 25 do mesmo mês.

O Pimenta não conseguiu ouvir o dirigente da Biofábrica. Na viagem ao Pará, o interesse era do governo daquele estado. Apesar disso, tanto a Ceplac como o instituto sul-baiano pagaram a diária.

SEGMENTAÇÃO

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Henrique Almeida é presidente da Associação de Produtores de Cacau e diretor do Instituto Biofábrica de Cacau. Henrique participou ontem da reunião da Câmara Setorial do Cacau, na Ceplac, que serviu como marco do primeiro grande impulso pela adesão dos produtores ao PAC do Cacau.

O que chamou a atenção foi que Henrique preferiu assentar-se à mesa como presidente da APC, e não como dirigente da Biofábrica. Só pra lembrar, a Biofábrica só sobrevive graças aos milhões de reais injetados pelo governo do estado, que compra da empresa mudas de plantas para distribuição entre agricultores familiares e pequenos produtores.

Mas o que deixou muita gente com a pulga atrás da orelha foi uma declaração do diretor. “Na Biofábrica não vai estar Henrique Almeida diretor mas, sim, Henrique Almeida produtor de cacau”. O pessoal das seringueiras e das fruteiras já começa a se preocupar.

O SILÊNCIO DE MUNIZ

Muniz: silêncio.

Muniz: silêncio.

O secretário estadual de Agricultura, Roberto Muniz, preferiu silenciar-se sobre as críticas sofridas na última quinta, 8 (confira). Os petardos foram desferidos por Moacir Smith Lima, ex-diretor do Instituto Biofábrica de Cacau, órgão que tem orçamento anual estimado em R$ 8 milhões e é responsável pela produção de material genético para a lavoura cacaueira sul-baiana.

Moacir diz que Roberto Muniz boicotou a Biofábrica e que o secretário faz da Seagri um departamento do PP. O Pimenta enviou e-mail à assessoria de comunicação da Seagri, mas não obteve retorno da assessoria. O blog quis saber a opinião de Muniz sobre as acusações graves de Moacir.

“A QUEDA”: MOACIR SOLTA O VERBO

O ex-diretor do Instituto Biofábrica de Cacau, Moacir Smith Lima, vai se abrir com o Pimenta. O técnico agrícola que dirigiu a Biofábrica até duas semanas atrás promete contar, em entrevista ao blog, os bastidores de sua queda na direção do instituto.

A promessa é revelar, desde o assédio da secretaria ao conselho de administração, pedindo sua cabeça reiteradas vezes – sem sucesso por algum tempo – até a tentativa de matar a Biofábrica por inanição, patrocinada pelo próprio secretário da Agricultura, Roberto Muniz.

Um aperitivo: “Foi tão grande a campanha para me queimar, que o veneno acabou por atingir a nova direção, que sofrerá os reveses dos danos tentados e causados à minha gestão pelo secretário Roberto Muniz”.

Pano, rápido!

O ex-diretor fala do retardamento do repasse de verbas para a Biofábrica, pela Seagri, o que o obrigou a um verdadeiro malabarismo para não deixar o barco afundar.

EM TEMPO DE MURICI, CADA UM CUIDE DE SI

O ex-diretor da Biofábrica, Moacir Smith Lima, reclama do atraso de salários dos seus ex-comandados (por falta de repasses da Seagri) e se inclui na lista dos prejudicados, pois, demitido, saiu com uma mão na frente e outra atrás. Agulhão Filho vê nisso os bíblicos sinais dos tempos. 

Falaí, trovador:

É Ferreirinha que vai,
na véspera do centenário,
é nota falsa que vem,
a “garoupa” do otário,
é Azevedo que ri,
com o plano imobiliário…
O tempo é “de murici”,
que o diga Moacir,
sete meses sem salário!…
.

NOVO DIRIGENTE FALA SOBRE PLANOS PARA BIOFÁBRICA

Almeida fala de planos para a Biofábrica.

Almeida: planos para a Biofábrica.

O novo diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Henrique Almeida, concede entrevista coletiva, na próxima quinta, às 8h, para explicar o seu plano de gestão para o órgão ligado à agricultura sul-baiana. A coletiva será no Palace Bistrô, em Itabuna. Almeida assumiu o Instituto Biofábrica, após articulações que resultaram na queda do técnico agrícola Moacir Smith Lima, ligado ao deputado federal Geraldo Simões (PT).

O novo diretor-geral assume com o apoio dos grandes produtores e do secretário estadual de Agricultura, Roberto Muniz. Almeida é ligado a Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus e secretário-geral estadual do PP, partido que comanda a pasta da Agricultura. O diretor-geral também é presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC).

BASTIDORES DA QUEDA

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Aos poucos, tudo começa a fazer sentido. Há mais mistérios envolvidos na queda de Moacir Lima da Biofábrica do que poderia supor as especulações dos pobres mortais. Como está sendo revelado agora, a conta-gotas, a relação era de fritura, e já fazia algum tempo.

Pois bem. A história começa com o contrato de produção que o Instituto Biofábrica de Cacau mantém com a Secretaria da Agricultura. A Biofábrica produz e a Seagri compra as mudas e as distribui para os produtores da agricultura familiar, assentados e associações de pequenos agricultores. Durante quase toda a gestão de Moacir, esse contrato não havia sido formalizado, e a coisa funcionava baseada num contrato de emergência.

Quando, há pouco tempo, finalmente foi assinado o tal contrato, que foi até publicado no Diário Oficial do Estado, começou o boicote. “Passou a existir a formalidade, mas o dinheiro sumiu”, revela uma fonte do Pimenta, que identifica o próprio secretário Roberto Muniz como maior interessado na queda de Moacir.

E essa fonte também revela um fato curioso em relação a essa trama digna de novela das oito: o ‘motorista’ do secretário Roberto Muniz durante a visita que ele fez à Biofábrica há cerca de dois meses foi ninguém menos que o próprio Henrique Almeida, hoje o indicado para ocupar a vaga do ex-diretor.

“Quem conhece esse meio da política sabe que quando a autoridade escolhe alguém para ir no seu carro, é para que ali aconteça a conversa reservada”, afirma a fonte. Talvez o erro de Moacir, por sua vez, tenha sido não acreditar na força de seus opositores. “Era um ‘bicho’ pra trabalhar, mas faltou-lhe o traquejo”.

APESAR DOS ESFORÇOS, DIRETOR DA BIOFÁBRICA NÃO VOLTA

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Parece que não tem volta a demissão de Moacir Smith Lima da direção do Instituto Biofábrica de Cacau. Até agora não renderam resultados positivos os esforços de lideranças políticas da região em favor do retorno do ex-diretor. Com isso, já tem quem acredite numa ação deliberada do governo Wagner, no sentido de promover uma poda nos cargos ligados ao deputado Geraldo Simões.

Os defensores dessa tese afirmam que o ‘rebaixamento de copa’ começou com a exoneração do próprio Geraldo, da Secretaria da Agricultura, continuou com a demissão do titular da Educação, Adeum Sauer, e já chegou às empresas ligadas ao deputado, caso de Moacir.

Mas essa explicação carece de fundamentos. Se forem observados os postos que Geraldo ainda mantém na estrutura do governo e o recomeço das indicações – a Sudic é um exemplo – deduz-se que os que saíram, caíram pelos seus próprios méritos.

Claro que nisso tiveram uma ‘ajudinha’ do próprio governo, que passou pelo maior perrengue nos últimos meses, sacrificando investimentos nas diversas áreas. As vítimas mais recentes e notórias dessa complicada relação foram, justamente, Adeum e Moacir. Ambos se viram tolhidos em seus projetos mas, ainda assim, pagaram o pato e saíram como maus administradores.

MOACIR DEIXA BIOFÁBRICA

Moacir deixa comando da Biofábrica: cargo deve cair no colo de Jabes

Moacir deixa comando da Biofábrica: cargo deve cair no colo de Jabes

Deu frutos a visita do secretário da Agricultura Roberto Muniz a Itabuna, na terça-feira. Ele veio com a missão de pedir a cabeça do diretor do Instituto Biofábrica de Cacau, Moacir Smith Lima, aos conselheiros da entidade. Conseguiu o que queria.

Moacir foi demitido da direção, e o nome do novo ocupante do cargo será anunciado pelo governo na próxima segunda-feira (o leitor do Pimenta deverá saber antes, se forem confirmadas as nossas investigações até amanhã). A queda de Moacir foi pedra cantada aqui, na segunda-feira.

A queda de Moacir é mais uma derrota para o deputado federal Geraldo Simões, que era o padrinho do ex-diretor no cargo. E tudo indica que o novo ocupante da cadeira que era de Moacir será indicado por Jabes Ribeiro, o guloso secretário-geral do PP na Bahia.

Nos bastidores, o nome mais cotado para ocupar a direção da Biofábrica é Henrique Almeida, ex-secretário de Interior de Ilhéus, presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC) e fidelíssimo ao ex-prefeito Jabes Ribeiro.

Aos poucos, o PP vai ocupando todos os espaços no Sul da Bahia. Uma aposta arriscada do governador Jaques Wagner, que pode ser interpretada como a velha máxima: “calça de veludo ou bunda de fora”.

MOACIR ‘PERIGA’ NA DIREÇÃO DA BIOFÁBRICA

O radialista e apresentador Reginaldo Silva informou agora há pouco em seu programa “Bom Dia, Cidade”, na TVI, que a cabeça do diretor da Biofábrica de Cacau, Moacir Smith Lima, está a prêmio. O maior interessado na queda do diretor seria o secretário da Agricultura, Roberto Muniz.

Segundo declarou Silva, o secretário estará amanhã em Itabuna, onde reúne o conselho da Biofábrica para tentar, junto aos conselheiros, derrubar o gestor. Ainda segundo Reginaldo Silva, a reunião será no auditório da Adab.

Moacir, porém, teria o apoio do governador Jaques Wagner, que reconhece seu trabalho na Biofábrica e a quem demonstrou fidelidade ao deixar o PTB para seguir no governo. Moacir Smith, que era presidente do PTB de Itabuna, não quis seguir seu ex-partido, que preferiu fechar parceria com o DEM de Paulo Souto.






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