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:: ‘blogs’

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM ITABUNA?

Diana SantanaDiana Santana

Passado o susto e depois de dar conta dos problemas e dissabores gerados, consigo falar sobre uma ocorrência da semana passada. Na última quinta-feira, dia 11, meus pais, donos do Bar Katikero, localizado no bairro Pontalzinho, em Itabuna, comércio em funcionamento há 39 anos, foram surpreendidos por uma situação que jamais imaginaram passar na vida: um ataque a tiros (relembre aqui).

Apesar dos blogs e rádios terem noticiado um tiroteio, afirmo que o ocorreu foi um ataque. Sim, porque um tiroteio pressupõe um revide, troca de balas, e o que ocorreu nem passou perto disso. Não houve tempo e nem havia cidadãos armados para sequer pensar em reagir (que bom!). Quem espera estar sentado num tradicional bar, no centro da cidade, no meio da semana e virar alvo de uma violência? Tudo ocorreu por volta das 21 horas, quando dois homens passaram numa moto e atiraram a esmo, para todos os lados. Mais de 15 tiros! Uma mulher e um homem foram atingidos; por sorte, os ferimentos não foram letais. Outros tiros atingiram portas e paredes de estabelecimentos e o carro de meus pais. As marcas ainda estão lá. Um terror.

Mas isso acho que todos sabem. Os blogs e as redes sociais replicaram as notícias e fotos. O que ninguém sabe é o porquê. Violência generalizada, eu sei. Mas por que Itabuna está sofrendo tanto com isso? Para além da crise hídrica e da epidemia do aedes aegypti, somos notícia nacional devido ao índice elevadíssimo de assassinatos, principalmente de jovens.

Um ataque dessa natureza hoje, na nossa cidade, pode acontecer com qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer hora. É fato! É espantoso! E outro fato me chamou atenção: blogs e rádios tem a preocupação em noticiar o ocorrido, mas só dão a manchete, sem fazer uma análise, sem fazer uma cobrança às autoridades, sem provocar uma reflexão, sem convocar a população para o debate e para a ação.

Em que pese a violência e suas estatísticas absurdas terem sido banalizadas e virarem sensacionalismo em inúmeros programas policialescos, nada disso é normal!

Dessa vez meus pais foram surpreendidos (apesar de não ser esta a primeira vez que foram vítimas de violência), e nossa família, amigos e clientes ficamos todos consternados. Mas é a cidade que agoniza. É notório que há um clima de tensão permanente, boatos sobre toque de recolher e etc. Tá, sei que o Brasil, que o planeta todo está meio descontrolado, mas estamos todos esperando que os responsáveis pela cidade, o poder público ou a polícia responda: o que está acontecendo com Itabuna?

PS: Como contribuição para uma reflexão deixo um texto, muito pertinente, de um professor grapiúna, que li outro dia aqui. Contundente, como a situação merece.

ARAÚJO E O DIA DO BLOGUEIRO

cosme araujoPor meio de sua assessoria, o vereador ilheense Cosme Araújo (PDT) explica que o projeto sobre o Dia do Blogueiro, de sua autoria, é fruto de solicitação dos profissionais da mídia eletrônica. A data escolhida, 4 de abril, faz alusão ao surgimento do R2C Press, do jornalista Roberto Rabat, precursor da blogosfera regional.

A ideia, aliás, tende a se multiplicar. Segundo Araújo, um vereador de Itabuna já solicitou cópia de seu projeto para replicá-lo no município.

“É importante esse projeto, pois os blogueiros, inclusive o pessoal de Itabuna, a exemplo do Pimenta, tem sido importantíssimo para a publicização da informação e da notícia”, justifica o criador da efeméride.

BLOG SUSPENDE COMENTÁRIOS ATÉ AS ELEIÇÕES

Os comentários dos leitores são uma atração à parte e dão uma dinâmica muito interessante aos blogs, que  servem também como fórum de debates sobre os mais diversos temas. Cada leitor, com sua vivência, sua cultura e seu modo de ver e analisar o mundo, contribui nesta mídia de forma democrática, reservando-se ao blog o direito somente de evitar aqueles comentários que transgridem as regras do bom debate.

Moderar os comentários não é brincadeira e não é raro, quando o volume diário se conta na casa das centenas, que nos escape algum pitaco avançando o sinal. O moderador é humano e pode falhar, o que é um risco.

Não é por outra razão que um dos blogs mais polêmicos e irreverentes do sul da Bahia, O Sarrafo, decidiu suspender temporariamente os comentários. Segundo o administrador da página virtual, Guy Valério, a suspensão vigora até as eleições deste ano.

O blogueiro explica que o motivo é a falta de clareza na legislação sobre a atuação de sites e blogs em período eleitoral, bem como a possibilidade de responsabilização do administrador pelos comentários postados.

“Como não quero estar andando para o Fórum, nem tenho paciência para moderar certos tipos de comentários, resolvi bloqueá-los. Como sempre, o justo paga pelo pecador”, despachou o Sarrafo, determinando que o leitor poderá voltar a participar a partir de 8 de outubro.

“A INTERNET É UM FAROESTE MODERNO”

Criador do Blog de Redação, considerado um dos dez melhores dessa modalidade no Brasil, o professor itabunense Gustavo Atallah Haun acredita que a escola deve compreender e conviver com a nova realidade trazida pela internet. “Aproveitar o que se tem e acrescentar o novo” – é o que ele prega nessa entrevista concedida ao PIMENTA, na qual o professor fala também sobre sua experiência na blogosfera e o que pensa sobre os blogs da região. Um bate-papo bem interessante, que você confere nas linhas abaixo:

 

PIMENTA – De onde surgiu essa ideia de criar um blog sobre redação?

Gustavo Haun – Olha, eu tinha uma sensação, como articulista diletante de jornal escrito, de não ter respaldo, de ter pouco retorno dos leitores. Sentia-me como um pregador no deserto. São mais de duas centenas e meia de textos publicados no Diário de Ilhéus, alguns no Jornal Agora e no Diário Bahia. Um número considerável para um amador. Mas havia esse vazio. Com a experiência de publicar alguns artigos aqui no Pimenta na Muqueca, que sempre me abriu as portas, vi que o resultado era imediato. Então, tive uma sacada com a disciplina que ministro aula: que tal postar tudo o que escrevi, a minha experiência de 11 anos de sala de aula e tal? Daí surgiu, despretensiosamente, o blog.

PIMENTA – Seus alunos acessam o blog? O que eles acham?

GH – Meus queridos alunos são sujeitos privilegiados que nasceram com essa ferramenta, para mim pedagógica, para eles de mero entretenimento. Eles acessam e vão me dando dicas: faça assim, faça assado… Mas a maioria que frequenta o blog é de cursinhos para concurso, pré-vestibulares e pré-Enem, tem uma busca mais objetiva, pois evito textos engraçadinhos, rasteiros, só para fisgar alunos. A minha meta é o bom conteúdo, prezo por isso. Evito que se torne um consultório gramatical ou redacional, algo assim.

PIMENTA – Legal quando você chama seu blog de “pedacinho de chão virtual”. Como você se sente nesse terreno relativamente novo e ao mesmo tempo já tão complexo e abrangente, que é a internet?

GH – Um peixe fora da água tentando se aprumar. É um mar de informações, ondas de opiniões, de doideras de todos os lados, respaldados ou não. Não sei como as gerações futuras farão para filtrar tudo isso… Liberdade demais, talvez, pode levar ao caos, não sei. A internet é um faroeste moderno, terra de ninguém, e de todos ao mesmo tempo. Mas depois da sacada inicial e de assistir ao belíssimo filme Escritores da Liberdade (2007) vi que era possível fazer o link com o que pretendia.

 

A sala de aula pode ser uma coisa muito, muito chata, insuportável até, quando a relação lá existente é baseada em interesse de nota ou em pura obrigação.

 

 

PIMENTA – Em um artigo postado no seu blog, você afirma que a escola perdeu a antiga condição de templo sagrado e único do saber. Já que as evidências indicam que esse é um processo irreversível, o que a escola precisa fazer para conviver com a nova realidade?

GH – Se adaptar aos tempos modernos, meu caro. O homem é moldável, a educação tem que entrar nesse balaio de gato, afinal, ela é o resultado de homens e de práticas. Frases como a de Rosely Sayão, tão famosas no meio educativo, como “Não há Educação sem repressão”, felizmente ou infelizmente, estão absolutamente fora de moda. A parada do momento agora é incluir, é aproveitar o que se tem e acrescentar o novo. A internet pode, e deve, ser usada com esse fim, tendo o cuidado com o caos que falei acima, não cair em um liquidificador cultural louco e sem nexo.

PIMENTA – Quais são as dores e as delícias de ser professor?

GH – Poxa, já escrevi vários textos sobre isso… A sala de aula pode ser uma coisa muito, muito chata, insuportável até, quando a relação lá existente é baseada em interesse de nota ou em pura obrigação. Então, pode ter sentido Paulo Mendes Campos afirmar que “aprender é uma mutilação”. Porém, há os gozos, há os momentos em que tudo vale a pena e que penso que escolhi o caminho certo. Por exemplo, recentemente postei um texto nota dez de uma aluna do segundo ano do Ensino Médio. Nessas horas, bate um orgulho de ser professor, apesar de que a pessoa que escreve é quem tem o mérito total do que escreveu. Eu só oriento, mostro caminhos, possibilidades. O escrevente é quem resolve, com o seu mundo, com suas leituras prévias, com a sua linguagem. Desculpem o lugar comum, mas a expressão que poderia sintetizar tudo isso que estou falando é “padecer no paraíso”.

PIMENTA – Falando de blog, o que você acha da blogosfera regional? Você acha que os blogs da terrinha cumprem um papel importante? O que lhes falta?

GH – Eu sou frequentador assíduo dos blogs grapiúnas, alguns inclusive estão linkados no meu. Gosto de muitos, mas sinto falta de blogs culturais na nossa região: os nossos artistas ainda não descobriram esse portal interessante e essa força incrível que é a internet. Alguns blogs jornalísticos – que não acesso – exploram a desgraça alheia; outros viraram palanque de figurinhas políticas carimbadas. Sei que a imparcialidade da imprensa é uma utopia, mas acho que deve ser perseguida, em nome da ética, da boa informação. Penso que os blogs, muitos discípulos do nosso Pimenta, cumprem, hoje, quem sabe, o papel que o jornalismo escrito não vem cumprindo em nossa cidade e região.

HUMOR: A REPERCUSSÃO DA PRIVATARIA

A Privataria Tucana – O Filme from Cloaca News on Vimeo.

HOJE NÃO TEM UNIVERSO PARALELO

O PIMENTA publicou no dia 11 de dezembro a última edição da coluna Universo Paralelo, que este site levou ao ar, semanalmente e sem interrupções, ao longo de dois anos. A coluna era assinada por um misterioso Ousarme Citoaian, pseudônimo – ou heterônimo – do jornalista e escritor Antônio Lopes. Hoje, em vez da coluna, apresentamos aos leitores a verdadeira identidade do colunista que dava um molho cultural ao PIMENTA todos os domingos.

Nesse bate-papo, Lopes conta como surgiu o UP e porque ele decidiu encerrar as atividades na coluna. Fala também sobre sua trajetória, que começou no interior de Pernambuco, passou por Buerarema, Ilhéus, Rio de Janeiro e Itabuna. Sobre si mesmo, Ousarme Citoaian – ou melhor Antônio Lopes – afirma o seguinte: “sou um cangaceiro domesticado”.

Confira:

PIMENTA – Como surgiu o Universo Paralelo?
LOPES – O PIMENTA havia me pedido para fazer uma coluna sobre cultura e não tinha um formato definido para ela. A partir daí eu pensei em fazer uma coisa que ficasse um pouco destoante da imprensa de todos os dias. O fato é que a coluna foi se formatando com o tempo. Se a gente pegar a primeira e a última, vai perceber que são bem diferentes.

PIMENTA – A coluna sempre mesclou informações sobre música, história, literatura e aquilo que Odilon Pinto chama de “usos do português”. Como você chegou a essa fórmula?
LOPES – Odilon Pinto às vezes usa uma expressão mais cortante, que é pronto-socorro da língua portuguesa. Eu nunca quis ser isso, mas é uma tendência que a gente tem de achar que o jornalismo é um guardião da boa linguagem, embora não possa negar que a mídia às vezes não é muito correta com relação a isso. Não há muita novidade nisso, mas eu sempre quis produzir uma espécie de crítica, porém sempre me resguardei porque isso levaria a um confronto com colegas e eu não gosto disso. De qualquer modo, penso que encontramos um meio de dizer essas coisas.

PIMENTA – Já que falamos em Odilon, qual é sua opinião sobre os linguistas de modo geral?
LOPES – Há linguistas e linguistas. O que me desagrada é que tenho uma formação clássica, apesar de parecer meio presunçoso dizer isso. O que eu quero dizer é que sou de um tempo em que mulher bonita, mulher sensual, a gente chamava de mulher bonita, mulher sensual. Não chamava de gata, de pitéu, galeto nem filé. A boa linguagem precisa prevalecer e o que às vezes me preocupa é a existência de uma corrente que vê as coisas assim: “se você entendeu, está certo”. Se a gente vai à escola, o professor quebrou a cabeça para ensinar como devem ser as coisas, a gente tem uma responsabilidade com isso. Não é na base do “tudo está certo”. Tudo está certo para o homem que lastimavelmente não foi à escola, mas o jornalista foi e tem obrigação de zelar pela linguagem chamada culta.

 

É melhor parar com a coluna num momento em que imagino que ela deu o recado.

 

 

PIMENTA – Sem medo de parecer cabotino, eu gostaria que você falasse sobre a contribuição que a coluna deu à imprensa regional.
LOPES – Na verdade, a coluna me surpreendeu porque eu não imaginava que as pessoas estivessem muito interessadas em saber, por exemplo, sobre uma modinha de Villa Lobos. E de repente você posta isso e surgem comentários. Ou que alguém esteja preocupado com essas filigranas sobre a melhor forma de dizer as coisas. Os muitos comentários que a coluna gerou provam que ela acordou pessoas que eu imaginava não estarem afinadas com essa moderna linguagem dos blogs. Elas me deram uma responsabilidade muito grande, na medida em que passaram a participar e a cobrar. Essa participação já foi um grande prêmio que a coluna teve.

PIMENTA – O fato de estar publicado na internet foi essencial para a repercussão que o Universo Paralelo conquistou? Aproveitando, nós gostaríamos que você desse sua opinião sobre esse fenômeno dos blogs, avaliando o papel que eles exercem.
LOPES – Eu não sou exatamente um entusiasta das chamadas novas tecnologias, mas isso não me impede de reconhecer que a coluna não daria tão certo se fosse impressa. Essa resposta rápida só a internet permite. Foi surpreendente a aceitação e concordo que a mídia escolhida, particularmente o blog Pimenta na Muqueca, pela audiência e prestígio que tem, foi o melhor lugar onde a coluna poderia ter sido abrigada.

PIMENTA – E por que parou?
LOPES – Parei porque tenho a convicção de que as coisas não são eternas. Dois anos são o bastante e aqui tem um pouco da “síndrome” de Pelé. É melhor parar com a coluna num momento em que imagino que ela deu o recado, do que esperar chegar o ponto em que as pessoas não queiram mais. Se ela deixar alguma saudade, e tomara que deixe, eu terei cumprido meu objetivo. Tive sempre um tratamento muito cortês no blog, mas acho que é tempo de parar. Na vida a gente faz estágios e esse foi um estágio. Se você me perguntar qual é o próximo, não sei lhe dizer.

PIMENTA – Você nasceu em Pernambuco, viveu em Buerarema, estudou em Ilhéus, trabalhou no jornal Última Hora no período da ditadura militar, escreveu livros…
LOPES – Eu nasci no município de Triunfo, em Pernambuco, numa família de pequenos agricultores, aquela gente que planta, colhe e se sobrar vende. Meus antepassados continuam lá, num lugar chamado Lagoinha, em Pajeú de Flores, terra de xique-xique, bode, Lampião, de cangaceiro. Eu mesmo costumo me classificar como um cangaceiro domesticado. Mas apenas nasci lá. Meus pais morreram muito cedo, então foi meu irmão quem me criou em Buerarema.

PIMENTA – Buerarema é sua maior referência…
LOPES – A minha “mitologia” mesmo é a de Buerarema. Foi sobre este lugar que eu publiquei três livros (“Buerarema falando para o mundo”, “Luz sobre a memória” e “História de Facão e Chuva”), sobre gente que mora lá, alguns até hoje. Na verdade, “ Buerarema falando para o mundo”, apesar do título, não é só Buerarema. Os livros sobre Buerarema são Luz sobre a memória e História de Facão e Chuva. Tive a sorte de ter um deles editado pela Uesc, além de outro livro, “Solo de Trombone”, sobre o satírico Alberto Hoisel. Em Ilhéus, estudei no IME (Instituto Municipal e Educação Eusínio Lavigne), conheci Milton Santos, José Cândido de Carvalho, Leopoldo Campos Monteiro, Washington Landulfo, Horizontina Conceição, Pedro Lima, enfim, os nomes que as velhas gerações de Ilhéus têm como grandes professores. Eu os conheci todos e foi um período muito bom. Depois disso, eu me meti nessa coisa de jornalismo, fiz estágio no jornal Última Hora, em São Paulo, voltei para o sul da Bahia nos anos 60, justamente no período do golpe militar, que me obrigou a retornar um pouco antes do planejado. Foi a época em que surgiu o jornal Tribuna do Cacau, com Telmo Padilha, Milton Rosário, Artur Brandão. E fui ficando. Casei, tive duas filhas, cinco netos, e vai por aí a vida.

FORA DO AR

Izabela Vasconcelos, do Comunique-se:

A Justiça deu razão parcial à Folha de São Paulo, na ação movida contra o blog falhadespaulo.com.br, que satirizava o jornal. De acordo com a Comarca de São Paulo da 29ª Vara Cível do Foro Central, o blog deve continuar fora do ar, por vincular, em sua página, o link e promoção de um veículo concorrente do jornal. Apesar desta decisão, a Justiça derrubou algumas contestações da Folha, como uso indevido da marca do jornal da família Frias.

O site só não voltou ao ar porque a Justiça entendeu que, dentre os links listados no blog, o link da revista Carta Capital, com um anúncio promocional de desconto em assinaturas da publicação, configurava uso comercial do site paródia. A página está há quase um ano fora do ar.

Leia mais

PRESENTE DE CARLOS FREITAS

O pessoal do blog “Amaladireta” registrou esse curioso protesto de moradores da rua Castro Alves, no bairro do Pontal, em Ilhéus. Inconformados com o descaso da Prefeitura, eles “agradeceram” ao secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Freitas, por mais um buraco na via pública.

Eta secretário generoso!

GUY VALÉRIO APONTA O CAMINHO

Diante dos inúmeros problemas políticos e administrativos enfrentados pelo governo ilheense, o irreverente Guy Valério, do blog Sarrafo, aponta o caminho para a administração Newton Lima.

O PIMENTA clicou o blogueiro indicando a alternativa que, segundo ele, é a única para o prefeito.

PRESIDENTE DA CÂMARA DESTRATA HOMENAGEADO COM TÍTULO DE CIDADÃO

Bacelar entrega o título a João Matheus. Machado não quis ver

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Ruy Machado (PRP), imprimiu uma nota negativa na cerimônia de outorga do título de cidadão itabunense, realizada na noite desta quinta-feira, 28, na sede da AABB.

Um dos agraciados com a homenagem foi o blogueiro natural de Itapetinga, João Matheus Feitosa, indicação do vereador Ricardo Bacelar (PSB). Por conta de uma antipatia pessoal com o blogueiro, Machado providenciou para que o seu título fosse o último a ser entregue, recusou-se a ler o decreto que formaliza a honraria e levantou-se da mesa no momento em que João Matheus a recebeu.

O fato gerou mal-estar que foi registrado pelo blogueiro em sua página na internet. Segundo João Matheus, “Ruy Machado foi bastante deselegante e mostrou que não está preparado para ser presidente da Câmara”.

SEGUNDO FHC, DILMA NÃO TEM CULPA PELA CRISE

Do blog de Josias de Souza:

Na noite passada, véspera de seu aniversário de 80 anos, FHC recepcionou cerca de 500 convidados num jantar na Sala São Paulo, centro da capital paulista.

Em entrevista, foi inquirido sobre a crise que levou à demissão de Antonio Palocci e à substituição do coordenador politico Luiz Sérgio por Ideli Salvatti.

“Era melhor não ter perdido [os dois ministros], mas a presidente não é responsável por isso. Acontece”, disse FHC.

Instado a julgar a gestão Dilma, respondeu: “É cedo”. Evocou sua própria experiência:

“Como fui presidente, eu sei disso: a gente tem que esperar que as coisas aconteçam. Eu ficava muito irritado quando julgavam as minhas intenções”.

Mais um pouco e o PT convida FHC a trocar de legenda.

UM BATE-PAPO COM O JORNALISTA PAIXÃO BARBOSA

Trinta e três anos depois de iniciar sua vida profissional n’A Tarde, de Salvador, o jornalista Paixão Barbosa, um dos mais respeitados da Bahia, foi desligado do diário da família Simões. A empresa enfrenta uma crise séria, que levou ao fechamento de sucursais e à demissão de muita gente boa. Nesta entrevista concedida ao PIMENTA, Paixão Barbosa comenta sobre as dificuldades de A Tarde, os desafios da mídia impressa e o avanço da internet. A conversa também tratou, entre outros assuntos, sobre a política baiana, destacando a desfaçatez com que muitos oposicionistas têm migrado para o lado do governo.

Leia abaixo os principais trechos:

PIMENTA – Pra começar, queremos um breve relato sobre o cidadão Paixão Barbosa, desde a infância no sul da Bahia até a ida para Salvador, onde estudou, família etc…
Paixão  Barbosa – Nasci em Coaraci e passei minha infância entre os períodos de aula na cidade e as férias entre os cacauais uma vez que meu pai, Laudelino Barbosa, era administrador de fazendas e fazia questão de levar os filhos para fazer companhia a ele. Tive a sorte de ter uma família maravilhosa, somos nove irmãos, e especialmente de ter irmãs professoras, fato que me aproximou dos livros desde muito cedo. Tanto que, apesar de gostar muito das brincadeiras de rua – bolinhas de gude, futebol, empinar arraias, tomar banho no Rio Almada (quando isto era possível e prazeroso) etc – sempre dediquei algum momento do dia para ler. A partir dos meus 10 anos tornei-me um leitor voraz e muito eclético: lia tudo o que me caísse às mãos, desde os autores clássicos aos populares livros de bolso, jornais, revistas de esporte, Manchete, Cruzeiro, passando por enciclopédias (lembro-me bem que li e reli pelo menos duas vezes cada um dos compêndios da Delta Júnior).

PIMENTA – É verdade que você já foi técnico agrícola?
Paixão  Barbosa – Quando concluí o que se chamava então de quarta série ginasial, em 1970, tive que optar pelo curso de técnico em Agropecuária, na cidade de Catu (Recôncavo Baiano) que era gratuito e em regime de internato, uma vez que minha família não tinha condições de me manter em Salvador. A chama da leitura e da literatura continuava acesa, mas novamente tive que optar pela questão financeira e, ao concluir o curso, em 1973, fiz um concurso para a Ceplac e trabalhei durante dois anos como técnico agrícola (na bela cidade de Gandu, onde ainda tenho muitos amigos), ajudando agricultores e trabalhadores rurais a plantar e a cuidar de cacau. Após dois anos, porém, o chamado foi mais forte e larguei tudo para estudar Jornalismo em Salvador, tendo passado no Vestibular da UFBa em 1976. Entrei no jornal A TARDE em 22 de novembro de 1977, ainda estudante do 4º semestre de Jornalismo, e lá fiquei até o dia 2 de maio passado, depois de ter sido, pela ordem, revisor, repórter de Cidade, repórter, subeditor e editor de Política, editor de Cidade, editor da primeira página, secretário de redação de Planejamento e coordenador da Agência de Notícias A TARDE. Durante este período ainda exerci algumas funções na área pública, a exemplo de assessorias na Prefeitura de Salvador e na Secretaria Estadual da Indústria e Comércio e como chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (com o deputado José Amando, de 1989 a 1990).

PIMENTA – E a família?
Paixão Barbosa – Sou casado há 27 anos com uma itabunense, Rosilane, que também é jornalista, e tenho um filho, Lúcio, que preferiu não seguir os pais e é doutorando na área de biogenética. Ainda compõem a família duas figuras lindas que ajudamos a criar, como filhas, Lila e July (ambas de Jussari), que já nos deram duas netas, Brenda e Alice.

PIMENTA – Por que a opção pelo jornalismo?
Paixão Barbosa – Além do fato de ser uma profissão que lida diariamente com minhas duas grandes paixões de infância, a leitura e a escrita, muito ajudaram a inquietação e a curiosidade intelectual que possuo, duas características que se encaixam muito bem com o fazer jornalismo. Além da grande contribuição que sempre considerei que o trabalho de um jornalista pode dar para o desenvolvimento e a melhoria da sociedade ao exercer seu papel de crítico e de vigilante das ações dos governantes, apontando os erros e as omissões ou divulgando benefícios e acertos.

PIMENTA – Como vê a profissão hoje, inclusive no aspecto do mercado de trabalho?
Paixão Barbosa – Os princípios básicos do fazer jornalismo não mudam, sejam quais forem os veículos usados para isto. E refiro-me às preocupações básicas com a precisão e a veracidade das informações divulgadas. Mesmo quando se faz análise ou comentários. O que pode mudar é a forma, ou a linguagem, mas seja jornalista formado ou não, profissional da imprensa escrita, de rádio ou TV ou de internet. E mesmo aqueles que não são jornalistas devem sempre ter em mente aquelas duas preocupações quando produzem algum texto que possa ser chamado de jornalístico. Esta diversidade de meios ampliou muito, de forma incalculável eu diria, o mercado de trabalho e tirou os jornalistas tradicionais da sua zona de conforto. Refiro-me àquele modelo tradicional de Redação, no qual os jornalistas transformavam-se praticamente em donos da verdade porque o poder de reação dos envolvidos era mínimo e restrito. Hoje, com a amplitude e, especialmente, com a instantaneidade da mídia digital, os jornalistas precisam ter muito mais responsabilidade e necessitam apurar melhor os fatos caso não queiram ter o desgosto de ser desmoralizados imediatamente depois.

 

Não acredito que a crise enfrentada pelo Grupo A Tarde tenha a internet como responsável.

 

PIMENTA – A ansiedade em sair na frente é um estímulo à irresponsabilidade?
Paixão Barbosa – Em alguns casos, a velocidade do veículo e a ansiedade de sair na frente dos concorrentes estimulam a irresponsabilidade de alguns, especialmente no caso dos que operam nos meios digitais, com o argumento de que a informação errada pode ser corrigida logo depois. Acontece que, assim como ocorre nos meios impressos, nem sempre quem lê a notícia equivocada toma conhecimento da correção e pode se causar prejuízos irreparáveis à vida de muita gente.

PIMENTA – A internet vai desbancar os jornais? A crise do jornal A Tarde é emblemática nesse momento?
Paixão Barbosa – Acredito que a mídia impressa ainda tem muita lenha para queimar e acho que ela não irá desaparecer, pelo menos não tão cedo. O que se faz necessário é que os jornais impressos se adaptem aos novos tempos e entendam que os leitores de hoje não são mais os de antigamente e que as pessoas que compram os impressos estão em busca do aprofundamento da notícia, da análise, do contraponto, uma vez que o relato dos acontecimentos é feito em tempo real pelas novas mídias. O que não dá é para o jornal impresso tentar concorrer com a internet (sites, blogs, twitter ou redes sociais) ou com a TV, no papel de dar a informação em primeira mão, porque esta é uma batalha já perdida.

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“BLOGGER” DÁ PANE E DEIXA USUÁRIOS NA MÃO

O Blogger, uma plataforma grauita de hospedagem de blog, enfrenta uma pane de mais de 24 horas, deixando milhares de usuários brasileiros irritados. O serviço é oferecido gratuitamente pela Google.

Os blogueiros não conseguem atualizar o site próprio ou viu suas postagens sumir, como foi o caso do SportNews, editado em Itabuna pelo jornalista Robério Menezes e equipe, ou o site pessoal do webdesigner Marcos Maurício.

O Blogger está atualizando layout e painel de edição para enfrentar rivais como WordPress, que possui mais recursos para edição de sites pessoais ou até profissionais. Por isso, alguns sites que usam o Blogger não conseguem atualizar conteúdo.

CRIADA A ASSOCIAÇÃO BAIANA DE JORNALISMO DIGITAL

Responsáveis por sites e blogs de toda da Bahia se reuniram nesta sexta-feira, 25, em Salvador, para formalizar a criação da Associação Baiana de Jornalismo Digital (ABJD). A entidade nasce com o objetivo de defender os interesses dos profissionais que atuam neste segmento da mídia, além de oferecer assistência jurídica e promover cursos e palestras com profissionais de webjornalismo.

A ABJD será presidida pelo sócio-executivo do site Bahia Notícias, Ricardo Luzbel, e terá como vice-presidente o jornalista Raul Monteiro, do Política Livre. O Conselho de Ética será coordenado por Tasso Franco, do site Bahia Já.

Também fazem parte da diretoria da associação, na qualidade de  membros fundadores, os seguintes profissionais: Ricardo Ribeiro (Pimenta na Muqueca), Gusmão Neto (Teia de Notícias), Ronildo Brito (Teixeira News), Fernando Henrique Chagas (RBR Notícias), José Eduardo Gordiano (Andaiá Notícias), Dilton Coutinho (Acorda Cidade), João Coelho (Aratu Notícias), Chico Kertész (Portal da Metrópole), Anderson Oliveira (Blog do Anderson), Lenilde Pacheco (Bahia Toda Hora), Geraldo José (Blog do Geraldo José), Léo Valente (Blog do Valente) e Valdemir Junior (Calila Notícias).

BLOGUEIRO RECEBE AMEAÇAS

O blogueiro Afonso Mendes, do Notícias de Ipiaú, vem recebendo ameaças via email e pelo mural de recados de sua própria página na internet. Receoso com o que possa vir a acontecer, Mendes informou à Polícia Federal sobre as tentativas de intimidação, inclusive registrando o Ip do computador de onde partiu um dos “avisos”.

O recado anônimo foi postado exatamente às 11h53min desta segunda-feira, 31, a partir do Ip número 201.38.164.114, e dizia o seguinte: “Você esta brincando com fogo denegrindo muitas pessoas que não conhece, você não tem peito de ferro, mamãe não vai apara as balas que estão guardando para você ande com colete, menininho da mamãe”.

A PF já está investigando a origem das ameaças, que podem inclusive ser obra de algum moleque sem o que fazer.






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