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:: ‘Cachoeira’

QUATRO SELEÇÕES OBTÊM 100% DE APROVEITAMENTO NO INTERMUNICIPAL

Ubaitaba, de vermelho, bateu Ipiaú no domingo, por 1 a 0 || Foto Aleilton Oliveira

Ubaitaba, de vermelho, bateu Ipiaú no domingo, por 1 a 0 || Foto Aleilton Oliveira

Somente quatro seleções mantêm 100% de aproveitamento, após três rodadas do Intermunicipal de Futebol. Uma delas é sul-baiana, Ubaitaba.

Cachoeira, Santo Amaro e Serrinha também venceram todos os seus confrontos dos jogos iniciais da competição que reúne representantes de 63 municípios baianos.

Oito vezes campeã do Intermunicipal, a Seleção de Itabuna obtém rendimento razoável. A equipe permanece invicta. Empatou duas e ganhou uma. Já Ilhéus, empatou duas e perdeu uma.

PELAS RUAS DE CACHOEIRA

jaqe2Jaqueline Cerqueira | Revista do Núcleo de Antropologia Urbana da USP

 

O que vemos nada mais é do que o pensamento de um povo sobre o mundo, suas impressões, seus sistemas de valores e relacionamentos complexos.

 

A cidade baiana de Cachoeira, situada a 100 km de da capital Salvador, foi ao longo dos séculos XVIII e XIX, região produtora de açúcar, com uso de mão-de-obra escrava e também produtora de tabaco, utilizado na compra de escravos na costa africana. Situada às margens do Rio Paraguaçu, a cidade teve momentos de grande parte da produção agrícola da Bahia, principalmente açúcar e fumo. Além disso, Cachoeira foi historicamente, devido a sua privilegiada localização, cruzamento de rotas de escravos, negros fugidos e quilombolas. Este fato agregou na região comunidades que se instalaram nos antigos engenhos desativados. Hoje, essas comunidades se reconhecem como remanescentes de quilombos e mantêm vivas tradições culturais e cultivam basicamente mandioca e dendê.

Para a Antropologia, a observação das relações humanas se dá, a partir da perspectiva da cultura, das diferenças, da geografia, ou seja, através das relações do homem com o espaço. Cachoeira continua sendo uma cidade emblemática carregada de significados. Neste ensaio, busca-se destacar a importância do centro da cidade, tombado em 1971 e que concentra a maior parte da arquitetura tradicional, hoje bastante arruinada. Centro de trocas sociais apropriado pela população em seu cotidiano como mercado, sobrados de uso habitacional ou serviços, palco de grandes festas.

Podemos identificar o patrimônio cultural de Cachoeira a partir da história de ocupação do seu território. Desta forma, temos embutidas duas vertentes: patrimônio material e patrimônio imaterial. A relação entre essas duas vertentes se dá através das manifestações culturais e o território no qual historicamente elas ocorrem. Estamos diante de um território de fortes referências culturais. Em toda a cidade há cerca de 28 processos de tombamentos pelo IPHAN que buscam preservar cerca de 60 bens. Um desses processos elevou a cidade à condição de Monumento Nacional. As fotos retratam construções que fazem parte desse processo. Pelas ruas da cidade, é possível perceber forte presença da arquitetura religiosa (capelas, convento, igrejas matrizes), arquitetura civil (casarões, sobrados), edificações em praças e a tão importante ponte D.Pedro II.

Estação de Cachoeira, no recôncavo baiano (Foto Jaqueline Cerqueira).

Estação de Cachoeira, no recôncavo baiano (Foto Jaqueline Cerqueira).

A elevação de Cachoeira a Cidade Monumento se fez em referência às tradições cívicas da cidade, remetendo às lutas pela independência em 1822. A arquitetura e a paisagem são marcos desse momento.

A heterogeneidade e as intensas manifestações culturais despertam interesse de turistas, intelectuais e visitantes. Dentre as referências culturais pode-se destacar: Festa da Boa Morte, Festa da Ajuda, Festa de São João, Festa de 25 de junho; além das mais variadas formas de expressão popular: Banda Filarmônica, Samba de Roda, Esmola catada.

O Rio Paraguaçu foi decisivo na forma de ocupação da cidade. O rio sofreu duas diferentes alterações: em sua forma ( para atender a diferentes objetivos das práticas sociais, como construção de armazéns e aterros nas margens e porto de canoeiros) e seu significado no caráter religioso, tido como sagrado para grupos específicos.

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CACHOEIRA DE ESGOTO

No detalhe, é possível perceber melhor o vazamento que cai direto no Rio Cachoeira (foto Pimenta)

A Emasa precisa tomar alguma providência para acaba com um vazamento na tubulação que leva esgoto da estação elevatória situada próximo ao Príncipe Hotel até a estação de tratamento do bairro São Judas.

O cano está danificado há um bom tempo e a Emasa tem conhecimento do problema. O mais grave é que os dejetos caem diretamente no Rio Cachoeira, cada vez mais poluído e quase morto no trecho que corta Itabuna.

O PIMENTA entrou em contato com a assessoria da empresa, mas não havia informações sobre essa situação. O setor se comprometeu a buscar esclarecimentos com técnicos da Emasa.

BARONESAS VOLTAM A SE ACUMULAR NO CACHOEIRA

Local onde a vegetação se acumula exala forte mau cheiro (foto Pimenta)

A pouca chuva que caiu em Itabuna nos últimos dias não ajudou a melhorar a situação nas estações de captação de água, mas foi suficiente para provocar novo acúmulo de baronesas no Rio Cachoeira.

A vegetação está represada na altura da barragem situada no centro da cidade. No local, o rio exala forte mau cheiro e forma a já conhecida espuma, que indica o alto teor de poluentes na água.

Por volta das 8 horas de hoje (19), um único funcionário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano era visto puxando quantidades mínimas de baronesa para o sangradouro da barragem.

CACHOEIRA BATE SANTALUZ E TOMA VANTAGEM EM DISPUTA DO INTERMUNICIPAL

Santaluz e Cachoeira disputam título do Intermunicipal 2014.

Santaluz e Cachoeira disputam título do Intermunicipal 2014.

A Seleção de Cachoeira fez valer o mando de campo e superou Santaluz por 2 a 1, hoje, na primeira partida das finais do Intermunicipal de Futebol 2014. Os gols foram marcados por Noel e George. Robinho descontou para Santaluz.

A partida prometia com os três gols do primeiro tempo. Ficou na promessa. Na etapa final, ninguém conseguiu balançar a rede adversária.

Cachoeira pode sagrar-se campeã do Intermunicipal até mesmo se empatar por qualquer placar. Santaluz precisa vencer por placar 1 a 0 ou mais de dois gols de diferença se a adversária marcar um gol. Se a partida terminar 2 a 1 para Santaluz no tempo normal, a campeã será decidida em cobrança de pênaltis.

Cachoeira busca o segundo título do Intermunicipal. Santaluz ainda não sentiu o gostinho de levantar o troféu de campeã. Pode ser no domingo (21).

CACHOEIRA E SANTALUZ DISPUTAM TÍTULO DO INTERMUNICIPAL

Santaluz e Cachoeira disputarão título do Intermunicipal 2014.

Santaluz e Cachoeira disputarão título do Intermunicipal 2014.

Santaluz e Cachoeira decidirão o título do Campeonato Intermunicipal 2014. Santaluz entra com vantagem na disputa ao jogar a finalíssima em casa.

O primeiro jogo será no domingo (14), em Cachoeira. O campeão sai no dia 21, em Santaluz.

Cachoeira conquistou a vaga na final ao bater Itapetinga por 1 a 0 há uma semana e 2 a 1 neste domingo (7). Santaluz também venceu as duas partidas da semifinal contra Itamaraju: 2 a 0 fora e 3 a 1 em casa.

CONCURSOS OFERECEM 33,5 MIL VAGAS. SALÁRIO PODE CHEGAR A R$ 26,5 MIL

concursosA semana começa com oferta de 33.556 vagas em, aproximadamente, 100 concursos públicos pelo País. A maior remuneração é oferecida pelo Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), com R$ 26.589.

São 15.104 vagas que exigem nível superior, segundo levantamento da Folha Dirigida. Outras 9.076 vagas são destinadas a profissionais de nível médio e 3.085 para nível técnico. Quem tem nível fundamental pode concorrer a 6.219 vagas.

Dentre as oportunidades, estão os concursos da Prefeitura de Cachoeira e do Tribunal de Justiça da Bahia, que oferece 200 vagas e até R$ 5.117,24 de remuneração em certame com oportunidades para níveis médio e superior.

O concurso do tribunal baiano tem inscrições até dia 4 de dezembro. Confira onde estão as oportunidades clicando no “leia mais”.

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ITAJUÍPE DÁ ADEUS AO INTERMUNICIPAL

Itamaraju bateu Itajuípe por 1 a 0 no tempo normal e venceu a seleção da casa nos pênaltis por 3 a 2. Com o resultado, a seleção do extremo-sul garantiu vaga na semifinal do Intermunicipal de Futebol 2014 e despachou a última campeã da competição.

O jogo foi disputado no Estádio Humberto Badaró. Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, Itajuípe se classificaria caso empatasse por qualquer placar. Acabou permitindo a vitória simples de Itamaraju no tempo normal. E, também, nos pênaltis.

Itamaraju enfrentará Santaluz, que eliminou a antes favorita Santo Antônio de Jesus ao empatar em 2 a 2 hoje. A outra semifinal será entre Itapetinga e Cachoeira. Itapetinga bateu Ibirataia nos pênaltis, enquanto Cachoeira despachou Ipirá ao empatar em 2 a 2.

ITAJUÍPE VENCE IBICARAÍ E AVANÇA NO INTERMUNICIPAL

futebolApós derrotar Ibicaraí por 1 a 0 neste domingo (9), Itajuípe vai em busca do terceiro título no Intermunicipal. Já nas quartas de final, a seleção enfrentará Itamaraju. O primeiro jogo será na casa adversária. Itajuípe terá a chance de definir a vaga em casa.

Também avançaram às quartas as seleções de Santaluz, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus, Ibirataia, Itapetinga e Ipirá.

Ibirataia eliminou Buerarema ao vencê-la por 1 a 0, em casa, enquanto Itapetinga goleou Maragogipe por 4 a 1 e Itamaraju venceu Eunápolis nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar.

Ipirá se classificou ao derrotar Remanso por 5 a 4 nos pênaltis. Santaluz derrotou Mairi por 2 a 0 e Cachoeira se manteve na disputa após passar por Conceição do Coité (1 a 0). A forte São Francisco do Conde empatou em 1 a 1 com Santo Antônio de Jesus. Como perdeu por 2 a 1 o primeiro jogo, deixou o campeonato.

Confira os confrontos da próxima fase

Itamaraju x Itajuípe
Ipirá x Cachoeira
Itapetinga x Ibirataia
Santo Antônio de Jesus x Santaluz

RODOVIAS DO RECÔNCAVO EM PÉSSIMO ESTADO. ADOLESCENTE FATURA TAPANDO BURACOS

C.N. consegue uns trocados tapando buracos (Foto Pimenta).

C.N. consegue uns trocados tapando buracos na BA-242 (Foto Pimenta).

O menor C.N., de 14 anos, estudante da 4ª série, mora na rua da Estação, próximo à BA-242, que liga a BR-101 aos municípios de Conceição do Almeida e São Felipe, no Recôncavo da Bahia.

C., nas horas em que não está na escola, passa o tempo com um pedaço de tábua recolhendo terra para tapar os buracos que infestam a BA-242 e assim conseguir algumas moedas dos motoristas que trafegam por essa estrada.

A péssima situação da BA-242, não é exceção e sim regra em relação às BAs que cortam a região do Recôncavo. Na 026, que leva à cidade histórica de Cachoeira, o motorista tem que ter muita habilidade para não ficar na estrada. Os 10 quilômetros são uma verdadeira aventura para quem deseja conhecer a cidade patrimônio histórico tombado pelo Iphan.

Situação idêntica é a da BA-420, que liga a cidade de São Félix a Maragogipe. São 15 quilômetros de estrada. Se estivesse em boas condições, o trajeto seria cumprido em 20 minutos. Mas, diante da quantidade de buracos da BA-420, leva-se até 40 minutos para ser percorrido.

Além de afetar a vida dos moradores dessas localidades, as péssimas condições dessas rodovias atingem diretamente os criadores de frango que possuem granjas nas cidades de Conceição da Feira, São Gonçalo dos Campos e Cachoeira (distrito de Belém). Os pequenos avicultores também sofrem com a situação das BAs 242, 026 e 420, pois dependem dessas estradas para fazer escoar a produção.

SUGESTÃO DA VEREADORA

baronesas

Segundo Carmem, o rio está “um gramado perfeito”

A  vereadora itabunense Maria do Carmo Ferreira, mais conhecida como Carmem do Posto Médico, do PR, fez o plenário dar uma sonora gargalhada na sessão desta quarta-feira, 2. Carmem, que normalmente concentra suas críticas na questão da saúde pública, demonstrou que tem outras preocupações. Como o esporte, por exemplo.

A vereadora sugeriu que o secretário de Esportes do município, Ewans Maxwell, considere a possibilidade de utilizar o Rio Cachoeira como local de jogos do Campeonato Interbairros de Futebol. E justificou o conselho: “o rio tá um gramado perfeito”.

A referência era ao “tapete” de baronesas que há muito cobre boa parte do espelho d’água do velho e poluído Cachoeira.

ADESÃO AO NINHO TUCANO

Tato (esq.), quando era recebido no PSDB

Ex-prefeito de Cachoeira, no Recôncavo, Fernando Antônio Pereira da Silva, o “Tato”, deixou o PP e filiou-se ao PSDB. A mudança foi confirmada neste sábado, 28, num encontro em que estavam presentes o deputado federal Jutahy Júnior, os estaduais Augusto Castro e Adolfo Viana, e o pré-candidato tucano ao governo, João Gualberto.

Tato governou Cachoeira de 2005 a 2012, conseguindo sua reeleição em 2008 com 85% dos votos válidos. Em 2010, o ex-gestor apoiou o petista Jaques Wagner, mas agora afirma confiar no PSDB e no projeto do partido para a Bahia. Informações do Bahia Notícias

PEDRÃO DEFENDE MOBILIZAÇÃO REGIONAL PELAS OBRAS DA BARRAGEM

Obra da barragem deve começar ainda em janeiro (Reprodução Pimenta).

Projeto é fundamental para aumentar a capacidade do abastecimento em Itabuna e outras cidades da região (Reprodução Pimenta).

O prefeito de Itapé, Pedro Jackson Brandão, o “Pedrão” (PSB), está apreensivo com a paralisação das obras da barragem no Rio Colônia e defende uma mobilização política regional para que a construção seja retomada.

Pedrão diz ter conversado com representantes da empreiteira Andrade Galvão, que consideram improvável a continuidade dos trabalhos em 2013. “O quadro em Itapé é de desânimo, depois que a empresa retirou todo o maquinário pesado e demitiu 80 funcionários”, lamenta o prefeito.

A ordem de serviço das obras foi assinada pelo governador Jaques Wagner no dia 8 de janeiro e os trabalhos começaram no mês seguinte, prevendo-se a conclusão num prazo de 18 meses. O orçamento é de R$ 71 milhões.

A barragem do Colônia é considerada fundamental para regularizar a vazão do Rio Cachoeira e ampliar a capacidade do sistema de abastecimento em Itabuna, Itapé e Itaju do Colônia. Além da paralisação das obras, que afeta a expectativa de atração de investimentos para a região, outra queixa está relacionada ao atraso no pagamento das indenizações a fazendeiros que tiveram áreas desapropriadas em função do projeto.

UNIVERSO PARALELO

MÚSICA, PODEROSO INSTRUMENTO DIDÁTICO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1PalmatóriaA música é tão poderoso instrumento didático que com as professoras de antanho (em geral, leigas, mas dedicadas), aprendia-se aritmética cantando: “Dois e dois, quatro; quatro e dois, seis…” (se a gentil leitora duvida, pergunte a seu bisavô – e ele cantará, mesmo desafinado). Ressalte-se que quando o sujeito errava, quem “cantava” era a palmatória! Os masoquista diriam, com ar saudoso e olhar perdido no passado: “Bons tempos, aqueles!” Fiz um introito pra dizer que certos versos de mau gosto grudam na gente, sobretudo quando são cantados. E os exemplos são muitos. Lembram-se do “Melhoral, melhoral, é melhor e não faz mal”? Ridículo, como texto, mas grudento feito goma arábica (atenção avós!).

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2 Dalva de OLiveiraOs demônios dentro de nós adormecidos

“Mamãe eu quero” (Jararaca-Vicente Paiva) nasceu nos anos trinta e é ouvida até hoje, no seu abobalhado “Mamãe eu quero mamar”– e seria fácil citar outras. Uma de minhas preferidas é a patética Que será?, de Marino Pinto e Mauro Rossi, criada por Dalva de Oliveira (e com  uma regravação dispensável de uma cantora chamada Ana Carolina). A canção carrega no seu mau gosto um questionamento eterno: “Que será/da luz difusa do abajur lilás/se nunca mais vier a iluminar/outras noites iguais?”.  Ah, aquela “luz difusa do abajur lilás”!…  É verso suficientemente eficaz em sua breguice para despertar demônios dentro de nós adormecidos em épocas que (feliz ou infelizmente) jamais voltarão. Não haverá noites iguais àquelas.
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(ENTRE PARÊNTESES)

Vejo aqui no jornal que um auxiliar do bicheiro Carlinhos Cachoeira, já cansado de andar por aí sem ser molestado, resolveu entregar-se às autoridades. Diz ainda a notícia que um advogado, com a devida procuração em punho, negociou com a Polícia Federal “os termos da apresentação” do referido indivíduo. É curioso o vasto mundo brasileiro: cidadãos, principalmente se integram o grupo dos três “pês” (pobres, pretos e pardos), apanham da polícia por qualquer dá cá aquela palha, enquanto bandidos notórios têm advogados caros, são presos apenas quando querem e ainda exigem “condições” para se entregar. Fico pensando se esta não é mais uma mentira da imprensa, do que o poder tanto se queixa…

QUEM ALISOU OS BANCOS ESCOLARES SABE

“Choveu forte no Rio de Janeiro”, diz um jornal, como para não me deixar esquecido dessa recente salada linguística que a mídia tem patrocinado. Outros setores absorveram a anomalia: “treinar forte” (esportes), “investir forte” (economia) – e por aí vai. Confunde-se adjetivo com advérbio da mesma forma que Corpus Christi com habeas corpus. Todos os que alisaram os bancos escolares (e tiveram professores minimamente preparados) sabem que estas duas categorias são diferentes, com funções diferentes. De forma sumária (falecem-me condições para aprofundar o tema), adjetivo qualifica substantivo; advérbio modifica verbo.
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Compromisso da mídia com a norma culta

Entende-se que chover “pede” advérbio, não adjetivo; por isso, “Choveu fortemente…” seria a forma adequada, em língua portuguesa, deixando-se o “Choveu forte…” para esse dialeto que falam por aí. Pelo mesmo raciocínio, “treinar fortemente”, “investir fortemente” (e “trabalhar arduamente”, “estudar incansavelmente”) etc. Não há de faltar quem esgrima o manjado argumento do dinamismo da língua. E eu lhes direi, no entanto, que esses fenômenos são muito bem-vindos ao coloquial, mas inaceitáveis na chamada norma culta – e é com esta o compromisso da (boa) mídia, pouco importa que seja jornal, rádio, tevê ou blog.

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QUATRO MÚSICOS QUE SE FORMARAM EM CASA

6 Dizzy GuillespieWynton Marshalis é de 1961, por isso é menino em relação à corrente mais festejada (mainstream) do trompete de jazz (Armstrong, Davis, Chet Baker, Clifford Brown, Gillespie, Fred Hubbard, Arturo Sandoval), mas é um dos mais festejados pela crítica, que o considera responsável pelo retorno do jazz ao lugar merecido. Filho de um músico que mais ensinava do que tocava, ele voltou-se para a arte desde criança, em sua terra natal, Nova Orleans, e mais tarde estudou regularmente numa sofisticada escola de Nova Iorque. Aplicado aluno de primeiro ano, impressionou o baterista Art Blakey e logo foi tocar no celeiro de estrelas que era o Jazz Messengers daquele. Mr. Marshalis, le père, era professor de verdade, tendo formado em casa quatro músicos: Wynton (trompete), Branford (sax), Delfeayo (trombone) e Jason (bateria).
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Um abraço no jazz, outro no clássico

Aos vinte anos, Wynton já tinha seu próprio quinteto e excursionava pelos EUA, tocando em clubes de jazz, festivais e concertos. Seu grupo participou, na época, de homenagem prestada ao pianista Thelonious Monk, em Nova Iorque. Após essa experiência, “faz” a Europa e o Japão, depois regressa a Londres, para gravar seu primeiro disco, de peças clássicas, incluindo Haydn. Wynton Marshalis se manteve fiel à fórmula jazz e clássicos: aos 24 anos torna-se o primeiro músico instrumental a receber dois Grammy ao mesmo tempo – um na categoria jazz e outra na categoria de música erudita, nos dois casos, como melhor solista. Em 1997 tornou-se o primeiro músico de jazz a receber o Pulitzer, pela autoria de Blood on the fields, sobre a vida dos escravos norte-americanos. Foi eleito membro honorário da England´s Royal Academy of Music.
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8 Boston PopsViolinos: estranhos no ninho ao jazz

Em 1984, Wynton Marshalis e a não menos famosa Boston Pops Orchestra acompanham a diva Sarah Vaughan na gravação de alguns standards, entre eles o inebriante Autumn leaves, Body and soul e September song. Observe-se na faixa que selecionamos (September song) a discrição com que Wynton se comporta. Arrisco-me a dizer que ele faz suas intervenções com extremo cuidado, evitando que o trompete se saliente. O músico premiado meio que se rende à grandeza da estrela, sem nenhum acorde que nos faça suspeitar de que ele quer roubar a cena. Mas não resisto a dizer, mesmo sujeito a pedradas, que a Boston Pops é, para este caso, inteiramente dispensável: cordas não fazem falta no ninho do jazz, a quem bastam piano, baixo e bateria e um metal de responsabilidade.

(O.C.)

WAGNER E VANE

Vane recebe o governador  no 15º BPM (foto Gabriel de Oliveira)

Vane recebe o governador no 15º BPM (foto Gabriel de Oliveira)

O governador Jaques Wagner assinou há pouco, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a ordem de serviço para a construção da barragem no Rio Colônia, com a qual se pretende regularizar a vazão do afluente Rio Cachoeira e viabilizar o abastecimento de água em Itabuna, Itapé e Itaju do Colônia nos próximos 50 anos.

O helicóptero do governador pousou na sede do 15º Batalhão da Polícia Militar, onde Wagner foi recebido pelo anfitrião, o prefeito Vane do Renascer (PRB). Não se falou do assunto, mas na cabeça dos dois passou a questão do posicionamento do PT diante do governo municipal.

O deputado federal Geraldo Simões faz de tudo para que o PT combata a gestão, embora o PRB faça parte da base estadual e federal. Por esse motivo, Wagner está contra Geraldo e prefere o apoio.

CACHOEIRA EM MARAÚ

Depois de passar meses no xilindró e ter sido condenado a quase 40 anos de cadeia, o bicheiro Carlinhos Cachoeira, amparado por um habeas corpus, dedica seus dias ao amor e ao descanso na belíssima Península de Maraú, um dos lugares mais bonitos do litoral baiano. O contraventor divide o privilégio com a esposa, Andressa Alves Mendonça, ambos hospedados no luxuoso resort Kiaroa, na Praia de Taipu de Fora.

Cachoeira é acusado de comandar um esquema de jogos ilícitos e de corromper agentes de estatais para desviar recursos públicos. O bicheiro caiu após ter sido investigado na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Ele foi condenado a 39 anos e 8 meses de cadeia por crimes como corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato.

JORNAL DESTACA DEGRADAÇÃO DO CACHOEIRA

A intensa degradação do Rio Cachoeira é destacada em matéria que saiu nesta segunda-feira, 23, no jornal A Tarde, de Salvador. A repórter Ana Cristina Oliveira ouviu pescadores, lavadeiras e areeiros, que já tiveram sua sobrevivência dependente do rio, mas hoje relatam um quadro de desilusão, pobreza e até de fome em comunidades itabunenses como Ferradas, Nova Itabuna e Bananeira.

A história da ligação entre o rio, seus personagens e o desenvolvimento de Itabuna, é contada no documentário “Memórias do Rio Cachoeira”, dirigido por Victor Aziz.

O Cachoeira hoje, lamentavelmente,  é só memória…

UNIVERSO PARALELO

VINÍCIUS E O MONOSSÍLABO IMPUBLICÁVEL

Ousarme Citoaian
Imaginei não levantar o assunto, por ser tão, mas não resisti – talvez por isso mesmo.  Falo de Tonga da mironga do cabuletê, de Vinícius-Toquinho, que tem uma “tradução” impublicável circulando na internet (e até integra um livro!): diz tratar-se de expressão em nagô, falando dos pelos que florescem no centro da região que Deus escolheu para ser a mais carnuda do corpo da mãe. Não entendeu? É um monossílabo que começa com c e termina com u (embora já haja até música gravada, usando tal palavra, recuso-me a grafá-la em blog de família. Pois dizem que Gessy Gesse (foto), paixão baiana do poetinha, lhe ensinara essa coisa em nagô, com que ele xingou os militares, sem que estes percebessem.

UMA “TRADUÇÃO” SEM NADA DE CIENTÍFICO

Vinícius dizia que o título não tinha sentido, mas apoiou a versão aqui referida, e até parece ter se divertido com isso: certa vez, afirmou sentir-se seguro, pois  “na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô”. Pior é que Toquinho, o parceiro, também defende essa “tradução”, que nada tem de científico. O professor Cláudio Moreno, do site Sua língua (também na tevê), diz que “não significa nada” a tal expressão: “Era a época da ditadura, no entanto, e muitos preferiram acreditar que o poeta tinha escondido atrás dessas palavras africanas uma ofensa ao governo militar” – explica o mestre. Quis consultar o Novo dicionário banto do Brasil, de Nei Lopes, mas foi impossível.

EXPRESSÃO MISTURA QUICONGO E QUIMBUNDO

A obra está esgotada em todas as livrarias (e também na editora). Então, vali-me, outra vez, do professor Cláudio Moreno, que – mais precavido do que eu – reservou seu exemplar e hoje é um feliz possuidor do Novo dicionário…, obra recomendada por Antônio Houaiss. No maior repositório de africanismos da língua portuguesa, o professor gaúcho encontrou:  (1) tonga (do Quicongo) – “força, poder”; (2) mironga (do Quimbundo) –  “mistério, segredo” (Houaiss acrescenta “feitiço”) e (3) cabuletê (de origem incerta) –  “indivíduo desprezível, vagabundo” . Portanto, palavras de línguas diferentes, isoladas – que não xingam os milicos, são apenas um barulhinho simpático ao ouvido.

EM SARAMAGO, A RELAÇÃO PEIXE E LEITOR

“Abordamos aqui, há tempos (com referência a um personagem de Flávio Moreira da Costa, no romance “noir brasileiro” Modelo para morrer), a necessidade de “fisgar” o leitor. Alguns de vocês se lembram: é pegar o sujeito pelo colarinho, logo nas primeiras frases, e, assim manietado, levá-lo até o ponto final. Pois encontro, em análise primorosa da jornalista Débora Alcântara (Caderno 2 – A Tarde), a retomada desse tema, em torno do livro póstumo de José Saramago O silêncio da água, um exercício de literatura infantil. Registre-se que Saramago, único prêmio Nobel conquistado em língua portuguesa, morreu há um ano (18 de junho de 2010). E que a visão apresentada na matéria é, obviamente, muito melhor do que a minha.

ÀS MARGENS DO TEJO, UM MENINO PESCANDO

“A palavra não morre quando se impregna na memória, feito um anzol na guelra de um peixe”, sentencia a articulista. E emenda: “O leitor, como o peixe, ao abocanhar a isca, mesmo não sendo resgatado do silêncio profundo da água onde habita, é remetido ao choque de singularidades, de modos de ver e de sentir. É transformado para sempre, levando o gosto do anzol desferido”. Quisera eu, ao crescer, escrever assim… A autora explica a analogia entre anzol e linguagem, peixe e leitor, a partir de O silêncio da água. A história se passa nas margens de um rio (o Tejo, é óbvio!), onde um menino tenta pescar um grande peixe. Quase fisgado, o bichão escapa, como nas estórias de pescadores, e é neste momento que a lucidez toma o personagem.

“ESCREVER É JOGAR UMA GARRAFA NO MAR”

É curioso que tal clareza lhe venha de um encontro em que o bicho saiu vencedor. Mas ao menino restou uma certeza: “De uma maneira ou de outra, porém, com o meu anzol enganchado nas guelras, tinha [o peixe] a minha marca, era meu”. Aqui, a analogia, bem explicada pela poeta Myriam Fraga: “É essa marca transformadora que pode sanar em parte a frustração de não se conseguir fisgar o leitor por inteiro”. É ainda a autora de O risco na pele quem esclarece a relação autor-leitor: “O autor mostra o sentimento de quem escreve, que é como jogar uma garrafa no mar, sem saber quem vai achá-la e como vai concebê-la”. Penso que é isto que procuro transmitir a quem, menos experiente do que eu, escreve: cuidado, atenção e respeito a leitor. É o meu anzol.

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ENTRE O BOLERO DERRAMADO E A ANTOLOGIA

Os Tincoãs – nome de uma ave do cerrado – surgiu em 1960 (formado por Erivaldo, Heraldo e Dadinho, todos de Cachoeira), cantando boleros  ao estilo Trio Irakitan. O grupo era afinado, arrumadinho, mas não deu certo, e o disco Meu último bolero encalhou.  Após três anos de luta, com Erivaldo substituído por Mateus, os rapazes deixaram os boleros derramados e foram beber em fontes puras – sambas de roda do Recôncavo, temas de candomblé e cantos católicos. Os terreiros constituem a principal inspiração do trio. Em 1973 gravam um disco antológico (Os Tincoãs), produzido por Adelzon Alves (foto), com marcante presença da legítima música afro-baiana.

INCORPORAÇÃO DE NOSSA HERANÇA AFRICANA

Os arranjos de Os Tincoãs valorizam o canto coral do trio afinado, com destaque para o acompanhamento só  com violão, atabaque, agogô e cabaça. O disco foi recordista de vendas, não pelo ineditismo do repertório, pois a temática negra já tinha sido muitas vezes gravada, mas pela beleza das canções e a excelência dos vocalistas, incorporando, como nunca antes, o sentimento de nossa herança africana. Para o critico Luiz Américo Lisboa Jr., especialista em música baiana (com pelo menos dois livros publicados sobre o assunto) o LP Os Tincoãs “é a afirmação da identidade de uma cultura que nos engrandece e nos faz ver o quanto devemos aprender com ela”.

DISCO CHEGA AO MERCADO 20 ANOS DEPOIS

Em 1975, com Badu em lugar de Heraldo (que morrera naquele ano) sai mais um LP, em que se destaca a música “Cordeiro de Nanã”. A partir de 1983, Os Tincoãs, em Luanda, participa de  projetos da Secretaria da Cultura de Angola,  e grava o disco Afro Canto Coral Barroco, só lançado 20 anos depois, quando o grupo não mais existia. Resta dizer que este registro foi “pautado” pela leitora leidikeiti e baseou-se na única fonte escrita de que tenho conhecimento: um artigo do pesquisador Luiz Américo Lisboa Jr. O grupo se desfez em 2000 e, segundo Luiz Américo (foto), “deixou um legado dos mais primorosos para a música popular brasileira”. Clique e ouça Deixa a gira girar.

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O.C.

SÃO JOÃO: AMARGOSA É A PREFERIDA DOS SOTEROPOLITANOS

O município de Amargosa foi apontado em levantamento da Potencial Pesquisa como o principal destino dos soteropolitanos neste São João. Dos pesquisados, 22% dos que pertencem à classe A dizem que vão curtir os festejos em Amargosa.

O município terá entre as atrações musicais deste ano a cantora Elba Ramalho e as bandas Aviões do Forró, Cavaleiros do Forró, Estakazero, Paula Fernandes e Cangaia de Jegue.

A pesquisa ouviu 400 moradores de Salvador e aponta Cruz das Almas em segundo (8,2%) e Cachoeira (4,4%). Irará, Serrinha, Catu e São Francisco do Conde são citados por 3,2%, cada. Da região centro-sul, apenas Ibicuí é citada, com 1,3%.

O levantamento também aferiu o comportamento dos soteropolitanos em relação a uma das mais tradicionais festas populares do Nordeste. 57% disseram que pretendem viajar neste São João e 60,1% afirmam que vão viajar com a família.

Cidades mais citadas na pesquisa

AMARGOSA –  12,7%
CRUZ DAS ALMAS – 8,2%
CACHOEIRA – 4,4%
IRARÁ – 3,2%
SERRINHA – 3,2%
CATU – 3,2%
SÃO FRANCISCO DO CONDE – 3,2%
MARAGOGIPE – 2,5%
SENHOR DO BOMFIM – 2,5%
SÃO FELIPE – 1,9%
FEIRA DE SANTANA – 1,9%
CONCEIÇÃO DO ALMEIDA – 1,9%
JEQUIÉ – 1,9%

PESCADOR É ARRASTADO PELO CACHOEIRA

O pescador Elias Gonçalves Reis, de 57 anos, foi arrastado pela correnteza do Rio Cachoeira, que teve seu nível elevado nesta sexta-feira, 11, em consequência das chuvas. Segundo informações, Elias procurava o melhor ponto para jogar sua tarrafa, quando acabou perdendo o equilíbrio e foi levado.

Há pouco, uma equipe do Corpo de Bombeiros tentava resgatar o pescador, que estava ilhado num ponto situado nas imediações da churrascaria Los Pampas.

Um aspecto que chama a atenção é a coloração escura e o mau-cheiro das águas do Cachoeira. Em alguns pontos de Itabuna, como na Avenida Francisco Benício, próximo à estação elevatória da Emasa, o odor chega a ser insuportável.

PERIGO

A prefeitura liberou, desde a tarde de ontem, o tráfego de veículos e pedestres na ponte do Marabá. O problema é que depois de fazer o trabalho de retirada das baronesas que ameaçavam a estrutura da ponte, os homens da prefeitura não recolocaram a proteção lateral para os pedestres.

Quem passa pelo local corre o risco de se desequilibrar e cair no leito do rio Cachoeira, que está cheio. Custa tentar evitar uma tragédia?

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