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:: ‘Cacique Babau’

CACIQUE BABAU JÁ ESTÁ EM LIBERDADE

STJ garante liberdade a líder dos tupinambás (Foto Gervásio Baptista/ABr).

STJ garante liberdade a líder dos tupinambás (Foto Gervásio Baptista/ABr).

Já está em liberdade Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, após decisão liminar do ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça. A liminar anula a prisão temporária decretada pelo juiz da Comarca de Una, Maurício Álvares Barra.

Babau estava preso desde o dia 24, quando se entregou à Polícia Federal, após a determinação da prisão temporária. Babau e um grupo de outros oito indígenas e autodeclarados tupinambás são acusados da morte do agricultor Juraci Santana, assassinado a tiros no Assentamento Ipiranga, em 10 de fevereiro.

JUIZ DETERMINA QUE BABAU SEJA TRANSFERIDO PARA ILHÉUS

Juiz determina transferência de cacique tupinambá (Foto Gervásio Baptista/ABr).

Juiz determina transferência de cacique (Foto Gervásio Baptista/ABr).

O juiz Maurício Álvares Barra, da comarca de Una, no sul da Bahia, determinou que o cacique Rosivaldo Ferreira da Silva, que se entregou à Polícia Federal na quinta-feira (24), seja transferido de Brasília para o presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus.

O índio da comunidade indígena Tupinambá Serra do Padeiro é suspeito de envolvimento na morte de um agricultor em Una, cidade marcada pelo conflito entre fazendeiros e indígenas.

A mudança, porém, dependeria de uma infraestrutura para garantir a segurança do cacique na unidade baiana. Antes da viagem, o magistrado solicita ainda o deslocamento do indígena da carceragem de um departamento da Polícia Civil de Brasília para a prisão federal da Papuda.

– O juiz da comarca de Una determinou que o cacique Rosivaldo fosse recolhido no presídio da Papuda até que seja providenciada a estrutura necessária para a transferência dele para o presídio de Ilhéus – afirma Mário Lima, delegado da Polícia Federal em Ilhéus.

De acordo com Waldir Mesquita, um dos advogados do cacique, a Polícia Federal informou ao juiz de Una da possibilidade do índio ficar em Brasília, e por isso ele manifestou determinação contrária. Informações do G1/Bahia.

REUNIÃO COM O BISPO

Reunião com o bispo Dom Ceslau (ao centro) com lideranças políticas e rurais em café da manhã (Foto Divulgação).

Reunião com o bispo (ao centro) com lideranças políticas e rurais no ano passado.

Os produtores rurais atingidos pela disputa de terras com índios e autodeclarados tupinambás terão café da manhã com o bispo da Diocese de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, neste sábado (26), às 7h30min, na casa paroquial em Buerarema.

A reunião será com representantes dos agricultores, comandos do Exército e da Força Nacional e autoridades municipais. O encontro se dá dois dias após a prisão do cacique Rosivaldo Ferreira da Silva (Babau), em Brasília. A prisão foi motivo de festa no município, ontem, com intensa queima de fogos. Para hoje, estava programada uma carreata.

O bispo diocesano itabunense quer ouvir os relatos dos maiores prejudicados pela disputa de terras na área de 47,3 mil hectares, mas pediu reuniu com, no máximo, 30 pessoas. Ano passado, o bispo já havia se reunido com agricultores. Também há a intenção dos produtores de questionar o posicionamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

GERALDO E A CARTA DE BABAU

Geraldo se disse surpreso com as acusações de Babau.

Geraldo se disse surpreso com as acusações de Babau.

Lideranças políticas estaduais tomaram como surpresa o conteúdo de uma carta do Cacique Babau. Nela, o líder dos tupinambás faz acusações ao governo e ao Exército e, por fim, culpa o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA).

Se alguma coisa acontecer com minha pessoa e meus irmãos, foi essa Polícia que está aqui na região, que o ministro mandou para a aldeia. Sendo que a ordem de matar partiu do deputado Geraldo Simões – escreveu Babau.

Dos poucos deputados que se levantaram contra a onda de invasões dos tupinambás a fazendas do sul da Bahia, Geraldo também se disse surpreso com a estratégia do cacique, principalmente por não ter a violência como sua característica.

O parlamentar petista considera “a radicalização extrema dos direitos indígenas” seria uma “forma provocadora de inviabilizá-los”. Internamente, a estratégia utilizada por Babau é vista como uma forma de tentar abrandar a postura do petista.

NA ÁREA DO CONFLITO

O secretário da Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Almiro Sena, esteve hoje reunido com agricultores e índios de etnia tupinambá no sul da Bahia. A visita à região visa distender o clima na disputa por terras no sul da Bahia. São 43,7 mil hectares disputados pelos tupinambás e pequenos produtores.

Aos índios tupinambás, Almiro disse o seu papel como secretário é tentar solução que não prejudique nem uma comunidade nem outra. “Vim aqui para parar essa guerra”, disse, durante encontro com os indígenas na Serra do Padeiro, entre os municípios de Una e Buerarema. Os tupinambás ainda pediram apoio ao secretário para o projeto de implantação de uma universidade indígena na área antes pertencente à Unacau.

Almiro diante de Cacique Babau: solução para conflito (Foto Elio Almeida).

TRF CONCEDE HABEAS CORPUS AO CACIQUE BABAU

A 3ª Turma do  Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu nesta terça-feira, 8, habeas corpus em benefício de Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, que é acusado de invadir propriedades e de tentativas de homicídio na zona rural de Buerarema. A decisão também contemplou o irmão de Babau, Givaldo Ferreira da Silva.

Os irmãos foram liberados porque ficaram presos preventivamente além do prazo legal. De acordo com a lei, a preventiva poderia durar no máximo 81 dias, mas Babau já estava recolhido há 90. As investigações dos supostos crimes cometidos pelos indíos continuam abertas, mas agora eles responderão em liberdade.

Glicéria Barbosa da Silva, irmã de Babau, também foi parar atrás das grades. Ela foi detida por agentes da Polícia Federal ao desembarcar no aeroporto de Ilhéus no último dia 3.

PRESO MAIS UM MEMBRO DA “FAMÍLIA BABAU”

A Polícia Federal prendeu na tarde desta quinta-feira, 3, no Aeroporto de Ilhéus, a irmã de Rosivaldo Ferreira da Silva, o “Cacique Babau”. De acordo com o Xilindró Web, Glicéria Barbosa da Silva foi detida assim que desembarcou no local. Segundo a polícia, ela é acusada de ter participado, juntamente com o irmão, de invasões de propriedades e tentativas de homicídio na zona rural de Buerarema.

Babau foi preso no dia 10 de março e ficou alguns dias na carceragem da Delegacia da Polícia Federal em Ilhéus. Em seguida, foi transferido para a Superintendência da PF em Salvador e se encontra desde o dia 16 de abril na penitenciária federal de Mossoró-RN.

Outro irmão do cacique, conhecido como “Gil”, também está preso.

PRESO O IRMÃO DO CACIQUE BABAU

A Polícia Federal prendeu neste sábado (20), em Buerarema, um homem identificado como “Gil”, que é irmão de Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau.

Gil teria participado, juntamente com o irmão, de invasões de terras e descumprimento de mandados de reintegração de posse. Babau está preso desde o dia 10 de março.

Gil, o irmão do cacique, foi levado para a carceragem da PF em Illhéus.

JUSTIÇA NEGA HABEAS CORPUS A ‘BABAU’

A desembargadora federal da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Assusete Magalhães, negou um pedido de habeas corpus em favor de Rosivaldo Ferreira da Silva, o “Cacique Babau”, de 35 anos.

Além de negar o habeas corpus, a magistrada pediu ao juiz federal de Ilhéus Pedro Holliday mais informações sobre o processo contra “Babau”, suspeito de uma série de crimes. Ele está preso na Polícia Federal, em Salvador, desde o dia 10.

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BABAU GANHA FAMA NACIONAL COMO O TERRORISTA HUMORISTA DO SUL DA BAHIA

Babau gargalha em reportagem da revista Época

Babau gargalha em reportagem da revista Época - Foto: Marcelo Min

Tudo em Babau, o cacique que tira o sono dos não-índios de Ilhéus, Buerarema e Una, é meio dúbio. A começar pela sua suposta ascendência tupinambá. Quem o julga pela cor da pele, diz que estaria mais para descendente de Zumbi – se é para falar em engajamento e luta pelos direitos ancestrais de posse da terra – e se sairia melhor defendendo algum quilombo regional.

Mas Rosivaldo Ferreira da Silva se auto-intitulou índio, e agora está prestes a ser o líder supremo de um povo que cresce a uma taxa de 58% em cinco anos – a acusação é que o recrutamento de índios é feito sem critérios pelo líder – e está prestes a receber uma área de 47.376 hectares.

Caso seja homolagada pelo presidente Lula, a reserva dos tupinambás atingirá os três municípios – Ilhéus, Una e Buerarema – e desabrigará centenas de famílias de pequenos agricultores e vários empreendimentos, como hotéis e pousadas na região de Olivença.

A revista época desta semana fez uma extensa reportagem sobre as ações de Babau e a repercussão do relatório da Funai que reconhece como terras indígenas a Serra do Padeiro e adjacências. Babau ri de tudo, até da acusação de que sequestrou trabalhadores de fazendas invadidas.

Sobre os sequestros ele responde às gargalhadas, segundo a reportagem: “De vez em quando a Polícia Federal vem aqui buscar um cadáver. Não encontra nada, só a gente comendo carne assada. Mas é carne de animal. Nossos antepassados faziam prisioneiros para virar almoço. É por isso que eu não sequestro ninguém. Se sequestrar, a gente vai ter de comer”.

Clique aqui e leia a íntegra da matéria de Época que está causando rebuliço na Bahia, pelo que se pode ver dos comentários postados na página eletrônica da revista.