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:: ‘calçados’

EM CAMACAN, WAGNER DEFENDE ELEIÇÃO DIRETA EM OUTUBRO

Wagner defende realização de eleições diretas em outubro deste ano (Foto Daniel Thame).

Ladeado por Rosemberg e Davidson, Wagner defende eleições diretas em outubro deste ano.

O ex-governador Jaques Wagner (PT) defendeu, hoje (29), em Camacan, no sul da Bahia, a votação de emenda constitucional que permita a antecipação da eleição direta a presidente da República, com o pleito ocorrendo em outubro deste ano. “A situação [do Brasil] é muito difícil”, disse ele, reforçando que o país precisa de presidente eleito com a “chancela do voto popular”.

– Nenhum presidente que sente na cadeira sem a chancela do voto popular terá o peso e a representatividade para fazer as modificações necessárias – justificou.

Hoje secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Wagner disse que, ao defender as eleições diretas, não está desqualificando o Congresso. “Se o Temer renunciar ou cair, qualquer nome que se apresentar será de brasileiros com valor, mas, [por eleição indireta, com o presidente sendo escolhido por deputados e senadores], faltará o essencial: a legitimidade do voto popular para conduzir o Brasil”.

Nesta segunda, Wagner esteve em Camacan para a entrega de galpão onde funcionará mais uma unidade da Lia Line. No município sul-baiano, serão produzidos calçados femininos de uma das marcas da empresa catarinense, os calçados Sua Cia. A estimativa é de que sejam produzidos mais de 600 mil pares de calçados ao ano.

AZALEIA: WAGNER PEDIRÁ MEDIDAS ANTIDUMPING

O governador da Bahia, Jaques Wagner, terá encontro com a presidente Dilma Rousseff hoje à tarde, e o principal tema que será tratado é o fechamento de 12 unidades da Azaleia no sudoeste do Estado. Wagner pedirá à presidente que, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, adote medidas antidumping para proteger a indústria local da concorrência de produtos  importados, que são mais baratos.

Pela manhã, o governador esteve com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com quem discutiu o mesmo assunto.

A Azaleia está fechando suas unidades na região, alegando exatamente a dificuldade de competir com calçados, fabricados principalmente na China, que entram no País a preços inferiores aos do produto nacional.

O encerramento das atividades da empresa no sudoeste provocará verdadeira tragédia social em algumas cidades. Em Firmino Alves, 80% da mão de obra formal trabalha na Azaleia (confira aqui).

CASTRO QUER OUVIR PRESIDENTE DA AZALEIA

O fechamento de 12 fábricas da Azaleia  no sudoeste da Bahia foi criticado pelo deputado estadual Augusto Castro (PSDB), em discurso no plenário da Assembleia Legislativa. No pronunciamento, o tucano lembrou que o processo de “desmonte” da empresa no Estado começou no final de 2011, com a desativação de seis unidades de produção em Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itati.

Castro disse ainda que tentou falar por telefone com o empresário Pedro Grendene, presidente da Azaleia, mas não conseguiu. Finalmente, o deputado requereu, ao presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa, Tom Araújo, que convide Grendene a explicar aos parlamentares os motivos do fechamento das fábricas.

DOURADO BUSCA SOLUÇÃO PARA FUNCIONÁRIOS DA AZALEIA

Dourado diz que medida da Azaleia foi selvagem

O presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), Cláudio Dourado, prefeito de Ibicuí, está propondo que os trabalhadores a serem atingidos pelo fechamento de unidades da fabricante de calçados Azaleia se organizem numa cooperativa destinada à produção de calçados escolares. A ideia será discutida hoje pelo presidente  da Amurc com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correa.

Na semana passada, a Azaleia anunciou o fechamento de suas unidades de produção situadas nos municípios de Iguaí, Ibicuí, Itati, Potiraguá, Itarantim e Maiquinique, no centro-sul baiano. Para Dourado, a solução pode ser formar uma cooperativa e produzir calçados destinados a abastecer a rede escolar da Bahia e do Nordeste. Essa cooperativa utilizaria a estrutura a ser desocupada pela Azaleia.

O presidente da Amurc critica a decisão da indústria. Segundo ele, “a Azaleia tomou uma medida selvagem e não respeitou as famílias (dos trabalhadores), que tiveram suas vidas desnorteadas por conta da perda do emprego”.

AZALEIA DEMITE 1,5 MIL TRABALHADORES NA BA

Indústria demite quase 10% dos empregados na Bahia em um mês.

Cerca de 1,5 mil trabalhadores foram demitidos de unidades da Azaleia Nordeste em 11 municípios localizados na região centro-sul baiana, conforme dados de sindicato dos empregados e do Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT). As demissões na fábrica de calçados ocorreram entre novembro e este início de dezembro.

O Ministério Público do Trabalho promoverá audiência, amanhã, às 14h, em Vitória da Conquista, para exigir justificativas da Azaleia em relação à onda de demissões. A audiência será comandada pelo procurador Marcos de Jesus, que investiga a empresa, e terá presença de analista do MPT para avaliar as justificativas contábeis da Azaleia. A intenção é avaliar se as demissões são arbitrárias, segundo o procurador.

De acordo com o MPT, foram convidados para a audiência autoridades municipais, deputados estaduais e federais e representantes dos trabalhadores. As demissões afetam diretamente a economia de Caatiba, Firmino Alves, Ibicuí, Itambé, Iguaí, Itapetinga, Itarantim, Itororó, Maiquinique, Maracani e Potiraguá.

MERSAN ABRE PRIMEIRA LOJA NO SUL DA BAHIA

A Mersan, líder em vendas no segmento de calçados, inaugura amanhã (1º), às 19h, a primeira filial no sul da Bahia. A rede investiu R$ 1,5 milhão na loja do Shopping Jequitibá, em Itabuna, e vai gerar 30 empregos diretos, segundo o diretor de marketing, Luís Mercês Júnior.

Fundada há 45 anos em Feira de Santana, a Mersan conta com filiais em municípios como Salvador, Serrinha, Conceição do Coité e Alagoinhas. “Somos líder no segmento e reunimos as principais marcas do mercado”, ressalta Mercês Júnior.

O interesse da rede em investir em Itabuna foi despertado por um convite da direção do Shopping Jequitibá, segundo o diretor de marketing contou ao PIMENTA. A primeira loja do sul da Bahia, a 30ª do grupo, ocupará área de 216 metros quadrados na área de expansão do shopping.

A loja estabelece como um dos diferenciais em relação a concorrentes o crediário próprio. “Percebemos que as lojas de calçados daqui [de Itabuna] não trabalham com crediário próprio”, observa Mercês Júnior. Com o Cred Mais, a Mersan possui cerca de 360 mil clientes com acesso ao crediário nas 30 lojas.

AZALEIA DEMITE MAIS DE 3 MIL EM ITAPETINGA. INDÚSTRIA AMEAÇA DEIXAR A BAHIA

A edição online d´A Tarde informa a pretensão da Vulcabras/Azaleia de transferir a produção da unidade de Itapetinga para a Índia, o que provocaria a demissão de 18 mil funcionários em 13 municípios do centro-sul baiano. Somente nos últimos sete meses, a fabricante de calçados eliminou três mil postos de trabalho em Itapetinga.

Há quase dois meses, a Vulcabras fechou a unidade matriz em Parobé (RS) e anunciou a abertura de fábrica no continente asiático. De acordo com o jornal, a empresa busca produzir na Índia porque a mão de obra lá é bem mais barata (salário de US$ 85,00 contra US$ 353,00 no Brasil).








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