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:: ‘Cemepi’

SOBRE O FECHAMENTO DO CEMEPI

Raimundo Santana | jrsantana13@gmail.com

 

O Sintesi requereu ao Ministério Público Estadual que promova uma mediação com o Município de Itabuna e a direção do CEMEPI, com vistas a tentar encontrar uma saída negociada em que os mais afetados não sejam os usuários do SUS, sobretudo os mais carentes.

 

Há uma guerra de versões sobre o fechamento do CEMEPI. A direção da unidade hospitalar alega que os recursos pagos pelo Município de Itabuna são insuficientes para manter a instituição, que funciona com 100% SUS com portas abertas, com pronto-socorro funcionando 24 horas. Afirma que só está em funcionamento, ainda, por causa do repasse mensal de um subsídio de R$ 100.000,00 que as duas gestões municipais anteriores faziam – e levantou o repasse ideal para abrir uma negociação, que já se arrasta, faz bom tempo, sem encaminhamento concreto.

Por sua vez, o secretário de Saúde, Isaac Nery, alega que já paga além do faturado pelo hospital e a direção da unidade hospitalar foi inflexível e precipitada no processo, não deixando margem para negociação que viabilize a manutenção do funcionamento do hospital. O secretário prometeu buscar uma alternativa com outro prestador que propicie a manutenção dos leitos que eram utilizados pelo CEMEPI. O hospital fazia cerca de 470 consultas/mês e cerca de 100 internamentos/mês.

Na verdade, o que está em jogo é a manutenção ou não de uma importante parcela do atendimento pediátrico em Itabuna e região com o fechamento de uma unidade hospitalar com 50 anos de serviços prestados, que emprega diretamente 46 funcionários.

Quando se fala em buscar alternativa de internamento para absorver essa demanda, não é tão simples assim. A Maternidade Ester Gomes encontra-se à beira da falência, com cerca de 7 meses de salários atrasados deixados pela gestão anterior e cerca de 3 meses de salários atrasados da atual gestão, problema com pagamento de folha médica, etc.

Já o hospital Manoel Novaes tem um papel importante no atendimento de pediatria, atendendo SUS e convênios de Itabuna e região, com uma considerável sobrecarga. A UPA chegou a ser um alento no atendimento de pediatria em nossa cidade, contudo o Município renegociou o contrato com o instituto que administra a unidade alterando de R$ 900 mil para R$ 500 mil o contrato e reduzindo os serviços. Porém, já no pagamento da primeira fatura, quitou-se apenas R$ 350 mil. Como ato final, os médicos pediram demissão coletiva.

O financiamento da SUS deveria ser tripartite (União, Estado e Município). Todavia, o gestor municipal não leva esse fato em consideração. Essa inobservância está transformando Itabuna e demais cidades da região em cemitérios de hospitais.

A partir dessa realidade, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi) requereu ao Ministério Público Estadual que promova uma mediação com o Município de Itabuna e a direção do CEMEPI, com vistas a tentar encontrar uma saída negociada em que os mais afetados não sejam os usuários do SUS, sobretudo os mais carentes.

Raimundo Santana é dirigente do Sintesi.

PREFEITURA SE COMPROMETE A MANTER AUXÍLIO AO CEMEPI

Após quatro meses de idas e vindas, ontem, 11, o prefeito Capitão Azevedo (DEM) se reuniu com a direção do Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi) e garantiu o pagamento de auxílio mensal de R$ 54 mil à unidade hospitalar.

O auxílio para manutenção do hospital e pagamento de parte da equipe médica havia sido suspenso desde janeiro, após o Cemepi acionar a Secretaria de Saúde de Itabuna no Ministério Público estadual. O prefeito assegurou que até a terça-feira, 15, retomará o pagamento do auxílio ao Cemepi (antigo Ipepi).

A reunião ocorreu no hospital e contou com a presença de dirigentes do hospital pediátrico, dos secretários Carlos Leahy (Indústria e Comércio) e Geraldo Magela (Saúde), e do jornalista e apresentador Tom Ribeiro, que foi convidado pelo hospital para intermediar as negociações.

O hospital pediátrico atende uma média de cinco mil crianças e adolescentes por mês e sofre com a falta de receita. Pacientes do SUS formam 90% da clientela do Cemepi.

MAGELA DIZ QUE SESAB BOICOTA ITABUNA

Secretário diz que postura da Sesab é absurda e autoritária

O jornal Agora, de Itabuna, traz neste sábado uma matéria na qual o secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, afirma sem rodeios que a Secretaria da Saúde do Estado opera deliberadamente para sabotar a rede de atendimento do SUS em Itabuna. Magela diz que já solicitou providências ao Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e ao ministro Alexandre Padilha, para resolver a questão.

Reclamando de prejuízos decorrentes da perda da gestão plena, o secretário acusou a Sesab de ser responsável pelas filas nas unidades básicas de saúde. “As pessoas estão dormindo nas filas das unidades de saúde, não por culpa do município, mas porque a Sesab está cortando exames que deveriam estar disponíveis”, declarou Magela ao jornal.

A publicação também ouviu uma prestadora de serviços ao SUS, não identificada, que falou de dificuldades para manter os atendimentos. “Quando a demanda ultrapassa a cota estabelecida para determinado procedimento, o que sempre acontece, as pessoas ficam sem realizar exames porque a Sesab retém os recursos”, apontou a prestadora.

Geraldo Magela voltou a repelir a ideia de transferir a gestão do Hospital de Base para o Estado, alegando que os hospitais já administrados pela Sesab também enfrentam problemas. A possibilidade de terceirizar a gestão também não é aceita pelo secretário, que briga pela ampliação dos repasses financeiros para R$ 2 milhões mensais, ficando o município responsável por uma contrapartida de R$ 500 mil.

O secretário também citou na matéria os problemas enfrentados pelo Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi) e pela Maternidade Esther Gomes, ambos sob ameaça de fechar as portas. Apesar de serem instituições privadas, os dois hospitais dependem do SUS para sobreviver, mas as mudanças na forma de apuração dos serviços teria gerado sérias dificuldades tanto para o Cemepi como para a maternidade. Magela disse que a forma como a Sesab trata o assunto é “absurda” e “autoritária”.

PADRINHO DE MAGELA PEDE SOLUÇÃO PARA A SAÚDE

O deputado estadual Augusto Castro (PSDB) cobrou uma solução para o impasse  criado entre a Prefeitura de Itabuna e a Secretaria da Saúde do Estado, em torno da gestão deste setor no município.

Castro, que indicou Geraldo Magela para a Secretaria Municipal da Saúde, mencionou a situação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e do Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), este em vias de fechar as portas.

O Hospital de Base é administrado pelo município, mas depende do Estado para manter seu funcionamento.  A Prefeitura tem pleiteado a ampliação dos repasses para a instituição, mas o governo da Bahia defende que a gestão do hospital seja transferida para o Estado. No caso do Cemepi, que é um hospital privado, mas com quase 100% dos atendimentos pelo SUS, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, já afirmou que não tem como ajudar.

Para o deputado, “a população não pode ficar sofrendo enquanto não se chega a um acordo”. Ele defende que Estado e município encontrem uma forma de compartilhar responsabilidades na gestão da saúde, inclusive adotando uma estratégia para que o Cemepi não feche as portas.

Castro disse ainda que a questão partidária dificulta uma solução para a crise. Ou seja, para ele a falta de “química” no relacionamento entre PT (Estado) e DEM (Município) está atrapalhando a gestão da saúde em Itabuna.

 

O FIM DO CEMEPI

Está praticamente se encerrando a agonia do Centro Médico Pediátrico de Itabuna. E não é por existir alguma solução à vista.

Segundo informações que chegaram ao PIMENTA, o Cemepi deverá fechar as portas nesta sexta-feira, 8, um dia que pode entrar para a história como um marco da falência da saúde pública em Itabuna.

O Cemepi tem 98% de sua clientela proveniente do SUS e recebe pela produtividade. O que entra, no entanto, não é suficiente para cobrir as despesas. Depois de muito tempo pagando funcionários e servidores na base de empréstimos, o que inclui juros extorsivos, atingiu-se o fundo do poço. O Estado já lavou as mãos, alegando que é apenas um repassador de recursos do Ministério da Saúde e não pode injetar dinheiro no hospital itabunense.

Na cidade, outros hospitais que dependem do SUS também enfrentam dificuldades. O Hospital de Base, maior unidade de urgência e emergência do sul da Bahia, vive em verdadeiro estado de calamidade. E um que pode seguir o mesmo caminho do Cemepi é a maternidade Esther Gomes.

CEMEPI JÁ NÃO TÊM CONDIÇÕES DE FUNCIONAR

 

Cemepi vinha pagando funcionários graças a empréstimos. Não dá mais para continuar

O Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi) poderá fechar as portas a qualquer momento. A notícia triste foi transmitida aos funcionários nesta terça-feira, 5, pela diretoria do hospital.

Sufocado pela falta de recursos, o Cemepi se arrasta desde que Itabuna perdeu a gestão plena da saúde, há três anos. A instituição sobrevive quase exclusivamente com os atendimentos prestados via Sistema Único de Saúde (SUS), que estão longe de cobrir todas as despesas. Há dívidas acumuladas com funcionários e fornecedores, sendo que os últimos pagamentos foram realizados graças a empréstimos.

Na reunião de ontem, a diretora do hospital, Lícia Mastique, disse que não seria mais possível seguir em frente com o rombo financeiro do Cemepi só aumentando.

Segundo a pediatra Thayane Mara Reis, o Cemepi realiza mensalmente cerca de 5 mil consultas e cada uma delas é remunerada a R$ 11,00 pelo SUS.  Na tentativa de conseguir algo mais para assegurar a sobrevivência da instituição, sua diretoria solicita há quatro meses um auxílio do Governo do Estado, mas até o momento nada foi sinalizado.

Logo mais, no Centro de Convenções de Ilhéus, vereadores itabunenses aproveitarão a presença do governador Jaques Wagner para lhe apresentar novo pedido de ajuda para o Cemepi. A esperança é convencê-lo da importância do hospital pediátrico, que atende 98% de seus pacientes pelo SUS.

 

SOLUÇÃO À VISTA PARA O CEMEPI?

O diretor de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde, Andrés Alonso, está reunido com a direção do Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), o antigo Ipepi. O encontro ocorre no próprio Cemepi (antigo Ipepi).

Em pauta, uma solução para o hospital pediátrico itabunense que atende a uma média de 5 mil pacientes mês e corre risco de fechar, como mostrou o PIMENTA na última terça (10).

O hospital pediátrico tem despesas mensais de R$ 200 mil, mas a receita atinge apenas R$ 120 mil, conforme a direção da unidade de saúde informou a este blog.

HOSPITAL PEDIÁTRICO PODE FECHAR AS PORTAS

Hospital pediátrico pode fechar as portas.

O Cemepi (Centro Médico Pediátrico de Itabuna) pode fechar as portas a qualquer momento devido às dificuldades financeiras. 90% da clientela do hospital são de pacientes do SUS. A diretora, Lícia Mastique, disse ao PIMENTA que os custos são altos e a receita, baixa.

–  Os procedimentos não são reajustados há mais de três anos. Está muito difícil. Nós não temos como arcar com todas as despesas – afirma a diretora do Cemepi, antigo Ipepi. Ela revela também o início de negociações com as secretarias municipal e estadual de Saúde, para atenuar a situação financeira do hospital.

Um documento com a situação financeira do Cemepi será apresentado às duas secretarias. O Cemepi está inadimplente em relação ao pagamento de impostos.

O hospital atende uma média de 5 mil pacientes por mês, possui R$ 120 mil de receitas, mas as despesas atingem R$ 200 mil na média. A unidade possui 54 funcionários e 14 médicos. O município dispõe de apenas dois hospitais pediátricos.






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