WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia





março 2019
D S T Q Q S S
« fev    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

editorias






:: ‘Ceplac’

AOS 85 ANOS, MORRE JOÃO HYGINO FILHO

Morre o acadêmico, jornalista e advogado João Hygino Filho

Ex-procurador do Estado, jornalista e advogado, João Hygino Filho faleceu, na madrugada desta sexta-feira (8), no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna, aos 85 anos. João Hygino ocupava a cadeira número 1 da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), conforme a própria instituição.

Nascido em Porto Seguro, partiu ainda novo para o Rio de Janeiro, de onde retornou e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Ilhéus, que deu origem à Fespi, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Trabalhou no jornalismo na Ceplac, em Ilhéus, e foi vice-presidente da subseção ilheense da OAB, além de servidor da Secretaria de Agricultura da Bahia. O acadêmico deixa sete filhos.

O corpo de João Hygino está sendo velado no SAF de Ilhéus, na Conquista, e o enterro está previsto para as 16h desta sexta, no Cemitério São João Batista, na zona sul de Ilhéus. Nas redes sociais, amigos lamentam a perda.

Secretário de Turismo e Esporte de Ilhéus, o professor Alcides Kruschewsky assim se expressou numa rede social. “Hygino foi um dos melhores amigos de meu pai e da nossa família; seu companheiro de jornalismo e universidade, intelectual, correto e amável. Deixa um rastro de dignidade na sua trilha e um sentimento de perda irreparável”.

“CEPLAC CONTINUA COM MESMA ESTRUTURA”, ASSEGURA SECRETÁRIO DE INOVAÇÃO DO MAPA

Para Camargo, Ceplac está “até muito prestigiada” || Foto Divulgação

O secretário de Inovação e Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Silveira Camargo, assegurou que a “Ceplac continua a sua mesma estrutura”. Numa entrevista ao jornalista Ederivaldo Benedito, o secretário disse que, ao contrário do especulado, Ceplac está “até muito prestigiada”. Na tarde desta segunda-feira (4), Camargo esteve na sede regional do órgão, na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415). “Podem ficar tranquilo que não haverá nenhuma mudança na Ceplac, exceto para melhor. Não existe nenhuma pretensão neste sentido de enfraquecê-la”.

“Pelo que eu vi no decreto, a Ceplac foi prestigiada na sua estrutura e o objetivo da minha visita ao sul da Bahia é conhecer o setor e ajudá-lo”, destacou. Fernando Camargo acrescentou que uma das propostas, com a criação da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, é trazer inovação para o Ministério da Agricultura e aumentar a produção de alimentos no país. “Para aumentar a produtividade, é preciso inovar e o Brasil não pode ficar atrás”.

Com um orçamento anual de R$ 17 milhões, a Ceplac – órgão específico e singular do Ministério da Agricultura, com a responsabilidade de cuidar dos sistemas agroflorestais brasileiros que no próximo dia 20 completará 62 anos de criado – tem 1.501 servidores com média de 62 anos de idade, em vias de aposentadoria, e desde 1986 não realiza concurso público. Atualmente são apenas trezentos funcionários que não tem o direito a se aposentar e a previsão é que em 2023 poderá entrar em colapso, já contará com apenas trinta servidores em seus quadros.

RICARDO XAVIER SOBRE A CEPLAC: “NOTÍCIAS VINDAS DE BRASÍLIA NÃO SÃO MUITO BOAS”

Xavier, à esquerda, afirma que notícias quanto ao futuro da Ceplac são preocupantes

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Ricardo Xavier (PPS), manifesta-se preocupado quanto ao futuro da Ceplac, órgão do ministério da Agricultura que gera tecnologia e presta assistência técnica a cacauicultura em seis estados brasileiros. “A nossa apreensão aumenta porque as notícias vindas de Brasília, relacionadas à possível perda da autonomia financeira e ao comprometimento do orçamento anual do nosso principal organismo federal em atuação no sul da Bahia, não são muito boas”, afirmou o presidente da Câmara de Itabuna.

A Ceplac, observa Ricardo Xavier, voltou a ser um órgão específico e singular do Ministério da Agricultura, com a responsabilidade de cuidar dos sistemas agroflorestais brasileiros. Mas está subordinado à Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Rural, que faz a gestão financeira dos recursos.

– As lideranças regionais, os cacauicultores e os servidores têm que se reunir e unidos mostrar ao Governo Federal que a Ceplac tem uma importância vital para a economia sulbaiana, responsável direta pela pesquisa do cacau, orientação técnica aos agricultores e extensão em Sistemas Agroflorestais – acrescentou Xavier.

No tarde desta segunda-feira (4), o secretário de Inovação e Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura, Fernando Silveira Camargo, iniciará uma visita de dois dias à sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus/Itabuna. Ele vem com a missão de fazer um relatório sobre situação atual do órgão e entregá-lo à ministra Tereza Cristina.

A recém-criada Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação – a qual a Ceplac está subordinada – é responsável pela articulação realização de projetos de inovação voltados para o desenvolvimento rural e a pesquisa agropecuária, dentre elas o cacau. :: LEIA MAIS »

CEPLAC GANHA NOVAS FORÇAS PARA TIRAR O CACAU DA CRISE

Sede regional da Ceplac na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto Pimenta/Arquivo

Da Tribuna da Bahia

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) acaba de ganhar novas forças para tirar o cacau da crise em que se encontra, há quase três décadas. No último dia 1º, o presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 870 que determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’.

Dia seguinte, quarta-feira, dia 2, o presidente publicou o Decreto nº 9.667 em que ‘Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, remaneja cargos em comissão e funções de confiança, transforma cargos em comissão e funções de confiança e altera o Decreto nº 6.464, de 27 de maio de 2008, que dispõe sobre a designação e atuação de adidos agrícolas junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior’.

A Medida Provisória 870 beneficiou, diretamente, à Ceplac, quando deu, à mesma, novas funções e cargos na sua estrutura. E, por extensão, mostrou um forte propósito em fortalecer o setor, com base na pesquisa e extensão; com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira. No decreto nº 9.667, foram criados cinco novos cargos, vinculados à Diretoria, em Brasília, que vão cuidar, exclusivamente, dos projetos e parcerias.

NOVA CEPLAC

Juvenal Maynart, diretor-geral da Ceplac

Representantes da instituição afirmam que a consultoria realizada no órgão, ano passado, foi definidora para esta consagradora vitória. “A Nova Ceplac” – como já está sendo denominada – foi mantida como órgão singular, porém com um viés mais voltado para a pesquisa e extensão por meio de projetos e parcerias.

“Trata-se de uma conquista significativa, que deve ser comemorada por todos os que lutaram pelo fortalecimento da Ceplac, uma instituição fundamental na retomada do crescimento no sul da Bahia”, destaca o diretor-geral, Juvenal Maynart Cunha, em entrevista, por telefone, a partir de Brasília.

Juvenal Cunha disse, ainda, que a consultoria identificou as potencialidades do órgão, bem como as suas fragilidades, em um longo estudo, que já começa a apresentar os resultados. “Em relação às superintendências, apontou diversas soluções, porém não recomendou o aumento de cargos”, sintetiza.

A partir da nova legislação criada em torno da Ceplac, os produtores estão na expectativa de um novo momento para o mercado de cacau e chocolate. Especialmente quanto à chegada de projetos consistentes para resolver o problema da baixa produtividade em algumas regiões, enquanto tratam da questão das dívidas em outras frentes.

ÁREAS DEGRADADAS

Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de 25 bilhões de reais, gerando cerca de 180 mil empregos diretos no Brasil. Para Juvenal Cunha, “a revitalização do cacau nacional será feita usando os sistemas agroflorestais na recuperação de áreas degradadas nos biomas da Mata Atlântica e Floresta Amazônica”.

O diretor-geral da Ceplac reconhece que existem algumas questões ambientais a serem resolvidas na Bahia como o manejo do cacau Cabruca e o endividamento dos produtores. “Com a otimização e aprimoramento dos sistemas agroflorestais, será possível fazer o sistema Cabruca funcionar, não somente sob a perspectiva de lucratividade, mas, também, sob a perspectiva ambiental e os benefícios para a Mata Atlântica e para o mundo”, revela.

Na Bahia, a produção do cacau Cabruca, plantado em sub-bosque, tem um rendimento ainda pequeno. Nos 350 mil hectares utilizados se consegue apenas 250 kilos do produto por hectare; enquanto o Pará já atinge 900 kilos por hectare. Esta dificuldade no manejo é um dos diferenciais da baixa produtividade no nosso estado.

Quanto à sustentabilidade social da lavoura cacaueira, o gestor da Ceplac avisa que ela “está demonstrada no Projeto Rotas do Cacau, que tem foco no desenvolvimento local, sendo feito em parceria com o Ministério da Integração Nacional; enquanto, a sustentabilidade econômica está dentro do Plano de Expansão Sustentável da Produção que prevê um aumento na produção em 50% nos próximos 5 anos, atingindo 300 mil toneladas anuais e aumento de 100% na produção de amêndoas em 10 anos”, finaliza.

CEPLAC PROMOVERÁ CURSO DE ECONOMIA EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS

Sede regional da Ceplac na Rodovia Ilhéus-Itabuna, no sul da Bahia || Foto Pimenta

Ceplac e Enagro promoverão, em Belém (PA) e em Ilhéus (BA), curso de Economia em Sistemas Agroflorestais. O curso é destinado a servidores da Ceplac lotados na Bahia e estados da Região Norte, com graduação ou pós-graduação em áreas como Agronomia, Engenharia Florestal ou Biologia.

A primeira turma será formada em Belém, Pará, com aula no período de 5 a 9 de novembro. A segunda turma deverá ser formada no sul da Bahia, com previsão de que o curso seja ministrado em dezembro, em data ainda a ser confirmada. Cada turma deve ter 25 servidores que atuam na área.

Os instrutores do curso serão Walter Steenbock, analista ambiental, doutor em Agronomia, lotado no ICMBio de Santa Catarina; e Fernando Antonio Teixeira Mendes, AFFA, doutor em Sistemas Agroflorestais, lotado na Ceplac/Pará.

Para mais informações, os contatos podem ser feitos por email – [email protected] – ou pelo telefone (61) 3218-3412.

CEPLAC COM NOVO NOME E AUTONOMIA

Sede da Ceplac no sul da Bahia || Foto Pimenta

A sigla permanecerá, mas a Ceplac mudará de nome.

Deixará de ser Comissão Executiva do Plano para se tornar Centro de Excelência das Políticas para a Lavoura Cacaueira (Ceplac).

Mais importante que a não mexida na “sopa de letras”: a Ceplac voltará a ter autonomia.

Agora, é esperar o Diário Oficial cantar.

MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E CEPLAC ASSINAM ACORDO PARA ESTRUTURAR A “ROTA DO CACAU”

Juvenal: iniciativa inovadora

A Ceplac e o Ministério da Integração Nacional assinaram acordo de cooperação técnica para estruturação da Rota do Cacau. A iniciativa é mais um passo para promover o desenvolvimento regional por meio da inclusão produtiva, segundo o diretor-geral da Ceplac, Juvenal Maynart, que considera a Rota do Cacau projeto inovador, tendo os produtores de cacau e chocolate como um dos atores principais de sua gestão.

Com a assinatura do acordo com o Ministério da Integração Nacional, a Ceplac associa a Rota do Cacau às Rotas de Integração Nacional. O acordo de cooperação terá vigência de 36 meses, conforme o contrato assinado pelo diretor-geral da Ceplac, Juvenal Maynart, e o secretário substituto da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional, Wilfrido Tiradentes da Rocha Neto.

Já em maio passado, a Ceplac promoveu oficina para discutir a Rota do Cacau com produtores sul-baianos, quando começaram a ser definidos área de abrangência do polo regional e a visão de futuro. A oficina teve apoio do Ministério e, também, do Governo da Bahia, da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), do Sebrae e do Centro de Inovação do Cacau (CIC), da Uesc.

GRUPO DE TRABALHO APRESENTA 3 PROPOSTAS DE NOVO MODELO ORGANIZACIONAL DA CEPLAC

Propostas de modelo organizacional da Ceplac foram apresentadas em Brasília

Após entrevistas com produtores e especialistas do setor, um grupo de trabalho apresentou, na última terça (5), em Brasília, três propostas de novo modelo organizacional da Ceplac. As propostas adotam conceito de Ceplac oferecendo Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

Num dos modelos, a Ceplac seria um misto de Secretaria Especial, com status de secretaria ministerial, e Organização Social (OS). Noutro, Secretaria Especial ou órgão autônomo mais núcleo de inovação tecnológica. A terceira opção é reenquadramento como órgão federal, ente autônomo da administração direta ou indireta. O resultado do trabalho será apresentado ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, segundo o diretor geral da Ceplac, Juvenal Maynart, que participou da apresentação.

Diretor-geral, Juvenal Maynart explica propostas apresentadas em Brasília || Foto Divulgação

O Marco Setorial Jurídico, observa o diretor, se dá a partir da discussão de um país que já foi o segundo maior produtor de cacau do mundo e sofreu desarranjo em toda a sua cadeia com a chegada, há 30 anos, da vassoura de bruxa onde estava concentrada toda produção nacional. “Isso atingiu a Ceplac, que veio perdendo os quadros qualificados funcionais, diminuindo a sua capacidade de atuação num órgão que tem uma função de pesquisa e de extensão da cacauicultura”.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA E EXTENSÃO

Juvenal ressaltou a sensibilidade do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, nas discussões. “Teve a sensibilidade em entender que a Ceplac precisava, antes de tudo, definir de que forma ela iria se colocar num modelo que se integrasse em articulação com todo mundo acadêmico, com todas as relações e com demais órgãos de pesquisa nacional com fim específico pela sua expertise em aumentar a produção de cacau”. :: LEIA MAIS »

PRODUTORES E EMPRESÁRIOS SE REÚNEM COM PRESIDENCIÁVEL ÁLVARO DIAS NA CEPLAC

No sul da Bahia, Álvaro Dias participará de eventos do mandato e da pré-candidatura à Presidência

Produtores rurais e lideranças empresariais sul-baianas reúnem-se com o senador e presidenciável Álvaro Dias, na próxima sexta (4), no auditório do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), na Rodovia Ilhéus-Itabuna, para discutir pontos como revitalização da economia sul-baiana, situação dos cacauicultores e preservação da Ceplac. O encontro está previsto para as 14h.

Além do fortalecimento da Ceplac, os agricultores do sul da Bahia propõem o estímulo, o fomento e a difusão do cooperativismo e o associativismo rural. Defendem, também, a análise conjuntural da situação da cacauicultura brasileira, com destaque para o grau de endividamento da classe e a busca de novos investimentos financeiros, com vistas à revitalização da economia baiana.

Álvaro Dias é o primeiro presidenciável em 2018 a visitar o sul da Bahia. Além do encontro com produtores rurais e funcionários da Ceplac, o senador também participa de encontro regional do Podemos, na Terceira Via, na Avenida J.S. Pinheiro, a partir das 19h. Mais cedo, ele concede entrevista coletiva à imprensa.

“BAHIA OPORTUNIDADES” REVELA O NOVO PERFIL DO PRODUTOR DE CACAU

Revista destaca o novo perfil do cacauicultor sul-baiano || Divulgação

A força empreendedora dos produtores de cacau no sul do Estado é o principal destaque da edição impressa da Bahia Oportunidades, lançada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Bahia. A revista traz o ambiente favorável aos novos empreendimentos e geração e emprego e renda no estado.

No sul da Bahia, os coronéis dão lugar a empresários modernos, as exportações do produto in natura cedem espaço para a produção de chocolates tipo exportação e a fama adquirida por intermédio dos livros de Jorge Amado incentiva o turismo rural. As inovações com o suporte da Ceplac e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) também são mostradas na reportagem. A edição digital pode ser conferida, gratuitamente, clicando aqui.

– A edição impressa amplia ainda mais o alcance da revista, que apresenta o ambiente favorável à geração de negócios, emprego e renda hoje existente na Bahia. A revista é um importante instrumento de prospecção e atração de novos investimentos – afirma o novo secretário da Pasta, Paulo Guimarães, que substitui o ex-governador Jaques Wagner. :: LEIA MAIS »

MAPA SELECIONA CONSULTORIA QUE DEFINIRÁ NOVO MODELO DA CEPLAC

Sede da Ceplac no sul da Bahia || Foto Pimenta

O projeto de definição organizacional da Ceplac começa a andar. O Ministério da Agricultura abriu processo seletivo para contratar consultor especializado dentro do âmbito do convênio com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

O consultor contratado será responsável pela modelagem da Ceplac dentro dos novos parâmetros de sustentabilidade e de maior inserção em sistemas agroflorestais. As inscrições para interessados na consultoria encerra-se às 23h59min da próxima quinta (21), no horário de Brasília (DF), pelo site http://www.iicabr.iica.org.br/pessoa-fisica/.

O valor do convênio será de R$ 45 mil. O consultor precisa ter graduação em Direito ou Administração. O prazo de execução do contrato é de 3 meses, conforme edital.

CEPLAC BUSCA NOVAS FONTES PARA FOMENTAR CACAU

Ceplac busca recursos externos e recuperar autonomia || Foto Divulgação

Ceplac busca recursos externos e recuperar autonomia || Foto Divulgação

Do Valor

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), que atualmente responde à secretaria-executiva do Ministério da Agricultura, está dando os primeiros passos para recuperar sua autonomia de gestão e de financiamento. O objetivo da Ceplac é acessar recursos externos ao orçamento federal, como de fundos internacionais de fomento.

Em pouco mais de um mês, uma consultoria será contratada por licitação para definir o novo modelo jurídico da Ceplac para permitir que ela receba esse tipo de recursos. A expectativa dentro do órgão é que a consultoria elabore esse modelo até fevereiro ou março.

Ainda não estão definidas quais fontes de financiamento a comissão poderá acessar, mas já foi sinalizada a possibilidade de buscar doações internacionais através dos projetos Fundo Verde para o Clima – submetido às Nações Unidas – e World Cocoa Foundation (WCF) – financiado pelas maiores companhias que atuam na produção de chocolate, tais como a suíça Nestlé e a americana Mars. Os detalhes constam de um relatório produzido por um grupo de trabalho do Ministério da Agricultura e que foi obtido pelo Valor.

A autonomia administrativa e financeira já foi uma realidade para a Ceplac, mas em setembro de 2016 ela foi subordinada ao Ministério da Agricultura, e desde então passou a ser financiada diretamente pelo orçamento da Pasta.

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

A restrição orçamentária da Ceplac, porém, data de mais tempo. Há quase 30 anos, o órgão não realiza concurso público para contratar novos funcionários. Nesse meio tempo, a comissão enfrentou a pior crise do setor cacauicultor, provocada pela vassoura-de-bruxa no sul da Bahia.

A Ceplac já chegou a ter 4,2 mil funcionários, mas hoje o quadro tem 1,7 mil, sendo que 1,2 mil já têm idade e tempo de serviço suficientes para se aposentar. A falta de novos concursos também impediu a entrada das novas gerações, mais familiarizadas com ferramentas digitais.

O enxugamento do orçamento aprofundou-se nos últimos anos. Em 2012, foi fixado um orçamento de R$ 25,2 milhões para a comissão, mas a execução ficou em R$ 22,2 milhões. No ano passado, o valor orçado foi de R$ 22,7 milhões, mas somente R$ 17,3 milhões foi empenhado. Para este ano, o orçamento caiu para R$ 17,1 milhões.

Uma fonte externa de financiamento é vista dentro do órgão como uma saída para garantir o apoio da Ceplac para o fomento do cultivo de cacau pelo sistema agroflorestal. Nesse sistema, os cacaueiros são plantados junto à floresta nativa, um modelo que já é adotado no Pará. :: LEIA MAIS »

É TEMPO DE COLHER

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | [email protected]

 

Entramos no ano 2000 com a energia da luta, buscamos diversificar a produção agrícola, implantar serviços de educação, melhorar a prestação dos serviços de saúde, começamos a investir em indústrias de pequeno porte e outras iniciativas.

 

Vivemos numa região que possui um dos biomas mais importantes do Brasil, a mata atlântica – muito rica em fauna e flora. Essa conservação só foi possível devido ao sistema de produção cabruca, que consiste em consorciar exploração econômica e conservação ambiental.

A produção do cacau permitiu reconhecimento social e poder político-econômico para os produtores do fruto. Se cacau era sinônimo de dinheiro, proprietário rural nessa região ganhava destaque social em qualquer lugar do país e até internacionalmente. As obras de Jorge Amado trazem esse retrato histórico.

A quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929, afetou o comércio mundial e estabeleceu dificuldades na nossa economia até o final da década de 1950. Nesse período, após uma intensa luta junto aos poderes da República, a região viu nascer a Ceplac, em 1957, e recebeu uma atenção diferenciada a partir de 1961, quando foi implantada a taxa de retenção de exportação do cacau que formou o orçamento da Ceplac, o que permitiu que a instituição implantasse a extensão rural e investisse no escoamento da produção. A taxa era de 15% sobre a amêndoa e 5% sobre os derivados de cacau.

Em 1970, o cacau representou 60% da arrecadação estadual. Financiou, inclusive, a folha de pagamento do estado da Bahia e fomentou a construção do Centro Industrial de Aratu e do Polo Petroquímico de Camaçari. A partir de 1972, a taxa de retenção foi unificada em 10% – tanto amêndoas como derivados. Em 1980, uma série de fatores influenciaram negativamente na cadeia produtiva do cacau: perdemos importância na pauta de arrecadação do estado frente aos produtos de alta tecnologia produzidos no Polo Petroquímico de Camaçari, o fortalecimento da concorrência dos países africanos e nosso peso na pauta de exportação brasileira foi reduzido.

Todos esses acontecimentos propiciaram ao governo brasileiro cortar a taxa de retenção. Além disso, tivemos uma superprodução de cacau na safra 1984/1985, forçando ainda mais a queda dos preços e empurrando os produtores de cacau para a crise. Como se não bastasse tudo isso, em 1989 surgia em Uruçuca um fungo capaz de dizimar a lavoura, a vassoura-de-bruxa. Diante daquelas circunstâncias, e após muitas cobranças e críticas por parte da comunidade da região sul, o governo estadual, em resposta, criou o Instituto Biofábrica de Cacau em 1997. O IBC nasceu com o objetivo de produzir mudas melhoradas geneticamente e servir de estrutura de apoio permanente à lavoura.

Chegamos a 1990, década em que a região cacaueira conheceu a sua maior queda econômica: mergulhamos num estado de penúria, o que gerou o quase abandono das propriedades por parte dos fazendeiros e demissão em massa dos trabalhadores rurais. Estima-se que mais de 250 mil trabalhadores trocaram o campo pelas cidades. Um grande contingente de homens, mulheres e crianças chegaram sem perspectivas às cidades, buscando sobreviver àquele estado de caos social. As cidades não estavam preparadas, principalmente Itabuna, Ilhéus e Porto Seguro: saúde, educação, segurança, mobilidade e urbanização foram afetados.

Não existia capacidade de atendimento do fluxo, nem capacidade financeira para prover ações de acolhimento para essas pessoas. Esse contingente humano ficou à margem e teve que se estabelecer nas periferias das cidades. Entramos no ano 2000 com a energia da luta, buscamos diversificar a produção agrícola, implantar serviços de educação, melhorar a prestação dos serviços de saúde, começamos a investir em indústrias de pequeno porte e outras iniciativas.

Nos últimos anos, uma articulação dos governos estadual e federal trouxe a esperança de entrarmos num novo ciclo econômico. A construção da barragem do Rio Colônia, um novo hospital regional, prestes a ser inaugurado, a Ferrovia Oeste-Leste, que está parada com quase 70% concluída, o Porto Sul – ainda travado por questões burocráticas, um novo aeroporto, que está para ter obras iniciadas, uma universidade federal já em funcionamento e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, cuja ordem de serviço será assinada na próxima segunda-feira pelo governador Rui Costa, um sonho que a região espera há quase 50 anos. O governo Rui vem se esforçando e realizando as obras que estavam na expectativa da região.

Como tudo na vida, a crise, apesar de negativa, também deixou legados importantes: uma região mais forte para enfrentar as turbulências, a estadualização da UESC – sem a crise econômica o estado não absorveria a instituição no seu orçamento, e o acesso à terra, algo antes difícil e que trouxe à tona o movimento da agricultura familiar nessa região. A produção de chocolate surge como um novo pensar, fruto da chegada de novos agricultores para a cadeia do cacau, o incremento de novos modos de produção e beneficiamento do cacau, e o uso de tecnologias através do melhoramento genético fazem parte dessa mudança.

Precisamos estruturar novas lutas: ampliar e melhorar a nossa representação política em nível estadual e federal, fortalecer a Ceplac, fazer o governo do estado dotar a Biofábrica de condições financeiras para a manutenção do seu quadro técnico e do cumprimento do seu papel de fortalecimento da agropecuária do Sul e Extremo Sul da Bahia. Um novo ciclo está por vir, dele, depende a nossa energia e luta. Nossa região irá se superar e os seus filhos vencerão o dilema identificado pelo saudoso professor Selem Rachid: “a pobre região rica”. Avante!

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

GOVERNO ACELERA DEFINIÇÃO DE NOVO MODELO DA CEPLAC; “É UMA VIRADA”, FESTEJA JUVENAL

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

O ministro em exercício da Agricultura, Eumar Novacki, assinou portaria que acelera a contratação de consultoria especializada para formatar o novo modelo organizacional da Ceplac. Edital para contratar a consultoria será definido, conforme a Portaria 2.088, pela comissão de implantação de grupo de trabalho.

A comissão será composta pela Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional (CGDI) e diretoria da Ceplac, tendo 45 dias para conclusão dos trabalhos, conforme a Portaria assinada pelo ministro.

O plano está sendo definido dentro de um acordo de cooperação técnica do governo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

“Vai pintar uma modelagem bacana para a Ceplac”, afirma o diretor geral do Departamento, Juvenal Maynart, em entrevista ao PIMENTA.

A formatação jurídica da Ceplac é um dos dez pontos de relatório do Grupo de Trabalho da Ceplac. Dentre os outros pontos, o relatório aponta como urgências a pesquisa da situação do Banco de Germoplasmas do Departamento e detalhamento do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau.

O relatório também toca em pontos importantes para o órgão e para a lavoura cacaueira, a exemplo da adequação do planejamento estratégico da Ceplac 2012-2022 e o estudo para reedição do Fungecacau, com a finalidade de financiar programa de biossegurança para a cadeia produtiva.

Juvenal acredita que a criação do grupo de trabalho e contratação de consultoria especializada são passos importantes na definição do futuro da Ceplac. “É uma virada para a região, para a Ceplac, pois define um novo modelo [para o departamento]”, reforça.

MAIOR PRODUÇÃO DE CACAU E CHOCOLATE

Ainda na entrevista ao PIMENTA, o diretor geral do Departamento ressalta a importância da lavoura cacaueira para a economia, principalmente com estudos apontando que pode faltar cacau no mundo. Um dos seus derivados, o chocolate, registrou alta produção em 2016, alcançando 13%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).

PAREM DE PEDIR O FORTALECIMENTO DA CEPLAC

domingos matosDomingos Matos | D´O Trombone

 

A Ceplac quer estar na GigaSul. “Ah, mas precisa de concurso!”. Precisa, claro. Mas para implantar a Nova Ceplac, jamais para “fortalecer” a atual. Fazer mais e melhor, com menos estrutura.

 

É batata. Toda autoridade que por aqui chega ou mesmo aquelas que daqui não saem, na falta do que dizer sobre a Ceplac, ou pedem ou prometem o seu fortalecimento.

Por favor, parem!

A Ceplac, também conhecida como a Velha Senhora da Cacauicultura, já foi muito forte, em sua mocidade.

Naquela época, não faltou quem dela tirasse pedaços, vantagens e sua seiva. Muitos até dos que hoje falam em pedir seu “fortalecimento”.

Hoje, sessentona, ela não quer essas migalhas traduzidas nas tais promessas de vitaminas e sais minerais dos políticos sem criatividade e sem informações.

Sim, sem informações. Porque, se ao menos consultassem seus assessores, se os tivessem bons e antenados, evitariam falar essa grande bobagem. Mesmo quando ‘orientados’ por alguns ceplaqueanos, a “velharia” erra. Simplemente porque pergunta sobre a Ceplac à “velharia” da Ceplac.

A Ceplac está discutindo a pós-modernidade. Trabalho em redes digitais, a partir de conceitos de tecnologia, inovação e comunicação.

A Ceplac quer estar na GigaSul. “Ah, mas precisa de concurso!”. Precisa, claro. Mas para implantar a Nova Ceplac, jamais para “fortalecer” a atual. Fazer mais e melhor, com menos estrutura.

Sair da lógica da assistência técnica de porteira em porteira. Em tempos de diárias minguadas, combustíveis escassos, pessoas obsoletas…

Discute, por exemplo, fazer ciência por demanda, não por vontade do clubinho.

O paradoxo máximo será a cara da própria Ceplac, expert em contradições: ela vai se modernizar quando o Brasil, enquanto nação, se atira num buraco negro do atraso, levado por um governo totalmente analógico, desde os conceitos até as pessoas. Mas, que seja. Até porque, esse processo não é tão novo, embora dele a Velha Ceplac nada fale. No coments. O bom é manter o status quo.

O importante é que vai se (pós)modernizar para, aí sim, se fortalecer, na medida de sua capacidade e da necessidade de sua missão.

Portanto, político, antes de prometer “lutar” pelo fortalecimento da Ceplac, que tal saber da Ceplac o que a própria está projetando? Atente, porém, para a recomendação: saber sobre o que ela está projetando não é o mesmo de saber o que alguns dela estejam querendo.

Esses, infelizmente, acham que “fortalecer” a Ceplac lhes garantirá um elixir da eternidade. Ou, um suprimento eterno de viagra.

Sinto dizer, mas a discussão da Ceplac hoje é outra, tios. Vocês, ó. Nadavê.

Domingos Matos é editor d´O Trombone

CLODOALDO ANDRADE, DA CEPLAC, MORRE AOS 68 ANOS

Clodoaldo Andrade (Foto Reprodução).

Clodoaldo era ceplaqueano aposentado e atuou na Emasa e Prefeitura de Itabuna.

O administrador e servidor aposentado da Ceplac Clodoaldo de Souza Andrade faleceu nesta sexta-feira (16), aos 68 anos. Clodoaldo sofreu parada cardiorrespiratória.

O ceplaqueano aposentado resistia bravamente à Esclerose Lateral Amiotrófica, doença degenerativa do sistema nervoso que acarreta paralisia motora progressiva, irreversível.

Além de ceplaqueano, Clodoaldo também deu contribuições atuando na Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) e na Prefeitura de Itabuna.

Clodoaldo deixa esposa, Ana Andrade, e os filhos Marcel, André e o músico João Victor (Forró do Karoá), além dos netos Eduardo, Rafaela e Gabriela.

VELÓRIO NO SAF

O corpo de Clodoaldo está sendo velado no SAF, em frente ao Grapiúna Tênis Clube, na Juca Leão, centro comercial de Itabuna. O enterro está marcado para as 16h, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

GOVERNO ANUNCIA R$ 2,13 BILHÕES PARA O CACAU

Juvenal festeja crédito para a lavoura.

Juvenal: crédito para a lavoura.

Governo assegura mais crédito para o cacau.

Governo: dinheiro para plantio.

A partir de 1º de julho, os cacauicultores poderão contar com R$ 2,13 bilhões em crédito de investimento para a implantação, melhoramento e manutenção de suas lavouras em sistemas florestais ou agroflorestais. O anúncio foi feito pelo governo federal.

Os recursos fazem parte do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). Antes, o plantio com incentivo do ABC só era permitido na Amazônia. Com o novo PAP, foi ampliado para as outras regiões do país, principalmente Bahia e Espírito Santo.

De acordo com o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, financiar o incremento da produção do cacau no sistema de Agricultura de Baixo Carbono é uma visão inovadora. O cacau, reforça, é uma árvore nativa da Floresta Amazônica e de boa convivência com as florestas nativas.

Juvenal também ressalta o papel da Ceplac, hoje departamento do Ministério da Agricultura. “A Ceplac é detentora da ciência e extensão rural na inserção produtiva, tanto na Floresta Amazônica quanto na Mata Atlântica – ressalta o diretor.

Os projetos apresentados com essas finalidades às instituições financeiras terão limite de financiamento de até R$ 2,2 milhões por produtor de cacau a taxas de juros de 7,5% ao ano e com prazo de pagamento de até 12 anos. Além do cacau, também estão contempladas as plantações de açaí, oliveira e nogueira no Programa ABC.

DESAFIO É AUMENTAR PRODUÇÃO

O Brasil é o sétimo produtor de cacau do mundo, atrás da Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Equador, Camarões e Nigéria. Em 2017, o país importará 60 mil toneladas de amêndoas. “O grande desafio é deixar de ser importador de amêndoas africanas, para melhor atender a indústria nacional, até mesmo pelos riscos fitossanitários”, destaca Maynart.

Segundo Maynart, o governo está implementando medidas que propiciem novos investimentos para a revitalização da economia cacaueira. O Brasil tem toda a cadeia produtiva de cacau e chocolate instalada no país, estando previsto para este ano negócios da ordem de R$ 22 bilhões.

De acordo o IBGE, em 2016, a produção brasileira ultrapassou 214,7 mil toneladas de amêndoas secas de cacau, em uma área de 707,2 mil hectares. Os principais estados produtores são Bahia (116,1 mil toneladas), Pará (85,8 mil), Espírito Santo (5,5 mil) e Rondônia (5,2 mil). Atualmente, o consumo interno é de cerca de 190 mil toneladas de derivados de cacau.

ENCONTRO BAIANO DISCUTE SISTEMAS AGROSSILVICULTURAIS NA MATA ATLÂNTICA

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna (Foto Divulgação).

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna (Foto Divulgação).

Profissionais e pesquisadores internacionais e brasileiros de reconhecida competência na área agroflorestal, professores e estudantes de instituições de ensino superior e empresários e produtores rurais do Sul da Bahia e de outras regiões do país vão participar do III Encontro Baiano de Sistemas Agrossilviculturais (EBSAGS). O evento será de 5 e 9 de junho, na semana dedicada ao Meio Ambiente, cuja data transcorre dia 5.

Em eventos simultâneos como palestras, mesas-redondas, oficinas e Feira do Empreendedor, o Encontro ocorrerá no campus da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), em Itabuna, e no Centro de Treinamento da CEPLAC, no Km 22 da Rodovia Ilhéus-Itabuna.

Com previsão de reunir cerca de 1.000 participantes, a terceira edição do EBSAGS debaterá estratégias de incentivo ao agronegócio e à empresa rural e proporcionará a integração dos participantes com especialistas em sistemas silvipastoris. É, segundo os organizadores, a oportunidade de reunir a excelência acadêmica e realizar preleções e discussões sobre usos do recurso água e acerca da regularização ambiental das fazendas de cacau e agropastoris.

No momento, as atenções do mundo estão voltadas para as mudanças climáticas, suas consequências e a discussão de ações mitigadoras e a necessidade da conservação ambiental. Mas, desde o século XVIII, a Região Cacaueira se beneficia com sistemas agrossilviculturais, a partir do consórcio  de culturas agrícolas com espécies arbóreas.

O tradicional cultivo do cacau adotado é o sistema “cabruca” em que mudas são plantadas à sombra de árvores da mata atlântica, após esta ter sido submetida a um raleamento de seu sub-bosque. Isto acontece por causa do sombreamento do cacau, planta de cujas amêndoas beneficiadas se produz o chocolate, que vive nova onda de consumo e experimentação mundial, principalmente com massivo conteúdo de cacau e pouco açúcar na sua formulação.

CACAU-CABRUCA

Se o cacau-cabruca trouxe inúmeros benefícios ambientais, como a conservação do bioma Mata Atlântica, além da restauração de florestas e a recuperação de áreas degradadas no passado, atualmente tal sistema agroflorestal (SAF) garante o uso racional e eficiente da terra e a conservação de nascentes e corpos d’água.

:: LEIA MAIS »

“NÃO DEVEMOS DEIXAR DE FAZER O QUE É NOSSO DEVER PELA CEPLAC”, DIZ BEZERRA

Comissão faz relato das últimas ações para revitalizar Ceplac.

Comissão faz relato das últimas ações para revitalizar Ceplac.

Presidente do Conselho de Entidades dos Servidores da Ceplac, José Bezerra da Rocha conclamou os ceplaqueanos a defender o agora departamento do Ministério da Agricultura. “Apesar de o país viver momento político ruim, não podemos deixar de fazer tudo o que for de nosso dever pela Ceplac. Não devemos recuar dos princípios que defendemos para que a instituição retome seu caminho como órgão federal singular, com autonomia administrativa e financeira, ou recuar”.

Bezerra e ceplaqueanos participaram de assembleia, no auditório do Cepec, na Rodovia Ilhéus-Itabuna, para discutir pautas como a Greve Geral dos trabalhadores brasileiros, marcada para o dia 28. A reunião também tratou da defesa da Ceplac e recuperação da sua autonomia financeira e administrativa.

O agrônomo Antonio Fernando Ribeiro apresentou o estágio de mobilização dos servidores em reforço à convocatória no que denominou linha do tempo e fez um chamamento à comunidade regional. “Nos últimos 90 dias houve acréscimo de participação na luta pela integridade da Ceplac com a adesão de produtores de cacau, vereadores, deputados estaduais, líderes ruralistas e representações da sociedade”, disse o extensionista Roberto Setúbal, também da comissão que trata da revitalização da Ceplac.

O extensionista disse que “a sociedade está disposta a participar desse esforço e dar sua contribuição para o surgimento de uma nova Ceplac”. No encontro, foram feitos relatos das audiências públicas em Ilhéus, Itabuna, Ipiaú e na Assembleia Legislativa da Bahia e das conclusões da apresentação do documento-guia da Comissão de Revitalização da Ceplac (CRC), que defende seja a instituição transformada em autarquia federal.

A Assembleia contou com a presença de representantes da AACEP (aposentados), AFC Ilhéus, AFC Itabuna, ANFFA-Sindical, APEQ, ASAC, ASIC, ATEFFA-Bahia, SINTSEF e STAC- entidades representativas dos servidores da Ceplac. Antes,houve celebração religiosa pela Páscoa.

DESMONTE DA CEPLAC É DEBATIDO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

A crise e o desmonte institucional da Ceplac foram debatidos na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (6). A redução em quase 50% do orçamento para este ano, o rebaixamento institucional, tornando o órgão departamento da Secretaria de Mobilidade Social do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e o enxugamento dos setores de pesquisa e extensão estão entre os problemas apontados como centrais no desmonte promovido pelo governo federal, a partir de abril de 2016.

Os assuntos foram debatidos em audiência pública proposta pelo coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, Marcelino Galo (PT). Ainda como causas do desmonte estão, na análise de parlamentares e ceplaqueanos, a não realização de concurso público há 30 anos. Isto, observam, contribui com o agravamento do quadro da instituição dedicada à pesquisa, assistência técnica e extensão rural da lavoura cacaueira no país, que já teve 4 mil funcionários, mas atualmente conta com 1.722 servidores, sendo que 65% já estão aptos a se aposentar.

Para o deputado Marcelino Galo, a Ceplac tem sido tratada de forma desrespeitosa por quem não compreende o papel desenvolvido pelo órgão na assistência, na pesquisa, no desenvolvimento regional e na proteção da biodiversidade do bioma Mata Atlântica, que engloba a maior parte do território Litoral sul da Bahia.

“Ouvimos relatos de pessoas que se empenharam e contribuíram ao longo de sua vida com a construção desse patrimônio que deve ser preservado, revitalizado e fortalecido por ser fundamental para o desenvolvimento regional da Bahia. Para além da estrutura física, a Ceplac tem o patrimônio científico, intelectual e cultural que tem que ser preservado e potencializado”, disse o deputado Marcelino Galo. :: LEIA MAIS »






WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia