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:: ‘Chapada Diamantina’

ANA CAÑAS, LARISSA LUZ E RENATO BRAZ LEVAM MÚSICA E POESIA PARA A 4ª FLIGÊ

Ana Cañas, Larissa Luz e Renato Braz levam musica e poesia para a Fligê

As noites da Feira Literária de Mucugê Serão animadas por música e poesia, no palco montado na Praça dos Garimpeiros. Este ano, a Fligê leva para a Chapada Diamantina, na Bahia, as cantoras Ana Cañas e Larissa Luz e o cantor Renato Braz, acompanhado por Mário Gil. O evento vai de 15 a 18 de agosto, com realização do Instituto Incluso e do Coletivo Lavra, com patrocínio do Governo do Estado.

Ana Cañas levará para o palco da feira literária voz engajada de Ana Cañas, abordando temas, como o direito das mulheres, presentes no seu mais recente trabalho, o disco Todxs. Dirigido pela própria Ana Cañas, o espetáculo tem no repertório as música que se destacaram na carreira da artista, como Respeita, Pra você guardei o amor e Urubu Rei. A cantora também recitará poemas entre uma canção e outra.

Representante da música negra contemporânea da Bahia, Larissa Luz é dona de uma performance marcante nos palcos. No show Trovão, a soteropolitana apresenta em Mucugê um ritual baile que propõe conexão do sublime com o terreno, atualizando mitos yorubás e conduzindo um encontro entre som e movimento na pista.

Já o cantor e compositor paulistano Renato Braz apresenta um repertório que passeia por sua trajetória musical, incluindo canções do disco lançado em 2018, “Canto Guerreiro, Levantados do Chão”. Renato coleciona prêmios desde a sua estreia, em 1996, como o 5º Prêmio Visa de MPB (2002) e o Prêmio Rival Petrobras na categoria Cantor Popular (2006).

Como já faz parte da tradição, no fim da tarde do domingo (18), a música instrumental que será a trilha sonora do encerramento, com um concerto regido pelo maestro João Omar de Carvalho Mello.

FESTIVAL NO VALE DO CAPÃO REUNIRÁ TALENTOS DO JAZZ NACIONAL

Vale do Capão abriga festival de jazz mais uma vez || Foto Açony Santos

O Vale do Capão, um dos destinos mais procurados por quem busca o equilíbrio entre corpo e mente, será palco de um dos mais emblemáticos festivais de jazz do Brasil. O Festival de Jazz do Capão, neste ano, será nos dias 21 e 22 de setembro. Os espetáculos, que reúnem grandes talentos da música instrumental, começarão a partir das 20h, na Praça da Vila do Capão, em Caeté-Açú, distrito do município de Palmeiras, Chapada Diamantina, a 440 km de Salvador.

A programação do Festival, que está em sua 7ª edição, é gratuita. Na sexta-feira (21), A Mostra Capão abre o evento, com Stefano Cortese Trio e convidados. Na sequência, apresentam-se o músico Paulo Mutti, a dupla Filipe Moreno e Tarcísio Santos e o grupo Conexão Berlin, da Alemanha.

A noite do sábado (22) começa com a Mostra EMUS/UFBA, apresentando Jessica Kaline Quarteto, seguida do Eric Assmar Trio – em um Tributo a Álvaro Assmar, do saxofonista Joander Cruz e, para fechar, Dani e Debora Gurgel Quarteto. Confira a programação completa, abaixo. :: LEIA MAIS »

HOMEM QUE MATOU ESPOSA NA FRENTE DOS FILHOS É PRESO EM MILAGRES

João Silva dos Santos foi preso em Milagres pela Polícia Civil

Delegado Ricardo Ribeiro diz que homem vivia em várias cidades para não ser capturado

Investigadores da Delegacia de Polícia Civil em Milagres, na Chapada Diamantina, cumpriram, nesta terça-feira (22), um mandado de prisão preventiva contra João Silva dos Santos, de 65 anos. João matou a esposa com um tiro na cabeça por desconfiar que ela estava traindo ele. O crime ocorreu no município de Brejões, vizinho a Milagres, em 2005.

João fugia da polícia há 13 anos, mudando sempre de cidade. “Ele viveu em Planalto, Irecê, Iaçu e outras cidade, durante este tempo, para não ser capturado”, disse o delegado Ricardo Ribeiro, titular da Delegacia da Polícia Civil em Milagres.

João confessou que matou Ana Lúcia Conceição na frente dos filhos, que na época eram crianças, usando uma arma tipo garruncha. Desde que chegou a Milagres, o criminoso passou a trabalhar como motorista e agia de modo a não levantar suspeitas sobre sua conduta.

Segundo Ricardo Ribeiro, quando os policiais descobriram que João estava na cidade, foi encaminhado um ofício para a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), que confirmou o mandado de prisão. A Comarca de Amargosa, que responde por Brejões, já foi comunicada sobre a prisão do homicida, que espera o recambiamento.

A UTOPIA CANAVIEIRENSE

Walmir Rosário 3Walmir Rosário | [email protected]

Para a Maçonaria, a utopia surge como uma sociedade dentro da própria sociedade, dela extraída por um processo seletivo que pode variar no tempo e no espaço. De simples ideia passa a ser uma prática de vida, na qual o homem sente que pelo exercício de uma disciplina mental, orientada por uma ação divina, pode se viver melhor.

 

Segundo os historiadores, há utopias sonhadas e utopias tentadas. Umas assumem o papel político enquanto outras o religioso. Algumas são apenas sonhos de filósofos, que jamais saem dos livros. Já a Maçonaria abrange as duas, pois é uma utopia filosófica e uma tentativa de implantá-la na prática. Por isso, tem envolvimentos com a política e ainda é confundida com a religião.

A utopia prega um modo de vida universal – como na Maçonaria – com a finalidade de redimir o homem pecador e formar uma verdadeira fraternidade, em que o profano possa conviver com o religioso. Para isso, são escolhidos no meio social indivíduos de elite moral, no sentido de prepará-los para servir de alicerce para essa sociedade, seja nos aspectos espirituais ou interesses mundanos. Mas como é possível fazer isso numa sociedade múltipla, diversa? Veremos com a história de nossa cidade:

Para Canavieiras, convergiram todos os povos, diferentes etnias. Cada um em busca de novas oportunidades. A data mais precisa desta invasão é o ano da era vulgar de 1882, quando foi noticiada mundo afora a descoberta de diamantes no Córrego do Salobro, terras da Vila Imperial de Canavieiras.

Brasileiros e estrangeiros de várias nacionalidades aqui aportaram em navios e canoas – até mesmo em lombo de burros. Entre os nativos, a grande maioria da Chapada Diamantina, com a única preocupação de “bamburrar”, ficar rico e poderoso faiscando os famosos diamantes das fraldas da Serra da Onça.

Sozinhos ou com as famílias, vieram de toda as partes do mundo para desbravar as matas, vasculharem os rios e córregos. Até mesmo uma empresa francesa investiu pesado na importação de equipamentos para esvaziar a Lagoa Dourada, onde acreditava-se ser um depósito fervilhante dessas pedras preciosas. Apesar das motobombas trabalharem dia e noite, todo o esforço foi em vão e quanto mais tiravam, mais água ajuntava.

Como gente atrai gente – por ser o homem um animal gregário –, uma leva de mascates deixou de preambular de povoamento em povoamento para se aqui se estabelecer. Comércios de todos os tipos foram abertos, desde os armazéns de secos e molhados, com produtos para a subsistência e o trabalho, quanto para o luxo e o divertimento, uma praxe para os padrões da época.

Como bem nos narra o livro Canavieiras – Terra Mater do Cacau, de autoria dos professores Durval Pereira da França Filho e Aurélio Schommer, no capítulo “Todos Diferentes, Todos Iguais”, aqui se misturaram europeus, africanos, asiáticos, indígenas e os já brasileiros, numa grande miscigenação. Aos poucos, os nomes estrangeiros foram se associando aos locais, formando a população que hoje conhecemos.

Essa mudança na cor da pele também influenciou os costumes, a maneira de agir e de falar, deixando para trás usos e costumes tradicionais. A herança cultural nem sempre era conservada, ou pouco preservada em raros momentos do recesso do lar. Agora, tudo girava sobre o fazer fortuna em Canavieiras, conforme a pretensão de cada um que para aqui se deslocou com essa finalidade. :: LEIA MAIS »

FEIRA LITERÁRIA DE MUCUGÊ PRESTA HOMENAGEM A EUCLIDES DA CUNHA

A bela Mucugê será a capital literária baiana em agosto || Foto Elói Corrêa/GovBA

A bela Mucugê será a capital literária baiana em agosto || Foto Elói Corrêa/GovBA

A 2ª edição da Feira Literária de Mucugê (Fligê) vai movimentar a Chapada Diamantina, de 10 a 13 de agosto. Este ano, a feira tem como homenageado o autor de Os Sertões, Euclides da Cunha (1866-1909), como parte das comemorações pelos 120 anos da Guerra de Canudos. Entre os nomes já confirmados para o evento, estão a atriz e escritora Ingra Liberato, o deputado federal e também autor literário Jean Wyllys, além de atrações musicais como o cantador Elomar e a Orquestra Juvenil da Bahia (Neojiba).

Com o tema “Somos paisagens dos sertões em rotas de composições”, a Fligê tem o propósito de apresentar, difundir e valorizar a obra literária em sua natureza plural e em diálogo com outras expressões artísticas. Durante a feira, o público poderá ainda conhecer mais sobre o trabalho das poetisas Martha Galrão e Ângela Wilma, cuja participação também já confirmada.

Adroaldo lança obra na Fligê || Divulgação

Adroaldo Almeida, de Itororó, lança obra na Fligê || Divulgação

Grande parte da programação se concentrará no Centro Cultural de Mucugê, mas haverá também atividades na Casa da Filarmônica Vila Igatu, escolas e espaços públicos da cidade. Nesses locais, acontecerão conferências, mesas de conversa, encontros literários, concertos lítero-musicais, lançamentos de livros, leituras guiadas, contação de estórias, oficinas, estandes/editoras, intervenções artísticas, filmes, shows e atividades afins, com a participação de conceituados autores e autoras do circuito nacional, bem como a nova geração que se dedica a encontrar seu espaço para apresentação de sua obra.

A programação, totalmente gratuita, dirige-se ao público adulto, mas também, dispõe de um espaço para o encontro do público infantil e comunidade estudantil: a Fligezinha, que permitirá aos participantes, experimentações literárias, além de vivências de leitura inclusiva. A Feira Literária de Mucugê tem o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio das secretarias de Cultura e da Fazenda do Estado, além do Ministério da Cultura (MinC), e conta com parceria da Prefeitura de Mucugê.

FAMÍLIA OFERECE RECOMPENSA POR INFORMAÇÕES DE ESPANHOL DESAPARECIDO NA BAHIA

Hugo está desparecido desde 20 de dezembro passado (Foto Álbum de Família).

Hugo desapareceu em dezembro (Foto Álbum de Família).

A dor pelo desaparecimento de Hugo Ferrara Tormo levou a família do espanhol a oferecer recompensa a quem repassar informações que ajudem a localizar o jovem ou o seu corpo. Giovanni Ferrara disse estar sem informações do filho desde o dia 20 de dezembro do ano passado, data de registro do desaparecimento na Chapada Diamantina, na Bahia.

O rastreamento de informações comprovam que ele se registrou e passou por uma trilha do Vale do Capão, a 21, no ponto de encontro com o Ribeirão. O destino, conforme a família, era Lençóis, também na Chapada Diamantina, na Bahia.

De acordo com Giovanni, as informações de que o filho passou pela trilha do Vale do Capão, chegando até o final do Canyon, foi obtida por meio de busca com cães de resgate. “Agora estão realizando uma busca com cães, mas ainda não temos notícias”, diz o pai do homem de 27 anos. “Gostaria que houvesse mais interesse por parte das autoridades brasileiras em colaborar”.

A família está oferecendo recompensa de R$ 15 mil a quem passar informações corretas. “Nossa família poderá descansar mais tranquila depois de saber o que realmente aconteceu com meu filho e esse sentimento não se pode pagar com dinheiro”, diz Giovanni.

Os contatos para informações, passados pela família, são os de Giovanni — telefone 0034 659711392 (WhatsApp) ou [email protected] — ou da irmã de Hugo, Paola Ferrada — telefone 0034 660903053 (Whatsapp) e [email protected]

 

MPF ENCONTRA INDÍCIOS DE INCÊNDIO CRIMINOSO NA CHAPADA DIAMANTINA

Incêndios na Chapada Diamantina avançam sobre 30 mil hectares (Foto ICMBio).

Incêndios na Chapada Diamantina avançaram sobre 30 mil hectares (Foto ICMBio).

O Ministério Público Federal (MPF) em Irecê/BA requisitou instauração de Inquérito Policial para apurar se os incêndios ocorridos no Parque Nacional da Chapada Diamantina foram resultado da atuação humana, o que pode representar crime ambiental. Os ofícios foram expedidos à Polícia Federal ontem (26).

Durante investigação que buscou apurar as providências adotadas pelos órgãos competentes para combater o fogo, o MPF encontrou indícios de que o incêndio pode ter sido provocado pelo homem. De acordo com os esclarecimentos encaminhados pela Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Bahia e pela Secretaria do Meio Ambiente no Estado da Bahia (Sema), há sinais de que as queimas, que já atingiram uma área de aproximadamente 30 mil hectares, possam estar ocorrendo de forma intencional.

Para o procurador da República Márcio Albuquerque de Castro, “é revoltante descobrir que um dos fatores que propiciaram tal devastação ambiental corresponde, justamente, à atuação criminosa do ser humano.” Castro requisitou a visita de equipe da Polícia Federal até o Parque, o mais rápido possível, para apuração dos fatos.

FAB REFORÇA COMBATE A INCÊNDIO NA CHAPADA DIAMANTINA

Incêndios na Chapada Diamantina avançam sobre 9 mil hectares.

Incêndios na Chapada Diamantina avançam sobre 9 mil hectares (Foto ICMBio/Divulgação).

O governador Rui Costa garantiu a ampliação do combate aos incêndios que atingem a Chapada Diamantina. O Ministério da Defesa liberou o envio de duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para atuar na região a partir desta semana, além do apoio do Exército com equipamentos que serão enviados o quanto antes. As duas aeronaves devem pousar na Chapada Diamantina nesta segunda-feira (16).

Os aviões da FAB, modelo Hércules, irão se juntar aos outros quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros já enviadas à Chapada Diamantina pelo Governo do Estado. Sete veículos, também enviados pelo Estado, estão sendo utilizados para transporte de bombeiros e brigadistas em áreas de difícil acesso, no combate às chamas na região.

O Exército Brasileiro também disponibilizou três carros-pipas, quatro jipes marruá para o transporte de equipamentos e pessoal. Juntamente com os equipamentos, o Exército envia 21 militares para que possam operar esses equipamentos. “A situação é muito crítica e ainda não está controlada. Estamos empregando todo o efetivo necessário e já identificamos uma redução no número de focos de incêndio desde a última sexta”, pontuou o governador.

O estado diz ter investido cerca de R$ 7 milhões em estrutura para combater esse tipo de ocorrência. “Mas o trabalho precisa ser articulado entre os diversos poderes e segmentos da sociedade. E é isso que temos buscado”, explicou Rui.

O governo está trabalhando com 57 soldados praças dos bombeiros, 14 oficiais na função de coordenação e comando, sete técnicos da Sema/Inema e 50 brigadistas voluntários, em campo, combatendo as chamas diariamente.

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FESTIVAL DE LENÇÓIS COMEÇA HOJE

Festival de Lençóis espera reunir cerca de 30 mil pessoas (Foto Divulgação).

Festival de Lençóis espera reunir cerca de 30 mil pessoas (Foto Divulgação).

Começa nesta sexta-feira (9), na Chapada Diamantina, a 17ª edição do Festival de Lençóis. A organização da festa tem a expectativa de levar aproximadamente 30 mil pessoas para a região, até o show da Baiana System, última banda a subir ao palco, no domingo (11). O festival tem patrocínio do Governo Baiano, por meio do FazCultura.

Mais uma vez, o evento apresenta na Praça Horácio de Mattos uma grade musical que deve agradar diferentes gostos. Entre as atrações nacionais, estão Pedro Mariano, Leo Jaime e Diogo Nogueira. Entre as bandas que embarcam de Salvador, a Baiana System e Scambo.

A cantora Márcia Castro é outra baiana que deve fazer balançar a praça com seu show bom de assistir e dançar. As atrações locais também estão na mira do público, que sempre se surpreende com o belo trabalho que levam para o festival. Este ano, a cidade anfitriã está representada musicalmente pelos grupos Choro Labuta, Helio Bahia e banda, Griô e Raiz do Vento.

Nesta edição, o Festival de Lençóis apresenta uma mensagem pelo meio ambiente, diante das queimadas que estão acontecendo em algumas regiões da Chapada Diamantina. Os artistas se engajarão na causa e convocarão o público a abraçar a bandeira contra os incêndios, tendo cuidado com pontas de cigarro, uso de velas e outros materiais inflamáveis perto das matas. O evento apoia a campanha Bahia contra o Fogo.

Programação (palco principal)
A partir das 19h30min

Sexta-feira (9)
Choro Labuta
Márcia Castro
Leo Jaime
Hélio Bahia e banda

Sábado (10)
Griô
Pedro Mariano
Scambo
Banda Zion

Domingo (11)
Raiz do Vento
Diogo Nogueira
Baiana System

HOTÉIS E EMPRESAS AÉREAS FAZEM PROMOÇÕES DURANTE A COPA

Viagens estão mais em conta com promoções de agências e aéreas (Foto ABr).

Viagens estão mais em conta com promoções de agências e aéreas (Foto ABr).

Da Agência Brasil

Quem pensa em viajar durante as férias de julho e não se programou com antecedência pode ter uma boa surpresa ao pesquisar os preços de pacotes turísticos e passagens. Como as vendas ficaram abaixo do que muitos empresários esperavam para o período de Copa do Mundo, agências de viagens, hotéis e empresas aéreas tentam atrair os viajantes de última hora com promoções.

Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), cujos associados respondem por 90% dos pacotes turísticos comercializados no país, a coincidência entre a realização do Mundial e as férias teve um “efeito colateral”, esvaziando alguns destinos turísticos tradicionais. Para recuperar a clientela, algumas dessas localidades estão oferecendo pacotes de viagem até 40% mais baratos que no mesmo período de 2013.

De acordo com o presidente da Braztoa, Marco Ferraz, além da comodidade, fatores como os altos preços cobrados meses antes do início da Copa e o medo de problemas e transtornos desestimularam muitos brasileiros a viajar, levando-os, em um primeiro momento, a optar por ficar em casa durante as férias de julho.

Mesmo sem dados consolidados, o diretor de comunicação da Confederação Nacional de Turismo, José Osório Naves, atribuiu a ociosidade de poltronas em voos domésticos e de leitos em hotéis, pousadas e resorts, principalmente das cidades onde não já jogos, à expectativa que antecipou o Mundial.

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NILO: “A MAIORIA DOS DEPUTADOS NÃO TEM INTERESSE EM VOTAR PROJETO DE DEPUTADO”

nilo perfilMarcelo Nilo é presidente da Assembleia Legislativa pela quarta vez consecutiva e está no sexto mandato como deputado estadual. Após a experiência de mais de 20 anos de legislativo, Nilo agora sonha com o Executivo e iniciou andanças pela Bahia e tenta se cacifar para disputar a sucessão do governador Jaques Wagner.

Nilo concedeu entrevista exclusiva e falou desse sonho, do perfil governista da Assembleia Legislativa (“deputado não tem interesse de votar projetos de deputado”) e de temas como a maioridade penal. Nilo defende a redução.

A entrevista foi concedida ao jornalista Marival Guedes que, a partir de hoje, fará a cobertura da política, cultura e negócios em Salvador para o PIMENTA.


BLOG PIMENTA – Vamos começar pelos projetos aprovados pela Assembleia. Quais os mais importantes aprovados nos últimos meses?

MARCELO NILO – Os mais importantes são o aumento de salário do servidor público, a modernização do meio ambiente, o empréstimo de R$ 1 bilhão que o Executivo tomou, ampliação das penitenciárias, ampliação da Agerba. Enfim, alguns projetos dessa magnitude. Vamos votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) agora, no final do mês.

BP – Quase todos os projetos foram enviados pelo Poder Executivo. Isto pode caracterizar o Legislativo baiano como um poder governista? A partir de agora, vai ter mais projetos da própria Casa?

MN – Olhe, os deputados, uma grande parte, não tem interesse de votar projetos de     deputado. Eu nomeio comissão, eu peço, eu apelo, mas grande parte  não tem interesse em votar nos próprios projetos. E aqui só se passa projeto de interesse de deputado através de acordo. Mas eles, infelizmente, apesar da nossa pressão, não gostam de votar nos próprios projetos. Eles preferem votar os projetos do Executivo.

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ASSEMBLEIA GOVERNISTA – Como você não pode fazer projeto de impacto, os parlamentares não querem fazer projetos menores, que não têm impacto perante à sociedade.

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BP – Por causa da competição…

MN – Na realidade a Constituição Federal tirou a prerrogativa dos parlamentares. Você não pode fazer projeto que gere despesa. E o próprio papel já é uma despesa. Então, como você não pode fazer projeto de impacto, os parlamentares não querem fazer projetos menores, que não têm impacto perante à sociedade. É uma tradição dos parlamentos estaduais do Brasil, porque não pode votar projeto que aumente o orçamento do Estado. Consequentemente, perde-se a força, a vontade, o estímulo de você ter mais criatividade nos respectivos projetos.

BP – Qual a avaliação que o senhor faz do governo Dilma Roussef?

MN – O governo Dilma manteve as reformas sociais iniciadas no governo Fernando Henrique com a redução drástica da inflação e manteve as reformas sociais do governo Lula. E agora está tentando implantar sua marca, que é melhorar a infraestrutura do país, com modernização dos portos, que infelizmente estão defasados, recuperar as estradas, fazendo o papel de permitir o escoamento agrícola com mais facilidade, iniciando  ferrovias.

BP – E o governo Jaques Wagner?

MN – É um governo que fez muitas obras: um milhão de pessoas alfabetizadas pelo Topa, recuperou mais de oitenta por cento das estradas da Bahia, tendo em vista que ele as recebeu intransitáveis, fez quatro mil poços artesianos, diversas adutoras no interior do estado, a nova Fonte Nova e  entregou cento e vinte mil casas populares. Mas a marca principal do governador  Jaques Wagner é uma obra que não custa um centavo sequer: é fazer um governo democrático e republicano sem perseguir ninguém. Essa pra mim é a grande marca, é a grande força do governador.

BP – E o prefeito ACM Neto, como o senhor avalia estes cinco meses?

MN – Eu diria que tá muito cedo para emitir uma opinião, porque com cinco meses, até agora, não deu pra ver uma marca do ACM Neto, não deu pra ver que Salvador tá diferente. Mas é lógico que você tem um prefeito que tá fazendo parceria com o governo do estado, o que é bom para o estado e é bom para o município. Mas não dá, ainda, pra ter uma marca porque o tempo tá muito curto, cinco meses não dá pra a gente ter a noção exata sobre qual será o planejamento estratégico do seu governo.

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MAIORIDADE PENAL – O jovem de 16 anos pensa completamente diferente do jovem de 1940. Eu defendo o plebiscito e nele votarei favorável que a maioridade pena seja a partir dos 16 anos.

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BP – Uma questão polêmica: qual a opinião do senhor sobre a redução da maioridade penal?

MN – Sou favorável que se reduza pra 16 anos. Somente no Brasil, Peru, Colômbia e uma parte dos Estados Unidos a maioridade penal é 18 anos. Agora recentemente, um jovem de 16 anos matou uma dentista queimada só porque ela tinha R$ 30,00 na conta. O crime abalou a sociedade brasileira. O Código Penal brasileiro foi elaborado em 1940, portanto, tem 73 anos. Ou seja,o jovem de 16 anos pensa completamente diferente do jovem de 1940. Então o jovem de 16/17 anos tem discernimento do que é bom e o que é ruim. Eu defendo o plebiscito e, nesse plebiscito, votarei favorável que a maioridade pena seja a partir dos 16 anos.

BP – Mas muda alguma coisa sem mudar a infraestrutura do país, a educação, a saúde?

MN – Se ficarmos preocupados com educação, saúde, segurança pública, tudo isso, nós nunca vamos reduzir. Se você reduz de 18 para 16 anos, claro, você dificulta a criminalidade. Claro que se tivéssemos uma boa educação, saúde, empregos suficientes é obvio que a criminalidade reduziria. Mas como você não tem educação, saúde e geração de empregos cem por cento perfeitas, acho que a melhor coisa é reduzir a maioridade penal. Você não tem a ala masculina e feminina? Vamos criar a ala de 16 e 18 anos. Agora, o que não dá é um jovem cometer cinco, seis crimes e quando chega aos 18 anos aquilo é zerado porque ele não pode ser penalizado nem processado com menos de 18 anos.

BP – No próximo ano vai ter eleições. O senhor será  candidato?

MN – Olha, eu sou um deputado de seis mandatos, quatro vezes presidente da Assembleia, fui o deputado estadual mais bem votado em 2010, com 140 mil votos, governador interino por cinco vezes (é óbvio que a caneta não tinha muita tinta porque o cargo não é meu, é de Jaques Wagner)… Fui escolhido pela mídia, pela oitava vez consecutiva, como o melhor deputado da casa, e agora quero ser governador.

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ELEIÇÕES 2014 – Eu quero um governador que tenha raiz interiorana, que conheça os 417 municípios da Bahia, saiba seus problemas, angústias e tenha soluções.

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BP – E por que o desejo de ser governador?

MN – Tem 51 anos que saiu um governador do interior do estado. Eu quero um governador que tenha raiz interiorana, que conheça os 417 municípios da Bahia, saiba seus problemas, angústias e tenha suas soluções. Quero fazer um planejamento estratégico de desenvolvimento regional. O problema de Itabuna é diferente do problema de Barreiras, o de Barreiras é diferente de Porto Seguro. Nós temos que fazer um governo com planejamento e desenvolvimento regional. Itabuna, nós homens públicos, devemos muito à região de Itabuna. [O ex-governador] Lomanto Júnior me dizia,quando era governador, que ficava esperando a saca do cacau pra poder pagar o servidor público, esperando o ICMS do cacau pra pagar o servidor público.Portanto, nós devemos retribuir isso a lavoura cacaueira, que passa por dificuldade. Devemos aplicar os recursos pra cada área específica: terreno fértil, agricultura, área turística, turismo. Por que Porto Seguro cresceu? Porque foi feito um aeroporto internacional. Por que a Chapada Diamantina não cresceu? Porque, infelizmente, demoraram muito para construir o aeroporto, consequentemente os turistas não foram. Agora com o aeroporto está começando a se iniciar o potencial turístico da Chapada. O que nós devemos é investir em cada área específica num planejamento estratégico regional.

BP – Vai tentar ser candidato do governador ou vai sair pela oposição?

MN – Eu quero ser candidato a governador nem de esquerda nem de direita. Espero ter o apoio do governador Jaques Wagner.

HOTÉIS TIVERAM AUMENTO NA OCUPAÇÃO

A rede hoteleira baiana registrou aumento na ocupação durante os festejos juninos, na comparação com o mesmo período de 2010. Quem confirmou o crescimento foi o governador Jaques Wagner, ressaltando que o governo investiu R$ 10 milhões para apoiar a realização da festa em 100 municípios do Estado.

Segundo Wagner, os hotéis registraram aumento de até 85% na ocupação, como foi o caso da Chapada Diamantina. Em Porto Seguro, a elevação foi de 20%, enquanto a rede hoteleira da capital recebeu 13% mais hóspedes este ano. Esse crescimento também se deve ao Dia de Corpus Christi, que ampliou o feriado e estimulou mais gente a viajar.

Os resultados dos investimentos no São João estão entre os assuntos abordados por Jaques Wagner no programa semanal Conversa com o Governador. No programa, ele fala também sobre qual deve ser, em sua opinião, o destino dos royalties do pré-sal.

Clique no player abaixo para ouvir o programa:






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