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PRAIA, CACAU, CHOCOLATE E MÚSICA SÃO ATRATIVOS ILHEENSES NO FERIADÃO DE PÁSCOA

Ilhéus espera grande ocupação hoteleira nesta Semana Santa || Foto Clodoaldo Ribeiro

A Páscoa está chegando e Ilhéus é um dos cincos destinos baianos mais procurados pelos turistas nessa época do ano, segundo informações da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia. O município que tem a maior faixa litorânea da Bahia também se destaca por ser grande produtor de cacau, principal matéria-prima para a fabricação do chocolate, principal produto utilizado na fabricação dos ovos de Páscoa.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Setur-Ba, a expectativa para alta ocupação é grande. O visitante que escolher Ilhéus tem a experiência de conhecer o processo de produção do cacau e do chocolate. Além disso, pode fazer passeios culturais conhecendo o Bar Vesúvio, Casa de Jorge Amado, Catedral de São Sebastião, Bataclan e o Mercado de Artesanato, todos no Centro Histórico do município sul-baiano.

Como opções de passeios para os chocólatras, tem o atrativo Estrada do Chocolate, formado por fábricas de chocolate gourmet, fazendas históricas, assentamentos, unidades industriais chocolateiras, além de permitir ao visitante vivenciar a história da região através do turismo rural. Os turistas podem fazer visitas guiadas pelas fazendas e degustar o cacau, sucos e geleias do fruto e também saborear os deliciosos chocolates de origem.

FORRÓ CRUSH

Tem diversão para todo mundo nessa Páscoa. Quem gosta de festa e quer garantir a animação no feriadão, no sábado dia 20 de abril acontece o “Forró Crush” na Concha Acústica, com grandes atrações do forró como Kal Firmino, Adelmário Coelho, Calcinha Preta e Rasta Chinela. O evento inicia a temporada de forró na cidade e está programado para começar às 22 horas. O show promete agitar a galera que ama dançar coladinho.

CHOCOLAT FESTIVAL REÚNE 40 MARCAS E PRODUTORES SUL-BAIANOS EM SÃO PAULO

Chocolate sul-baiano é estrela de festival em São Paulo

Dez anos depois do primeiro festival de cacau e chocolate da Bahia, em 2009, o evento ganha proporção ainda maior. Após chegar a Belém, no Pará, em 2013, na próxima sexta-feira (12) começa a edição paulista do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, o Chocolat Festival, reunindo produtores e marcas do sul da Bahia no pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, em São Paulo.

Chegará com a força de 72 expositores, dos quais 40 marcas de cacau e chocolate de origem sul-baiana, algumas das melhores amêndoas do mundo. Entre as marcas, chocolates produzidos pela agricultura familiar, a exemplo do Bahia Cacau, que tem investimentos do Bahia Produtiva, programa que incentiva a qualificação, aumento da produtividade, capacitação de mão de obra e comercialização.

EXPERIÊNCIA SENSORIAL

Lessa é o idealizador de festival

Além da exposição e venda de chocolates, o festival terá uma ampla programação com experiências sensoriais, uma série de atividades culturais, exposição A História do Chocolate, cursos e palestras como ChocoDay, Cozinha Show, Espaço Kids e Fórum do Cacau, com chocolatiers e palestrantes do Brasil e do exterior.

Idealizador do primeiro festival em Ilhéus, há dez anos, o publicitário e produtor de chocolate Marco Lessa, considera este passo, em São Paulo, um desafio muito grande. “Nossa expectativa é de que o evento abra espaço para o chocolate de origem do sul da Bahia no maior mercado consumidor do país”, afirma.

Para Lessa, o evento alinha e une dois setores importantes da economia, com a produção de cacau e chocolate e o turismo. “A Bahia precisa acelerar o processo de expansão e consolidação do polo chocolateiro, com profissionalização do setor e um trabalho permanente de promoção no Brasil e no exterior”, ressalta.

ARTIGO | AS ONDAS DE DESENVOLVIMENTO E A CACAUICULTURA DO SUL DA BAHIA

Antonio Zugaib || ac.zugaib@uol.com.br

 

A regulamentação de uso da indicação geográfica, obtida pela Associação Cacau Sul Bahia, é um instrumento valioso para se conseguir uniformidade na qualidade, necessária para uma boa comercialização do produto, principalmente no mercado externo.

 

A cacauicultura do sul da Bahia já passou por diversas ondas de desenvolvimento. Primeiro foi a onda de desenvolvimento agrícola, quando os produtores de cacau – baianos, árabes e sergipanos – substituíram as plantações de cana-de-açúcar, com seus diversos engenhos, espalhadas neste rica Capitania de São Jorge dos Ilhéus, por plantações de cacau. Com suor e luta, os produtores de cacau implantaram nesta região um sistema denominado Cabruca, sistema este admirado no mundo inteiro, pois consegue extrair da terra seu valor econômico, conservando e preservando a mata atlântica.

Neste sistema de produção de cacau existente há cerca de 250 anos, a cacauicultura do sul da Bahia despertou o mundo produzindo uma quantidade significativa de cacau estimulando o interesse de exportadores e processadores a se localizarem na região, dando início a segunda onda de desenvolvimento, que chamamos de industrialização. Vieram os Kaufmann, implantando inicialmente o Chocolate Vitória, os Wildberger trazendo as empresas exportadoras e, posteriormente, as indústrias Barreto de Araújo, a Berkau, a Cargil, a Chadler, a ADM Cocoa, a Nestlé, assim como, através da organização dos produtores locais, a Itaísa. Neste ciclo de desenvolvimento produzimos líquor, torta, manteiga e pó de cacau. Iríamos chegar a cobertura do chocolate quando uma série de fatores conjunturais e estruturais desagregaram a economia cacaueira, culminando com a chegada da vassoura-de-bruxa, provocando um retrocesso sem precedentes dessa economia, com fechamento de fábricas e descapitalização dos produtores.

Atualmente, estamos voltando a um estágio de desenvolvimento muito mais forte, porque não estamos com a visão só na matéria-prima, nem tampouco em um chocolate de cobertura ou chocolate de massa. Estamos entrando em uma terceira onda de desenvolvimento que estou chamando de “Customização”. Customização é um substantivo feminino que remete para o ato de customizar e significa personalização ou adaptação.  

A customização consiste em uma modificação ou criação de alguma coisa de acordo com preferências ou especificações pessoais. Assim, customizar é alterar alguma coisa segundo o seu gosto pessoal. É isto que está acontecendo na cacauicultura do sul da Bahia. Os consumidores estão experimentando o chocolate segundo seu gosto pessoal. E a maioria dos consumidores deste produto que é preferência nacional já decidiu saborear um chocolate com alto teor de cacau.

Experimentos são realizados por meio de novas variedades desenvolvidos pela Ceplac e parceiros, onde é feita uma análise sensorial do chocolate sobre variáveis importantes, como aroma, sabor, derretimento, dureza, amargor e acidez, sem deixar de lado a localização, o porte, o tamanho dos frutos, o peso total das sementes secas por fruto, nem tampouco a produtividade do cacaueiro.

O chocolate é visto como um produto especializado que precisa de profissionalismo para ter sucesso no empreendimento. Para isso, a regulamentação de uso da indicação geográfica, obtida pela Associação Cacau Sul Bahia, é um instrumento valioso para se conseguir uniformidade na qualidade, necessária para uma boa comercialização do produto, principalmente no mercado externo. Porém, obtido esse profissionalismo estaremos no topo do mercado, obtendo um preço mais compensador, pois estaremos agregando valor ao nosso produto. Com uma boa política de crédito rural, os produtores poderão transferir toda a tecnologia gerada pela Ceplac, através de clones de alta produtividade e poderão reviver momentos felizes novamente.

Antonio Zugaib é engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural, técnico em Planejamento da Ceplac e professor da Uesc.

FESTIVAL DO CHOCOLATE, EM ILHÉUS, REÚNE NÚMERO RECORDE DE EXPOSITORES EM 2018

Festival reúne mais de 40 marcas de chocolates premium do sul da Bahia

A décima edição do Festival do Chocolate e Cacau de Ilhéus está reunindo número recorde de expositores. O evento, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, reúne 120 expositores, dentre os quais mais de 40 marcas de chocolate do sul da Bahia, incluindo produtos da agricultura familiar.

Durante o evento, ocorre o VI Fórum Brasileiro do Cacau, com painéis de palestrantes nacionais e internacionais discutindo as tendências do mundo do chocolate. A Feira do Chocolate é outro atrativo durante todo o festival e promove Workshops e cursos de gastronomia com receitas à base de chocolate. Entre os palestrantes, Zilma Helena, Olívia Fernandes, Alessandra Marino, Abner Ivan e Lucas Corazza.

Segundo o secretário estadual de Planejamento, Antonio Henrique de Souza, os investimentos na produção de amêndoas de qualidade e no fortalecimento de toda a cadeia produtiva, permitem que o sul do Estado possa gerar emprego e renda. Para a secretária de Agricultura, Andréa Mendonça, o evento permite a troca de experiências, a divulgação de novas tecnologias que consolidam a região. “Não apenas como produtora de cacau, mas também de chocolates de origem, com alto valor agregado”, acrescenta.

Cooperativas de agricultura familiar também estão presentes no evento, além de associações e assentamentos que produzem chocolate. “O Festival do Chocolate permite essa interação entre os produtores e consumidores, oportunizando que a agricultura familiar, que tem forte presença na região, demonstre todo o seu potencial e possa ampliar a produção de cacau e chocolate”, destaca o secretário de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro.

ROTA DO CHOCOLATE

Durante a abertura do evento, foi inaugurada oficialmente a Rota do Chocolate, estrada temática da Bahia, que inclui fazendas centenárias, recantos naturais, fábricas de chocolates de origem, etc. O secretário de Turismo, José Alves, ressalta que a criação de um polo chocolateiro tem impactos positivos no turismo. “A Rota de Chocolate vai ampliar as opções para turistas de todo o Brasil e do Mundo, atraídos pela obra de Jorge Amado e a magia do cacau”. A Secretaria de Turismo assinou um convênio com o Sebrae, para promover a capacitação de todos os segmentos envolvidos na Rota do Chocolate.

Marco Lessa, idealizador do projeto e organizador do evento, afirma que o festival é uma forma de difundir a cadeia produtiva do cacau, reunindo consumidores, especialistas e produtores. “É uma oportunidade para discutir a industrialização, a verticalização da produção e, consequentemente, a melhoria da qualidade das amêndoas de cacau selecionado e um produto final de excelência, além de promover a conservação ambiental e o turismo de experiência”, diz.

GOVERNO ACELERA DEFINIÇÃO DE NOVO MODELO DA CEPLAC; “É UMA VIRADA”, FESTEJA JUVENAL

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

O ministro em exercício da Agricultura, Eumar Novacki, assinou portaria que acelera a contratação de consultoria especializada para formatar o novo modelo organizacional da Ceplac. Edital para contratar a consultoria será definido, conforme a Portaria 2.088, pela comissão de implantação de grupo de trabalho.

A comissão será composta pela Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional (CGDI) e diretoria da Ceplac, tendo 45 dias para conclusão dos trabalhos, conforme a Portaria assinada pelo ministro.

O plano está sendo definido dentro de um acordo de cooperação técnica do governo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

“Vai pintar uma modelagem bacana para a Ceplac”, afirma o diretor geral do Departamento, Juvenal Maynart, em entrevista ao PIMENTA.

A formatação jurídica da Ceplac é um dos dez pontos de relatório do Grupo de Trabalho da Ceplac. Dentre os outros pontos, o relatório aponta como urgências a pesquisa da situação do Banco de Germoplasmas do Departamento e detalhamento do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau.

O relatório também toca em pontos importantes para o órgão e para a lavoura cacaueira, a exemplo da adequação do planejamento estratégico da Ceplac 2012-2022 e o estudo para reedição do Fungecacau, com a finalidade de financiar programa de biossegurança para a cadeia produtiva.

Juvenal acredita que a criação do grupo de trabalho e contratação de consultoria especializada são passos importantes na definição do futuro da Ceplac. “É uma virada para a região, para a Ceplac, pois define um novo modelo [para o departamento]”, reforça.

MAIOR PRODUÇÃO DE CACAU E CHOCOLATE

Ainda na entrevista ao PIMENTA, o diretor geral do Departamento ressalta a importância da lavoura cacaueira para a economia, principalmente com estudos apontando que pode faltar cacau no mundo. Um dos seus derivados, o chocolate, registrou alta produção em 2016, alcançando 13%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).

SUL DA BAHIA DE CACAU – E CHOCOLATE!

Chocolate produzido por cooperativa da agricultura familiar em Ibicaraí || Fotos Daniel Thame

Chocolate produzido por cooperativa da agricultura familiar em Ibicaraí || Fotos Daniel Thame


Do cacau ao chocolate. Essa é a nova realidade do sul da Bahia, após décadas como região produtora de amêndoas. A cada dia, novos empreendedores passam a investir na produção de chocolates finos, apostando num mercado consumidor em expansão no Brasil e no exterior.

O Chocolat Bahia 2017, Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que está sendo realizado em Ilhéus, com o apoio do Governo da Bahia, é uma oportunidade de apresentar novos produtos, adquirir e trocar conhecimentos e ampliar os negócios. São cerca de 40 marcas de chocolates regionais em exibição, tendo como característica o cacau de qualidade, resultado de investimentos na modernização da lavoura.

Hans Schaeppi é um pioneiro. Há 32 anos, ele implantou a primeira fábrica de chocolate caseiro do Nordeste. “Foi um grande desafio, porque havia uma cultura de produzir amêndoas e percebi que era preciso investir no produto final. Hoje vejo com alegria a região partindo para a verticalizado e se tornando a terra do cacau e do chocolate”, afirma. Atualmente, Hans produz cerca de duas mil toneladas por ano, comercializa os produtos em todo o país e busca atingir o mercado chinês.

Hans foi o pioneiro na produção de chocolate em escala industrial no sul da Bahia.

Hans foi o pioneiro na produção de chocolate em escala industrial no sul da Bahia.

SETOR CRESCE 10% AO ANO

O setor de chocolates premium cresce cerca de 10% ao ano no Brasil, enquanto o mercado tradicional cresce apenas 2%. Henrique Almeida é outro exemplo de produtor de cacau que apostou no chocolate. Da terceira geração de uma família de produtores de cacau, ele começou a produzir chocolate há cinco anos. Investiu em amêndoas de qualidade, cursos de capacitação e hoje comercializa o chocolate premium em grandes redes da Bahia e do Sul/Sudeste do país.

O próximo passo é o mercado árabe e os Estados Unidos. “Cacau é alimento e também prazer. Nosso foco é a qualidade. Esse é o caminho da região. O negócio cacau só é viável se atrelado ao chocolate”, destaca

Maia

Maia diz que potencial a ser explorado é grande.

O mercado de chocolate atrai jovens empreendedores como Leonardo Maia. Com pós-graduação em Gestão de Negócios em Cacau e Chocolate, ele está produzindo chocolates finos com 50% e 70% de cacau.

– Na infância, sempre tive muito contato com fazendas de cacau e sempre que podia acompanhava os trabalhadores nos tratos e colheita do cacau. Em minhas viagens para outros países, tive a oportunidade de experimentar diversos tipos de chocolates e percebi que o nosso cacau do sul da Bahia tem um potencial grande a ser explorado – ressalta.

AGRICULTURA FAMILIAR

A produção de chocolate também é incentivada na agricultura familiar, que responde por 90% da produção de cacau no Sul da Bahia. A Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia possui 300 associados e produz chocolates caseiros e achocolatado com 30% de cacau.

Beneficiados com recursos do Programa Bahia Produtiva, do Governo do Estado, os agricultores familiares pretendem investir na produção de cacau orgânico, que agrega valor ao chocolate e derivados. “Nossos produtos já são consumidos na merenda escolar. Com o chocolate de origem, vamos buscar novos mercados, gerando mais renda no setor rural”, explica Carine Assunção, coordenadora da cooperativa.

Com 420 associados, a Cooperativa de Agricultores Familiares do Sul da Bahia (Coofasulba), também atendida pelo Bahia Produtiva, produz chocolates finos e achocolatados e está criando uma linha exclusiva para os supermercados. “Com assistência técnica e capacitação, vamos melhorar cada vez mais a qualidade e criar novos canais de comercialização” , diz o diretor da Coofasulba, Gildeon Farias.

MODELO SUPERADO

Gerson: "modelo antigo está superado"

Gerson: “modelo antigo está superado”

Gerson Marques, presidente da Chocosul comenta que a produção de chocolate é uma alternativa viável, num processo que está se consolidando. “Dos 40 produtores, 38 produzem o próprio cacau. São empreendedores que foram para as fazendas, reorganizaram a produção, com uma nova mentalidade, investindo em amêndoas de qualidade superior”, DIZ.

Segundo Marques, essa é uma estratégia que terá impactos positivos na economia regional, com a melhoria da produtividade e, consequentemente, do preço final. “O modelo antigo, de mero fornecedor de matéria-prima, está superado. Hoje o caminho é a verticalização, valorizando principalmente a produção de chocolates fino e de cacau orgânico, que tem alto valor agregado”.

CRIADOR DA MAIOR COMUNIDADE MUNDIAL DE CHOCOLATE PARTICIPA DE FESTIVAL EM ILHÉUS

Clay Gordon será um dos palestrantes do festival || Foto Divulgação

Clay Gordon será um dos palestrantes do festival, que começa no dia 20 || Foto Divulgação

Passado, presente e futuro do chocolate artesanal será o tema abordado pelo escritor norte americano Clay Gordon, autor do livro Descubra o chocolate: o guia final de compra, degustação e aproveitamento de chocolate fino (em livre tradução), na 9ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em Ilhéus. Gordon também é fundador da TheChocolateLife.com, maior comunidade focada exclusivamente no chocolate no mundo.

Também no festival, os indianos radicados nos Estados Unidos Andal Balu e Mannarsamy Balasubramanian apresentarão tecnologias para processamento do cacau e produção de chocolate artesanal a partir da amêndoa. O casal é proprietário da indústria CocoaTown, em Atlanta, que projeta, fabrica e distribui uma linha de equipamentos compactos para ajudar pequenos produtores a fazer chocolate gourmet bean to bar (do grão à barra).

Já a portuguesa Goretti Silva, professora de Turismo e proprietária da empresa Na Rota do Chocolate, na região de Viana do Castelo, em Portugal, trará o tema Turismo associado ao chocolate.

Todas as palestras serão realizadas no Centro de Convenções de Ilhéus, a partir das 16h do dia 22, durante o Chocoday, parte da programação do Chocolat Bahia – 9º Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que tem o apoio do PIMENTA. A entrada é gratuita.

CHOCOLATE É COMIDA DE BOI

WALMIR~1Walmir Rosário | wallaw2008@outlook.com

 

A qualidade do tratamento a esses animais não se restringe ao chocolate e eles também ganham sessões de massagens, acupuntura, ouvem música clássica e dormem em tapetes térmicos, para que não sofram estresse. Um luxo!

 

Calma, gente, isso acontece lá na Austrália, onde o chocolate serve como iguaria e tranquilizante para os animais da raça Wagyu (japonesa), que são transformados em kobe beef, uma das carnes mais saborosas do mundo. E como tudo tem seu preço, um quilo dessa carne é vendida em todo mundo pelo preço de arrobas que conseguimos vender por aqui.

Ao tomar conhecimento dessa notícia,pensei logo nos benefícios que poderiam trazer à cultura do cacau, com esse incentivo ao consumo do conhecido manjar dos deuses. Já imaginaram quanto embolsariam a mais os nossos produtores exportando mais cacau? Marketing a Canavieiras é o que não falta e teríamos como símbolo a fazenda Cubículo, primeira plantação de cacau da Bahia.

Mas, ao relembrar as propostas de aumento da produção de cacau através da elevação do consumo, logo me aquietei pensando no histórico dessas tentativas anos a fio pelo antigo Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), que trocou o C de Consultivo pelo N de Nacional.

Ainda recordo das visitas de nossos conselheiros à China, que tinha como missão fazer com que apenas 10% dos chineses tomassem apenas uma pequena xícara diária de chocolate. Entre idas e vindas, a verdade é que se passeou muito e não conseguiram trocar o sagrado chá dos chineses pelo nosso cacau.

Uma lição caseira também me chama a atenção, que seria a introdução do chocolate na merenda escolar, com pioneiras tentativas, todas infrutíferas e de redundante fracasso. Não o porquê, mas a verdade é que essa ideia nunca foi transformada numa política pública, e não cabe a esse pobre escrevinhador pesquisar. É o papel dos cacauicultores.

Longe de mim afirmar – em alto e bom som – que a atitude do pecuarista australiano não irá produzir resultados positivos para o cacau. Também não vou sair por aí recomendando a introdução dessa nobre dieta aos pecuaristas brasileiros. Cabe-me apenas mostrar o que está sendo feito em terras distantes aos nossos patrícios. E vale a pena tomar conhecimento.

Antes de mais delongas, vale explicar que kobe beef é considerada sinônimo de maciez, com gordura marmorizada e sabor inconfundível, que combina com o paladar dos consumidores que pagam em dólares e euros. Afinal, esses animais recebem um tratamento de luxo e carinho, sem falar da alimentação especial que recebem. Nada mais justo.

Tudo é uma questão de valor e disposição de pagar, como diriam os economistas para explicar a disposição desse seleto grupo de exigentes consumidores. De olho nessa demanda, o pecuarista Scott de Bruin, do Sul da Austrália, passou a investir na alimentação desses bovinos, oferecendo grãos especiais e frutas como maçãs.

Para agregar mais valor ao seu produto, Scott também passou a incluir o nosso chocolate na dieta do rebanho Wagyu, com a finalidade de aumentar as calorias consumidas. Com isso, conseguiu – segundo ele – elevar o marmoreio da carne, tornando o kobe beef do seu rebanho ainda mais especial e de preço alto.

Acreditem que é a mais pura verdade. O pecuarista australiano consegue servir essa dieta composta por grãos, frutas e chocolate a todo o seu rebanho, formado por 7,5 mil cabeças, quando eles atingem os 30 meses. Ao sentir o cheiro do chocolate, as rezes se aproximam e comem à vontade (acredito que lambendo os beiços, como se diz popularmente).

Para o fazendeiro australiano, o consumo do chocolate faz com que o seu rebanho fique bem alimentado e mais feliz, transferindo esse bem-estar à qualidade e ao sabor da carne. A qualidade do tratamento a esses animais não se restringe ao chocolate e eles também ganham sessões de massagens, acupuntura, ouvem música clássica e dormem em tapetes térmicos, para que não sofram estresse. Um luxo!

Pelos meus parcos conhecimentos da pecuária, não sei se o chocolate é o elixir da felicidade para os nobres animais da raça Wagyu do Sul da Austrália, mas, de cátedra, posso assegurar que no Brasil não merece confiança o chocolate por aqui consumido. Com raríssimas exceções, oriundas de fabricação caseira (artesanal) e pequenas fábricas.

Cada um tem o sonho de consumo que merece.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

CHOCOLATE PRODUZIDO NO PAÍS DEVERÁ TER MAIOR TEOR DE CACAU

Projeto estabelece teor mínimo de cacau no chocolate no país || Reprodução

Projeto estabelece teor mínimo de cacau no chocolate no país || Reprodução

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, da Câmara dos Deputados, aprovou projeto de lei que determina percentual mínimo de massa de cacau no chocolate. O chocolate deverá ter mínimo de 27% de cacau, de acordo com o aprovado na comissão, nesta quarta (5). Já o chocolate amargo, deverá ter percentual de 35%, no mínimo. Hoje, na média, o chocolate brasileiro é vendido com teor de cacau até menor que 5%.

Os percentuais valem para chocolate e derivados, de acordo com o autor do projeto, Bebeto Galvão (PSB-BA). A matéria agora será discutida na Comissão de Defesa do Consumidor. Os percentuais devem ser aplicados também para importados a serem comercializados no país. Porém, para valer, precisará ser aprovado pelo legislativo e sancionado pela Presidência da República.

Bebeto, autor do projeto de lei.

Bebeto, autor do projeto de lei.

Para o parlamentar baiano, o aumento de massa de cacau no chocolate beneficiará, diretamente, agricultores, comerciantes, indústria e, principalmente, consumidores. “Estabelece um nível de competitividade para a indústria, que oferecerá um chocolate de qualidade à população brasileira”, observa Bebeto.

O deputado baiano disse que deseja um mínimo de 35% para todos os chocolates. “Mas esse foi o relatório possível”. Para chegar a este índice, apontou, foi necessário negociar “com a indústria, os produtores e sobretudo com esta casa (a Câmara dos Deputados) que é plural, em que tivemos que construir um entendimento”.

Bebeto diz acreditar que a aprovação do índice mínimo melhora o desenvolvimento sustentável da produção de cacau. “Incidirá [em] mais cacau para a produção de chocolate e vai garantir também mais qualidade aos consumidores” com menor teor de açúcares e mais massa de cacau no chocolate”.

FESTIVAL DO CHOCOLATE EM IPIAÚ

Secretário e mulheres que produzem o chocolate Ouro do Vale (Foto Divulgação).

Secretário Jerônimo Rodrigues e produtores do chocolate Ouro do Vale (Foto Divulgação).

O público que visitar a 2ª edição do Festival de Chocolate e 4º Agrocacau, que segue até o próximo domingo (09), na Praça Ruy Barbosa, em Ipiaú, terá a oportunidade de conhecer chocolates produzidos pela agricultura familiar da Bahia. Dos 13 empreendimentos que expõem os produtos, seis são da agricultura familiar.

Entre os chocolates em exposição, estão o Ouro do Vale, produzido no Vale do Jiquiriçá e Terra Vista, Embaúda e Bahia Cacau, do Território Litoral Sul.

A Associação de Mulheres das Duas Barras do Fojo, do município de Mutuípe, que está lançando a linha de chocolates finos Ouro do Vale, produzidos no Vale do Jiquiriçá, participa pela primeira vez do festival.

– O evento é importante para dar visibilidade aos produtos da agricultura familiar, pois ela produz para além das hortaliças e raízes, também é capaz de transformar as raízes e os frutos – afirma Damiana Martins, agricultora associada e membro do Conselho Fiscal da instituição.

O evento visa dar visibilidade à industrialização, agregando valor, fomentando negócios para os produtores empreendedores, e também apresentação de tecnologias do setor, bem como os diversos cenários mercadológicos.

MAGIA DO CACAU

Na arte de Eduardo Libra, o chocolate é tema de maior mural do planeta.

Na arte de Kobra, o chocolate é tema de maior mural do planeta (Imagem César Tralli).

Um dos maiores nomes da arte urbana brasileira, Eduardo Kobra criou o que é considerado o maior mural do planeta, com 5.742 metros quadrados. A obra é parte da fachada de uma fábrica de chocolate em São Paulo. Leva o doce nome de Magia do Cacau. Bela sacada em tempos de Páscoa.

JORNADA NA UESC REUNIRÁ PRODUTORES E PESQUISADORES DO CACAU E DO CHOCOLATE

Chocolate será tema de discussão na Uesc.

Chocolate será tema de discussão na Uesc.

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus Bahia, promove, de 17 a 19 deste mês, a  I Jornada de Saberes sobre o Cacau: da Árvore ao Chocolate. O evento multidisciplinar busca promover o debate com atores da cadeia produtiva no Mundo, Brasil e interações junto ao Território Litoral Sul da Bahia.

As palestras serão no auditório do Jorge Amado, na Uesc. A programação contará com a presença de empreendedores e pesquisadores da Holanda, Equador, Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Salvador e do Território Litoral Sul da Bahia.

Os participantes debaterão temas relacionados ao processo de construção e inovação dos mercados de qualidade do cacau e chocolates sob as perspectivas técnicas, econômicas, culturais, socioambientais e mercadológicas. As discussões são estimuladas por departamentos afins da Uesc, tendo o Centro de Inovação do Cacau (CIC) como parceiro.

INOVAÇÃO NO CACAU DA MATA ATLÂNTICA

Eduardo AthaydeEduardo Athayde | eduathayde@gmail.com

 

A Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Quando o WWI-Worldwatch Institute, na virada do milênio, publicou internacionalmente estudo sobre a mata atlântica da região cacaueira da Bahia, batizando-a de “Floresta de Chocolate”, única no mundo, onde a matéria prima do chocolate é produzida com recordes de biodiversidade no planeta, registrado pelo Jardim Botânico de Nova Iorque, a prefeitura nova-iorquina iniciava o levantamento de cada uma das suas 683.113 árvores.

Hoje, os cidadãos de Nova Iorque conhecem o valor econômico individual das suas árvores, sabem que cada uma reduz a temperatura sob sua copa em cinco graus centígrados, joga no ar 150 mil litros de água por ano e produzem serviços anuais avaliados em US$111 bilhões [tree-map.nycgovparks.org]; um padrão que está sendo seguido por várias cidades do mundo que plantam florestas urbanas visando a melhoria do ar, do clima local e da qualidade de vida dos seus cidadãos.

Com a força das redes sociais, o mundo parece ter ficado pequeno e a biodiversa Mata Atlântica, antes pouco percebida (ainda não valorada), vem recebendo influência direta dessas inovações. O Centro de Inovação do Cacau (CIC), por exemplo, que será inaugurado [hoje] na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, é a parte concreta do projeto do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, idealizado conjuntamente pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Ceplac, Uesc, Secti, Instituto Arapiaú e outras instituições.

Focando a cadeia produtiva do cacau e a economia florestal, o CIC, formado por acadêmicos e empresários, analisará propriedades físico-químicas do cacau e do chocolate, a qualidade de sementes e mudas das biofábricas de essências da mata atlântica, fomentando a indústria do reflorestamento que, cobiçada por investidores, floresce impulsionada pelo robusto mercado financeiro internacional interessado em ativos florestais.

Na era da “eco-nomia”, oficializada pelo Acordo de Paris e já legalmente adotada pelo Brasil, a preservação, além de uma imperiosa necessidade, passou a ser analisada também por parâmetros econométricos da precificação e monetização (restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – bit.ly/2cHvxT8). Observando o senso de oportunidade, o CIC nasce como elo local desta inovadora rede global, posicionando-se, com linguagem nova, como uma espécie de “porta USB” de alta velocidade aberta a conexões de pesquisa, geração de conhecimento e econegócios.

Integrado a iniciativas como a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (bpbes.net.br), que tem a missão de produzir conhecimento científico e saberes tradicionais sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos – onde o cacau se inclui -, o CIC nasce como parceiro natural do Programa Fapesp de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e alinhado com a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que lançou a Campanha da Fraternidade 2017 com o tema “Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida”.

A imaginação é mais importante que o conhecimento, afirmava Albert Einstein. Nesta linha, a Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Com a quebra de fronteiras e os espaços abertos pelas redes sociais, a região cacaueira, imaginada como Floresta de Chocolate, vive um momento de mudanças intensas observadas na metáfora da crisálida, quando a lagarta não mais existe, e a borboleta ainda não nasceu.

Eduardo Athayde é diretor do WWI-Worldwatch Institute.

PARQUE TECNOLÓGICO “TURBINARÁ” PRODUÇÃO DE CACAU E CHOCOLATE NO SUL DA BAHIA

Evento marcou lançamento do Parque Tecnológico do Sul da Bahia (Foto Daniel Thame).

Evento marcou lançamento do Parque Tecnológico do Sul da Bahia (Foto Daniel Thame).

A apresentação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, que vai funcionar dentro da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na rodovia Ilhéus-Itabuna, marcou as comemorações dos 60 anos da implantação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac), nesta segunda-feira (20).

Articulado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Uesc, o parque terá como foco a criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no sul da Bahia. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto da unidade, que irá auxiliar ainda na qualificação dos ensinos técnico e superior da região.

Com previsão de receber R$ 6,5 milhões em investimentos até 2019, o parque também possui como metas o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, produtividade e competitividade do cacau e do chocolate, fomento à produção agroindustrial, agroecologia e agricultura familiar, manejo e conservação dos recursos florestais.

O evento de apresentação do parque foi realizado na sede regional da instituição, na Rodovia Ilhéus-Itabuna, com as presenças dos secretários estaduais Vitor Bonfim (Agricultura), José Vivaldo Mendonça (Ciência, Tecnologia e Inovação), Geraldo Reis (Meio Ambiente) e Jerônimo Rodrigues (Desenvolvimento Rural.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

A primeira estrutura do parque será inaugurada em março. Trata-se do Centro de Inovação do Cacau, instalado em uma área dentro do Instituto Nacional de Pesquisa e Análises Físico-químicas da Uesc. “Com o apoio do Governo do Estado, atuando em parceria com a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz e a Universidade Federal do Sul da Bahia, vamos ampliar o processo de geração de tecnologia voltada para o desenvolvimento regional, que passa pelo fortalecimento da cadeia produtiva do cacau”, afirma José Vivaldo Mendonça.

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MÍNIMO DE 35% DE CACAU NO CHOCOLATE DÁ BASTA NO “FAZ DE CONTA”, DIZ BEBETO

Bebeto defende chocolate com mínimo de 35% de cacau puro.

Bebeto: chocolate com mínimo de 35% de cacau.

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados obriga as indústrias de chocolate a adicionar, no mínimo, 35% de cacau puro ao chocolate produzido no Brasil. Autor da proposta, o deputado Bebeto Galvão (PSB-BA) voltou a defender, ontem (24), na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços a mudança, que fortaleceria ainda mais a cadeia produtiva do cacau.

A medida, segundo Bebeto, busca a valorização do produtor e proteger o consumidor. “Quando se aumenta a massa de cacau na industrialização do chocolate, aumenta o nível de produção e provoca uma melhora comercial para quem produz”, acredita. Na outra ponta, está o consumidor. “Com esse projeto, daremos um basta a um verdadeiro faz de conta, afinal hoje em dia nós comemos massa hidrogenada dizendo que é cacau, comemos açúcar achando que é chocolate”, argumenta Bebeto.

O parlamentar baiano apelou por um consenso entre os setores envolvidos para garantir o avanço do projeto na Câmara. “Mesmo com toda boa vontade desta Casa e a dedicação da agricultura e dos deputados, não chegamos ainda a um texto de consenso com os representantes das indústrias que aportam sempre a este debate critérios de natureza técnica e impedimentos para chegar conclusivamente ao resultado”.

DEMANDA

Uma das discussões é se há oferta de cacau no mercado suficiente para atender a demanda gerada pela possível aprovação da lei. “A indústria do chocolate está disposta a indicar sugestão de aprimoramento no texto? Se é para convergir, é preciso fazer o esforço para a convergência”, provoca. Bebeto diz ver disposição do setores envolvidos para chegar a essa disposição. De acordo com ele, o projeto já deveria ter sido votado no início do ano. “Já chegamos a um limite que não dá para postergar mais esse debate”, completa”.

EMPRESAS CRIAM SELO PARA O CHOCOLATE DE ORIGEM PRODUZIDO NO SUL DA BAHIA

Produtores decidiram criar selo para atestar qualidade do chocolate.

Produtores decidiram criar selo para atestar qualidade do chocolate.

Gerson Marques diz que selo não busca padronizar, mas atestar qualidade e origem.

Gerson Marques diz que selo não busca padronizar, mas atestar qualidade e origem.

Dez empresas decidiram criar um selo de qualidade para o chocolate de origem produzido no sul da Bahia. Tree to bar (da árvore à barra) Sul Bahia identificará o chocolate produzido na região da Mata Atlântica sul-baiana.

“Assim, vamos proteger os chocolates de origem regional que se enquadrarem nos parâmetros e conformidades a serem definidos”, diz Gerson Marques, presidente da Associação dos Produtores de Chocolate de Origem do Sul da Bahia e produtor do chocolate Yrerê.

Um grupo de trabalho foi criado para definir os critérios e regulamentos do selo. Do grupo, participam técnicos, produtores e pesquisadores com alto grau de conhecimento em chocolates de origem. A primeira versão do regulamento para concessão do selo, informa, está prevista para fevereiro do próximo ano.

A homologação do selo deverá ocorrer até meados de 2017. “A ideia não é padronizar, mas sim definir os parâmetros que sirvam de marco referencial para os produtores de chocolates autênticos do sul da Bahia”.

AUTENTICIDADE DO CHOCOLATE DE ORIGEM

Gerson acrescenta que esta referência também servirá para o mercado consumidor, que poderá identificar a autenticidade de um bom chocolate de origem Sul Bahia pelo selo que estará estampado nas embalagens.

O selo será concedido ao avaliar desde critérios reguladores para produção do cacau, tratos culturais na lavoura, práticas na pós-colheita, métodos de fermentação e secagem e armazenagem. Também serão considerados protocolos, processos e técnicas de fabricação, e definições sobre quantidades e parâmetros para uso de ingredientes.

PRODUTO ÚNICO

José Brandt Filho, fabricante do chocolate República do Cacau e diretor financeiro da Associação dos Produtores, definiu como um grande avanço a ideia de proteger a qualidade e os valores do terroir do sul da Bahia presente em nossos chocolates. “Fazemos um chocolate único no mundo. Por isso, este produto tem que ser protegido”, diz.

Fabricante do Amado Cacau e diretora de relações institucionais da Associação, Cecília Gomes da Costa expôs seus produtos na Feira Gastronômica Internacional – Sirah 2016, no Rio de Janeiro.

Segundo Cecília, o chocolate sul-baiano está conquistando reconhecimento e mercados nacional e internacional. “Só é possível fazer este tipo de chocolate com nosso cacau e nossas práticas de produção. Não podemos correr risco de perder mercado por conta de aventureiros que usem atributos regionais e nosso nome e não entregam produtos de qualidade”.

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TECNOLOGIA E CIÊNCIA: O NOVO PENSAR DA REGIÃO CACAUEIRA

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Temos respirado o ar da esperança na última década, fase posterior à queda da nossa principal cultura econômica, duramente atingida pela crise imposta pela vassoura-de-bruxa.

 

O sul da Bahia há muito alega que ao longo das últimas décadas não recebeu a atenção devida do Estado. A região cacaueira apresenta argumentos consistentes: custeou por extenso período a folha de pagamento estadual e ajudou a financiar a estruturação do Centro Industrial de Aratu e do Polo Petroquímico de Camaçari, mas não recebeu em contrapartida tratamento à altura dessa contribuição. O modelo econômico adotado pelo governo estadual sempre privilegiou Salvador e seu entorno.

Para uma corrente que reclama da desatenção dos governos estadual e federal, a raiz do problema está na falta de representatividade política.  O fato de elegermos baixo número de candidatos locais fragiliza a representação e dificulta as nossas reivindicações junto aos governos; perdemos na correlação de forças e, consequentemente, somos superados por regiões com maior representatividade política.

Outra corrente fundamenta que a não organização da cadeia produtiva acaba colaborando para a não implantação de mudanças estruturais necessárias diante dos poderes centrais, estado e União. A verdade é que as argumentações se fundem e, de fato, constatamos que a nossa região não recebeu, ao longo da sua existência, investimento proporcional ao grau de colaboração disponibilizado para o estado e para o país. A Ceplac é a clara materialização desse processo: nasceu a partir da articulação do capital produtivo lastreado na cacaicultura e sofre gradativo sucateamento em função da falta de força política necessária para o embate.

Temos respirado o ar da esperança na última década, fase posterior à queda da nossa principal cultura econômica, duramente atingida pela crise imposta pela vassoura-de-bruxa. O cacau, que já foi o principal gerador de renda do estado, responsável por quase 60% de toda a sua arrecadação, hoje dá sinais de recuperação, face à obstinação da classe produtora e ao implemento de ciência e tecnologia baseadas na pesquisa do cacau e na política de fabricação de clones com alto padrão genético pelo Instituto Biofábrica.

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LANÇAMENTO DO FESTIVAL DO CHOCOLATE

Festival atrai média de 30 mil pessoas a cada edição (Foto Pimenta).

Festival atrai média de 30 mil pessoas a cada edição (Foto Pimenta).

Com a presença do secretário estadual de Turismo, Nelson Pellegrino, a oitava edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Baia será lançada nesta quinta (7), às 19h, no Bataclan, no centro histórico de Ilhéus.

O festival começa dia 21 de julho, no Centro de Convenções de Ilhéus, e reunirá 50 expositores, dentre eles mais de 30 marcas de chocolate premium do sul da Bahia.

A programação inclui workshops gratuitos, concursos e shows musicais, como o de Djavan, no dia de abertura do evento. Os ingressos para o show já estão à venda.

Somente no ano passado, o festival movimentou mais de R$ 10 milhões em negócios e atraiu cerca de 30 mil pessoas.

EVENTO DISCUTE PROJETOS DE ARTE, CULTURA E CHOCOLATE

chocolateRenata Smith | Agência Sebrae

“Deguste!… Arte, Cultura e Chocolate”. Com este tema, o convite para mais uma ação do projeto de Economia Criativa e Chocolate do Sebrae, reuniu empresários e visitantes para um momento de lazer, troca de experiências e oportunidade de bons negócios. O evento foi realizado nesta segunda-feira, 16, das 16h às 19h, no Hotel Jardim Atlântico, no litoral sul de Ilhéus.

Empresários com experiências vitoriosas, nos segmentos de artesanato, chocolates finos e derivados de cacau, montaram estandes e expuseram seus produtos. “Queremos apresentar um ao outro, integrá-los, criar uma rede de negócios que permita o fortalecimento das ideias individuais, mas em um universo coletivo”, explicou a gestora do projeto do Sebrae Economia Criativa e Chocolates, Fabíola Paes Leme.

Entre os participantes estava o produtor de cacau, Lucas Kruschewsky, que pretende colocar definitivamente a localidade de Rio do Braço no calendário junino da região. O São João, previsto para a segunda semana de junho, resgata um dos cenários históricos mais importantes da cidade. Em seu apogeu foi construída a primeira estação ferroviária do sul da Bahia, em 1911, época de produtivas fazendas, antes das sucessivas crises do cacau.

“Quando cheguei e vi destruído aquele cenário próspero da minha infância, entrei na velha estação e prometi que não desistiria do lugar”, revelou Kruschewsky. Ele passou a morar na localidade, recuperou a estação férrea e transformou o espaço em um restaurante de comidas típicas. Na fazenda Estrela da Manhã, oferece passeios, banho de rio e pesca do Tucunaré. “Estamos renascendo e cheios de ideias”, completou o empresário.

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CHOCOLATE DO SUL DA BAHIA É EXPOSTO EM PORTUGAL

Marcos e Luana Lessa, da empresa Chor - Foto Maurício Maron (ASN)

Marcos e Luana Lessa, da empresa Chor – Foto Maurício Maron (ASN)

Renata Smith | Agência Sebrae

Mais de 500 anos depois, o Brasil está sendo “redescoberto” por Portugal através do sabor característico do sul da Bahia: o chocolate. As marcas regionais Sagarana, Chor, Costanegro, Amado Cacau e Maltez participam pela primeira vez da 14ª edição do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, em Portugal, cenário modelo da Economia Criativa no mundo. A exposição dos chocolates segue até o dia 25 de abril, no entorno do grande castelo da cidade medieval.

Em Óbidos, o chocolate de origem sulbabaina encontra-se no espaço exclusivo “Cacau Brasil”, com uma exposição de fotografias sobre o cacau do país, a produção na Bahia e na Amazônia, exposição de artefatos utilizados na produção do cacau, amêndoas, frutos e derivados, bem como material explicativo sobre essa cultura e a sua relação com o bom chocolate.

A inserção dos empreendedores sulbaianos nesta iniciativa não se deu por acaso. “Agora, eles colhem os frutos de uma parceria construída a partir de junho do ano passado, quando o Sebrae promoveu na Bahia a segunda edição do Encontro Criativo”, afirma a coordenadora regional do Sebrae Ilhéus, Claudiana Figueiredo. Na época, Ilhéus recebeu uma palestra internacional sobre a cidade “Óbidos – Creative Gym”, que traduzido significa ginásio criativo, com Miguel Silvestre, consultor em criatividade, inovação e desenvolvimento territorial. “Ano passado, após o Salon du Chocolat de Paris, fizemos uma visita a Óbidos e a parceria foi iniciada”, conta o presidente da Câmara Nacional do Cacau e dono da marca Costanegro, Guilherme Moura.

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