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:: ‘Clóvis Loiola’

AÇÃO DE FUNCIONÁRIO DO COSTA DO CACAU LEVOU À PRISÃO DO EX-VEREADOR LOIOLA

Loiola foi preso ao cobrar R$ 1 mil para marcar cirurgia em hospital público

O ex-vereador Clóvis Loiola foi preso após um funcionário do Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, acionar a Polícia Militar, ontem (2), quando a filha de uma paciente informou que o ex-presidente da Câmara de Itabuna havia cobrado para encaminhar a mãe dela para cirurgia. O caso foi narrado também à delegada que cuida do caso, Rita de Cássia Ribeiro, em Ilhéus.

Loiola foi preso em flagrante e ainda existia contra ele mandado de prisão por estelionato. Durante depoimento, o ex-vereador disse que costuma fazer ação assistencialista, marcando consultas e exames, segundo afirmou a delegada em entrevista à TV Santa Cruz. Loiola “caiu” ao cobrar pela marcação de cirurgia e o hospital ser informado do “pedágio” do ex-vereador.

Loiola também foi preso em 2012 no Hblem

O ex-vereador deve ganhar liberdade nesta quinta (4) ao pagar a fiança estabelecida pelo juiz Guilherme Barros Júnior, da Vara Criminal de Ilhéus, durante audiência de custódia nesta tarde. A fiança está fixada em 20 salários mínimos, segundo o Políticos do Sul da Bahia. O valor hoje corresponde a R$ 19.960,00.

Loiola chegou ao fórum vestindo uma camisa escura, com a qual escondeu o rosto das câmeras, e acompanhado por outros presos submetidos à audiência de custódia hoje.

ATENDIMENTO É GRATUITO

No início da noite, a direção do Hospital Regional Costa do Cacau emitiu nota em que reforça prestar “exclusivamente serviços gratuitos através do Sistema Único de Saúde/SUS”. Ainda na nota de esclarecimento, a direção do hospital orienta a quem presenciar qualquer cobrança por procedimento a comunicar o ocorrido à direção e à polícia.

ZÉ SIMÃO LEMBRA “CLORO LOIOLA”

Loiola, o Homem do Cloro, e o colunista José Simão (Fotomontagem).

Loiola, o Homem do Cloro, e o colunista José Simão (Fotomontagem).

O colunista José Simão, também conhecido como Macaco Simão, não esqueceu o episódio hilário envolvendo o ex-presidente da Câmara de Itabuna Clóvis Loiola, aquele do Escândalo Loiolagate. Em 2009, Loiola encerrou uma sessão porque, segundo ele, não havia “cloro”.

Hoje, ao finalizar sua participação no Programa de Ricardo Boechat na Band News FM, Macaco Simão saiu-se com essa: – Como diz aquele presidente da Câmara de Itabuna, por falta de cloro, a sessão está encerrada.

Confira áudio

LOYOLAGATE: JUSTIÇA CONDENA EX-PRESIDENTE DA CÂMARA A 6 ANOS DE PRISÃO

Loiola já havia sido  preso em 2012 (Foto Radar).

Loiola já havia sido preso em 2012 (Foto Radar).

A Justiça Federal condenou o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna Clóvis Loyola a seis anos de prisão pelo esquema que desviou cerca de R$ 5 milhões dos cofres públicos, informa o site Políticos do Sul da Bahia.

O desvio de dinheiro no legislativo itabunense ocorreu por meio de empresas fantasmas e, ainda, adulteração de contracheques para obtenção de créditos consignados.

Advogado de defesa de Loyola, Bruno Adry considerou a pena excessiva e disse que vai recorrer. Em 2012, Loiola foi preso pela Polícia Civil no Hospital de Base de Itabuna. Ele tentava atestado médico para escapar de uma audiência que apurava o esquema de corrupção na Câmara de Itabuna (relembre aqui).

VEREADOR PODE SER LEVADO PARA PRESÍDIO

Loiola preso algemado no Hblem (Foto Radar).

Após dormir na cadeia por cometer crimes de falsidade ideológica e desobediência judicial, o vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola (PSDC) corre sério risco de ser transferido para o Conjunto Penal de Itabuna. Os crimes cometidos pelo vereador são inafiançáveis.

Loiola foi ouvido ontem à tarde pelo delegado regional Moisés Damasceno, no Complexo Policial de Itabuna, para onde foi levado após ser preso no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). O vereador deveria comparecer, ontem, à audiência do esquema de corrupção na Câmara de Vereadores, o “Loiolagate”, assim batizado pela Polícia Federal. Para fugir da Justiça, ele tentou obter atestado médico no Hblem, que é municipal.

O vereador enrolou-se ainda mais quando polícia e o promotor público Inocêncio de Carvalho checaram informações e compareceram ao hospital. Descobriram que Loiola acabara de chegar ao local após perambular pelos corredores e não obter o atestado médico. Estava com uma ordem de observação médica expedida pelo setor de assistência social do Hblem, sob a desculpa de sentir dores abdominais. Um diagnóstico médico jogou por terra a armação do vereador. Tudo não passava de tentativa de enganar polícia e justiça.

CENA EXEMPLAR

A imagem do vereador itabunense Clóvis Loiola (PSDC), saindo do Hospital de Base algemado, é sem dúvida um sinal importante para aqueles que almejam uma vaga na Câmara Municipal. Um indício poderoso de que as mudanças vistas no centro do poder irradiam para a periferia e apontam para novos padrões de comportamento.

Nunca, em toda a história de Itabuna, se viu um político preso por questões relacionadas à corrupção. Loiola, o vereador mais votado nas eleições de 2008, com exatos 3.041 votos, presidente da Câmara em 2009 e 2010, abre a série. Sobre sua cabeça, pesam denúncias de desvio de recursos, contratação de funcionários fantasmas, fraude em empréstimos consignados e utilização indevida das diárias pagas com o dinheiro público.

Loiola não foi detido por nenhum desses crimes, mas por ter tentado enganar a justiça, fugindo de uma audiência com o pretexto de que estava doente. Fosse em outros tempos, o juiz se acomodaria e acreditaria na boa fé da autoridade. Hoje, quando se caminha para uma tolerância zero diante da malandragem na política, optou-se por ver para crer.

Chegando ao Hospital de Base, dois promotores souberam que Loiola se encontrava realmente internado, mas não tinha absolutamente nenhum problema de saúde. Fato atestado pelo diretor médico da instituição.

Para dar mais veracidade à farsa, o vereador conseguiu até um leito e recebeu soro, que tantas vezes faltam a quem de fato precisa. Acabou saindo do hospital diretamente para o Complexo Policial de Itabuna, de onde espera obter rápido livramento.

Loiola, candidato à reeleição, não é o único vereador que sujou as mãos de lama na atual legislatura, reconhecida quase à unanimidade como a pior da história de Itabuna. Mas a imagem do ex-presidente da Casa, algemado, é um motivo bastante convincente para que os futuros vereadores não enveredem por determinados caminhos.

Confira mais do Cena Bahiana

JUSTIÇA PROÍBE LOIOLA DE CHEGAR PERTO DE “LARANJA”

Loiola: proibido de se aproximar de ex-colaboradora.

O ex-presidente da Câmara Municipal, vereador Clóvis Loiola, está ameaçado de prisão em caso de desobediência à decisão do juiz Antônio Carlos Rodrigues de Moraes, da 2ª Vara Criminal. O magistrado acatou pedido de medida protetiva à Vanderleia Ribeiro dos Santos feito pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), com base na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Na decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), edição do dia 24, o magistrado reconhece que o vereador fez ameaças à integridade da mulher, além de tê-la perseguido.

Loiola está proibido de se aproximar da residência da ex-empregada enquanto perdurar o processo. E dela deve manter-se afastado por distância mínima de 500 metros. Também não pode entrar em contato com a vítima nem qualquer um de seus familiares.

Vanderleia figurou como “laranja” do ex-presidente no desvio de recursos da Câmara de Vereadores, principalmente no escândalo da “Máfia dos Consignados”, pelo qual está sendo processado pelo Ministério Público da Bahia.

TJ-BA RECONDUZ LOIOLA À CÂMARA

Loiola consegue retornar 102 dias depois.

O ex-presidente da Câmara de Itabuna, Clóvis Loiola (PSDC), acaba de retomar o mandato por decisão liminar do desembargador José Olegário Monção Caldas, do Tribunal de Justiça da Bahia. Apenas Roberto de Souza (PR) e Raimundo Pólvora (DEM) permanecem afastados.

Clóvis Loiola estava afastado do mandato desde o dia 26 de janeiro deste ano, por envolvimento com fraudes em licitações e esquema de empresas fantasmas. O afastamento determinado ao ex-presidente e aos outros cinco vereadores no final de abril está relacionado à Máfia do Consignado, que teria desviado mais de R$ 2,8 milhões por meio de adulteração de contracheques de vereadores e assessores.

No último dia 26 de abril, a juíza Rosineide Almeida, da 1ª Vara da Fazenda Pública em Itabuna, afastou Loiola, Roberto e Raimundo, além de Solon Pinheiro (DEM), Ricardo Bacelar (PSC) e Wenceslau Júnior. Na sexta, 4, o desembargador determinou o retorno de Solon e Bacelar. Na quinta, 3, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Mário Alberto Hirs, decidiu pelo retorno de Wenceslau.

A DANÇA DAS CADEIRAS

Nesta terça-feira, 8, tomaram posse como vereadores por 90 dias, os suplentes Maria Neide Oliveira, a Neide de Carlito (hoje no PTN), e Josué Brandão Junior (hoje no PT).

Os dois substituem os vereadores José Raimundo Pólvora (DEM) e Roberto de Souza (PR) que continuam afastados judicialmente dos mandatos, por suspeita de participação na “Máfia dos Consignados”.

Com isso, retornou à condição de suplente Glaby Andrade (Glebão, PV). Ele assumiu o mandato temporário, por 90 dias até o dia 4 passado. Nadson Monteiro (PPS) continua vereador.

ITABUNA: SUPLENTES SÓ ASSUMEM APÓS DEFINIÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL

Piçarra, Júnior Brandão, Neide de Carlito, Glebão, Nadson Monteiro e Rosivaldo assumem.

A presidência da Câmara de Itabuna fará consulta à Justiça Eleitoral na próxima quarta-feira, 2, para saber quais dos suplentes devem tomar posse em lugar dos seis vereadores afastados na última quinta, 26, pela juíza Rosineide Almeida. Os suplentes que assumem em lugar dos afastados por envolvimento no Caso dos Créditos Consignados na Câmara (confira abaixo).

Embora vista como manobra do presidente da Casa, Rui Machado (PRP), a consulta expõe questionamento relacionado a dois dos suplentes, Antônio Félix Nascimento, o Piçarra, que trocou o PSDB pelo DEM, e Neide de Carlito, que deixou o PMN e abrigou-se no PTN. Ambos poderiam, conforme entendimento, estar impedidos de assumir. A legislação, no entanto, deixa claro que o mandato é do suplente diplomado. A presidência do legislativo quer conferir a ordem cronológica da diplomação em 2008.

AFASTADOS E SUPLENTES

Na quinta-feira, 26, atendendo ao pedido do Ministério Público estadual, a juíza substituta da 1ª Vara da Fazenda Pública, Rosineide Almeida de Andrade, determinou o afastamento temporário pelo prazo de 90 dias dos vereadores Clóvis Loiola (PSDC), Raimundo Pólvora (DEM), Ricardo Bacelar (PSC), Roberto de Souza (PR), Solon Pinheiro (DEM) e Wenceslau Júnior (PCdoB) do exercício do mandato.

Segundo a decisão da magistrada, a medida visa salvaguardar a instrução processual. Eles são investigados por envolvimento no esquema de fraude na obtenção de empréstimos consignados na Câmara.

Com o afastamento dos vereadores titulares, tomam posse os suplentes Maria Neide Oliveira, a Neide de Carlito (hoje no PTN), Júnior Brandão (hoje no PT), Antônio Félix Nascimento, o Piçarra (DEM), e Rosivaldo Pinheiro (PCdoB). A decisão mantém Glaby Andrade, o Glebão (PV), e Nadson Monteiro (PPS), suplentes que assumiram em janeiro passado, com o afastamento dos vereadores Clóvis Loiola e Ricardo Bacelar em outro processo.

“LOIOLAGATE”: JUIZ DETERMINA QUEBRA DE SIGILOS DE TRÊS VEREADORES DE ITABUNA

Loiola, Roberto e Bacelar: sigilos quebrados (Montagem A Região).

O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna, Gustavo Pequeno, determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos vereadores Roberto de Souza (PR), Ricardo Bacelar (PSC) e Clóvis Loiola (PSDC) ao atender pedido do Ministério Público Estadual.

A quebra também atinge ex-assessores e empresários envolvidos em um esquema que pode ter desviado até R$ 2,8 milhões dos cofres públicas.

Conforme noticia o jornal A Região, o magistrado determina que o Banco Central do Brasil encaminhe, sigilosamente, as informações das transações bancárias do ex-primeiro secretário Roberto de Souza, do ex-presidente da Câmara Clóvis Loiola de Freitas e do ex-2º secretário Ricardo Bacelar.

O magistrado deu prazo de dez dias ao Banco Central para que encaminhe as informações “acerca da existência de contas corrente, poupança ou aplicações financeiras em nome dos requeridos, bem como ao Banco do Brasil, para que forneça os extratos bancários relacionados à conta indicada”.

Gustavo Pequeno também determinou à Receita Federal que forneça, no mesmo prazo, cópias das declarações de renda de 2009 e 2010 dos acusados, para verificar possível evolução patrimonial. Além dos vereadores, são investigados o ex-chefe do setor de Recursos Humanos, Kleber Ferreira da Silva, o ex-diretor administrativo da Câmara de Itabuna, Alison Cerqueira Rodrigues e o ex-chefe de gabinete do vereador Loiola, Eduardo Menezes.

Outros atingidos pela decisão de quebra de sigilos bancário e fiscal são Antônio José Pinto Muniz e José Rodrigo Júnior, ocupantes de cargos comissionados, e o empresário Rui Barbosa Silva, da agência de publicidade Mozaico Fábrica de Resultados. Os acusados têm prazo de 15 dias para defesa.

No dia 26 de janeiro deste ano, o magistrado determinou o afastamento dos três vereadores. Roberto conseguiu retorno por meio de recurso no Tribunal de Justiça da Bahia. Bacelar e Loiola perderam as respectivas ações no TJ-BA, mas podem voltar nesta quarta, 26, porque o afastamento solicitado pelo Ministério Público estadual foi de apenas 90 dias.

OLHO NAS CONTAS DE GS

A Câmara de Vereadores publicou edital 002/2012 em que abre prazo de 30 dias para que contribuintes itabunenses tenham acesso às contas do exercício 2002 da Prefeitura de Itabuna. É o primeiro passo para que os vereadores votem as contas do ex-prefeito Geraldo Simões. O parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) foi pela aprovação das mesmas.

De lambuja, o presidente da Câmara, Ruy Machado (PRP), aproveitou para passar sabão nos ex-presidentes da Casa, no período de 2005 a 2010 (Edson Dantas e Clóvis Loiola), por não terem deliberado sobre as contas do ex-prefeito e atual deputado federal.

Para ter acesso às contas, o cidadão precisa protocolar pedido na Câmara. O atendimento será das 13h30min às 16h de segunda a quinta. Às sextas, das 9h às 12h.

“LOIOLAGATE”: JUSTIÇA AFASTA 3 VEREADORES

Vereadores Clóvis Loiola, Ricardo Bacelar e Roberto de Souza são afastados pela Justiça.

O juiz da 2ª Vara Cível e da Fazenda Pública, Gustavo Silva Pequeno, afastou por 90 dias os vereadores Clóvis Loiola (PSDC), Roberto de Souza (PR) e Ricardo Bacelar (PSC) no processo que investiga desvio de R$ 564 mil por meio de verba para a publicidade da Câmara.

O juiz também determinou a busca e apreensão dos livros contáveis da agência de publicidade Mozaico Fábrica de Resultados, do empresário Rui Barbosa. Os vereadores continuarão recebendo proventos no período em que estiverem afastados. A decisão visa impedir que os edis interfiram na investigação.

Gustavo Silva Pequeno também decidiu pela indisponibilidade de bens dos três vereadores, do empresário Rui Barbosa e dos ex-assessores Eduardo Freire Menezes, Antônio José Pinto Muniz, José Rodrigues Júnior e Kleber Ferreira da Silva, além do bloqueio da Mozaico.

A presidência da Câmara de Itabuna deve definir ainda hoje para quando será marcada a posse dos suplentes dos vereadores afastados. Os suplentes são Glaby Carvalho de Andrade, o Glebão (PV),  Júnior Brandão (PT) – ou Emanoel Acilino (PT)-, e o radialista Nadson Monteiro (PPS).

O magistrado analisará o pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal após responder a liminar requerida pelo promotor público Inocêncio Carvalho, que investiga o “Loiolagate”. O promotor afirmou ao PIMENTA que a investigação de corrupção na Câmara de Vereadores resultou em três inquéritos. Até agora, duas ações civis públicas foram movidas pela promotoria contra vereadores, assessores e empresas.

Das duas ações, uma delas investiga empresas contratadas para diversos serviços terceirizados, a exemplo de limpeza, vigilância, manutenção do prédio da Câmara e contratação de funcionários. São cinco empresas constituídas, segundo o MP, para lesar os cofres públicos.

“LOIOLAGATE”: MP JUNTA A AÇÃO CIVIL DEPOIMENTOS DE IRREGULARIDADES NA CÂMARA

As transcrições dos depoimentos de testemunhas de desvios milionários na Câmara de Vereadores já foram juntadas, nesta terça (24), à ação movida pelo Ministério Público contra nove pessoas e a Mosaico – Fábrica de Resultados.

Na ação, o promotor público Inocêncio Carvalho pede o afastamento dos vereadores Roberto de Souza (PR), Clóvis Loiola (PSDC) e Ricardo Bacelar (PSB). As transcrições eram o que faltava para que o juiz Gustavo Pequeno decida se acata a ação ou não.

A ação civil pública denuncia os três vereadores, assessores e funcionários da Câmara, além da Mosaico – Fábrica de Resultados e o proprietário da empresa, Rui Barbosa (relembre aqui).

Além do afastamento temporário dos vereadores, a promotoria pública requer também a indisponibilidade dos bens dos envolvidos e a quebra de sigilos bancário e fiscal de todos os denunciados na ação.

O promotor Inocêncio Carvalho disse ao PIMENTA que, ao assumir a 8ª promotoria de Justiça, encontrou um inquérito civil instaurado para apurar os atos de improbidade na Câmara. O inquérito continha 16 volumes de duzentas folhas cada. O promotor, então, decidiu desmembrá-lo em três.

Destes inquéritos, dois já resultaram em ações de improbidade. A primeira trata das empresas fantasmas criadas para vencer licitações da Câmara e que causaram prejuízo de mais de R$ 500 mil aos cofres municipais, conforme cálculos do MP.

A ação também resultou na Operação Loiolagate, da Polícia Federal, quando foram apreendidos documentos contábeis nas residências do ex-presidente da Câmara, Clóvis Loiola, e do ex-gerente de Recursos Humanos, Kléber Ferreira (confira aqui). O juiz Gustavo Pequeno ainda analisa pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, o que ocorrerá após contestação dos réus.

A segunda ação diz respeito ao contrato da Mosaico – Fábrica de Resultados com a Câmara. O promotor explica que a esta ação de improbidade administrativa faltaram anexar os depoimentos de testemunhas. “Os depoimentos indicados pelo juiz haviam sido anexados, equivocamente, na primeira ação”, observa. Assim que foi notificado, na tarde de segunda (23), o promotor juntou-as ao processo.

De acordo com as investigações, a Mosaico ficava com R$ 7 mil dos R$ 47 mil mensais da publicidade e repassava o restante para a Mesa Diretora, por meio do chefe de gabinete do ex-presidente Clóvis Loiola, Eduardo Freire.

TCM REJEITA CONTAS DE LOIOLA

Loiola(esq.) e Azevedo tiveram contas rejeitadas.

A sessão que analisou as contas de 2010 do prefeito Capitão Azevedo (DEM) também rejeitou a prestação de contas do ex-presidente da Câmara de Itabuna, Clóvis Loiola (PSDC). Multado em R$ 3 mil, ele também deverá ressarcir os cofres municipais em R$ 215.322,56. O dinheiro deverá sair do bolso do vereador que, na semana passada, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência, no bairro Santa Inês.

Os R$ 215,3 mil que deverão ser devolvidos se referem a R$ 142.500,00 gastos em publicidade não comprovada, R$ 642,01 gastos sem nota fiscal ou recibo e R$ 72.180,55 gastos sem comprovação de despesa.

O relator das contas de Loiola, conselheiro Raimundo Moreira, também apontou irregularidades graves em processos licitatórios. O relator apontou os altos valores em dispensas de licitação ou inexigibilidade, no valor de R$ 226.800,00. Loiola ainda pode recorrer da decisão.

As licitações fraudulentas foram motivo de bloqueio de bens do ex-presidente da Câmara (confira aqui). Um grupo de cinco empresas fantasmas foi usado para desviar dinheiro da Casa.

Na semana passada, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão e o delegado Fábio Marques não descartou a possibilidade de pedir novamente a prisão temporária do ex-presidente e de outros oito envolvidos, dentre eles o ex-chefe de Recursos Humanos, Kleber Ferreira.

DELEGADO DA PF DIZ QUE DESVIOS DO “LOIOLAGATE” PODEM ULTRAPASSAR R$ 2 MILHÕES

Carro da PF na casa do ex-vereador Kleber Ferreira (Foto O Trombone).

O delegado Fábio Marques, que comanda a Operação Loiolagate, concedeu coletiva há pouco e antecipou que existem indícios de desvios de aproximadamente R$ 2 milhões por meio de empréstimos consignados na Câmara de Vereadores de Itabuna.

De acordo com ele, o objetivo da operação foi localizar mais servidores e vereadores envolvidos na fraude dos consignados na Casa.

O delegado disse que foram feitos pedidos de prisões temporárias, mas negados pela Justiça. Marques disse que o entendimento da Polícia Federal e do Ministério Público Federal é de que existem indícios de desvios.

Novos pedidos de prisões temporárias serão apresentados à Justiça Federal. Hoje, a polícia cumpriu mandados nas residências do vereador e ex-presidente Clovis Loiola e do ex-diretor de Recursos Humanos, Kleber Ferreira, além da Câmara (confira abaixo).

“LOIOLAGATE”: JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DE VEREADOR E EX-DIRETOR DA CÂMARA

A Justiça determinou o bloqueio de bens do ex-presidente da Câmara de Itabuna, vereador Clóvis Loiola, e do ex-diretor de Recursos Humanos, Kleber Ferreira, além do contador Edson Alves Moreira, de José Rodrigues Júnior e das empresas DMS, Robson Nascimento Alves, Vilma Sueli Monteiro Gomes e WL Serviços de Vigilância Ltda.

A decisão é do juiz Gustavo Silva Pequeno. Os bens foram bloqueados até o montante de R$ 437 mil, valor até aqui apontado oficialmente como o desviado dos cofres públicos em menos de dois anos da gestão de Clóvis Loiola na Câmara de Vereadores de Itabuna, entre 2009 e 2010.

A justiça ainda julgará os pedidos de afastamento temporário do vereador Loiola e de quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. As denúncias de corrupção no legislativo itabunense resultaram numa Comissão Especial de Inquérito (CEI) no ano passado.

O relatório da CEI foi entregue ao Ministério Público estadual em dezembro do ano passado (confira aqui) e incrimou Loiola pelos desvios, além de citar o vereador Roberto de Souza por omissão (relembre). Na época ele era membro da Mesa Diretora. O MP, após ouvir os citados e testemunhas, acabou por denunciar Loiola, Kléber Ferreira e outras oito pessoas e empresas.

Atualizado às 15h53min

ROBERTO DIZ QUE RUY É O “ÚNICO PRESIDIÁRIO” DA CÂMARA

Roberto ao lado do ex-presidente Loiola: reação.

Quem fala o que quer pode ouvir o que não deseja. Depois de conceder entrevista a uma emissora de rádio afirmando que teria colega de legislatura preso até o final de dezembro deste ano, o presidente da Câmara de Itabuna, Ruy Machado (PRP), ouviu do ex-primeiro secretário Roberto de Souza (PR) algo tocante:

– O presidente Ruy Machado se preocupa em falar na imprensa sobre prisões de vereador, mas o único presidiário desta casa é ele, que cumpriu pena em Bangu, no Rio de Janeiro – disse, conforme registra o Políticos do Sul da Bahia. A estada de Ruy em Bangu ocorreu no final da década de 70.

Na entrevista ao radialista João Ailton, da rádio Nacional, nesta semana, Ruy afirmava que as prisões seriam decorrentes da investigação que a Polícia Federal faz de supostos desvios de R$ 3 milhões na Câmara no período em que Roberto e Clóvis Loiola integravam a Mesa Diretora da Casa.

Antes picadeiro, a Câmara local pode virar um Carandiru na versão baiana.

CÂMARA REABRE TRABALHOS AMANHÃ

A Câmara de Vereadores de Itabuna inicia nesta terça-feira, 15, às 14 horas, os trabalhos ordinários da atual legislatura. A sessão será comandada pelo novo presidente da Casa, Ruy Machado (PRP). A nova gestão terá como principal desafio superar a mancha provocada pela administração de Clovis Loiola (PPS), acusado de desvios que superam a casa dos R$ 4 milhões.

Na próxima sexta, 18, o Ministério Público estadual ouvirá o ex-diretor de Recursos Humanos da Câmara, Kléber Ferreira. O ex-diretor promete abrir o bico e revelar como o ex-presidente manejava o dinheiro da Casa. Até agora, já foram ouvidos os vereadores Clovis Loiola (PPS), Roberto de Souza (PR) e Ricardo Bacelar (PSB), que integravam a Mesa Diretora, e os ex-diretores Alisson Cerqueira e Eduardo Freire.

“LOIOLAGATE”: BACELAR DEPÕE NA 6ª

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Loiola, Roberto e Bacelar serão ouvidos pelo Ministério Público (Montagem Pimenta).

A promotora pública Thiara Rusciolelli começa a ouvir nesta sexta-feira, 14, os envolvidos no “Loiolagate”. O primeiro a depor na sede do Ministério Público estadual em Itabuna é o ex-segundo secretário da Mesa da Câmara de Vereadores, Ricardo Bacelar (PSB), às 14h.

A reportagem do PIMENTA entrou em contato com o vereador, mas Bacelar disse ter sido orientado a não falar. A orientação partiu do advogado contratado para defendê-lo. No dia 16 de dezembro, a promotora Thiara Rusciolelli pediu o afastamento preventivo do vereador Ricardo Bacelar e dos colegas de legislatura Roberto de Souza (PR) e Clovis Loiola (PPS).

Contra Loiola pesam acusações de desvios de recursos e fraude em licitações. Souza e Bacelar são acusados, no mínimo, de omissão diante das delitos que podem ter sangrado os cofres públicos em mais de R$ 1 milhão.

O escândalo de corrupção no legislativo itabunense ficou conhecido como Loiolagate. A promotoria pública aguarda para a próxima semana a decisão da Justiça sobre o pedido de afastamento dos três vereadores e de indisponibilidade dos bens do trio, de empresas envolvidas no caso de corrupção e de três ex-assessores da Casa.








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