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:: ‘comércio de Itabuna’

COMÉRCIO DE ITABUNA ESTENDE HORÁRIO NO SÁBADO E ABRE NA VÉSPERA DO NATAL

Shopping funcionará até as 23h hoje|| Foto A Região

O comércio de Itabuna ficará aberto até mais tarde neste sábado (23), antevéspera do Natal. As lojas funcionarão até as 17 horas, segundo convenção coletiva assinada entre as representações patronal e dos comerciários. Neste domingo (24), véspera do Natal, as lojas abrirão das 9h às 15h.

O Shopping Jequitibá também terá horário especial para este final de semana natalino. Neste sábado, as lojas e Praça de Alimentação funcionam até as 23h, assim como os setores de hipermercado e farmácia. Amanhã (24), será das 9h às 17h, enquanto o setor de hipermercado fecha às 19h.

 

ITABUNA VIVE, MAS NADA RECORDA DA TRÁGICA ENCHENTE DE 1967

Luiz Conceição | jornalistaluizconceicao2@gmail.com

 

No dia seguinte, a natureza em fúria fez o rio avançar ainda mais. Desta vez pela Avenida do Cinquentenário e demais vias e praças na parte baixa do centro, inundando lojas de tecidos, sapatos e acessórios e eletrodomésticos, residências, agências bancárias, depósitos de cacau…

 

Há 50 anos o céu cinzento de dezembro era prenúncio de chuvas e de muita fartura. Fazendeiros e comerciantes estavam animados com aquele tempo, porque chuva nesta época do ano significava mais fruto de cacau na safra e mais dinheiro na caixa registradora e circulando, irrigando a economia.

A vida das famílias seguia com a expectativa das festas de fim de ano. Para alguns estudantes, era fim do ciclo primário e do ginásio, para onde muitos de nós ansiávamos chegar com o exame de admissão.

A temida prova dava acesso à 1ª série ginasial. Era ritual de passagem da infância para a adolescência. Por isso, o resultado do exame de admissão era aguardado com ansiedade e medo por toda a família e não só por nós.

À medida que se aproximava o Natal era intenso o frenesi pelos presentes nas lojas e nas casas. Nessa época, chovia abundantemente no sul da Bahia, abençoado com a rica mata atlântica, ribeirões e rios fartos e cheios de peixes. Os índices pluviométricos registram no começo de todos os verões o início da quadra chuvoso do ano.

Passou a festa natalina. As chuvas ficaram ainda mais fortes e intensas. Transbordamento de riachos, ribeirões e cursos d’água e dos tributários – Salgado e Colônia – que formam o Rio Cachoeira que corta Itabuna em direção ao mar no litoral da velha Capitania de São Jorge dos Ilhéus.

Com o volume d’água crescendo a cada hora ficaram mais encorpados. O que era alegria do povo em ver o rio cheio de suas margens, junto com crianças e adolescentes em algazarra e férias, se transformou em medo, drama e terror a partir do dia 27 de dezembro.

As águas turbulentas, escuras e sujas do Cachoeira transbordaram da calha e alcançaram as parte baixas da cidade. Burundanga, Berilo e Bairro Mangabinha, na zona oeste. Cajueiro e Fátima, ao leste, e bairro Conceição, lado oposto ao centro da cidade, tiveram famílias desalojadas e desabrigadas.

No dia seguinte, a natureza em fúria fez o rio avançar ainda mais. Desta vez pela Avenida do Cinquentenário e demais vias e praças na parte baixa do centro, inundando lojas de tecidos, sapatos e acessórios e eletrodomésticos, residências, agências bancárias, depósitos de cacau…

O que era espetáculo virou tragédia, desespero.

As águas derrubaram casas, carregaram móveis e utensílios domésticos. No comércio se perderam mercadorias nos expositores, balcões e depósitos.  Alguns comerciantes foram vítimas de saqueadores que, desavergonhadamente, furtaram-lhes mercadorias em meio ao caos.

Muitos empregados no comércio arriscaram-se em proteger e salvar lojas e bens dos patrões, inclusive com a própria vida. Não se sabe ao certo quantos morreram enfrentando a correnteza forte das águas que em alguns locais do centro comercial do centro de Itabuna alcançou 2,5 metros, derrubando a posteamento da rede de energia elétrica e sinais de trânsito, solapando marquises.

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A outrora culta e reluzente sociedade grapiúna é hoje arremedo do que foi antes da cheia desta Cachoeira que completa agora 50 anos. 

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Há todo um folclore posterior à tragédia de 1967 que, ao lado das enchentes do Rio Cachoeira em 1914 e 1947, figura com a mais espetacular e terrível de todas. Mesmo quem não se viu diretamente atingido não deixou de se condoer com parentes, amigos e vizinhos que perderam tudo.

Embora a cidadã ainda viva, não tem nenhuma memória da mais famosa enchente de sua história que não foi fato isolado. Houve rumores do estrondo de uma barragem numa fazenda de criação de gado nas bandas de Santa Cruz da Vitória, então 36, fato noticiado de forma acanhada pela imprensa de então.

Há imagens de ruas e avenidas alagadas dos fotógrafos Newton Maxwell (Buião), Sabino Primitivo Cerqueira e Emerson Trindade Carregosa (Foto Emerson), dentre outros, ainda preservados em sites na Internet. A outrora culta e reluzente sociedade grapiúna é hoje arremedo do que foi antes da cheia desta Cachoeira que completa agora 50 anos.

As águas levaram consigo o balcão frigorífico, cadeiras e mesas do Vagão, bar e restaurante à cabeceira da Ponte do Marabá, margem direita do rio. Lá se reunia a intelectualidade e a promissora juventude da época de ouro do cacau para sorvetes, cuba libre ou hi-fi e bebidas diversas após sessões de cinema.

Janeiro chegou e com ele o socorro pelos Governos federal e estadual às vítimas, inclusive com a criação do atual bairro Lomanto e vacinações. O comércio teve pouca ajuda que se iniciou com caminhões de guarnições do Corpo de Bombeiros de Salvador lavando as avenidas, ruas e praças do centro.

Itabuna vive, mas nada recorda da trágica enchente de 1967. Além de destruir a dignidade das pessoas, bens e mercadorias, certamente a cheia lavou tudo, incluindo o amor à cidade e sua gente, além do que restou de nossa pouca memória que um dia nos faltará muita, mas muita falta. E não é porque não haja dinheiro para estudos e pesquisa sobre sua própria história.

Luiz Conceição é jornalista.

COMÉRCIO DE ITABUNA FECHA DIAS 3 E 4

Comércio de Itabuna não abrirá na segunda e terça de carnaval.

Comércio de Itabuna não abrirá na segunda e terça de carnaval.

O comércio de Itabuna terá funcionamento especial no período da folia momesca. Seguindo convenções coletivas assinadas por representantes de patrões e empregados, as lojas – inclusive as do Shopping Jequitibá – fecharão nos dias 3 e 4 (segunda e terça de carnaval).

Os supermercados podem abrir na segunda (3), mas fecharão na terça (4).

As lojas poderão reabrir em horário normal na Quarta-Feira de Cinzas em horário normal. Porém, muitas preferem seguir o horário bancário. As agências vão abrir a partir do meio-dia.

HORÁRIO ESPECIAL NO COMÉRCIO

Comércio terá horário especial para as vendas natalinas (Foto Divulgação).

Comércio terá horário especial para as vendas natalinas (Foto Divulgação).

O comércio de Itabuna ficará aberto das 9h às 22h nesta quinta e sexta, dias 20 e 21. O consumidor também terá mais tempo para as compras natalinas no sábado, 22, quando o comércio funcionará até as 18 horas.

O atendimento no comércio no próximo domingo, 23,  quando fica aberto à tarde e fecha as portas às 20 horas. O horário será normal na véspera do Natal, segunda, 24.

Já o shopping da cidade, funcionará das 10 horas à meia-noite de sexta a domingo (21 a 23), e das 9h às 17h na véspera do Natal.

PARA PRESIDENTE DA CDL, AMPLIAÇÃO DE SHOPPING E GRANDES REDES PUXAM RETOMADA

Braga: retomada.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabuna, Jorge Braga, avaliou que a chegada de grandes redes do varejo e a ampliação do Shopping Jequitibá explicam, em parte, o momento do comércio e da economia local.

– Além da ampliação do Shopping, tivemos a chegada de redes como as Casas Bahia, na Cinquentenário e novas perspectivas com o Complexo Intermodal Porto Sul. Os investidores estão convergindo para o sul da Bahia – justifica o dirigente lojista em entrevista ao PIMENTA.

Jorge Braga cita ainda novos empreendimentos previstos para o ano que vem, os hipermercados G Barbosa e Maxxi (atacarejo do Walmart). “São dois grandes supermercados que devem começar as obras no início de 2012. [Os empreendimentos] encontram-se em fase de discussão e definição de terrenos”, diz.

Braga destaca que a chegada de grandes redes nos diversos segmentos do comércio cria impacto, mas quem se sente atingido procura se aperfeiçoar para ter mercado. As novas empresas e os investimentos estruturantes empolgam o dirigente. “É um momento muito importante, bom para a nossa região”, diz Braga, que enumera ainda duas indústrias que devem se instalar em Itabuna ainda em 2012.






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