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:: ‘cordel’

ILHÉUS: TPI PROMOVE MOSTRA DE CORDEL E FEIRINHA DE PRODUTOS REGIONAIS


No próximo dia 29 (sexta-feira), a partir das 19h, o Teatro Popular de Ilhéus realizará a Mostra de Poesia Popular de Cordel, evento que tem o objetivo de incentivar a expressão da literatura popular e de cordel no sul da Bahia. Aberto ao público, o encontro será na área externa da Tenda. Haverá encontro de poetas cordelistas em performances declamadas de poemas de cordel para o público. No prelúdio da mostra e durante toda a noite também ocorre a Feirinha Popular de Produtos Regionais, com abertura marcada para as 18 horas.

A mostra contará com a presença do professor e poeta Lourival Piligra numa exposição oral sobre o reconhecimento da Literatura de Cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Na sequência, ocorrerá uma homenagem a Minelvino Francisco dos Santos, grande nome do cordel. A noite também será de lançamento do cordel O Encontro de Helena com o Sereio, de Alessandra Simões e Franklin Costa.

A atração musical da noite ficará por conta do Grupo 4° Compasso, formado por jovens oriundos da Filarmônica Capitania dos Ilhéos e que tem a proposta de resgatar gêneros brasileiros tradicionais e principalmente nordestinos como o Chorinho, o Baião, o Xote, o Maxixe, o Frevo, o Maracatu e misturar tudo isso com gêneros urbanos.

Outra atração especial será a dupla de dança, composta por Aldenor Garcia e Fernanda Carolina, que apresentará um número de forró ao som de um solo de sanfona. Em seguida, o casal segue a noite acompanhando o som do Grupo 4º Compasso.

A Feirinha Popular de Produtos Regionais também é parte da programação da noite, e será montada para oferecer vários produtos feitos por pequenos comerciantes da região. O público terá a possibilidade de consumir itens como artesanatos diversos, produtos de beleza, moda e saúde, além de variedades gastronômicas a preços populares. O TPI sugere que os visitantes procurem trazer seus próprios copos, canudos e sacolas reutilizáveis a fim de diminuir a produção de lixo e assim contribuir para a preservação do meio ambiente. :: LEIA MAIS »

PROJETO LEVA OFICINA DE CORDEL A BAIRROS DE ILHÉUS

Comunidade pode participar de oficina de cordel em Ilhéus (Foto Karoline Vital).

Comunidade pode participar de oficina de cordel em Ilhéus (Foto Karoline Vital).

Karoline Vital

Depois de realizar atividades no Teotônio Vilela, o projeto Nas Rimas do Cordel segue para o bairro Nelson Costa nos próximos sábado e domingo (17 e 18). A oficina sobre literatura de cordel será ministrada no Centro Comunitário Nossa Senhora da Conceição, a partir das 8 horas. O resultado dos trabalhos desenvolvidos nas duas comunidades será apresentado em uma mostra, no dia 07 de fevereiro, na Tenda Teatro Popular de Ilhéus.

O diretor teatral e cordelista Franklin Costa ministra as oficinas do projeto, voltadas para moradores dos bairros maiores de 16 anos. Os participantes aprendem acerca da história e estrutura do gênero literário popular, além de produzirem os próprios textos em grupo e individualmente.

Távila Aparecida Guimarães, que participou das atividades dos últimos dias 10 e 11, disse que já lia cordéis e se interessou pelo projeto por considerar a literatura de cordel um gênero que mais se aproxima dos fatos cotidianos. Já o presidente da Associação de Moradores do Teotônio Vilela, Makrisi Angeli, destacou que Nas Rimas do Cordel é uma forma interessante de proporcionar à comunidade a valorização da cultura popular.

Nas Rimas do Cordel é realizado sob a coordenação do cordelista ilheense Gilton Thomaz. A iniciativa é gratuita e disponibiliza 25 vagas em cada localidade. As inscrições e as atividades ficaram a cargo dos representantes comunitários das localidades, que participaram de reuniões para o planejamento das ações. O projeto é financiado pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do edital de Culturas Populares.

UNIVERSO PARALELO

1.400 ALEXANDRINOS PARA JORGE AMADO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1Piligra

Em meio às muitas e justas comemorações do centenário de Jorge Amado uma obra de alto fôlego literário passou quase despercebida. Digo e provo que o itabunense  Piligra, poeta que joga no time principal, sem firulas, confetes ou lantejoulas, produziu, com o seu A odisseia de Jorge Amado (Editus/UESC), obra duradoura. O livro, com belas ilustrações de Jane Hilda Badaró e George Pellegrini, reúne 100 sonetos (1.400 versos alexandrinos!), com um saboroso gosto de poesia popular – aquela a que chamam literatura de cordel (algum dia, armado de mais paciência, explico por que não gosto da denominação “cordel”).  Piligra é do ramo: já sustentou uma curiosa “peleja virtual” com Gustavo Felicíssimo, publicada em livro.

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Herança de Castilho e Machado de Assis

Há mais de um tipo de alexandrino, verso muito trabalhoso e que teve entre seus cultores pioneiros Antônio Feliciano de Castilho (em Portugal) e Machado de Assis (no Brasil). Na escola, aprendemos que o nome “Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac” é um alexandrino “perfeito”, com acento na 4ª, 6ª e 12ª sílaba. Piligra, cujo nome (Lourival Pereira Júnior) forma uma redondilha maior, escolheu o modelo dito moderno de alexandrino (acento na 4ª, 8ª e 12ª sílaba poética), como neste feliz exemplo (soneto 57), narrando as andanças de Jorge Amado: “Paris tem cheiro de mulher bela e dengosa”, ou no fecho do soneto 83, sobre Teresa Batista: “Morre cansada a prostituta da beleza”.

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3BataclanNu, Tonico corre pelo sertão afora…

Ao acaso, escolhi num dos sonetos, para mostrar a quanto chega o estro do autor de A odisseia de Jorge Amado:

 

 “O coronel Ramiro Bastos não morreu,

É lenda viva na cabeça da Nação;

Malvina chora pelo amor que não foi seu,

Corre Tonico ainda nu pelo sertão…

 

Glória se entrega a Josué no seu colchão,

Rômulo foge como um louco fariseu,

Mundinho ganha o seu poder numa eleição,

Só Gabriela o seu Nacib não perdeu…

 

Ilhéus agora recupera o Bataclan,

As fantasias, seus alegres cabarés;

Ilhéus não sabe que a pobreza é uma vilã,

 

Mão que suspira ao receber falsos anéis…

Dona Maria Machadão, toda manhã,

Arruma a mesa para os novos coronéis!”

CONSIDEROU “ATO DE JUSTIÇA” O ANÚNCIO

Foi chamado pelo INSS a comprovar a existência, pois o governo, com frequência, é levado a pagar benefícios previdenciários a indivíduos mortos, ausentes, inexistentes ou desaparecidos. Achou muito oportuna a declaração de vida, não porque estivesse preocupado com o governo, mas porque se preocupava consigo. Totalmente incapaz de fazer marketing pessoal, tão em moda, viu nessa exigência uma oportunidade de promover-se, ao menos junto ao banco que lhe repassa os magérrimos proventos mensais de aposentado por tempo de serviço. “Eu estou aqui, ainda não morri, por incrível que pareça!” – imaginou-se a dizer, classificando o anúncio como ato de justiça.

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A propaganda ainda é a alma do negócio

Afinal, se as cervejas, os carros, os smartphones, os cartões de crédito, as novelas de tevê e os refrigerantes se anunciam – a rigor, são anunciados, mas o efeito é o mesmo – (“Estamos vivos e disponíveis!”, diriam, se tivessem o dom da fala), por que ele, após 35 longos anos como balconista de loja, não se anunciaria? Decidiu: não só atenderia a essa curiosidade do governo como iria, dali pra frente, fazendo disso hábito, anunciar-se o mais possível: perfil no Facebook, espalhar fotos, dar detalhes de sua vida. Por exemplo, ao espirrar, postar “Espirrei!”. Deu certo. Já foi até chamado para quebrar coisas no Black Bloc (BB), fora os convites impublicáveis. A propaganda ainda é do negócio a alma. No caso, do BB, a arma.

 

A CABEÇA DO “REI” SÓ DÓI QUANDO ELE PENSA

6Roberto CarlosRoberto Carlos, com seu risinho bobo, e Caetano Veloso, mui chegado aos holofotes, eu até compreendo. Mas Chico Buarque e Gilberto Gil embarcando na canoa furada da censura às biografias é de estarrecer. À parte a defesa, às vezes equivocada, da liberdade de expressão, figuras públicas não têm direito ao nível de “privacidade” reivindicado. Aliás, Roberto Carlos em detalhes, o livro cuja circulação foi proibida, é trabalho de fã, nada tem de ofensivo, muito pelo contrário. Sei disso porque me disseram (não li, pois tenho coisa melhor em que empregar meu tempo). Roberto Carlos guarda semelhança com Pelé (talvez não por acaso, também “Rei”): quando pensa, tem ataques de cefaleia e urticária.
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Briga de feira, foice e feras feridas

Aliás, esse movimento contra os biógrafos já não vale choro, vela ou o discurso de Roberto Carlos, de famosa alienação: tentou explicar o inexplicável, meteu seu advogado pelo meio, este brigou com Paula Lavigne, Caetano deu declarações contra Roberto, Roberto respondeu emburrado, afastando-se do embrulho, Paula calou-se, enfim, o grupo “Procure Saber” é agora um barraco, uma briga de feira e de feras feridas. Ou de foice. E, parece, foi-se (ai!) a amizade do baiano e do capixaba, de longos anos e muitas trocas de canções – mesmo com juras de amor eterno enquanto dure: “Continuarei amando quem fez Esse cara sou eu”, disse Caetano. Epitáfio bobo e de gosto  duvidoso.

CANTORA DEU VOZ, VEZ E FAMA AOS NOVOS

8Laila GarinNunca houve cantora tão corajosa quanto Elis Regina. Criou, inovou, não se cingiu aos temas consagrados, apostou em compositores sem nome na praça e deu-lhes fama. Sou levado a pensar que Gonzaguinha, Belchior, Milton Nascimento, João Bosco-Aldir Blanc e outros não teriam chegado aonde chegaram (o estrelato) se ela não lhes tivesse dado voz e vez. Elis morreu em 1982, lá se vão 31 anos, mas vive nas canções que imortalizou – e, recentemente, num musical dirigido por Denis Carvalho, interpretada pela atriz Laila Garin (foto). Aqui, ela canta um de seus “protegidos”, Belchior. E me permitam dizer que “na parede da memória esta é a lembrança que dói mais”.

UNIVERSO PARALELO

QUANDO JOVEM, PREFERIA GIBI A LIVRO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1Pavão misterioso

Para efeito de trabalho (ninguém o chama pra tomar sorvete de coco!), pedem-lhe um currículo com ênfase em atividades literárias. Tem desamor à palavra “ênfase”, mas (noblesse oblige) responde que publicou pouco – graças ao bom Deus, leu mais do que escreveu – e, na adolescência (Escândalo! Escândalo!), preferia gibi a livro. Passou por Luís de Camões, mas não descurou do Pavão Misterioso, Cancão de fogo, A chegada de Lampião no inferno e o amor complicado de Coco Verde e Melancia. E mais: que é filho da poesia popular, os folhetos vendidos na feira, cantados por violeiros, aquilo que os novidadeiros chamam “literatura de cordel”.

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Cacau na barcaça e boiada no pasto

A rap de pé quebrado prefere repente bem rimado. Mas cedo descobriu que ouvir versos faz poetas, tanto quanto batina fabrica vigários: aventurou-se num soneto dedicado à vizinha, muito lutou com papel, lápis e borracha, suou em bicas, pensou, penou, sofreu, correu contra o tempo e chegou atrasado: nem pingara o ponto final no primeiro quarteto e a pretendida já estava de vestido branco alugado e casório apalavrado com sujeito promissor: imune a livros e outras moléstias, com pés literalmente na terra (herdeiro de cacau secando na barcaça e boiada berrando no pasto), era o marido que ela, de mãos postas, rogara a Santo Antônio, o casamenteiro.

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3MachadoViu a vingança sintetizada numa frase

Saiu-se da aventura, tirante o sofrimento de meses, sem maior prejuízo, portando dois efeitos, um bom, outro nem tanto. Agastado, atirou ao lixo aquele começo de mau soneto; depois, ressentido, meteu-me a ler Queda que as mulheres têm para tolos, que pensava ser de Machado de Assis, mas hoje duvida. A primeira atitude livrou o mundo de mais um poetastro; com a segunda, entrou em risco de ser transformado em detestável erudito. Na época, viu sua vingança sintetizada numa frase: “O homem de espírito é o menos hábil para escrever a uma mulher”. Salvou-se da condenação dos amores desencontrados. De versejar ainda sofre recaídas.

ENTRE PARÊNTESIS, OU…

A maldade como “privilégio” de poucos

Conta-se que o cineasta Carlos Manga, então responsável pelo controle de qualidade da dramaturgia da Globo, ao ser convidado para dirigir o núcleo de novelas da Vênus Platinada, recusou a promoção, com uma frase bem construída: “Não tenho maldade suficiente para tanto”. Talvez os termos não sejam, rigorosamente, estes – a memória deste colunista já se mostra mais inclinada à essência do que à precisão. Mas é o que me vem à mente quando observo o estágio deplorável em que se encontram minhas cidades de Ilhéus e Itabuna: parece até que ser prefeito exige um grau de maldade que é “privilégio” de poucos.

REALIDADE E FICÇÃO EM SANDRO MOREYRA

5Cartão vermelhoNos relatos do jornalista Sandro Moreyra, sobre futebol, realidade e ficção se fundem. Diz ele: “Um dos mais curiosos exemplos de que, no futebol, o crime também não compensa, aconteceu com o zagueiro Fontana, que foi do Cruzeiro, Vasco e Seleção Brasileira. Num jogo contra o Fluminense, levou um drible de Samarone e foi ao chão. Irritado, partiu no encalço do adversário, desfechando pontapés. Errou todos. Porém não se livrou de um cartão vermelho e uma distensão muscular, fruto dos seus chutes fora do alvo. Saiu de maca, expulso, sob risos até dos companheiros”.
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“Raparigas que andam de tetas do léu”

Aqui, ele é personagem: “Numa radiosa manhã de sol, chego ao Hotel do Guincho, em Cascais, onde se hospedava a delegação brasileira, para conversar com os dirigentes e os jogadores, e não vejo ninguém com aquele inconfundível agasalho verde-amarelo. Pergunto então ao seu Carvalhosa, o velho porteiro, se a Seleção, por acaso, saiu para algum treino, e ele, muito atencioso, prontamente responde: ´Não, senhor, ninguém saiu. Estão todos acolá, ao redor da piscina, a mirar as raparigas que andam de tetas do léu´. Era o topless português” (Histórias de futebol – Coleção O Dia Livros/1998).

UM RARO REPRESENTANTE DO “DÓ DE PEITO”

7Dó de peitoNos relatos do jornalista Sandro Moreyra, sobre futebol, realidade e ficção se fundem. Diz ele: “Um dos mais curiosos exemplos de que, no futebol, o crime também não compensa, aconteceu com o zagueiro Fontana, que foi do Cruzeiro, Vasco e Seleção Brasileira. Num jogo contra o Fluminense, levou um drible de Samarone e foi ao chão. Irritado, partiu no encalço do adversário, desfechando pontapés. Errou todos. Porém não se livrou de um cartão vermelho e uma distensão muscular, fruto dos seus chutes fora do alvo. Saiu de maca, expulso, sob risos até dos companheiros”.
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O auxílio luxuoso de… Ângela Maria!

Quando menino, Agnaldo costumava imitar os cantores da época, sobretudo Cauby Peixoto, sua referência. Pobre, aos nove anos já carregava malas na Rodoviária de Caratinga, engraxava sapatos, vendia frutas… e cantava! Vencia os concursos de canto promovidos pelos circos que chegavam à cidade. Mais tarde, já mecânico, mudou-se para Governador Valadares, continuando sua peregrinação pelos programas da rádio, em busca de sua oportunidade. Que veio quando, nos anos 60, como motorista do marido de Ângela Maria, então Rainha do Rádio, esta o apoiou na pretensão de tornar-se artista. Aqui, uma das muitas versões que Agnaldo gravou: Os verdes campos da minha terra (Greengreen grass of home).

 

CURTAS MOSTRAM A RIQUEZA DO CORDEL

O cordelista Minelvino Francisco da Silva é tema de um dos filmes

O Cineclube Équio Reis terá uma sessão especialíssima nesta terça-feira, 4, quando serão exibidos três curtas-metragens sobre a literatura de cordel.

O primeiro filme da noite será Uma vida em versos, documentário que conta a história do trovador Minelvino Francisco Silva, que nasceu em Mundo Novo, sertão da Bahia, mas radicou-se em Itabuna. A produção do curta é de Égila Passos, Érika Passos e Marília Gabriela Morais Borges, que tiveram orientação da professora Marlúcia Mendes da Rocha.

Logo em seguida, será exibido Os diabos de Gilton, de Rafael Castro, Nínive Leão e Marina Alves, filme baseado na obra do cordelista ilheense Gilton Thomas.

O terceiro e último curta da noite será Matou o marido e comeu assado, de Leonardo Castro e Taís Borba, que faz uma análise da literatura de cordel e procura demonstrar de que forma essa linguagem se aproxima do audiovisual.

A exibição dos filmes começa às 19 horas, na Casa dos Artistas de Ilhéus, e a entrada é franca. Após a sessão, rola um bate-papo com os convidados Gilton Thomas, Piligra, Érika Passos, Rafael Castro e Nínive Leão.

LEITURAS E RELEITURAS DE JORGE NA FTC

Se estivesse vivo, Jorge Amado faria 100 anos em agosto

Estudantes da FTC participam nesta quinta, 24, a partir das 18h, de manifestações artísticas baseadas na obra do escritor itabunense Jorge Amado. No auditório Gervásio Oliveira, haverá encenações teatrais, varal de poesias, cordel, linguagem corporal/dança, culinária e cultura baiana.

As homenagens pelo centenário de nascimento do escritor vêm sendo preparadas desde o início do semestre, segundo a professora Gilsária Teixeira, por meio das disciplinas Língua Portuguesa, Linguagem e Produção de Texto, Cidadania e Interculturalismo.

As atividades do projeto têm participação de alunos dos cursos de Direito, Sistemas de Informação, Fisioterapia e Nutrição.

O INSPETOR GERAL CHEGA PARA O PÚBLICO ILHEENSE

A peça “O Inspetor Geral – sai o prefeito, entra o vice” será encenada no Teatro Municipal de Ilhéus nos próximos dias 24 e 25, a partir das 21 horas, e dia 26, a partir das 20 horas.

Na cidade, será a estreia do espetáculo do Teatro Popular de Ilhéus, mas fora de casa os “santos” já fizeram “milagre”. O Inspetor estreou em maio do ano passado em São Paulo, com patrocínio do Sesi (Serviço Social da Indústria) e foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro. Neste primeiro semestre de 2012, a peça já tem agenda em Salvador e Curitiba.

Inspirado na obra de Nikolai Gogol, O Inspetor tem elementos de poesia e literatura de cordel, que servem para contar a história de Gilton Munheca, prefeito da fictícia cidade de Ilha Bela. Trata-se de uma sátira política, que dá sequência a outro sucesso do Teatro Popular de Ilhéus, a peça Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito.

UM CORDEL SOBRE O NATAL

UNIVERSO PARALELO

“POETA” AGRIDE A LITERATURA NORDESTINA

Ousarme Citoaian

Várias mídias festejaram que um delegado de Brasília “lançou mão dos seus dotes poéticos cordelistas” (sic) para relatar o inquérito sobre a prisão do receptador de uma moto roubada. É lamentável que os veículos, por ignorância de quem os produz, deem abrigo a coisas desse tipo. O delegado, longe de poetar, agride a poesia: na sua versalhada (mais de 60 linhas) não há um só verso razoável. Piligra e Gustavo Felicíssimo, que cultivam o gênero, não encontrarão aqui nada que se salve. “Já era quase madrugada/Neste querido Riacho Fundo/Cidade muito amada/Que arranca elogios de todo mundo” – é a primeira quadra, anunciando o atentado à métrica. Deus, oh Deus, onde estás que não respondes? Sextilhas piores virão.

TERNO AÇOITE DE CORDAS LEVES E SONORAS

“Logo surge a viatura/Desce um policial fardado/Que sem nenhuma frescura/Traz preso um sujeito folgado”. Fiquemos por aqui, para não propagar artigo tão pífio, nem aumentar o calor da indignação. Sentenças e petições em versos não são novidade. Era 1955, em Campina Grande, quando o advogado Ronaldo Cunha Lima (foto) foi chamado a “soltar” um violão tomado de um grupo de boêmios. O “cliente” é “qualificado” em decassílabos: “Seu viver como o nosso é transitório,/mas seu destino, não, se perpetua./Ele nasceu para cantar na rua/e não pra ser arquivo de cartório”. Conclusão: “Mande soltá-lo pelo amor da noite/que se sente vazia em suas horas,/pra que volte a sentir o terno açoite/de suas cordas leves e sonoras”.

VERSEJANDO, CARLOS MARIGHELA TIROU DEZ

Se os 40 versos do futuro político Cunha Lima são bons, os 14 do juiz Arthur Moura, sobretudo os últimos, atingem a alma: “Recebo a petição escrita em verso/e, despachando-a sem autuação,/verbero o ato vil, rude e perverso,/que prende, no cartório, um violão./Emudecer a prima e o bordão,/nos confins de um arquivo em sombra imerso/é desumana e vil destruição/de tudo que há de belo no universo./Que seja solto, ainda que a desoras,/e volte à rua, em vida transviada,/num esbanjar de lágrimas sonoras./Se grato for, acaso ao que lhe fiz,/noite de lua, plena madrugada,/venha tocar à porta do Juiz”. Carlos Marighela (foto) tirou dez numa prova de Física, em versos(no Colégio da Bahia,1929). O delegado, a meu juízo, zero.

AS AGÊNCIAS DEVERIAM ASSINAR SUAS PEÇAS

Quem tiver a grandeza de perdoar à publicidade alguns excessos, como tirar o acento circunflexo de Banco Econômico (marca já extinta) e colocar acento agudo em pitu, da Aguardente Pitu, terá bons momentos a apreciar. Gosto tanto do tema que sugeri às agências divulgarem seus nomes nas peças que produzem. Seria, pareceu-me, boa forma de separar os bons dos medíocres. Ziraldo disse que divulgar uma obra de arte sem nome do autor (ele falava de música, mas eu incluo aí a propaganda) equivale a passar um cheque sem fundos. Minha ideia mereceu somente o desdém de um publicitário.

ANÚNCIO TRANSFORMADO EM OBRA DE ARTE

Entre clientes e publicitários há divergências. Os primeiros, por natural pragmatismo dos negócios, acham “bom” o anúncio que leva o cliente potencial ao ponto de venda – e, conforme diz o merceeiro da minha rua, “o resto é poesia”. As agências às vezes têm outra visão: ao invés de um simples anúncio para vender sabão, aspiram a obra de arte. É como bater pênalti: há quem dê uma cacetada entre o goleiro e um dos postes (o que é praticamente indefensável, devido à velocidade da bola); outros preferem um toque “artístico”, com risco de levar sua torcida a lagrimejar frustração e raiva.

DO SUTIÃ E DA BRASTEMP NINGUÉM ESQUECE

Grandes momentos da propaganda brasileira estão no imaginário de várias gerações:  Brastemp (“não é nenhuma brastemp, mas…”), Coca-Cola (“não é essa coca-cola toda”), Bayer (“se é Bayer, é bom”), Valisère ( ”o primeiro sutiã ninguém esquece”), A Tarde (“se deu n´A Tarde é verdade”) são clientes que ficaram famosos graças a suas contas publicitárias. Melhoral é um caso à parte: mesmo de baixa qualidade (“é melhor e não faz mal”) seu slogan pegou feito chiclete. Junto à lista um que vi há pouco na tevê, sobre um restaurante que trabalha com pescado: ”Dos mares, o melhor”. Perfeito.

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UMA CANÇÃO ME PERSEGUE HÁ MEIO SÉCULO

Defendo a tese de que nossa sensibilidade tem variações palpáveis, de acordo com o tempo e o espaço. E isto me parece tão óbvio, acaciano, primário e rasteiro que provavelmente alguém já defendeu tal ponto de vista. Estou querendo dizer que uma obra de arte (ou qualquer acontecimento) nos atinge de maneira diferente, a depender da circunstância em que com ela temos contato. Não somos máquinas. Pegamos um livro num dia e não lhe toleramos nem a leitura das primeiras frases; mais tarde, descobrimos que o mal não estava no livro, mas em nós. Não sei com que estado de espírito vi o filme O mágico de Oz para que a canção-título (Somewhere over the rainbow) jamais me saísse da memória.

NÃO HÁ LUGAR MELHOR DO QUE NOSSA CASA

O tempo passou, passou a grande atriz-cantora Judy Garland (1922-1969), chegamos à era da insensatez, quando a tela foi transformada em geradora de sangue e secreções sexuais. Mas a história da menina Dorothy e sua estranha trupe (o leão covarde, o espantalho e o homem de lata) permanece. Dorothy Gale (com seu cãozinho Totó) embarca num ciclone, viaja pela Estrada de Tijolos Amarelos, é assediada por bruxas más do Leste e do Oeste, chega à Cidade das Esmeraldas, entra em contato com o Mágico de Oz – e logo vai descobrir esta verdade universal que muitas vezes nos escapa: “Não existe lugar como a nossa casa”. De passagem: a terra de Oz tem menções literárias que remontam a 1910 (o filme é de 1939).

O FILME É ETERNO PORQUE FALA DE SONHO

Penso que O mágico de Oz é eterno porque fala de um dos mais universais dos nossos sentimentos – o sonho: “Em algum lugar além do arco-íris/os pássaros azuis voam/e os sonhos se tornam realidade”. A música ganhou registro de artistas do nível de Ray Charles, Ella Fitzgerald, Eric Clapton e Sarah Vaughan. Na excepcional trilha sonora de Uma babá perfeita (a que nos referimos recentemente) lá está Over the rainbow, cantada por uma visceral Jevetta Steele, em gravação especialmente para o filme. Há de se notar o sax tenor de Rickey Woodard (foto), com entradas precisas. Sabendo-se coadjuvante, Woodard se mantém nos limites. Mesmo quando tem preciosos 35 segundos para improvisar, evita que seu sax roube a cena.

(O.C.)

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UNIVERSO PARALELO

A IGNORÂNCIA “MADURA” É ESPANTOSA

Ousarme Citoaian
Entre os que costumam se divertir com o lixo recolhido das provas escolares não me incluo. Não creio que “a ignorância da juventude é um espanto”, como dizia o bordão de um humorístico de tevê em tempos passados, pois mais me espanta a ignorância dos maduros, os que tiveram tempo e oportunidade. Entendo que a juventude de hoje (a minha já se foi, ai de mim!) é muitíssimo mais preparada, em vários segmentos do saber, do que foi a minha geração – com as regras e exceções de praxe. Mesmo assim, em qualquer tempo se produzem pérolas, como estas que recebi (não sei se pérolas verdadeiras ou falsas), colhidas no vestibular da PUC-Rio.

GENTES SANEADAS E ÍNDIOS SIFILIZADOS

As respostas formam um paradoxo tão grande que quase toca a sabedoria, como se vê nos exemplos seguintes: 1) “Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que aumenta”; 2) “É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas, de nível municipal, estadual e federal”; 3) “No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se sifilizando; 4) “A História se divide em quatro: Antiga, Média, Moderna e Momentânea, esta, a dos nossos dias”. É mesmo urgente tirar as fendas dos olhos, sanear as gentes e reduzir o número de famigerados. E que os índios foram sifilizados, duvidar quem há-de?

A REPETIÇÃO E SEUS EFEITOS DELETÉRIOS

Corre-se o risco de ter esta coluna classificada como “ranzina”, em matéria de língua portuguesa, mas o ar anda impregnado de erros tão primários que não há “generosidade” capaz de desculpá-los. Temos comentado, com incômoda insistência, os malefícios de uma técnica nascida, dizem alguns filólogos, na indolência das redações das mídias em geral. Certo dia, um publicitário escreveu, ao fim de um anúncio, a expressão “Está esperando o quê?” – e isto foi o suficiente para, desse dia em diante, bombardearem nossos ouvidos com uma epidemia de “Está esperando o quê?”, como se isso fosse indispensável a todo texto publicitário. É técnica da repetição, com seus efeitos deletérios.

TODOS PODEM ERRAR, MENOS A ESCOLA

Parece incrível, mas existe advogado para esse inquietante pastiche – afinal, ninguém pode ser condenado sem ampla defesa. Mas há caso em que a defesa é ociosa, por exemplo, quando o erro de linguagem vem da escola. Só o ser humano erra, pois a outros animais (camundongos, baratas, muriçocas, borboleta, vacas, bois e traficantes) não foi dada a faculdade de decidir entre o certo o errado. Errare humanum est, diz o brocardo latino. E como toda regra comporta exceção, creio que, nesta regra, a exceção é a escola. Escolas não podem errar, porque a função delas é ensinar – o que se confunde com o combate aos erros. Escola que erra se equipara a cachorro que morde o dono.

REPOSITÓRIO SAGRADO DO CONHECIMENTO

Em rápida passagem pela tevê, me surpreendo com o anúncio de uma escola (que tem nome de entidade mitológica grega que renascia das cinzas), a alardear seu “récorde de aprovação”. Ora, qualquer indivíduo que alisou a carteira escolar, ainda que por tempo exíguo, sabe que a palavra é recorde (paroxítona), de sorte que o anúncio da escola não tem o direito de render-se a esse modismo que tanto ofende a prosódia culta. A forma proparoxítona (récorde) não é, em geral, mencionada pelos bons dicionários. Ao que se saiba, é tão somente uma invenção da TV Globo, seguida por pessoas desinformadas e novidadeiras. Escolas (sagrados repositórios do conhecimento) não se podem dar ao luxo de integrar esse grupo .

UM CANTAR PRECOCE, AFINADO E VASTO

Deixo aqui minhas vontades.
Deixo uma reserva surda de dicionário,
Um relicário de enigmas silenciados,
Uma patente do meu novo invento:
Um ovo de amor bem-sucedido.
E algumas orações pra causas sem remédio.
Deixo a aliança sem sentido, de prata, com ferrugem, com asma,
Com disritmia, febre, apatia de fibra, tecelagem de aço morto,
Tédio das promessas passadas, e o meu desgosto de fracasso.
Deixo um litro de leite na porta da geladeira,
Pra ser fervido amanhã.
Um bule preto, um ferro a carvão que meu pai pintou de verde.
Uns versos brancos, outros vermelhos,
Outros com o azul, que é teu.
Outros, ainda, cor de sol: tudo num envelope aéreo (…).

DE GOETHE A MARIA CLARA MACHADO

Dizer que a ilheense Rita Santana (autora de “Abandono”, excerto acima) é precoce seria uma forma de justificar seu vasto currículo, que inclui a publicação dos livros Tramela (contos/2004) e Tratado das veias (poemas/2006). Só uma criadora precoce teria, apenas recém-passada dos 40 anos (nasceu em 1969), percorrido tantos caminhos. Além das letras, sua lista de criações tem ainda trabalhos em televisão (novela Renascer, da Globo, por exemplo), teatro (do infantil de Maria Clara Machado ao clássico adulto de Goethe) e cinema (Tïeta do Agreste, Eu me lembro e outros). Além dos dois livros publicados (na gaveta está, esperando editor, Alforrias – poemas), a poética de Rita Santana está em antologias várias como Mão cheia e a recente Diálogos (Via Litterarum/2009).

HÉLIO QUASE DECOROU GRACILIANO RAMOS

Mais algumas curiosidades sobre escritores: Hélio Pólvora, gosta tanto de Graciliano Ramos que, na juventude, quase decorou os clássicos do escritor alagoano. Chegou até a fumar a mesma marca de cigarros que o autor de São Bernardo – mas, ao que consta, não virou comunista; João Guimarães Rosa atendia a pacientes nos confins rurais de Minas e se sentia culpado cada vez que algum morria (Agnes, filha do escritor, diz que ele não tinha vocação, e até “quase desmaiava ao ver sangue”);  José Lins do Rego quebrou uma regra fundamental da Academia Brasileira de Letras, quando ali tomou posse, em 1955: em vez de elogiar o antecessor, Ataulfo de Paiva, disse que ele não tinha qualidades para ter ocupado a cadeira.

JORGE AMADO, AMANTE DE SÔNIA BRAGA

Nelson Rodrigues, famoso pó-de-arroz, ao ver (sob pressão) o videoteipe que confirmava um pênalti não marcado contra o Fluminense, gritou, apoplético: “Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para ele. O videoteipe é burro!”; Jorge Amado, ao autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse de Sônia Braga. “Por quê?”, perguntavam os repórteres, ao que o escritor respondeu que ele e a atriz eram amantes, deixando todo mundo boquiaberto. O clima ficou mais pesado ainda quando Sônia apareceu, mas ele resolveu tudo, ao levantar-se e, formal, dizer: “Muito prazer, estou encantado”. Era tudo uma piada de Jorge, pois os dois nem se conheciam.

LOBATO ERA BEBEDOR DE BIOTÔNICO

Mário de Andrade deixava o antropólogo Lévi-Strauss com ciúmes, por ser amigo de Dina, a mulher dele. Só depois da morte de Mário, o francês soube que se preocupava em vão, pois Mário era homossexual; Jorge Araujo, ao contrário do que aparenta, é muito disciplinado: no trabalho, não permite interrupções nem por telefone; Clarice Lispector (foto), com insônia, ligava para os amigos em horas mortas e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, algumas vezes, convidada para jantar, foi embora antes de a comida ser servida; Monteiro Lobato adorava Biotônico Fontoura, que bebia como se fosse licor, e tinha mania de fazer consertos (“Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra”, conta Joyce, sua neta).

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A POESIA MARGINAL DO NORDESTE

Tenho a poesia popular (que a mídia trata como cordel ou literatura de cordel – sendo chamado de cordelista quem a pratica) como uma manifestação fundamental da cultura nordestina. Minha implicância com cordel (que, felizmente, não e só minha) é que o termo – significando corda, barbante ou coisa parecida – é estranho ao linguajar brasileiro. Além de carregar um quê de preconceituoso, como se quem se dedica a esse gênero de poesia não fosse, a rigor, poeta. Ou poeta marginal, com seus livros (a mídia chama livretos) pendurados em cordões (seriam os tais cordéis, estranhos à nossa fala), nas feiras e praças públicas.

PARA SOUTO MAIOR, POESIA POPULAR

Ouço (e aprovo) o folclorista, advogado e poeta Mário Souto Maior, para quem essa produção “devia ser chamada de literatura popular ou poesia nordestina, menos literatura de cordel”. O poeta paraibano Manoel d´Almeida Filho, um dos grandes do gênero, em várias ocasiões se mostrou avesso ao verbete cordel, dizendo que literatura popular é o nome mais indicado. De qualquer maneira, cordel pegou, e os poetas em geral aceitam o rótulo de cordelistas – e até os congressos, festivais e afins dessa arte utilizam, impunemente, o termo cordel. A esta altura, minha posição é a de quem tem o pouco saudável hábito de dar murro em ponta de faca.

</span><strong><span style=”color: #ffffff;”> </span></strong></div> <h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3> <div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as
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CANTO EUROPEU ACLIMATADO

Trazemos a presença de dois ases dessa manifestação cultural nordestina, com suas violas: João Paraibano e Sebastião Dias. O primeiro, obviamente, é da Paraíba (nascido João Pereira da Luz, em Princesa Isabel); o segundo é de Ouro Branco, região do Seridó, no Rio Grande do Norte. Os dois falam da poesia e sua relação com Deus – mas dá para perceber que eles não se referem a Florbela Espanca (foto), Camões, Cecília Meireles ou Fernando Pessoa, mas àquele canto europeu que tão bem se aclimatou no sertão nordestino – ou seja: a poesia popular em versos, improvisada ao sabor da hora. Clique e entre no clima do repente. __________________________________________________________________________________ (O.C.)








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