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:: ‘cultura’

O FIM DA TURNÊ DE “TEODORICO” EM ASSENTAMENTOS

Teodorico Majestade encenada no Assentamento Dom Hélder (Foto Karoline Vital).

A turnê de Teodorico Majestade, as últimas horas de um prefeito será encerrada no assentamento rural Bom Gosto, em Ilhéus, na tarde deste domingo, 5. O encerramento ocorre, justamente, por onde tudo começou, como explica o diretor do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), Romualdo Lisboa. “Vimos [no Bom Gosto] que seria possível a circulação por assentamentos”, informou o diretor Romualdo Lisboa.

A turnê passou por 22 assentamentos de Ilhéus, Una, Canavieiras, Santa Luzia e Itacaré, financiado pela Funarte. A proposta da peça é falar sobre corrupção e consciência política, quando a peça mostra a força do povo para cobrar dos políticos eleitos. A experiência de levar a peça aos assentamentos tem sido experiência das mais ricas para o TPI, segundo Lisboa:

– É uma troca de experiências e impressões. Contamos nossa história e também ouvimos os assentados, que muito batalharam para conseguir suas terras e ainda lutam por melhorias diárias.

DANIEL THAME LANÇA “JORGE 100 ANOS AMADO”

O jornalista Daniel Thame tomou gostou pela literatura. Após Vassouras e A mulher do lobisomem, Thame lançará no próximo domingo, 5, Jorge100anosAmado – Tributo a um terno menino grapiúna. Será durante a abertura da Feira Literária Amar Amado, às 18h, no Centro de Convenções de Ilhéus.

O jornalista e escritor diz que o livro é, como expressa o título, uma homenagem a Jorge Amado, lançado exatamente nas comemorações dos 100 anos de nascimento de um dos maiores nomes da literatura brasileira. Jorge100anosAmado traz série de contos que têm como fonte inspiradora a obra do escritor itabunense.

A obra de Thame aborda o universo onde nasceu Jorge Amado, sua gente e, claro, traz uma crônica sobre a (eterna) disputa de Itabuna e Ilhéus pelo escritor.

Thame: nova obra.

O escritor  Aurélio Schommer, que já presidiu a Câmara Baiana do Livro e prefacia a obra, diz que Thame “trilha seus próprios caminhos”. Schommer também destaca a “clareza e concisão nas crônicas e contos” de Thame, que tempera “com lirismo e emoção a pena correta, crítica, do jornalista”.

– Jorge Amado está bem representado no livro, pela qualidade do texto, pela temática, pelas paisagens, pelos personagens. Daniel Thame não é uma sombra do grande escritor. É um novo e emergente talento, incomparável a seu modo, uma grata revelação a um número cada vez maior de encantados leitores.

Jorge100anosAmado, lançado pela Editora Via Literarum, tem o apoio cultural da Amazon Bahia, Liba Logística, Uniube/Polo Itabuna e Viação São Miguel. Thame não revela quais, mas apresentará algumas surpresas no lançamento da sua terceira obra.

LIVRO TRAZ O MELHOR DA MPB EM 100 ANOS

As origens da MPB, os principais compositores e intérpretes de 1890 a 1990, década a década, de Chiquinha Gonzaga a Marisa Monte, de Catulo da Paixão Cearense a Zezé Di Camargo e Luciano. Relançado semana passada, MPB – A História de Um Século (Editora Funarte, R$ 70,00) é um livrão de 528 páginas que serve de referência a quem quer entender os rumos dessa trajetória, e acompanhá-la em fotos.

São 400 imagens de artistas de “importância decisiva”, entre amarelados registros de Patápio Silva, Ernesto Nazareth, Heitor dos Prazeres e Pixinguinha, imagens icônicas das gerações bossa nova (Tom, Vinicius, Menescal, Bôscoli, Carlos Lyra e companhia, Sérgio Mendes e o Brasil-66 posando com Nixon em Washington), da música de protesto, festivais, jovem guarda, até chegar aos anos 90 do pagode e do sertanejo pop.

A publicação culmina na “nova MPB” que também estourou ali: Marisa, Cássia Eller, Chico César, Zélia Duncan, alguns “modismos” passageiros e fenômenos femininos que se perpetuaram (Ivete, Ana Carolina).

Já a novíssima MPB não entrou. “O espírito do livro foi se ater ao século 20, que foi o consolidador e definidor da MPB. O século 21 está começando ainda, não dá para se ter uma apreciação crítico-histórica”, diz Ricardo Cravo Albin, pesquisador aplicado e diretor do Museu da Imagem e do Som entre 1965 e 1971. Seus textos aparecem no livro também em inglês, francês e espanhol. Do Estadão.

A ÚLTIMA CHANCE DE ILHÉUS

Nazal fala da nova (e última) chance de Ilhéus.

José Nazal, fotógrafo, memorialista e autor do livro Minha Ilhéus, fotografias do século XX e um pouco de nossa história, cedeu 300 fotos para o cenógrafo Mário Monteiro, da produção da novela Gabriela em 1975 e da nova versão que começa a ser exibida na próxima segunda-feira na Rede Globo.

A partir do acervo de Nazal, Mário Monteiro pôde passar ao papel a Ilhéus cenográfica (a do Projac) que o telespectador verá/assistirá no remake com Juliana Paes e Humberto Martins.

Para o município, a novela das 23h é oportunidade de ouro. Via Facebook, Nazal opina com a propriedade de quem bem conhece a Terra de Gabriela:

– Acho que essa é a última chance que Ilhéus terá como epicentro de uma novela global. Mais uma dentre as tantas que já foram feitas.

HOJE TEM “CAPITÃES DO MORRO” EM ILHÉUS

Com a promessa de três finais diferentes, a peça Capitães do Morro estreia hoje e fica em cartaz até domingo, 17, no Teatro Municipal de Ilhéus, sempre a partir das 20h.

A peça baseada na obra homônima de Jorge Amado reúne 14 atores em história que tem como personagens principais Binho e o traficante Cabeção.  Binho perde a mãe, assassinada, e vive numa região sob o comando do traficante.

Esta é a trigésima montagem do autor teatral Pawlo Cidade. A entrada custará R$ 20,00 (R$ 10,00). O espetáculo foi selecionado pelas secretarias estaduais de Cultura e da Fazenda com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

SAVEIROS

Saveiros, de Ade Zeus (J. Adeilson), foto vencedora da primeira edição do concurso fotográfico Bahia Pesca & Mar, promovido pela Bahia Pesca. O artista plástico e fotógrafo levou premiação de R$ 3 mil por ter vencido o concurso.

Fernando Gomes e Iano de Andrade ficaram, respectivamente, com o segundo e terceiro lugares com as fotografias “Dos Fortes” e “Véu”. Outros dez trabalhos que participaram do concurso receberam menções honrosas.

As fotos serão expostas na Fenagro e na Feira Internacional de Pesca e Aquicultura (AquapescaBrasil). A seleção foi feita pelo júri composto pelos fotógrafos José Nazal, Célia Maria Lima e Heckel Amancio Júnior.

“EL PAÍS” NARRA O DRAMA DE MENELAW SETE NA ESPANHA

Menelaw Sete: deportado da Espanha, por onde estava de passagem.

Se não servir de consolo, pelo menos o tornará ainda mais conhecido naquele País da península ibérica. O drama do artista plástico Menelaw Sete barrado por 30 horas no aeroporto de Barajas, Madri, de onde foi deportado ao Brasil, está publicado na edição eletrônica do jornal espanhol El País, desta quarta-feira, 23.

Uma reportagem na editoria de Política, escrita pelo correspondente no Rio de Janeiro, relata que Menelaw estava de passagem pela Espanha, onde apenas faria escala para Milão. Sob o título “Conflicto com Brasil: Un artista brasileño retenido en Barajas dibuja su aventura”, o jornal diz que o pintor baiano de fama internacional cumpriria agendas profissionais na Itália e Suíça.

O texto relata também que, além da greve de fome em Salvador e consultas ao cônsul espanhol, o artista baiano lidera campanha de assinaturas por cidadãos brasileiros na mesma situação de uma grande bandeira branca a ser entregue à presidente Dilma Roussef em protesto contra a situação que tantos brasileiros estão sofrendo nos aeroportos espanhóis.

VEJA NO SITE…

Indignada com a falta de apoio dos órgãos municipais à cultura ilheense, a atriz e produtora Paula Barreto testou um pouco o presidente da Fundação Cultural de Ilhéus, Maurício Corso, no final de semana passado. Perguntou-lhe qual a finalidade da fundação. E diz ter ouvido dele a seguinte resposta:

– Veja no site.

Paula não perdeu o rebolado, exigiu resposta ali mesmo do presidente e replicou:

– A Fundação faz jus às repartições públicas. Existe, mas não funciona.

Ela se pôs a narrar que a cada apresentação no Teatro Municipal de Ilhéus a fundação cultural exige 20 convites/ingressos, mesmo sem dar apoio algum.

A resposta de Maurício: – Eu devolvo os convites e fecho o teatro.

Paula diz não ter baixado a cabeça. Lembrou ao presidente da fundação que todas as companhias que se apresentam no teatro pagam pelo espaço e, sendo assim, ele, Maurício Corso, não poderia fechá-lo.

O CALOTE DA FICC

A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) lançou editais para fomento às produções artísticas no município. Seis projetos foram selecionados e cada um deveria receber R$ 5 mil. A seleção ocorreu em julho do ano passado e os repasses deveriam ocorrer em setembro. E sabe o que aconteceu? Calote.

O ator e diretor teatral Jeff Costa diz que todos foram prejudicados. A diretoria da FICC alega que a prefeitura não liberou a grana ainda – R$ 30 mil, no total. E questiona:

– Agora, como é que esta fundação não tem verba para pagar os vencedores do edital, mas tem o suficiente para realizar um espetáculo de teatro (Paixão de Cristo) com 25 artistas contratados? O que eu e muitos outros esperamos da FICC é mais respeito e que pague os valores estipulados no edital.

Pressiona daqui, pressiona dali e a fundação prometeu liberar a grana quase um ano depois, no dia 20 de maio. Mas o risco é grande, pois a fundação ainda depende do repasse por parte da prefeitura.

AZEVEDO DIZ QUE PREFEITURA DESISTIU DE CONSTRUIR CINE JORGE AMADO

Prédio onde funcionaria o Cine Jorge Amado, ideia que deu chabu.

O prefeito Capitão Azevedo jogou a pá de cal no projeto de construção do Cine Teatro Jorge Amado. Numa entrevista ao jornalista Joel Filho, na Rádio Nacional, Azevedo afirmou que o projeto de transformar o antigo Cine Itabuna foi defendido pela presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Sandra Ramalho, mas tornou-se inviável devido a questões judiciais.

– Olha, essa não foi uma proposta da prefeitura e sim da presidente da FICC. Mas quando nós fomos ver, existe uma questão judicial e o valor [do imóvel] ficou muito alto.

O cine teatro seria inaugurado em julho, antecedendo as comemorações do centenário de nascimento do escritor itabunense Jorge Amado. Na entrevista, o prefeito, que recentemente revelou desconhecer a obra do escritor grapiúna, não citou o valor pedido pelo imóvel que também já foi utilizado pela Igreja Universal do Reino de Deus.

O projeto foi anunciado pelo governo em janeiro passado. A ideal era dotar o local de cineteatro com capacidade para 800 pessoas, segundo o diretor de projetos da FICC, Fernando Caldas. O espaço seria utilizado para projeções de filmes e apresentações teatrais. Deu chabu. Infelizmente.

SHOW CELEBRA RETORNO DO FORRÓ DO KAROÁ

Forró do Karoá está de volta e lança novo CD hoje (Foto Divulgação).

Sete anos depois, os músicos da banda das mais retadas do pedaço estão de volta ao circuito. E não é qualquer coisa. É Forró do Karoá. Vidal, Paulinho e Zelitinho deram uma parada por causa de estudos, mas a música na veia e o anunciar de mais um São João que vem vindo trouxeram os cabras de volta. A reestreia será em um show nesta sexta-feira, às 22h, no Espaço Verde da Gávea, no Jaçanã, em Itabuna.

A banda promete a mesma acrescentar “novos elementos à música tradicional”, mas sem deixar morrer a raiz semeada por Luiz Gonzaga. É nesse ritmo que quem gosta do bom som vai poder ouvir novamente o trio e achegados cantarem Vem danças com o Karoá, Te amo de verdade e novas como São João e Mandacaru. É o autêntico forró nordestino de volta.

E o show de hoje terá convidados. A banda AffMaria e o DJ Arthur dão as boas-vindas ao trio. Ingressos para o relançamento do Forró do Karoá ainda podem ser adquiridos no local ou na Central de Ingressos e Bicho Festeiro. Abaixo, confira Mandacaru, do novo CD da banda.

JARDIM DAS FOLHAS SAGRADAS

Primeiro longa-metragem da carreira do cineasta baiano Pola Ribeiro, Jardim das Folhas Sagradas estreia dia 20 de abril, no Cine Santa Clara, em Ilhéus. O filme aborda meio ambiente, preconceito racial e conflitos religiosos.

Veja trailer abaixo:

PORTAL LIBERA LIVROS ACADÊMICOS GRATUITOS NA INTERNET

Um acervo de mais de 200 livros acadêmicos está disponível a leitores, principalmente, estudantes universitários na Internet. As obras podem ser baixadas, gratuitamente, em PDF do portal lançado pela Scientific Eletronic Library OnLine (SciELO Brasil).

A biblioteca disponibilizará livros publicados por editoras das universidades Federal da Bahia (Ufba) e Estadual Paulista (Unesp) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O programa é coordenado pela Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), com o propósito de disponibilizar entre 300 e 500 livros por ano.

“A INTERNET É UM FAROESTE MODERNO”

Criador do Blog de Redação, considerado um dos dez melhores dessa modalidade no Brasil, o professor itabunense Gustavo Atallah Haun acredita que a escola deve compreender e conviver com a nova realidade trazida pela internet. “Aproveitar o que se tem e acrescentar o novo” – é o que ele prega nessa entrevista concedida ao PIMENTA, na qual o professor fala também sobre sua experiência na blogosfera e o que pensa sobre os blogs da região. Um bate-papo bem interessante, que você confere nas linhas abaixo:

 

PIMENTA – De onde surgiu essa ideia de criar um blog sobre redação?

Gustavo Haun – Olha, eu tinha uma sensação, como articulista diletante de jornal escrito, de não ter respaldo, de ter pouco retorno dos leitores. Sentia-me como um pregador no deserto. São mais de duas centenas e meia de textos publicados no Diário de Ilhéus, alguns no Jornal Agora e no Diário Bahia. Um número considerável para um amador. Mas havia esse vazio. Com a experiência de publicar alguns artigos aqui no Pimenta na Muqueca, que sempre me abriu as portas, vi que o resultado era imediato. Então, tive uma sacada com a disciplina que ministro aula: que tal postar tudo o que escrevi, a minha experiência de 11 anos de sala de aula e tal? Daí surgiu, despretensiosamente, o blog.

PIMENTA – Seus alunos acessam o blog? O que eles acham?

GH – Meus queridos alunos são sujeitos privilegiados que nasceram com essa ferramenta, para mim pedagógica, para eles de mero entretenimento. Eles acessam e vão me dando dicas: faça assim, faça assado… Mas a maioria que frequenta o blog é de cursinhos para concurso, pré-vestibulares e pré-Enem, tem uma busca mais objetiva, pois evito textos engraçadinhos, rasteiros, só para fisgar alunos. A minha meta é o bom conteúdo, prezo por isso. Evito que se torne um consultório gramatical ou redacional, algo assim.

PIMENTA – Legal quando você chama seu blog de “pedacinho de chão virtual”. Como você se sente nesse terreno relativamente novo e ao mesmo tempo já tão complexo e abrangente, que é a internet?

GH – Um peixe fora da água tentando se aprumar. É um mar de informações, ondas de opiniões, de doideras de todos os lados, respaldados ou não. Não sei como as gerações futuras farão para filtrar tudo isso… Liberdade demais, talvez, pode levar ao caos, não sei. A internet é um faroeste moderno, terra de ninguém, e de todos ao mesmo tempo. Mas depois da sacada inicial e de assistir ao belíssimo filme Escritores da Liberdade (2007) vi que era possível fazer o link com o que pretendia.

 

A sala de aula pode ser uma coisa muito, muito chata, insuportável até, quando a relação lá existente é baseada em interesse de nota ou em pura obrigação.

 

 

PIMENTA – Em um artigo postado no seu blog, você afirma que a escola perdeu a antiga condição de templo sagrado e único do saber. Já que as evidências indicam que esse é um processo irreversível, o que a escola precisa fazer para conviver com a nova realidade?

GH – Se adaptar aos tempos modernos, meu caro. O homem é moldável, a educação tem que entrar nesse balaio de gato, afinal, ela é o resultado de homens e de práticas. Frases como a de Rosely Sayão, tão famosas no meio educativo, como “Não há Educação sem repressão”, felizmente ou infelizmente, estão absolutamente fora de moda. A parada do momento agora é incluir, é aproveitar o que se tem e acrescentar o novo. A internet pode, e deve, ser usada com esse fim, tendo o cuidado com o caos que falei acima, não cair em um liquidificador cultural louco e sem nexo.

PIMENTA – Quais são as dores e as delícias de ser professor?

GH – Poxa, já escrevi vários textos sobre isso… A sala de aula pode ser uma coisa muito, muito chata, insuportável até, quando a relação lá existente é baseada em interesse de nota ou em pura obrigação. Então, pode ter sentido Paulo Mendes Campos afirmar que “aprender é uma mutilação”. Porém, há os gozos, há os momentos em que tudo vale a pena e que penso que escolhi o caminho certo. Por exemplo, recentemente postei um texto nota dez de uma aluna do segundo ano do Ensino Médio. Nessas horas, bate um orgulho de ser professor, apesar de que a pessoa que escreve é quem tem o mérito total do que escreveu. Eu só oriento, mostro caminhos, possibilidades. O escrevente é quem resolve, com o seu mundo, com suas leituras prévias, com a sua linguagem. Desculpem o lugar comum, mas a expressão que poderia sintetizar tudo isso que estou falando é “padecer no paraíso”.

PIMENTA – Falando de blog, o que você acha da blogosfera regional? Você acha que os blogs da terrinha cumprem um papel importante? O que lhes falta?

GH – Eu sou frequentador assíduo dos blogs grapiúnas, alguns inclusive estão linkados no meu. Gosto de muitos, mas sinto falta de blogs culturais na nossa região: os nossos artistas ainda não descobriram esse portal interessante e essa força incrível que é a internet. Alguns blogs jornalísticos – que não acesso – exploram a desgraça alheia; outros viraram palanque de figurinhas políticas carimbadas. Sei que a imparcialidade da imprensa é uma utopia, mas acho que deve ser perseguida, em nome da ética, da boa informação. Penso que os blogs, muitos discípulos do nosso Pimenta, cumprem, hoje, quem sabe, o papel que o jornalismo escrito não vem cumprindo em nossa cidade e região.

TUDO PRONTO PARA O ESPETÁCULO DA PAIXÃO DE CRISTO EM ITABUNA

Osvaldo Mil fará o papel de Jesus (foto Divulgação)

Está tudo pronto para a encenação do “Auto da Paixão de Cristo”, às 19 horas da Sexta-Feira Santa, na Praça Otávio Mangabeira, centro de Itabuna. O espetáculo teatral é promovido pela Prefeitura e Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), com o apoio da Diocese de Itabuna.

Hoje e amanhã, o elenco de 30 atores e atrizes faz os últimos ensaios, a partir das 22 horas, nas locações da praça. Sob a direção de José Carlos Ngão e Marquinhos Nô, a encenação terá como destaque o ator Osvaldo Mil no papel de Jesus, além de outros 30 atores e mais de 170 figurantes do Grupo de Teatro da Igreja Santa Maria Goretti, do bairro Mangabinha.

O “Auto da Paixão de Cristo” revive a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus. O diretor de Projetos da FICC, Fernando Caldas, afirma que no elenco há renomados atores e atrizes locais, cenários itinerantes, trilha sonora, iluminação cênica, figurino, cenografia e produção de muita qualidade.

“MÚSICA AMADA”: HOMENAGEM A JORGE TERÁ R$ 387 MIL

Projeto que prevê a realização de quatro shows ou encontros musicais em Ilhéus para homenagear o centenário de nascimento do escritor Jorge Amado foi aprovado pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O promotor do evento, Edson Ramos de Oliveira Junior, foi autorizado a captar financiamento de até R$ 387.020,00, sob a forma de patrocínios ou doações, de acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União.

“Música Amada”, a partir de sugestões estéticas presentes na obra do escritor grapiúna, pretende reafirmar os diálogos existentes entre sua literatura e a música baiana contemporânea. O projeto terá apresentações de artistas baianos consagrados e grupos da nova geração da música produzida no Estado.

ILHÉUS: A CAPITAL DO CINEMA BAIANO

Cristiane Santana ao lado do produtor executivo do Feciba, Edson Bastos

Formação de público e mão de obra para o audiovisual, e a difusão do cinema produzido na Bahia. São essas as ideias que o Núcleo de Produções Artísticas e a Panorâmica Produções  teve antes de promover o Festival de Cinema Baiano (Feciba). A ideia se concretizou em 2011 e o evento, que acontece pela segunda vez em Ilhéus, já tem sua importância no calendário cultural do Estado.

Na segunda versão do festival foram submetidos 35 curtas-metragens à curadoria da Mostra Competitiva: 24 inscrições vieram de Salvador, 3 de Itabuna e 2 de Ilhéus. Feira de Santana, Vitória da Conquista, São Félix, Palmeira, Gandu e Itajuípe também participam, com uma inscrição cada. As exibições, além de várias oficinas, acontecerão no Teatro Municipal e na Fundação Cultural de Ilhéus.

A seguir, entrevista com a coordenadora geral de Produção do Feciba, Cristiane Santana:

PIMENTA – Como nasceu a ideia do Festival de Cinema Baiano em Ilhéus?
Cristiane Santana – No ano de 2009, movidos pela necessidade de promover ações de formação de público e mão de obra para o audiovisual, além de criar um espaço de difusão da cinematografia produzida no Estado da Bahia, o Núcleo de Produções Artísticas e a Panorâmica Produções pensaram em promover um evento com essas características. Foi então que elaboramos a proposta do Festival de Cinema Baiano e desde o ano de 2011 colocamos a ideia em prática, tornando o FECIBA um evento importante no calendário cultural da Bahia.

PIMENTA – Quais as características do festival?
Edson Bastos – O Festival de Cinema Baiano sempre buscou facilitar o acesso às produções audiovisuais baianas, que até então eram pouco vistas e conhecidas. Buscamos mostrar produções que fazem parte da história, além de apresentar o que há de mais atual na nossa cinematografia, abrindo espaço para a produção de curta-metragem, formato essencial para o desenvolvimento da linguagem e experimentação. Valorizamos todos os vídeos inscritos, dando a possibilidade de serem exibidos, premiando em dinheiro o que mais agradar ao público, além de reconhecer o talento dos profissionais envolvidos nas produções.

PIMENTA Qual a peculiaridade de Ilhéus para sediar o evento?
Cristiane Santana – Escolhemos Ilhéus para realizar o evento, pois encontramos na cidade o ambiente ideal. Ainda não havia na região nenhuma mostra ou festival de cinema e vídeo, tampouco cinemas que exibissem filmes que não estavam no circuito comercial. Ilhéus possui uma cultura peculiar e muito representativa na Bahia, cidade-mãe de grandes artistas e talentos que são destaque no mundo inteiro, a exemplo do nosso homenageado Jorge Amado. Por isso, a cidade merecia um evento que celebrasse a Bahia.

 

O público quer se ver, quer se reconhecer e reconhecer a sua cultura sendo representada nas imagens dos filmes.

 

 

PIMENTA – Onde serão as sessões e oficinas e como será o acesso do público?
Cristiane Santana- O Feciba acontecerá no Teatro Municipal de Ilhéus e na Fundação Cultural de Ilhéus, parceiros fundamentais do projeto. As exibições da Mostra Competitiva de curta-metragem, Mostra Homenagem, Mostra Atualidades, Mostra Retrospectiva e Mostra Sexualidades acontecerão no Teatro Municipal de Ilhéus, com sessões às 14h, 16h, 18h30 e 20h30min.

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A ARTE ILHEENSE NO FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA

Os espetáculos Teodorico Majestade e o Inspetor Geral, do Teatro Popular de Ilhéus, vão participar do Festival de Teatro de Curitiba, Paraná. O evento acontece de 2 a 5 de abril.

O projeto foi aprovado pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, que irá liberar verba de R$ 18 mil, do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, para participação do TPI no festival paraneaense

A aprovação está na Portaria nº 17, de 27 de março, publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União.

PAVILHÃO DE FEIRAS EM ILHÉUS CONTINUA NA PROMESSA

Centro de Convenções de Ilhéus, que não consegue sequer as obras emergenciais já autorizadas, espera pela construção de um pavilhão de feiras há mais de dez anos

Arquivado há mais de dez anos, o projeto do pavilhão de feiras do Centro de Convenções de Ilhéus voltou a ser assunto nesta sexta, 16, num encontro entre o empresário ilheense Hans Schaeppi e o secretário estadual do Turismo, Domingos Leonelli, em Salvador.

Na conversa, o titular da Setur ficou de consultar a Sucab (Superintendência de Construções Administrativas da Bahia) e analisar formas de viabilizar o projeto. Mas, pelo que se conhece da burocracia estadual, é bom os ilheenses esperarem sentados…

O Centro de Convenções de Ilhéus aguarda até hoje a execução de reparos considerados emergenciais. Os recursos estão autorizados há seis meses, mas ainda não se converteram nas obras tão urgentes. E olha que aí o negócio já passou da fase da tal análise de viabilidade, muitas vezes confundida com o velho e enervante “embromation”.








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