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:: ‘cultura’

O CENTENÁRIO DE JORGE

Site traz a programação do centenário de Jorge

As comemorações pelo centenário do escritor Jorge Amado vão acontecer no Brasil e outros países. Em Ilhéus, cenário de muitas das histórias de Jorge, haverá festa com atrações de peso nacional e a reinauguração do Quarteirão que leva o nome do autor, totalmente remodelado para funcionar como espaço cultural e shopping a céu aberto.

A Fundação Cultural de Ilhéus criou um site onde todos podem conferir os eventos que integram a programação. O endereço é www.centenariojorgeamado.com.br

CULTURA DA INADIMPLÊNCIA

Esta já é a terceira semana de paralisação do funcionamento da Biblioteca Pública de Ilhéus porque a Prefeitura deixou de fornecer o vale-transporte aos cinco servidores que atuam naquele local.

A propósito, o aluguel do imóvel que abriga a biblioteca também não é pago desde julho do ano passado e o dono da casa já ameaçou providenciar uma ordem de despejo.

DÁ GOSTO DE VER

A turma boa do Teatro Popular de Ilhéus não cansa de encher de orgulho o ilheense que entende o valor da cultura.

Somente neste janeiro, o TPI responde sozinho por três excelentes notícias: foi indicado para o principal prêmio do teatro brasileiro, o Shell; tem espetáculo selecionado para o Festival de Teatro de Curitiba e será um dos temas de uma série de documentários da Sesc TV.

Em 2011, o Teatro Popular brilhou em palcos cariocas e paulistas, obtendo destaque junto ao público e à crítica especializada. E continua com a agenda cheia de compromissos no sudeste este ano, com o espetáculo “O Inspetor Geral”.

GUERRA NA CULTURA ITABUNENSE

Aldo x Antônio Júnior: enredo que dá filme (Montagem Pimenta).

O coordenador do Centro de Cultura Adonias Filhos (CCAF), Aldo Bastos, disse que ingressará na justiça com ação por danos morais contra o jornalista e escritor Antonio Júnior, seu ex-auxiliar na gestão do CCAF.

Júnior acusa Aldo de promover Caixa 2 e até desviar dinheiro do centro de cultura para a campanha eleitoral da petista Juçara Feitosa em 2008. Diz o jornalista que Aldo criou Caixa 2 para bancar santinhos da então candidata e cafés da manhã da petista com os artistas locais.

O jornalista também acusa o coordenador do CCAF de fazer desaparecer R$ 4.800,00 em novembro do ano passado.

– Estou entrando com uma ação com queixa- crime contra ele. Ele terá de provar, responder por tudo isso. Ele terá de provar tudo e terá de me ressarcir por danos morais – retrucou Aldo Bastos.

O ator e diretor teatral recorre a adjetivos fortes para descrever o ex-auxiliar e o acusa de ter feito de tudo para lhe tomar o cargo na época em que estava no centro cultural administrado pelo governo baiano. “Ele queria ser o titular [o coordenador]. Pensava que ele era um cara íntegro, mas começou a aprontar”.

Ainda segundo Aldo Bastos, seu desafeto caiu porque “fez coisas terríveis [no Centro de Cultura]”.

– Eu tenho como provar tudo. Tenho provas contundentes contra ele – afirmou Aldo Bastos ao Pimenta em resposta a uma nota aqui publicada e ao que foi postado no blog pessoal do escritor e jornalista.

Aldo Bastos ainda afirma que Júnior foi expulso da Espanha devido a plágios e aponta algumas pessoas como testemunhas de quem é o escrito:

– Pergunte a Osmundinho Teixeira, pergunte a Ruy Póvoas, pergunte a Marcel Leal, pergunte ao pessoal da Espanha, de onde ele foi expulso, quem é Antônio Júnior. Mas eu não vou me rebaixar ao nível dele. Irei processá-lo.

SUBIU NO TELHADO, MAS…

Denúncias no Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF) colocam em situação delicada seu diretor, Aldo Bastos. O ator e diretor teatral é acusado até mesmo da prática de caixa dois à frente do espaço cultural administrado pelo governo baiano.

Não bastassem as denúncias, quem precisa se apresentar naquele espaço ou até mesmo pretende fazer lançamentos de obra ali sofre quando não reza na cartilha do grupo político do deputado federal Geraldo Simões (PT). Pautas já definidas são remanejadas ou canceladas sem nenhuma explicação, conforme as vítimas.

Que é que é isso, companheiro?

ENCANTARTE NA LAVAGEM DO BECO

Egnaldo França, do Encantarte

O bloco afro Encantarte fará parte da tradicional Lavagem do Beco do Fuxico, no próximo dia 4 de fevereiro, em Itabuna. Na festa, o Encantarte terá como tema a “Saga de Guerreiros”, com performances de dança afro contemporânea e a ala da percurssão, formada por jovens do bairro Maria Pinheiro.

Quem desejar adquirir camisas para desfilar no bloco deve efetuar depósito de R$ 20,00 até o dia 13 de janeiro e entrar em contato com o diretor Egnaldo França (número 8807-0038). A conta é a de número 24.468-4, agência 3445-2, no Banco do Brasil.

O Projeto Encantarte existe desde o ano 2000 e promove um trabalho de valorização da auto-estima de crianças e adolescentes do bairro Maria Pinheiro, com atividades artístico-culturais e educacionais e divulgação da cultura afrobrasileira.

PUXADA DO MASTRO DE SÃO SEBASTIÃO

Puxada do mastro mobiliza nativos e turistas em Olivença (foto Mary Melgaço)

A estância hidromineral de Olivença, um dos locais mais procurados por turistas que visitam a cidade, estará entregue às tradições indígenas neste início de janeiro. A partir do dia 5, começam os preparativos para a Puxada do Mastro de São Sebastião, evento que terá seu ponto culminante no dia 8.

A puxada envolve rituais indígenas, apresentações de capoeira, cortejo das camponesas e participação do Bloco dos Mascarados. No dia 8, a festa começa às 5h30min da manhã, com a bênção dos puxadores em frente à Igreja de Nossa Senhora da Escada. Logo em seguida, os machadeiros e puxadores entram na Mata do Ipanema.

A puxada do mastro começa às 15 horas, na praia de Olivença, terminando na praça da matriz, às 18 horas. Nesse meio tempo, muita festa e manifestações culturais pelas ruas da estância hidromineral.

PROGRAMAÇÃO DA CASA DOS ARTISTAS

A banda Improviso Nordestino serã uma das atrações de janeiro

A Casa dos Artistas de Ilhéus terá intensa programação neste mês de janeiro. A agenda inclui música, teatro, poesia e cinema, com apresentações às terças, quartas, sextas e sábados.

A programação das terças-feiras será no Cineclube Équio Reis, com entrada franca e exibição de filmes sempre a partir das 19 horas. Já estão selecionados “Nossa hospitalidade” (10/01), Sherlock Jr. (17/01), O General (24/01) e Capitão Bill Jr. (31/01).

Outro destaque da agenda serão as “Quartas de Assalto”, onde músicos da cena alternativa de Ilhéus farão apresentações, acompanhados de poetas. A proposta é “tomar de assalto” (de surpresa) o calçadão Jorge Amado, portanto os horários logicamente não são informados.

O teatro será a pedida das sextas-feiras. Em janeiro, estarão em cartaz A Noite dos Clowns (9, 16, 23 e 30/01), Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito (13/01), Homens ajudam homens? (20/01) e Auto Falante (26/01). Ingressos a R$ 10,00.

Já os fins de semana da Casa dos Artistas terão o Sábado Sim, projeto que garante espaço à boa música. Na agenda de janeiro, estão as bandas Tríduo e Improviso Nordestino (07/01), Infected Minds e Dr. Imbira (14/01), Mortífera e Inside Hatred (21/01) e Jah Bless e Quizila (28/01). Os shows acontecerão sempre às 20 horas, com ingresso a R$ 10,00.

NOVOS LIVROS DA MONDRONGO

Após o lançamento de uma coletânea de poemas inéditos de Sosígenes Costa, a editora Mondrongo – da Casa dos Artistas de Ilhéus – prepara uma intensa relação de novidades para 2012. A previsão é de apresentar doze obras em 2012, quatro delas já no primeiro mês do ano.

No dia 12, às 19 horas, na Casa dos Artistas, e no dia 13, mesmo horário, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, será lançada a Série Diálogos, conjunto de trabalhos de novos poetas grapiúnas. Fazem parte da série os livros “Inúmera”, de Daniela Galdino; “Quintais do Tempo”, de André Rosa; “À espera do verão”, de Geraldo Lavigne de Lemos; e “Outros Silêncios”, de Gustavo Felicíssimo.

Mais informações sobre a Mondrongo, no site da editora: www.mondrongo.com.br.

CLÁUDIA BARTHEL NO NEPAL

Ela estreou na TV Cabrália, na década de 90, passou pela Santa Cruz e há mais de dez anos é uma das estrelas do telejornalismo da Rede TV.

Cláudia Barthel, essa catarinense que se descobriu jornalista em Itabuna, comanda uma das atrações da programação de fim de ano da emissora carioca. Neste sábado, 24, a partir das 21h45, vai ao ar uma reportagem especial feita por Cláudia no Nepal.

Na altitude do Himalaia, a jornalista desvenda mistérios de culturas milenares, onde se destacam os povos budistas e hindus. Vivem no Nepal 12 etnias, que compreendem uma população de 29 milhões de habitantes.

Vale a pena conferir e matar a saudade do talento de Cláudia Barthel.

EX-COLUNISTA DIZ QUE CRIOU “UM MONSTRO”

“Criei um monstro, uma coluna que nunca quis ser farol e que leitores passaram a enxergar como aula de língua portuguesa”, diz o jornalista Antônio Lopes, após assinar, durante exatos dois anos, a coluna Universo Paralelo, aqui no PIMENTA.

Ao agradecer pela “saudável enxurrada de elogios” que recebeu depois de uma entrevista a este blog, nosso ex-colunista afirma que essa aprovação (36 comentários), “por ínvios caminhos”, avaliza a descontinuação da coluna.

Sobre o professor Odilon Pinto, citado na entrevista, ele, modestamente, pede “a clemência da não comparação”, pois “o cabedal teórico do mestre Odilon nos separa em muitos anos-luz”.  Para ver a entrevista e o inteiro teor do comentário, clique aqui.

HOJE NÃO TEM UNIVERSO PARALELO

O PIMENTA publicou no dia 11 de dezembro a última edição da coluna Universo Paralelo, que este site levou ao ar, semanalmente e sem interrupções, ao longo de dois anos. A coluna era assinada por um misterioso Ousarme Citoaian, pseudônimo – ou heterônimo – do jornalista e escritor Antônio Lopes. Hoje, em vez da coluna, apresentamos aos leitores a verdadeira identidade do colunista que dava um molho cultural ao PIMENTA todos os domingos.

Nesse bate-papo, Lopes conta como surgiu o UP e porque ele decidiu encerrar as atividades na coluna. Fala também sobre sua trajetória, que começou no interior de Pernambuco, passou por Buerarema, Ilhéus, Rio de Janeiro e Itabuna. Sobre si mesmo, Ousarme Citoaian – ou melhor Antônio Lopes – afirma o seguinte: “sou um cangaceiro domesticado”.

Confira:

PIMENTA – Como surgiu o Universo Paralelo?
LOPES – O PIMENTA havia me pedido para fazer uma coluna sobre cultura e não tinha um formato definido para ela. A partir daí eu pensei em fazer uma coisa que ficasse um pouco destoante da imprensa de todos os dias. O fato é que a coluna foi se formatando com o tempo. Se a gente pegar a primeira e a última, vai perceber que são bem diferentes.

PIMENTA – A coluna sempre mesclou informações sobre música, história, literatura e aquilo que Odilon Pinto chama de “usos do português”. Como você chegou a essa fórmula?
LOPES – Odilon Pinto às vezes usa uma expressão mais cortante, que é pronto-socorro da língua portuguesa. Eu nunca quis ser isso, mas é uma tendência que a gente tem de achar que o jornalismo é um guardião da boa linguagem, embora não possa negar que a mídia às vezes não é muito correta com relação a isso. Não há muita novidade nisso, mas eu sempre quis produzir uma espécie de crítica, porém sempre me resguardei porque isso levaria a um confronto com colegas e eu não gosto disso. De qualquer modo, penso que encontramos um meio de dizer essas coisas.

PIMENTA – Já que falamos em Odilon, qual é sua opinião sobre os linguistas de modo geral?
LOPES – Há linguistas e linguistas. O que me desagrada é que tenho uma formação clássica, apesar de parecer meio presunçoso dizer isso. O que eu quero dizer é que sou de um tempo em que mulher bonita, mulher sensual, a gente chamava de mulher bonita, mulher sensual. Não chamava de gata, de pitéu, galeto nem filé. A boa linguagem precisa prevalecer e o que às vezes me preocupa é a existência de uma corrente que vê as coisas assim: “se você entendeu, está certo”. Se a gente vai à escola, o professor quebrou a cabeça para ensinar como devem ser as coisas, a gente tem uma responsabilidade com isso. Não é na base do “tudo está certo”. Tudo está certo para o homem que lastimavelmente não foi à escola, mas o jornalista foi e tem obrigação de zelar pela linguagem chamada culta.

 

É melhor parar com a coluna num momento em que imagino que ela deu o recado.

 

 

PIMENTA – Sem medo de parecer cabotino, eu gostaria que você falasse sobre a contribuição que a coluna deu à imprensa regional.
LOPES – Na verdade, a coluna me surpreendeu porque eu não imaginava que as pessoas estivessem muito interessadas em saber, por exemplo, sobre uma modinha de Villa Lobos. E de repente você posta isso e surgem comentários. Ou que alguém esteja preocupado com essas filigranas sobre a melhor forma de dizer as coisas. Os muitos comentários que a coluna gerou provam que ela acordou pessoas que eu imaginava não estarem afinadas com essa moderna linguagem dos blogs. Elas me deram uma responsabilidade muito grande, na medida em que passaram a participar e a cobrar. Essa participação já foi um grande prêmio que a coluna teve.

PIMENTA – O fato de estar publicado na internet foi essencial para a repercussão que o Universo Paralelo conquistou? Aproveitando, nós gostaríamos que você desse sua opinião sobre esse fenômeno dos blogs, avaliando o papel que eles exercem.
LOPES – Eu não sou exatamente um entusiasta das chamadas novas tecnologias, mas isso não me impede de reconhecer que a coluna não daria tão certo se fosse impressa. Essa resposta rápida só a internet permite. Foi surpreendente a aceitação e concordo que a mídia escolhida, particularmente o blog Pimenta na Muqueca, pela audiência e prestígio que tem, foi o melhor lugar onde a coluna poderia ter sido abrigada.

PIMENTA – E por que parou?
LOPES – Parei porque tenho a convicção de que as coisas não são eternas. Dois anos são o bastante e aqui tem um pouco da “síndrome” de Pelé. É melhor parar com a coluna num momento em que imagino que ela deu o recado, do que esperar chegar o ponto em que as pessoas não queiram mais. Se ela deixar alguma saudade, e tomara que deixe, eu terei cumprido meu objetivo. Tive sempre um tratamento muito cortês no blog, mas acho que é tempo de parar. Na vida a gente faz estágios e esse foi um estágio. Se você me perguntar qual é o próximo, não sei lhe dizer.

PIMENTA – Você nasceu em Pernambuco, viveu em Buerarema, estudou em Ilhéus, trabalhou no jornal Última Hora no período da ditadura militar, escreveu livros…
LOPES – Eu nasci no município de Triunfo, em Pernambuco, numa família de pequenos agricultores, aquela gente que planta, colhe e se sobrar vende. Meus antepassados continuam lá, num lugar chamado Lagoinha, em Pajeú de Flores, terra de xique-xique, bode, Lampião, de cangaceiro. Eu mesmo costumo me classificar como um cangaceiro domesticado. Mas apenas nasci lá. Meus pais morreram muito cedo, então foi meu irmão quem me criou em Buerarema.

PIMENTA – Buerarema é sua maior referência…
LOPES – A minha “mitologia” mesmo é a de Buerarema. Foi sobre este lugar que eu publiquei três livros (“Buerarema falando para o mundo”, “Luz sobre a memória” e “História de Facão e Chuva”), sobre gente que mora lá, alguns até hoje. Na verdade, “ Buerarema falando para o mundo”, apesar do título, não é só Buerarema. Os livros sobre Buerarema são Luz sobre a memória e História de Facão e Chuva. Tive a sorte de ter um deles editado pela Uesc, além de outro livro, “Solo de Trombone”, sobre o satírico Alberto Hoisel. Em Ilhéus, estudei no IME (Instituto Municipal e Educação Eusínio Lavigne), conheci Milton Santos, José Cândido de Carvalho, Leopoldo Campos Monteiro, Washington Landulfo, Horizontina Conceição, Pedro Lima, enfim, os nomes que as velhas gerações de Ilhéus têm como grandes professores. Eu os conheci todos e foi um período muito bom. Depois disso, eu me meti nessa coisa de jornalismo, fiz estágio no jornal Última Hora, em São Paulo, voltei para o sul da Bahia nos anos 60, justamente no período do golpe militar, que me obrigou a retornar um pouco antes do planejado. Foi a época em que surgiu o jornal Tribuna do Cacau, com Telmo Padilha, Milton Rosário, Artur Brandão. E fui ficando. Casei, tive duas filhas, cinco netos, e vai por aí a vida.

OFICINAS DO SESI

O Sesi de Ilhéus está oferecendo uma série de oficinas culturais para dependentes de trabalhadores de indústrias da região. O público-alvo são crianças e adolescentes de 8 a 16 anos, que podem frequentar gratuitamente aulas de teatro, pintura, desenho, dança e iniciação musical. Entre os instrutores, estão o maestro Antônio Melo, a professora da dança Soanne Marry e o artista plástico Carlos Macalé.

As oficinas, que coincidem com o período das férias escolares, são realizadas no turno matutino, às segundas, quartas e sextas, no próprio Sesi. A duração dos cursos é de três meses.

 

LUIZ RESPEITA GONZAGÃO

Argôlo em junho deste ano, no lançamento do Trem do Baião, outra homenagem a Luiz Gonzaga

Fã incondicional do mestre Luiz Gonzaga, rei do baião, de quem era afilhado, o deputado federal Luiz Argôlo (PP) vem lutando para que o velho Lua seja lembrado com a criação de um selo em sua homenagem e de uma série especial da moeda de R$ 1,00 com a figura do forrozeiro estampada. Os pedidos já foram encaminhados, respectivamente, à Empresa Brasileira dos Correios e ao Banco Central.

Se estivesse vivo, Gonzagão completaria 100 anos em 2012 e a data é alvo de uma série de homenagens que começaram oficialmente nesta segunda-feira, 12, na cidade de Exu, sertão de Pernambuco, terra natal do padrinho de Argôlo.

Presente ao evento pernambucano, o deputado afirmou que Gonzagão foi mais que um gênio musical. “(Ele) foi o responsável pelo reconhecimento social do lado pungente da cultura do Nordeste”.

MEMÓRIAS DO RIO CACHOEIRA

Cena do documentário sobre o Cachoeira (foto Victor Aziz)

O resultado de dois anos de pesquisas sobre a história do rio que tem tudo a ver com o próprio surgimento da civilização grapiúna será apresentado no próximo dia 22, às 19h30min, em um evento no Centro de Cultura Adonias Filho. É o projeto “Memórias do Rio Cachoeira”, uma iniciativa do Núcleo de Produções Artísticas (Nuproart), juntamente com a Panorâmica Produções e a banda Manzuá.

A história do rio é contada por pescadores, lavadeiras, areeiros, entre outras pessoas cuja sobrevivência sempre dependeu do Cachoeira. O trabalho que será apresentado no próximo dia 22 é um CD com 12 músicas compostas a partir de poemas de autores itabunenses como Cyro de Mattos, Valdelice Pinheiro, Daniela Galdino e Ruy Póvoas, e um documentário de 60 minutos.

A iniciativa foi vencedora do edital de Apoio à Produção de Conteúdo em Música no Estado da Bahia, da Secretaria Estadual da Cultura, Fundo de Cultura da Bahia  e Fundação Cultural do Estado.

Abaixo, clipe da música “Correnteza” (letra de Ruy Póvoas), interpretada pela Manzuá:

GAL EM ILHÉUS NESTE SÁBADO

Gal Costa, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, estará em Ilhéus neste sábado, 3, para um show histórico. Trinta anos depois de sua última apresentação na Terra da Gabriela, personagem que ela também imortalizou na voz, a baiana, tropicalista, doce bárbara, volta para uma apresentação que mescla canções inéditas com os maiores sucessos de uma carreira fantástica.

O show será no Centro de Convenções, a partir das 21 horas, e os ingressos ainda podem ser adquiridos na Encantur, Stand do Karioca, Bicho Festeiro e agência de propaganda M21. Os fãs podem também solicitar o ingresso pela internet, acessando www.facebook.com/mvueventos.

Abaixo, a voz suave e marcante de Gal Costa, interpretando a belíssima”Luz do Sol”, de Caetano Veloso

2011: ANO DE OURO PARA O TEATRO POPULAR DE ILHÉUS

Cena de "O Inspetor Geral...", sucesso do Teatro Popular

Fazendo uso de uma expressão popular, dá para dizer que o Teatro Popular de Ilhéus “bombou” em 2011. A sátira, mesclada com crítica social e política, tudo isso apresentado em forma de literatura de cordel, conquistou público e crítica com “Teodorico Majestade, as Últimas Horas de um Prefeito” e sua sequência, “O Inspetor Geral: sai o prefeito, entra o vice”.

Em maio, Teodorico participou da V Mostra Latinoamericana de Teatro de Grupo, em São Paulo, e recebeu críticas positivas de Sebastião Milaré e do colombiano José Assad. Milaré incluiu o TPI na série de documentários “Teatro & Circunstância Nacional”, da Sesc TV. A gravação será no próximo dia 28.

“O Inspetor…”, também um grande sucesso, continua brilhando nos palcos de São Paulo desde o primeiro semestre, com terceira temporada em Sampa agendada para fevereiro do ano que vem, no Teatro Ruth Cardoso. Antes disso, acontece a estreia na Bahia: dia 5 de dezembro, às 19h30min, no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, dentro do projeto Verão Cênico, da Fundação Cultural do Estado.

Em 2012, “Teorico Majestade” será encenada em 22 assentamentos de reforma agrária no sul da Bahia. A proposta do TPI, premiada pela Funarte, é levar teatro de qualidade para famílias de pequenos agricultores.

Viva o Teatro Popular de Ilhéus!

 

“OS SALTIMBANCOS” NA UESC

Elenco da peça tem 18 integrantes do coral Meninas Encantos (foto Laíse Galvão)

Numa comemoração antecipada ao Dia da Criança, o Núcleo de Artes da Uesc  apresenta nesta sexta-feira, 7, o espetáculo teatral “Os Saltimbancos”. A peça será exibida a partir das 17 horas, no Centro de Arte e Cultura da Universidade, e a entrada é apenas um quilo de alimento. Há possibilidade de troca antecipada dos donativos por ingressos, devendo o interessado procurar diretamente o Núcleo de Artes.

A peça “Os Saltimbancos” é inspirada no conto “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm. Ela conta de forma bem-humorada a história de quatro animais que se desencantam com o tratamento recebido de seus donos e fogem para a cidade em busca de vida melhor.

O elenco do espetáculo é formado por 18 integrantes do Coral Meninas Encantos e a direção é da professora Solange Skromov.

ACORDES EM CORES

A bela voz de Brena Gonçalves será uma das atrações do festival

Mostra fotográfica e exibição de vídeos, com um luxuoso “complemento” musical. Assim será o Festival Acordes em Cores, uma iniciativa de alunos do curso de Comunicação da Uesc que agita o cenário cultural ilhense nesta sexta-feira, 07, no Teatro Municipal.

O festival será aberto às 17 horas, com a mostra de vídeos que inclui o curta-metragem “A Fórmula”, dirigido por Henrique Filho, ex-aluno do curso de Comunicação da universidade. Paralelamente, ocorre a exposição fotográfica “Em Cantos da Bahia”, de Felippe Thomaz. A partir das 20 horas, a bela voz de timbre aveludado de Brena Gonçalves estará no palco do TMI, com um repertório que traz o melhor da Música Popular Brasileira.

Ingressos para quem quiser curtir essa excelente programação podem ser encontrados no Departamento de Comunicação Social da Uesc ou na bilheteria do teatro.

UNIVERSO PARALELO

“POETA” AGRIDE A LITERATURA NORDESTINA

Ousarme Citoaian

Várias mídias festejaram que um delegado de Brasília “lançou mão dos seus dotes poéticos cordelistas” (sic) para relatar o inquérito sobre a prisão do receptador de uma moto roubada. É lamentável que os veículos, por ignorância de quem os produz, deem abrigo a coisas desse tipo. O delegado, longe de poetar, agride a poesia: na sua versalhada (mais de 60 linhas) não há um só verso razoável. Piligra e Gustavo Felicíssimo, que cultivam o gênero, não encontrarão aqui nada que se salve. “Já era quase madrugada/Neste querido Riacho Fundo/Cidade muito amada/Que arranca elogios de todo mundo” – é a primeira quadra, anunciando o atentado à métrica. Deus, oh Deus, onde estás que não respondes? Sextilhas piores virão.

TERNO AÇOITE DE CORDAS LEVES E SONORAS

“Logo surge a viatura/Desce um policial fardado/Que sem nenhuma frescura/Traz preso um sujeito folgado”. Fiquemos por aqui, para não propagar artigo tão pífio, nem aumentar o calor da indignação. Sentenças e petições em versos não são novidade. Era 1955, em Campina Grande, quando o advogado Ronaldo Cunha Lima (foto) foi chamado a “soltar” um violão tomado de um grupo de boêmios. O “cliente” é “qualificado” em decassílabos: “Seu viver como o nosso é transitório,/mas seu destino, não, se perpetua./Ele nasceu para cantar na rua/e não pra ser arquivo de cartório”. Conclusão: “Mande soltá-lo pelo amor da noite/que se sente vazia em suas horas,/pra que volte a sentir o terno açoite/de suas cordas leves e sonoras”.

VERSEJANDO, CARLOS MARIGHELA TIROU DEZ

Se os 40 versos do futuro político Cunha Lima são bons, os 14 do juiz Arthur Moura, sobretudo os últimos, atingem a alma: “Recebo a petição escrita em verso/e, despachando-a sem autuação,/verbero o ato vil, rude e perverso,/que prende, no cartório, um violão./Emudecer a prima e o bordão,/nos confins de um arquivo em sombra imerso/é desumana e vil destruição/de tudo que há de belo no universo./Que seja solto, ainda que a desoras,/e volte à rua, em vida transviada,/num esbanjar de lágrimas sonoras./Se grato for, acaso ao que lhe fiz,/noite de lua, plena madrugada,/venha tocar à porta do Juiz”. Carlos Marighela (foto) tirou dez numa prova de Física, em versos(no Colégio da Bahia,1929). O delegado, a meu juízo, zero.

AS AGÊNCIAS DEVERIAM ASSINAR SUAS PEÇAS

Quem tiver a grandeza de perdoar à publicidade alguns excessos, como tirar o acento circunflexo de Banco Econômico (marca já extinta) e colocar acento agudo em pitu, da Aguardente Pitu, terá bons momentos a apreciar. Gosto tanto do tema que sugeri às agências divulgarem seus nomes nas peças que produzem. Seria, pareceu-me, boa forma de separar os bons dos medíocres. Ziraldo disse que divulgar uma obra de arte sem nome do autor (ele falava de música, mas eu incluo aí a propaganda) equivale a passar um cheque sem fundos. Minha ideia mereceu somente o desdém de um publicitário.

ANÚNCIO TRANSFORMADO EM OBRA DE ARTE

Entre clientes e publicitários há divergências. Os primeiros, por natural pragmatismo dos negócios, acham “bom” o anúncio que leva o cliente potencial ao ponto de venda – e, conforme diz o merceeiro da minha rua, “o resto é poesia”. As agências às vezes têm outra visão: ao invés de um simples anúncio para vender sabão, aspiram a obra de arte. É como bater pênalti: há quem dê uma cacetada entre o goleiro e um dos postes (o que é praticamente indefensável, devido à velocidade da bola); outros preferem um toque “artístico”, com risco de levar sua torcida a lagrimejar frustração e raiva.

DO SUTIÃ E DA BRASTEMP NINGUÉM ESQUECE

Grandes momentos da propaganda brasileira estão no imaginário de várias gerações:  Brastemp (“não é nenhuma brastemp, mas…”), Coca-Cola (“não é essa coca-cola toda”), Bayer (“se é Bayer, é bom”), Valisère ( ”o primeiro sutiã ninguém esquece”), A Tarde (“se deu n´A Tarde é verdade”) são clientes que ficaram famosos graças a suas contas publicitárias. Melhoral é um caso à parte: mesmo de baixa qualidade (“é melhor e não faz mal”) seu slogan pegou feito chiclete. Junto à lista um que vi há pouco na tevê, sobre um restaurante que trabalha com pescado: ”Dos mares, o melhor”. Perfeito.

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UMA CANÇÃO ME PERSEGUE HÁ MEIO SÉCULO

Defendo a tese de que nossa sensibilidade tem variações palpáveis, de acordo com o tempo e o espaço. E isto me parece tão óbvio, acaciano, primário e rasteiro que provavelmente alguém já defendeu tal ponto de vista. Estou querendo dizer que uma obra de arte (ou qualquer acontecimento) nos atinge de maneira diferente, a depender da circunstância em que com ela temos contato. Não somos máquinas. Pegamos um livro num dia e não lhe toleramos nem a leitura das primeiras frases; mais tarde, descobrimos que o mal não estava no livro, mas em nós. Não sei com que estado de espírito vi o filme O mágico de Oz para que a canção-título (Somewhere over the rainbow) jamais me saísse da memória.

NÃO HÁ LUGAR MELHOR DO QUE NOSSA CASA

O tempo passou, passou a grande atriz-cantora Judy Garland (1922-1969), chegamos à era da insensatez, quando a tela foi transformada em geradora de sangue e secreções sexuais. Mas a história da menina Dorothy e sua estranha trupe (o leão covarde, o espantalho e o homem de lata) permanece. Dorothy Gale (com seu cãozinho Totó) embarca num ciclone, viaja pela Estrada de Tijolos Amarelos, é assediada por bruxas más do Leste e do Oeste, chega à Cidade das Esmeraldas, entra em contato com o Mágico de Oz – e logo vai descobrir esta verdade universal que muitas vezes nos escapa: “Não existe lugar como a nossa casa”. De passagem: a terra de Oz tem menções literárias que remontam a 1910 (o filme é de 1939).

O FILME É ETERNO PORQUE FALA DE SONHO

Penso que O mágico de Oz é eterno porque fala de um dos mais universais dos nossos sentimentos – o sonho: “Em algum lugar além do arco-íris/os pássaros azuis voam/e os sonhos se tornam realidade”. A música ganhou registro de artistas do nível de Ray Charles, Ella Fitzgerald, Eric Clapton e Sarah Vaughan. Na excepcional trilha sonora de Uma babá perfeita (a que nos referimos recentemente) lá está Over the rainbow, cantada por uma visceral Jevetta Steele, em gravação especialmente para o filme. Há de se notar o sax tenor de Rickey Woodard (foto), com entradas precisas. Sabendo-se coadjuvante, Woodard se mantém nos limites. Mesmo quando tem preciosos 35 segundos para improvisar, evita que seu sax roube a cena.

(O.C.)

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