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:: ‘cultura’

LUIZ RESPEITA GONZAGÃO

Argôlo em junho deste ano, no lançamento do Trem do Baião, outra homenagem a Luiz Gonzaga

Fã incondicional do mestre Luiz Gonzaga, rei do baião, de quem era afilhado, o deputado federal Luiz Argôlo (PP) vem lutando para que o velho Lua seja lembrado com a criação de um selo em sua homenagem e de uma série especial da moeda de R$ 1,00 com a figura do forrozeiro estampada. Os pedidos já foram encaminhados, respectivamente, à Empresa Brasileira dos Correios e ao Banco Central.

Se estivesse vivo, Gonzagão completaria 100 anos em 2012 e a data é alvo de uma série de homenagens que começaram oficialmente nesta segunda-feira, 12, na cidade de Exu, sertão de Pernambuco, terra natal do padrinho de Argôlo.

Presente ao evento pernambucano, o deputado afirmou que Gonzagão foi mais que um gênio musical. “(Ele) foi o responsável pelo reconhecimento social do lado pungente da cultura do Nordeste”.

MEMÓRIAS DO RIO CACHOEIRA

Cena do documentário sobre o Cachoeira (foto Victor Aziz)

O resultado de dois anos de pesquisas sobre a história do rio que tem tudo a ver com o próprio surgimento da civilização grapiúna será apresentado no próximo dia 22, às 19h30min, em um evento no Centro de Cultura Adonias Filho. É o projeto “Memórias do Rio Cachoeira”, uma iniciativa do Núcleo de Produções Artísticas (Nuproart), juntamente com a Panorâmica Produções e a banda Manzuá.

A história do rio é contada por pescadores, lavadeiras, areeiros, entre outras pessoas cuja sobrevivência sempre dependeu do Cachoeira. O trabalho que será apresentado no próximo dia 22 é um CD com 12 músicas compostas a partir de poemas de autores itabunenses como Cyro de Mattos, Valdelice Pinheiro, Daniela Galdino e Ruy Póvoas, e um documentário de 60 minutos.

A iniciativa foi vencedora do edital de Apoio à Produção de Conteúdo em Música no Estado da Bahia, da Secretaria Estadual da Cultura, Fundo de Cultura da Bahia  e Fundação Cultural do Estado.

Abaixo, clipe da música “Correnteza” (letra de Ruy Póvoas), interpretada pela Manzuá:

GAL EM ILHÉUS NESTE SÁBADO

Gal Costa, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, estará em Ilhéus neste sábado, 3, para um show histórico. Trinta anos depois de sua última apresentação na Terra da Gabriela, personagem que ela também imortalizou na voz, a baiana, tropicalista, doce bárbara, volta para uma apresentação que mescla canções inéditas com os maiores sucessos de uma carreira fantástica.

O show será no Centro de Convenções, a partir das 21 horas, e os ingressos ainda podem ser adquiridos na Encantur, Stand do Karioca, Bicho Festeiro e agência de propaganda M21. Os fãs podem também solicitar o ingresso pela internet, acessando www.facebook.com/mvueventos.

Abaixo, a voz suave e marcante de Gal Costa, interpretando a belíssima”Luz do Sol”, de Caetano Veloso

2011: ANO DE OURO PARA O TEATRO POPULAR DE ILHÉUS

Cena de "O Inspetor Geral...", sucesso do Teatro Popular

Fazendo uso de uma expressão popular, dá para dizer que o Teatro Popular de Ilhéus “bombou” em 2011. A sátira, mesclada com crítica social e política, tudo isso apresentado em forma de literatura de cordel, conquistou público e crítica com “Teodorico Majestade, as Últimas Horas de um Prefeito” e sua sequência, “O Inspetor Geral: sai o prefeito, entra o vice”.

Em maio, Teodorico participou da V Mostra Latinoamericana de Teatro de Grupo, em São Paulo, e recebeu críticas positivas de Sebastião Milaré e do colombiano José Assad. Milaré incluiu o TPI na série de documentários “Teatro & Circunstância Nacional”, da Sesc TV. A gravação será no próximo dia 28.

“O Inspetor…”, também um grande sucesso, continua brilhando nos palcos de São Paulo desde o primeiro semestre, com terceira temporada em Sampa agendada para fevereiro do ano que vem, no Teatro Ruth Cardoso. Antes disso, acontece a estreia na Bahia: dia 5 de dezembro, às 19h30min, no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, dentro do projeto Verão Cênico, da Fundação Cultural do Estado.

Em 2012, “Teorico Majestade” será encenada em 22 assentamentos de reforma agrária no sul da Bahia. A proposta do TPI, premiada pela Funarte, é levar teatro de qualidade para famílias de pequenos agricultores.

Viva o Teatro Popular de Ilhéus!

 

“OS SALTIMBANCOS” NA UESC

Elenco da peça tem 18 integrantes do coral Meninas Encantos (foto Laíse Galvão)

Numa comemoração antecipada ao Dia da Criança, o Núcleo de Artes da Uesc  apresenta nesta sexta-feira, 7, o espetáculo teatral “Os Saltimbancos”. A peça será exibida a partir das 17 horas, no Centro de Arte e Cultura da Universidade, e a entrada é apenas um quilo de alimento. Há possibilidade de troca antecipada dos donativos por ingressos, devendo o interessado procurar diretamente o Núcleo de Artes.

A peça “Os Saltimbancos” é inspirada no conto “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm. Ela conta de forma bem-humorada a história de quatro animais que se desencantam com o tratamento recebido de seus donos e fogem para a cidade em busca de vida melhor.

O elenco do espetáculo é formado por 18 integrantes do Coral Meninas Encantos e a direção é da professora Solange Skromov.

ACORDES EM CORES

A bela voz de Brena Gonçalves será uma das atrações do festival

Mostra fotográfica e exibição de vídeos, com um luxuoso “complemento” musical. Assim será o Festival Acordes em Cores, uma iniciativa de alunos do curso de Comunicação da Uesc que agita o cenário cultural ilhense nesta sexta-feira, 07, no Teatro Municipal.

O festival será aberto às 17 horas, com a mostra de vídeos que inclui o curta-metragem “A Fórmula”, dirigido por Henrique Filho, ex-aluno do curso de Comunicação da universidade. Paralelamente, ocorre a exposição fotográfica “Em Cantos da Bahia”, de Felippe Thomaz. A partir das 20 horas, a bela voz de timbre aveludado de Brena Gonçalves estará no palco do TMI, com um repertório que traz o melhor da Música Popular Brasileira.

Ingressos para quem quiser curtir essa excelente programação podem ser encontrados no Departamento de Comunicação Social da Uesc ou na bilheteria do teatro.

UNIVERSO PARALELO

“POETA” AGRIDE A LITERATURA NORDESTINA

Ousarme Citoaian

Várias mídias festejaram que um delegado de Brasília “lançou mão dos seus dotes poéticos cordelistas” (sic) para relatar o inquérito sobre a prisão do receptador de uma moto roubada. É lamentável que os veículos, por ignorância de quem os produz, deem abrigo a coisas desse tipo. O delegado, longe de poetar, agride a poesia: na sua versalhada (mais de 60 linhas) não há um só verso razoável. Piligra e Gustavo Felicíssimo, que cultivam o gênero, não encontrarão aqui nada que se salve. “Já era quase madrugada/Neste querido Riacho Fundo/Cidade muito amada/Que arranca elogios de todo mundo” – é a primeira quadra, anunciando o atentado à métrica. Deus, oh Deus, onde estás que não respondes? Sextilhas piores virão.

TERNO AÇOITE DE CORDAS LEVES E SONORAS

“Logo surge a viatura/Desce um policial fardado/Que sem nenhuma frescura/Traz preso um sujeito folgado”. Fiquemos por aqui, para não propagar artigo tão pífio, nem aumentar o calor da indignação. Sentenças e petições em versos não são novidade. Era 1955, em Campina Grande, quando o advogado Ronaldo Cunha Lima (foto) foi chamado a “soltar” um violão tomado de um grupo de boêmios. O “cliente” é “qualificado” em decassílabos: “Seu viver como o nosso é transitório,/mas seu destino, não, se perpetua./Ele nasceu para cantar na rua/e não pra ser arquivo de cartório”. Conclusão: “Mande soltá-lo pelo amor da noite/que se sente vazia em suas horas,/pra que volte a sentir o terno açoite/de suas cordas leves e sonoras”.

VERSEJANDO, CARLOS MARIGHELA TIROU DEZ

Se os 40 versos do futuro político Cunha Lima são bons, os 14 do juiz Arthur Moura, sobretudo os últimos, atingem a alma: “Recebo a petição escrita em verso/e, despachando-a sem autuação,/verbero o ato vil, rude e perverso,/que prende, no cartório, um violão./Emudecer a prima e o bordão,/nos confins de um arquivo em sombra imerso/é desumana e vil destruição/de tudo que há de belo no universo./Que seja solto, ainda que a desoras,/e volte à rua, em vida transviada,/num esbanjar de lágrimas sonoras./Se grato for, acaso ao que lhe fiz,/noite de lua, plena madrugada,/venha tocar à porta do Juiz”. Carlos Marighela (foto) tirou dez numa prova de Física, em versos(no Colégio da Bahia,1929). O delegado, a meu juízo, zero.

AS AGÊNCIAS DEVERIAM ASSINAR SUAS PEÇAS

Quem tiver a grandeza de perdoar à publicidade alguns excessos, como tirar o acento circunflexo de Banco Econômico (marca já extinta) e colocar acento agudo em pitu, da Aguardente Pitu, terá bons momentos a apreciar. Gosto tanto do tema que sugeri às agências divulgarem seus nomes nas peças que produzem. Seria, pareceu-me, boa forma de separar os bons dos medíocres. Ziraldo disse que divulgar uma obra de arte sem nome do autor (ele falava de música, mas eu incluo aí a propaganda) equivale a passar um cheque sem fundos. Minha ideia mereceu somente o desdém de um publicitário.

ANÚNCIO TRANSFORMADO EM OBRA DE ARTE

Entre clientes e publicitários há divergências. Os primeiros, por natural pragmatismo dos negócios, acham “bom” o anúncio que leva o cliente potencial ao ponto de venda – e, conforme diz o merceeiro da minha rua, “o resto é poesia”. As agências às vezes têm outra visão: ao invés de um simples anúncio para vender sabão, aspiram a obra de arte. É como bater pênalti: há quem dê uma cacetada entre o goleiro e um dos postes (o que é praticamente indefensável, devido à velocidade da bola); outros preferem um toque “artístico”, com risco de levar sua torcida a lagrimejar frustração e raiva.

DO SUTIÃ E DA BRASTEMP NINGUÉM ESQUECE

Grandes momentos da propaganda brasileira estão no imaginário de várias gerações:  Brastemp (“não é nenhuma brastemp, mas…”), Coca-Cola (“não é essa coca-cola toda”), Bayer (“se é Bayer, é bom”), Valisère ( ”o primeiro sutiã ninguém esquece”), A Tarde (“se deu n´A Tarde é verdade”) são clientes que ficaram famosos graças a suas contas publicitárias. Melhoral é um caso à parte: mesmo de baixa qualidade (“é melhor e não faz mal”) seu slogan pegou feito chiclete. Junto à lista um que vi há pouco na tevê, sobre um restaurante que trabalha com pescado: ”Dos mares, o melhor”. Perfeito.

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UMA CANÇÃO ME PERSEGUE HÁ MEIO SÉCULO

Defendo a tese de que nossa sensibilidade tem variações palpáveis, de acordo com o tempo e o espaço. E isto me parece tão óbvio, acaciano, primário e rasteiro que provavelmente alguém já defendeu tal ponto de vista. Estou querendo dizer que uma obra de arte (ou qualquer acontecimento) nos atinge de maneira diferente, a depender da circunstância em que com ela temos contato. Não somos máquinas. Pegamos um livro num dia e não lhe toleramos nem a leitura das primeiras frases; mais tarde, descobrimos que o mal não estava no livro, mas em nós. Não sei com que estado de espírito vi o filme O mágico de Oz para que a canção-título (Somewhere over the rainbow) jamais me saísse da memória.

NÃO HÁ LUGAR MELHOR DO QUE NOSSA CASA

O tempo passou, passou a grande atriz-cantora Judy Garland (1922-1969), chegamos à era da insensatez, quando a tela foi transformada em geradora de sangue e secreções sexuais. Mas a história da menina Dorothy e sua estranha trupe (o leão covarde, o espantalho e o homem de lata) permanece. Dorothy Gale (com seu cãozinho Totó) embarca num ciclone, viaja pela Estrada de Tijolos Amarelos, é assediada por bruxas más do Leste e do Oeste, chega à Cidade das Esmeraldas, entra em contato com o Mágico de Oz – e logo vai descobrir esta verdade universal que muitas vezes nos escapa: “Não existe lugar como a nossa casa”. De passagem: a terra de Oz tem menções literárias que remontam a 1910 (o filme é de 1939).

O FILME É ETERNO PORQUE FALA DE SONHO

Penso que O mágico de Oz é eterno porque fala de um dos mais universais dos nossos sentimentos – o sonho: “Em algum lugar além do arco-íris/os pássaros azuis voam/e os sonhos se tornam realidade”. A música ganhou registro de artistas do nível de Ray Charles, Ella Fitzgerald, Eric Clapton e Sarah Vaughan. Na excepcional trilha sonora de Uma babá perfeita (a que nos referimos recentemente) lá está Over the rainbow, cantada por uma visceral Jevetta Steele, em gravação especialmente para o filme. Há de se notar o sax tenor de Rickey Woodard (foto), com entradas precisas. Sabendo-se coadjuvante, Woodard se mantém nos limites. Mesmo quando tem preciosos 35 segundos para improvisar, evita que seu sax roube a cena.

(O.C.)

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ARGÔLO CONTRA O ECAD

O deputado federal Luiz Argôlo (PP/BA) está disposto a encampar uma briga contra o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), afirmando defesa dos interesses de músicos, empresários e produtores artísticos.

Argôlo reuniu-se nesta terça-feira, 23, com músicos e produtores baianos, e só ouviu choraderia contra o Ecad. O grupo saiu com a promessa de que o deputado irá sugerir mudanças na Lei de Direitos Autorais.

“Não é possível continuar penalizando artistas, produtores e empresários com um sistema arcaico e injusto de arrecadação e distribuição de valores referentes aos direitos autorais”, afirmou o parlamentar.

E ROBERTO “FICOU”

Um linguarudo de plantão conta que o vereador itabunense Roberto de Souza andava impaciente com as negociações para ancorar de vez no porto governista. No meio das tratativas, ameaçava desistir, por achar inexpressivos os cargos que lhe eram oferecidos.

Segundo a fonte dessa história, Azevedo, para segurar o vereador, dizia sempre: “fique, Roberto, fique!”.

Foi nessa que Roberto ouviu o verbo, mas entendeu o cargo. E acabou indicando a esposa, Sandra de Souza, para a presidência da FICC (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania).

A mulher ficou na FICC e o vereador ficou na base…

FICC TERÁ NOVO PRESIDENTE

Encontra-se na mesa do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, o pedido de exoneração do poeta Cyro de Mattos da presidência da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). Segundo informações obtidas pelo PIMENTA, o autor de “Vinte Poemas do Rio” alegou motivos de saúde para pedir o boné.

Azevedo ainda não se manifestou sobre o pedido, mas é liquido e certo que aceitará sem resistência e até com alívio. O cargo de presidente da Ficc será preenchido por indicação do vereador Roberto de Souza (PR), o mais novo aliado do governo municipal.

ADONIAS GANHA MEMORIAL EM ITAJUÍPE

Será inaugurado nesta terça-feira, 2, às 18 horas, em Itajuípe, o Memorial Adonias Filho. A criação do espaço cultural é fruto de uma iniciativa da Associação Brasileira de Apoio aos Recursos Ambientais (Abara), em parceria com o governo local, a Diretoria de Museus da Bahia, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), Fundo de Cultura, Secretaria da Cultura do Estado e governo baiano.

Segundo os autores da iniciativa, o memorial será dedicado a preservar a história e a obra do intelectual baiano, que foi membro da Academia Brasileira de Letras e atuou como escritor, jornalista e crítico literário.

O espaço abrigará exemplares de livros escritos por Adonias Filho, títulos e homenagens feitas ao literato, além de textos acadêmicos e materiais fotográficos e audiovisuais.

ARTISTAS SALVARAM A SALA ZÉLIA LESSA

Termo de compromisso garante devolução de espaço cultural aos artistas de Itabuna (foto Pedro Augusto)

A Prefeitura chegou a iniciar a destruição da sala Zélia Lessa, um antigo espaço cultural de Itabuna, no começo do mês de junho. Por ordem da secretária da Assistência Social, Marina Silva, o teto do imóvel foi retirado e os espaços onde funcionavam camarins e auditórios foram demolidos. No local, a Prefeitura alegava pretender instalar salas da escola profissionalizante que funciona ao lado.

A reação de artistas da cidade foi imediata e impediu a destruição. Nesta semana em que Itabuna completa 101 anos, o prefeito José Nilton Azevedo recebeu em seu gabinete um grupo de pessoas engajadas no setor cultural e foi assinado um termo de compromisso que garante a revitalização da sala e sua destinação para promover as artes e a cultura.

No local, atendendo a uma proposta dos artistas, será instalado o Café Teatro Zélia Lessa, onde se pretende realizar “apresentações e manifestações culturais”. Para o o presidente da Associação dos Artistas de Itabuna, Ary Rodrigues, a cidade sempre foi referencial na arte e na cultura e, portanto, “é natural que tenha seu espaço e, mais que isso, uma alternativa a mais para artistas e comunidade”.

 

TEATRO MÁGICO NO CENTRO DE CULTURA, HOJE

Grupo que encanta o Brasil pela interatividade com o público e por também reunir em um só espetáculo elementos da música, teatro, dança e circo, O Teatro Mágico apresenta-se neste domingo, às 16h, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. O show-espetáculo também levará ao palco do CCAF a banda Sururu Baião e músicos convidados, como Hector Nobre (Forró Jahmar), Tom Oliveira (Ruarez) e Rafael Pin (Tia Tereza), além do grupo Cabrueira de Dança. É daquelas tardes-noites imperdíveis, bem ali no Jardim do Ó. Confira O Teatro Mágico cantando Pena.

TEODORICO DE VOLTA A ILHÉUS

Após uma participação consagrada na Mosta Latino-Americana de Teatro, em São Paulo, a sátira “Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito” retorna a Ilhéus. A peça será apresentada nesta sexta-feira, 22, a partir das 20 horas, na Casa dos Artistas.

“Teodorico” conta a história do atrapalhado e corrupto prefeito da cidade fictícia de Ilha Bela, revelando as tramoias e a consequente revolta popular que tirou o gestor do poder. Tudo isso de forma bem humorada e com um saboroso texto inspirado na literatura de cordel.

Os ingressos podem ser adquiridos no local, a R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia).

MAIS DE 45 MIL PESSOAS NO SÃO PEDRO DE IPIAÚ

Saia Rodada lotou o arraiá montado na praça Salvador da Mata (Fotos André Silva).

Acessos ao "arraiá" foram decorados.

O São Pedro de Ipiaú atraiu cerca de 45 mil pessoas nas três noites de festa na praça Salvador da Mata. O arraiá de Ipiaú reuniu bandas como Raio da Silibrina e Saia Rodada e Netinho do Forró e esquentou as noites de quinta, sábado e domingo (30 de junho a 2 julho) no município sulbaiano.

“Fizemos uma festa com economia, proporcionamos opção de lazer para a região e tivemos um evento lotado, mas com conforto e segurança”,avalia o prefeito de Ipiaú, Deraldino Araújo (PMDB). Todo o entorno do palco da festa ganhou decoração de resgate das tradições juninas.

A melhor idade teve espaço exclusivo com o mais autêntico forró, embalado ao som da sanfona e da zabumba. Houve ainda apresentação de quadrilhas. No Arraiá da Educação, o público podia conferir literatura de cordel e exposição e degustação de comidas e bebidas típicas.

#QUEROCINEMA (EM ITABUNA)

A campanha deflagrada pelo músico Jaffet Ornellas ganhou apoio não apenas no Facebook. Depois da rede social, invadiu também o Twitter, sob a hashtag #QUEROCINEMAITABUNA. Seja no Twitter ou no Facebook, os cinéfilos são convidados a retuitar ou curtir a campanha mais do que nobre.

UNIVERSO PARALELO

VINÍCIUS E O MONOSSÍLABO IMPUBLICÁVEL

Ousarme Citoaian
Imaginei não levantar o assunto, por ser tão, mas não resisti – talvez por isso mesmo.  Falo de Tonga da mironga do cabuletê, de Vinícius-Toquinho, que tem uma “tradução” impublicável circulando na internet (e até integra um livro!): diz tratar-se de expressão em nagô, falando dos pelos que florescem no centro da região que Deus escolheu para ser a mais carnuda do corpo da mãe. Não entendeu? É um monossílabo que começa com c e termina com u (embora já haja até música gravada, usando tal palavra, recuso-me a grafá-la em blog de família. Pois dizem que Gessy Gesse (foto), paixão baiana do poetinha, lhe ensinara essa coisa em nagô, com que ele xingou os militares, sem que estes percebessem.

UMA “TRADUÇÃO” SEM NADA DE CIENTÍFICO

Vinícius dizia que o título não tinha sentido, mas apoiou a versão aqui referida, e até parece ter se divertido com isso: certa vez, afirmou sentir-se seguro, pois  “na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô”. Pior é que Toquinho, o parceiro, também defende essa “tradução”, que nada tem de científico. O professor Cláudio Moreno, do site Sua língua (também na tevê), diz que “não significa nada” a tal expressão: “Era a época da ditadura, no entanto, e muitos preferiram acreditar que o poeta tinha escondido atrás dessas palavras africanas uma ofensa ao governo militar” – explica o mestre. Quis consultar o Novo dicionário banto do Brasil, de Nei Lopes, mas foi impossível.

EXPRESSÃO MISTURA QUICONGO E QUIMBUNDO

A obra está esgotada em todas as livrarias (e também na editora). Então, vali-me, outra vez, do professor Cláudio Moreno, que – mais precavido do que eu – reservou seu exemplar e hoje é um feliz possuidor do Novo dicionário…, obra recomendada por Antônio Houaiss. No maior repositório de africanismos da língua portuguesa, o professor gaúcho encontrou:  (1) tonga (do Quicongo) – “força, poder”; (2) mironga (do Quimbundo) –  “mistério, segredo” (Houaiss acrescenta “feitiço”) e (3) cabuletê (de origem incerta) –  “indivíduo desprezível, vagabundo” . Portanto, palavras de línguas diferentes, isoladas – que não xingam os milicos, são apenas um barulhinho simpático ao ouvido.

EM SARAMAGO, A RELAÇÃO PEIXE E LEITOR

“Abordamos aqui, há tempos (com referência a um personagem de Flávio Moreira da Costa, no romance “noir brasileiro” Modelo para morrer), a necessidade de “fisgar” o leitor. Alguns de vocês se lembram: é pegar o sujeito pelo colarinho, logo nas primeiras frases, e, assim manietado, levá-lo até o ponto final. Pois encontro, em análise primorosa da jornalista Débora Alcântara (Caderno 2 – A Tarde), a retomada desse tema, em torno do livro póstumo de José Saramago O silêncio da água, um exercício de literatura infantil. Registre-se que Saramago, único prêmio Nobel conquistado em língua portuguesa, morreu há um ano (18 de junho de 2010). E que a visão apresentada na matéria é, obviamente, muito melhor do que a minha.

ÀS MARGENS DO TEJO, UM MENINO PESCANDO

“A palavra não morre quando se impregna na memória, feito um anzol na guelra de um peixe”, sentencia a articulista. E emenda: “O leitor, como o peixe, ao abocanhar a isca, mesmo não sendo resgatado do silêncio profundo da água onde habita, é remetido ao choque de singularidades, de modos de ver e de sentir. É transformado para sempre, levando o gosto do anzol desferido”. Quisera eu, ao crescer, escrever assim… A autora explica a analogia entre anzol e linguagem, peixe e leitor, a partir de O silêncio da água. A história se passa nas margens de um rio (o Tejo, é óbvio!), onde um menino tenta pescar um grande peixe. Quase fisgado, o bichão escapa, como nas estórias de pescadores, e é neste momento que a lucidez toma o personagem.

“ESCREVER É JOGAR UMA GARRAFA NO MAR”

É curioso que tal clareza lhe venha de um encontro em que o bicho saiu vencedor. Mas ao menino restou uma certeza: “De uma maneira ou de outra, porém, com o meu anzol enganchado nas guelras, tinha [o peixe] a minha marca, era meu”. Aqui, a analogia, bem explicada pela poeta Myriam Fraga: “É essa marca transformadora que pode sanar em parte a frustração de não se conseguir fisgar o leitor por inteiro”. É ainda a autora de O risco na pele quem esclarece a relação autor-leitor: “O autor mostra o sentimento de quem escreve, que é como jogar uma garrafa no mar, sem saber quem vai achá-la e como vai concebê-la”. Penso que é isto que procuro transmitir a quem, menos experiente do que eu, escreve: cuidado, atenção e respeito a leitor. É o meu anzol.

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ENTRE O BOLERO DERRAMADO E A ANTOLOGIA

Os Tincoãs – nome de uma ave do cerrado – surgiu em 1960 (formado por Erivaldo, Heraldo e Dadinho, todos de Cachoeira), cantando boleros  ao estilo Trio Irakitan. O grupo era afinado, arrumadinho, mas não deu certo, e o disco Meu último bolero encalhou.  Após três anos de luta, com Erivaldo substituído por Mateus, os rapazes deixaram os boleros derramados e foram beber em fontes puras – sambas de roda do Recôncavo, temas de candomblé e cantos católicos. Os terreiros constituem a principal inspiração do trio. Em 1973 gravam um disco antológico (Os Tincoãs), produzido por Adelzon Alves (foto), com marcante presença da legítima música afro-baiana.

INCORPORAÇÃO DE NOSSA HERANÇA AFRICANA

Os arranjos de Os Tincoãs valorizam o canto coral do trio afinado, com destaque para o acompanhamento só  com violão, atabaque, agogô e cabaça. O disco foi recordista de vendas, não pelo ineditismo do repertório, pois a temática negra já tinha sido muitas vezes gravada, mas pela beleza das canções e a excelência dos vocalistas, incorporando, como nunca antes, o sentimento de nossa herança africana. Para o critico Luiz Américo Lisboa Jr., especialista em música baiana (com pelo menos dois livros publicados sobre o assunto) o LP Os Tincoãs “é a afirmação da identidade de uma cultura que nos engrandece e nos faz ver o quanto devemos aprender com ela”.

DISCO CHEGA AO MERCADO 20 ANOS DEPOIS

Em 1975, com Badu em lugar de Heraldo (que morrera naquele ano) sai mais um LP, em que se destaca a música “Cordeiro de Nanã”. A partir de 1983, Os Tincoãs, em Luanda, participa de  projetos da Secretaria da Cultura de Angola,  e grava o disco Afro Canto Coral Barroco, só lançado 20 anos depois, quando o grupo não mais existia. Resta dizer que este registro foi “pautado” pela leitora leidikeiti e baseou-se na única fonte escrita de que tenho conhecimento: um artigo do pesquisador Luiz Américo Lisboa Jr. O grupo se desfez em 2000 e, segundo Luiz Américo (foto), “deixou um legado dos mais primorosos para a música popular brasileira”. Clique e ouça Deixa a gira girar.

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O.C.

HÉLIO PÓLVORA FINALISTA DE PRÊMIO LITERÁRIO

Pólvora é finalista de prêmio literário com Inúteis luas obscenas.

O jornalista e escritor itabunense Hélio Pólvora transita por vários gêneros literários. Faltava o romance. E veio Inúteis luas obscenas, lançado em 2010.

A estreia não poderia ser melhor. Com Inúteis luas… Pólvora está entre os dez finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura. Também jornalista e escritor, Antônio Lopes brinca ao dizer ao PIMENTA que a dívida agora é “paga com juros”.

Para Lopes, seria “um prazer imenso” ver o amigo Hélio Pólvora premiado, principalmente depois de um baiano ter sido preterido na Academia Brasileira de Letras (ABL).  Para o blog, o amigo fez uma avaliação sobre a obra finalista do prêmio literário:

_____________________________________

Antônio Lopes | abcdlopes@gmail.com

Hélio Pólvora, forjado no batente das velhas redações anteriores às escolas de jornalismo (com passagens marcantes pelo Diário Carioca, Jornal do Brasil e Veja, dentre outros veículos) é marinheiro experiente, navegando com desenvoltura em áreas tão diversas quanto o ensaio, a crônica, o conto e a tradução, que se constitui, em certo sentido, num gênero literário. Mas faltava o romance, dívida agora paga com juros.

Inúteis luas obscenas, sobre ser uma história ambientada na zona do cacau da Bahia, com os cheiros e cores típicos dessa região, não deixa de portar um apelo claramente universal, ao falar das mais pungentes dores humanas, a solidão e o amor – com traços ainda mais universais, os da tragédia grega. A solidão de Surdo (aliada à sua sabedoria de viés amargo), mais o amor impossível de dois anti-heróis, Jonas e Celina, são momentos de grande literatura.

Seria um prazer imenso se, após a Academia Brasileira de Letras preterir um escritor verdadeiro, o baiano Antônio Torres (Um cão uivando pra lua, Um táxi para Viena d´Áustria etc.), o Prêmio São Paulo  de Literatura viesse ter às mãos habilidosas do romancista Hélio Pólvora.

AZEVEDO PEGO DE CALÇAS CURTAS

O então candidato a prefeito de Itabuna Capitão Azevedo (DEM) assinou documento em 26 de setembro de 2008, comprometendo-se a liberar a Sala Zélia Lessa para a classe artística caso eleito.

O prefeito venceu a eleição, assumiu o poder e não só ignorou a promessa como ainda mandou demolir a estrutura de auditório e camarim do miniteatro para torná-los um anexo da Escola Profissionalizante.

O caso foi lembrado por uma comissão de artistas itabunenses que esperavam ter audiência, ainda ontem, com Azevedo. Infelizmente, nem houve a audiência nem o documento pôde ser mostrado ao prefeito.

Protesto de artistas itabunenses contra decisão do prefeito (Foto Ari Rodrigues).

MORRE GERMANO MENEGHEL, DO OLODUM

O músico do Olodum, Germano Meneghel, 49, dono de sucessos como Avisa lá, Vem, meu amor e Alegrial geral, foi encontrado morto em casa, em Salvador, nesta manhã de segunda-feira (13). A causa da morte ainda é desconhecida.

De acordo com o radialista Dino Rocha, Meneghel sofria de pressão alta e já havia se sentido mal no domingo (12). O músico deixa uma neta, duas filhas e a esposa, Angélica Araújo.

Abaixo, foto de uma das últimas apresentações de Germano Meneghel em Ilhéus. A fotografia é do acervo de Dino e foi tirada na gravação do DVD do Mini-Congo.

NANA COM CHOCOLATE

Se a programação do III Festival do Chocolate da Bahia precisava de alguma coisa para ficar perfeita, o problema está resolvido. Acaba de ser anunciada a presença de Nana Caymmi, uma das maiores intérpretes da Música Popular Brasileira, entre as atrações do evento.

Canções como Não se esqueça de mim, Só louco, Resposta ao tempo, Bom dia, entre outras, marcaram a carreira da artista e farão parte do repertório a ser apresentado no dia 9 de julho, no Centro de Convenções de Ilhéus. A programação do festival vai de 6 a 10 de julho e inclui uma feira da indústria do chocolate, palestras e cursos com mestres chocolateiros.

O Festival do Chocolate é fruto de uma parceria que envolve o Instituto Cabruca, Associação dos Produtores de Cacau (APC), Associação do Turismo de Ilhéus (Atil), Costa do Cacau Convention Bureau, secretarias de turismo de Ilhéus e da Bahia e a agência de propaganda M21 e tem o apoio do PIMENTA.








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