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:: ‘cultura’

“LENDAS” ABRE PROGRAMAÇÃO DE JUNHO DO TPI

"Lendas da Lagoa Encantada" abre programação de junho do TPI (Foto Karoline Vital).

“Lendas da Lagoa Encantada” abre programação de junho do TPI (Foto Karoline Vital).

O musical infanto-juvenil Lendas da Lagoa Encantada, da Cia Boa da Cara Preta, abre neste sábado ( 1º) a programação de junho do Teatro Popular de Ilhéus (TPI). A apresentação começa às 19 horas, na Tenda do TPI, na Avenida Soares Lopes, próximo ao Centro de Convenções.

O musical é inspirado nas lendas da localidade situada ao norte de Ilhéus. A história se desenrola a partir da chegada do ‘Bicho Mondrongo”. A “ameaça” é detida pelos míticos Nego D´Água e Iara. É espetáculo para todas as idades. O ingresso custa R$ 10,00 (R$ 5,00 meia).

ROMUALDO ASSUME PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE CULTURA ILHEENSE

Romualdo LisboaO ator, escritor e diretor teatral Romualdo Lisboa toma posse, amanhã, 24, às 19 horas, como presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus.

A solenidade ocorrerá na tenda do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), um dos mais importantes projetos culturais da Bahia. A tenda funciona na Avenida Soares Lopes, centro.

A cerimônia também será de diplomação dos novos conselheiros representantes das câmaras setoriais para o período 2013-2014.

Romualdo foi escolhido para a presidência do conselho por aclamação, após o governo municipal tentar – e não conseguir – articular um bate-chapa na instância de fiscalização e diretrizes da cultura local.

“ESTAMOS NOS SENTINDO MAIS LIVRES”, DIZ DANIELA APÓS REVELAR UNIÃO COM JORNALISTA

Daniela assume romance com jornalista da TV Bahia (Foto Reprodução Instagram).

Daniela assume romance com jornalista da TV Bahia (Foto Reprodução Instagram).

A cantora Daniela Mercury concedeu entrevista ao portal G1 para falar da decisão de revelar seu casamento com a jornalista Malu Verçosa, da Rede Bahia, e da reação da sociedade às fotos compartilhadas no Instagram.

– A repercussão foi muito positiva, de muito apoio, de integridade das pessoas.

Acompanhe o vídeo em que ela fala da escolha, repercussão e como está se sentindo com a sua relação homoafetiva. Ela diz compreender que deva se tornar ícone das ações contra a homofobia.

AROLDINHO, GODÓ E OSCAR NA PRÉ-LAVAGEM

Se Armandinho com sua indefctível guitarra baiana será a principal atração da Lavagem do Beco do Fuxico, em Itabuna, neste sábado, 9, a “pré-lavagem” não ficará atrás.

Acima do beco, na travessa Ithiel Xavier, também conhecida como Alto Beco do Fuxico, um grupo de boêmios participa da inauguração da Confraria, refinado estabelecimento que se dedicará ao comércio de variedades etílicas selecionadas, com destaque para cachaças das melhores regiões produtoras do Brasil.

A inauguração da Confraria começa às 18 horas desta sexta-feira, 8, e as grandes atrações serão o trio Arnaldinho, Godó e Oscar e o grupo Amor a Dois. O jornalista Walmir Rosário, confrade de primeira hora, já reservou lugar no evento.

SER BURRO AINDA É A MELHOR OPÇÃO!

Manu BerbertManuela Berbert | manuberbert@yahoo.com.br

 

O que se vê é um investimento absurdo numa cultura fadada à baixaria.

 

A escritora Lya Luft, que dispensa apresentações por ser conhecida e reconhecida nacionalmente, escreveu no texto A boa escola – Revista Veja de 27 de fevereiro – que todos têm o direito de receber uma educação que os coloque no mundo sabendo ler, escrever, pensar, calcular, tendo ideia do que são e onde se encontram, e podendo aspirar a crescer mais. Disse que isso é um dever de todos os governos, o que na teoria é lindo, mas na prática a gente desconhece.

Falta interesse em tornar o brasileiro inteligente e politizado, e sobra investimento “nas bolsas”. É como questionou brilhantemente o jornalista e assessor de imprensa Carlos Alberto Vittorio em seu blog, No bico do urubu, no texto Fui promovido a pobre: “será que não dá pra entender que um povo cheio de sabedoria de escola e mais escola não vai acreditar mais nas bolsas? Será que não deu ainda pra entender que um povo escolado fica sabido demais da conta e aí bota tudo a perder?”

Como educação e cultura caminham juntas, não precisa ser de fato inteligente para perceber que o caos está instalado. O que se vê é um investimento absurdo numa cultura fadada à baixaria, ao ponto de assistirmos o povo votar numa música chamada Camaro Amarelo como a melhor do ano de 2012. Porém, se pararmos para analisar as opções que a toda poderosa Rede Globo nos ofereceu, até que fomos inteligentes.

A vida segue e o governo investe naquilo que é prioridade para ele, claro. O Ministério da Cultura aprovou um projeto de Claudia Leitte com valor que chega a ser cinco vezes maior que o valor do projeto de Gilberto Gil e quase ninguém comentou. A verdade é que enquanto alguns estão se indignando com as mazelas das escolas públicas e a cultura mesa de bar à qual estão nos submetendo, a maioria está lendo “Cinquenta tons de cinza”. E eu estou quase achando que é mesmo a melhor opção.

Manuela Berbert é jornalista, publicitária e colunista do jornal Diário Bahia.

 

ELEIÇÕES PARA CONSELHO DE CULTURA

Cidadãos interessados em participar como candidatos na eleição para as câmaras temáticas do Conselho de Cultura de Ilhéus têm até esta quinta-feira, 28, para se cadastrar na Fundação Cultural. O cadastro pode ser feito presencialmente, no horário das 8h30 às 12 horas e das 13h30 às 18 horas, ou pela internet, no endereço http://conselhodeculturadeilheus.blogspot.com.br/p/cadastramento-das-camaras.html.

As inscrições de candidatos serão submetidas a análise, de 11 a 14 de março, assegurando-se àquele que tenha seu nome indeferido o direito de interpor recurso até o dia 16.

As eleições estão marcadas para o período de 18 a 25 de março.

CLÁUDIA LEITE TERÁ R$ 5,8 MI DA LEI ROUANET

claudiaDo UOL

Claudia Leitte, Rita Lee, Humberto Gessinger e a banda Detonautas estão na lista dos artistas autorizados a captar recursos, via Lei Rouanet, para a realização de projetos, shows e gravações de DVD.

A cantora do sucesso “Largadinho”, porém, foi a maior beneficiária na lista divulgada pelo Ministério da Cultura (MinC) nesta semana. Claudia Leitte foi autorizada a captar R$ 5,8 milhões para a turnê de doze shows que fará nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, entre maio e julho deste ano.

Ao UOL, a assessoria de imprensa de Claudia Leitte afirmou que a verba solicitada vai servir para levar os shows da cantora para cidades que não possuem “condições de bancar grandes eventos alicerçados apenas na cobrança de ingressos”.

“A intenção é levar as apresentações para praças onde seria inviável pensar num show do porte de Claudia Leitte, com todos os custos inerentes a um evento dessa dimensão”, afirmou a assessoria.

A lista do MinC autoriza o contemplado a buscar incentivos de empresas em troca de abatimento de impostos, o que sempre gerou polêmica quando envolve nomes de artistas conhecidos e populares.

Em 2011, Maria Bethânia chegou a receber protestos na internet por estar envolvida em um projeto de um blog de poesia – autorizado, na época, a captar R$ 1,3 milhão, via Lei Rouanet.

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INSCRIÇÕES PARA CURSOS E OFICINAS ARTÍSTICAS

O Teatro Popular de Ilhéus encerra no dia 28 as inscrições para seus cursos e oficinas artísticas, visando à formação de turmas que começam a ter aulas em março. Ha vagas para os cursos de bateria e percussão, dança criativa para crianças e jovens, canto popular, violão e guitarra, instrumentos de sopro e dança afro.

As inscrições podem ser feitas na Casa dos Artistas, de segunda a sexta, das 14 às 18 horas. É possível ainda obter informações pelo telefone 73.4102-0580.

EDUARDO ANUNCIAÇÃO, UM AGITADOR

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Trabalhamos juntos em algumas oportunidades, inclusive na Divisão de Comunicação da Ceplac (Dicom), onde exerceu a chefia num dos períodos mais conturbados da política brasileira: a volta do país à democracia. Com sua experiência, sabia desarmar os espíritos, conquistar novos amigos.

Do alto de sua sabedoria, o jornalista e escritor Antônio Lopes costuma nos ensinar que começamos a desconfiar que estamos ficando mais velhos quando os nossos amigos vão nos deixando. E nos deixando de vez, partindo desta para a melhor, como costumam dizer as pessoas chegadas aos elogios fáceis e gratuitos para consolar as famílias e os amigos do de cujus.

E essa constatação vai ficando mais presente nas pessoas de minha geração. Desaparecem os amigos de infância e os que conseguimos fazer durante os anos, seja m na escola, no trabalho, nas atividades de lazer, nas mesas de botecos. Não importa, chegada a hora, vencida a obrigação, o sujeito tem de adimplir o contrato firmado com o Pai Eterno. Podemos, até, resmungar que não seria chegada a hora, mas não importa, a morte é implacável.

Nesta sexta-feira (15) chegou o dia aprazado de Eduardo Anunciação. E ele teimou em não cumprir o aprazado, relutando em fazer a última viagem, ficando mais um tempo por aqui. Teimoso como ele só, buscou a ajuda médica, passou por cirurgia, relutou ao ócio durante o restabelecimento, continuou a trabalhar até não mais aguentar.

Essa atitude é própria da natureza do jornalista que preza sua profissão, na maioria das vezes remando na contracorrente, por se colocar – de forma intransigente – contra a intolerância, se indignando contra as desigualdades. Como dizia Voltaire, “Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la”.

E assim Eduardo Anunciação viveu seus 67 anos na plenitude dos seus direitos. Agitador, sim, esse seria o melhor adjetivo para qualificá-lo. Sim, pois antes do jornalismo foi líder estudantil, vereador, agitador cultural, jornalista. Essa foi a sua trajetória, que está gravada na mente de seus contemporâneos e registrada nos veículos de comunicação.

Eduardo Anunciação.

Eduardo Anunciação.

Como vereador, inovou ao se eleger com apenas 18 anos por um partido de direita, a Arena, embora tenha dedicado seu mandato às causas de Itabuna, principalmente à cultura. Junto com figuras de sua idade – ou poucos mais velhos – promoveram, nos fins dos anos 1960 e início de 70 a maior revolução cultural de Itabuna.

No mesmo grupo, Eduardo Anunciação, Jorge Araujo, Roberto Junquilho, Chiquinho Briglia, Maria Antonieta, dentre outros promoveram, cada um na sua especialidade, ações culturais nas mais diversas expressões artísticas, colocando Itabuna no circuito cultural brasileiro. Nessa época, contávamos com o Teatro Estudantil Itabunense (TEI), o Teatrinho ABC, exposições de arte plásticas, eventos literários e o jornalismo em plena ebulição.

Em todas essas manifestações lá estava Eduardo Anunciação, o Gaguinho, com sua voz rouca, porém ouvida. Aqui, era amigo de toda a turma da cultura, desde os iniciantes no teatro, na música, na literatura, como aos já consolidados, a exemplo do nosso poeta maior: Firmino Rocha, autor de O Canto do Dia Novo, Momentos e o mais conhecido de todos Deram um Fuzil ao Menino, que se encontra gravado numa placa de bronze na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

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FALTA DE RESPEITO

painel Genaro e Carvalho - foto Jorge Bittencourt

Restaurado em 2011, o painel do artista plástico Genaro de Carvalho, que retrata a saga da civilização cacaueira, não só permanece solenemente ignorado por grande parte da população, como também desrespeitado pelo poder público.

A obra de arte, situada em uma esquina da Avenida do Cinquentenário com a Praça Adami, vem sendo frequentemente coberta por faixas com divulgações diversas, o que deveria ser coibido exatamente por quem incide na prática.

O registro é do fotógrafo Jorge Bittencourt.

ENCONTRO DE REPENTISTAS EM BRASÍLIA

Artistas discutem direitos, como a aposentadoria

Da Agência Brasil

O 2º Encontro Nordestino de Cordel começou hoje (ontem, 13) no Centro Cultural da Caixa, em Brasília. O evento foi aberto com uma mesa composta por pessoas ligadas ao universo dos repentistas e escritores de cordel. Dentre elas, Chico de Assis, repentista e organizador do evento, Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, e Hamilton Pereira, secretário da Cultura do Distrito Federal. Até sexta-feira (15), eles vão discutir temas de interesse da categoria. Entre eles, a questão da aposentadoria.

“O objetivo desta vez é trabalhar a possibilidade de alcançar direitos previdenciários e trabalhistas, para poder se aposentar. Também vamos debater nas mesas o reconhecimento do repente e da literatura de cordel como patrimônio imaterial”, disse Chico de Assis.

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UNIVERSO PARALELO

MOCHILEIRO CHEIO DE VOCAÇÃO REPRIMIDA

01 On the roadOusarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Amigos me olham atravessado (aquele olhar tipo “coitado, pirou de vez!”) quando descobrem minha mania de andarilho nunca concretizada. Tentei ir a pé de Ilhéus a Recife, mas desisti, por não conseguir montar uma estrutura compatível com a empresa; imaginei ir de Fortaleza/CE a Jaguarão/RS, pela BR 116 – missão que se tornou impossível, pelo mesmo motivo. Sou um mochileiro cada dia mais teórico e mais frustrado, pois, além das outras dificuldades, as pernas já não aguentam tais aventuras. Fico a imaginar de onde vem essa sufocada vocação de vagabond que quase me dá insônia, e imagino que ela tenha origem em Jack Kerouac e seu Na estrada, um dos livros mais impressionantes que já (re) li, talvez pelo grito de liberdade que salta de suas páginas.

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O livro que mudou a vida de Bob Dylan

02 Mochileiro

Acabo de ler a nova versão desse clássico e experimentei a mesma inquietação de tempos passados. O lançamento da L&PM, de 2008 (já com duas reedições), traz os nomes reais dos personagens e, na capa, um elogio nada pequeno, de Bob Dylan: “Este livro mudou minha vida”. Teria mudado a minha, se o lesse aos 18 anos – mas só o descobri quando estava irrecuperável para as aventuras de verdade, já mortos alguns sonhos, a cabeça cheia de juízo, abafada a vocação para a doidice. O livro, publicado no fim dos anos 50, é a descoberta do jazz, dos malucos beats, de um jeito novo de viver e sentir. Mesmo hoje, já doídas as articulações, Kerouac me injeta uma inquietante vontade de jogar tudo pra cima e pegar a estrada, mochila às costas e cata-piolho apontando o caminho.

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Benzedrina, café, Parker e Gillespie

On the road é cercado pela mitologia. Foi escrito em três semanas, de uma tacada só, enquanto o autor ingeria doses cavalares de café “adoçado” com benzedrina (uma substância que dá efeito de euforia e estímulo). Kerouac emendou várias folhas de papel e obteve um rolo de 36 metros (há quem fale em 40), no qual deixou jorrar sua história, em que há um único parágrafo. Enquanto escrevia, como em transe, JK mantinha o rádio ligado num programa de jazz e era embalado pelo bebop, o estilo frenético de improvisação em que eram mestres Charlie “Bird” Parker e Dizzie Gillespie. Desta versão original emerge o tipo (real) mais doidão que já se viu em letra de forma: Neal Cassady. É livro perigoso, desses que escaparam de ser queimados em praça pública, com direito a missa de réquiem.

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UM TÉCNICO DE LINGUAGEM ACIMA DA MÉDIA

04 CoutinhoEsporte nacional, o futebol, fonte de graves agressões à língua portuguesa, guarda casos de puro sabor brasileiro. Conheço, modéstia à parte, muitos deles, alguns já nem sei em que fonte obtive – leituras esparsas, conversa de bar, audiência de transmissões pelo rádio. Cláudio Coutinho, que fracassou na seleção brasileira e depois seria um dos maiores técnicos da história do Flamengo, era um militar (capitão do Exército) de alto nível, até acusado de não ser entendido pelos jogadores, devido a seu falar sofisticado. Coutinho, “culturalmente”, situava-se bem acima da média: até introduziu nos gramados e arquibancadas expressões como overlapping e ponto futuro.
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Se fala várias línguas é… troglodita!

Gaúcho de Dom Pedrito, Cláudio Coutinho trabalhou com Kenneth Cooper, o americano que revolucionou a avaliação física, e falava várias línguas, o que era um verdadeiro assombro no mundo do futebol, conhecido naqueles tempos como o império da ignorância. Soneca, que por longo tempo foi roupeiro no Botafogo, vendo um dia o treinador dando entrevistas em inglês, francês e alemão, expressou seu espanto ao médico Lídio Toledo, responsável pela saúde na seleção brasileira: “– Doutor, eu vi! O homem fala tudo quanto é língua. É um troglodita perfeito!”.  O episódio foi registrado pelo cronista esportivo Sandro Moreyra – Histórias de futebol (Coleção O Dia Livros/1998).

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BADEN POWELL ENTRE OS GRANDES DO JAZZ

Dizer que o violonista Baden Powell (de Aquino) é parente do jornalista Ramiro Aquino seria revelar uma grande curiosidade, o que não faço, por desamor à mentira. Mas há outras curiosidades: ele é primo de João de Aquino (autor de Viagem, com Paulo César Pinheiro), nasceu numa cidade chamada Varre-e-Sai (Rio de Janeiro) e teve esse nome graças ao pai escoteiro – o velho quis prestar uma homenagem ao general Robert Stephenson Smyth Baden Powell, criador do escotismo. E mais: Baden (o músico, não o general) é pai do pianista Philippe Baden Powell e do violonista Louis Marcel Powell. Por último, mas não menos importante, críticos americanos listam Baden Powell (1937-2000) entre os grandes do jazz, com estilo influenciado pelo guitarrista Django Reinhardt.
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Cyro: “um abraço em toda a humanidade”
Cyro Monteiro era sobrinho do pianista Nonô (Romualdo Peixoto, chamado “O Chopin do Samba”) e parente de Cauby Peixoto, creio que primo. Tinha oito irmãos (todos com nome iniciado pela letra C), e com um deles, Careno, começou sua experiência, cantando em dupla. Torcedor do Flamengo, quando nasceu Sílvia, filha do pó-de-arroz Chico Buarque (com Marieta Severo), mandou para o bebê uma camisa rubro-negra; Chico, em “represália” fez o samba Ilmo. Sr. Cyro Monteiro ou Receita para virar casaca de neném. Vinícius disse ser o cantor uma criatura tão extraordinária, a ponto de o poetinha achar “deplorável qualquer de seus amigos não se haver dito, num dia de humildade, que gostaria de ser Cyro Monteiro”. Cyro, segundo Vinícius, “é um grande abraço em toda a humanidade”.  
_______________07 Ciro Monteiro
A Constituição e o direito de cantar
Mais do que uma frase, Vinícius e Baden deram a Cyro todo um disco, o De Vinícius e Baden especialmente para Cyro Monteiro, gravado em Paris, em 1965. O disco citado, hoje peça de colecionador, tem dez faixas, das quais me lembro bem de Tempo feliz, Deixa, Amei tanto e Formosa – todas na voz do  homenageado. Baden, num show no Teatro de Ilhéus, transpirava bom humor, quando disse que cantava porque a Constituição Federal lhe garantia esse direito. Sabia o grande violonista não ser nenhum Sílvio Caldas. Neste vídeo, ele canta (viva a Constituição!) Formosa, uma das faixas daquele disco com que Cyro Monteiro mais se identificava. Vocês podem se queixar do cantor (que até tenta uma espécie de scat singing), mas, certamente, não vão reclamar do acompanhante. Vale pela curiosidade.

(O.C.)

OFICINAS DE DANÇA E TEATRO NO CCAF

O projeto de extensão “Teatro Popular e Interculturalidade”, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), realiza nos próximos dias 5 e 7 de fevereiro as oficinas de Dança Afro Contemporânea e Improvisação Teatral e Técnicas de Voz. A primeira será ministrada pelo ator e coreógrafo Egnaldo França, enquanto a segunda terá à frente a atriz Malena Dórea.

As inscrições para as oficinas são gratuitas e já estão abertas no Centro de Cultura Adonias Filho

CURSOS E OFICINAS DO TEATRO POPULAR

Quem tiver interesse em aprender a tocar um instrumento musical, dançar ou ainda conhecer técnicas para aperfeiçoar o canto tem na Casa dos Artistas de Ilhéus um lugar ideal. Os cursos e oficinas oferecidos pelo Teatro Popular estão com inscrições abertas para pessoas de todas as idades, com atendimento das 14 às 18 horas.

Entre os cursos está o de bateria e percussão, ministrado pelo mestre Sabará sempre às sextas-feiras, em dois horários: 9h às 11h e 14h às 16h. Há ainda a oficina de canto popular, com Eloah Monteiro, e o curso de dança criativa (este para crianças e adolescentes), sob a condução da professora Érica Ocké. Pessoas de qualquer faixa etária podem se matricualr no curso de dança afrobrasileira, ministrado pela professora Neide Rodrigues.

Mais informações pelo telefone 73.4102-0580.

ASSOCIAÇÃO PRESTA REVERÊNCIA AO “CABOCO”

Daniel e Ari batem ponto no ABC e discutem sobre a Acacal, obervados atentamente pelo Caboco

Daniel e Ari batem ponto no ABC e discutem sobre a Acacal, obervados atentamente pelo Caboco

Só mesmo o emblemático “Caboco” Alencar, verdadeiro patrimônio histórico-cultural de Itabuna, seria capaz de fazer surgir nesta terra de tantas siglas, mais uma: a Acacal (Associação Cultural dos Amigos do Caboco Alencar). A nova entidade terá sua criação oficializada na manhã deste sábado, 2 de fevereiro, dia de festa no mar e de gandaia no ABC da Noite por ser aniversário de seu ilustre proprietário há 51 anos.

A ideia de criar a associação partiu da Associação Cultural Amigos do Teatro de Itabuna (Acate), presidida pelo produtor Ari Rodrigues; Associação de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias Etc. (Alambique), dirigida pelo jornalista Daniel Thame (que nesse caso, bebe e dirige); e do Fórum de Cultura Itabunense, sob o comando do também jornalista Ederivaldo Benedito.

A inauguração da Acacal e o aniversário do Caboco começam às 10 horas e serão animados por velhas marchinhas carnavalescas. Haverá também uma lavagem simbólica do ABC da Noite, numa prévia da Lavagem do Beco do Fuxico, endereço do estabelecimento, que acontece no dia 9 de março.

Durante a festa, Thame lançará campanha pelo tombamento do ABC da Noite, boteco de íntimas ligações com a cultura grapiúna.

JORGE NÃO FOI BALEADO. FOI APEDREJADO

A Ficc (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania) divulgou nota na qual esclarece que a estátua do escritor Jorge Amado, na entrada do bairro de Ferradas, não foi alvo de tiros, como chegou a ser noticiado pela imprensa. Mas não há razão para alívio, pois a escultura, na verdade, foi apedrejada.

De acordo com a entidade, as perfurações foram constatadas no início deste mês, depois que moradores denunciaram a ação de vândalos.

A fundação estuda a possibilidade de refazer a escultura com a utilização de bronze. Em virtude de restrições orçamentárias, o governo passado encomendou a obra do artista Lavrud Durval em fibra de vidro, bem menos resistente.

Ou seja, não foi apenas na Avenida Amélia Amado que o governo anterior fez armengue. Outro Amado teve o mesmo triste fim na “homenagem” póstuma que lhe prestaram.

A ÁGUA DE CHEIRO AGUOU

ariel (1)Ariel Figueroa | colunadeturismo@gmail.com

 

Senti a falta dos turistas fotografando, tentando dançar, se esforçando por participar. Senti a falta de Ilhéus.

 

Dois capoeiristas, três estivadores, algumas baianas e muita raça. Este é o balanço de uma festa que já foi grande. Participei mais uma vez da lavagem da Catedral, do início ao fim. No final da festa ficou um sabor amargo na boca, o retro gosto não foi legal. Faltou muito, faltou tudo.

À margem de Ilhéus passou o cortejo de baianas festejando São Sebastião ou Oxossi. A Cultura de Ilhéus foi dizimada, vulgarizada, marginalizada, deu tristeza ver o cortejo passar e o olhar das pessoas mostrar o desconhecimento do que estava acontecendo. Ilhéus esqueceu suas tradições. A Ilhéus ariana esqueceu sua cultura.

Estive no Mercado de Artesanato, cheio de turistas e estes sem saber que nesse preciso momento estava acontecendo uma das mais belas festas populares de Ilhéus; parece que as pousadas e os hotéis não informaram a respeito da lavagem da catedral. A Atil – Associação de turismo de Ilhéus – precisa incorporar seu papel de pelo menos divulgar o que está acontecendo aqui, pelo menos. Senti a falta dos turistas fotografando, tentando dançar, se esforçando por participar. Senti a falta de Ilhéus.

Não se trata de ser ou não povo dos terreiros, é uma coisa nossa coisa de ilheense participar da lavagem da Catedral. Pelo menos isso eu aprendi na década de 90, era assim. Os terreiros estão a cada ano pensando se descem para a festa ou não, isso tá claro. Enquanto a lavagem continuar a ser uma festa organizada por políticos, está fadada a acabar. Acredito que uma reunião entre os envolvidos seja necessária, de forma urgente.

Ano passado, na hora do caminhão pipa, a água faltou. Este ano tinha um caminhão pipa reluzente de novo, mas faltou uma coisa: Axé.

Lavagem da Catedral sem Axé não faz sentido.

Ariel Figueroa é turismólogo. Editor do site Coluna de Turismo

WALMOR CHAGAS E O SUL DA BAHIA

O ator Walmor Chagas, 82, morto ontem em Guaratinguetá (SP), teve como um dos últimos trabalhos profissionais a interpretação do personagem Samir Luedy no filme A coleção invisível, de Bernard Attal. Parte do filme foi gravada em Itajuípe, no sul da Bahia.

Walmor intepretava o colecionador de gravuras e desenhos em filme que tem a participação do ator global Vladimir Brichta e revelou para as artes o talento do itajuipense Wesley Macêdo, de 14 anos. A história é baseada na obra homônima de Stefan Zweig .

Em um dos trechos, o personagem interpretado por Walmor diz : “eu pensava que estava morto para o mundo”.

LAVAGEM DE SÃO SEBASTIÃO NESTE SÁBADO

Festa  é uma das mais tradicionais de Ilhéus (foto Clodoaldo Ribeiro)

Festa é uma das mais tradicionais de Ilhéus (foto Clodoaldo Ribeiro)

Um dos eventos mais importantes e que enfatiza o sincretismo religioso em Ilhéus será realizado neste sábado, 19. É a Lavagem das Escadarias da Catedral de São Sebastião, programada para começar às 10 horas.

A festa é uma iniciativa do Sindicato dos Estivadores de Ilhéus e conta com o apoio da Prefeitura e da iniciativa privada. O cortejo que abre as celebrações sai às 10 horas da Avenida Dois de Julho e segue pelo centro da cidade, passando pela Rua da Linha e Avenida Soares Lopes, até chegar à catedral.

Baianas e blocos afros são o destaque dos festejos, que deve reunir cerca de 2 mil pessoas, conforme previsão da Secretaria Municipal do Turismo.

MONDRONGO: 1 ANO, 22 LIVROS

CAPAS_MONDRONGO

A Mondrongo, mais nova editora do sul da Bahia, comemora seu primeiro aniversário em evento que acontece neste sábado, dia 12, às 18 horas, na Casa dos Artistas. E não haveria melhor maneira de marcar a data do que realizando um novo lançamento de obras literárias. Serão cinco, com autores consagrados e novos nomes, a exemplo de Rodrigo Melo, autor do livro de contos O sangue que corre nas veias.

Os outros novos títulos da editora do Teatro Popular de Ilhéus são: Essa esquiva e dilacerada fauna, também de contos, escritos por Jorge Araújo; Um rio nos olhos (poesia), de Aleilton Fonseca; O chão & a nuvem (poesia), de Heitor Brasileiro; e O túmulo agonizante, obra de Ramon de Freitas Ribeiro que traz duas novelas de terror.

A Mondrongo estreou com a produção dos textos das peças Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito O Inspetor Geral, de Romualdo Lisboa. Desde o nascimento, já são 22 títulos publicados.










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