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:: ‘cultura’

CINECLUBE GRAPIÚNA MÁRIO GUSMÃO

Será instalado neste sábado, 8, na Sala Zélia Lessa, em Itabuna, o Cineclube Grapiúna Mário Gusmão. O espaço faz homenagem ao ator baiano que, além da grande contribuição à cultura, foi também um ativista do movimento negro.

Gusmão era de Cachoeira e foi o primeiro negro a se formar na Faculdade de Teatro da Ufba. Na década de 80, atuou em Itabuna na área de cultura (durante o governo Ubaldo Dantas), sendo diretamente responsável pela revelação de vários talentos para o teatro, o cinema e a tevê. O ator morreu em 1996, aos 68 anos.

A inauguração do cineclube será às 19 horas do dia 8, não por acaso com a exibição do filme “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. O filme tem direção de Glauber Rocha e o ator principal é Mário Gusmão.

TELAS DESAPARECEM DO GALPÃO CULTURAL

Uma coleção de 20 telas que ornavam as paredes do Galpão Cultural, no bairro de Ferradas, em Itabuna, desapareceu do local. O fato chegou ao conhecimento da equipe do futuro governo do município, que constatou a veracidade do ocorrido na tarde desta sexta-feira, 30.

Pessoas ligadas ao prefeito eleito, Vane do Renascer, foram até o Galpão acompanhadas de policiais. Houve tentativa de entrar em contato com a presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Sandra Ramalho, mas a gestora não foi localizada.

OUTRO LADO

A presidente da Ficc entrou em contato com o PIMENTA e disse que as telas não pertenciam ao acervo público. Segundo ela, as obras estavam no galpão em sistema de consignação, mas, observou, “o município não dispunha de dinheiro para comprá-las”. Assim, as telas foram devolvidas ao artista.

CINECLUBE NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O Cineclube Équio Reis, da Casa dos Artistas de Ilhéus, terá programação especial nesta terça-feira, 20, quando se comemora o Dia da Consciência Negra. Na tela, serão exibidos dois curtas-metragens que abordam a luta dos povos afrodescendentes no Brasil.

Um dos filmes é “O grito dos cativos”, de Telmo Figueiredo e Heuger Campos; o outro é “Cada negro é uma negritude”, de Murilo Campos. A sessão faz parte de um projeto que destaca a produção audiovisual dos acadêmicos do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), numa parceria com o Núcleo de Produção Audiovisual do Teatro Popular de Ilhéus.

O projeto segue com a exibição de curtas até fevereiro de 2013.

LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE CLARINDO SILVA

Clarindo Silva, a figura mais emblemática do Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, é personagem de uma das três biografias que serão lançadas no próximo dia 20, a partir das 16h30, na Assembleia Legislativa da Bahia. Os outros dois livros abordam, respectivamente, a vida do médico Juliano Moreira e a do geógrafo Milton Santos.

O trabalho sobre Clarindo é de autoria do escritor e jornalista Vander Prata, que compilou mais de 80 horas de entrevistas com o ilustre proprietário da Cantina da Lua, além de amigos e parentes.

Durante muitos anos, a Cantina foi um dos centros da efervescência cultural da capital baiana e símbolo da luta pela preservação do Pelourinho como patrimônio arquitetônico da humanidade. Relata o autor que “sob o comando de Clarindo Silva, (a Cantina da Lua) tornou-se um espaço democrático, que reunia poetas, músicos, jornalistas, radialistas, artistas, políticos, nativos e turistas, reinando absoluto como ponto de encontro da cena cultural baiana, principalmente durante as décadas de 1970 e 1980”.

Ainda segundo Prata, “Clarindo Silva estimulava a pluralidade de pensamentos, proporcionando boa comida e bebida de primeira, apreciadas principalmente quando rolava samba”. O livro que conta a bela história de Clarindo e de seu boteco mágico no Pelourinho tem prefácio do escritor e jornalista José de Jesus Barreto e contracapa do poeta Fernando Coelho.

FALANDO DE PRESUNÇÃO, COLUNISTA DIZ QUE “NO CEMITÉRIO TODOS SE IGUALAM”

Ao responder a uma leitora sobre as incertezas da vida, o colunista Ousarme Citoaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO aqui no Pimenta) disse que também ele emprega expressões do tipo “penso”, “parece” e semelhantes, por não ter “propriedade sobre as tais certezas certas”. O jornalista “pensa” que quem não duvida de si mesmo se transforma em morada da presunção – sendo esta “irmã siamesa da arrogância e da empáfia, e inimiga inconciliável da humildade”.

O titular do UP repete o conselho que um amigo seu ouviu do pai: “ao se sentir cheio de afetação e superioridade, visite o cemitério, para ver como, no final das contas, ali todos se igualam” – e lembra um curioso diálogo de José Lins do Rego e Graciliano Ramos, sobre o pessimismo deste.

Para ver a coluna desta semana e o total do comentário, clique aqui.

A MULHER E A MORTE NOS LIVROS DE JORGE

A abordagem da mulher e as contingências da morte na obra de Jorge Amado são analisadas no livro “Morte e Gênero – Estudos sobre a  Obra de Jorge Amado”, escrito pelos professores André Rosa e Sandra Sacramento, ambos da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). O trabalho se propõe a discutir as representações da morte e do feminino em alguns dos mais importantes textos ficcionais do autor grapiúna.

Com o selo da editora Mondrongo, do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), o livro tem lançamento marcado para esta quinta-feira, 8, às 18h30, na Casa de Jorge Amado (sede da Fundação Cultural de Ilhéus). Estão programadas apresentações do balé afro Dilazenze, grupo teatral Maktub, entre outras atrações.

WE LOVE BRAZIL

Karoline Vital | karolinevital@gmail.com

 

É bonito e importante valorizar a cultura brasileira. Mas precisamos de revanchismo para isso?

 

O café da manhã dos filmes norte-americanos me deixava intrigada. Qual seria o gosto da panqueca? Redonda, fofinha, dourada, coberta com xarope de bordo… Parecia deliciosa! Há cerca de um ano, tentei reproduzir a receita em casa. O resultado? Um disco disforme, murcho, borrachudo, queimado e coberto com um enjoativo xarope de milho.

Segui a receita tim-tim por tim-tim novamente e consegui algo menos ruim. O gosto lembrava muito o crepe francês. Pedi ajuda ao oráculo do Google e descobri que a coincidência de sabores não era por acaso. A diferença entre os pratos é que a panqueca norte-americana é mais alta, com cerca de meio centímetro. Um dos meus grandes símbolos do american way of life tinha sotaque francês!

A partir deste intercâmbio culinário, embarquei na viagem sobre o que poderíamos chamar de cultura pura, verdadeira, genuína? Afinal, cultura é tudo o que é produzido pelos seres humanos. E, como gente é um bicho inquieto, em permanente aprendizado, seus saberes e fazeres nunca estão totalmente prontos, vivem em constante transformação cultural.

No meu primeiro semestre do curso de comunicação, em 2000, vi uma entrevista do filósofo francês Michel Serres no programa Roda Viva. Uma de suas falas grudou em minha mente: “Culto é quem vai buscar outra cultura”. A afirmativa me ajuda a avançar mais um pouco em minha associação de ideias e tentar entender uma das últimas campanhas das redes sociais: “Halloween, não! 31 de outubro é dia do saci!! Deixe de pagar pau pra gingo! Valorize a cultura brasileira!”.

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PATRIMÔNIO IMATERIAL DA BAHIA

Imagem da baiana de acarajé se identifica com a cultura do Estado

O ofício da baiana de acarajé passa a ser reconhecido como Patrimônio Imaterial da Bahia, por meio de decreto assinado pelo governador Jaques Wagner. A atividade foi também registrada no Livro Especial de Saberes e Modos de Fazer, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).

Segundo o governador, a homenagem é um reconhecimento a “uma marca baiana, uma tradição da nossa culinária e da nossa hospitalidade”.

Uma hora dessa é covardia…

“APAGÃO” NA CULTURA DE ITABUNA

Mais um capítulo triste na história da cultura de Itabuna. Depois de ter as contas de 2011 rejeitadas pelo TCM, a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) sofreu corte no fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento. A sede da entidade, na Praça Laura Conceição, está sem luz desde o início da semana.

É um fim de gestão realmente melancólico. Não dá nem para pedir ao último que sair para apagar a luz…

PRODUÇÃO CULTURAL EM DEBATE

A produção cultural regional será tema de debate nesta terça-feira, 23, às 19 horas, no Teatro Popular de Ilhéus, onde estarão presentes dois importantes cineastas baianos: Pola Ribeiro e Araripe Jr. Na mesma noite, haverá exibição da série de curtas-metragens Encena, produzida pelos acadêmicos da TV Uesc.

A realização da mesa redonda com os dois cineastas  é fruto de uma parceria entre o Curso de Comunicação da Uesc e o Ponto de Cultura do Teatro Popular de Ilhéus. Também participam do evento os professores Dirceu Alves e Marlúcia Rocha, o gerente de laboratórios da Uesc, Emiron Gouveia, e o diretor de cinema Henrique Filho, ex-aluno do curso de Comunicação da universidade.

Essa parceria entre a Uesc e o TPI prevê ainda a apresentação de diversos curtas produzidos por alunos da instituição. As sessões serão sempre às 19 horas de terça-feira, até fevereiro de 2013.

THAME EM MESA REDONDA SOBRE JORGE AMADO

O jornalista e escritor Daniel Thame, autor de obra-tributo a Jorge Amado, participou neste sábado, 20, de uma mesa redonda sobre o escritor grapiúna na Feira Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Mediado pelo ator Jackson Costa, o debate teve também a presença da escritora americana Mary Ann Mahony.

A discussão, que durou cerca de duas horas e atraiu grande público para o auditório da Ordem do Carmo, girou em torno do tema “Jorge Amado e os contextos de Terras do Sem Fim e Gabriela”. Segundo Thame, foi um “mergulho na saga do cacau e no mundo mágico de Jorge Amado, que tornou o Sul da Bahia mundialmente conhecido”.

A Flica, que termina neste domingo, 21, reúne escritores do Brasil, Estados Unidos, Espanha, Itália, Nigéria e Angola.

LUIZ SALÉM E STELLA MIRANDA SÃO ATRAÇÕES DE “GOZADOS” NESTA SEXTA EM ITABUNA

Os “gozados” Salém e Stella Miranda se apresentam nesta sexta em Itabuna.

Os atores Luiz Salém e Stella Miranda já interpretaram vários papéis no teatro e na televisão. A dupla se apresenta pela primeira vez no Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF), em Itabuna, nesta sexta-feira, 19, às 20h30min, na comédia musical Gozados.

Os subversivos fazem paródias de cantores como Amy Winehouse, Caetano Veloso, Chico Buarque e Arnaldo Antunes. No palco, o repertório da dupla apresenta figuras como o “Bissexual que Entrou no Armário”, a “Mulher Rica” e a “Baiana Cansada”.

Antes de subir ao palco do CCAF, Luiz Salém participa de ação promocional e concede autógrafos no quiosque do Bicho Festeiro, no Shopping Jequitibá, nesta sexta à tarde.

SERVIÇO
Gozados, com Luiz Salém e Stella Miranda
Onde: Centro de Cultura Adonias Filho
Quando: Dia 19, às 20h30min
Quanto: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia)
Com Luiz Salém e Stella Miranda

ITABUNA RECEBE MOSTRA JORGECINEAMADO

Mostra passa por Itabuna e outros 15 municípios baianos.

Itabuna recebe, na próxima quarta, 17, a Mostra Itinerante JorgeCineAmado, no Centro de Cultura Adonias Filho. Com entrada franca, o evento tem sessões às 8h e 19h. Pela manhã, será exibido o filme Capitães da Areia, de Cecília Amado. À noite, o público terá a oportunidade de assistir aos documentários Jorjamado no Cinema, de Glauber Rocha, e Jorge Amado, de João Moreira Sales.

A mostra em homenagem ao centenário de nascimento de Jorge Amado também traz palestra com o jornalista e crítico de cinema Adalberto Meirelles, que abordará a obra do escritor grapiúna e adaptações feitas para o cinema.

O evento passará por 15 municípios baianos e tem como principal foco, segundo a produtora e atriz Eva Lima, “despertar o interesse pela cultura baiana e nacional, contribuindo assim positivamente para sua formação cultural e tornando seu imaginário mais rico, mais significativo e inclusivo”.

TEATRO POPULAR DE ILHÉUS TEM APOIO DE FÁBIO LAGO PARA ADMINISTRAR GENERAL OSÓRIO

Ator Fábio Lago apoia convênio entre prefeitura e Teatro Popular de Ilhéus.

Enquanto a equipe do prefeito eleito de Ilhéus se posiciona contra algo transparente e que fortalece as manifestações culturais de um dos berços da cultura baiana, o ator global e ilheense Fábio Lago tornou público seu apoio ao convênio que cede a administração do prédio do Colégio General Osório ao Teatro Popular de Ilhéus. O convênio foi celebrado entre o TPI e a Prefeitura de Ilhéus.

Jabes e assessores expressam que não há convivência harmônica entre atividades teatrais e biblioteca. Até tentam jogar o Ministério Público estadual contra o negócio transparente que passa ao Teatro Popular a administração do imóvel por 20 anos, mas com regras que tornam plenamente possível a retomada do prédio do General Osório se a gestão do espaço público não seguir as cláusulas constantes de contrato.

Fábio Lago lembra que biblioteca e teatro podem viver juntos tranquilamente. E enfatiza o papel do grupo teatral ilheense: “O grupo [Teatro Popular de Ilhéus] faz um trabalho sério e importante para a cultura regional”.

Já Romualdo Lisboa, do TPI, elenca, pelo menos, dois espaços culturais onde biblioteca e teatro coexistem: a Biblioteca Central dos Barris e o Espaço Xisto Bahia, em Salvador, e o Centro Cultural de São Paulo, que reúne cinema, dança, música e literatura.

Quem se posiciona contra o projeto é porque, talvez, apresente resistência ao protagonismo do Teatro Popular de Ilhéus, uma turma que já ganhou prêmios nacionais e encanta plateias seja na Bahia, São Paulo, Paraná ou em qualquer lugar pela sua qualidade.

O prefeito eleito Jabes Ribeiro precisa vir a público – e de forma inequívoca – explicar os motivos dele e de sua tropa se posicionarem contra as intenções do TPI. Deveriam, sim, apoiar a iniciativa.

E, deixemos claro, não foi o grupo de teatro quem se dispôs a administrar aquele espaço. A proposta partiu da Prefeitura de Ilhéus e dos atuais gestores por reconhecimento às qualidades artísticas e de gestão do TPI, além de sua habilidade em atrair/captar recursos.

Aliás, aqui, outro ponto importante: o TPI tem com a Secretaria Estadual de Cultura convênio que garante recursos para administração de espaço cultural. Se a equipe do prefeito eleito “melar” o negócio transparente, o convênio com o governo baiano será desfeito. E Ilhéus e a cultura perderão mais uma fonte de receita.

Um lembrete: o protagonismo na cultura não deve ter monopólio.

Artistas no dia em que foi dada posse do espaço histórico a quem faz arte (Foto Clodoaldo Ribeiro).

ITABUNA: ZEM COSTA DEFENDE MMA NAS ESCOLAS

Zem Costa: MMA nas escolas (Foto Diário Bahia).

As Artes Marciais Mistas (do inglês MMA) ganharam o mundo e se tornaram populares também no Brasil. O mais novo dos candidatos a prefeito de Itabuna, Zem Costa (PSOL), acredita que a luta pode ser incluída entre as atividades esportivas nas escolas da rede municipal. Pelo menos, essa foi uma das propostas apresentadas por ele na sabatina do Alerta Total, da TV Cabrália/Record News no final de semana.

Zem falava das suas propostas para a educação e disse que a principal, como professor, é que Itabuna adote em toda a rede o ensino em tempo integral, dedicando um dos turnos a atividades esportivas e culturais. “A criançada tem muita energia. De preferência, que se gaste [energia] com esporte, o futebol, a capoeira e esportes que são febres hoje em dia, como o MMA”, disse. O MMA tem Anderson Silva como principal referência na atualidade. É um misto de artes marciais.

Ainda no programa, o candidato pôde falar de temas como trânsito, saneamento, cultura e lazer e emprego. Zem defende mais investimentos na Educação Profissional para reduzir as dificuldades do jovem no acesso ao primeiro emprego. E considera imprescindível execução de políticas públicas para o enfrentamento da violência no município. “A violência em Itabuna tem assombrado a população”.

O candidato do PSOL também aposta em investimentos em políticas preventivas de saúde para reduzir o caos na rede hospitalar municipal. A principal ação, considera, é investir na rede básica e colocar para funcionar unidades de saúde 24 horas em regiões estratégicas do município.

Zem ainda falou em trânsito e defendeu a criação de ciclovias (“Itabuna só tem meio quilômetro de ciclovia”) e novos corredores urbanos, a exemplo da margem esquerda da BR-101, ligando a região da Mangabinha e Bananeira ao viaduto da BR-101 que liga, também, à BR-415.

Zem Costa também defende o estímulo ao esporte. A ideia é construir quadras poliesportivas, pista de atletismo e piscina olímpica. Para ele, os espaços que a cidade tem para  prática de esporte e para o lazer são poucos e precários. Outro dado: as quadras poliesportivas existentes não são cobertas.

O candidato reconheceu ser o mais jovem, mas fez disso uma bandeira e lembrou ser filiado ao partido que “cassou” o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM). “Sou candidato mais jovem da história de Itabuna. Que a juventude venha fortalecer essa corrente”.

IMAGINAÇÃO É REMÉDIO CONTRA A REALIDADE

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

A vida há de ser lida no original, pelos nossos olhos, não pelos olhos dos outros. Mesmo assim, o texto interpretado por pessoa mais experiente nos ajuda a entendê-lo. Pensei nisso relendo o poema de Manuel Bandeira Vou-me embora pra Pasárgada(que todo mundo conhece, nem que seja vagamente). É exemplo acabado de “escapismo romântico” – forma de evadir-se da realidade desagradável, o que os poetas fazem usando o devaneio, a imaginação. No caso, Bandeira “muda-se” para Pasárgada (um lugar perdido na Pérsia), onde as coisas acontecem de forma contrária ao seu dia a dia cheio de limitações. O poeta era tuberculoso – e esta informação é indispensável para que a gentil leitora entenda o poema.

Clique aqui e confira a coluna Universo Paralelo na íntegra

“AMAR AMADO” PODE TER NOVA EDIÇÃO

Do Blog do Gusmão

O Festival Amar Amado, que comemorou o centenário do escritor Jorge Amado e agradou a nativos e turistas, pode entrar para o calendário de eventos culturais de Ilhéus.

Segundo José Nazal, chefe de gabinete do prefeito Newton Lima, a realização anual do evento está em discussão no Ministério da Cultura.

Na edição desse ano, a primeira, o festival foi financiado com verbas do ministério, captadas por meio da Lei Rouanet, e contou com o apoio do governo estadual.

O evento proporcionou, durante 8 dias, vários espaços onde foram discutidas as contribuições de Jorge Amado para a cultura contemporânea. Teatro, feiras e discussões literárias e música tiveram espaço garantido.

CINCO DÉCADAS SOB O OLHAR DE CAETANO

Um dos maiores nomes da MPB, Caetano Veloso “setentou” hoje. O leitor pode pescar muito da discografia e da própria história do músico baiano. No Youtube, estão disponíveis vídeos em que Cae aborda as décadas de 40 a 80. No vídeo abaixo, o músico baiano fala da década de 50. Confira:

O FIM DA TURNÊ DE “TEODORICO” EM ASSENTAMENTOS

Teodorico Majestade encenada no Assentamento Dom Hélder (Foto Karoline Vital).

A turnê de Teodorico Majestade, as últimas horas de um prefeito será encerrada no assentamento rural Bom Gosto, em Ilhéus, na tarde deste domingo, 5. O encerramento ocorre, justamente, por onde tudo começou, como explica o diretor do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), Romualdo Lisboa. “Vimos [no Bom Gosto] que seria possível a circulação por assentamentos”, informou o diretor Romualdo Lisboa.

A turnê passou por 22 assentamentos de Ilhéus, Una, Canavieiras, Santa Luzia e Itacaré, financiado pela Funarte. A proposta da peça é falar sobre corrupção e consciência política, quando a peça mostra a força do povo para cobrar dos políticos eleitos. A experiência de levar a peça aos assentamentos tem sido experiência das mais ricas para o TPI, segundo Lisboa:

– É uma troca de experiências e impressões. Contamos nossa história e também ouvimos os assentados, que muito batalharam para conseguir suas terras e ainda lutam por melhorias diárias.

DANIEL THAME LANÇA “JORGE 100 ANOS AMADO”

O jornalista Daniel Thame tomou gostou pela literatura. Após Vassouras e A mulher do lobisomem, Thame lançará no próximo domingo, 5, Jorge100anosAmado – Tributo a um terno menino grapiúna. Será durante a abertura da Feira Literária Amar Amado, às 18h, no Centro de Convenções de Ilhéus.

O jornalista e escritor diz que o livro é, como expressa o título, uma homenagem a Jorge Amado, lançado exatamente nas comemorações dos 100 anos de nascimento de um dos maiores nomes da literatura brasileira. Jorge100anosAmado traz série de contos que têm como fonte inspiradora a obra do escritor itabunense.

A obra de Thame aborda o universo onde nasceu Jorge Amado, sua gente e, claro, traz uma crônica sobre a (eterna) disputa de Itabuna e Ilhéus pelo escritor.

Thame: nova obra.

O escritor  Aurélio Schommer, que já presidiu a Câmara Baiana do Livro e prefacia a obra, diz que Thame “trilha seus próprios caminhos”. Schommer também destaca a “clareza e concisão nas crônicas e contos” de Thame, que tempera “com lirismo e emoção a pena correta, crítica, do jornalista”.

– Jorge Amado está bem representado no livro, pela qualidade do texto, pela temática, pelas paisagens, pelos personagens. Daniel Thame não é uma sombra do grande escritor. É um novo e emergente talento, incomparável a seu modo, uma grata revelação a um número cada vez maior de encantados leitores.

Jorge100anosAmado, lançado pela Editora Via Literarum, tem o apoio cultural da Amazon Bahia, Liba Logística, Uniube/Polo Itabuna e Viação São Miguel. Thame não revela quais, mas apresentará algumas surpresas no lançamento da sua terceira obra.

LIVRO TRAZ O MELHOR DA MPB EM 100 ANOS

As origens da MPB, os principais compositores e intérpretes de 1890 a 1990, década a década, de Chiquinha Gonzaga a Marisa Monte, de Catulo da Paixão Cearense a Zezé Di Camargo e Luciano. Relançado semana passada, MPB – A História de Um Século (Editora Funarte, R$ 70,00) é um livrão de 528 páginas que serve de referência a quem quer entender os rumos dessa trajetória, e acompanhá-la em fotos.

São 400 imagens de artistas de “importância decisiva”, entre amarelados registros de Patápio Silva, Ernesto Nazareth, Heitor dos Prazeres e Pixinguinha, imagens icônicas das gerações bossa nova (Tom, Vinicius, Menescal, Bôscoli, Carlos Lyra e companhia, Sérgio Mendes e o Brasil-66 posando com Nixon em Washington), da música de protesto, festivais, jovem guarda, até chegar aos anos 90 do pagode e do sertanejo pop.

A publicação culmina na “nova MPB” que também estourou ali: Marisa, Cássia Eller, Chico César, Zélia Duncan, alguns “modismos” passageiros e fenômenos femininos que se perpetuaram (Ivete, Ana Carolina).

Já a novíssima MPB não entrou. “O espírito do livro foi se ater ao século 20, que foi o consolidador e definidor da MPB. O século 21 está começando ainda, não dá para se ter uma apreciação crítico-histórica”, diz Ricardo Cravo Albin, pesquisador aplicado e diretor do Museu da Imagem e do Som entre 1965 e 1971. Seus textos aparecem no livro também em inglês, francês e espanhol. Do Estadão.

A ÚLTIMA CHANCE DE ILHÉUS

Nazal fala da nova (e última) chance de Ilhéus.

José Nazal, fotógrafo, memorialista e autor do livro Minha Ilhéus, fotografias do século XX e um pouco de nossa história, cedeu 300 fotos para o cenógrafo Mário Monteiro, da produção da novela Gabriela em 1975 e da nova versão que começa a ser exibida na próxima segunda-feira na Rede Globo.

A partir do acervo de Nazal, Mário Monteiro pôde passar ao papel a Ilhéus cenográfica (a do Projac) que o telespectador verá/assistirá no remake com Juliana Paes e Humberto Martins.

Para o município, a novela das 23h é oportunidade de ouro. Via Facebook, Nazal opina com a propriedade de quem bem conhece a Terra de Gabriela:

– Acho que essa é a última chance que Ilhéus terá como epicentro de uma novela global. Mais uma dentre as tantas que já foram feitas.








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