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:: ‘cultura’

CURSOS E OFICINAS DO TEATRO POPULAR

Quem tiver interesse em aprender a tocar um instrumento musical, dançar ou ainda conhecer técnicas para aperfeiçoar o canto tem na Casa dos Artistas de Ilhéus um lugar ideal. Os cursos e oficinas oferecidos pelo Teatro Popular estão com inscrições abertas para pessoas de todas as idades, com atendimento das 14 às 18 horas.

Entre os cursos está o de bateria e percussão, ministrado pelo mestre Sabará sempre às sextas-feiras, em dois horários: 9h às 11h e 14h às 16h. Há ainda a oficina de canto popular, com Eloah Monteiro, e o curso de dança criativa (este para crianças e adolescentes), sob a condução da professora Érica Ocké. Pessoas de qualquer faixa etária podem se matricualr no curso de dança afrobrasileira, ministrado pela professora Neide Rodrigues.

Mais informações pelo telefone 73.4102-0580.

ASSOCIAÇÃO PRESTA REVERÊNCIA AO “CABOCO”

Daniel e Ari batem ponto no ABC e discutem sobre a Acacal, obervados atentamente pelo Caboco

Daniel e Ari batem ponto no ABC e discutem sobre a Acacal, obervados atentamente pelo Caboco

Só mesmo o emblemático “Caboco” Alencar, verdadeiro patrimônio histórico-cultural de Itabuna, seria capaz de fazer surgir nesta terra de tantas siglas, mais uma: a Acacal (Associação Cultural dos Amigos do Caboco Alencar). A nova entidade terá sua criação oficializada na manhã deste sábado, 2 de fevereiro, dia de festa no mar e de gandaia no ABC da Noite por ser aniversário de seu ilustre proprietário há 51 anos.

A ideia de criar a associação partiu da Associação Cultural Amigos do Teatro de Itabuna (Acate), presidida pelo produtor Ari Rodrigues; Associação de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias Etc. (Alambique), dirigida pelo jornalista Daniel Thame (que nesse caso, bebe e dirige); e do Fórum de Cultura Itabunense, sob o comando do também jornalista Ederivaldo Benedito.

A inauguração da Acacal e o aniversário do Caboco começam às 10 horas e serão animados por velhas marchinhas carnavalescas. Haverá também uma lavagem simbólica do ABC da Noite, numa prévia da Lavagem do Beco do Fuxico, endereço do estabelecimento, que acontece no dia 9 de março.

Durante a festa, Thame lançará campanha pelo tombamento do ABC da Noite, boteco de íntimas ligações com a cultura grapiúna.

JORGE NÃO FOI BALEADO. FOI APEDREJADO

A Ficc (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania) divulgou nota na qual esclarece que a estátua do escritor Jorge Amado, na entrada do bairro de Ferradas, não foi alvo de tiros, como chegou a ser noticiado pela imprensa. Mas não há razão para alívio, pois a escultura, na verdade, foi apedrejada.

De acordo com a entidade, as perfurações foram constatadas no início deste mês, depois que moradores denunciaram a ação de vândalos.

A fundação estuda a possibilidade de refazer a escultura com a utilização de bronze. Em virtude de restrições orçamentárias, o governo passado encomendou a obra do artista Lavrud Durval em fibra de vidro, bem menos resistente.

Ou seja, não foi apenas na Avenida Amélia Amado que o governo anterior fez armengue. Outro Amado teve o mesmo triste fim na “homenagem” póstuma que lhe prestaram.

A ÁGUA DE CHEIRO AGUOU

ariel (1)Ariel Figueroa | colunadeturismo@gmail.com

 

Senti a falta dos turistas fotografando, tentando dançar, se esforçando por participar. Senti a falta de Ilhéus.

 

Dois capoeiristas, três estivadores, algumas baianas e muita raça. Este é o balanço de uma festa que já foi grande. Participei mais uma vez da lavagem da Catedral, do início ao fim. No final da festa ficou um sabor amargo na boca, o retro gosto não foi legal. Faltou muito, faltou tudo.

À margem de Ilhéus passou o cortejo de baianas festejando São Sebastião ou Oxossi. A Cultura de Ilhéus foi dizimada, vulgarizada, marginalizada, deu tristeza ver o cortejo passar e o olhar das pessoas mostrar o desconhecimento do que estava acontecendo. Ilhéus esqueceu suas tradições. A Ilhéus ariana esqueceu sua cultura.

Estive no Mercado de Artesanato, cheio de turistas e estes sem saber que nesse preciso momento estava acontecendo uma das mais belas festas populares de Ilhéus; parece que as pousadas e os hotéis não informaram a respeito da lavagem da catedral. A Atil – Associação de turismo de Ilhéus – precisa incorporar seu papel de pelo menos divulgar o que está acontecendo aqui, pelo menos. Senti a falta dos turistas fotografando, tentando dançar, se esforçando por participar. Senti a falta de Ilhéus.

Não se trata de ser ou não povo dos terreiros, é uma coisa nossa coisa de ilheense participar da lavagem da Catedral. Pelo menos isso eu aprendi na década de 90, era assim. Os terreiros estão a cada ano pensando se descem para a festa ou não, isso tá claro. Enquanto a lavagem continuar a ser uma festa organizada por políticos, está fadada a acabar. Acredito que uma reunião entre os envolvidos seja necessária, de forma urgente.

Ano passado, na hora do caminhão pipa, a água faltou. Este ano tinha um caminhão pipa reluzente de novo, mas faltou uma coisa: Axé.

Lavagem da Catedral sem Axé não faz sentido.

Ariel Figueroa é turismólogo. Editor do site Coluna de Turismo

WALMOR CHAGAS E O SUL DA BAHIA

O ator Walmor Chagas, 82, morto ontem em Guaratinguetá (SP), teve como um dos últimos trabalhos profissionais a interpretação do personagem Samir Luedy no filme A coleção invisível, de Bernard Attal. Parte do filme foi gravada em Itajuípe, no sul da Bahia.

Walmor intepretava o colecionador de gravuras e desenhos em filme que tem a participação do ator global Vladimir Brichta e revelou para as artes o talento do itajuipense Wesley Macêdo, de 14 anos. A história é baseada na obra homônima de Stefan Zweig .

Em um dos trechos, o personagem interpretado por Walmor diz : “eu pensava que estava morto para o mundo”.

LAVAGEM DE SÃO SEBASTIÃO NESTE SÁBADO

Festa  é uma das mais tradicionais de Ilhéus (foto Clodoaldo Ribeiro)

Festa é uma das mais tradicionais de Ilhéus (foto Clodoaldo Ribeiro)

Um dos eventos mais importantes e que enfatiza o sincretismo religioso em Ilhéus será realizado neste sábado, 19. É a Lavagem das Escadarias da Catedral de São Sebastião, programada para começar às 10 horas.

A festa é uma iniciativa do Sindicato dos Estivadores de Ilhéus e conta com o apoio da Prefeitura e da iniciativa privada. O cortejo que abre as celebrações sai às 10 horas da Avenida Dois de Julho e segue pelo centro da cidade, passando pela Rua da Linha e Avenida Soares Lopes, até chegar à catedral.

Baianas e blocos afros são o destaque dos festejos, que deve reunir cerca de 2 mil pessoas, conforme previsão da Secretaria Municipal do Turismo.

MONDRONGO: 1 ANO, 22 LIVROS

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A Mondrongo, mais nova editora do sul da Bahia, comemora seu primeiro aniversário em evento que acontece neste sábado, dia 12, às 18 horas, na Casa dos Artistas. E não haveria melhor maneira de marcar a data do que realizando um novo lançamento de obras literárias. Serão cinco, com autores consagrados e novos nomes, a exemplo de Rodrigo Melo, autor do livro de contos O sangue que corre nas veias.

Os outros novos títulos da editora do Teatro Popular de Ilhéus são: Essa esquiva e dilacerada fauna, também de contos, escritos por Jorge Araújo; Um rio nos olhos (poesia), de Aleilton Fonseca; O chão & a nuvem (poesia), de Heitor Brasileiro; e O túmulo agonizante, obra de Ramon de Freitas Ribeiro que traz duas novelas de terror.

A Mondrongo estreou com a produção dos textos das peças Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito O Inspetor Geral, de Romualdo Lisboa. Desde o nascimento, já são 22 títulos publicados.

JORGE E ZÉLIA NO RIO VERMELHO

jorge e zélia 2

O casal mais famoso da Bahia está eternizado no Rio Vermelho, reduto da boemia soteropolitana. Jorge Amado e Zélia Gattai, que construíram uma história de amor entre si e com o povo baiano, receberam mais uma homenagem neste ano de 2012, quando Jorge completaria seu centenário.

A celebração ao casal se materializa em uma escultura concebida por Tati Moreno, inaugurada nesta quarta-feira, 19, pelo governador Jaques Wagner, acompanhado por secretários estaduais e por João Jorge e Paloma Amado, filhos de Jorge e Zélia.

“A homenagem é mais do que merecida e se torna mais um ponto de atração turística para Salvador”, afirmou Wagner. A iniciativa contou com apoio do governo baiano, por meio da Bahiatursa e Bahiagás.

O COLUNISTA E AS CONFRATERNIZAÇÕES: “ENCONTRO DE MAIS DE TRÊS É COMÍCIO”

Amália RodriguesConcordando com um leitor que abomina certas confraternizações natalinas, Ousarme Citoaian, da coluna UNIVERSO PARALELO, aqui no Pimenta, se disse “não muito chegado” a ajuntamentos e que, “quase sempre, encontro de mais de três é comício”. Mas reconheceu que se dá bem em algumas reuniões em que “os chatos não foram convidados” e “ninguém fala me segurando, como se eu pretende fugir (será que advinham?)”.

Sobre linguagem, ele defende uma forma que utilizou (“a mim me encantam”), que considera “uma deliciosa redundância, mais ao gosto lusitano do que ao nosso”. E lembra de outra, “irmã gêmea”, igualmente saborosa, ouvida em Foi Deus (fado que Alberto Janes fez para Amália Rodrigues): “… e deu-me esta voz a mim”.

Clique aqui para ver o total do comentário e a coluna desta semana.

SELO FAZ REFERÊNCIA AO CENTENÁRIO DE GONZAGÃO

O velho Lua, Rei do Baião, será festejado neste domingo, na tradicional Exposição Agropecuária de Entre Rios, onde ele tantas vezes se apresentou.

As homenagens a Luiz Gonzaga irão incluir a inauguração de um museu com o nome do artista, que se estivesse vivo teria completado cem anos nesta quinta-feira, 13.  A festa, no Parque Manoelito Argolo, começa às 9 horas com a Missa do Vaqueiro, seguida do lançamento nacional, pelos Correios, do Selo Comemorativo ao Centenário de Luiz Gonzaga.

Entre os que estarão presentes, destaque para Dominguinhos, discípulo e parceiro de Gonzagão. Durante a festa, a Assembleia Legislativa entregará ao sanfoneiro o título de Cidadão Baiano.

UMA DIETA MAIS CULTURAL

Karoline VitalKaroline Vital | karolinevital@gmail.com

Ouço muito discurso demagógico de gente que diz saber do potencial artístico grapiúna, mas nunca viu coisa alguma. É o mesmo tipo de gente que assiste programa matutino e dá conselhos sobre dietas naturais, exercícios e decora meia dúzia de chavões de livros de autoajuda.

Mais um ano vai chegando ao fim e a turma não perde tempo de fazer suas promessas para os próximos 12 meses. Uma clássica é regular o peso através de hábitos mais saudáveis. Uns querem emagrecer, outros ganhar massa muscular, alguns apenas gostariam de gozar de mais saúde para ter a possibilidade de viverem muitos outros anos e fazer mais promessas. Todo mundo sabe o que precisa fazer e o quanto sua saúde agradecerá, mas são poucos os que realmente se arriscam.

Geralmente, para regular o peso se começa pela reeducação alimentar. Fugir das delícias pouco nutritivas às quais estamos acostumados para encarar pratos que nem sempre são atraentes logo de cara é duro, torturante. Por mais que a circunferência das nossas cinturas peça clemência, são raros aqueles que facilmente trocam o velho e gordo bife com batatas fritas por um peixe grelhado com ervas finas e uma salada crua. É difícil e sofrível acostumar com o cardápio mais leve e sadio.

E, assim como acontece com a necessidade de hábitos alimentares mais saudáveis, também é preciso investir na boa forma de nossas mentes, melhorando nossas dietas culturais. Estamos acostumados a consumir tanta tranqueira que estranhamos ao encararmos uma opção mais refinada. Existem uns e outros que adoram visitar restaurantes chiques de vez em quando para posarem de gourmets, assim como aqueles que viram tietes repentinas de figuras da MPB para tirarem onda de intelectuais. Mas para apreciar cultura de verdade é questão de hábito, refinamento gradativo do paladar.

Meio mundo reclama que na televisão só passa porcaria e emburrece, que na internet só tem baboseira, etc. Têm consciência que há alternativas melhores e engrandecedoras, têm livre acesso a elas, mas não largam os maus hábitos. São os mesmos que, ao chegar numa praça de alimentação, atacam logo os sanduíches com gosto de plástico.

Os meios de comunicação também não ajudam muito a incentivar melhores hábitos culturais. Adoram escândalos e fofocas políticas, ficam em êxtase com tragédias (se envolverem criancinhas melhor ainda) e vão ao delírio com a violência, estampando fotos dos defuntos ensanguentados e tudo mais. A parte destinada à cultura é ínfima. É um terço de bloco de um telejornal, uma notinha em um programa de rádio e uma postagem por semana num site (isso se o evento não estiver pagando pelo espaço, um banner bem dinâmico com a foto dos artistas globais).

Fica mais do que complicado tentar colocar na cabeça do povo de que ser culto não é ter lido apenas os clássicos da literatura universal ou conhecer a discografia de gênios da música. Ser culto é estar aberto a novas experiências culturais, é se permitir experimentar novos sons, imagens e sabores.

A região sulbaiana tem uma vida cultural riquíssima, com artistas que não devem nada aos importados das regiões sul e sudeste do país. E não adianta vir apenas compartilhar links em seus perfis nas redes sociais de eventos culturais locais e nem se dar ao trabalho de experimentar. :: LEIA MAIS »

EX-MINISTRA FAZ CANÇÃO-RESPOSTA SOBRE SAÍDA DO GOVERNO

Da Folha de São Paulo

Demitida do governo em setembro deste ano e em silêncio desde então, a ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda decidiu falar. E cantar.

“Tinha que mostrar essa volta por cima”, diz, encostada numa janelona com vista para o mar no apartamento do irmão Sergio Buarque de Hollanda Filho, o Sergito, em Copacabana, no Rio.

A ex-ministra acaba de compor uma espécie de canção-resposta sobre sua saída do ministério. Chama-se “Para Voltar” e tem doze versos. O samba, apresentado em primeira mão ao programa “TV Folha” (TV Cultura, hoje, 19h30), começa ponderando que “talvez tenha sido bom” e termina explicando que o “melhor era enfrentar”.

Antes de voltar a compor, ela diz ter penado durante um mês com pesadelos diários que a jogavam de volta à rotina ministerial. “Antes do [ano] 3.500 eu não volto para lá”, afirma a ex-ministra sobre Brasília.

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CINECLUBE GRAPIÚNA MÁRIO GUSMÃO

Será instalado neste sábado, 8, na Sala Zélia Lessa, em Itabuna, o Cineclube Grapiúna Mário Gusmão. O espaço faz homenagem ao ator baiano que, além da grande contribuição à cultura, foi também um ativista do movimento negro.

Gusmão era de Cachoeira e foi o primeiro negro a se formar na Faculdade de Teatro da Ufba. Na década de 80, atuou em Itabuna na área de cultura (durante o governo Ubaldo Dantas), sendo diretamente responsável pela revelação de vários talentos para o teatro, o cinema e a tevê. O ator morreu em 1996, aos 68 anos.

A inauguração do cineclube será às 19 horas do dia 8, não por acaso com a exibição do filme “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. O filme tem direção de Glauber Rocha e o ator principal é Mário Gusmão.

TELAS DESAPARECEM DO GALPÃO CULTURAL

Uma coleção de 20 telas que ornavam as paredes do Galpão Cultural, no bairro de Ferradas, em Itabuna, desapareceu do local. O fato chegou ao conhecimento da equipe do futuro governo do município, que constatou a veracidade do ocorrido na tarde desta sexta-feira, 30.

Pessoas ligadas ao prefeito eleito, Vane do Renascer, foram até o Galpão acompanhadas de policiais. Houve tentativa de entrar em contato com a presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Sandra Ramalho, mas a gestora não foi localizada.

OUTRO LADO

A presidente da Ficc entrou em contato com o PIMENTA e disse que as telas não pertenciam ao acervo público. Segundo ela, as obras estavam no galpão em sistema de consignação, mas, observou, “o município não dispunha de dinheiro para comprá-las”. Assim, as telas foram devolvidas ao artista.

CINECLUBE NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O Cineclube Équio Reis, da Casa dos Artistas de Ilhéus, terá programação especial nesta terça-feira, 20, quando se comemora o Dia da Consciência Negra. Na tela, serão exibidos dois curtas-metragens que abordam a luta dos povos afrodescendentes no Brasil.

Um dos filmes é “O grito dos cativos”, de Telmo Figueiredo e Heuger Campos; o outro é “Cada negro é uma negritude”, de Murilo Campos. A sessão faz parte de um projeto que destaca a produção audiovisual dos acadêmicos do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), numa parceria com o Núcleo de Produção Audiovisual do Teatro Popular de Ilhéus.

O projeto segue com a exibição de curtas até fevereiro de 2013.

LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE CLARINDO SILVA

Clarindo Silva, a figura mais emblemática do Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, é personagem de uma das três biografias que serão lançadas no próximo dia 20, a partir das 16h30, na Assembleia Legislativa da Bahia. Os outros dois livros abordam, respectivamente, a vida do médico Juliano Moreira e a do geógrafo Milton Santos.

O trabalho sobre Clarindo é de autoria do escritor e jornalista Vander Prata, que compilou mais de 80 horas de entrevistas com o ilustre proprietário da Cantina da Lua, além de amigos e parentes.

Durante muitos anos, a Cantina foi um dos centros da efervescência cultural da capital baiana e símbolo da luta pela preservação do Pelourinho como patrimônio arquitetônico da humanidade. Relata o autor que “sob o comando de Clarindo Silva, (a Cantina da Lua) tornou-se um espaço democrático, que reunia poetas, músicos, jornalistas, radialistas, artistas, políticos, nativos e turistas, reinando absoluto como ponto de encontro da cena cultural baiana, principalmente durante as décadas de 1970 e 1980”.

Ainda segundo Prata, “Clarindo Silva estimulava a pluralidade de pensamentos, proporcionando boa comida e bebida de primeira, apreciadas principalmente quando rolava samba”. O livro que conta a bela história de Clarindo e de seu boteco mágico no Pelourinho tem prefácio do escritor e jornalista José de Jesus Barreto e contracapa do poeta Fernando Coelho.

FALANDO DE PRESUNÇÃO, COLUNISTA DIZ QUE “NO CEMITÉRIO TODOS SE IGUALAM”

Ao responder a uma leitora sobre as incertezas da vida, o colunista Ousarme Citoaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO aqui no Pimenta) disse que também ele emprega expressões do tipo “penso”, “parece” e semelhantes, por não ter “propriedade sobre as tais certezas certas”. O jornalista “pensa” que quem não duvida de si mesmo se transforma em morada da presunção – sendo esta “irmã siamesa da arrogância e da empáfia, e inimiga inconciliável da humildade”.

O titular do UP repete o conselho que um amigo seu ouviu do pai: “ao se sentir cheio de afetação e superioridade, visite o cemitério, para ver como, no final das contas, ali todos se igualam” – e lembra um curioso diálogo de José Lins do Rego e Graciliano Ramos, sobre o pessimismo deste.

Para ver a coluna desta semana e o total do comentário, clique aqui.

A MULHER E A MORTE NOS LIVROS DE JORGE

A abordagem da mulher e as contingências da morte na obra de Jorge Amado são analisadas no livro “Morte e Gênero – Estudos sobre a  Obra de Jorge Amado”, escrito pelos professores André Rosa e Sandra Sacramento, ambos da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). O trabalho se propõe a discutir as representações da morte e do feminino em alguns dos mais importantes textos ficcionais do autor grapiúna.

Com o selo da editora Mondrongo, do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), o livro tem lançamento marcado para esta quinta-feira, 8, às 18h30, na Casa de Jorge Amado (sede da Fundação Cultural de Ilhéus). Estão programadas apresentações do balé afro Dilazenze, grupo teatral Maktub, entre outras atrações.

WE LOVE BRAZIL

Karoline Vital | karolinevital@gmail.com

 

É bonito e importante valorizar a cultura brasileira. Mas precisamos de revanchismo para isso?

 

O café da manhã dos filmes norte-americanos me deixava intrigada. Qual seria o gosto da panqueca? Redonda, fofinha, dourada, coberta com xarope de bordo… Parecia deliciosa! Há cerca de um ano, tentei reproduzir a receita em casa. O resultado? Um disco disforme, murcho, borrachudo, queimado e coberto com um enjoativo xarope de milho.

Segui a receita tim-tim por tim-tim novamente e consegui algo menos ruim. O gosto lembrava muito o crepe francês. Pedi ajuda ao oráculo do Google e descobri que a coincidência de sabores não era por acaso. A diferença entre os pratos é que a panqueca norte-americana é mais alta, com cerca de meio centímetro. Um dos meus grandes símbolos do american way of life tinha sotaque francês!

A partir deste intercâmbio culinário, embarquei na viagem sobre o que poderíamos chamar de cultura pura, verdadeira, genuína? Afinal, cultura é tudo o que é produzido pelos seres humanos. E, como gente é um bicho inquieto, em permanente aprendizado, seus saberes e fazeres nunca estão totalmente prontos, vivem em constante transformação cultural.

No meu primeiro semestre do curso de comunicação, em 2000, vi uma entrevista do filósofo francês Michel Serres no programa Roda Viva. Uma de suas falas grudou em minha mente: “Culto é quem vai buscar outra cultura”. A afirmativa me ajuda a avançar mais um pouco em minha associação de ideias e tentar entender uma das últimas campanhas das redes sociais: “Halloween, não! 31 de outubro é dia do saci!! Deixe de pagar pau pra gingo! Valorize a cultura brasileira!”.

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PATRIMÔNIO IMATERIAL DA BAHIA

Imagem da baiana de acarajé se identifica com a cultura do Estado

O ofício da baiana de acarajé passa a ser reconhecido como Patrimônio Imaterial da Bahia, por meio de decreto assinado pelo governador Jaques Wagner. A atividade foi também registrada no Livro Especial de Saberes e Modos de Fazer, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).

Segundo o governador, a homenagem é um reconhecimento a “uma marca baiana, uma tradição da nossa culinária e da nossa hospitalidade”.

Uma hora dessa é covardia…






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