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:: ‘Daniel Thame’

TV CABRÁLIA, UMA HISTÓRIA DE 30 ANOS

Maron, Ramiro, Nestor, Rui e Daniel idealizaram comemoração

Maurício, Ramiro, Nestor, Rui e Daniel idealizaram comemoração

No dia 12 de dezembro, a primeira emissora de televisão do interior nordestino, a TV Cabrália, completa 30 anos de inaugurada. Ubaldo Porto Dantas era o Prefeito de Itabuna, Waldir Pires era o Governador da Bahia e na presidência da República estava José Sarney.

O então Senador Luiz Viana Filho deu nome ao complexo televisivo, uma iniciativa do filho Luiz Viana Neto, associado a Enrique Marques Barros e outros companheiros que já comandavam a TV Aratu, em Salvador. A obra foi edificada em menos de seis meses, atuou inicialmente como afiliada da Rede Manchete, sendo mais tarde vinculada ao SBT, Rede Família e Record News e, como sendo autorizada a atuar como emissora geradora por pouco tempo atuou como emissora independente.

Hoje fazendo parte da Rede Record, a primeira televisão do interior nordestino é parte integrante da história recente das comunicações nas regiões sul, sudoeste e extremo-sul da Bahia, num ano rico para a imprensa regional, onde nasceram também o Jornal A Região, em abril e a Rádio Morena FM, em dezembro.

A SAGA DOS PIONEIROS

Equipe reúne 30 anos de história da emissora

Equipe reúne 30 anos de história da emissora

Nos seus primeiros seis anos sob o controle da família Viana, tendo como diretor geral o jornalista Nestor Amazonas, a emissora é ainda hoje considerada um marco nessa história, revolucionando as comunicações no sul da Bahia com a iniciativa da criação de novas agências publicitárias e a fomentação de novos profissionais, que mais tarde viriam a sair também dos cursos acadêmicos que surgiram.

Em dezembro de 2016 almoçaram no Bataclan, em Ilhéus, o primeiro Superintendente, Nestor Amazonas, o primeiro Chefe de Jornalismo, Daniel Thame, o primeiro Repórter, Maurício Maron, o primeiro Apresentador, Ramiro Aquino e o primeiro Diretor Comercial, Rui Carvalho. Desse encontro de pioneiros saiu a decisão de comemorar os 30 anos da emissora, reunindo em novembro, para não conflitar com os festejos oficiais da emissora, todos aqueles que quisessem o reencontro.

Já está próxima a data escolhida, 18 de novembro, um sábado, na Associação dos Funcionários da Ceplac, a partir das 9h, o que os organizadores estão chamando de Grande Encontro. Os contatos, por meio das redes sociais, emails e telefones, confirmaram mais de 100 presenças, que com os familiares, alcançam 130 pessoas.

Emissora completa 30 anos em dezembro

Emissora completa 30 anos em dezembro

BRASIL E EXTERIOR

Vem gente de várias regiões do Brasil e até de outros países. Tem profissionais morando na Alemanha, na Itália, nos Estados Unidos, em Portugal e outros na Bahia, Brasília, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio e São Paulo. A maioria permanece em Itabuna, Ilhéus.

Para a programação, além da feijoada com entrada de acarajé, está prevista música com os artistas da casa, interpretação de textos históricos, exposição de fotos de época e de artigos jornalísticos.

GABO/BERRÍO/MACONDO/MARACANÃ

dt-chargeDaniel Thame | Blog do Thame

Na antológica abertura de Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez, Aureliano Buendia, diante do pelotão de fuzilamento, lembra o fascinante e distante dia em que o pai lhe apresentou o gelo, maravilha da humanidade naquele rincão perdido nos confins da Colômbia.

A narrativa é antológica, sinalizando o que o mundo conheceria e admiraria como o realismo fantástico de Gabo.

Na já antológica noite de 23 de agosto de 2017, um colombiano menos famoso chamado Orlando Berrío nos reapresentou a algo que estava perdido nos desvãos da memória de um futebol que era jogo, mas também era poesia: a magia do improviso, do drible desconcertante que destrói um esquema mecânico, monótono e previsível.

Flamengo e Botafogo faziam um daqueles jogos modorrentos, típicos do futebol atual, em que o importante é se defender e se der, ou quando der, atacar. Meio de campo congestionado, goleiros sem serem incomodados e o indefectível cheiro de 0x0.

E eis que no ex-Templo do Futebol, hoje mais um exemplo do tributo ao deus corrupção, o Maracanã foi apresentado ao gelo.

Como se Garrincha, numa dessas molecagens do destino, resolvesse reencarnar por um átimo de segundo no estádio onde foi rei e menino travesso, e trazer um pouco de luz naquela escuridão de futebol.

O drible de Berrío!

O drible de Berrío!

E, noutra trapaça do destino, reencarnar no time errado, botafoguense que foi, e ainda por cima num colombiano com pinta de milongueiro e estampa de dançarino de tango. Ou de cumbia. Ou seria de samba? Orlando Berrío.

Berrío estava pronto para ser substituído e recebeu uma bola na lateral. Lance comum.

Ninguém no Maracanã esperava nada da jogada e o próprio Berrío poderia ter se livrado na bola e saído de um jogo do qual ninguém se lembraria daqui a uma semana.

Mas Berrío (Garrincha?) produziu o lance a ser lembrado daqui a Cem Anos (de Solidão). Um drible tão desconcertante quando indescritível, que resultou no passe perfeito para o gol da vitória.

Filho, eis o Gelo!

Maravilhem-se todos, pois esse é um daqueles raros momentos que vão para a eternidade.

O divino, o imponderável, o fantástico, o genial, a irreverência gerados num pedacinho de gramado transformando em latifúndio.

Meninos eu vi, dirão daqui pra frente os que estiveram no Maracanã. E os que não estiveram, testemunhas multiplicadas aos milhões. Macondo é o universo.

Aproveitemos o gelo.

Congela, eterniza a imagem.

O resto, o gol, a vitória, a classificação do flamengo para a decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro são meros detalhes.

Eterno é Berrío, numa obra de arte que Gabo assinaria.

Maracanã, Macondo.

Na magia de um drible esse mundo de merda ainda pode ser uma alegre Bola de Futebol.

OBRAS DO JORNALISTA DANIEL THAME SÃO EXPOSTAS EM SALÕES DE BERLIM E LISBOA

Obras de Thame são expostas em salões internacionais.

Obras de Thame são expostas em salões internacionais.

Os livros Vassoura e Jorge100anosAmado-Tributo a um Eterno Menino Grapiúna, do jornalista e escritor sul-baiano Daniel Thame, estão sendo expostos nos salões Internacionais do Livro em Berlim (Alemanha) e Lisboa (Portugal).

A exposição dos livros ocorre no estande da ZL Editora, do Rio de Janeiro, com a coordenação da escritora e produtora cultural Jô Ramos, ao lado de outros autores brasileiros.

Vassoura, que acaba de ganhar uma edição revista e ampliada, bebe na fonte bíblica em uma  contos sobre os impactos da vassoura de bruxa, doença que devastou a lavoura cacaueira, na vida da população sul-baiana.

Jorge100anosAmado… traz uma série de contos que fazem uma releitura contextualizada dos principais romances do escritor grapiúna que fascinou o mundo, como Gabriela Cravo e Canela, Terras do Sem Fim, Capitães da Areia, Mar Morto, Cavaleiro da Esperança, Tocaia Grande, Tieta do Agreste.

ROMPEM-SE AS CORDAS. E O CARNAVAL DA BAHIA ABRE AS ASAS PARA A LIBERDADE

DT blog 3Daniel Thame | danielthame@gmail.com

 

Coube a Rui Costa,  um governador nascido e criado numa família humilde do bairro da Liberdade (mais que uma ironia, o nome embute um simbolismo), iniciar um processo de liberação das amarras.

 

Durante duas décadas, o Carnaval de Salvador transformou-se numa espécie de Casa Grande & Senzala.

Protegidos pelas cordas, a elite branca de Salvador e milhares de turistas do Brasil e do Exterior, igualmente brancos em sua esmagadora maioria, desfrutavam das grandes atrações do Carnaval, em blocos cujos abadás caríssimos transformaram-se em grife e símbolo de status.

Do lado de fora das cordas, espremido entre as  calçadas e os camarotes, o povo, negros e multados da mais miscigenada e também mais negra das cidades brasileiras. Os chamados  pipocas, sorvendo migalhas do banquete oferecido aos bem nascidos.

Como os blocos se tornaram um espaço exclusivo, produzia-se um clima de alegria, mas uma alegria artificial.

Um “Muro de Berlim”  tropical, contraste constrangedor na festa que de popular só tinha o nome. Porque havia a corda.

Juntos, sim. Mas misturados, aí já era demais!

Não é mais.

Coube a Rui Costa,  um governador nascido e criado numa família humilde do bairro da Liberdade (mais que uma ironia, o nome embute um simbolismo), iniciar um processo de liberação das amarras.

Romper a corda.

Entre as já memoráveis imagens do Carnaval de Salvador em 2016,  nenhuma é mais forte, pelo que representa, do que a de grandes artistas como Ivete Sangalo, Bell Marques e Banda Eva, Léo Santana, Baby do Brasil, Moraes Moreira, Vingadora, Luiz Caldas, Sarajane, Gerônimo, Saulo cantando para uma multidão sem cordas, unida na alegria autêntica, que é marca do povo baiano, negros e brancos, pobres e ricos.

Ao romper as cordas e democratizar a folia, Rui Costa quebra um paradigma e abre caminho para fazer do Carnaval da Bahia efetivamente a maior festa popular do planeta.

Popular porque, enfim, o povo é protagonista e não um mero espectador excluído da folia.

Axé!

Daniel Thame é jornalista e editor do Blog do Thame.

DANIEL THAME PARTICIPA DO LANÇAMENTO DA FLICA, NA CAIXA CULTURAL

Daniel participa de mesa na Pré-Flica.

Daniel participa de mesa na Pré-Flica.

O jornalista e escritor sul-baiano Daniel Thame será um dos participantes do lançamento da Festa Literária de Cachoeira. A Pré-Flica ocorre nesta sexta e no sábado (18 e 19), na Caixa Cultural Salvador.

O lançamento oficial será às 18 horas de hoje (18), com mesa temática conduzida por Cristiano Ramos com os autores Cristóvão Tezza e Ronaldo Correia de Brito.

O evento conta com mesas literárias com autores renomados, música e programação especial para crianças e coleta de publicações para doação à biblioteca comunitária Sociedade Unificadora de Professores (SUP).

 

Amanhã (19), a partir das 9h, prossegue com novas mesas literárias compostas por escritores como Sônia Rodrigues, Victor Mascarenhas, Fabrício Carpinejar, Miriam de Sales, Ana Maria Gonçalves, Daniel Thame e Laurentino Gomes.

As discussões do dia 19 serão mediadas por autores e especialistas em literatura, como o pernambucano Cristiano Ramos, o curador geral do evento, Aurélio Schommer, o autor baiano revelação, Fernando Vita, além do ator Jackson Costa e do intelectual baiano Zulu Araújo.

OBRA DE THAME

Daniel Thame, que participará da mesa com o tema  Muitas andanças, um só rumo, com Ana Maria Gonçalves e mediação de Zulu Araujo,  é autor dos livros Vassoura, um relato sobre a tragédia gerada pela vassoura-de-bruxa no Sul da Bahia e Jorge100anosAmado, Tributo a um Eterno Menino Grapiúna, obras focadas em personagens dramáticos e muito realistas. Ele publicou A Mulher do LobisomemManual de Baixo Ajuda-como transformar sua autoestima em anã.

O ‘IMPÍTIMAN’ DE CABOCO

beco-fuxico-224x300Daniel Thame, do Blog do Thame

Sem direito a recado na porta, como diria o imortal Adoniran Barbosa no igualmente imortal `Samba do Arnesto`, o Caboco Alencar cerrou o ABC da Noite e se aboletou numa excursão rumo a Bom Jesus da Lapa, onde passa a semana entre peregrinações e abluções.

Deixou órfãos os abecezeiros que acorrem ao local mais famosos do Beco do Fuxico em busca das melhores batidas da galáxia – quiçá do universo – e dão, literalmente, com a porta na cara.

É caso para intervenção militar e Aecim já avisou que ser for colocado (é colocado e não eleito, que fique bem claro), ele apoia o impeachment do Caboco.

Melhor conter a crise de abstinência e esperar pela volta de Alencar.

OS GOLPES NAS DECISÕES DAS COPAS DO MUNDO

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Garrincha joga, o Brasil detona os tchecos e é bicampeão. Um mês depois Esteban, é convidado pela CBD, antecessora da CBF, para passar um mês de férias no Brasil, com familiares.

Sempre desconfiei que as grandes decisões do futebol não saem dos pés dos jogadores. Os maiores dribles são dos cartolas que divertem o povo e enchem os bolsos de dinheiro. Sem conhecimento suficiente sobre o assunto, conversei com quem entende: o jornalista Daniel Thame que, além de passar informações pelo celular, me enviou um texto.

Daniel lembra da Copa do Mundo de 1962 no Chile. O Brasil vence a seleção da casa por 4×2 na semifinal e está na decisão contra a Tchecoslováquia. Garrincha é expulso e não poderá jogar. O Brasil, que já não tinha Pelé, ficaria sem o craque que estava carregando o time nas costas. Era o cara do Mundial.

Mas, em plena Guerra Fria, a FIFA não iria permitir que um país comunista ganhasse a Copa. E acontece a mágica: o bandeirinha uruguaio Esteban Marinho, que viu a agressão que gerou a expulsão de Garrincha, volta repentinamente para casa. Na verdade, foge sem dar o testemunho para o juiz escrever a súmula com a expulsão.

Garricha joga, o Brasil detona os tchecos e é bicampeão. Um mês depois Esteban, é convidado pela CBD, antecessora da CBF, para passar um mês de férias no Brasil, com familiares.

Copa do Mundo de 1994, Estados Unidos. Entressafra no futebol e sem craques para chamar a atenção, num país onde o futebol nunca foi preferência nacional, Maradona, semiaposentado, mergulhado no drama da dependência de cocaína, mas ainda um nome estelar, entra em cena blindado pela FIFA.

Era pra ser apenas uma estrela, mas resolveu jogar seu futebol genial e transformou a limitada Argentina em favorito. Isso não estava no script, como também não estava no script o fato de Maradona ter dito, bem ao seu estilo, que a FIFA era dirigida por um bando de ladrões.

O método para alijar Maradona da Copa foi digno da Máfia: um nebuloso caso de doping que tirou El Dies da Copa e destroçou a Argentina. Brasil campeão numa insossa disputa de pênaltis com a Itália.

Final da Copa do Mundo de 1998, França, ou o dia em que o Brasil chorou. Horas antes do jogo, contra a seleção francesa, Ronaldo Fenômeno, tem uma convulsão e vai parar no hospital. Os alto-falantes do Stade de France anunciam a escalação do Brasil com Edmundo substituindo a estrela.

Meia hora antes do jogo, Ronaldo aparece e diz que vai jogar. Zagalo cede. Em campo, Ronaldo é um fantasma dele mesmo e o time não sabe o que fazer: joga ou se preocupa com seu atacante? Não joga. A França passeia, vence por 3×0 e é campeã do Mundo. O que de fato aconteceu com Ronaldo, porque ele insistiu em jogar e porque Zagalo cedeu? Mistério que a ´omertá` ainda não permitiu vir à luz.

Daniel Thame recomenda as seguintes leituras: Como eles roubaram o jogo, de David Yallop; O jogo sujo da FIFA e O Jogo cada vez mais sujo da FIFA, de Andrew Jennings.

Marival Guedes escreve crônicas às sextas, no Pimenta.

BATE-PAPO SOBRE OBRA DE JORGE AMADO ABRE 3º DIA DA FELITA

Paloma Amado durante entrevista na feira literária (Foto Divulgação).

Filha de Jorge Amado, Paloma concedeu entrevista na feira literária (Foto Divulgação).

A obra de Jorge Amado é o tema de bate-papo que abre o terceiro dia da Feira Literária de Itabuna (Felita), no Teatro Amélia Amado, no Colégio Ação Fraternal de Itabuna (AFI). A conversa reúne o jornalista Daniel Thame e a filha de Jorge, Paloma Amado, e tem mediação do escritor Antônio Nunes. O bate-papo começa às 10h30min.

A programação desta manhã de sábado ainda tem atividades para crianças, no Espaço Crianças, e visitação orientada à feira, que vai até amanhã (7), na AFI, na Avenida Amélia Amado, centro. À tarde, a partir das 14h, haverá oficina de poeisa com João Filho e leitura pública de contos e poemas com os escritores Aleilton Fonseca e Sérgio Di Ramos.

Ulisses Góes apresenta A Coleção Pedra Palavra, também no Espaço Orfeu. A programação vai até a noite de hoje, sendo encerrada com apresentação de Nívia Maria Vasconcelos e Os Ohmeros.

A programação da noite também tem conversa com o escritor Ondjaki e, no espaço Palavra por Palavras,  Rita Santana, Daniela Galdino e Nelson Maca dialogam contando com mediação de Nívia Maria Vasconcelos tendo como temática a “Literaturas divergentes: Literaturas Negra e Feminina no Brasil”. Confira a programação abaixo, clicando no “leia mais”.

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THAME LANÇA “MANUAL DE BAIXO AJUDA”

"Manual" será lançado na quinta.

“Manual” será lançado na quinta.

O jornalista e escritor Daniel Thame lança no dia 29 de maio, às 19 horas, seu mais novo livro, Manual de baixo ajuda – Como transformar sua autoestima em anã”. O lançamento será na área externa do Teatro Zélia Lessa, recém-reformado pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc).

Editado pela Via Litterarum,Manual de Baixo Ajuda faz um contraponto bem humorado aos manuais de autoajuda que dominam o mercado editorial e que segundo o autor “só melhoram mesmo é a vida de quem escreve esses livros”.  O Manual traz contos como “De office boy a gerente”, “Juros por Deus”, “O amor é cego”, “O amor não tem idade”, “Todas as mulheres aos seus pés”, “O caminho mais curto para o céu” e “Medalha de ouro no amor”, além de gotas ácidas de sabedoria e algumas fábulas fabulosas de hoje em dia.

O livro tem posfácio (ou post mortem!) de Ernesto Che Guevara, Raul Seixas e John Lennon, em depoimentos que revelam como o Manual de Baixo Ajuda  poderia ter mudado suas vidas. Isso se, obviamente, eles não tivessem morrido antes, embora, a exemplo de Elvis Presley e de Michael Jackson, haja controvérsias.

CACAU & CIA

Coluna de estreia de Thame n´A Tarde.

Coluna de estreia de Thame n´A Tarde.

O jornalista Daniel Thame estreou nesta segunda (30) no time de colunistas d´A Tarde. Quinzenalmente, o escriba grapiúna levará aos milhares de leitores da publicação soteropolitana notas exclusivas relacionadas à economia e à vida dos sul-baianos.  A coluna faz parte da revitalização do caderno A Tarde Rural.

Na estreia, DT abordou a mudança de cultura de produtores regionais – que hoje estão investindo na produção de chocolate -, boom imobiliário com a chegada da Universidade do Sul da Bahia (UFSB),  a expectativa relacionada às obras do Porto Sul e a relação do sul da Bahia com um dos maiores escritores brasileiros – o itabunense Jorge Amado.

CLIENTELA FIEL COMEMORA OS 83 ANOS DO CABOCLO ALENCAR

Daniel Thame | Blog do Thame

Os 83 anos do Caboco Alencar, que há mais de meio século comanda o ABC da Noite, boteco que é reduto da boêmia itabunense -ou do que restou dela- serão comemorados neste sábado, com uma festa no Beco do Fuxico, célebre viela da qual o ABC é referência.

A festança, que começa às 10 horas do sábado (2 de fevereiro), terá som mecânico com marchinhas dos carnavais de antigamente e show da banda Charanga Elétrica de Itajuípe, especialmente convidada para o ágape, além de homenagens ao Caboco Alencar.

Alencar Pereira, nome que o Caboco recebeu na pia batismal em Sorocaba, no interior paulista, itabunense de coração desde que aportou em terras grapiunas ainda menino, chega aos 83 anos em plena forma, tanto nas tiradas espirituosas quanto nas batidas de sabor inigualável, que fazem do ABC um boteco único, que nem se dá ao luxo de oferecer uns tira-gostos à sua legião de acólitos.

O ABC da Noite foi tombado pela Prefeitura de Itabuna em 2013, mas o Caboco segue firme, para alegria dos amigos que batem ponto no boteco para saborear as batidas (quem quiser tira-gosto que leve ou se acerte com outra legenda, Dedé do Amendoim), e para um bate papo, onde política, religião e futebol convivem pacificamente. Às vezes, mais ou menos pacificamente.

A festa dos 83 anos do Caboco Alencar é realizada pela Associação dos Amigos do Caboco (sim, o mestre das batidas tem até Associação!), com o apoio da FICC, ACATE, Associação dos Blocos de Carnaval de Itabuna (viúvas do quase-carnaval de Vane), Bloco Pó de Giz e da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., a gloriosa e beberosa Alambique.

DANIEL THAME EM CUBA

Thame em Cuba.

Thame em Cuba.

O jornalista Daniel Thame encontra-se em Cuba. Ele integra um grupo de sete jornalistas da Bahia e de Brasília para produzir reportagens sobre saúde pública e turismo.

Saúde cubana, aliás, tornou-se assunto de relevância para os brasileiros com a importação de médicos daquele país para cá, por meio do Programa Mais Médicos.

Os jornalistas passam uma semana na ilha, a convite do governo cubano.

UNIVERSO PARALELO

DE LIVROS, EMPRÉSTIMOS E APROPRIAÇÕES

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

1 LivrosÉ curioso o comportamento das pessoas a respeito de livros. Não falo de lê-los, mas de tê-los. Conheço um professor, culto e gentil, íntimo de preciosismos como grego e latim, de quem tomar um livro emprestado torna-se quase uma violência. Apegado à sua biblioteca, em lhe sendo possível negar, não deixa jamais que lhe saia de sob as vistas uma unidade sequer, com receio de que ela não volte mais ao aconchego do lar. A justificá-lo ficam na outra ponta os leitores que não devolvem livros emprestados. Eduardo Anunciação (que Deus o acolha!) era do tipo: livro que a suas mãos chegasse mudava de dono, pois o bom Eduardo sofria de amnésia quanto a este assunto. Mas essa categoria é variada.

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Em nova casa, protegido contra traças

Dois exemplos: jornalista e escritor (dois títulos publicados), Daniel Thame gosta muito de livros, comprados ou não. Mas a quem lhe quiser emprestar algum eu sugiro ser generoso e o fazer com dedicatória, isto é, não emprestar, doar. Tenha a certeza de que o livro que outrora lhe pertenceu será lido e cuidado, mas não retornará, pois é pra frente que se anda. Por fim, o mais, digamos assim, sofisticado desse grupo, o professor de Direito e ex-roqueiro Adylson Machado: não devolve livro e ainda disserta sobre os motivos de não fazê-lo. Dá ao volume lugar de destaque em sua larga estante, espana-o, protege-o contra traças e outros malefícios, e questiona: “O primitivo dono faria tanto?”

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Não faltam bibliotecas, mas leitores

Não tenho ciúmes dos meus livros. Poderia emprestá-los todos, se encontrasse quem os lesse e os devolvesse intactos (para servir a outros leitores). Mas não quero doá-los a bibliotecas que vivem às moscas. O brasileiro acostumou-se a dizer que nos faltam bibliotecas públicas, o que é uma questão de senso comum: aprende-se a repetir isso, sem atentar para o fato constrangedor de que as bibliotecas existentes (poucas, é verdade, muito poucas, se nos comparamos com a mal falada Argentina) são ociosas. Voltando ao tema central, atribui-se a Bernard Shaw (ou seria Oscar Wilde?) esta frase: “Idiota é o homem que empresta um livro; mais idiota é o homem que o devolve”.

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ENTRE PARÊNTESES

4 AlugaHá tempos, esta coluna lamentou que certos redatores tenham posto a prêmio a cabeça do “se”: já não grafam “aluga-se”, mas “aluga” (e, em igual desvario, “vende”, em vez de “vende-se”, e “inicia”, em lugar de “inicia-se”. Seria, imagino, a Lei do Menor Esforço, aquela que festeja a preguiça e agride a boa linguagem. Pois lhes digo que acabo de surpreender um “se” inteiramente fora do lugar: entrou em moda, ficou bonitinho dizer coisas como “ele quer se aparecer”.  Seja gentil com a língua portuguesa, não empregando tão despautério. Há verbos que nasceram pronominais e pronominais vão morrer. Não é o caso de aparecer, sabidamente inimigo do “se”.

O MICROCONTO, DE HEMINGWAY A TREVISAN

5 Dalton TrevisanA literatura brasileira registra, ao lado do romance, do conto/novela e da crônica, um segmento ainda um tanto enjeitado, o microconto. Mesmo não sendo novo (Hemingway já o praticou), ele não é aceito como gênero literário. O paranaense e mal-humorado Dalton Trevisan é um dos expoentes do que os americanos chamam microfiction (no Brasil há quem chame isso de microrrelato). Se acaso o microconto é uma competição para ver quem o faz menor, Trevisan está longe de ser o campeão, mas está no jogo: ele começou com o “conto curto” (40 linhas, 150 palavras) e fica cada vez mais econômico. Falemos de dois autores notáveis desse modelo, que parece irmão do haicai.
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A tragédia em apenas sete palavras

Augusto Monterroso (1921-2003), premiado escritor guatemalteco é autor de um miniconto famoso, com apenas trinta e sete letras e sete palavras (O dinossauro): “Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”. Antes dele, o americano Ernest Hemingway (1899-1961) gastou também sete termos, mas apenas vinte e seis caracteres, para fazer sua, digamos, narrativa: “Vende-se: sapatos de bebê, sem uso”. O dinossauro integra antologias em vários países, com muitos estudos de suas faces literária e política; o texto de Hemingway “fala” de uma tragédia familiar, uma criança que não chegou a nascer, ou que logo morreu. O trágico não é explícito, mas sugerido.

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Célio Nunes: drama em poucas palavras

Célio Nunes (1938-2009), contista sergipano de fortes ligações com Itabuna, teve lançado postumamente em 2001 seu livro Microcontos, com 62 narrativas curtas. Experimentado – publicou o primeiro livro em 1963, o último em 2005 – Célio não adentra os caminhos de Hemingway e Monterroso: é econômico em suas histórias, a maioria com menos de 200 palavras, mas a todas dota de princípio, meio e fim – conforme o modelo clássico, com finais, quase sempre, surpreendentes. Os personagens, conforme faz notar o poeta itabunense Plínio de Aguiar, na apresentação, “transitam por histórias marcadas pela dramaticidade da sobrevivência, por histórias que não raro terminam no pênalti da tragédia humana”.

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MANSO, SERENO, TRANQUILO, VOZ AFINADA

8 Paulinho da Viola“Solidão é lava/ que cobre tudo (…)/ Solidão, palavra/ cavada no coração/ resignado e mudo…”. São versos de um artista reconhecido na MPB, sambista, chorão, cantor de voz pequena, porém afinada e segura – Paulinho da Viola. Homem manso, tranquilo, sereno, ele abriu um caminho pessoal na selva que é o meio artístico, impôs uma marca, criou um estilo de compor e de cantar. De 1968 (Paulino da Viola, Odeon) até nossos dias, são, pelo menos, oito discos fundamentais, entre eles (já disse ser o meu preferido) Bebadosamba (1996), o único de inéditos que ele gravou até hoje, parece-me. No vídeo, o grande Paulinho coadjuva Marisa Monte em Dança da solidão (do LP do mesmo nome, Odeon/1972).
(O.C.)

NO AR, A TV CABRÁLIA

daniel_thameDaniel Thame | danielthame@gmail.com

É possível dizer que mudou sem mudar, porque ao longo deste um quarto de século, continua sendo o que sempre se propôs a ser: uma televisão com a cara e as cores do Sul da Bahia, com uma profunda identidade regional.

O mês era dezembro e o ano era 1987.

Em Itabuna, todas as cores no ar anunciavam a chegada de uma nova estação. Não era o verão.

Quem chegava -e lá se vão 25 anos- era a TV Cabrália, primeira emissora de televisão do interior do Norte/Nordeste, não apenas uma repetidora da programação da Rede Manchete, a quem era afiliada.

Mas uma emissora com programação própria, vida própria e, principalmente, com a alma do Sul da Bahia.

A chegada de TV Cabrália, como era de se esperar, gerou expectativa e euforia, numa civilização orgulhosa de seu fruto de ouro e de ter forjado o próprio desenvolvimento.

O fruto de ouro, dois anos depois, perderia seu brilho, esplendor e pujança por conta de uma doença com poderes de bruxa malvada.

A TV Cabrália, símbolo daquele tempo, atravessou sobressaltos, mas resistiu ao apocalipse econômico e social  que as bruxarias provocaram, fez história. E que história.

Começou como afiliada da Rede Manchete, depois SBT e, adquirida pela Igreja Universal do Reino de Deus, passou pela Rede Record, teve uma incipiente fase na Rede Mulher e hoje integra a Record News.

É possível dizer que mudou sem mudar, porque ao longo deste um quarto de século, continua sendo o que sempre se propôs a ser: uma televisão com a cara e as cores do Sul da Bahia, com uma profunda identidade regional.

Gestada pelo espírito empreendedor do Dr. Luiz Viana Filho e que ganhou forma nas mãos do visionário Nestor Amazonas, a TV Cabrália, além de acompanhar os principais acontecimentos e se envolver nas grandes causas sulbaianas nestes 25 anos, foi uma espécie de escola de profissionais de televisão, profissão até então inexistente por essas plagas amadianas e/ou pragas vassorianas, com o perdão do trocadilho irresistível. :: LEIA MAIS »

PORTO SUL: CHEGA DE RADICALISMOS, É HORA DE UNIÃO

Daniel Thame | danielthame@gmail.com

Ao contrário do que dizem os radicais do movimento ambientalista, o governo cedeu em diversos pontos. E as condições que as obras saiam do papel são as melhores possíveis, mais vantajosas que outras pensadas para o restante do brasil.

ONGs ambientalistas lançaram um novo abaixo-assinado pedindo paralisação do processo de licenciamento ambiental do Porto Sul.  O documento repete argumentos fantasiosos, a exemplo daquele que diz que o Complexo Intermodal é investimento com recursos públicos para beneficiar empresas privadas e que a atividade portuária interferirá negativamente no desenvolvimento do turismo de Ilhéus e do litoral sul da Bahia.

O documento alega ainda que o EIA/Rima não teve divulgação adequada e pede a realização de nova audiência pública.

Felizmente, prevaleceu o bom senso e o Ibama acaba de conceder a  Licença Prévia para a implantação do projeto.

Não se trata de criminalizar o movimento ambientalista, até porque foi na discussão aberta com ONGs e demais representações da sociedade que o projeto evoluiu até o ponto em que se encontra hoje. Mas a hora de discutir já passou. O Ibama atesta que nenhum outro projeto portuário foi tão debatido com a sociedade organizada  quanto o Porto Sul.

O momento pede união e esforços concentrados para que o projeto saia do papel e seja definitivamente implantado, beneficiando toda a região, trazendo desenvolvimento social, econômico e ambiental.

Chega de radicalismos. Sim, porque o maior perigo para a Mata Atlântica está na pobreza. A mata na região sul da Bahia foi dizimada por que famílias de desempregados precisavam de local para morar, de caça para comer. Estas famílias produziram lixo jogado no leito de córregos e rios, afetando a qualidade destas águas.

O projeto do Porto Sul evoluiu e os ambientalistas têm muito a comemorar. O que era para ser um mineroduto de 500 quilômetros, alimentado com a água do São Francisco se transformou em ferrovia. A localização do porto foi alterada para aumentar a preservação de corais e animais marinhos. Ibama e Ministério Público têm informações profundas e detalhadas sobre o projeto, o que aumenta seus poderes de fiscalização e consequentemente a força para paralisar e suspender a obra caso haja qualquer descumprimento por parte dos empreendedores.

No lugar do radicalismo,  o momento pede racionalidade. Agora, é mais inteligente para os ambientalistas e para a sociedade discutir os condicionantes, não aqueles pensados para inviabilizar o Porto Sul, mas sim os que garantam de fato investimentos sociais e ambientais que signifiquem redistribuição das riquezas a serem geradas pelo complexo.

Não se iludam, o cobertor é curtíssimo. Ilhéus não tem recursos suficientes para, por exemplo, interligar todas as residências a um sistema de esgotamento sanitário. Os ambientalistas sabem que o esgoto não tratado é um dos maiores perigos ao ecossistema. O Governo do Estado tem um pouco mais de dinheiro, mas precisa atender 417 municípios. A União, um pouco mais ainda de recursos, mas atende a 5.550 cidades.

Logo, os investimentos são feitos em locais onde podem se potencializar. Ilhéus e região podem se tornar alvo prioritário dos investimentos estaduais e federais em esgotamento sanitário, qualificação de mão de obra, infraestrutura urbana, incluindo áreas de lazer e de preservação ambiental, a fim de assegurar melhoria na qualidade de vida de seus habitantes.

Sem o Porto Sul e sem a Ferrovia Oeste Leste,  o Sul da Bahia apenas assistirá ao desenvolvimento de outras localidades, lembrando um passado de riqueza cada vez mais afastado do presente e um futuro de desenvolvimento transformado em uma vaga miragem. :: LEIA MAIS »

JORNALISTA E ESCRITOR DEBATE OBRA DE JORGE AMADO NA FLICA

O Trombone

O jornalista e escritor  sulbaiano  Daniel  Thame é um  dos convidados da  Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece de 17 a 21 de outubro no  Recôncavo Baiano. Este ano, a Flica fará homenagens aos centenários de Nelson Rodrigues e Jorge Amado.

Autor dos livros Vassoura,  A Mulher do Lobisomem  e Jorge100anosAmado- tributo a um eterno Menino Grapiúna, editados pela Via Litterarum, Thame participa,  no dia 20,  de uma mesa redonda com o tema “Jorge Amado e os contextos de Terras do Sem Fim e Gabriela”, ao lado da escritora norte-americana Mary Ann Mahony.

Entre os convidados para a Flica 2012 estão  confirmados escritores do Brasil,  Estados Unidos, Espanha,  Portugal, Angola, Nigéria e Togo. A filha de Nelson  Rodrigues,  Sonia Rodrigues, participa da mesa redonda em  homenagem  ao pai. A  Flica será  realizada no  Convento do Carmo e terá ainda espaços como  Casa da Rede, Varanda do Sesi e Pouso da Palavra.

A Flica tem o patrocínio da Coelba e Governo do Estado da Bahia (através do Fazcultura, Secretaria de Cultura, Secretaria da Fazenda) e Petrobras, e apoio da FIEB/SESI e Bahiatursa, apoio institucional da Prefeitura de Cachoeira, e realização da Putzgrillo! Cultura e Icontent.

Veja a programação completa da Flica 2012 em www.flica.com.br

UMA RARIDADE AMADIANA

A raridade colhida por DT: a ficha de inscrição de Jorge Amado na ABI

O jornalista e escritor Daniel Thame publicou uma raridade em seu blog: a ficha de inscrição de Jorge Amado na Associação Bahiana de Imprensa. Sim, direto do túnel do tempo. Ano de 1944. A ficha traz o endereço do escritor e por lá a informação que já rendeu muita polêmica: onde Jorge Amado nasceu? Na ficha está Ilhéus. Como lembra Thame, esse é mero detalhe de quem se identificava como um menino/homem grapiúna.

DANIEL THAME LANÇA “JORGE 100 ANOS AMADO”

O jornalista Daniel Thame tomou gostou pela literatura. Após Vassouras e A mulher do lobisomem, Thame lançará no próximo domingo, 5, Jorge100anosAmado – Tributo a um terno menino grapiúna. Será durante a abertura da Feira Literária Amar Amado, às 18h, no Centro de Convenções de Ilhéus.

O jornalista e escritor diz que o livro é, como expressa o título, uma homenagem a Jorge Amado, lançado exatamente nas comemorações dos 100 anos de nascimento de um dos maiores nomes da literatura brasileira. Jorge100anosAmado traz série de contos que têm como fonte inspiradora a obra do escritor itabunense.

A obra de Thame aborda o universo onde nasceu Jorge Amado, sua gente e, claro, traz uma crônica sobre a (eterna) disputa de Itabuna e Ilhéus pelo escritor.

Thame: nova obra.

O escritor  Aurélio Schommer, que já presidiu a Câmara Baiana do Livro e prefacia a obra, diz que Thame “trilha seus próprios caminhos”. Schommer também destaca a “clareza e concisão nas crônicas e contos” de Thame, que tempera “com lirismo e emoção a pena correta, crítica, do jornalista”.

– Jorge Amado está bem representado no livro, pela qualidade do texto, pela temática, pelas paisagens, pelos personagens. Daniel Thame não é uma sombra do grande escritor. É um novo e emergente talento, incomparável a seu modo, uma grata revelação a um número cada vez maior de encantados leitores.

Jorge100anosAmado, lançado pela Editora Via Literarum, tem o apoio cultural da Amazon Bahia, Liba Logística, Uniube/Polo Itabuna e Viação São Miguel. Thame não revela quais, mas apresentará algumas surpresas no lançamento da sua terceira obra.

PARECE FICÇÃO, MAS É DOLOROSAMENTE REAL

(e, apesar da pedra no meio do caminho, também não é poesia)

Daniel Thame | www.blogdothame.blog.br

Fosse a vida de Ana Paula Conceição, 32 anos, conhecida como Kelly, apresentada como um filme e o espectador diria ao final da exibição: “ora, mas isso só acontece no cinema!”.

Mas a história de Ana Paula, ou Kelly, embora rendesse um filme, não tem nada de ficção.

É a história, sem rodeios, da vida real de Ana Paula e de milhares, talvez milhões, de pessoas que desceram ao mais baixo degrau da degradação humana por conta de uma pedra que momentaneamente oferece o céu, mas que passado o prazer fortuito, entrega o inferno.

No meio do caminho de Ana Paula havia uma pedra. Se não é filme, a história de Ana Paula também não é um poema de Drummond de Andrade.

A pedra que cruzou o meio do caminho de Ana Paula atende pelo nome de crack. E aqui se tropeça no mundo dolorosamente real, sem películas edulcoradas, sem poemas adocicados.

Ana Paula, Kelly vá lá que seja, foi apresentada ao crack pelo marido, que havia sido apresentado ao crack pela irmã caçula de Ana Paula/Kelly. Estabeleceu-se aí um circulo vicioso que levou junto boa quatro dos oito filhos do casal. Dois deles foram presos por furto, sofreram ameaças de traficantes e incendiaram a modesta casa da família, na também modesta Itapitanga, no Sul da Bahia.

O crack, como se sabe, há muito rompeu o miserável centro velho da capital paulista e rasgou o Brasil, espalhando-se para as grandes metrópoles e por cidadezinhas perdidas no mapa. Há muito, também, deixou de ser caso de polícia, para ser caso de saúde pública.

Deixemos as perorações e voltemos a Ana Paula. De pedra em pedra, perdeu o marido (igualmente fulminado pela droga), perdeu os filhos, perdeu a casa. De tropeço em tropeço, chegou à prostituição.

Não dessas prostitutas de luxo, que habitam sites na internet e vez por outra fisgam um empresário bilionário e vivem um conto de fadas até produzirem uma tragédia midiática, mas uma prostituta de míseros dez reais a trepada, dinheiro suado e prontamente “queimado” na pedra.

Aos 32 anos, aparência de 40 ou mais, Ana Paula, menina grapiúna das terras do cacau, que por azar ou destino nasceu num tempo em que o ouro do cacau se revelou uma pedra barata (conceda-se a desculpa, a tentação do trocadilho falou mais alto), é um retrato em preto e branco, com tons de tragédia, do abismo que é o mergulho na droga.

Tragédia. Talvez não seja esse o epitáfio adequado a Ana Paula. Primeiro porque ela é uma sobrevivente numa estrada em que, colocados os pés, boa parte dos caminhantes não sobrevive.

Segundo, porque, Ana Paula está lutando para encontrar o caminho de volta. Internou-se voluntariamente num centro de recuperação mantido por uma igreja evangélica em Itabuna.

Há um mês está “limpa”. Parece pouco, mas é uma eternidade, em se tratando de uma droga que pede sempre mais, mais, mais e mais.

Ana Paula alimenta sonhos simples: uma casinha, a família reunida, um trabalho modesto e decente. E distância da droga que a mergulhou no abismo do qual tenta sair.

É nesse ponto que a história de Ana Paula pode e deve ser observada.  Se tiver apoio, se encontrar forças, se não tiver a clássica e fatal recaída, Ana Paula reescreverá uma história que estava fadada a um final breve e infeliz.

Reescreverá a história de sua própria vida.

Talvez não renda um filme.

Mas, até como exemplo para tantos que se afundam na droga, bem que merecia.

Daniel Thame é jornalista e editor do Blog do Thame

UM CHOQUE DE AUTOESTIMA

Daniel Thame | www.blogdothame.blog.br

Que os governantes efetivamente governem, que nossas entidades representativas deixem de ser apenas bajuladoras do governante de plantão e que os itabunenses rompam esse comodismo que está fazendo a cidade perder espaço para outros municípios.

Durante décadas, Itabuna foi uma das cidades mais importantes da Bahia e chegou a ocupar o posto de terceira maior economia do Estado, superada apenas por Feira de Santana e por Salvador, a capital.

Sem ser necessariamente uma grande produtora de cacau, por conta de sua modesta extensão territorial, Itabuna converteu-se no polo de comércio e prestação serviços de uma região com cerca de 100 municípios, impulsionados, todos eles, por um único (e à época altamente rentável) produto.

A cidade, vigorosa em sua economia, atraiu uma leva de empreendimentos que a modernizaram e lhe deram ares de metrópole.

Era a Capital do Cacau, como diziam seus moradores, rumo a seu futuro dourado.

A vassoura-de-bruxa, em duas décadas, interrompeu a marcha e reduziu o crescimento da cidade. Ainda assim, fruto do espírito empreendedor de sua gente, uma característica marcante, Itabuna ampliou o setor de serviços e viu nascer polos de ensino superior e de saúde privada.

A crise, entretanto, revelou aquilo que os momentos de fartura mascaravam: os imensos problemas estruturais de uma cidade sem planejamento, que cresceu de forma desordenada e que não consegue atender demandas básicas de seus moradores, como saúde pública, educação, saneamento e inclusão social.

O preço de ser a “Capital do Cacau” (agora, entre aspas) foi altíssimo: milhares de pessoas, despejadas das propriedades rurais por conta da crise do cacau, migraram para Itabuna, formando grandes bolsões de miséria na periferia, gente quase sempre sem qualificação profissional e, por conta dessa mesma crise, sem mercado de trabalho.

Itabuna ainda é uma grande cidade, mas estagnou-se. Foi superada, com folga, por Vitória da Conquista e, se não houver mudanças drásticas, corre o risco de, em menos de uma década, ser ultrapassada por Barreiras, Santo Antonio de Jesus, Eunápolis e Teixeira de Freitas, que vêm ostentado saltos significativos em suas economias.

Quem visita Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e Santo Antonio de Jesus, encontra cidades que tem problemas sim, mas respiram desenvolvimento.

Parece simplório, mas o itabunense ao entrar nessas cidades, com acessos bem cuidados, ruas e avenidas limpas e prédios comerciais bem conservados, não consegue deixar de traçar um paralelo com Itabuna e seus acessos, seja os da BR-101, seja os da BR-415 tomados pelo mato e pela sujeira, com as ruas esburacadas logo nas entradas da cidade.

Para quem aprendeu a amar essa cidade, caso deste escriba, é de se lamentar ver Itabuna ficando para trás, como se alguma bruxa amarrasse os ponteiros do relógio do tempo e do progresso.

Lamentações? Bruxarias?

Nada disso! O que Itabuna precisa mesmo é de um choque de auto-estima, daqueles que envolvem o poder público e a sociedade organizada.

Que os governantes efetivamente governem, que nossas entidades representativas deixem de ser apenas bajuladoras do governante de plantão e que os itabunenses rompam esse comodismo que está fazendo a cidade perder espaço para outros municípios.

Sejamos condutores do destino da nossa cidade e não apenas passageiros de um bonde sem freio e, nessa longa estrada da vida, sem motorista.

Daniel Thame é jornalista, escritor e mantém o Blog do Thame.

DE MÃOS DADAS

Marco Wense

O ex-prefeito Fernando Gomes, o comprador João Botti e o deputado federal Geraldo Simões. Sem dúvida, os principais protagonistas da transação comercial envolvendo a Rádio Difusora.

Nilton Cruz, presidente da ACI de Ilhéus, e Tiago Feitosa, filho do parlamentar, ficam como coadjuvantes. Raimundo Vieira foi o articulador, o articulador-mor da inusitada aproximação dos ex-prefeitos, que agora são aliados na sucessão de 2012.

PS – A coordenação política da nova Rádio Difusora vai ficar sob a batuta dos jornalistas Eduardo Anunciação e Daniel Thame, profissionais de inteira confiança do deputado Geraldo Simões.

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BOATOS

Com a proximidade do dia da eleição, os boatos, que são inerentes ao processo eleitoral, vão crescer em projeção geométrica.

O último é que Tom Ribeiro, do programa Alerta Total, na telinha da TV Cabrália, teria sido convidado para ser o vice na chapa encabeçada pela petista Juçara Feitosa.

Tom é filiado ao PRB, o mesmo partido do prefeiturável Claudevane Leite, o vereador Vane do Renascer. Na política, existe o boato e o “boato”.  Com e sem aspas.

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AZEVEDO, CASTRO E SANTANA

Na medida em que o deputado Geraldo Simões se aproxima de Fernando Gomes, o prefeito José Nilton Azevedo fica cada vez mais refém dos deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e do coronel Santana (PTN).

Uma coligação com o PMDB do médico Renato Costa passa a ser imprescindível para o projeto de reeleição do demista. O PSDB continua firme com a pré-candidatura de Ronald Kalid.

Santana e Castro vão pedir o céu ao chefe do Executivo. O céu tem que ser de brigadeiro. Nada de nuvens cinzentas.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.








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