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:: ‘Danilo Caymmi’

SHOWS GRATUITOS NO FIM DE SEMANA

Danilo Caymmi é uma das atrações do final de semana na capital (Foto Chico Gadelha).

Danilo Caymmi é uma das atrações do final de semana na capital (Foto Chico Gadelha).

Uma série de shows gratuitos movimenta o final de semana de Salvador. Danilo Caymmi e Claudio Nucci se apresentam hoje (sexta) e amanhã às 20h, na Caixa Cultural. No domingo (25), o espetáculo será às 19h. Os ingressos serão adquiridos com a doação de um quilo de alimento, a partir das 14h.

No Pelourinho, Largo Pedro Archanjo, o Festival de Samba Reggae vai reunir Márcia Short, Tonho Matéria, Banda About ET Le Tam Tam, do Senegal, Márcio Victor, Bloco Capoeira, Denny (Timbalada) e outros nomes, sábado, às 20:00h.

Domingo a irreverente Banda Limusine faz show às 11h, no Parque da Cidade. Misturando humor, performance e músicas da Jovem Guarda, os atores/cantores Diogo Lopes Filho e Evelin Buchegger nos vocais, cantam sucessos da década de 1960 que se tornaram conhecidos nas vozes de artistas como Diana, Roberto Carlos, Celi Campelo, Ronnie Von e Perla.

Auxiliados pelas atrizes Luisa Prosérpio e Vanessa Mello como backings,  a  banda leva para o palco o humor e a carga dramática inspirados por cada uma das canções. O projeto Música no Parque é  patrocinado pela Oi e pelo Governo da Bahia, por meio do Programa FazCultura.

UNIVERSO PARALELO

ORDEM INVERSA: ANTES DO CRIME, A PROVA

Ousarme Citoaian | [email protected]

Não sou gramático, menos ainda gramaticão (variante que identifica gramático mal-humorado), o pior dos tipos. Chego ao supremo exagero de, apesar dos políticos que nos cercam, manter distância do mau humor nas diversas situações da vida. Mas já ando um pouco irritado com a confusão que a mídia faz com dever e deveres. Para não ser processado por calúnia, difamação e injúria, procedimento em moda contra os blogs, cerco-me de cuidados, pondo o carro adiante dos bois: antes de apresentar o crime, eu mostro (com a ajuda do Google, é claro) as provas de que ele vem sendo reiteradamente cometido. Então, vamos lá, como disse aquele prefeito, antes de meter as mãos no cofre municipal.

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Todos precisam fazer o “dever de casa”

“E o dever de casa? Os candidatos estão preparados para fazer?”– questiona um preocupado analista político. Prestigiado blog de Ilhéus sai-se com esta: “Bahia (…) acusou Simões de não fazer o dever de casa na Secretaria de Saúde”. O bispo diocesano de Itabuna também foi envolvido: “Para ele (D. Ceslau) os governos federal, estadual e municipal deveriam fazer o dever de casa…” – reporta famoso blog de Itabuna – e aqui persistem dúvidas sobre se a expressão é do prelado ou do redator (que, assim, teria feito o religioso entrar nesta fria quase como Pilatos no Credo). Em importante jornal de Itabuna, uma declaração da presidenta da Ficc: “É uma sensação de dever cumprido…”

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Atentado contra a língua portuguesa

Exibidas as provas, vamos ao crime.  Pra início de conversa, o texto da presidenta está correto, os outros, não. Se Joãozinho disser à professora (atualmente eles a chamam “Tia”!) que não fez o dever de matemática, ele será candidato à recuperação também em português. Recomenda-se dizer “não fiz os deveres” (melhor ainda seria “fiz os deveres!”), pois essas obrigações que as escolas (quando não estão em greve) mandam cumprir em casa chamam-se “deveres” – assim, no plural. Regrinha simples, que todo jornalista conhece (mas nem sempre usa): dever é para cumprir; deveres, para fazer. Querem um trocadilho bobo? O bom aluno cumpre o dever de fazer os deveres…

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Os sinônimos e a confusão que geram

Às vezes, tais confusões nascem com os sinônimos, pois a palavra “substituta” nem sempre tem o mesmo comportamento. Por exemplo, começar e iniciar. “Aulas de pós-graduação iniciam no polo de Itabuna”, promete uma empresa de cursos a distância (CAD). Isto não é bom (mais ainda quando vem de uma escola!). Melhor seria “Aulas de pós-graduação começam…”. O verbo iniciar, no caso, é pronominal: “As aulas iniciam-se…” No caso de dever/deveres parece haver uma contaminação pelo sinônimo “lição”. Fazer a lição de casa é língua portuguesa; fazer o dever, não é. Que os futuros prefeitos façam os deveres de casa, amém.

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TEMPOS DE NELSON RODRIGUES E ARI BARROSO

O mundo do futebol, todos sabem, é uma espécie de sarcófago da língua portuguesa. Expressões absurdas, que logo são absorvidas, servem para substituir (e sepultar) a boa linguagem: uma das últimas criações é um aumentativo em aço/aça: jogaço, defesaça, partidaça (ou jogasso, defesassa, partidassa?). É de fazer chorar. Mas, com cuidado e boa vontade, é possível pescar no famoso esporte bretão excelentes textos e histórias humanas. Bastaria lembrar que Ari Barroso, Nelson Rodrigues, Mário Rodrigues Filho (irmão de Nelson, que deu nome ao Maracanã e criou a expressão “Fla-Flu”), Antônio Maria, João Saldanha e Armando Nogueira eram do ramo. Nem tudo é pedrada.

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Uma cotovelada no samba-canção

Duas coisinhas sobre Ari Barroso e Antônio Maria. Este é autor de famoso samba-canção dor de cotovelo (um que diz “Ninguém me ama/ninguém me quer…”, ai meu Deus!), enquanto Ari é conhecido pela sua Aquarela do Brasil: não sei de textos sobre futebol de nenhum dos dois, ambos narradores. Não escreviam sobre o velho esporte bretão, apenas falavam – e não falavam bobagens. Já Mário Rodrigues Filho, Armando Nogueira e Saldanha produziram excelentes escritos. Nelson Rodrigues eu deixo por último, mas ele era primeiro. Cronista esportivo genial. No mais, estou na bronca porque tiraram o hífen de “dor de cotovelo” – uma violência (talvez uma cotovelada) desnecessária.

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É preciso atenção à escrita e à fala

É esse “enriquecimento” da língua, ferrenhamente defendido por certa corrente de linguistas, que precisa ser obstado pelas pessoas que têm responsabilidade com a linguagem dita culta – aquela aprendida na escola e lida nos (bons) livros. Jornalistas, pela influência que exercem no ambiente em que atuam (até se usa para eles o abominável epíteto de “formadores de opinião”), precisam tomar cuidado com o que dizem e escrevem. Indivíduos que não foram à escola têm direito de falar “errado”. Mas quem exerce atividade intelectual (ou próxima a isto), deve deixar de lado os modismos e, sem afetação, expressar-se em língua portuguesa. “Defesaça” não pode.

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ATENÇÃO AO RUIM, AO BOM E AO VICE-VERSA

As relações (melhores disso, maiores daquilo) me fascinam, na medida em que informam sobre os gostos e as escolhas das pessoas. Mas não caio na armadilha de montar listas: aprendi o perigo que existe em emitir “juízo de valor” sobre arte: o que hoje é “bom”, amanhã pode não ser (e vice-versa), a depender dos humores do público. E como a gentil leitora e o bem informado leitor devem estar pensando naquele pintor holandês, vá lá: Van Gogh – ao que consta, em vida, o velho e sofrido Vincent teve seus quadros encalhados, menos um (que o irmão comprou, por humanidade). Hoje, nos leilões de alto preço, sua pintura é disputada a tapas. Então, nada de melhores disso, maiores daquilo. Apenas opino, por direito que me dá a Carta de 1988.

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“Por onde for, quero ser seu par”

O refrão “Por onde for, quero ser seu par”, de Andança (Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi) é dos melhores já criados na MPB, e ainda há uma espécie de sub-refrão (“Me leva, amor”) simples e tocante. Beth Carvalho, uma das nossas cantoras mais competentes, lançou a música em 1968, no II FIC (Festival Internacional da Canção), da Rede Globo. Andança teve cerca de 300 gravações – e a própria Beth Carvalho a registrou em quatro ou cinco arranjos diferentes. Neste, ela se mostra em toda sua grandeza de artista popular, equiparando-se às maiorais da canção nacional (Alcione, Elis Regina, Gal Costa). Músicos de primeira (regidos por Ivan Paulo, que também fez o arranjo), coral afinado, apresentação apoteótica. Cantemos: “Por onde eu for…

(O.C.)

UNIVERSO PARALELO

BARBA RENDE MAIS DO QUE OURO E POUPANÇA

Ousarme Citoaian
Raspar a barba, quem diria, é o último “grito” do mercado. Possuir tal apêndice capilar, que o digam um cantor de trio elétrico da Bahia e o governador da dita cuja, significa ter amealhado capital de rendimento superior a poupança, dólar, ouro, CDB e outros investimentos convencionais. Veja-se Wagner (foto): meio milhão de reais para deixar a cara lisa feito bumbum de bebê. Segundo se comenta, a barba wagneriana tem apenas 34 anos, me pergunto “que investimento zero renderia tanto em tão pouco tempo” e eu mesmo respondo: “Nenhum”.

BIGODE E COSTELETAS RASPADOS DE GRAÇA

É dinheiro que este colunista, por mais generosos que sejam seus patrões no Pimenta, aguardará  muitos anos (é só fazer as contas!) até pôr-lhe o olhos em cima. Em épocas que distantes vão, administrei vasto bigode, modelo a meio caminho de Belchior e Pancho Vila. Um moustache, digamos, de respeito – acompanhado de um par de costeletas. Raspei-os, de graça, costeletas e bigode, sem saudade ou remorso, no dia em que um sujeito metido a debochado me chamou de Rivelino (foto). Mas de barba, nunca fui, e disso me arrependo, pois elas, quando seguidas de sorte do proprietário, são garantia de gorda renda.

BARBA AO ESTILO KARL MARX VALE MILHÕES

Pretendo, com a notoriedade que me tem dado esta coluna, cultivar essa cobertura capilar sobre a face, por motivos estéticos ou ideológicos, mas financeiros: em dez anos, espero ter barba fechada e grisalha, a corrigir minha aposentadoria pelo INSS. Mais sorte tem o professor Jorge Araujo: barbaça consagrada, antiga e famosa, tem a valorizá-la a parecença com a de uma figura das mais importantes de todo o pensamento mundial: Karl Marx. Jorge está em fase de colheita; eu, no plantio. Que o mercado de barba nos seja receptivo, amém.

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A MÃO QUE DEMOLE É A MESMA QUE PREMIA

Em 1867, o químico sueco Alfred Nobel, para reduzir o risco de acidentes com a nitroglicerina (explosivo muito sensível ao calor), juntou, na proporção devida, essa substância com um tipo especial de terra, acondicionando a mistura em cilindros de papel, chamados “banana”. Assim, criou a dinamite, que não é nitroglicerina pura, mas uma mistura explosiva, segura, inerte, não facilmente acionada. Aqui, faço duas observações, sob o perigo de ser chamado de almanaque ou poço de cultura inútil: 1) o demolidor Alfred Nobel é o mesmo do Prêmio Nobel de todos os anos, que o Brasil jamais recebeu, e 2) Nobel é palavra oxítona (não se trata de opinião minha, mas dos filólogos): pronuncia-se Nobél.

MONTAND, NITROGLICERINA E FOLHAS MORTAS

Não resisto a uma terceira informação (pois nada há de novo nas duas acima): O salário do medo é um notável filme francês (de Henri-Georges Clouzot/1953), a partir do excelente título (fiel ao original Le salaire de la peur).Um drama de alto impacto, sobre o transporte de nitroglicerina em caminhões e a exploração dos motoristas nesse trabalho, tendo final imprevisto. O salário… tem Yves Montand como protagonista – e é oportuno lembrar que Montand é uma espécie de padrinho da coluna: ilustrou nossa primeira edição (em 17.12.2009), cantando Les feuilles mortes. O filme (disponível em DVD) e a canção são lembranças do tempo em que a cultura francesa ainda não tinha sido sufocada com a invasão dos bárbaros.

A TEVÊ INVENTA OS “BASTÕES DE DINAMITE

Eu queria dizer outra coisa: há dias, mostrei-me abespinhado com o uso da expressão ociosa “bandeira a meio mastro”, criada na tevê, contra a clássica “bandeira a meio pau”. Pois parece que tudo está perdido. Recentemente, uma graciosa repórter da maquininha de fazer doido, descrevendo uma intervenção da polícia, relacionou entre as coisas apreendidas, “vários bastões de dinamite”. Jamais se viu tamanha besteira. Dinamite, desde o século passado, é apresentada em “banana” (há quem diga que a invenção de Nobel lembrava essa fruta tropical). Bastão (parente próximo da bengala) tem significados em medicina, comércio, esporte, química, informática e outros, até o prosaico bastão de cola. Mas bastão de dinamite é demais pro meu anseio.

BANANAS DE DINAMITE E BONÉ DA POLÍCIA

No noticiário do dia a dia, sem salamaleques, feito por quem conhece a boa linguagem, colho estes exemplos: “Um carregamento com bananas de dinamite foi apreendido em Iacanga, na região de Bauru/SP”. Um jornal paranaense “abusa” da expressão: diz que a polícia apreendeu na segunda-feira, próximo ao Teatro Paiol, no Rebouças, uns caras “com 66 bananas de dinamite e estopins”, informa que eles “venderiam cada banana de dinamite por R$ 80,00” e destaca que, para mostrar o perigo, os policiais “explodiram cinco bananas de dinamite”. De João Pessoa, vem esta: “Um homem foi preso com 31 bananas de dinamite, espoletas, armas e um boné da polícia da Paraíba”. “Bastão de dinamite” parece devaneio de redator ocioso.

NISSEI É “ESPECIALISTA” EM BOSSA NOVA

À lista de ilustres desconhecidas cantoras brasileiras que vivem (e gravam!) no exterior (Rosa Passos, Clécia Queiroz, Virgínia Rodrigues, Leny Andrade) há de juntar-se Lisa Ono, uma “japonezinha” que (em português, francês, inglês, italiano, japonês e espanhol) canta qualquer coisa (de romântico latino a pop americano, soul e jazz), embora seja “especialista”, quem diria, em samba e Bossa Nova. Seu primeiro CD (Catupiry/1989) tem participações de Tom Jobim, Sivuca, Paulo Moura e Danilo Caymmi. Nada mau para quem começa. Diga-se logo, a bem da verdade: Lisa Ono (nada a ver com Yoko Ono, aquela) não é japonesa, mas nissei, nascida em São Paulo, em 1962.

PISTOLEIRO CHORA PELOS “VELHOS TEMPOS”

O último CD de Lisa Ono a que tive acesso é de 2009, uma coleção de standards de jazz, cujo título, Cheek to cheek, é o da canção famosa lançada por Fred Astaire (foto), em O Picolino/1935). Lá estão também All of me, I got rhythm, Caravan, Hello Dolly! – enfim, temas que todo fã de jazz conhece de cor e salteado. Mas meu preferido, dos CDs feitos em língua estrangeira, é Dans mon île/2004, canções francesas clássicas (C´est si bon, La vie en rose, La dernière valse, Dans mon île e a mencionada lá atrás, que iniciou esta coluna: Les feuilles mortes. Clique e (re) veja a imortal canção francesa, na leitura bossa-novista da brasileira Lisa Ono.

O.C.






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