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:: ‘DEM’

ALELUIA E O BOICOTE À BAHIA

Aleluia é apontado como um dos defensores de boicote || Foto Divulgação

Aleluia é apontado como um dos defensores de boicote || Foto Divulgação

As insatisfações dos deputados federais da oposição ao PT na Bahia com o Palácio do Planalto atingiram o auge nos últimos dias. “O governo do presidente Michel Temer (PMDB) está completamente sem coesão. Os ministros só querem saber deles mesmos e de seus partidos, não pensam com unidade”, disparou José Carlos Aleluia, um dos nomes mais influentes do DEM no Congresso Nacional, ao criticar os constantes afagos feitos pelo alto escalão do Planalto aos políticos ligados ao governador Rui Costa (PT).

Da Coluna Satélite, do Correio 24h

OS MUITOS PAIS DA BR-415

Walmir Rosário 3Walmir Rosário | wallaw2008@outlook.com

 

É uma pena que uma estrada tão anunciada e cancelada como essa continue com com os defeitos congênitos, que poderiam ter sido corrigidos antes do começo da obra.

 

A Bahia reedita mais uma campanha política acirrada com a luta travada entre as candidaturas do governador Rui Costa (PT) à reeleição, e a do atual prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) ao Palácio de Ondina. Uma das mais recentes disputas é a duplicação da BR-415, no trecho entre Ilhéus e Itabuna, anunciado pelo Governo do Estado como se fosse sua, embora os recursos tenham origem no Governo Federal.

A eleição ainda será no próximo ano, mas já pega fogo em todo o Brasil e na Bahia não poderia ser diferente, pelo contrário, aqui começa mais cedo, haja vista a dualidade das candidaturas. E faz tempo que é assim, com os eleitores e simpatizantes de Antônio Carlos Magalhães e um seu adversário, seja lá de que corrente política for, mas unidas (ou coligadas) para tentar derrotar os adversários de sempre.

E não é de hoje que o palanque é armado em Itabuna em 1985, a exemplo do que lançou Waldir Pires (PMDB) ao Governo da Bahia, que no ano seguinte ganhou para Josaphat Marinho (PFL) por uma avalanche de votos: perto de 1,5 milhão. Se antes o palanque foi montado na praça Adami, agora foi deslocado para a avenida Juracy Magalhães, na saída para a Ilhéus, cidade vizinha amada ou odiada, de acordo com os interesses.

E o motivo da discórdia é a chamada duplicação da BR-415, trecho que será construído pela margem direita do rio Cachoeira, mas sem o fôlego suficiente para segui-lo até sua foz. O projeto é antigo, elaborado pelo Derba, revisto pelo DNIT, e, de certa forma, é um grande vetor de desenvolvimento regional, por desbravar uma área que produz cacau, café, gado (leite e corte) e produtos de subsistência.

Sim, mas onde está o motivo da refrega entre os possíveis candidatos ao Governo Estado da Bahia? No anúncio do “pai da criança”. Pela primeira vez todos os candidatos que se apresentar como tal, mesmo sem o certificado do DNA. Ou melhor, a genética financeira aponta que o Governo Federal é o pai e mãe da criança, pois gerou e vai custear todas as despesas de criação até que se dê por independente.

E não é de hoje que a fecundação da criança é insistentemente anunciada, mas sem resultados positivos. Pelos meus cálculos, está já é a quarta vez que os coitados dos jornalistas anunciam a data do nascimento, mas a mãe União cismava em não dar a luz ao rebento. De tanto anunciarem, os governadores baianos petistas se acostumaram e se consideraram (em verdade, se consideram) o verdadeiro pai da criança.

Nessa renhida disputa, o governador do Estado considera o rebento como seu, por ter sido a duplicação anunciada durante os governo de Lula e Dilma, embora nunca executada. Assim como a BR-415, outras obras com recursos do Governo Federal são executadas pelo Governo do Estado e Municípios, como se fossem de recursos próprios e não oriundos de transferências, seja a que título forem.

E os petistas – que não são graça e sabem utilizar a mídia no formato os fins justificam os meios – massacraram o presidente da República, “golpista” no entender deles, como se não quisessem executar a obra. E os arroubos não foram poucos, com afirmações falaciosas do tipo: “Se o governo golpista não fizer, nós faremos”, embora grande parte dos recursos federais já esteja disponível na conta.

Mais uma vez, a turma do Temer “apanha como mala velha pra tirar a poeira”, sem ter qualquer culpa registrada em cartório, e não soube ou sabe contra-atacar e promover sua defesa. De forma atabalhoada, cancelou a vinda do ministro dos Transportes a Itabuna e se apresentar no palanque como o verdadeiro pai da criança. Nos comunicados petistas, a culpa teria sido de ACM Neto, que agiria nos mesmos moldes do avô, embora nem cabeça branca ainda tenha.

E essa confusão toda tem todo o motivo para tanto. A obra, embora não seja uma duplicação de verdade, é importante para o desenvolvimento econômico e social, não só de Itabuna e Ilhéus, mas da região cacaueira como um todo. A atual BR-415 se tornou uma avenida comercial, industrial e serviços, além de ser nosso caminho do nosso pequeno mas atuante aeroporto e poderá nos oferecer novos rumos.

Só que, no meu modesto entendimento, a duplicação de verdade começaria em Itabuna, no bairro da Conceição, e se estenderia até a cidade de Ilhéus e não terminaria no meio da estrada. A nova estrada terá 17,98 quilômetros de extensão, embora a distância entre as duas cidades meçam quase 30 quilômetros. Uma perna nasce menor do que a outra e antes do bairro ilheense do Banco da Vitória o tráfego se congestionará de novo. Deveria ter sido feito um enxerto ou uma prótese para corrigir a deficiência.

É uma pena que uma estrada tão anunciada e cancelada como essa continue com com os defeitos congênitos, que poderiam ter sido corrigidos antes do começo da obra. Até porque o fluxo do tráfego não é apenas das duas cidades e sim de toda uma região, que sempre teve a vocação para produzir e ser grande, mesmo que seu povo abdique da política, entregando-a de bandeja aos povos de outras regiões, contentando-se apenas com a economia.

Eu, como sou um otimista incorrigível, acredito que a obra seja concluída, porém muitos ainda são como São Tomé: têm que ver para crer.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

DEM ABANDONA DORIA E FOCA EM LUCIANO HUCK, DIZ ESTADÃO

Dem vai trocar Dória por Luciano Hurk

Dem vai trocar Dória por Luciano Huck|| Foto divulgação

A jornalista Andreza Matais afirma, em sua coluna no Estadão, nesta sexta-feira (13), que a última pesquisa Datafolha jogou água na animação do DEM com a candidatura do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ao Planalto. Ela conta que o partido se reuniu várias vezes com o tucano e abriu suas portas para ele, mas o discurso mudou.

Segundo a jornalista, se Doria continuar derretendo, mesmo que ingresse na sigla, demistas dizem que não vão entrar num “projeto kamicaze” de comprar briga com o PSDB, um aliado histórico, e com Geraldo Alckmin para lançar o prefeito ao Planalto. O foco do DEM se voltou para Luciano Huck, com quem a sigla mantém encontros frequentes.

De acordo com Andreza Matais, a avaliação de um integrante da cúpula do DEM é que se João Doria iniciar uma tendência de queda irreversível nas pesquisas “nem ele será candidato se tiver juízo”.

A colunista afirma que a desconfiança do DEM com João Doria não significa que as portas do partido se fecharam para ele. Ninguém vai negar abrigo para o prefeito da maior cidade do País, já a vaga de candidato…

“DEM QUER INVIABILIZAR DUPLICAÇÃO [DA RODOVIA ILHÉUS-ITABUNA]”, DIZ ROSEMBERG

Rosemberg critica DEM e diz que Rui tira obra do papel

Rosemberg critica DEM e diz que Rui tira obra do papel

Após ser acusado de travar a liberação de R$ 600 milhões do Banco do Brasil para o Estado, o DEM baiano quer inviabilizar a assinatura do contrato que assegura a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), segundo o deputado estadual Rosemberg Pinto.

– O DEM não gosta do povo da Bahia, quer inviabilizar esta ação, mas o povo merece e vai estar presente na assinatura do contrato – disse o parlamentar e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Rosemberg lembra que a obra é prometida “há 40 anos”. E nunca saiu do papel. “Mas é no governo de Rui Costa que vamos ter uma nova estrada”. A obra tem prazo de execução de dois anos.

A assinatura do contrato está marcada para esta segunda (9), às 9h, na Avenida Juracy Magalhães, no Fátima (área do antigo Posto Cachoeira). A obra será executada pela OAS. Caso os prazos sejam cumpridos, deverá ser concluída em fevereiro de 2020. O investimento é de R$ 105 milhões.

Confira vídeo que mostra o projeto.

“MUDE” DEVERÁ SER O NOVO NOME DO DEM

democratas

Após consultas feitas pelo DEM, o partido deverá adotar o nome “Mude”. O Democratas encomendou pesquisa em que era apresentado ao eleitor duas sugestões de nome – Mude e Centro.

A segunda opção não caiu bem junto ao eleitorado, segundo o jornalista e blogueiro Gerson Camarotti, da GloboNews e G1.

A mudança de nome é uma das estratégias do DEM – ex-PFL, PDS e Arena – para atrair dissidentes de partidos como PSB e até PMDB, do presidente Michel Temer.

ACM NETO PARA FERNANDO: “O TEMPO NÃO É BOM PARA QUEM NÃO SABE ESPERAR”

Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

ACM Neto almoçou com aliados em Itabuna e participou da festa de aniversário de Buerarema neste domingo (17). Aproveitou o intervalo entre um compromisso e outro para dar estocadas em um ex-aliado e, agora, inimigo político.

“O tempo só não é bom para quem não sabe esperar”, filosofou o neto do falecido ACM em entrevista exclusiva ao repórter Wadson Santos. Era, claro, uma referência ao ex-aliado Fernando Gomes, prefeito de Itabuna e ex-DEM. “Na minha vida, aprendi a reconhecer o tempo das coisas”, completou.

Neto e Fernando romperam relações políticas – e pessoais – em 2016, quando o líder do DEM quis impor a Fernando a candidatura do deputado estadual Augusto Castro (PSDB) na disputa pelo gabinete mais vistoso do Centro Administrativo Firmino Alves. O episódio azedou a relação do agora prefeito com o deputado.

Ainda na entrevista, Neto enfatizou sua relação “histórica” com Itabuna e disse que preferia não comentar sobre o rompimento. “Eu prefiro, neste momento, não fazer comentários sobre questões locais. Tudo na hora certa, no momento adequado”.

PRÉ-CAMPANHA

O prefeito de Salvador veio ao sul da Bahia acompanhado de deputados, dentre eles os tucanos Jutahy Jr. e Augusto Castro, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM). Em Buerarema, reuniu-se com políticos e lideranças regionais em um evento no Rotary Club.

Neto tentou tirar a conotação eleitoral de sua visita. “Campanha só ano que vem”, observou, afirmando ter agido com cautela. “Sequer temos feito pré-campanha. Não adianta querer antecipar o processo eleitoral. Temos que avaliar as coisas, a vontade dos baianos”. Redação Pimenta.

APÓS 2016, AUGUSTO DIZ NÃO TEMER ENFRENTAR FERNANDO

Augusto e FG tornaram-se adversários

Augusto e FG tornaram-se adversários

Da Coluna Tempo Presente, assinada por Levi Vasconcelos, n´A Tarde

A pretensão do prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, de lançar um candidato a deputado estadual para minar o deputado Augusto Castro (PSDB) não preocupa o tucano, pelo que ele diz:

— A competição é tão saudável quanto democrática. Vamos ao debate.

Lá atrás, na pré-campanha de 2016, Augusto almejava o apoio de Fernando, que estava todo complicado com a justiça, para prefeito.

Fernando insistiu na candidatura e acha que ele não foi leal ao procurar documentos que o incriminassem. E agora quer ver o diabo, mas não Augusto.

DISPUTANDO O APOIO DO FERNANDISMO

marco wense1Marco Wense

 

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

 

A disputa entre Sérgio Gomes e Rafael Moreira, ambos pré-candidatos a deputado estadual, tende a ficar mais intensa com a proximidade da eleição.

Moreira, toda vez que é questionado sobre sua legítima pretensão, sempre deixa nas entrelinhas que o prefeito Fernando Gomes vai apoiá-lo em detrimento de Sérgio Gomes.

Essa insinuação – ou impressão, se o leitor preferir – faz Sérgio ficar irritado a cada entrevista de Rafael, que precisa entender que seu concorrente é filho do alcaide.

É natural que Rafael procure mais espaços no governo e a simpatia do pessoal do primeiro e segundo escalões. Mas soa como provocação o desafio em relação ao apoio de Fernando Gomes.

Fica parecendo que Moreira sabe de alguma coisa, que Sérgio não vai ser candidato em virtude de um acerto que tem com o chefe do Executivo.

Moreira pretende se filar a um partido da base aliada do petismo, mas descartou qualquer possibilidade de ir para o PT e o PCdoB. Seu candidato a deputado federal é Josias Gomes, secretário estadual de Relações Institucionais.

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

Muitos eleitores de Rafael e Sérgio vão votar em ACM Neto (DEM) na sucessão ao Palácio de Ondina. Tem gente graúda na prefeitura condicionando o apoio a uma neutralidade diante do segundo mandato do governador.

Tem também os antipetistas radicais, que andam dizendo que não vão votar em Rafael Moreira em decorrência dessa sua dobradinha com Josias Gomes.

O que se espera é que Rafael Moreira e Sérgio Gomes percorram o caminho da paz e da civilidade. O sol nasceu para todos.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

AS MAJORITÁRIAS DE RUI E NETO

marco wense1Marco Wense

 

Uma coisa é certa: a disputa Rui Costa versus ACM Neto vai ser acirrada. O segundo mandato do governador não é favas contadas como dizem os petistas mais eufóricos.

 

O comentário de hoje é sobre a composição das chapas da situação e da oposição, respectivamente encabeçadas pelo governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto.

Quem teria mais problemas para arrumar a majoritária sem causar graves dissidências, o alcaide soteropolitano (DEM) ou o chefe do Executivo estadual (PT)?

Pelo governismo, o maior entrave diz respeito ao PSB da senadora Lídice da Mata, que não teria espaço para sua reeleição. Vai ter que se contentar com uma eventual candidatura à Câmara dos Deputados.

Outro fato que pode complicar Lídice é a articulação nacional do PSB com o PSDB, mais especificamente com o governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin.

Tem também o PR de José Carlos Araújo, que sempre deixa nas entrelinhas que pode romper com o governo se a legenda for preterida.

A chapa governista caminha para manter João Leão (PP) como vice e as duas vagas para o Senado sendo ocupadas por Jaques Wagner e um indicado pelo PSD do senador Otto Alencar.

PSB e o PR ficam de fora. Em relação ao Partido da República existe a remota possibilidade de Wagner se candidatar a deputado federal para solucionar o impasse.

Na oposição, obviamente com ACM Neto disputando o Palácio de Ondina, os postulantes são José Ronaldo (DEM), Jutahy Júnior e Antônio Imbassahy, ambos do PSDB, e Lúcio Vieira Lima (PMDB).

O que se comenta nos bastidores é que a vontade de ACM Neto é ter uma mulher na sua vice, já que a chapa adversária só terá marmanjos.

O pessoal do marketing acredita que a presença feminina na composição da majoritária pode ter um apelo significativo no processo sucessório.

José Ronaldo dificilmente seria defenestrado. O oposicionismo não pode deixar de fora o prefeito de Feira de Santana, o segundo maior colégio eleitoral.

Aí sobra apenas uma vaga para o Senado para ser disputada entre Imbassahy, Jutahy e Lúcio Vieira Lima. Dos três, o que tem menos chance é o primeiro.

Aliás, Imbassahy, que é o secretário de Governo de Temer, é uma espécie de “patinho feio”. Quer sair do PSDB, mas não encontra partido que lhe queira. As portas estão fechadas.

“Imbassahy está bem onde está”, diz Aleluia, presidente estadual do DEM. “O partido não é barriga de aluguel”, alfineta Lúcio, cacique do PMDB.

O trunfo do irmão de Geddel é o invejável tempo do PMDB no horário eleitoral destinado aos partidos políticos. O de Jutahy é tirar da chapa uma conotação 100% temista, já que votou pela continuidade da denúncia da PGR contra o presidente Temer.

Uma coisa é certa: a disputa Rui Costa versus ACM Neto vai ser acirrada. O segundo mandato do governador não é favas contadas como dizem os petistas mais eufóricos.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

O BOBO DA CORTE

marco wense1Marco Wense

 

De uma coisa ninguém pode duvidar: petistas e demistas são bons atores. Nessa novela, o presidente Temer é o bobo da corte.

 

O PT e o DEM têm a mesma estratégia em relação ao presidente Michel Temer: nos bastidores, em conversas reservadas, um discurso. De público, outro.

Nas escondidas, o PT torce para que o peemedebista continue na presidência, sangrando até o último suspiro. Diante dos holofotes, “Fora Temer”, “Fora Temer”, “Fora Temer”.

No DEM é o inverso: no escondidinho, os democratas querem a defenestração de Temer do cobiçado Palácio do Planalto. De público, “Fica Temer”, “Fica Temer”, “Fica Temer”.

Para os petistas, é muito melhor um Temer combalido do que um Rodrigo Maia revigorado e fortíssimo candidato em uma eventual eleição indireta.

Para os demistas, o óbvio ululante: uma liderança da legenda no comando do país.

De uma coisa ninguém pode duvidar: petistas e demistas são bons atores. Nessa novela, o presidente Temer é o bobo da corte.

Marco Wense é editor d’O Busílis.

TRAÍDO PELA CÚPULA DO DEM, FERNANDO CAI NAS GRAÇAS DE RUI COSTA

Rui e Fernando Gomes se cumprimentam durante evento em Ilhéus || Foto Divulgação

Rui e Fernando Gomes se cumprimentam durante evento em Ilhéus || Foto Divulgação


Fernando observa a obra da Ponte Estaiada, em Ilhéus || Foto Ed Ferreira

Fernando observa obra da nova ponte em Ilhéus || Foto Ed Ferreira

O ano de 2016 significou uma guinada política para Fernando Gomes. Estava decidido a disputar a Prefeitura de Itabuna pela sexta vez. Embalado por sentimentos como “ausência de prefeito” depois das gestões de Capitão Azevedo, sua cria, e Claudevane Leite (Vane do Renascer), Fernando, que um dia sonhou em ser governador do estado de Santa Cruz (uma ideia dele, na década de 80), achava que dava.

As pesquisas em meados de maio já lhe eram favoráveis. Um conjunto de fatores levou FG a se aproximar de um grupo filiado a um partido contra o qual militou por décadas, o PT. Nesse caminho, nada mais pesou do que um pedido de ACM Neto. O prefeito de Salvador queria que Fernando retirasse a própria candidatura e apoiasse o tucano Augusto Castro. Soou traição.

Era julho, às vésperas da convenção do DEM itabunense. A “surpresa” no encontro em Salvador foi acompanhada de outra “peça”: Augusto também estava ali, na sala. O gosto amargo da traição tomava a boca do então pré-candidato a prefeito pelo DEM. Palavras impublicáveis teriam sido ditas à época.

O presidente do DEM baiano, José Carlos Aleluia, assistiu a tudo, em silêncio. O amargor só fez aumentar. Era traição dupla. Fernando, como se sabe, não aceitou o pedido de Neto. E, pelo menos publicamente, sobrou para Augusto, a quem restou cuidar dos próprios hematomas.

O PRÓXIMO PASSO

Puxado por Maria Alice Pereira e o empresário Rafael Moreira, Fernando começou a namorar, politicamente, petistas. Começou com Josias Gomes e Lula Viana em diálogos em que eram sorvidos goles de café e chocolate em restaurantes e no Centro de Convenções de Ilhéus, onde ocorria mais uma edição do Festival do Chocolate e Cacau de Ilhéus e, à noite, Djavan se apresentaria para mais um show memorável em que, claro, cantava amores – e desilusões, também.

A conversa evoluiu rapidamente nos bastidores. Fernando já dialogava com Rui Costa. “Foi empatia à primeira vista”, disse um importante assessor do governador ao PIMENTA ao final de uma visita que Rui fazia à obra da nova ponte do Pontal, em Ilhéus, na quarta-feira (28).

Fernando exibe uma gravata "vermelho PT" || Foto Ed Ferreira

Fernando e a gravata “vermelho PT” || Foto Ed Ferreira

Momentos antes, Fernando Gomes reunia sua trupe para participar da recepção de prefeitos a Rui em Ilhéus. Estava vestido a caráter. E à vontade. A gravata chamava atenção. Não pelo modelo, mas pela cor, como pode ser visto nas fotos do experiente Ed Ferreira.

Então, prefeito, está na base mesmo? – pergunta repórter deste blog.

– Estou. Mas não é apoiando partido. Estou com o governador – ressalva, descontraído.

Ao contrário de boa parte dos seus assessores, Fernando mostra se sentir bem no novo aconchego. E é paparicado. Rui irá à festa de aniversário do prefeito, nesta sexta (30). “Tá confirmado, ele vai participar”, festejava Fernando. Ou “Cuma”. A comilança regada a política será no endereço do aniversariante. 78 anos.

Fernando está alegre, também, por outros fatores. Tem recebido apoio do governo em quase tudo que solicita. Por último, confirmou que o Estado concluirá as obras do Teatro e do Centro de Convenções. Rui ratificou o compromisso ontem (28). Só falta o prefeito enviar o novo projeto executivo da obra. A conclusão deve demandar algo como R$ 22 milhões.

“CORRERIA”, OBRAS E SUL DA BAHIA

Ainda na visita, Fernando olhava para o traçado da ponte, enquanto conversava. O repórter pergunta sobre a relação dele com o governador e o desempenho de Rui. O prefeito itabunense mostra admiração pelo jeito (do) petista. E crava, olhando para as primeiras colunas da ponte estaiada:

– Se entregar essa obra e sair a estrada, será o maior governo da história para o sul da Bahia. Antes dele, quem fez? Teve Lomanto Júnior, com aquela ponte ali – diz, apontando para a Ponte Lomanto Júnior, mais conhecida como Ilhéus-Pontal.

E a conversa avança. Ele sempre deixando claro a sua empatia pelo governador, e fazendo duas, três ressalvas de que “não existe mais partido” depois da Lava Jato.

E, novamente, repete:

– Estou com o governador. Não tem esse negócio de partido. Tem mais partido com essa Lava Jato? Não tem mais.

O deputado federal Paulo Magalhães (PSD), amigo e um dos avalistas da campanha fernandista em 2016, aproxima-se e aproveita para “discordar”, no estilo não é bem assim:

– Tem o PSD… – completa.

A propósito, e apesar dos embates com Neto, Fernando ainda continua filiado ao DEM, assim como Maria Alice Pereira, que ontem também se destacava na multidão com um vestido, como se diz, “vermelho PT”.

AGUENTA O TRANCO, BRASIL!

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

 

A partir da tarde desta terça-feira (6), mais uma vez, o Brasil terá posto a prova a vida das instituições democráticas, com o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, referentes à eleição presidencial de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado, ainda imprevisível para nós mortais, por certo será objeto de muitas lutas no judiciário.

Seja qual for o placar, a decisão será questionada no próprio TSE e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado das questões constitucionais. Nessas idas e vindas processuais, advogados, representantes do Ministério Público Federal e magistrados (ministros) dessas cortes ainda terão muito o que decidir.

E a cada movimento processual uma imensa torcida (pró e contra) também fará manifestações – seja nos bastidores dos poderes ou nas ruas, no sentido de mobilizar o país. Pelo que temos visto (espantados, é claro), os interessados diretos nessa briga lutam apenas pela sobrevivência política, no sentido de se manterem encastelados no poder.

O Brasil como Nação pouco importa para a maioria esmagadora deles, que tem meios e artifícios para ficar na “crista da onda”, seja qual o resultado. PT, PSDB, DEM, ou que sigla sobreviver, contará com a pronta adesão dos políticos, sempre dispostos a fazer um enorme sacrifício pela governabilidade, conforme dizem nos meios de comunicação.

Esse tal de espírito altruísta tão em voga nesses momentos nem sempre se encontra à disposição no dia a dia da vida política brasileira, na qual costuma prevalecer o interesse financeiro individual. Não fosse a “teimosia” de membros do Ministério Público, da Polícia Federal e de alguns juízes, os que hoje habitam, ou estão prestes a serem conduzidos às prisões, estariam fazendo discursos patrióticos para brasileiro ver.

O julgamento do TSE tem a finalidade de descobrir se a chapa Dilma-Temer usou de meios ilícitos para vencer a eleição, como movimentar a campanha com dinheiro escuso, resultado de propina solapada de instituições públicas. Mais do que ferir a lei eleitoral, sem a observância dos trâmites legais de doações, as “ricas ajudas” eram feitas com recursos resultantes de corrupção.

Para os simples mortais, a quem interessa o julgamento da chapa Dilma-Temer, cuja primeira mandatária já se encontra fora do poder, por conta de um processo de impeachment? É que agora, além da possibilidade de manter Dilma inelegível (o que o Senado não o fez), o julgamento poderá condenar o seu companheiro de chapa, Michel Temer, afastando-o do poder.

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Não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE. Nesse julgamento pode acontecer de tudo, inclusive nada, embora provas não faltem para tanto, amealhadas durante a Operação Lava Jato.

Questões objetivas e subjetivas são levantadas constantemente pelos vários grupos interessados e com as teses mais distintas, como se o roubo não fosse roubo só pela inteligência e elucubrações dos senhores juristas. Questões mais escabrosas ainda serão levantadas nas chamadas preliminares, com a intenção de fazer parar o processo, sem qualquer julgamento.

Enquanto os interessados em se manter no poder continuam guerreando nos mais altos tribunais, nós, do Brasil de verdade, simplesmente esperamos que o Brasil nos dê mais uma demonstração de que as nossas instituições são realmente democráticas. Esperamos que a economia continue dando com vida própria, confirmando que existe uma população que depende do trabalho para sobreviver.

E é justamente essa parcela da população que sofre com as indefinições que afetam a economia, pois não tem como se defender dos constantes aumentos de preços, principalmente nos supermercados. Esperamos que os nossos magistrados julguem com independência e rapidez necessária; que nossos parlamentares legislem com a consciência de Nação; e que o Executivo (seja quem for) continue tocando a máquina governamental com segurança e transparência.

Afinal, é assim que um grande país funciona no regime democrático, mesmo que um ministro peça vistas ao processo, o que não irá arrefecer os ânimos dos sofridos brasileiros.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

A ESTRATÉGIA DE ACM NETO PARA 2018

Neto traça estratégias para 2018.

Neto traça estratégias para 2018.

Uma viagem do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), esta quinta-feira, a Vitória da Conquista, inaugura uma série de visitas de “caráter cirúrgico” a municípios estratégicos do interior dentro de um plano que sua articulação política preparou tendo em vista a sucessão estadual de 2018, segundo o Política Livre.

Neto deve ir a muitas outras cidades sempre, no entanto, sob o carimbo de agenda administrativa para não caracterizar desde já que está em campanha para suceder o governador Rui Costa (PT). A iniciativa se junta a algumas outras com o mesmo objetivo.

Estão, entre elas, cita o site “a decisão do prefeito de reservar um espaço na agenda para receber, em Salvador, prefeitos e vereadores do interior, além de montar um grupo de trabalho com o objetivo de discutir os problemas do Estado, com participação de gente tanto de fora quanto de dentro do governo”.

ALELUIA DEFENDE FIM DA JUSTIÇA DO TRABALHO: “DEVORADORA DE EMPREGOS”

Aleluia ataca juízes e procuradores do Trabalho (Foto Divulgação).

Aleluia ataca juízes e procuradores do Trabalho (Foto Divulgação).

Deputados federais do DEM intensificaram artilharia contra os direitos trabalhistas. Durante audiência pública na Câmara Federal, nesta quinta (9), o deputado José Carlos Aleluia (DEM -BA) defendeu o fim da Justiça Trabalhista.

– A Justiça do Trabalho se tornou uma devoradora de empregos no Brasil – afirmou.

Diante de procuradores e desembargadores, o parlamentar baiano defendeu a unificação das justiças. Para ele, a Justiça do Trabalho é “um problema para o País”. Ainda conforme ele, juízes e procuradores do Trabalho desconhecem  o mundo real.

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DEM, FERNANDO E ALICE

marco wense1Marco Wense

 

Alguns nomes já despontam para substituir Maria Alice no comando do DEM de Itabuna, como os do ex-vereador Solon Pinheiro e do advogado Cosme Reis, pai de Chico Reis, presidente da Câmara de Vereadores.

Matematicamente falando, diria que Fernando Gomes e Maria Alice vão sair do DEM como 2+2 são quatro. Politicamente, não sei por que continuam na legenda.

Ambos já declararam que o Partido do Democratas é coisa do passado. A secretária de Governo até que mostrou certo sentimento. O prefeito chutou o pau da barraca, como diz a sabedoria popular.

Estranho é a cúpula do demismo, sob a batuta de ACM Neto, ficar inerte diante de uma situação irreversível. O deputado federal José Carlos Aleluia, presidente estadual do partido, segue no mesmo diapasão.

Essa passividade, essa desaconselhável acomodação, lembra a expressão latina “Dormientibus Non Sucurrit Jus”. Ou seja, assim como no direito, o processo político não costuma socorrer os que dormem.

A falta de reação dos democratas passa a impressão de que estão desolados com a atitude de Fernando, que a legenda ainda mantém acessa a possibilidade de um entendimento.

Alguns nomes já despontam para substituir Maria Alice no comando do DEM de Itabuna, como os do ex-vereador Solon Pinheiro e do advogado Cosme Reis, pai de Chico Reis, presidente da Câmara de Vereadores.

Como a decisão do demismo é de fazer oposição implacável ao governo FG, hoje aliado do Partido dos Trabalhadores, a indicação do doutor Cosme Reis não é do agrado do enraizado fernandismo.

Maria Alice sempre foi uma dirigente partidária atuante, daquelas que não medem esforços para alcançar os objetivos. Continua sendo a fiel escudeira de Fernando Gomes e a “dama de ferro” do pupilo político.

Depois da derrota de Marcelo Nilo na eleição para presidir o Parlamento estadual, o PSL ficou desnutrido e já é carta fora do baralho para ser o próximo abrigo partidário do alcaide.

Com efeito, Nilo pode até perder o controle do PSL para o deputado estadual Nelson Leal. O ex-todo poderoso presidente da Assembleia Legislativa vive seu pior momento na vida pública. Vale lembrar que Nilo foi derrotado por Félix Júnior na disputa pelo comando do PDT.

O PSD do senador Otto Alencar, cada vez mais forte e, agora, tendo seus passos monitorados pelo PT, pode ser o mais novo refúgio de Fernando Gomes de Oliveira e seus seguidores.

A expectativa fica por conta de quando as lideranças do DEM vão acordar.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O CINISMO DO PT

marco wense1Marco Wense

 

Depois de tantos escândalos, de todo esse massacre da imprensa, da Operação Lava Jato cada vez mais perfurante, o PT ainda não aprendeu a lição.

 

Não é possível que o PT e os petistas vão continuar errando depois de tudo que aconteceu e, como consequência, todo esse gigantesco desgaste que toma conta da legenda.

De público, esbravejam o “Fora Temer”. Nos bastidores, ficam atrás de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de Eunício Oliveira (PMDB-CE) pedindo uma boquinha em nome da sobrevivência política.

Maia e Oliveira, respectivamente candidatos às presidências da Câmara Federal e do Senado da República, são os principais protagonistas do “Fora Dilma”, os intitulados pelo petismo de “golpistas”.

O ex-governador do Ceará e candidatíssimo ao Palácio do Planalto na eleição de 2018, Ciro Gomes (PDT), tem razão quando diz que “trocar o restinho de respeitabilidade por um carguinho e suas mordomias seria nada menos do que traição”.

Pois é. É incrível. Depois de tantos escândalos, de todo esse massacre da imprensa, da Operação Lava Jato cada vez mais perfurante, o PT ainda não aprendeu a lição.

Ora, se aprendeu e continua no mesmo caminho, aí é deboche, cinismo, é falta de respeito com a aguerrida militância, com a história de luta do Partido dos Trabalhadores.

GRADA KILOMBA

“Há uma história de privilégios, escravatura e colonialismo expressa de maneira muito forte na realidade cotidiana. É espantoso ver a naturalidade com que os brasileiros conseguem lidar com isso. Muitas vezes nos dizem que nós somos discriminados porque somos diferentes. Isso é um mito. Não sou discriminada por ser diferente, mas me torno diferente justamente pela discriminação que sofro. O branco não é uma cor. O branco é uma definição política que representa os privilégios históricos, políticos e sociais de um determinado povo. Um grupo que tem acesso às estruturas e instituições dominantes da sociedade. Branquitude representa a realidade e a história de um determinado grupo”.

Grada Kilomba, 45, negra, nasceu em Portugal, escritora e professora da Universidade de Humboldt, uma das mais tradicionais e antigas de Berlim.

FERNANDO: PSD OU PSL?

Venho dizendo, há muito tempo, que entre os acertos de Fernando Gomes e Josias Gomes, o de mudar de legenda (DEM) e ir para um partido da base aliada é considerado como o mais importante, o que implica no apoio de FG à reeleição do governador Rui Costa (PT).

O outro acordo é pessoal. Ou seja, Fernando Gomes vai apoiar Josias para o Parlamento Federal. Uma maneira de retribuir os favores do secretário de Relações Institucionais no seu esforço pela elegibilidade de FG.

E qual seria a nova opção partidária do prefeito eleito de Itabuna, o PSD do senador Otton Alencar ou o PSL do deputado e presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Nilo?

O próximo passo da articulação política do governo é afastar Fernando Gomes do PSD, já que Otton Alencar não é tão confiável para o alto comando do PT, tanto estadual como nacional.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

RUI, OTTO E A SUCESSÃO ESTADUAL

marco wense1Marco Wense

 

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

 

 

O governador Rui Costa vem fazendo de tudo para tirar da cabeça do senador Otto Alencar qualquer pensamento em relação à sucessão de 2018.

Rui sabe que Otto mantém acesa a possibilidade de disputar o governo do Estado, principalmente depois do bom desempenho do PSD nas eleições municipais, conquistando 82 prefeituras. O PT foi quem mais perdeu, saiu de 93 para 39, uma redução de quase 60%.

“A gente vai decidir isso lá em março de 2018”, diz o presidente do PSD da Bahia quando questionado sobre sua possível candidatura. Finaliza dizendo que “a pretensão é continuar na aliança com o governador Rui Costa e com os aliados”.

O PSD passa a ser prioridade na mudança que o chefe do Executivo pretende fazer no alto escalão. O afilhado político de Otto, José Muniz Rebouças, deve assumir a secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O comando da Conder pode também ir para o Partido Social Democrático.

A nomeação para cargos sempre foi o melhor caminho para evitar a rebeldia dos parceiros do poder. A sabedoria popular costuma dizer que nada melhor do que uma “boquinha” para colocar cada um no seu devido lugar.

Vale ressaltar que a conjuntura política e a situação econômica, em ano eminentemente politico-eleitoral, podem fortalecer ou enfraquecer algumas candidaturas. Outro aspecto, considerado como explosivo, é o desenrolar da Operação Lava Jato. Os petistas, por exemplo, torcem para que ACM Neto apareça na delação da Odebrecht.

Outro detalhe, por enquanto restrito aos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que os governistas, pelo menos os mais lúcidos, sonham com ACM Neto candidato em 2018.

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

ACM Neto só sairá candidato se enxergar alguma chance de ser eleito. Não vai arriscar deixar o Centro Administrativo de Salvador para ir atrás de uma aventura que lhe pode causar desgastes.

Rui Costa, candidatíssimo a um segundo mandato, está bem avaliado na capital. ACM Neto é prefeito só de Salvador, enquanto o petista é uma espécie de, digamos, “prefeito” de todas as cidades da Bahia.

Tem também o fator Lula. Se não barrarem a elegibilidade do ex-presidente, aí complica, o caldo engrossa. Sua popularidade volta à tona e, com ela, o poder da transferência do voto, principalmente no Nordeste e, mais especificamente, na Bahia.

Portanto, é bom torcer para que ACM Neto saia candidato a governador na eleição de 2018, sob pena de Otto Alencar disputar o comando do cobiçado Palácio de Ondina como o candidato da oposição ao petismo.

Não tenho a menor dúvida de que Otto Alencar é mais adversário para Rui Costa do que o democrata (ou demista) ACM Neto.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

MARÃO DIZ QUE SUSTENTABILIDADE SERÁ MARCA DE SEU GOVERNO

Nazal e Marão se cumprimentam sob olhar do presidente da Câmara, Lukas Paiva (Foto Clodoaldo Ribeiro).

Nazal e Marão se cumprimentam, observados por Lukas Paiva (Foto Clodoaldo Ribeiro).

Empossado ontem (1º) como prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (Marão), do PSD, comprometeu-se a ter como marca de seu governo a sustentabilidade. Segundo ele, sua gestão respeitará os termos de carta-compromisso assinada com a plataforma Cidades Sustentáveis.

Marão apontou como uma das linhas de seu governo o compromisso com a área social e o cuidado com o cidadão. “Ninguém será maltratado nas secretarias e o diálogo será constante”, disse ele ao afirmar que todos os secretários deverão agir de forma isonômica no tratamento aos cidadãos.

O novo prefeito anunciou uma ação para elevar a autoestima dos ilheenses ao citar uma nova era, de “tempos de alegria”. O vice-prefeito José Nazal disse que não poupará esforços para que a nova gestão seja a melhor da história do município sul-baiano. O discurso de Marão, elencando a sustentabilidade como marca de governo, encheu os olhos do vice, ligado às questões ambientais e à história de Ilhéus.

CENTRO DE CONVENÇÕES LOTADO

A posse de Marão e de Nazal lotou o auditório principal do centro de convenções de Ilhéus. Cerca de 1,5 mil pessoas participaram da solenidade, conforme o cerimonial, dentre elas os deputados federais Bebeto Galvão (PSB-BA) e Paulo Magalhães (PSD) e a deputada estadual Ângela Sousa (PSD), mãe do novo prefeito ilheense, além do prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM). A posse ocorreu após Lukas Paiva (PSB) ser eleito, por unanimidade, presidente da Câmara de Ilhéus (confira mais abaixo).

JOSIAS REBATE GERALDO SOBRE PT NO GOVERNO DE FERNANDO: “NÃO HÁ ABSOLUTAMENTE NADA DISSO”

Geraldo citou suposta negociação e foi rebatido por Josias.

Geraldo citou suposta negociação e foi rebatido por Josias.

O secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, negou que esteja negociando a participação do PT no governo do prefeito eleito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM). “Não há absolutamente nada disso”, disse ao PIMENTA ao rebater críticas feitas por Geraldo Simões. “As conversas que tenho [com Fernando] são em função da governabilidade, da aproximação dos governos [estadual e municipal]”, completou.

Eventual participação do Partido dos Trabalhadores na gestão de Fernando, observou Josias, teria que, necessariamente, passar pelo Diretório Municipal, hoje comandado pelo grupo geraldista. “O PT tem direção municipal e qualquer discussão seria feita ouvindo, obviamente, a direção estadual. Não há essa negociação do partido ir para o governo. Não houve essa consulta ao prefeito”, disse.

“DIÁLOGO FÁCIL” COM FERNANDO

Josias reforçou a importância de Itabuna para os projetos que estão sendo desenvolvidos pelo estado no sul da Bahia. Dentre os projetos, citou a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, o Hospital da Costa do Cacau, o novo aeroporto internacional (“estamos trabalhando para que ele aconteça”) e investimento na área de saneamento em Itabuna.

Para executar os projetos, diz Josias, as boas relações com os governos municipais de Ilhéus e Itabuna são imprescindíveis. E confessou: “o prefeito eleito, [Fernando Gomes], tem se mostrado de diálogo muito fácil conosco e com o governador [Rui Costa]”, disse na entrevista ao blog.

O ponto discordante nos diálogos entre o governo estadual e o prefeito eleito é o saneamento básico. O Estado quer a transferência dos serviços de água e esgoto da Emasa para a Embasa. Fernando resiste à ideia. Sobre este ponto, Josias diz que os dois lados ainda conversam e há uma busca pelo entendimento.

BASE ALIADA

A ida de Fernando para a base aliada é quase ponto pacífico, porém não há, até aqui, uma decisão quanto ao partido para o qual o prefeito eleito deva ir. Desde o entrevero entre o prefeito de Salvador, ACM Neto, e Fernando, o governo estadual dialoga com o prefeito eleito de Itabuna.

No fechar das urnas, em 2 de outubro, aventou-se a possibilidade de Fernando ir para o PSD, puxado pelo deputado federal Paulo Magalhães. Como antecipado pelo PIMENTA, outro destino pode ser o  PSL, comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (relembre aqui).

FERNANDO, DEM E O PT

marco wense1Marco Wense

 

O silêncio do PT de Itabuna diante da inusitada aliança entre Fernando Gomes e Josias Gomes é ensurdecedor.

 

Um escancarado pessimismo tomou conta do staff fernandista assim que Geddel Vieira Lima deixou de ser ministro de Temer. Sem dúvida, a prova inconteste de que o ex-lulista era o braço direito de Fernando Gomes nas suas andanças por Brasília.

Pessoas bem próximas do ex-alcaide chegaram até a comentar que “as coisas” ficariam complicadas sem Geddel por perto, obviamente se referindo as pendências jurídicas de FG na capital federal do Brasil.

Ali no tradicional Café Pomar, onde se misturam políticos de todos os partidos, era comum o comentário de que a saída de Geddel da secretaria de Governo poderia dificultar o caminho de Fernando rumo à elegibilidade.

Enquanto homem forte do governo Temer, o presidente estadual do PMDB foi muito atencioso com o candidato do DEM ao centro administrativo Firmino Alves, não lhe negando apoio toda vez que solicitado.

Não se contentando com um braço direito, Fernando procurou um “esquerdo” protagonizado por Josías Gomes, secretário de Relações Institucionais do governador Rui Costa (PT).

Coloquei aspas na palavra “esquerdo” porque essa dicotomia de esquerda e direita é coisa do passado. O balaio de gato é um só. Tudo movido por interesses pessoais em detrimento do coletivo. Farinha pouca meu pirão primeiro.

Aliás, a disputa hoje, com as raríssimas exceções, é pelo troféu de quem roubou menos, quem menos surrupiou o dinheiro público, o dinheiro meu, seu, de dona Maria, senhor José, enfim, de todos nós eleitores-cidadãos-contribuintes.

Josías, deputado federal licenciado, aproveitando a birra entre Fernando e ACM Neto, virou um ferrenho defensor da elegibilidade do ex-prefeito, que, como contrapartida, deve sair do DEM para se filiar a um partido da base aliada do governo Rui.

Sem nenhum tipo de constrangimento, agindo de maneira silenciosa e sorrateira, Josías transformou-se em um neofernandista de carteirinha, mais entusiasmado do que Raimundo Vieira, sem dúvida o fernandista-mor, o mais fiel de todos.

Não sei qual a posição de Geddel em relação a essa inusitada aproximação entre Fernando Gomes e o PT. Alguns peemedebistas de Itabuna acham que o ex-ministro não vai ficar calado diante de tamanha ingratidão e inominável traição.

E o que pensa o deputado federal José Carlos Aleluia, presidente estadual do Democratas, sobre toda essa articulação? É bom lembrar que Aleluia sempre foi correto com Fernando Gomes. Fez questão de ficar do seu lado no imbróglio entre o ex-alcaide, ACM Neto e Augusto Castro.

Setores do demismo soteropolitano, chateados com o namoro entre Fernando e o PT, já defendem o uso do instituto da fidelidade partidária como instrumento para provocar a perda do seu mandato de prefeito.

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alba



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