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:: ‘DEM’

PARA ACM NETO, BOLSONARO PODE CAIR SE NÃO MUDAR POSTURA POLÍTICA

ACM Neto fala em possibilidade de queda de Bolsonaro || Foto Bahia Econômica

Reeleito presidente nacional do DEM, ACM Neto prevê queda de Jair Bolsonaro ou golpe com fechamento do Congresso Nacional, caso o presidente da República não mude a postura no relacionamento com o Congresso. Ao menos, é o que revela o colunista Lauro Jardim, d´O Globo, na edição desta segunda (3).

Também do DEM e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia não crê em mudança no modelo de governador adotado por Bolsonaro.

A conferir.

A BASE ALIADA E O PDT DE MANGABEIRA

Marco Wense

 

 

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

 

Das legendas que integram a base aliada do governador Rui Costa, só o PDT, sob o comando do médico Antônio Mangabeira, faz oposição declarada ao governo Fernando Gomes, ainda sem partido depois que rompeu com ACM Neto (DEM).

PCdoB de Davidson Magalhães, PSB de Renato Costa, PR, PP, PSD e outras legendas de menor expressão, estão silenciosas em relação a gestão municipal. Os senhores dirigentes fogem da crítica como o diabo da cruz.

Como o PCdoB tem seu representante na Câmara de Vereadores, o edil Jairo Araújo, que faz oposição ao governismo municipal, termina amenizando o cruzar dos braços e a inércia do comunismo tupiniquim.

O PSB fica sem saber o que fazer, já que tem figuras importantes do partido no primeiro escalão do governo estadual, hoje aliado de Fernando Gomes, que em priscas eras era um ferrenho inimigo do petismo.

Mais cedo ou mais tarde, o eleitorado vai querer saber qual é a posição dos comunistas e socialistas no tocante ao governo FG. O limite para o atucanismo, obviamente ao modo PSDB, tem um prazo. Ou seja, não se consegue ficar em cima do muro por muito tempo.

Essa indefinição, que atinge quase todas as agremiações partidárias de Itabuna, é que faz Mangabeira crescer nas pesquisas de intenções de voto, ficando em uma situação confortável em relação ao segundo colocado.

Queiram ou não, o PDT é, pelo menos até agora, o único partido de oposição escancarada ao governo Fernando Gomes, sem fazer arrodeios e sem adotar a política do assopra pelo dia e morde pela noite.

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

O prefeiturável Antônio Mangabeira, que em duas eleições – prefeito e deputado federal – obteve 20 mil votos em Itabuna, com essa escassez de oposição a FG, só faz ficar cada vez mais favorito na sucessão de 2020.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CHARLIANE TENDE A DESBANCAR AZEVEDO NO DEM

Marco Wense

 

Com Charliane fica mais fácil uma composição com outros prefeituráveis que se encaixem nessa reviravolta que o DEM busca para inserir o partido em uma nova paisagem.

 

 

A qualquer momento, não passando deste mês de abril, a executiva estadual do DEM, agora sob a batuta de Paulo Azi, deve indicar um nome para comandar a legenda em Itabuna.

O demismo na cidade, que era controlado por Maria Alice, se encontra acéfalo desde o rompimento de Fernando Gomes com ACM Neto na última sucessão municipal.

Dois nomes disputam a indicação de Azi, obviamente com o aval do alcaide soteropolitano, hoje presidente nacional do Partido do Democratas: o ex-prefeito Azevedo e a vereadora Charliane, ambos filiados ao PTB.

Quem apostar suas fichas na edil, que faz um bom trabalho na Casa Legislativa, com uma dura oposição ao governo municipal, vai ganhar um bocado de dinheiro.

São muitos pontos que fazem Charliane (foto abaixo) ser a favorita. Vou citar o que considero como os principais, deixando até de lado o fato de ser mulher, o que pesa bastante na hora da definição, diminuindo assim o impregnado machismo que toma conta do processo político.

1) Charliane é vereadora de oposição ao governo Fernando Gomes, o que agrada em cheio o prefeito de Salvador, que não quer saber do ex-aliado nem pintado de ouro.

2) Nos bastidores do Palácio Thomé de Souza, entre correligionários mais próximos de ACM Neto, a opinião unânime é de que Azevedo pode ter uma recaída ao fernandismo. Não é politicamente confiável.

3) Charliane, no comando do DEM de Itabuna, encarna a mudança que Paulo Azi pretende dar ao partido, oxigenando a legenda com políticos que não sejam enquadrados como “velhas raposas”.

4) Com Charliane fica mais fácil uma composição com outros prefeituráveis que se encaixem nessa reviravolta que o DEM busca para inserir o partido em uma nova paisagem.

Portanto, a vereadora Charliane encaixa perfeitamente no que quer Azi para o DEM, preparando o partido para a disputa do Palácio de Ondina na eleição de 2022.

O amigo Jerberson Josué, do grupo Reage Itabuna, tem toda razão quando diz que Charliane “é uma liderança que vai fazer ressurgir o DEM”.

Confesso que a escolha de Azevedo é uma grande e inesperada surpresa para o modesto Editorial do Wense, cada vez mais elogiado por muitos e também criticado.

Nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos. O couro tem que ser de crocodilo. Não é fácil. Vamos até o editorial 300, conforme combinado com meus próprios botões, como diria o irreverente, polêmico e bom jornalista Mino Carta.

Marco Wense é analista político do Diário Bahia.

A UNE, O PT E ACM NETO

Marco Wense

 

Neto, presidente nacional do Partido do Democratas (DEM), sabe que o fortalecimento da sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina depende do bom desempenho da legenda em Salvador e no interior.

 

Só faltou o presidente Jair Messias Bolsonaro na disputa do “quem dá mais”, enfrentando o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM).

O assunto diz respeito a realização da décima primeira Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), que acontece na capital baiana.

Antes que os maldosos e as fofoqueiras de plantão abram a boca, digo que o evento da UNE é muito importante. Vai oxigenar a entidade, que se encontra parada, amorfa, quase que inexistente.

Mas não posso é deixar de comentar essa “briguinha” entre o governo do Estado e a prefeitura de Salvador, que terminou com a “vitória” do chefe do Executivo municipal.

O alcaide soteropolitano, através da secretaria de Cultura e Turismo, deu R$ 100 mil a mais do que o governo da Bahia. Ou seja, R$ 1 milhão versus R$ 900 mil.

Muitos netistas, principalmente os que ainda sentem saudades de ACM, que não dava sossego para os adversários políticos, considerados como inimigos, ficaram atônitos, estarrecidos e assombrados com o gesto do prefeito.

“Que diabos ACM Neto quer em um evento cujos protagonistas são políticos de esquerda? ”, diziam os chateados, surpresos e desapontados democratas, se referindo a Alice Portugal e Manuela D’Ávila, do PCdoB, Guilherme Boulos, doPSOL, e José Gabrielli do PT.

Outros netistas, no entanto, os mais pragmáticos, são da opinião de que a UNE não é mais petista como em priscas eras, que ACM Neto, de olho nas eleições de 2020 e 2022, tem que se aproximar da UNE.

Neto, presidente nacional do Partido do Democratas (DEM), sabe que o fortalecimento da sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina depende do bom desempenho da legenda em Salvador e no interior.

Aqui em Itabuna, por exemplo, o gestor do Thomé de Souza vai apoiar o prefeiturável com mais chance de derrotar o candidato do PT, que caminha para ser o mesmo do prefeito Fernando Gomes.

Se a eleição fosse hoje, o médico Antônio Mangabeira, do PDT, teria o apoio de Neto e das agremiações partidárias que gravitam em torno da sua liderança.

Mangabeira, na frente das pesquisas de intenções de voto, mantendo uma boa distância do segundo colocado, vai conversar com todas as forças políticas que querem a derrota do fernandismo, hoje aliado ao PT.

Voltando a UNE, parece que a entidade estudantil deixou a intransigência de lado e soterrou o radicalismo. A prova inconteste da mudança é a homenagem que fará ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007.

Não sei se o tapete para os homenageados ou para quem vai representá-los será vermelho. Se vão estendê-lo a ACM Neto, que receberá a honraria ao saudoso vovô.

Marco Wense é articulista político e colunista do Diário Bahia.

BIG DATA/TV ITAPOAN: RUI LIDERA CORRIDA AO GOVERNO BAIANO COM 57%; JOSÉ RONALDO ATINGE 16%

Rui Costa atinge 57% das intenções de voto no Big Data

A mais nova pesquisa Real Time Big Data sobre a disputa ao governo baiano traz Rui Costa (PT) ainda mais consolidado na corrida sucessória. Com 57% das intenções de voto, ele seria reeleito no primeiro turno, de acordo com o instituto. Principal adversário, José Ronaldo (DEM) atinge 16¨.

Marcos Mendes (PSOL) surge com 3%, enquanto João Santana (MDB) e João Henrique (PRTB) têm 1% cada um. Juntos, Célia Sacramento (Rede) e Orlando Andrade (PCO) somam 1%. Votos brancos e nulos representam 13% e os indecisos chegam a 8%, conforme o instituto.

VOTOS VÁLIDOS

Quando considerados apenas os votos válidos, segundo o Big Data, Rui alcança 72% e José Ronaldo chega a 21%. Na sequência, vêm Marcos Mendes, com 4%, e João Santana e João Henrique com 1% cada um.

O instituto informa ter ouvido 1,2 mil eleitores no dia 2. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e a pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral com o número BA-01122/2018, tem nível de confiança de 95%.

DEM CRESCE NO CENÁRIO NACIONAL, MAS FUGIU DA RAIA NA DISPUTA BAIANA

Neto, ao centro, foi eleito presidente do DEM no primeiro semestre || Foto Divulgação

As eleições de 2018 trazem bons ventos a um dos principais partidos do “Centrão”, o DEM do prefeito de Salvador, ACM Neto. A legenda poderá assumir o comando dos governos estaduais de Goiás, com Ronaldo Caiado, Mato Grosso, com Mauro Mendes, e Rio de Janeiro, com o ex-emedebista Eduardo Paes, governando população de 26,8 milhões de habitantes.

– O DEM ganhou muito no governo Temer, atuando em ministérios, no Congresso. Se fortaleceu depois de um tempo atuando de forma inexpressiva – diz a cientista política Vera Chaia, da PUC-SP, ao Estadão.

Além da expectativa de vencer o pleito em três estados, o DEM espera eleger 40 deputados em 2018 ante os 22 em 2014, um dos períodos mais difíceis do partido que foi rebatizado após ser conhecido como PFL e ter nome envolvido em grandes escândalos nacionais com figuras como o ex-senador de Goiás Demóstenes Torres e o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

O partido cresce com o prefeito de Salvador no comando, mas ACM Neto, na Bahia, foi bastante criticado por aliados por ter “amarelado” no início de abril deste ano, quando decidiu não concorrer ao governo do Estado. Fez as contas e preferiu não enfrentar o petista Rui Costa. Hoje, pesquisas Ibope e Big Data revelam Rui na faixa dos 60% das intenções de voto. Neto preferiu continuar à frente da prefeitura. Corre, ainda, o risco de ver a bancada de oposição diminuir no Estado tanto nos planos estadual como federal.

FG E SEUS CANDIDATOS

Marco Wense

 

É evidente que Wagner não criaria nenhum obstáculo para essa iniciativa de aproximá-lo do chefe do Executivo. Pragmático como é, não vai contrariar a máxima de que todo apoio é bem-vindo.

 

Só falta um nome para o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, sem partido depois que deixou o DEM, fechar sua chapa nas eleições de 2018.

Para o governo da Bahia, o alcaide vai votar na reeleição de Rui Costa (PT). Deputado federal e estadual, respectivamente Jonga Bacelar e Sérgio Gomes. Para o senado da República, em Ângelo Coronel.

O candidato de FG à presidência da República é Jair Bolsonaro, do PSL, que é também do vice-prefeito Fernando Vita e da maioria do secretariado do Centro Administrativo Firmino Alves.

O sólido antipetismo da campanha bolsonariana e a defesa do porte de armas são os pontos que são mais elogiados no staff fernandista.

Aliás, o próprio Fernando Gomes não cansa de dizer que seu único compromisso é com o governador Rui Costa, que quer distância do PT.

Seria uma inominável ingratidão se o prefeito tivesse outro comportamento com o governador, que o apoiou na última sucessão municipal, tanto no campo político como no jurídico.

Como são duas vagas para senador, fica faltando um voto do alcaide. A única certeza é que FG já descartou Jaques Wagner. As apostas giram em torno do Irmão Lázaro e Jutahy Júnior.

O único pedido que Fernando faz, de maneira mais incisiva, principalmente entre os que ocupam cargos de confiança, é em relação ao filho Sérgio Gomes, postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa.

A cobrança de FG está sendo ignorada por alguns secretários simpatizantes da candidatura de Rafael Moreira, hoje neopetista e muito próximo de Josias Gomes, ex-secretário estadual de Relações Institucionais.

Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, a informação é de uma articulação para aproximar o prefeito do ex-governador Jaques Wagner.

É evidente que Wagner não criaria nenhum obstáculo para essa iniciativa de aproximá-lo do chefe do Executivo. Pragmático como é, não vai contrariar a máxima de que todo apoio é bem-vindo.

Não se sabe a opinião de FG sobre a tentativa de fazer as pazes com o responsável direto pela eleição de Rui Costa ao Palácio de Ondina.

Somente o governador Rui Costa pode ter sucesso nessa difícil missão, dizem os correligionários mais próximos do prefeito.

Marco Wense é articulista e editor d´O Busílis.

PARTIDOS JÁ RECEBERAM R$ 1,3 BILHÃO PARA FINANCIAR CAMPANHA ELEITORAL

TSE autorizou o pagamento para 22 partidos|| Foto divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou pagar cerca de R$ 1,3 bilhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para 22 dos 35 partidos políticos que têm direito aos recursos. Segundo TSE, DEM, Avante, PRB, Pros, PSC, PT, PTC, MDB, Patriotas, PHS, PMN, Pode, PPS, PR, PRP, PRTB, PSD, PSDB, PSL, PSOL, PV e SD receberam a verba para financiar a campanha eleitoral.

De acordo com dados do TSE, o MDB é o partido com direito a mais recursos, com R$ 230.974.29008, seguido do PT, que conta com R$ 212.244.045,51. O PSDB ficou com R$ 185.868.511,77, seguido do PP, que embolsou R$ 131.026.927,86. Veja no final do texto quanto cada partido receberá. O total de 35 partidos terá acesso aos recursos financeiros.

Mais 12 legendas – PSTU, PDT, PMB, PP, PTB, Rede, PCB, PCdoB, DC, PCO, PPL e PSB – tiveram o processo aprovado, e o TSE deve emitir as ordens de pagamento nos próximos dias. O partido Novo ainda não indicou ao TSE os critérios de distribuição do fundo para receber sua quota.Os partidos vão receber o total R$ 1,7 bilhão de Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

O Novo já se declarou contra a aplicação de recursos públicos no financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais. “O Novo é mantido por seus filiados e doadores, não pelos impostos, pagos pelo cidadão”, diz o partido, que tem 19.026 filiados, segundo dados disponíveis no portal do TSE.

A legenda tem direito a R$ 980.691,10 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Conforme o TSE, se o Novo não requisitar sua parcela do fundo, o valor será devolvido ao Tesouro Nacional até o fim deste ano.

Para receber os recursos do fundo, os partidos têm de formalizar o pedido no TSE e mandar a ata da reunião do diretório nacional que definiu os parâmetros de distribuição da verba. Entre os critérios, obrigatoriamente está a destinação de 30% do total para o custeio das campanhas das candidatas de cada partido.

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CACÁ LEÃO: PP BAIANO NÃO DESCARTA APOIAR ALCKMIN

PT e PP podem seguir caminhos opostos na disputa à presidência da República na Bahia, segundo o deputado federal Cacá Leão em entrevista ao PIMENTA. O PP baiano deverá ficar com o PT na disputa nacional se o candidato a presidente for Jaques Wagner ou o ex-presidente Lula, essa uma candidatura com possibilidades remotas por causa do Judiciário.

Ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad foi descartado, condição em que o nome do PP na Bahia à presidência poderá ser o do tucano Geraldo Alckmin. Cacá faz um ressalva: a posição dos progressistas dependerá de para onde vá o ex-governador Jaques Wagner. “A gente precisa esperar quais são os movimentos. Principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer”.

PIMENTA – Qual vai ser a posição do PP na Bahia em relação à disputa nacional?

CACÁ LEÃO – A gente está aguardando. O PP nacional já anunciou apoio a Geraldo Alckmin, mas teremos a convenção nacional dia 2 de agosto, quando a gente vai discutir esse propósito. A gente está analisado para ver qual é o movimento, principalmente do PT. Se for Wagner, não há hipótese de o partido não estar com ele. Depois, a gente vai decidir.

PIMENTA – Se for Haddad?

CACÁ – Aí é difícil. A gente vai procurar candidatura que una todos os aspectos nossos. Acredito que, neste momento, a gente precisa mais de união do que de disputa. A gente está com uma raiva, uma falta de respeito de opinião contrária muito forte. Eu, particularmente, sempre defendi a candidatura de Rodrigo Maia (DEM), que já faz esse trabalho [de união] na Câmara, mas com a desistência dele, não consigo enxergar esse outro nome em Alckmin. A condição é de que seja essa pessoa, de união. Se ele se mostrar lá na frente, pode ser que a gente se coloque. O nosso ex-governador Jaques Wagner é um nome que tem essas qualidades [de união], mas aí vai passar por ele, pelo Partido dos Trabalhadores, ex-presidente Lula.

PIMENTA – O sr. acredita na viabilidade jurídica da candidatura do ex-presidente Lula?

CACÁ – É difícil. Infelizmente, acho que é difícil. Particularmente, eu sou contra a prisão em segunda instância. A Constituição Federal diz que é trânsito em julgado, aí seria STJ (Superior Tribunal de Justiça). Mas acho que hoje com a Lei da Ficha Limpa e com o massacre que está aí, o ex-presidente Lula não tem ainda essa condição.

PIMENTA – O PP baiano não descarta apoio a Geraldo Alckmin?

CACÁ – Não descarta. Não descarta, por enquanto, apoio a ninguém.

PIMENTA – Mesmo se levarmos em conta a conjuntura baiana?

CACÁ – Não, claro que não. Uma coisa independe da outra. É claro que nós jamais estaremos em cima de outro palanque. Claro que se Alckmin vier à Bahia nós jamais estaremos juntos com eles (DEM baiano), mas a gente precisa esperar quais são os movimentos e, principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer.

ÁLVARO DIAS ADMITE CONVERSA COM O DEM E REJEITA ALIANÇA COM PSDB E MDB

Álvaro Dias (c) falou de projetos e de aliança com o DEM || Foto Jorge Bittencourt/Pimenta

O senador e presidenciável Álvaro Dias (Podemos) admitiu nesta sexta-feira (4), em Itabuna, no sul da Bahia, que existem conversas iniciais com o DEM sobre uma possível aliança nacional para disputar às eleições de outubro.  “O que há é um desejo de muitos de estabelecer uma convergência mais ao centro. Sempre surge essa discussão e partidos que podem buscar uma aliança, concentrando o apoio em determinado candidato. Mas essa é uma conversa muito incipiente”, disse ao PIMENTA.

Além do DEM, o senador acenou que pode conversar com o PRB. “Ainda estamos no campo da preliminar, porque temos que esperar algumas etapas e respeitar as candidaturas dos outros partidos. O Rodrigo Maia (DEM), Flávio Rocha (PRB) são pré-candidatos de partidos que estão muito próximos. Nós não somos obstáculos a um entendimento. Estamos dispostos a facilitar uma convergência, mas somente o tempo dirá”.

Álvaro Dias disse que a convenção do Podemos será dia 22 de julho e que até lá muita coisa é possível. O senador descartou qualquer chance de alianças com partidos como MDB e PSDB, e afirmou que, se eleito, irá enxugar a máquina pública e uma das primeiras medidas será reduzir o número de ministérios para 15, no máximo.

Ele veio ao sul da Bahia participar do 3º Encontro Regional do partido, que na Bahia conta com os deputados Bacelar (federal) e Jânio Natal (estadual). Além dos dois parlamentares, o evento contou com a participação da presidente nacional da sigla, a deputada federal Renata Abreu, vereadores, prefeitos e pré-candidatos a deputado, além do presidente do diretório municipal, Rafael Moreira.

ACM NETO E SEUS DILEMAS

Marco Wense

 

 

Portanto, todo cuidado é pouco com o deputado Lúcio, que já avisou que vai permanecer no MDB e que os incomodados procurem outra legenda.  

Como não bastasse a indecisão de ser ou não candidato ao governo da Bahia, o prefeito ACM Neto tem pela frente o presidente Temer e o deputado Lúcio Vieira, ambos do MDB.  

A autoridade máxima do Poder Executivo, que chegou ao cargo com o impeachment de Dilma Rousseff, tem um alto índice de rejeição, beirando aos 90%.  

O parlamentar baiano, depois do “bunker” de R$ 51 milhões, vive pelos cantos, até históricos correligionários se afastam do ex-chefe.  

O problema é que o alcaide soteropolitano não pode prescindir do bom tempo do MDB no horário eleitoral, sem falar que qualquer atitude de menosprezo a Lúcio pode provocar a ira do irmão Geddel.  

O ex-ministro não vai aceitar que Lúcio seja jogado na sarjeta. O que se comenta, nos bastidores de Brasília, é que Geddel pode insinuar uma delação se a perseguição política contra o mano se tornar um fato.  

Portanto, todo cuidado é pouco com o deputado Lúcio, que já avisou que vai permanecer no MDB e que os incomodados procurem outra legenda.  

ACM Neto vai ter que suportar essas duas “malas”. Como presidente nacional do DEM, partido que integra a base aliada do Palácio do Planalto, terá até que carregá-las.  

Saindo candidato na disputa com o governador Rui Costa (PT-reeleição), Neto tem que rezar muito para que impopularidade de Temer e Lúcio não contamine sua campanha.  

Marco Wense é editor d´O Busílis e da Coluna Wense, no Diário Bahia.

CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UFBA CONFIRMA DISCIPLINA SOBRE O GOLPE DE 2016

UFBA confirma criação de disciplina sobre o processo de cassação de Dilma Rousseff

O Conselho Universitário da Universidade Federal da Bahia (Ufba) confirmou na sexta-feira (9) a implantação do componente curricular “FCH436 – Tópicos Especiais em História: “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”.  O Conselho afirmou que a implantação da disciplina respeitou toda a tramitação prevista na Universidade, desde a proposição regular no Departamento até a criação de seu código na Superintendência Acadêmica da instituição e disponibilização para matrícula.

O Conselho  Universitário destacou, em nota, “que os componentes curriculares de Tópicos Especiais têm o traço de serem mutáveis, voltando-se amiúde à contemporaneidade das áreas do saber e a pesquisas em andamento. São assim característicos do ensino superior de qualidade, no qual ensino, pesquisa e extensão são indissociáveis, em especial, em Universidades Públicas, que, em conformidade com o disposto no Artigo 207 da Constituição Federal, gozam de autonomia didático-científica”.

Os conselheiros  apontaram ainda que “dessa forma, por unanimidade, o Conselho Universitário reiterou a importância essencial do respeito à liberdade de cátedra no ambiente autônomo das Universidades Públicas, em conformidade com os processos legais e legítimos que amparam a oferta de disciplinas em nossas instituições”.

A nota foi em resposta a uma ação civil na justiça federal movida pelo vereador Alexandre Aleluia (DEM), de Salvador. O parlamentar tentou impedir a implantação da matéria, mas as universidades públicas federais têm autonomia para criar quantas disciplinas quiserem, desde que aprovadas pelos Conselhos Universitários.

ACM NETO É ELEITO PRESIDENTE NACIONAL DO DEM

ACM Neto é eleito presidente do DEM|| Foto Divulgação

O prefeito de Salvador, ACM Neto, foi eleito presidente nacional do DEM, em convenção realizada em Brasília, nesta quinta-feira (9). Ele substituirá o senador José Agripino Maia (RN), que em dezembro do ano passou se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo sobre corrupção e lavagem de dinheiro.

Durante o seu discurso, ACM Neto defendeu que é necessário um pacto com o Brasil em defesa do país, baseado em empreendedorismo, livre iniciativa e  “homens e mulheres donos dos próprios destinos, que não admitem mais tutores ou salvadores da pátria”. Ele disse ainda “que transformar o país exigirá coragem”.

Além de escolher Neto como presidente nacional, o DEM lançou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), como pré-candidato a presidência da República.  O DEM é um dos principais aliados do presidente Michel Temer. Representantes de partidos como PP, PR, PSDB, MDB, PRB e Solidariedade participaram do evento.

AGRIPINO

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Agripino Maia recebeu mais de R$ 654 mil em sua conta pessoal, entre 2012 e 2014, da construtora OAS.  Ainda, segundo os procuradores, a empreiteira também teria doado R$ 250 mil ao DEM em troca de favores de Agripino.  O senador teria recebido a propina para ajudar na liberação de recursos do BNDES para a construção da arena das Dunas em Natal, no Rio Grande do Norte.

RUI DEFENDE WAGNER E DIZ QUE OPERAÇÃO FOI CASADA COM A TV DA FAMÍLIA DE ACM NETO

Rui aponta privilégio da PF à TV da família de ACM Neto || Foto Carol Garcia/GovBA

Afirmando que o custo da Arena Fonte Nova por metro quadrado e assento foi o mais barato do país dentre as arenas da Copa de 2014, o governador Rui Costa disse que a Operação Cartão Vermelho, da Polícia Federal, “foi casada com uma visão midiática da propaganda negativa em ano eleitoral”.

O governador apontou suposto vazamento proposital da operação ao afirmar que a TV Bahia, pertencente à família do prefeito ACM Neto (DEM), foi privilegiada pela PF ao chegar ao apartamento de Jaques Wagner uma hora antes dos agentes da operação. Também disse que a emissora teve a informação dias antes.

– Estranho uma das tevês ter tido acesso privilegiado a um dos locais que se chegou para executar a operação. Nitidamente, a TV tinha essa informação não sei quantos dias antes – afirmou em coletiva ao final da manhã desta segunda-feira, queixando-se de parcialidade da Polícia Federal.

CONFIANÇA EM WAGNER

Rui Costa afirmou ter “absoluta confiança na lisura de tudo o que foi feito [pelo governo na Arena Fonte Nova]. “Conheço [Jaques Wagner] há 35 anos, conheço a sua lisura”, reforçou.

O governador baiano disse que “ninguém está acima da lei e todos os brasileiros merecem ser tratados dentro da lei”. E tratou a operação de hoje como “medida de exceção, midiática”. “Precisam ter um limite [dado] pela própria Justiça. Se o material precisa ser colhido, não precisa ser feito de forma midiática. Por que a TV precisa chegar uma hora antes de quem vai fazer a execução? Que a gente corrija as ações policiais para que elas não sirvam a espetáculo midiático”, completou.

A coletiva de Rui foi concedida ao final da apresentação do plano estadual para a agricultura familiar. “O trabalho não para. Vamos continuar trabalhando com muita serenidade e convicção. Sendo um dos dois estados que mais investem, que mais trabalham. Sendo o que mais investe em agricultura familiar, em mobilidade urbana e em saúde”.

Em vídeo, Rui defende Wagner e fala de operação

AZEVEDO AGUARDA ABRIL CHEGAR

Azevedo deixa a decisão para abril

O ex-prefeito Capitão Azevedo vai esperar abril chegar para definir o rumo a tomar nas eleições de 2018.

As costuras dentro do grupo de ACM Neto são para que ele seja candidato em dobradinha com o empresário Samuca Franco, que é amigo pessoal do prefeito de Salvador e líder do DEM baiano.

Ao PIMENTA, Azevedo disse que aguardará o limite do prazo para definir se será candidato e, sendo candidato, por qual partido disputará a eleição deste ano.

O ex-prefeito de Itabuna no período de 2009 a 2012 concorreu a uma vaga à Assembleia Legislativa pelo DEM em 2014. Obteve 17.670 votos.

DEM DE OLHO NO PROCESSO DE FERNANDO NO TSE

Fernando ainda será julgado pelo TSE || Foto Pimenta/Arquivo

O médico e candidato derrotado à prefeitura de Itabuna em 2016, Antônio Mangabeira, não é o único interessado direito na queda do adversário e prefeito Fernando Gomes, que será julgado em dezembro ou no primeiro semestre de 2018 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nos bastidores de Brasília e em Salvador, não se comenta outra coisa relacionada a Itabuna que não seja o interesse – e a movimentação, também – do deputado federal Elmar Nascimento (DEM) pela queda de Fernando. Não se sabe se o interesse tem a ver com alguma ordem superior – não na altura, mas no grau hierárquico. O site não conseguiu contato com o parlamentar.

Dentro do DEM, outro interessado direito na queda de FG é o prefeito de Salvador, ACM Neto, com quem Fernando brigou antes de deixar o partido. A expectativa é de que o julgamento do processo de Fernando só ocorra no primeiro semestre do ano que vem, mas, os astros podem conspirar contra e o julgamento ocorrer ainda neste mês. O recesso forense começa dia 20 próximo.

LUKAS PAIVA É SONDADO PELA CÚPULA DO DEM

Lukas Paiva interessa aos planos do DEM em Ilhéus

A cúpula estadual do DEM busca no PSB um reforço de peso para o diretório ilheense e a disputa eleitoral de 2018. Além de flertar com o deputado federal Bebeto Galvão, a nova aposta democrata é o presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Lukas Paiva, também do PSB, partido da base do governador Rui Costa (PT).

Para tentar fisgar Lukas Paiva, a cúpula do DEM apresentou um plano ambicioso, com o vereador como candidato na corrida eleitoral de 2018 (sendo mais provável disputa por vaga à Câmara Federal como forma de também puxar o pedetista Cosme Araújo, pré-candidato à Assembleia Legislativa. O esforço democrata para atrair Bebeto ou Lukas Paiva é justamente para dar maior peso ao palanque de Neto, que hoje não possui nome representativo em Ilhéus.

Pelo que apurou o PIMENTA, a cúpula democrata precisa dar melhores garantias se quiser levar o jovem político. Paiva se sentiria mais à vontade onde está, apoiando Rui e na base do prefeito Mário Alexandre (PSD).

DEM EM ILHÉUS E ITABUNA

O DEM enfrenta baixa representatividade tanto no Diretório de Itabuna como no de Ilhéus, os dois mais populosos e principais municípios do sul da Bahia. Juntos, possuem mais de 285 mil eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em Itabuna, o partido de ACM Neto está sem nome de peso desde a desfiliação do prefeito Fernando Gomes. Neto tentou atrair Mangabeira, mas o médico disse não. Preferiu continuar no PDT, mas o apoiará em 2018.

CIRO, PDT E ITABUNA

marco wense1Marco Wense

 

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

 

Acredito que Itabuna poderá ser a sede de um encontro das lideranças políticas do sul da Bahia com o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

O diretório municipal, sob a batuta do médico Antônio Mangabeira, ficará no comando da organização e de todo o empenho para uma grande recepção ao pedetista.

Alguns líderes de Itabuna serão convidados, mas como pertencem a partidos ou grupos políticos que já tem seus postulantes ao Palácio do Planalto, dificilmente comparecerão.

Geraldo Simões, ex-prefeito, petista histórico, vai com qualquer candidato que o PT apontar. Se não for Lula, em decorrência da inelegibilidade, será Jaques Wagner ou Fernando Haddad.

Augusto Castro, do tucanato, obviamente do PSDB, irá apoiar o candidato da legenda, possivelmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Azevedo, também ex-alcaide, salvo engano do PTB, mas com malas prontas para o DEM, deve acompanhar o candidato de ACM Neto, que poderá ser Alckmin ou um candidato do próprio partido.

Davidson Magalhães, PCdoB, vai com o PT, independente de que nome seja, em que pese muitos comunistas serem simpáticos à candidatura de Ciro Gomes.

Citando um exemplo nosso, bem tupiniquim, o vereador Jairo Araújo, da legenda comunista, é um admirador de Ciro, não perde uma entrevista do ex-ministro da Fazenda do governo Itamar Franco.

E Fernando Gomes? Essa é a grande incógnita, o enigma a ser decifrado. O alcaide já disse que não tem nenhum compromisso com o PT e sim com a reeleição do governador Rui Costa.

Então, é Mangabeira que vai recepcionar Ciro, que deve perguntar ao ex-prefeiturável sobre esse imbróglio envolvendo o PDT de Itabuna e o petismo baiano.

Ciro vai achar estranho o fato de o PT, com o aval do governador Rui Costa, ter apoiado Fernando Gomes, então candidato do DEM, em detrimento do postulante do PDT, partido da base aliada.

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

PS – O prefeito Fernando Gomes não será convidado para o encontro com Ciro Gomes.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

ALELUIA E O BOICOTE À BAHIA

Aleluia é apontado como um dos defensores de boicote || Foto Divulgação

Aleluia é apontado como um dos defensores de boicote || Foto Divulgação

As insatisfações dos deputados federais da oposição ao PT na Bahia com o Palácio do Planalto atingiram o auge nos últimos dias. “O governo do presidente Michel Temer (PMDB) está completamente sem coesão. Os ministros só querem saber deles mesmos e de seus partidos, não pensam com unidade”, disparou José Carlos Aleluia, um dos nomes mais influentes do DEM no Congresso Nacional, ao criticar os constantes afagos feitos pelo alto escalão do Planalto aos políticos ligados ao governador Rui Costa (PT).

Da Coluna Satélite, do Correio 24h








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