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:: ‘DEM’

ALDENES VERSUS DAVIDSON

marco wense1Marco Wense

Um Aldenes Meira independente, com personalidade, conduzindo a digna instituição com respeito, enfraquece a corrente do PCdoB contrária a sua legítima pretensão de se candidatar ao Parlamento estadual.

Já começou o burburinho em torno da votação das contas de 2011 e 2012 do ex-prefeito José Azevedo, ainda filiado ao Partido do Democratas, o DEM de Maria Alice.

O “ainda” é porque Azevedo quer trocar o DEM pelo PMDB do médico Renato Costa, que vai terminar vivendo o dilema do “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.”

O bicho pega porque Renato não pode ser ingrato com o ex-prefeito, seu aliado na sucessão de 2012. A dobradinha DEM-PMDB colocou Renato como candidato a vice na chapa da reeleição.

O bicho come porque o discurso da ética, que sempre norteou a carreira de Renato, com a filiação de um político que vai ser alvo de inúmeros e variados processos, fica comprometido. Desacreditado.

Alguns membros do diretório do PMDB querem que a filiação de José Azevedo fique condicionada à aprovação das suas contas pela Câmara de Vereadores.

O “condicio sine qua non” não agrada o comando estadual da legenda, já que o ex-prefeito pode ser um importante aliado de Geddel Vieira Lima na sucessão do governador Jaques Wagner (PT).

A grande expectativa fica por conta de Aldenes Meira, presidente do Legislativo municipal e pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB, partido sob a batuta do vice-prefeito Wenceslau Júnior.

Aldenes sabe que sua ascensão política depende do seu desempenho na Casa. E nada melhor do que a rejeição das contas do ex-alcaide para colocá-lo na mídia. Na vitrine eleitoral.

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TCM PUNE AZEVEDO – DE NOVO!

Azevedo: novamente punido pelo TCM.

Azevedo: novamente punido pelo TCM.

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) aplicou nova multa contra o ex-prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM), desta vez em R$ 5 mil. A punição tem a ver, ainda, com as contas rejeitadas de 2009, primeiro ano da gestão de Azevedo.

Segundo a nova decisão, os conselheiros do TCM constataram “ausência de medidas adotadas pelo gestor, no sentido de demonstrar as ações de recebimento ou baixa do valor total de R$ 6.109.161,75”.

O valor era referente a repasses e antecipações, além de duodécimo do legislativo, além de desfalque de R$ 84.617,70 relativo à conta de royalties e fundo especial do município.

No relatório, os conselheiros do tribunal assinalam que Azevedo teve nova oportunidade de defesa. Ele “apresentou várias justificativas, mas não conseguiu descaracterizar todas as irregularidades”.

À ESPERA DA “REBARBA”

ricardo xavier siteQuem acompanha de perto a briga de Solon Pinheiro pelo mandato do vereador Carlos Coelho, ambos do DEM, é o peemedebista Ricardo Xavier.

Entendendo a possibilidadade de anulação dos votos de Coelho pode determinar recálculo do quociente eleitoral , o diretório do PMDB interpôs embargos de declaração na justiça . Quer saber qual a extensão da sentença do juiz André Vieira Dantas, da 28ª Zona Eleitoral, que cassou o mandato do democrata por compra de votos.

A interpretação da legenda é a de que, caso os votos sejam anulados, o DEM ficará abaixo do quociente e até Solon Pinheiro dança. Nesse caso, quem pode ser dar bem é Xavier.

GEDDEL QUER APOIO DE NETO EM 2014

Geddel critica governo da Bahia (foto André Reis/Política Livre)

Geddel critica governo da Bahia (foto André Reis/Política Livre)

O vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, do PMDB, reafirma seu desejo de ser candidato a governador da Bahia em 2014. Em nota do site Política Livre, o peemedebista diz que, se o seu nome for o que mais aglutine a oposição, espera contar com o apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Segundo Geddel, também não haveria dificuldade em apoiar Neto, caso o democrata se revele mais viável.

Sobre a possibilidade de reconstruir a aliança com o PT, nos moldes do plano federal, nada feito. O peemedebista diz não ser uma questão pessoal, mas uma decorrência do fato de que o atual governo é “frágil no ponto de vista da execução de políticas públicas que possam beneficiar a Bahia”.

PROJETO QUER REDUZIR CAMPANHA ELEITORAL

campanhaleitoral2Do site Última Instância

Um projeto de lei na Câmara dos Deputados pretende reduzir o tempo de propaganda eleitoral obrigatória. Atualmente, a legislação prevê 90 dias para a campanha eleitoral. A proposta quer diminuir esse tempo em até 50%, porém não pretende reduzir a duração das inserções no rádio e na televisão.

A lei eleitoral em vigor permite a propaganda a partir do dia 5 de julho. O PL 4592/12, de autoria do deputado Claudio Cajado (DEM-BA), reduz de 90 para 45 dias o tempo para pleitos municipais. “Nas campanhas locais para prefeito e vereadores, a maioria dos candidatos já é conhecida do eleitorado”, justifica o parlamentar.

Para as demais eleições — presidente, governador, senador, deputados estaduais, federais e distritais —, a redução é de 90 para 60 dias.

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PIMENTA DO DIA

Do leitor(a) que assina “Comunista da Sibéria”, em comentário ao artigo “ESQUERDA, VOLVER”, de Marco Wense:

A esquerdalização do DEM soteropolitano deve ser um ajuste natural em resposta à direitalização do PT e afins. Equilíbrio do bioma. A natureza (política) não é sábia,é sabida.

EM PLENA CAMPANHA

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Leitor do PIMENTA, em viagem pela BR 101, espantou-se com a quantidade de placas de outdoor com votos de Feliz Ano Novo do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM). A quantidade das peças chama atenção e elas estão em toda parte, desde o acesso a Valença até Alagoinhas.

Tanta exposição da figura não deixa dúvida de que o democrata estará na chapa majoritária da oposição em 2014. Não se sabe se tentará novamente uma cadeira no Senado ou se irá para a disputa pelo Palácio de Ondina.

SEM COMPROMISSO

Apesar do comparecimento em peso ao evento promovido pelo PCdoB logo após a diplomação dos eleitos, nesta terça-feira (veja aqui), não há certeza do apoio de todos os que ali se encontravam ao nome do vereador Aldenes Meira para a presidência da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Itabuna. 

Fonte ligada ao vereador Ronaldão (DEM) afirma em comentário enviado ao blog que a presença se caracteriza como “mera formalidade” e que “o fato de ter tirado uma foto junto ao vereador eleito não significa apoio para a presidência da Câmara”.

Ou seja, vereador também “fica”. Namorar e casar já é outra história…

À ESPERA DE UM MILAGRE

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), deixa o poder daqui a 25 dias e prevê um futuro tormentoso em virtude dos problemas que criou no governo.

Apesar de não ser considerado um “morto-vivo” na política, Azevedo é visto como um “abacaxi” do ponto de vista jurídico. Com três contas rejeitadas pelo TCM (e provavelmente a de 2012 também será), o destino do prefeito estará nas mãos da Câmara de Vereadores.

Muitos acham improvável que Azevedo tenha força política para derrubar os pareceres do tribunal, pois até mesmo vereadores de sua órbita partidária se ressentem de acordos descumpridos. Enfrentar a tempestade sozinho é um pesadelo que tira o sono do prefeito.

Um dos conselhos que ele tem recebido é o de sair brevemente do DEM e arranjar guarida em um partido com melhores condições de ajudá-lo a se defender. O “escudo” pode ser o PSD do vice-governador Otto Alencar.

PIMENTA DO DIA

Ganhar Salvador não faz a menor diferença para o DEM. Eu hoje imagino que é mais lógico que o prefeito eleito de Salvador, ACM Neto, saia do DEM do que queira ou tenha força para ressuscitar o partido. O DEM vive um ciclo terminal.

JOÃO SANTANA, marqueteiro, em entrevista à Folha de S. Paulo

WAGNER, GERALDO E O PT

Marco Wense 

A verdade é filha do tempo. E o tempo, como senhor da razão, vai mostrar que os seguidos erros de Geraldo Simões – alguns até infantis – podem levá-lo para o isolamento político.

O governador Jaques Wagner faz um esforço sobrenatural para entender o político Geraldo Simões. Fica mais abismado quando compara o Geraldo de ontem com o Geraldo de hoje.

O irreverente jornalista Eduardo Anunciação diria que o Geraldo Simões de priscas eras, na época de “minha pedinha”, é o oposto do Geraldo Simões de agora.

Anunciação, comentarista político do Diário Bahia, tem razão quando diz que GS “está precisando com urgentíssima-urgência perceber alguns episódios, alguns erros, alguns fatos, falhas”.

Wagner também não entende como é que Geraldo Simões consegue, concomitantemente, se atritar com as legendas da base aliada, suas respectivas lideranças e com os próprios companheiros.

Das agremiações partidárias de maior expressão, obviamente do cenário baiano, apenas o PSB e o PDT de Acácia Pinho acompanharam a então candidata Juçara Feitosa na última sucessão municipal.

O fato de Juçara ser a suplente da senadora Lídice da Mata, que é a comandante-mor do PSB, contribuiu para que petistas e socialistas ficassem no mesmo palanque.

O PSB, no entanto, assim como o PDT, ficou dividido entre as candidaturas de Juçara e Vane do Renascer. A ala histórica do brizolismo grapiúna decidiu pelo apoio ao candidato do PRB.

Vale ressaltar que Acácia Pinho foi protagonista de uma enxurrada de discursos contra o capitão Azevedo e Geraldo Simões. A neopedetista pregava o fim da “mesmice”, aí incluindo o ex-prefeito Fernando Gomes.

Ao romper com a frente partidária, que terminou optando por Wenceslau Júnior como vice de Vane, Acácia se aproximou do capitão Azevedo com o intuito de integrar a chapa majoritária.

O comando estadual do PDT daria o aval para a estranha aliança, já que todas as pesquisas de intenção de voto apontavam Azevedo em uma posição confortável. Sua reeleição era considerada como favas contadas. :: LEIA MAIS »

DEM EM BUSCA DE NOVOS PARCEIROS

Matéria publicada nesta terça-feira, 6, no jornal O Globo revela que caciques do DEM já se assanham para os lados do PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Após a vitória de ACM Neto, em Salvador, partido já iniciou as discussões sobre os rumos que tomará para chegar a 2014.

Uma das propostas mais defendidas no DEM é a de atacar a polarização entre PT e PSDB, aproximando-se do PSB e de outros interlocutores.

O partido do governador pernambucano é visto como alternativa natural, por ser o único com uma possível candidatura capaz de rivalizar com tucanos e petistas.

“GIGANTE”

Da coluna Painel (Folha de SP)

Lá e cá – O tucano Aécio Neves (MG) sai em defesa do DEM, aliado vital a seu projeto presidencial: “ACM Neto foi o gigante da eleição. Até porque enfrentou campanha de baixa estatura”, diz, em alusão ao ataque de Dilma ao prefeito eleito de Salvador.

SEM (MUITOS) ENTRAVES

O governador Jaques Wagner agiu republicanamente, domingo passado, ao se pronunciar quanto ao resultado das urnas em Salvador. Como se sabe, Wagner apoiou Nelson Pelegrino (PT), mas deu ACM Neto (DEM). Quem espera uma relação conturbada entre Wagner e Neto, pode tirar o cavalinho da chuva.

O governo sabe que se a gestão de Neto for ruim, sobra (também) para Wagner e para quem ele indicar à sua sucessão em 2014. Esse é um entendimento antigo da equipe do “Barbudinho de Ondina” que, no entanto, pouco podia ou pôde fazer para amenizar os efeitos do governo de João Henrique (PP), hoje dono de uma das três maiores reprovações dentre as gestões de capitais brasileiras, segundo o Ibope.

E AGORA, JOSÉ SERRA?

Sócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

A ascensão do PSB nas cidades mais pobres do país simboliza também a redescoberta de uma quarta força partidária no Brasil, antes ocupada pelo metafisico DEM/PFL, reanimado com a vitória em Salvador e Aracaju.

Não existe mais uma pedra no meio do caminho do senador Aécio Neves. Ao menos, no PSDB. Afinal de contas, a derrota de José Serra não significou apenas a vitória do PT em São Paulo. Representou o término de um ciclo paulista no ninho tucano, onde a mensagem de despedida dos serristas à presidência passou de um até logo para um adeus melancólico das urnas do seu principal reduto eleitoral. “A festa acabou”, diria o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, que comemoraria hoje – se vivo fosse – 110 anos.

Em Minas Gerais, o PSDB venceu em 143 municípios, enquanto o PT elegeu 114 e o PMDB 119 prefeituras. Mas, restou ao PSB do governador pernambucano Eduardo Campos a cereja do bolo: Belo Horizonte. Com o apoio de Aécio Neves, o prefeito reeleito Márcio Lacerda (PSB) derrotou o ex-ministro Patrus Ananias (PT), apoiado pela presidenta Dilma Rousseff. Mas, a única cidade acima de 200 mil eleitores governada pelo PT a partir de 2013 em território mineiro será Uberlândia.

A disputa na capital mineira serviu como uma prévia da eleição presidencial de 2014. De um lado, a aliança entre o PSDB e o PSB. Do outro, a manutenção de um casamento temerário entre PT e PMDB. Fora da disputa, após perder a eleição municipal para Fernando Haddad (PT), o ex-presidenciável José Serra, com a chave na mão, “quer abrir a porta”, mas, “não existe porta”, porque, Aécio Neves levou para Minas Gerais.

O deslocamento político do ninho tucano para Minas Gerais é acelerado na mesma medida que ocorre também um reposicionamento da hegemonia petista do nordeste de volta para o eixo sul do país. Dos eleitores a serem governados por prefeitos petistas a partir de janeiro, a maioria absoluta (51%) estará no Estado de São Paulo. Além da capital, o partido ganhou em municípios de peso na Região Metropolitana, como Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo.

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