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:: ‘DEM’

PARA ADERVAN, AUGUSTO CASTRO DEFENDE “INTERESSES PESSOAIS”

O presidente do PSDB itabunense, José Adervan, disse que a tentativa do deputado Augusto Castro de impor o nome de Capitão Azevedo (DEM) aos tucanos em detrimento da candidatura própria soa a ditadura. Para Adervan, se o deputado imagina impor suas vontades à Executiva Municipal do PSDB, antes terá de correr em busca de apoio para dissolvê-la:

– Somente assim, depois de assumir o controle total e absoluto do PSDB, poderá nominar seus pré-candidatos a prefeito sem consultar os membros do Diretório.

O presidente do diretório itabunense ainda ensina que, no tucanato local, as decisões são sempre colegiadas, “ouvindo os membros do partido e nunca poderão ser ditadas no calor dos seus interesses pessoais, visando defender uma negociação que possa lhe render bons dividendos”.

O tucano itabunense não deixou por menos ao apontar interesses pessoais do deputado quando atua em favor de Azevedo. Uma empresa de familiares do deputado presta consultoria jurídica ao governo municipal. Há pouco, o dirigente fez publicar resposta ao deputado no Agoranarede (confira).

MOACIR SMITH E PTB COM AZEVEDO

Moacir (de óculos) à direita na foto e atrás do Capitão Azevedo: mudanças (Foto Vinicius Borges).

O técnico agrícola Moacir Smith Lima foi dos mais fiéis aliados do ex-prefeito e deputado federal Geraldo Simões nos últimos dez anos, período em que ocupou secretaria de Governo (2001-2004), coordenou campanhas eleitorais de GS e da esposa do deputado e, ainda, presidiu o Instituto Biofábrica de Cacau. Por último, assumiu o cargo de diretor-administrativo da Câmara de Vereadores de Itabuna, ainda sob as bênçãos de GS.

Neste final de semana, surpreendeu a imagem de Moacir posando para fotos ao lado do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM).

O PTB, presidido por Moacir, definiu apoio ao prefeito e adversário do deputado e, de lambuja, filiou o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Alencar, que deixou o PP e encontrou nova casa. O arranjo feito pelo presidente da Câmara, Ruy Machado (PRP), ainda garante tranquilidade e votos a Azevedo para aprovar o que quiser na Câmara.

Azevedo aniquilou o que restava de oposição no legislativo e – ao que deixa transparecer a foto oficial – ainda fisgou um dos mais fiéis geraldistas da última década. Vai “tratorando” rumo a 2012, tendo como aliado nesta hora um vereador que coleciona pequenos partidos para negociá-los caro em 2012.

HBLEM INCHA (AINDA MAIS) A FOLHA

Surgem novas evidências de uso político do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), de Itabuna. Apesar de alegar profunda crise devido ao repasse mensal de apenas R$ 1,95 milhão, a unidade de saúde vem ampliando o número de funcionários não-concursados e com salários acima da média do mercado.

Em troca de apoio político do PV ao prefeito Capitão Azevedo, o presidente dos verdes, Glaby Carvalho De Andrade, o Glebão, assumiu a coordenação de atendimento ambulatorial do Hospital de Base. Uma sinecura mensal de R$ 3 mil.

Detalhe: o cargo foi criado exatamente para acomodá-lo. Antes, a função era exercida por uma servidora concursada do próprio Hblem. Mais que acomodação e bom salário, Glebão terá a chance de fazer política, pois a coordenação define marcação de consultas, por exemplo.

Como já dito aqui, a folha de pagamento do Hospital de Base saltou de R$ 570 mil para R$ 816 mil em menos de um ano (2010-2011), embora os servidores tenham recebido reajuste de apenas 6% na última campanha salarial (o que significaria acréscimo de R$ 34,2mil à folha).

O que diria a nova gestora, Gilnay Santana?

POLITICAGEM DESCARADA

Manuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição.

Como se o passado não existisse, hoje a pauta dos blogs, jornais, rádios e esquinas da vida é a aliança dos ex-prefeitos de Itabuna, Fernando Gomes e Geraldo Simões. Não me interessa quem procurou quem, quem está tentando fazer essa aliança, ou coisa parecida. Eu só gostaria de acreditar na existência de uma finalidade digna para esse fato, mas não consigo.

Geraldo não quer arriscar, e prefere empurrar Juçara. Sabendo o quanto é difícil, vai fazer todas as alianças que puder. Já Fernando, que concedeu entrevistas a diversos veículos tempos atrás afirmando que estava encerrando sua carreira, agora ensaia voltar, tramando uma aliança com o seu maior inimigo político. Sinceramente, é preciso respirar fundo para ler esse tipo de notícia, ou escutar esse tipo de conversa.

Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição. O homem que conquistou a periferia com seus pulinhos na época da campanha, de casa em casa, fechou os olhos para o Centro da cidade e está reconstruindo bairros mais humildes. Não é o modelo de gestão mais adequado, mas é o que reelege. Nós sabemos disso, e eles também.

O que mais me incomoda é que, com essa aliança contra o capitão, os demais possíveis nomes vão ficando ao vento, se perdendo no tempo. A turma do PCdoB já não está mais tão coesa, Vane do Renascer sumiu da mídia, Leninha Alcântara não sabe para que lado vai, Roberto Minas Aço não emplaca etc. Perdoem-me se esqueci alguém já cotado para as eleições de 2012, mas a realidade é essa: os nomes vão surgindo e sendo engolidos por essa politicagem descarada…

Manuela Berbert é jornalista e articulista da Contudo.

DEM PERDE MAIS UM PREFEITO

O DEM sofreu mais uma baixa na Bahia. A prefeita de Camacan, Ângela Castro, arrumou malas e bagagens e desembarcará no PP, levada pelo deputado federal Luiz Argôlo. Ângela chegou à prefeitura de Camacan não apenas pelo DEM, como ainda contou com o apoio do ex-governador Paulo Souto.

Sinalizando a mudança, a prefeita participa do Congresso Nacional do PP, que reúne a alta cúpula progressista na capital baiana. Uma das últimas baixas do DEM na Bahia foi o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta. Outras perdas para os democratas são esperadas até o final de setembro, quando acaba o prazo para filiação ou troca de legendas para aqueles que pretendem disputar cargo eletivo em 2012.

DURVAL, ALELUIA E A CPI

Marco Wense

Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.

O senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola, não pode ser crucificado pelo fato de ter retirado sua assinatura do requerimento de criação da CPI dos Transportes.

Se a presidente Dilma Rousseff estivesse tratando com desdém os sucessivos escândalos que tomam conta da República, o recuo de Durval seria imperdoável.

A maior autoridade do país está sendo implacável com os abutres do dinheiro público. Não é à toa que a aprovação ao governo tem 50% de ótimo e bom.

A impunidade, sem dúvida o maior câncer da administração pública, não pode ser alimentada pelo pretexto da governabilidade, pelo medo de perder a maioria parlamentar nas duas Casas do Congresso Nacional.

Ao fazer o jogo da oposição, o ex-governador da Bahia foi politicamente ingênuo. Qualquer oposicionismo, seja do PT, PSDB ou outra legenda, é adepto do quanto pior, melhor.

O estranho da história, até certo ponto hilariante, é José Carlos Aleluia, presidente estadual do Democratas (DEM), ficar indignado com o “servilismo” do senador Durval.

Aleluia esquece dos tempos do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, quando o carlismo dominava a política da Bahia na base do mandonismo e do chicote.

Aleluia sabe que o “servilismo” e a subserviência foram marcas registradas do carlismo. Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.

O destempero emocional de ACM com os subordinados, como bem disse o jornalista Samuel Celestino, “ia do desrespeito total e público ao tratamento às vezes carinhoso que não supria os ataques pessoais, invadindo o campo familiar do auxiliar ou até do aliado”.

No então governo FHC, os governistas do PFL, hoje democratas, se recusaram a assinar o pedido de instalação de uma CPI para apurar as denúncias de corrupção nas privatizações.

Depois, no mesmo governo tucano, estourou outro escândalo envolvendo a PEC da Reeleição, que terminou permitindo o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Nada de CPI.

Na época, os jornais, inclusive os grandes de São Paulo, falavam em R$ 200 mil para cada voto de deputado e senador a favor da Proposta de Emenda Constitucional, a famosa PEC da Reeleição.

O discurso da moralidade da coisa pública, quando protagonizado por políticos que no passado eram contra a qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito, não tem consistência e, muito menos, credibilidade.

PS – Ironicamente, o deputado Rubens Bueno, do PPS do Paraná, foi o que melhor definiu as sucessivas denúncias de corrupção no governo Dilma: “Parece saco de caranguejo. Você puxa um e vem outro grudado”.

O VICE DE AZEVEDO

O nome do candidato a vice na chapa encabeçada pelo prefeito Azevedo, que legitimamente busca sua reeleição, já faz parte das conversas entre os democratas (DEM).

O PMDB é o plano A não só do azevismo como do geraldismo. As duas correntes estão de olho no tempo da legenda no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.

O PT tem outra preocupação: afastar qualquer possibilidade de coligação do PMDB com o PCdoB. A opinião de que os comunistas só terão candidatura própria com o apoio do PMDB é unânime entre os petistas.

O plano B do DEM é o PSDB do deputado estadual Augusto Castro. O jornalista José Adervan, presidente do diretório municipal, é o nome mais cotado do tucanato.

Falhando os planos A e B, vem o C com Marilene Duarte, a Leninha da Auto-Escola Regional, até agora a mais ilustre filiada do MSP (Movimento dos Sem Partidos).

A SUCESSÃO MUNICIPAL

Marco Wense

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

As reações de Wenceslau Júnior, presidente do PCdoB de Itabuna, reafirmando candidatura própria na sucessão de 2012, têm provocado uma incontrolável euforia nos democratas (DEM).

Qualquer comentário de que o PCdoB não terá candidato, novamente apoiando o PT, é logo bombardeado pelos três prefeituráveis da legenda: Davidson Magalhães, Sena e Wenceslau.

Um racha na oposição, principalmente entre comunistas e petistas, é “a azeitona que faltava na empada do prefeito Azevedo”, costuma dizer um azevista de carteirinha.

Tem até correligionários com a opinião de que a reeleição de Azevedo depende mais da cisão oposicionista do que da realização de obras na periferia.

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

Com o PCdoB longe do PT, a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Geraldo Simões seria disputada por socialistas e pepistas.  O empresário Roberto Barbosa, que preside o PP local, é um fortíssimo vice-prefeiturável.

O PT de Geraldo Simões não quer nem ouvir falar do médico Edson Dantas e do vereador Ricardo Bacelar como opções do PSB para uma composição na chapa majoritária.

Não é à toa que Ruy Machado, presidente da Câmara de Vereadores, trabalha para levar o colega Gerson Nascimento para o Partido Socialista Brasileiro.

Ruy Machado sabe que a coligação do PSB com o PT é favas contadas. A senadora Lídice da Mata, mandatária-mor do PSB, já decidiu que o partido deve apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.

De olho no segundo mandato, Ruy Machado, mesmo em outro partido, faria de tudo para emplacar o colega Gerson como vice de Geraldo. A contrapartida do edil seria o apoio a sua reeleição.

Para fazer frente ao ambicioso plano do presidente do Legislativo, alguns membros do diretório vão convidar o major Serpa para se filiar ao PSB, se tornando assim um vice-prefeiturável.

Pelo andar da carruagem, parece que o caminho da reconciliação entre petistas e comunistas é cada vez mais difícil. A tábua de salvação do PCdoB é o PMDB.

O PCdoB não pode lançar candidatura própria sem o imprescindível apoio do PMDB, sem o tempo que a legenda dispõe no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.

Davidson Magalhães, por exemplo, não pode fazer uma campanha com alguns segundos na telinha. Uma campanha, digamos, enesiana, na base do “meu nome é Davidson”.

Marco Wense é articulista político.

O CANDIDATO É GERALDO

Marco Wense

O PCdoB não terá mais candidato próprio na sucessão do prefeito Azevedo.

Salvo algum acidente de percurso, o candidato do PT à sucessão municipal de 2012 é o deputado federal Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna por dois mandatos.

Depois de uma avaliação eminentemente política, ficou a conclusão de que a pré-candidatura de Juçara Feitosa criaria problemas com os partidos da base aliada do governo Wagner.

Com Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner vai entrar na campanha de maneira incisiva, principalmente em relação ao apoio das legendas aliadas.

A opção Geraldo Simões, além de por fim na discussão sobre a imposição do nome da ex-primeira dama, freia a intenção do PCdoB de lançar candidatura própria.

Com Geraldo candidato, os “meninos” do PCdoB vão conseguir tudo que desejam: Ciretran, vaga no Parlamento estadual para Wenceslau Júnior e a permanência de Davidson Magalhães na Bahiagás.

Com Geraldo candidato, o vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, deixa o pesadelo de ser o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo e vai atrás da sua reeleição.

A candidatura de Geraldo Simões muda todo o cenário eleitoral. Recente pesquisa de intenção de voto aponta Geraldo na frente, em uma posição confortável em relação ao segundo colocado.

Os favoritos na eleição municipal de 2012, sem dúvida o prefeito Azevedo (DEM-reeleição) e o deputado Geraldo Simões (PT), sabem da importância de uma boa coligação no processo sucessório.

O petista corre atrás dos partidos que compõem a base de sustentação política do governo Wagner, principalmente o PCdoB, PSB, PDT e o PP. O demista busca o importante apoio do PSDB, PPS, PR, PV e do PTN.

Pela frente, o PMDB com seu invejável tempo no horário eleitoral. O partido vai ficar com quem? O PMDB de Itabuna é uma democrática mistura de fernandistas, geraldistas, azevistas, ubaldistas e renatistas.

E por falar no PMDB, a legenda ainda conta com a irreverência, conhecimento, sabedoria e a polemicidade dos inquietos Juvenal Maynart e Ruy Correa.

Marco Wense é articulista da Contudo.

AZEVEDO, ALICE E O DEM

Marco Wense

Quando alguém perguntava a Paulo Souto, então candidato ao Palácio de Ondina, se o prefeito Azevedo iria votar nele, o ex-governador respondia com um “sei lá”.

Agora é ponto final. As interrogações, aspas, reticências sobre o futuro político do prefeito José Nilton Azevedo devem desaparecer.

O chefe do Executivo sabe que não pode mais ficar indeciso, como aconteceu na sucessão estadual, deixando toda a cúpula do DEM irritadíssima.

Quando alguém perguntava a Paulo Souto, então candidato ao Palácio de Ondina, se o prefeito Azevedo iria votar nele, o ex-governador respondia com um “sei lá”.

Azevedo não pode mais vacilar, sob pena de dificultar ainda mais sua pretensão de governar Itabuna pela segunda vez, empatando com o petista Geraldo Simões.

Pelo DEM vai buscar sua reeleição ou o fracasso eleitoral. Não pode prescindir de uma coordenação política tendo na linha de frente Maria Alice, presidente do Partido do Democratas.

Maria Alice, merecidamente mantida no comando do DEM, já deu provas suficientes de que sua ligação política com o ex-prefeito Fernando Gomes, hoje no PMDB, é coisa do passado

FG NÃO É FILIADO AO PMDB

Fernando: oficialmente sem partido.

Nome dos mais badalados da política local depois de apontado como morto politicamente, o ex-prefeito Fernando Gomes é tido e havido como um dos quadros do PMDB itabunense. Mas Fernando está sem partido desde maio do ano passado, quando saiu do DEM.

Até este final de semana, não havia nenhum registro oficial de filiação de “Zé de Cuma” ao PMDB. Não há registro no diretório local peemedebista e no cartório eleitoral em Itabuna, embora seja tratado até como presidente do honra do diretório local.

A informação é confirmada por um membro da Executiva Municipal. “Filiação? Nem de gaveta”, brinca a fonte peemedebista. E mais: o ex-prefeito, apesar de convidado, nunca participou de uma reunião sequer do diretório local.

AZEVEDO E A REELEIÇÃO

Marco Wense

Geraldo aposta na interferência do governador Wagner, unindo os partidos em torno da candidatura de Juçara.

A reeleição do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, eleito pelo DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), continua complicada, mas não tão difícil como parecia ser.

Pessoas bem próximas do chefe do Executivo, como também adversários políticos, alguns até prefeituráveis, já admitem que o governo demista, quando comparado ao que era antes, teve uma razoável melhora.

Os azevistas, principalmente os mais eufóricos, acham que a posição de primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto é só uma questão de tempo.

O outro lado, o da oposição, tendo na linha de frente o Partido dos Trabalhadores (PT), acredita que tudo não passa de um oba-oba da assessoria de comunicação do alcaide.

Enveredando para o lado eminentemente político, o racha na oposição, especificamente entre o PT e o PCdoB, é outro ponto que alimenta a confiança do azevismo na reeleição.

O deputado Geraldo Simões aposta na interferência do governador Jaques Wagner. Para o ex-prefeito, Wagner vai unir todos os partidos da base aliada em torno da candidatura da ex-primeira dama Juçara Feitosa.

Situacionistas e oposicionistas fazem o que é inerente ao processo político. Ou seja, espalham otimismo. Uma coisa é certa: o prefeito Azevedo não é mais, como diziam alguns petistas, “cachorro morto”.

O “já ganhou”, menosprezando e subestimando o adversário, é o pior caminho para chegar ao poder.

AZEVEDO, SANTANA E CASTRO

Mais cedo ou mais tarde, o prefeito de Itabuna vai ter que encarar, olho no olho, os deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e o coronel Santana (PTN).

Perguntar para os senhores parlamentares, que têm cargos importantes no governo, se eles vão ou não apoiar sua reeleição, sob pena de ter uma desagradável surpresa na sucessão municipal.

Augusto Castro, além das críticas que faz ao governo demista, diz que “a cidade anseia por renovação política”. O coronel Santana, por sua vez, pede respeito aos correligionários mais próximos do chefe do Executivo.

Se o prefeito estivesse em uma posição confortável nas pesquisas eleitorais, não necessariamente na frente de Juçara Feitosa, os deputados estariam se engalfinhando para indicar o candidato a vice na chapa majoritária.

Castro e Santana, que vêm fazendo um bom trabalho na Assembleia Legislativa, só querem usufruir das coisas boas que acontecem no governo.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

AS JURAS DE AMOR ENTRE AZEVEDO E O DEM

Azevedo ao lado de ACM Neto: juras de amor.

A cúpula do DEM mudou o tratamento dispensado ao prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo. Em vez de ameaças, diplomacia. Pragmáticos, José Carlos Aleluia e ACM Neto miraram as últimas pesquisas feitas em Tabocas e trataram de segurar o único prefeito democrata em cidades de grande porte. O outro, Tarcízio Pimenta (Feira de Santana), deixou a legenda mês passado e se picou para o PDT.

Agora, a cúpula estadual do partido fala em apoio incondicional à reeleição de Azevedo. Nas bandas do centro administrativo Firmino Alves, o discurso de Azevedo é de que disputará a reeleição pelo DEM mesmo. E os “meninos” do DEM veem o prefeito Pula-Pula como “candidato natural”.

O clima desanuviou de vez desde o último sábado, quando o partido realizou convenção em Itabuna e o neto do ex-senador ACM derramou-se em elogios ao prefeito, que retribuiu com juras de amor ao deputado e ao DEM.

NETO E ALELUIA CONDENAM ADESISTAS

Deputado acusa os novos governistas de não ter ideologia

Expoentes do Democratas na Bahia, o deputado federal ACM Neto, cotado para sucessão municipal na capital baiana, e o presidente estadual da sigla, o ex-deputado José Carlos Aleluia, criticaram ontem a saída de prefeitos de seus partidos de origem e consequente “adesismo” ao governo Wagner na Bahia.

Representantes da sigla, que já foi a maior do estado, eles minimizaram a recém-saída do DEM de prefeitos, como o de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, considerado uma das grandes lideranças da legenda, e Rogério Costa, do município de Santo Estevão.

Eles também negaram os rumores de afastamento do ex-prefeito de Feira José Ronaldo e do prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos. O partido pretende apelar para a lei de fidelidade partidária e cobrar juridicamente a saída dos membros.

Questionado sobre a motivação de gestores e lideranças municipais de trocarem de ninho partidário, o deputado ACM Neto reagiu: “Trata-se de um adesismo desenfreado e besta daqueles que não têm respeito com a ideologia e com a história política”, disparou.

Leia texto completo na Tribuna.

SANTANA COBRA RESPEITO

O deputado estadual Gilberto Santana (PTN) realmente carregou o estilo militar da caserna para a atividade política. Neste sábado, 16, durante o encontro na sede do diretório do DEM em Itabuna, o parlamentar fez um discurso de comandante de tropa, endereçado ao prefeito Azevedo (também milico, mas de patente inferior). Disse, entre outras coisas, que é “parceiro” da administração municipal, mas que exige “mais respeito” do governo.

Santana não explicou exatamente como é que estão lhe faltando com respeito e deixou muita gente intrigada. O deputado tem cargos na gestão municipal, sendo o mais vistoso deles a Secretaria de Assistência Social, ocupada por sua “afilhada” Marina Silva. O que estaria faltando então ao nobre coronel?

Um observador atento da reunião afirmou o seguinte: “Santana só vai se sentir respeitado quando o Capitão Azevedo bater continência e abrir caminho para que ele dispute a eleição de 2012”.

Em tempo: no encontro deste sábado a empresária Maria Alice Pereira foi reconduzida à presidência do diretório do DEM. Estavam presentes vários caciques do partido, como o presidente da executiva estadual, José Carlos Aleluia, e o deputado federal ACM Neto.

AS DIFICULDADES DE KALID

Marco Wense

O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas.

O arquiteto Ronald Kalid, ex-secretário municipal de Viação e Obras do então governo Ubaldo Dantas, é um bom nome para a sucessão do prefeito José Nilton Azevedo (DEM).

Não há nenhuma voz que ponha em dúvida a capacidade, honestidade e, principalmente, a sua coerência diante do emaranhado jogo político, onde o interesse pessoal prevalece sobre o público.

Ronald Kalid, em que pese o apoio incansável e entusiasmado de José Adervan, presidente do PSDB de Itabuna, tem inúmeros obstáculos, alguns até intransponíveis.

O primeiro entrave é a cúpula estadual do tucanato, ainda indecisa sobre o lançamento de candidatura própria na disputa pelo cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas. As que fazem posição – DEM, PPS, PR e o PMDB – não vão se juntar ao PSDB.

O DEM de Maria Alice, se não houver nenhuma surpresa, deve apoiar a reeleição do prefeito Azevedo. O PPS é uma gigantesca interrogação. O PR do vereador Roberto de Souza quer distância do PSDB de Adervan. O PMDB de Renato Costa quer Ubaldo Dantas como candidato.

É evidente que os diretórios municipais não têm autonomia para uma decisão definitiva. Os partidos vivem sob a batuta autoritária do comando estadual. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Para complicar, ainda tem o deputado tucano Augusto Castro contrário a qualquer iniciativa de candidatura própria pelo PSDB, já que é aliado do prefeito Azevedo.

Como não bastassem todas essas dificuldades, o prefeiturável Ronald Kalik tem pela frente a opinião dos amigos que acham sua candidatura uma loucura de Adervan.

PS – A “loucura” de Adervan lembra a dos ceplaqueanos quando lançaram Geraldo Simões na disputa pela prefeitura de Itabuna. Deu no que deu: o petista virou chefe do Executivo por dois mandatos.

UBALDO DANTAS

O comando estadual do PMDB, tendo a frente o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente estadual da legenda, vai conversar com o ex-prefeito Ubaldo Dantas sobre a sucessão municipal.

Lúcio, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, gostou da lembrança do nome de Ubaldo para a disputa da prefeitura de Itabuna na eleição de 2012.

O nome de Ubaldo causou um rebuliço no processo sucessório. Para muitos, a candidatura de Ubaldo elimina qualquer chance de vitória do PT, seja com Juçara Feitosa ou Geraldo Simões.

Marco Wense é articulista da Contudo.

PADRINHO DE MAGELA PEDE SOLUÇÃO PARA A SAÚDE

O deputado estadual Augusto Castro (PSDB) cobrou uma solução para o impasse  criado entre a Prefeitura de Itabuna e a Secretaria da Saúde do Estado, em torno da gestão deste setor no município.

Castro, que indicou Geraldo Magela para a Secretaria Municipal da Saúde, mencionou a situação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e do Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), este em vias de fechar as portas.

O Hospital de Base é administrado pelo município, mas depende do Estado para manter seu funcionamento.  A Prefeitura tem pleiteado a ampliação dos repasses para a instituição, mas o governo da Bahia defende que a gestão do hospital seja transferida para o Estado. No caso do Cemepi, que é um hospital privado, mas com quase 100% dos atendimentos pelo SUS, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, já afirmou que não tem como ajudar.

Para o deputado, “a população não pode ficar sofrendo enquanto não se chega a um acordo”. Ele defende que Estado e município encontrem uma forma de compartilhar responsabilidades na gestão da saúde, inclusive adotando uma estratégia para que o Cemepi não feche as portas.

Castro disse ainda que a questão partidária dificulta uma solução para a crise. Ou seja, para ele a falta de “química” no relacionamento entre PT (Estado) e DEM (Município) está atrapalhando a gestão da saúde em Itabuna.

 

EDSON NEVES RETORNA AO CARGO

Uma semana após ter sido afastado pela Câmara, o prefeito Edson Neves retorna ao cargo por força de decisão do juiz substituto de Ubatã, Antônio Carlos Maldonado Bertacco. A determinação judicial foi expedida há pouco. Neves foi afastado na última terça (21), por 6 votos a 0, para que a Câmara pudesse apurar diversas denúncias de improbidade administrativa, segundo o site Ubatã Notícias.

A prefeitura vinha sendo administrada pela presidente da Câmara de Ubatã, Cássia Mascarenhas, que agora retorna ao legislativo e promete recorrer contra a liminar que devolveu Edson Neves ao cargo.

Conforme informações obtidas pelo PIMENTA, os vereadores podem afastar o prefeito na sessão da próxima quinta (30), quando novas denúncias serão analisadas pela Casa. Em pouco menos de dois anos e meio, Ubatã já teve quatro prefeitos (Expedito Rigaud, Agilson Muniz, Edson Neves e Cássia Mascarenhas).

Rigaud é vice eleito na chapa de Agilson Muniz e substituiu o prefeito no período em que este ficou fora para tratamento médico. Os dois acabaram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) em maio do ano passado, acusados de compra de votos e abuso de poder econômico na eleição de 2008.

DEM TIRA ONDA COM BIRA CORÔA

Bira Corôa: chove "convite" (Foto Bocão).

O DEM resolveu “tirar onda” com a situação do deputado estadual Bira Corôa (PT), que foi barrado na pretensão de disputar a prefeitura de Camaçari, na região metropolitana. O presidente do diretório do Democrata, Hélder Almeida, disse que o DEM e a oposição “como um todo” está de “portas abertas para o deputado”.

A intenção está mais do que clara no “convite”: aumentar ainda mais a tensão política interna no PT quanto à escolha do nome governista que disputará a sucessão de Luiz Caetano.

PREFEITURÁVEIS, COLIGAÇÕES E PARTIDOS

Marco Wense

Qualquer análise, mesmo dentro de uma razoável lógica, é prematura.

Alguns leitores acharam, e com certa razão, que a última Coluna Wense ficou incompleta porque não fez nenhuma relação entre os pré-candidatos e o apoio dos partidos.

De início é bom dizer que ainda é cedo para comentar sobre as prováveis coligações em torno dos pretendentes ao cobiçado Centro Administrativo de Itabuna. Qualquer análise, mesmo dentro de uma razoável lógica, é prematura.

É evidente que teremos os “cabeças de chapa”. Ou seja, as legendas que vão encabeçar a majoritária: Juçara Feitosa pelo PT, o DEM com o prefeito Azevedo (reeleição) e o PCdoB com Davidson, Sena ou Wenceslau.

Vane do Renascer e Leninha Duarte, ainda partidariamente indefinidos, podem também assumir a condição de protagonistas do emaranhado jogo sucessório, respectivamente pelo PRB e PDT. Sem falar no PMDB de Fernando Gomes.

O deputado federal Geraldo Simões, obviamente o principal articulador da pré-candidatura de Juçara Feitosa, corre atrás do PP de Roberto Minas Aço. O PSB é considerado como certo. Como favas contadas.

O prefeito José Nilton Azevedo, que pretende quebrar o tabu da reeleição, já que nenhum chefe do Executivo conseguiu se reeleger, acredita em uma coligação DEM, PSDB, PR, PTB e PV.

Os meninos do PCdoB, de olho no horário eleitoral, trabalham para atrair o PMDB do médico Renato Costa, que pode ser o candidato a vice-prefeito na chapa comunista.

A única coisa certa é que o PT vai disputar a prefeitura de Itabuna na eleição de 2012, seja com a ex-primeira-dama Juçara Feitosa ou Geraldo Simões.

RONALD KALID

O jornalista José Adervan, presidente do diretório municipal do PSDB, defende candidatura própria na sucessão de 2012, contrariando o deputado tucano Augusto Castro, hoje aliado do prefeito Azevedo.

Adervan, também proprietário do jornal Agora, é um entusiasmado defensor da candidatura do arquiteto Ronald Kalid, ex-secretário de Viação e Obras do então governo Ubaldo Dantas.

O problema todo é que Kalid, sem dúvida um bom nome, não demonstra nenhum apetite pelo poder. Fica politicamente desnutrido. Política se faz querendo. Ronald Kalid não quer.

Marco Wense é articulista político e colunista da Contudo.

NOVELA CONTINUA EM UBATÃ

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) retomou o julgamento do processo que pode devolver Agilson Muniz (PCdoB) ao cargo. Quando o placar estava 3 a 1 pelo retorno de Agilson, o juiz Renato Reis pediu vista. Como as sessões no TRE vão até o dia 28 de junho, é possível que a votação seja concluída até lá. Por enquanto, permanece no cargo o segundo colocado em 2008, Edson Neves (DEM).

INSPIRAÇÃO PARA AZEVEDO

Tarcízio Pimenta dá tchau ao DEM

A anunciada saída do prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, do DEM, resultou em pulos de alegria numa cidade situada a mais de 300 quilômetros da “Princesinha do Sertão”. O gestor de Itabuna, José Nilton Azevedo, vê na atitude de Pimenta um possível precedente favorável e um exemplo a seguir.

Azevedo, tal qual o colega feirense, não se sente confortável no DEM. Ele busca nova legenda para se filiar, mas teme uma possível ação em virtude de infidelidade partidária. Caso o DEM deixe Pimenta seguir livre o seu caminho, provavelmente o político itabunense seja o próximo da fila.

Como o Democratas anda em baixa, ninguém se espante se vier em seguida uma debandada.

ROBERTO, SUCESSÃO E O PP

Marco Wense

O PP de Itabuna caminha para os braços de Geraldo Simões.

O empresário Roberto Barbosa, mais conhecido como Roberto Minas Aço, sabe que não será candidato a prefeito de Itabuna pelo Partido Progressista (PP).

O comando estadual da legenda, tendo a frente o ministro das Cidades, Mário Negromonte, já sinalizou que o PP não disputará o cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

Na sua última visita a Itabuna, o ministro deu evidentes sinais de que a prioridade do partido no sul da Bahia é Jabes Ribeiro, candidatísssimo a prefeito da irmã e vizinha cidade de Ilhéus.

O retorno do jabismo ao Palácio do Paranaguá é fundamental para as futuras pretensões políticas do ministro Negromonte. Jabes Ribeiro ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenção de voto.

O PP, acertadamente, quer evitar um atrito desnecessário com o PT de Itabuna, já que o “prefeiturável” Roberto Minas Aço não tem nenhuma chance de sair vitorioso na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).

De olho no Palácio de Ondina, Negromonte não quer ser comparado com Geddel Vieira Lima, que depois de virar ministro da Integração Nacional do então presidente Lula, com o aval do governador Jaques Wagner, rompeu com o petista.

É bom ressaltar que a ida de Negromonte para a titularidade do ministério das Cidades foi uma indicação do PP nacional. Não teve participação direta do governador Wagner.

O PP de Itabuna caminha para apoiar o candidato do PT, que pode ser Geraldo Simões ou a ex-primeira dama Juçara Feitosa. O empresário Roberto Minas Aço seria o candidato a vice-prefeito na chapa do Partido dos Trabalhadores.

Nos bastidores, já há um movimento, ainda tímido, de uma negociação envolvendo o PT de Ilhéus, que apoiaria Jabes como contrapartida ao apoio do PP em Itabuna.

Uma coisa é certa: o ministro Mário Negromonte é o candidato do PP na sucessão estadual de 2014.

FÉLIX E O PDT

Não existe nenhum interesse do deputado federal Félix Mendonça Júnior pelo PDT de Itabuna. É o que se deduz diante da falta de motivação do parlamentar com a legenda Brizolista.

Pobre PDT de Itabuna. O partido não faz reunião, não tem sede, telefone, cadeira, mesa, copo descartável, papel higiênico, não tem nada. Não se faz mais PDT como antigamente.

É triste. Muito triste. Viva o PDT de Brizola, Darcy Ribeiro, Dagoberto Brandão, Hélio Pitanga, Nozô. Viva o PDT histórico e todos os seus bravos, coerentes e apaixonados militantes.

Marco Wense é articulista da Contudo.








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