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:: ‘DEM’

GERALDO DIZ QUE ESTÁ IMPRESSIONADO COM O “CINISMO” DE AZEVEDO

Geraldo mira prefeito Azevedo.

O deputado federal Geraldo Simões (PT) disse ao PIMENTA que está “impressionado com o cinismo” do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM). E explica: “ele empurra para os outros a culpa por todos os problemas do município”.

O parlamentar federal falava sobre a reação do governo municipal à reportagem da revista Veja. Geraldo lamentou a postura do prefeito ao tentar atribuir ao governo estadual a culpa pela liderança nacional em mortalidade infantil, conforme revelou a revista Veja.

O petista lembrou que na gestão de Azevedo Itabuna é “bicampeã brasileira de infestação de dengue” e enfrentou a maior epidemia da doença, em 2009, quando 14 pessoas morreram, além de ser apontada como a mais perigosa para jovens e a vice-líder em homicídios no país.

“PREFEITO FUJÃO”

Para Geraldo, em vez de “fugir dos problemas”, Azevedo tem que enfrentá-los e buscar soluções. “O itabunense não suporta mais conviver nessa situação. Em vez de atacar o governador, ele deveria estabelecer parcerias, mas para isso precisa governar, coisa que não faz”.

E completa:

– A gente não sabe se o prefeito é o soldado Pinheiro, a secretária Joelma [Reis] ou se é  [a articuladora política] Maria Alice [Pereira], porque Azevedo não assume nada. Não podemos ter prefeito fujão.

Itabuna perdeu a gestão plena da saúde, lembra Geraldo, porque havia desvio de recursos na gestão em que ele Azevedo vice-prefeito e preferiu se omitir. “Além disso, violência não se reduz só com policiamentos, mas com programas sociais que inexistem em Itabuna”.

Leia também:
AZEVEDO PÕE A CULPA NO ESTADO POR LIDERANÇA
NACIONAL EM MORTALIDADE INFANTIL

JUSTIÇA OBRIGA EMBASA A DEVOLVER DINHEIRO A CONSUMIDOR

A Justiça baiana decidiu manter a suspensão ao aumento de 13,64% nas contas de água e foi além: determinou que a Embasa devolva a seus clientes os valores cobrados a mais desde maio, quando o reajuste entrou em vigor. Em decisão tomada nesta terça-feira (1º), o juiz Ricardo D’Ávila, da 5ª Vara da Fazenda Pública, negou o pedido da Embasa pela manutenção do reajuste. A decisão de derrubar o aumento, considerado abusivo, foi do próprio magistrado.

Com a determinação, a companhia fica obrigada a imediatamente retomar a cobrança com os valores anteriores. “Se a empresa não acatar a decisão, os nossos advogados vão pedir a prisão de diretores da Embasa”, ameaçou o deputado estadual Bruno Reis, líder do bloco PRP/DEM, autor da ação judicial que questionou a legalidade da cobrança muito acima da inflação. Segundo ele, os consumidores interessados em pedir a devolução podem procurar orientação com a equipe jurídica do DEM. Informações do Bahia Notícias.

A FRENTE INCOMODA

Marco Wense

Sucessão em Itabuna só com dois candidatos: Azevedo e Juçara Feitosa. Os outros prefeituráveis são patinhos feios.

A frente partidária formada pelo PDT, PRB, PSC, PCdoB e o PV, com o objetivo de quebrar o “ping-pong” eleitoral protagonizado por dois grupos políticos, começa a preocupar.

Querem que a disputa do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves fique restrita a dois nomes: o prefeito Azevedo e a ex-primeira dama Juçara Feitosa.

Sucessão em Itabuna só com dois partidos: o DEM e o PT. Os demais prefeituráveis, seja da frente, do PMDB, PP, PSDB ou de qualquer outra legenda, são patinhos feios. “Personas non gratas”.

O lado que busca a reeleição do Capitão quer uma coligação com o DEM-PSDB-PMDB-PTB-PR-PTN-PPS. O outro, capitaneado pelo deputado federal Geraldo Simões, sonha com o PT-PCdoB-PDT-PRB-PSC-PV-PSD-PSB-PP.

Os petistas apostam na interferência do governador Jaques Wagner no processo sucessório, enquadrando os partidos da base aliada no apoio a Juçara Feitosa.

Os demistas, com o diretório municipal sob a batuta da incansável Maria Alice, acreditam que os acordos envolvendo a sucessão soteropolitana podem beneficiar o prefeito Azevedo.

O DEM, com a desistência do deputado ACM Neto em sair candidato a prefeito de Salvador, apoiaria, em um eventual e provável segundo turno, o candidato do PMDB ou do PSDB.

Em troca, como contrapartida, o PMDB e o PSDB abririam mão de seus pré-candidatos em algumas cidades. Em Itabuna, por exemplo, os tucanos e peemedebistas apoiariam o segundo mandato de Azevedo.

No tocante ao PT, o governador Jaques Wagner não vai jogar o seu republicanismo na lata do lixo, desrespeitando a autonomia das legendas aliadas.

A junção do PDT, PCdoB, PRB, PSC e do PV, com os prefeituráveis Vane do Renascer, Acácia Pinho e Wenceslau Júnior, é legítima. O pai dessa união é a democracia.

A pré-candidata Acácia Pinho tem razão quando diz que “a frente não é de rancor e raiva. É uma opção para quem não quer a continuidade do atual governo e, muito menos, o retorno do PT”.

Os inimigos da democracia são os que, sorrateiramente, quase sempre na calada da noite, pregam o mandonismo como instrumento de pressão.

Os defensores de um posicionamento mais duro do governador Jaques Wagner, forçando uma coligação das legendas aliadas com o PT, são os verdadeiros patinhos feios e “personas non gratas” da sucessão municipal.

PSB VERSUS PSB

O PSB de Itabuna está rachado em relação ao apoio a Juçara Feitosa na sucessão do prefeito Azevedo, eleito pelo DEM depois de derrotar a própria petista com uma diferença de mais de 12 mil votos.

Aurélio Macedo e João Carlos, respectivamente presidente do diretório municipal e membro da estadual, querem o partido no palanque do PT, seguindo uma orientação, segundo eles, da senadora Lídice da Mata.

O médico Edson Dantas, por sua vez, diz que nada foi definido, já que a militância do PSB prefere a frente partidária formada pelo PDT, PCdoB, PSC, PRB e o PV.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PRÉ-CANDIDATO É FILIADO A TRÊS PARTIDOS

Octaviano é filiado a três partidos.

O diretor-administrativo da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), Octaviano Burgos, é apontado como um dos mais fortes pré-candidatos à Câmara de Vereadores de Itabuna, mas dificilmente terá condições de, como se diz, “entrar em campo”.

De acordo com certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Octaviano encontra-se sub judice. O TSE informa que Octaviano está filiado a três partidos: PR, DEM e PSDB.

Confira a certidão

Conforme o tribunal, Octaviano filiou-se ao PR em 14 de dezembro de 1995 e permaneceu na legenda até 14 de junhho deste ano, quando entrou no DEM. Só que no último dia 6, prazo final de filiações para quem deseja concorrer a cargo eletivo em 2012, Octaviano pulou para o ninho tucano, porém, sem dar baixa nas anteriores.

O pula-pula de Octaviano poderá dar em nada. A legislação exige que o candidato esteja filiado a apenas um partido. O caso do diretor da Emasa é ainda mais grave. Ele possui tripla filiação.

SEM RETORNO

Marco Wense

O PCdoB tem um compromisso com a nova frente partidária formada pelo PDT, PRB e o PSC. E pode, dependendo do momento político, receber o apoio destes partidos.

A opinião de que o PCdoB não será uma legenda subsidiária do PT na sucessão do prefeito Azevedo, indicando novamente o candidato a vice na chapa majoritária, diminuiu bastante.

Ainda existe um bom número de pessoas que aposta, até o último centavo, que os comunistas não vão resistir a um apelo do governador Jaques Wagner.

Toda vez que o assunto entra em pauta, seja nas reuniões do PT, DEM ou de qualquer outro partido, o diretor-presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, é a figura de destaque.

Petistas e demistas acham que a permanência de Davidson Magalhães na Bahiagás depende do posicionamento do PCdoB no processo sucessório. Que tudo é só uma questão de tempo.

Não vejo o caminhar dos fatos sendo direcionado para que o PCdoB desista de ter candidatura própria para apoiar a ex-primeira dama Juçara Feitosa.

O PCdoB, com seus dois bons prefeituráveis – o próprio Davidson e o vereador Wenceslau Júnior –, sabe que essa eleição de 2012 é o último suspiro de independência em relação ao petismo.

O tempo do chicote e do mandonismo acabou. O governador Jaques Wagner não vai jogar o republicanismo na lata do lixo, tratando os partidos aliados como subordinados e subalternos.

É evidente que o chefe do Executivo vai conversar com as legendas que compõem a sua base de sustentação política, mostrando que a união é indispensável para evitar a vitória da oposição.

Os adeptos do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, que ficam pregando uma posição autoritária do governador, vão ter uma grande surpresa.

O PCdoB tem um compromisso com a nova frente partidária formada pelo PDT, PRB e o PSC. E pode, dependendo do momento político, receber o apoio destes partidos.

Não há mais retorno: o PCdoB vai caminhar com suas próprias pernas. Não vai precisar das muletas do PT e, muito menos, do encosto de Geraldo Simões.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

QUE NEM PINTO NO LIXO

Azevedo: lustrada na popularidade (Foto Vinicius Borges).

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM) estava feliz que nem “pinto no lixo”, ontem, ao reunir mais de 15 mil pessoas na praça rio Cachoeira, na festa do Dia das Crianças. Distribuiu presentes para a garotada e posou para fotografia com a meninada e pais. Tudo sob os olhares da nova articuladora política do Governo, Maria Alice Pereira. O mandatário-mor até ficou de olhos marejados com histórias de crianças que nunca receberam um presente sequer na vida.

REJEIÇÃO PREOCUPA

Azevedo: rejeição ainda é muito alta.

Embora o prefeito Capitão Azevedo tenha se recuperado nas pesquisas quando o quesito é intenções de voto, membros do governo revelam preocupação com outro dado que emerge destas sondagens eleitorais: a alta rejeição.

Azevedo crava sempre entre 41% e 52% de rejeição popular.

O alívio é que as candidaturas mais fortes no campo oposicionista (Geraldo Simões e Juçara Feitosa, ambos do PT) também são donas de alta rejeição, apesar de figurar alguns pontinhos percentuais à frente de Azevedo ou empatarem nas intenções de voto.

A tática para reduzir o percentual de rejeição a níveis aceitáveis e, claro, pontuar melhor nas intenções de voto do governo será mesmo jogar todas as fichas nas obras nos bairros (leia-se pavimentação de ruas).

O governo também reforçou o time com figuras que, embora rejeitadas, sabem jogar eleitoralmente, a exemplo de Maria Alice Pereira, a ex-secretária de Governo nas gestões de Fernando Gomes, também conhecida como faz-tudo fernandista. Ela e o vereador Roberto de Souza (PR) são os responsáveis pelas cooptações de lideranças que sonham disputar eleição legislativa em 2012.

Ainda sobre o quesito rejeição, o sociólogo Agenor Gasparetto defende teoria (baseada em estudos próprios) de que dificilmente é reeleito o gestor que tenha mais que 25% de rejeição.

“ESTOU BEM NO PSB”

O vereador Ricardo Bacelar é tido entre os nomes do legislativo itabunense que podem mudar de partido para disputar reeleição. Ouvido pelo blog, Bacelar não confirmou nem negou:

– Vou esperar até o dia 30 para definir, mas estou bem no PSB.

A afirmação é vista como diplomática. Internamente, Bacelar sofre críticas por causa da sua relação com o prefeito Capitão Azevedo (DEM).

“ESTOU AFASTADO DE GERALDO HÁ DOIS ANOS”

O presidente do PTB itabunense, Moacir Smith Lima, ex-geraldista de carteirinha, não recebeu bem as críticas e o rótulo de traidor por ter aparecido na foto (confira aqui) ao lado do prefeito Capitão Azevedo.

Moacir disse estar afastado do deputado federal:

– Estamos afastados há mais de dois anos, por incompatibilidades do pensamento político de cada um – disse em entrevista ao Agoranarede.

O dirigente da comissão provisória do PTB não descartou participar do governo democrata e disse que ajuda o petista em alguns processos porque tem “tudo guardado” em casa. Afirmou, ainda, receber o homem Geraldo [Simões] tranquilamente, mas o político Geraldo… Não.

AUGUSTO CASTRO DIZ QUE ADERVAN É “AFOITO”

Esquentou a polêmica entre o presidente da executiva do PSDB de Itabuna, José Adervan, e o deputado estadual Augusto Castro, do mesmo partido. Depois de afirmar que os tucanos deverão aliar-se ao DEM na sucessão municipal e ser criticado pelo presidente, que aposta na candidatura própria, Castro emitiu nota na qual sustenta a opção pela aliança tucano-democrata e chama Adervan de afoito.

“Não podemos agir de forma afoita como José Adervan, que tenta a todo custo convencer a Executiva Estadual da candidatura de Ronald Kalid”, bicou o tucano da Assembleia Legislativa, que ontem foi acusado pelo correligionário de querer impor o nome do prefeito Capitão Azevedo, movido por “interesses pessoais”.

Para o deputado, o momento não é de antecipar candidaturas a prefeito e o PSDB até poderá encabeçar uma chapa majoritária, desde que tenha um nome viável.“ O presidente da Executiva Municipal deveria, sim, estar preocupado em conquistar novos nomes para a lista de filiados do PSDB, buscando compor uma forte chapa proporcional de candidatos a vereadores”, aconselha o parlamentar.

Em outra “bicada” no presidente da executiva municipal, o tucano deputado disse que Adervan talvez ainda não tenha percebido o fato dele ter sido eleito para a Assembleia Legislativa e “ter consolidada uma liderança natural”.

PARA ADERVAN, AUGUSTO CASTRO DEFENDE “INTERESSES PESSOAIS”

O presidente do PSDB itabunense, José Adervan, disse que a tentativa do deputado Augusto Castro de impor o nome de Capitão Azevedo (DEM) aos tucanos em detrimento da candidatura própria soa a ditadura. Para Adervan, se o deputado imagina impor suas vontades à Executiva Municipal do PSDB, antes terá de correr em busca de apoio para dissolvê-la:

– Somente assim, depois de assumir o controle total e absoluto do PSDB, poderá nominar seus pré-candidatos a prefeito sem consultar os membros do Diretório.

O presidente do diretório itabunense ainda ensina que, no tucanato local, as decisões são sempre colegiadas, “ouvindo os membros do partido e nunca poderão ser ditadas no calor dos seus interesses pessoais, visando defender uma negociação que possa lhe render bons dividendos”.

O tucano itabunense não deixou por menos ao apontar interesses pessoais do deputado quando atua em favor de Azevedo. Uma empresa de familiares do deputado presta consultoria jurídica ao governo municipal. Há pouco, o dirigente fez publicar resposta ao deputado no Agoranarede (confira).

MOACIR SMITH E PTB COM AZEVEDO

Moacir (de óculos) à direita na foto e atrás do Capitão Azevedo: mudanças (Foto Vinicius Borges).

O técnico agrícola Moacir Smith Lima foi dos mais fiéis aliados do ex-prefeito e deputado federal Geraldo Simões nos últimos dez anos, período em que ocupou secretaria de Governo (2001-2004), coordenou campanhas eleitorais de GS e da esposa do deputado e, ainda, presidiu o Instituto Biofábrica de Cacau. Por último, assumiu o cargo de diretor-administrativo da Câmara de Vereadores de Itabuna, ainda sob as bênçãos de GS.

Neste final de semana, surpreendeu a imagem de Moacir posando para fotos ao lado do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM).

O PTB, presidido por Moacir, definiu apoio ao prefeito e adversário do deputado e, de lambuja, filiou o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Alencar, que deixou o PP e encontrou nova casa. O arranjo feito pelo presidente da Câmara, Ruy Machado (PRP), ainda garante tranquilidade e votos a Azevedo para aprovar o que quiser na Câmara.

Azevedo aniquilou o que restava de oposição no legislativo e – ao que deixa transparecer a foto oficial – ainda fisgou um dos mais fiéis geraldistas da última década. Vai “tratorando” rumo a 2012, tendo como aliado nesta hora um vereador que coleciona pequenos partidos para negociá-los caro em 2012.

HBLEM INCHA (AINDA MAIS) A FOLHA

Surgem novas evidências de uso político do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), de Itabuna. Apesar de alegar profunda crise devido ao repasse mensal de apenas R$ 1,95 milhão, a unidade de saúde vem ampliando o número de funcionários não-concursados e com salários acima da média do mercado.

Em troca de apoio político do PV ao prefeito Capitão Azevedo, o presidente dos verdes, Glaby Carvalho De Andrade, o Glebão, assumiu a coordenação de atendimento ambulatorial do Hospital de Base. Uma sinecura mensal de R$ 3 mil.

Detalhe: o cargo foi criado exatamente para acomodá-lo. Antes, a função era exercida por uma servidora concursada do próprio Hblem. Mais que acomodação e bom salário, Glebão terá a chance de fazer política, pois a coordenação define marcação de consultas, por exemplo.

Como já dito aqui, a folha de pagamento do Hospital de Base saltou de R$ 570 mil para R$ 816 mil em menos de um ano (2010-2011), embora os servidores tenham recebido reajuste de apenas 6% na última campanha salarial (o que significaria acréscimo de R$ 34,2mil à folha).

O que diria a nova gestora, Gilnay Santana?

POLITICAGEM DESCARADA

Manuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição.

Como se o passado não existisse, hoje a pauta dos blogs, jornais, rádios e esquinas da vida é a aliança dos ex-prefeitos de Itabuna, Fernando Gomes e Geraldo Simões. Não me interessa quem procurou quem, quem está tentando fazer essa aliança, ou coisa parecida. Eu só gostaria de acreditar na existência de uma finalidade digna para esse fato, mas não consigo.

Geraldo não quer arriscar, e prefere empurrar Juçara. Sabendo o quanto é difícil, vai fazer todas as alianças que puder. Já Fernando, que concedeu entrevistas a diversos veículos tempos atrás afirmando que estava encerrando sua carreira, agora ensaia voltar, tramando uma aliança com o seu maior inimigo político. Sinceramente, é preciso respirar fundo para ler esse tipo de notícia, ou escutar esse tipo de conversa.

Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição. O homem que conquistou a periferia com seus pulinhos na época da campanha, de casa em casa, fechou os olhos para o Centro da cidade e está reconstruindo bairros mais humildes. Não é o modelo de gestão mais adequado, mas é o que reelege. Nós sabemos disso, e eles também.

O que mais me incomoda é que, com essa aliança contra o capitão, os demais possíveis nomes vão ficando ao vento, se perdendo no tempo. A turma do PCdoB já não está mais tão coesa, Vane do Renascer sumiu da mídia, Leninha Alcântara não sabe para que lado vai, Roberto Minas Aço não emplaca etc. Perdoem-me se esqueci alguém já cotado para as eleições de 2012, mas a realidade é essa: os nomes vão surgindo e sendo engolidos por essa politicagem descarada…

Manuela Berbert é jornalista e articulista da Contudo.

DEM PERDE MAIS UM PREFEITO

O DEM sofreu mais uma baixa na Bahia. A prefeita de Camacan, Ângela Castro, arrumou malas e bagagens e desembarcará no PP, levada pelo deputado federal Luiz Argôlo. Ângela chegou à prefeitura de Camacan não apenas pelo DEM, como ainda contou com o apoio do ex-governador Paulo Souto.

Sinalizando a mudança, a prefeita participa do Congresso Nacional do PP, que reúne a alta cúpula progressista na capital baiana. Uma das últimas baixas do DEM na Bahia foi o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta. Outras perdas para os democratas são esperadas até o final de setembro, quando acaba o prazo para filiação ou troca de legendas para aqueles que pretendem disputar cargo eletivo em 2012.

DURVAL, ALELUIA E A CPI

Marco Wense

Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.

O senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola, não pode ser crucificado pelo fato de ter retirado sua assinatura do requerimento de criação da CPI dos Transportes.

Se a presidente Dilma Rousseff estivesse tratando com desdém os sucessivos escândalos que tomam conta da República, o recuo de Durval seria imperdoável.

A maior autoridade do país está sendo implacável com os abutres do dinheiro público. Não é à toa que a aprovação ao governo tem 50% de ótimo e bom.

A impunidade, sem dúvida o maior câncer da administração pública, não pode ser alimentada pelo pretexto da governabilidade, pelo medo de perder a maioria parlamentar nas duas Casas do Congresso Nacional.

Ao fazer o jogo da oposição, o ex-governador da Bahia foi politicamente ingênuo. Qualquer oposicionismo, seja do PT, PSDB ou outra legenda, é adepto do quanto pior, melhor.

O estranho da história, até certo ponto hilariante, é José Carlos Aleluia, presidente estadual do Democratas (DEM), ficar indignado com o “servilismo” do senador Durval.

Aleluia esquece dos tempos do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, quando o carlismo dominava a política da Bahia na base do mandonismo e do chicote.

Aleluia sabe que o “servilismo” e a subserviência foram marcas registradas do carlismo. Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.

O destempero emocional de ACM com os subordinados, como bem disse o jornalista Samuel Celestino, “ia do desrespeito total e público ao tratamento às vezes carinhoso que não supria os ataques pessoais, invadindo o campo familiar do auxiliar ou até do aliado”.

No então governo FHC, os governistas do PFL, hoje democratas, se recusaram a assinar o pedido de instalação de uma CPI para apurar as denúncias de corrupção nas privatizações.

Depois, no mesmo governo tucano, estourou outro escândalo envolvendo a PEC da Reeleição, que terminou permitindo o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Nada de CPI.

Na época, os jornais, inclusive os grandes de São Paulo, falavam em R$ 200 mil para cada voto de deputado e senador a favor da Proposta de Emenda Constitucional, a famosa PEC da Reeleição.

O discurso da moralidade da coisa pública, quando protagonizado por políticos que no passado eram contra a qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito, não tem consistência e, muito menos, credibilidade.

PS – Ironicamente, o deputado Rubens Bueno, do PPS do Paraná, foi o que melhor definiu as sucessivas denúncias de corrupção no governo Dilma: “Parece saco de caranguejo. Você puxa um e vem outro grudado”.

O VICE DE AZEVEDO

O nome do candidato a vice na chapa encabeçada pelo prefeito Azevedo, que legitimamente busca sua reeleição, já faz parte das conversas entre os democratas (DEM).

O PMDB é o plano A não só do azevismo como do geraldismo. As duas correntes estão de olho no tempo da legenda no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.

O PT tem outra preocupação: afastar qualquer possibilidade de coligação do PMDB com o PCdoB. A opinião de que os comunistas só terão candidatura própria com o apoio do PMDB é unânime entre os petistas.

O plano B do DEM é o PSDB do deputado estadual Augusto Castro. O jornalista José Adervan, presidente do diretório municipal, é o nome mais cotado do tucanato.

Falhando os planos A e B, vem o C com Marilene Duarte, a Leninha da Auto-Escola Regional, até agora a mais ilustre filiada do MSP (Movimento dos Sem Partidos).

A SUCESSÃO MUNICIPAL

Marco Wense

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

As reações de Wenceslau Júnior, presidente do PCdoB de Itabuna, reafirmando candidatura própria na sucessão de 2012, têm provocado uma incontrolável euforia nos democratas (DEM).

Qualquer comentário de que o PCdoB não terá candidato, novamente apoiando o PT, é logo bombardeado pelos três prefeituráveis da legenda: Davidson Magalhães, Sena e Wenceslau.

Um racha na oposição, principalmente entre comunistas e petistas, é “a azeitona que faltava na empada do prefeito Azevedo”, costuma dizer um azevista de carteirinha.

Tem até correligionários com a opinião de que a reeleição de Azevedo depende mais da cisão oposicionista do que da realização de obras na periferia.

Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.

Com o PCdoB longe do PT, a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Geraldo Simões seria disputada por socialistas e pepistas.  O empresário Roberto Barbosa, que preside o PP local, é um fortíssimo vice-prefeiturável.

O PT de Geraldo Simões não quer nem ouvir falar do médico Edson Dantas e do vereador Ricardo Bacelar como opções do PSB para uma composição na chapa majoritária.

Não é à toa que Ruy Machado, presidente da Câmara de Vereadores, trabalha para levar o colega Gerson Nascimento para o Partido Socialista Brasileiro.

Ruy Machado sabe que a coligação do PSB com o PT é favas contadas. A senadora Lídice da Mata, mandatária-mor do PSB, já decidiu que o partido deve apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.

De olho no segundo mandato, Ruy Machado, mesmo em outro partido, faria de tudo para emplacar o colega Gerson como vice de Geraldo. A contrapartida do edil seria o apoio a sua reeleição.

Para fazer frente ao ambicioso plano do presidente do Legislativo, alguns membros do diretório vão convidar o major Serpa para se filiar ao PSB, se tornando assim um vice-prefeiturável.

Pelo andar da carruagem, parece que o caminho da reconciliação entre petistas e comunistas é cada vez mais difícil. A tábua de salvação do PCdoB é o PMDB.

O PCdoB não pode lançar candidatura própria sem o imprescindível apoio do PMDB, sem o tempo que a legenda dispõe no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.

Davidson Magalhães, por exemplo, não pode fazer uma campanha com alguns segundos na telinha. Uma campanha, digamos, enesiana, na base do “meu nome é Davidson”.

Marco Wense é articulista político.

O CANDIDATO É GERALDO

Marco Wense

O PCdoB não terá mais candidato próprio na sucessão do prefeito Azevedo.

Salvo algum acidente de percurso, o candidato do PT à sucessão municipal de 2012 é o deputado federal Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna por dois mandatos.

Depois de uma avaliação eminentemente política, ficou a conclusão de que a pré-candidatura de Juçara Feitosa criaria problemas com os partidos da base aliada do governo Wagner.

Com Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner vai entrar na campanha de maneira incisiva, principalmente em relação ao apoio das legendas aliadas.

A opção Geraldo Simões, além de por fim na discussão sobre a imposição do nome da ex-primeira dama, freia a intenção do PCdoB de lançar candidatura própria.

Com Geraldo candidato, os “meninos” do PCdoB vão conseguir tudo que desejam: Ciretran, vaga no Parlamento estadual para Wenceslau Júnior e a permanência de Davidson Magalhães na Bahiagás.

Com Geraldo candidato, o vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, deixa o pesadelo de ser o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo e vai atrás da sua reeleição.

A candidatura de Geraldo Simões muda todo o cenário eleitoral. Recente pesquisa de intenção de voto aponta Geraldo na frente, em uma posição confortável em relação ao segundo colocado.

Os favoritos na eleição municipal de 2012, sem dúvida o prefeito Azevedo (DEM-reeleição) e o deputado Geraldo Simões (PT), sabem da importância de uma boa coligação no processo sucessório.

O petista corre atrás dos partidos que compõem a base de sustentação política do governo Wagner, principalmente o PCdoB, PSB, PDT e o PP. O demista busca o importante apoio do PSDB, PPS, PR, PV e do PTN.

Pela frente, o PMDB com seu invejável tempo no horário eleitoral. O partido vai ficar com quem? O PMDB de Itabuna é uma democrática mistura de fernandistas, geraldistas, azevistas, ubaldistas e renatistas.

E por falar no PMDB, a legenda ainda conta com a irreverência, conhecimento, sabedoria e a polemicidade dos inquietos Juvenal Maynart e Ruy Correa.

Marco Wense é articulista da Contudo.

AZEVEDO, ALICE E O DEM

Marco Wense

Quando alguém perguntava a Paulo Souto, então candidato ao Palácio de Ondina, se o prefeito Azevedo iria votar nele, o ex-governador respondia com um “sei lá”.

Agora é ponto final. As interrogações, aspas, reticências sobre o futuro político do prefeito José Nilton Azevedo devem desaparecer.

O chefe do Executivo sabe que não pode mais ficar indeciso, como aconteceu na sucessão estadual, deixando toda a cúpula do DEM irritadíssima.

Quando alguém perguntava a Paulo Souto, então candidato ao Palácio de Ondina, se o prefeito Azevedo iria votar nele, o ex-governador respondia com um “sei lá”.

Azevedo não pode mais vacilar, sob pena de dificultar ainda mais sua pretensão de governar Itabuna pela segunda vez, empatando com o petista Geraldo Simões.

Pelo DEM vai buscar sua reeleição ou o fracasso eleitoral. Não pode prescindir de uma coordenação política tendo na linha de frente Maria Alice, presidente do Partido do Democratas.

Maria Alice, merecidamente mantida no comando do DEM, já deu provas suficientes de que sua ligação política com o ex-prefeito Fernando Gomes, hoje no PMDB, é coisa do passado

FG NÃO É FILIADO AO PMDB

Fernando: oficialmente sem partido.

Nome dos mais badalados da política local depois de apontado como morto politicamente, o ex-prefeito Fernando Gomes é tido e havido como um dos quadros do PMDB itabunense. Mas Fernando está sem partido desde maio do ano passado, quando saiu do DEM.

Até este final de semana, não havia nenhum registro oficial de filiação de “Zé de Cuma” ao PMDB. Não há registro no diretório local peemedebista e no cartório eleitoral em Itabuna, embora seja tratado até como presidente do honra do diretório local.

A informação é confirmada por um membro da Executiva Municipal. “Filiação? Nem de gaveta”, brinca a fonte peemedebista. E mais: o ex-prefeito, apesar de convidado, nunca participou de uma reunião sequer do diretório local.

AZEVEDO E A REELEIÇÃO

Marco Wense

Geraldo aposta na interferência do governador Wagner, unindo os partidos em torno da candidatura de Juçara.

A reeleição do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, eleito pelo DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL), continua complicada, mas não tão difícil como parecia ser.

Pessoas bem próximas do chefe do Executivo, como também adversários políticos, alguns até prefeituráveis, já admitem que o governo demista, quando comparado ao que era antes, teve uma razoável melhora.

Os azevistas, principalmente os mais eufóricos, acham que a posição de primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto é só uma questão de tempo.

O outro lado, o da oposição, tendo na linha de frente o Partido dos Trabalhadores (PT), acredita que tudo não passa de um oba-oba da assessoria de comunicação do alcaide.

Enveredando para o lado eminentemente político, o racha na oposição, especificamente entre o PT e o PCdoB, é outro ponto que alimenta a confiança do azevismo na reeleição.

O deputado Geraldo Simões aposta na interferência do governador Jaques Wagner. Para o ex-prefeito, Wagner vai unir todos os partidos da base aliada em torno da candidatura da ex-primeira dama Juçara Feitosa.

Situacionistas e oposicionistas fazem o que é inerente ao processo político. Ou seja, espalham otimismo. Uma coisa é certa: o prefeito Azevedo não é mais, como diziam alguns petistas, “cachorro morto”.

O “já ganhou”, menosprezando e subestimando o adversário, é o pior caminho para chegar ao poder.

AZEVEDO, SANTANA E CASTRO

Mais cedo ou mais tarde, o prefeito de Itabuna vai ter que encarar, olho no olho, os deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e o coronel Santana (PTN).

Perguntar para os senhores parlamentares, que têm cargos importantes no governo, se eles vão ou não apoiar sua reeleição, sob pena de ter uma desagradável surpresa na sucessão municipal.

Augusto Castro, além das críticas que faz ao governo demista, diz que “a cidade anseia por renovação política”. O coronel Santana, por sua vez, pede respeito aos correligionários mais próximos do chefe do Executivo.

Se o prefeito estivesse em uma posição confortável nas pesquisas eleitorais, não necessariamente na frente de Juçara Feitosa, os deputados estariam se engalfinhando para indicar o candidato a vice na chapa majoritária.

Castro e Santana, que vêm fazendo um bom trabalho na Assembleia Legislativa, só querem usufruir das coisas boas que acontecem no governo.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.








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