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:: ‘desenvolvimento’

ARTIGO | AS ONDAS DE DESENVOLVIMENTO E A CACAUICULTURA DO SUL DA BAHIA

Antonio Zugaib || ac.zugaib@uol.com.br

 

A regulamentação de uso da indicação geográfica, obtida pela Associação Cacau Sul Bahia, é um instrumento valioso para se conseguir uniformidade na qualidade, necessária para uma boa comercialização do produto, principalmente no mercado externo.

 

A cacauicultura do sul da Bahia já passou por diversas ondas de desenvolvimento. Primeiro foi a onda de desenvolvimento agrícola, quando os produtores de cacau – baianos, árabes e sergipanos – substituíram as plantações de cana-de-açúcar, com seus diversos engenhos, espalhadas neste rica Capitania de São Jorge dos Ilhéus, por plantações de cacau. Com suor e luta, os produtores de cacau implantaram nesta região um sistema denominado Cabruca, sistema este admirado no mundo inteiro, pois consegue extrair da terra seu valor econômico, conservando e preservando a mata atlântica.

Neste sistema de produção de cacau existente há cerca de 250 anos, a cacauicultura do sul da Bahia despertou o mundo produzindo uma quantidade significativa de cacau estimulando o interesse de exportadores e processadores a se localizarem na região, dando início a segunda onda de desenvolvimento, que chamamos de industrialização. Vieram os Kaufmann, implantando inicialmente o Chocolate Vitória, os Wildberger trazendo as empresas exportadoras e, posteriormente, as indústrias Barreto de Araújo, a Berkau, a Cargil, a Chadler, a ADM Cocoa, a Nestlé, assim como, através da organização dos produtores locais, a Itaísa. Neste ciclo de desenvolvimento produzimos líquor, torta, manteiga e pó de cacau. Iríamos chegar a cobertura do chocolate quando uma série de fatores conjunturais e estruturais desagregaram a economia cacaueira, culminando com a chegada da vassoura-de-bruxa, provocando um retrocesso sem precedentes dessa economia, com fechamento de fábricas e descapitalização dos produtores.

Atualmente, estamos voltando a um estágio de desenvolvimento muito mais forte, porque não estamos com a visão só na matéria-prima, nem tampouco em um chocolate de cobertura ou chocolate de massa. Estamos entrando em uma terceira onda de desenvolvimento que estou chamando de “Customização”. Customização é um substantivo feminino que remete para o ato de customizar e significa personalização ou adaptação.  

A customização consiste em uma modificação ou criação de alguma coisa de acordo com preferências ou especificações pessoais. Assim, customizar é alterar alguma coisa segundo o seu gosto pessoal. É isto que está acontecendo na cacauicultura do sul da Bahia. Os consumidores estão experimentando o chocolate segundo seu gosto pessoal. E a maioria dos consumidores deste produto que é preferência nacional já decidiu saborear um chocolate com alto teor de cacau.

Experimentos são realizados por meio de novas variedades desenvolvidos pela Ceplac e parceiros, onde é feita uma análise sensorial do chocolate sobre variáveis importantes, como aroma, sabor, derretimento, dureza, amargor e acidez, sem deixar de lado a localização, o porte, o tamanho dos frutos, o peso total das sementes secas por fruto, nem tampouco a produtividade do cacaueiro.

O chocolate é visto como um produto especializado que precisa de profissionalismo para ter sucesso no empreendimento. Para isso, a regulamentação de uso da indicação geográfica, obtida pela Associação Cacau Sul Bahia, é um instrumento valioso para se conseguir uniformidade na qualidade, necessária para uma boa comercialização do produto, principalmente no mercado externo. Porém, obtido esse profissionalismo estaremos no topo do mercado, obtendo um preço mais compensador, pois estaremos agregando valor ao nosso produto. Com uma boa política de crédito rural, os produtores poderão transferir toda a tecnologia gerada pela Ceplac, através de clones de alta produtividade e poderão reviver momentos felizes novamente.

Antonio Zugaib é engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural, técnico em Planejamento da Ceplac e professor da Uesc.

UM NOVO TEMPO PARA O SUL DA BAHIA

Josias GomesJosias Gomes 

 

Hoje, ainda que o processo da completa recuperação regional ainda demande tempo e esforço, podemos afirmar que o sul da Bahia caminha para um novo e duradouro ciclo de desenvolvimento.

Durante décadas, o sul da Bahia, tendo Ilhéus e Itabuna como as duas maiores cidades, foi uma espécie de locomotiva do Estado, com a lavoura do cacau gerando receitas suficientes para impulsionar o desenvolvimento de outras regiões, chegando a representar 60% do PIB baiano.

Sucessivas crises, que culminaram no final da década de 80 e início dos anos 90 com a chegada e expansão da vassoura de bruxa, que em seu período mais crítico dizimou cerca de 80% da lavoura, fizeram com que a região mergulhasse numa profunda crise, com a explosão do desemprego e queda acentuada em todos os índices socioeconômicos.

Durante quase duas décadas, justamente no momento em que a região mais precisou de apoio para se reerguer, governantes insensíveis e sem compromisso com o sul da Bahia, se mostraram omissos, agravando ainda mais a situação e afetando milhões de pessoas. Práticas equivocadas de renovação da lavoura, por exemplo, levaram produtores a um endividamento brutal, tornando-os incapazes de investir na retomada da produção.

Hoje, ainda que o processo da completa recuperação regional ainda demande tempo e esforço, podemos afirmar que o sul da Bahia caminha para um novo e duradouro ciclo de desenvolvimento. E isso se deve, em grande parte, ao apoio efetivo do Governo do Estado, iniciado na gestão de Jaques Wagner e que vem se consolidando com o governador Rui Costa.

O início das obras de duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, sonho de décadas que se torna realidade, é um exemplo da presença marcante do Governo do Estado. Mas não é o único. Outras obras importantes como o Hospital Regional da Costa do Cacau, as duas primeiras em fase de conclusão, a terceira em ritmo acelerado, terão impactos positivos em toda a região. A viabilização da construção do Porto Sul e da Ferrovia Oeste Leste, já garantida por meio de parcerias com empresários chineses, permitirá a atração de grandes empreendimentos e geração de milhares de empregos.

O Governo do Estado também tem investido na cadeia produtiva do cacau, com o cultivo de amêndoas de qualidade e a produção de chocolates, e fortalecido a agricultura familiar e os pequenos produtores, que hoje representam 80% da produção rural na região.

São obras e ações que garantirão a retomada do desenvolvimento, tendo como resultado principal a melhoria da qualidade de vida da população e tornando o sul da Bahia novamente protagonista do Estado.

É necessário destacar o papel do governador Rui Costa nesse novo momento da região e, mais do que isso, reconhecer a necessidade de que esse modelo de gestão democrática e com foco no desenvolvimento de todas as regiões do Estado e não apenas da capital, deve ser mantido.

Josias Gomes é secretário de Relações Institucionais da Bahia e deputado federal pelo PT.

 

OBRAS VÃO REPOSICIONAR SUL DA BAHIA COMO POLO DE DESENVOLVIMENTO, DIZ JOSIAS

Josias: obras reposicionam sul da Bahia || Foto Pimenta

Josias: obras reposicionam região || Foto Pimenta

Obras executadas pelo governo estadual vão reposicionar o sul da Bahia com atração de novos investimentos e geração de mais empregos no sul da Bahia, na opinião do secretário de Relações Institucionais (Serin), Josias Gomes. Deputado federal licenciado, ele cita obras como a ponte estaiada centro-Pontal, em Ilhéus, a Barragem do Colônia, o Hospital Regional da Costa do Cacau e a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, cuja ordem de serviço deverá ser assinada em 9 de outubro, segundo o governador Rui Costa.

– A Barragem Rio Colônia, que tantos prometeram e Rui Costa executou, vai reduzir o impacto das estiagens que têm atingido a região e garantir o abastecimento de água em Itabuna pelos próximos 50 anos – diz o titular da Serin, apontando o poder de atração de investimentos da obra para a região beneficiada, Itapé e Itabuna.

Josias ainda aponta a construção do Porto Sul e a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, “que estão sendo viabilizadas após gestões do governador Rui Costa junto a empresários chineses”. Para ele, o governo baiano toca “um volume de obras e ações que terão impactos positivos em vários setores da economia e que vão recolocar o sul da Bahia como um dos grandes polos de desenvolvimento do Estado”.

Rui Costa ao lado dos prefeitos Jadson Albano e Tonho de Anízio, de Coaraci e Itacaré, e Jerônimo Rodrigues, da SDR

Rui Costa ao lado dos prefeitos Jadson Albano e Tonho de Anízio, de Coaraci e Itacaré, e Jerônimo Rodrigues, da SDR, durante anúncio de obras em Itacaré, no sábado (23).

AUTORIDADES DESTACAM CONTRIBUIÇÃO DE ADERVAN PARA O SUL DA BAHIA

Adervan faleceu ontem, no Calixto Midlej Filho.

Adervan faleceu ontem, no Calixto Midlej Filho.

A contribuição do jornalista José Adervan de Oliveira, 74 anos, para a região cacaueira sul-baiana foi destacada, hoje (13), pelos prefeitos Mário Alexandre, “Marão”, de Ilhéus, e Moacyr Leite, de Uruçuca, além do vice-prefeito ilheense José Nazal. Ambos emitiram nota de pesar pela morte de um dos fundadores do Jornal Agora, ocorrida ontem à tarde, no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna, após resistir, bravamente, contra câncer de próstata.

O prefeito Moacyr Leite Júnior ressaltou a importância de Adervan para o sul da Bahia. “Deixa uma lacuna não apenas na comunicação regional, mas no bom debate de ideias no campo da política e do desenvolvimento socioeconômico regional. Era, reconhecidamente, uma pessoa caridosa e que tinha devoção e amor pelo sul da Bahia”. Moacyr decretou três dias de luto em reconhecimento a Adervan.

Em nota, Marão e José Nazal, observaram, em nota, que o jornalista “José Adervan exerceu um papel de destaque no contexto da comunicação no Sul Bahia, nas últimas décadas, sendo um incansável defensor dos interesses da Região e do Município de Ilhéus”.

O presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Daniel Leão, lamentou a perda. “Seu desaparecimento causou grande consternação à classe jornalística e a FICC expressa seus maiores sentimentos ao seu grande número de amigos, admiradores e familiares”.

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL

A participação de Adervan nas questões regionais e a preocupação com o desenvolvimento foram citadas pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (Acei), Ronaldo Abude. “Um dos seus legados [deixados pelo jornalista], o Jornal Agora repercutiu as suas preocupações com os problemas da região cacaueira, como também transmitiu muitas conquistas.

O corpo de Adervan está sendo velado no SAF de Itabuna, na Juca Leão, ao lado do Grapiúna Tênis Clube. O enterro será às 16 horas, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

SINAPRO

A morte do jornalista também foi lamentada pela direção do Sindicato das Agências de Propaganda da Bahia (Sinapro-Bahia). “Fundador do jornal Agora, José Adervan era amante da política e mantinha uma coluna diária no jornal que fundou e do qual foi administrador. À família e aos amigos enlutados, o Sinapro-Bahia envia sinceras condolências”, destaca nota do sindicato.

QUAL A ITABUNA QUE QUEREMOS?

AndirleiAndirlei Nascimento | andirleiadvogado@hotmail.com

 

Itabuna precisa se reencontrar, no caminho do desenvolvimento político, cultural e social. O nosso voto é o maior instrumento que temos e poderemos mudar, mais uma vez, a história desta terra.

 

Em 28 de julho de 1910, foi emancipada a nossa cidade, do município de Ilhéus, com o registro de Pedra Preta, depois, como Itabuna. Revendo a história da nossa cidade, contada em versos, prosas e romances, verificamos que a mesma se originou de árabes e principalmente de sergipanos, que saíram das suas terras em busca do eldorado, já que a seca no Nordeste, naquele momento, fazia flagelos. Por aqui, aqueles que chegavam, alguns se preocupavam em ser caixeiro-viajante, enquanto que outros se dedicavam à agricultura, no desbravamento de terras para o plantio de cacau, e, também, em serem “jagunços”.

Como se tratava de zona fronteiriça, a exemplo do ocorre em qualquer lugar do mundo, foram travadas muitas lutas e muita violência, onde prevalecia a Lei do Mais Forte, com invasões de terras e muitas mortes em busca do ouro branco chamado cacau.

Mas, ao longo da história da nossa cidade, tivemos personalidades que até hoje devem ser lembrados pelo respeito a este pedaço de chão. Homens públicos que com suas administrações, marcaram o nosso município. Devido ao comprometimento administrativo deles, Itabuna passou a ser a terceira cidade do Estado, em termos de desenvolvimento socioeconômico. Itabuna era orgulho dos itabunense.

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TECNOLOGIA E CIÊNCIA: O NOVO PENSAR DA REGIÃO CACAUEIRA

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Temos respirado o ar da esperança na última década, fase posterior à queda da nossa principal cultura econômica, duramente atingida pela crise imposta pela vassoura-de-bruxa.

 

O sul da Bahia há muito alega que ao longo das últimas décadas não recebeu a atenção devida do Estado. A região cacaueira apresenta argumentos consistentes: custeou por extenso período a folha de pagamento estadual e ajudou a financiar a estruturação do Centro Industrial de Aratu e do Polo Petroquímico de Camaçari, mas não recebeu em contrapartida tratamento à altura dessa contribuição. O modelo econômico adotado pelo governo estadual sempre privilegiou Salvador e seu entorno.

Para uma corrente que reclama da desatenção dos governos estadual e federal, a raiz do problema está na falta de representatividade política.  O fato de elegermos baixo número de candidatos locais fragiliza a representação e dificulta as nossas reivindicações junto aos governos; perdemos na correlação de forças e, consequentemente, somos superados por regiões com maior representatividade política.

Outra corrente fundamenta que a não organização da cadeia produtiva acaba colaborando para a não implantação de mudanças estruturais necessárias diante dos poderes centrais, estado e União. A verdade é que as argumentações se fundem e, de fato, constatamos que a nossa região não recebeu, ao longo da sua existência, investimento proporcional ao grau de colaboração disponibilizado para o estado e para o país. A Ceplac é a clara materialização desse processo: nasceu a partir da articulação do capital produtivo lastreado na cacaicultura e sofre gradativo sucateamento em função da falta de força política necessária para o embate.

Temos respirado o ar da esperança na última década, fase posterior à queda da nossa principal cultura econômica, duramente atingida pela crise imposta pela vassoura-de-bruxa. O cacau, que já foi o principal gerador de renda do estado, responsável por quase 60% de toda a sua arrecadação, hoje dá sinais de recuperação, face à obstinação da classe produtora e ao implemento de ciência e tecnologia baseadas na pesquisa do cacau e na política de fabricação de clones com alto padrão genético pelo Instituto Biofábrica.

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A (BOA) INTERAÇÃO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO

WALMIR~1Walmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Desenvolvimento, e não o simples crescimento baseado em alguns números e estatísticas, é o que nossas cidades precisam para promover oportunidades a todos os segmentos sociais. No caso de Canavieiras, o turismo que se avizinha é o da melhor idade e ecumênico, bastando, apenas que a cidade ofereça todas os serviços que esses turistas se sintam em casa.

 

Em tempo de recursos cada vez mais escassos, só resta aos municípios brasileiros buscar novos paradigmas de administração pública. Há muito não se consegue junto aos governos Federal e estaduais recursos suficientes para atender as necessidades mais prementes dos municípios, com responsabilidades crescentes no atendimento à população.

Aquele modelo de simples crescimento, calcado na implantação de obras sem planejamento não mais funciona hoje. A população, embora cada vez mais pobre e sem perspectivas, possui modernos instrumentos de comunicação rápidos e eficientes: as chamadas redes sociais, disponíveis em qualquer smartfone conectado a internet.

E o avanço tecnológico provocou uma mudança comportamental em toda a população, sem distinção da sua estratificação econômica e social. Determinada pessoa pode até não saber analisar determinada situação de forma pedagógica, mas tem o conhecimento do fato e sua metodologia de discernimento é o caixa do supermercado.

Daí, o cuidado redobrado do governante em mudar seus conceitos: ao invés do simples e atrasado crescimento, terá que perseguir o desenvolvimento, adotando o planejamento municipal e não só o das finanças, como sempre aconteceu. Qual a cidade que queremos, quais os recursos que dispomos e quais as nossas prioridades?

Tudo isso deverá estar contemplado no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) como linha mestra a ser seguida. Para elaborá-la, ou reformá-la, precisamos do apoio de técnicos especialistas em cidades e vontade política de executar suas recomendações, transformadas em lei balizadora do zoneamento urbano.

Agora, passados 10 anos da aprovação do Plano Diretor Urbano Municipal, é hora de recolocar Canavieiras no caminho do desenvolvimento, com propostas dentro de novas perspectivas. Para tanto, é primordial instrumentalizar o processo com uma política urbana concreta, baseada na vocação econômica e nas possibilidades futuras.

E parceiros para essa monumental empreitada não faltam. Temos hoje na região a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), com conhecimento acumulado sobre nossos municípios, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com uma proposta acadêmica diferenciada, o que a permite atuar de acordo com a realidade local.

Abrindo um parêntese, essa é a segunda grande oportunidade de Canavieiras integrar o rol dos municípios turísticos de fluxo perene. O primeiro foi o Projeto Canes (Complexo de Atividades de Natureza Econômica e Social), elaborado em 1990 pelos urbanistas André Sá e Francisco Mota e o economista Paulo Gaudenzi.

Nas ações complementares ao projeto Canes, a desapropriação de áreas no centro e na Ilha da Atalaia, para a implantação de hotéis, pousados e cabanas de praias padronizadas, bem como unidades residenciais. O Projeto Canes foi o primeiro grande vetor do desenvolvimento turístico de Canavieiras, proposta era a de transformá-la numa cidade que conseguisse reunir todas as condições de oferecer ao turista uma hospitalidade de primeira linha.

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CAR INICIA NOVO PROJETO NO SEMIÁRIDO

Reunião na Secretaria da Fazenda, onde ocorreu a assinatura do contrato do Pró-Semiárido. Na cabeceira da mesa, o secretário da Fazenda, Manoel Vitório; à esquerda, representantes do Fida; à direita, o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Britto, e o diretor executivo da CAR, José Vivaldo

Reunião na Secretaria da Fazenda, onde ocorreu a assinatura do contrato do Pró-Semiárido. Na cabeceira da mesa, o secretário da Fazenda, Manoel Vitório; à esquerda, representantes do Fida; à direita, o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Britto, e o diretor executivo da CAR, José Vivaldo

A CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), empresa do governo baiano vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração, investirá US$ 100 milhões (equivalente a R$ 228 milhões) em ações com o objetivo de fortalecer grupos produtivos no semiárido. O investimento está relacionado ao início do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Semiárida Baiana (Pró-Semiárido).

Os recursos para o projeto são fruto de contrato assinado esta semana entre o governo do Estado e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). De acordo com o diretor executivo da CAR, José Vivaldo Mendonça, a nova operação atenderá 70 mil famílias da zona rural.

“Os recursos serão aplicados na continuidade do Projeto Gente de Valor, ampliando sua atuação, que em conjunto com as demais operações executadas pela CAR avançarão nos investimentos para transformação de vidas”, afirma Vivaldo. Ele cita entre os alvos do projeto a construção de agroindústrias, sistemas de abastecimento de água, formação técnica e atuação em redes de cooperação socioprodutiva.

ÓPERA DESAFINADA

helenilson-chaves1Helenilson Chaves

Estamos, lamentavelmente, formando legiões de pessoas sem perspectivas, que não raro mergulham no caminho sem volta da marginalidade e das drogas.

O que será do Sul da Bahia daqui a 20 anos. Muitos de nossos cidadãos, após décadas de crise e diante de algumas perspectivas, vislumbram o paraíso.

Uma visão mais realista, entretanto sinaliza na direção contrária, diante da ausência de fundamentos básicos para que esse novo ciclo de desenvolvimento se consolide.

O ponto principal é a ineficiência na formação dos futuros responsáveis pela condução das ações que levem ao progresso e à distribuição de riquezas de maneira adequada. O que vemos, hoje, é a destruição do futuro.

Observemos que a formação de nossas crianças e adolescentes, através do ensino fundamental e médio, deveria promover uma educação que efetivamente capacitasse e incutisse a noção de cidadania plena.

Esses propósitos não tem sido realizados pelos responsáveis por essas ações. As escolas de ensino fundamental e médio encontram-se numa situação que as torna incapazes de exercer o papel que lhes cabe.

Aqui no Sul da Bahia temos cidades em que o ano letivo nem começou ou começou com atraso considerável, cargas horárias ineficientes, exigências absurdas de material escolar, pais sendo obrigados a comprar fardamentos e merenda deficiente, além da estrutura precária.

Como se estivéssemos pintando o quadro de horror, essa geração que é o futuro não conseguirá exercer adequadamente profissões nem atender demandas que possam resultar na criação e distribuição de riquezas regionais.

Estamos, lamentavelmente, formando legiões de pessoas sem perspectivas, que não raro mergulham no caminho sem volta da marginalidade e das drogas. E o futuro, que poderia ser brilhante, torna-se uma opera canhestra, numa sinfonia desafinada.

Sejamos,  porém, otimistas. É possível sim reverter esse quadro. E só há  um único caminho: a Educação de qualidade, em todos os níveis e acessível a todos. Porque sem Educação no presente, simplesmente não hvará futuro.

Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.

A BAHIA QUER, O BRASIL PRECISA

Walter-Pinheiro-Wilson-Dias-AbrWalter Pinheiro | imprensapinheiro@gmail.com

A Bahia se mobiliza para que não haja mais atraso em seu cronograma de obras (o que traria prejuízos ao Estado e ao Brasil como um todo).

A Bahia tem uma história econômica caracterizada por sua vocação para o mercado externo. Em tempos imemoriais, ainda no século XVI, após o desembarque de Cabral em terras brasileiras a Capitania teve no pau-brasil sua primeira commodity, que mais tarde se juntaria ao açúcar, ao fumo e ao cacau reforçando sua pauta de exportações.

Hoje, as commodities são outras. Somos o quinto produtor brasileiro de bens minerais, a exploração mineral da Bahia é responsável pela geração de 13 mil empregos diretos, dos quais 11.400 estão em municípios da região do semiárido.

A Bahia tem ainda a explorar grandes jazidas de 40 diferentes substâncias. Somos o primeiro produtor brasileiro de urânio, cromo, salgema, magnesita e talco, e destaque nacional na produção de níquel, cobre e ouro, além de possuirmos a maior diversidade cromática de rochas ornamentais do País.

Os projetos para exploração dessas jazidas somam atualmente investimentos de R$ 20 bilhões, até 2015. Há outros projetos em fase inicial, que vão desde as matérias-primas para fertilizantes até as terras-raras.

Para que isso ocorra, precisamos de uma logística que possibilite o transporte das minas até os centros de consumo ou a portos marítimos que permitam ao Estado sustentar sua histórica vocação de exportador.

Mas quando se fala em transporte de minérios, o modal só pode ser o ferroviário. E no caso específico dessa grande província mineral em que se constitui a Bahia, espalhada de forma especial pela região do semiárido do Estado, a saída natural está na construção da Fiol (Ferrovia Oeste-Leste).

Com extensão de 1.527 quilômetros, partindo de Ilhéus até atingir Figueirópolis, no Tocantins, onde se encontrará com a Ferrovia Norte-Sul, a Fiol vai mudar a vida de 147 municípios localizados ao longo do seu trajeto, com o mesmo impacto das ferrovias dos Estados Unidos no desenvolvimento do oeste daquele país.

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PORTO SUL: ESTADO SOFRE MAIS CRÍTICAS

A lentidão do governo baiano no processo de cessão da área do Porto Sul para instalar o terminal privativo da Bamin causou estranheza ao presidente da Comissão Especial do Porto Sul, deputado Augusto Castro. O parlamentar conversou, ontem, com o diretor de Relações Institucionais da empresa, Frederico Souza.

“É estranho que até o momento essa cessão não tenha sido oficializada, uma vez que a área já foi desapropriada e a área antiga, em Ponta da Tulha, já havia sido cedida”, lamentou. A empresa informou ter investido R$ 51 milhões no processo de licenciamento ambiental.

O deputado estadual disse que, da forma como anda o projeto do porto, é possível que a Ferrovia Oeste-Leste seja concluída em 2014 e a Bamin não tenha porto para escoar a produção de minério de Caetité. A licença prévia foi emitida pelo Ibama, mas o governo estadual ainda não fez a cessão da área em Aritaguá.

A Comissão Especial do Porto Sul na Assembleia Legislativa deverá convidar o presidente da Bamin, José Francisco Viveiros, e o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, para esclarecer pontos de “entrave” e construir soluções para o imbróglio.

52,7% DOS ITABUNENSES APONTAM ESTAGNAÇÃO NA ECONOMIA LOCAL

Para itabunenses, economia local vive período de estagnação (Foto Pimenta).

Para itabunenses, economia local vive período de estagnação (Foto Pimenta/Arquivo).

A maioria do eleitorado itabunense acredita que o município está em ritmo lento quando analisada a economia do município. A percepção foi constatada na pesquisa da Sócio-Estatística, que ouviu 808 itabunenses acima de 16 anos.

Para 52,7%, Itabuna “está parada” e 24,5% acreditam que a maior economia sul-baiana “está indo para trás”. Apenas 21,3% disseram que a cidade encontra-se em ritmo de desenvolvimento. A pesquisa foi feita no período de 1 a 8 de março.

Para o sociólogo e coordenador da pesquisa, Agenor Gasparetto, os resultados apontam para “uma situação de baixa autoestima do itabunense”. Na opinião de Gasparetto, o trabalho do novo prefeito, Claudevane Leite, “passa necessariamente pela elevação da confiança e da auto-estima dos seus concidadãos em relação ao futuro de cidade em que vivem”.

O município vive a expectativa de atração de, pelo menos, uma grande indústria, a Del Valle, que, se confirmada, vai gerar até 2,5 mil empregos e será construída numa área desapropriada pelo Governo do Estado para a instalação do Distrito Industrial de Itabuna. A área fica vizinha ao município de Itapé.

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ITABUNENSES APROVAM GOVERNO VANE

UFESBA: SIMÕES COBRA POSICIONAMENTO DE VANE

Geraldo: ameaça no STF.

O deputado federal Geraldo Simões (PT) cobrou há pouco, na Rádio Difusora, uma manifestação do prefeito eleito de Itabuna, Vane do Renascer (PRB), com relação à área para a futura Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba). Segundo o parlamentar, a questão do terreno ainda não foi resolvida “nem pelo prefeito que vai sair nem pelo que vai entrar”.

Simões fez uma provocação a Vane, dizendo que ele “tem que ser franco” e dizer se vai apresentar a área da Ufesba. “Se não houver condições, vamos procurar o governador Wagner”, disse o deputado, que não abre mão de que tanto a reitoria quanto o campus da Ufesba fiquem em Itabuna.

O deputado declarou que a implantação da Ufesba será o fato de maior importância desde a emancipação de Itabuna, há 102 anos. “Olhe para os quatro cantos de Itabuna e você não vai ver nada grandioso”, afirmou o político, acrescentando que esse deserto de realizações será superado com a vinda da Ufesba. Simões governou Itabuna em duas oportunidades e exerce o segundo mandato como deputado federal.

Ainda de acordo com o petista, quem defende a proposta de instalar a reitoria da Ufesba em Itabuna e os cursos na sede regional da Ceplac, situada em território do município de Ilhéus, age contra os interesses de Itabuna e também do órgão federal. Segundo ele, quem aponta essa alternativa “quer prejudicar Itabuna e fechar a Ceplac”.

Educação, a chave da Cidadania

Helenilson Chaves

 

Devemos ser extremamente gratos àqueles que conseguiram a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia, mas é preciso avançar no sentido de que ela venha a funcionar como um centro de disseminação de oportunidades.

 

A implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia, que terá sede em Itabuna, é fruto de ampla mobilização de todos os segmentos da sociedade organizada. Uma grande conquista para a nossa região.

A implantação de uma universidade federal vai bem além de sua estrutura física. É preciso criar as condições necessárias para que a Ufesba proporcione o surgimento de oportunidades para os sulbaianos, através do conhecimento a ser conquistado.

Estrutura física adequada e cursos que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico e intelectual são a combinação perfeita para que possamos ter na universidade um instrumento que atenda aos anseios da população.

Devemos ser extremamente gratos àqueles que conseguiram a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia, mas é preciso avançar no sentido de que ela venha a funcionar como um centro de disseminação de oportunidades, num momento em que o Sul da Bahia passará por grandes transformações com a chegada de empreendimentos como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, o Gasoduto da Petrobrás e a rede de distribuição de gás natural da Bahiagás.

Para que possamos ter à disposição as imensas potencialidades oferecidas pela Ufesba, é preciso que nossos governantes também invistam na base do sistema educacional, com um ensino fundamental e médio de qualidade e a valorização dos professores.
Somos mais do que uma mistura de negros, índios e brancos. Somos um povo que, tendo oportunidades de se desenvolver, fazemos do espírito empreendedor a nossa marca.

E a educação é e sempre será o caminho para a cidadania. Temos no Grupo Chaves, através da Fundação Manoel Chaves, um exemplo de que a educação transforma.

Crianças e adolescentes que frequentam a escola e os cursos oferecidos pela Fundação demonstraram que quando a semente é plantada, a colheita é fértil. Muitos deles já chegaram à Universidade Estadual de Santa Cruz, em cursos como Medicina Veterinária, Educação Física e Administração. Outros já estão no mercado do trabalho, a exemplo de ex-alunos hoje funcionários do Banco do Brasil, ou iniciando seus próprios negócios.

A educação de qualidade, da base ao topo, é a garantia de um futuro melhor para nossa região.

Helenilson Chaves é empresário.

ONG APONTA RELAÇÃO ENTRE DESENVOLVIMENTO E DESRESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS

Da Agência Brasil

Iniciativas de desenvolvimento nas Américas são quase sempre acompanhadas de situações de violência. A informação está no relatório inédito Transformando Dor em Esperança – Defensoras e Defensores dos Direitos Humanos nas Américas, divulgado hoje (7) pela organização não governamental (ONG) Anistia Internacional.

O documento analisa 300 casos acompanhados pela organização entre janeiro de 2010 e setembro de 2012, em 13 países: Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Peru, República Dominicana e Venezuela. Entre eles, são detalhados 57 casos de pessoas mortas ou ameaçadas, sendo que cinco foram registrados no Brasil.

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O INTERESSE DAS EMPRESAS

O Governo do Estado sempre afirmou que a chegada do Porto Sul representaria apenas o começo de um novo ciclo de desenvolvimento na Bahia, principalmente no Sul do Estado. A movimentação que ocorre desde a semana passada, quando a Licença Prévia do empreendimento foi concedida pelo Ibama, faz jus a essa expectativa.

Segundo Jaques Wagner, desde quarta-feira, 14, três dias antes da LP, 18 empresas procuram o governo para tratar de grandes negócios no Estado.

Para o governador, a influência do Porto Sul nesse interesse é inequívoca.

PORTO SUL: WAGNER DIZ QUE PROJETO NÃO PODERIA SER “DEMONIZADO”

O governador Jaques Wagner manifestou-se há pouco sobre a Licença Prévia concedida pelo Ibama ao projeto do Porto Sul, tocado em parceria entre o Governo do Estado e a empresa Bahia Mineração. A primeira e mais difícil das três licenças do projeto (as outras são as de Implantação e de Operação) será publicada nesta sexta-feira, 16 (ver nota abaixo).

Segundo Wagner, “um projeto importante como esse não poderia simplesmente ser demonizado”. O governador se refere às críticas que são feitas ao projeto por militantes em favor da preservação ambiental.

Wagner defende que “o ponto de equilíbrio é a alma da democracia”. Ele sustenta que o projeto do Porto Sul cumprirá todas as exigências do Ibama e aposta no complexo logístico como algo “de grande importância para o surgimento de um novo ciclo de desenvolvimento no Sul da Bahia, com capacidade para atrair novos empreendimentos para a região”.

OFICINA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Local é considerado perfeito para o ecoturismo e o turismo rural

O potencial para o desenvolvimento de uma economia sustentável na região da Serra do Córrego Grande, em Ibicaraí, será debatido em uma oficina que acontece neste domingo, 11, na Fazenda Serrinha, naquele município, situado a 40 quilômetros de Itabuna. O evento, idealizado pelo Movimento Cacau Verde, começa às 8h30 e está previsto para encerrar às 17 horas.

Na pauta, estão a discussão de propostas para a preservação de nascentes e o desenvolvimento de projetos de ecoturismo, turismo rural e esportes radicais, além de demandas relacionadas à melhoria do acesso e a implantação do programa Luz para Todos na região, onde vivem 38 famílias.

MINISTRO DOS TRANSPORTES PARTICIPA DE COMEMORAÇÃO DOS 100 ANOS DA ACI

ACI tem se envolvido nos grandes debates sobre o desenvolvimento da região

Um grande evento é preparado para comemorar o primeiro centenário da Associação Comercial de Ilhéus (ACI), instituição que desde o início do século XX tem sido protagonista do debate em torno do desenvolvimento da região. De acordo com o presidente da ACI, empresário Nilton Cruz, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é uma das presenças já confirmadas para a cerimônia, programada para o próximo dia 30, na sede da entidade.

Passos fará uma palestra sobre o complexo logístico Porto Sul, que aguarda licença ambiental do Ibama para se implantar em Ilhéus. O projeto é mais um que a ACI defende, juntando-se a outras bandeiras pelas quais ela se mobilizou no passado, a exemplo do Porto do Malhado, rodovia Ilhéus-Itabuna e a criação da Ceplac e da Uesc.

“A história da ACI se confunde com a própria história da Região Cacaueira, com a entidade participando e encampando os movimento que, ao longo deste século, contribuíram para o desenvolvimento regional”, afirma Nilton Cruz.

A solenidade comemorativa, no final deste mês, também prestará homenagem a personalidades que marcaram a história da ACI.

JABES RIBEIRO: “SE TIVERMOS UMA VISÃO AMPLA, TODOS VAMOS CRESCER”

ENTREVISTA

Prefeito eleito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP) fará a partir de 1º de janeiro de 2013 seu quarto mandato à frente do município. Ele venceu as últimas eleições a bordo de uma aliança formada por 16 partidos, e talvez uma de suas tarefas mais complicadas será compor os diferentes interesses de um grupo heterogêneo. Nesta entrevista concedida ao PIMENTA, Jabes assegura que em seu governo não haverá loteamento de cargos e a ocupação das funções levará em conta, além da indicação política, o perfil do indicado. O futuro gestor fala ainda, entre outros assuntos, sobre a questão dos precatórios, que trava o governo ilheense, e as perspectivas do município com a implantação do Porto Sul. Jabes diz defender o desenvolvimento sustentável e salienta: “não sou ecochato nem irresponsável”.

A entrevista com Jabes Ribeiro abre a série que o PIMENTA fará com prefeitos eleitos no Sul da Bahia. Confira abaixo os principais trechos:

PIMENTA – Esta última eleição em Ilhéus mostrou uma população dividida e aparentemente desestimulada com a política. Mais de 33 mil ilheenses deixaram de votar e houve ainda 3.115 votos brancos e 6.105 nulos. O senhor acha que esses números refletem a descrença do eleitorado?

Jabes Ribeiro – De forma alguma. Ilhéus tradicionalmente tem um alto índice de abstenção, primeiro em função da área rural, que é muito grande, e muitos eleitores moram em fazendas. Antigamente, havia o hábito de se fazer o transporte dessas pessoas, mas isso não é mais possível em função da legislação e a justiça eleitoral não toma as providências para viabilizar o deslocamento dos eleitores. Por outro lado, no dia anterior à eleição o tempo não estava bom. Na véspera choveu muito e eu acho que isso foi um fator decisivo para essa abstenção.

PIMENTA – O município enfrenta precariedade em diversos setores, inclusive nos mais essenciais, que são saúde e educação. O senhor já definiu uma estratégia para superar as dificuldades e fazer com que a população possa ter um serviço público mais qualificado?

JR – Ilhéus vive uma situação extremamente grave em todos os setores. Eu fiz uma visita ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e, conversando com alguns técnicos, pessoas que conhecem a realidade de Ilhéus, a constatação é de que o quadro é assustador. O município tem as suas contas rejeitadas desde de 2006. Isso significa que, sucessivamente, O tribunal tem dado parecer contrário, basicamente em função, entre outros, de três itens: problemas na saúde, educação e na área de pessoal. São questões graves. Por outro lado, você tem uma desorganização financeira tal que acaba prejudicando os serviços essenciais. Não funcionam limpeza urbana, iluminação pública, saúde, educação, as estradas rurais se encontram em péssimo estado. Não é uma situação simples, nós já tínhamos essas informações e ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI.
PIMENTA – Esse cenário exige a definição de prioridades. O que já se vislumbrou nesse sentido?

JR – Aproveitando até declarações do prefeito, quando estive com ele, de que tem interesse em contribuir com a transição, nós esperamos que na prática isso aconteça. Nesta segunda-feira (29), nós estaremos entregando ao prefeito um ofício, no qual fazemos algumas solicitações. Entre elas, apresentamos o grupo que vai colher os dados dentro da comissão de transição, de acordo com Resolução do TCM. Essa coleta de dados será muito importante para fazermos um diagnóstico. Com ele é que nós teremos condições de tomar as medidas necessárias, primeiro no sentido de saber qual a estrutura administrativa possível, dentro da realidade do município, e a partir daí definir a equipe de governo para que possamos adotar as providências já no início da administração, procurando arrumar a cidade, organizar as finanças e, efetivamente, trabalhar para melhorar os serviços essenciais.

 

Ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI.

 

 

 

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PREFEITOS DO OESTE DEFENDEM FERROVIA QUE LIGARÁ O MAR AO SERTÃO

Obras da Fiol no sertão baiano (foto Alberto Coutinho)

Prefeitos da região oeste da Bahia resolveram entrar na mobilização em defesa dos projetos que visam a implantar uma nova logística de transportes no Estado, eliminando deficiência histórica que prejudica o setor produtivo. Um manifesto assinado pela Associação de Municípios da Serra Geral e Bacia do São Francisco (Amavale) defende especificamente a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul.

No documento, a associação que reúne 26 municípios afirma que a Fiol e o porto “abrirão as fronteiras do sertão para o mundo”.  O presidente da Amavale, José Barbosa, prefeito de Caetité, declara que esteve na audiência pública realizada em outubro de 2011 pelo Ibama, em Ilhéus, para discutir os impactos do Porto Sul, e aponta que “organizações que não têm nada a ver com a Bahia estavam se opondo à implantação do projeto”.

Barreira diz que o interesse da Amavale é participar do debate sobre “o projeto como um todo, os impactos, como eles podem ser amenizados e as possibilidades de desenvolvimento que a proposta trará para nossa região”. O prefeito acrescenta que o crescimento da Bahia “não pode ser negado em função do interesse de poucos”.

VIVEIROS: “O PORTO SUL TRARÁ PARA ESTA REGIÃO UMA IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA INÉDITA”

Entrevista com o presidente da Bamin (publicada originalmente no Jornal Agora)

A despeito da polêmica, o projeto Porto Sul, do Governo da Bahia, aponta inegavelmente para um horizonte de desenvolvimento para a região. Parceira do governo no empreendimento, a Bahia Mineração (Bamin) pretende construir em Ilhéus, agregado ao Porto Sul, o seu Terminal de Uso Privativo (TUP) para escoar o minério de ferro, inicialmente da jazida de Caetité, mas que no futuro poderá receber também o minério procedente do norte de Minas Gerais, onde a ENRC, empresa que controla a Bamin, realiza estudos. Em entrevista ao Jornal AGORA, o presidente da empresa, José Francisco Viveiros, afirma que a parceria da BAMIN com o Estado faz parte de um complexo logístico que permitirá ao sul da Bahia escoar uma variedade de cargas, que inclui soja, algodão e outros grãos, além de clínquer (usado na produção de cimento), fertilizantes e etanol. O presidente da Bamin também afirma que a empresa tem como um de seus pilares o compromisso com as comunidades nas quais terá influência e exigirá “o mesmo comprometimento social” das empresas que serão contratadas para a construção do TUP.

Qual a expectativa da Bamin com relação ao licenciamento ambiental do Porto Sul?
José Viveiros – O processo de licenciamento do Porto Sul, do qual o nosso Terminal faz parte, está sendo conduzido pelo Governo da Bahia. Como parceiros desse empreendimento, nós observamos que todas as ações relativas ao licenciamento ambiental vêm sendo conduzidas de maneira correta e com toda transparência. Foram realizadas mais de 30 reuniões com comunidades e grupos como pescadores, empresários e jornalistas. Além de Ilhéus, essas reuniões ocorreram em outros municípios da região e todo esse trabalho de informação culminou na maior audiência pública já realizada pelo Ibama no Estado da Bahia. A audiência reuniu mais de 3.700 pessoas e foi uma grande oportunidade para esclarecer sobre o empreendimento em todos os seus aspectos, além de ouvir as sugestões e críticas da população.

JORNAL AGORA – O Porto Sul terá impactos positivos e negativos. O que pesa mais nessa balança?
José Viveiros – Primeiramente, é importante lembrar que os benefícios do Porto Sul são muito mais abrangentes do que vem se falando por aí. O Brasil precisa de portos para poder seguir com seu processo de desenvolvimento. A costa da Bahia tem quase 1000 km de extensão e não é possível que uma pequeníssima faixa não possa ser usada para a construção de portos. Se fosse assim, o sertão semiárido não teria nenhuma esperança de, um dia, ver o progresso chegar, melhorando as condições de vida locais. Se fosse assim, a nova fronteira agrícola do oeste do Estado não teria possibilidade de expansão. Se fosse assim, a ligação entre o Atlântico e o Pacífico, tão sonhada por brasileiros e vizinhos da América do Sul, nunca poderia se concretizar. O progresso tem sempre impactos negativos. Asfaltar ruas e estradas, iluminar casas, trazer água, esquentar a comida e dispor o lixo são coisas corriqueiras e indispensáveis, que produzem impactos negativos muito significativos. Porém o que deve ser lembrado é que ninguém está preparado para abrir mão disto. O Porto Sul é uma alavanca para que muitos brasileiros possam passar a ter acesso às coisas anteriormente mencionadas. O Estudo de Impactos Ambientais foi realizado por técnicos da maior competência, com critérios científicos bastante rigorosos. Esse estudo não somente diz quais são os impactos, mas procura apontar os caminhos para ameniza-los

JORNAL AGORA – Por que a Bamin escolheu escoar minério de ferro por Ilhéus?
José Viveiros – São várias razões e a principal delas é o fato de Ilhéus possuir uma forte vocação para as atividades portuárias e uma população empreendedora e acolhedora, que nos recebeu muito bem. Além disto, o Governo do Estado já tinha a pretensão de construir o Porto Sul em Ilhéus, depois de analisar outras áreas, como Campinhos e Aratu. Nenhuma delas foi considerada tão boa para o empreendimento como Ilhéus e, além de tudo, existe o entendimento de que o porto irá atrair desenvolvimento para a região, descentralizando a economia.

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PORTO SUL: UM NOVO DESENHO NO MAPA ECONÔMICO DA BAHIA?

Levi Vasconcelos | tempopresente@grupoatarde.com.br

 

O Porto Sul só vai perder em movimento para Tubarão (Vitória), com 108 milhões de toneladas, e Itaqui (São Luiz do Maranhão), com 85 milhões.

 

Afinal, o que simbolizam os investimentos de R$ 10 bilhões para a construção do Porto Sul, em Ilhéus? Está mesmo havendo uma ‘revolução no interior baiano’, como dizem os governistas?

Empresários e políticos, a começar pelo governador Jaques Wagner, levantaram a suspeita de que a guerra ‘ambientalista’ deflagrada por artistas globais em defesa da Ponta da Tulha, em Ilhéus, área onde originalmente seria implantado o Porto Sul, não é tão pueril como os protagonistas quiseram fazer parecer.

Ali havia, ao que se disse, não um cântico de amor à natureza, mas sim uma ação orquestrada por segmentos incomodados com a viabilização do projeto. Até porque os tais ‘globais’, nunca levantaram a voz contra outras ‘agressões’ bem mais na tampa dos olhos deles, como a sucessão de portos, tanques e tubos da Petrobras que ponteiam a Baía de Guanabara ou mesmo o vasto cabedal de agressões nas cercanias de São Francisco do Conde, a terra da Refinaria Landulpho Alves, onde o ator Lázaro Ramos, um dos ‘globais’ em apreço, nasceu e se criou. Aliás, a bem da verdade, nem eles, nem a Globo e nem a mídia sulista em geral, todos irrigados com a dinheirama que a Bacia de Campos gera.

Curioso é que o cenário do embate baiano é justamente Ilhéus, a bela Ilhéus, pujante antes da vassoura de bruxa aniquilar o cacau, e hoje sentindo na pele a pobreza que a praga perversa impôs à região. Ilhéus, que nos áureos tempos já teve cinco concessionárias de carros, hoje não tem nenhuma. Não é de graça que os ilheenses mandaram ‘os globais às favas’. Em todas as pesquisas lá feitas, o menor índice de aprovação ao porto foi de 81%.

A pendenga arrefeceu depois que o governo decidiu mudar o lugar do Porto Sul, um pouco mais ao sul da Tulha. Como num passe de mágica, ‘os globais’ sumiram. No tititi que se seguiu à guerra dos ‘estrangeiros notáveis’ querendo ditar regras num pedaço de chão bonito por natureza e socialmente combalido por uma desgraça que se alastrou com a virulência de uma peste voraz, se disse de tudo. Até que alguns deles, inclusive os Marinho (os donos da Globo), são donos de terras por lá. Por isso ou aquilo, ficou parecendo que resolveram o problema deles e se deram por satisfeitos. Como se a natureza exuberante no trecho estivesse apenas na Tulha.

OS INDICADORES DA VIRADA
O que ficou de concreto: ou ‘os globais’ são os únicos inimigos do Porto Sul, ou são a parte visível dos incomodados com o empreendimento. Para se ter pequena ideia, das 600 mil toneladas da safra de algodão produzidas no Estado, 300 mil são exportadas pelos portos de Paranaguá, no Paraná, ou Santos, em São Paulo (o resto fica no mercado interno). É muito longe, o que encarece os custos de exportação. É exatamente no encurtamento das distâncias que o agronegócio, aí incluso o oeste baiano, vislumbra suas perspectivas de aumento de competitividade. São 700 quilômetros a menos.

Bom para os produtores, ruim para quem vai perder cargas. As cinco milhões de toneladas da produção do agronegócio baiano são poucas para justificar investimentos de tamanha monta, é bem verdade. O novo porto vem azeitado pela abertura de novas fronteiras econômicas nutridas pela expansão da mineração e outros empreendimentos em andamento. Some-se a isso a privilegiada posição do ponto de vista nacional. Ele já nasce grande.

No conjunto, a Bamin (empresários do Cazaquistão), em Caetité; a WMR (de João Cavalcante com ingleses e norte-americanos); Sulamericana Metais (Votorantim com os chineses), em Grão Mogol (MG); todos produzindo pellet feed (concentrado de ferro), totalizam, conforme as previsões, algo em torno de 70 milhões de toneladas.

A eles devem se agregar a Magnesita, em Brumado, com mais duas milhões de toneladas de óxido de magnésio, talco e outros; a Rio Tinto (Alcoa), em Amargosa, com de 5 a 10 milhões de toneladas de alumina (matéria prima do alumínio). Tais expectativas geram outra: o Porto Sul, só vai perder em movimento para Tubarão (Vitória), com 108 milhões de toneladas, e Itaqui (São Luiz do Maranhão), com 85 milhões.

E mais. Se o algodão do oeste tinha que ir para o sul, o mesmo acontece com os produtores de Goiás, Tocantins e afins. O novo porto será o mais próximo da área central do Brasil. É concorrência nova para a estrutura já existente. O pique do avanço está agora na dependência da crise na Europa. Se ela parar por aí, ótimo para os europeus e para nós. Se avançar, ruim para todos. Mas seja como for, para já ou um pouco mais tarde, uma nova história está sendo escrita.

Levi Vasconcelos é jornalista.

ITABUNA, UMA CIDADE BIPOLAR

Valéria Ettinger | lelaettinger@hotmail.com

Sinceramente, o que espero de 2012, o ano das grandes mudanças, é que um raio caia na cidade de Itabuna e possamos encontrar um remédio para combater essa bipolaridade política.

Quando eu era criança ouvia os adultos dizerem: Itabuna é o ouro da Bahia. Itabuna é a cidade que sustenta o Estado da Bahia. No campo da moda Itabuna, estava sempre à frente da capital Salvador e, por ser assim tão promissora, até os filhos dos grandes políticos da Bahia tinham costume de dar uns “bordejos” para o lado de cá.

Mas, no quesito política, Itabuna nunca foi tão inovadora assim.

Vejo que nos últimos 30 anos a cidade não evoluiu, significativamente. Alguns até dizem: foi a crise do cacau que gerou tudo isso. Mas não me refiro a crescimento econômico, visto que fatores econômicos são cíclicos e novos arranjos se fazem para movimentar a economia de um centro, como ocorreu por aqui com a chegada das faculdades particulares, das indústrias e dos investimentos privados no comércio local. Refiro-me a uma estagnação política, sem inovação, sem resolutividade e sem perspectivas de mudança.

Uma política baseada em uma dicotomia de grupos políticos. Fico a pensar: será que o ranço dos tempos dos coronéis, ainda, está impregnado no inconsciente do povo itabunense e, por isso, os itabunenses não conseguem enxergar ou até fazer surgir novas lideranças capazes de quebrar com essa bipolaridade ou mudar o modo de fazer política local?

Vejo muito dinheiro e tempo jogados fora, pois como é comum na política brasileira o “se o meu antecessor é oposição ou inimigo político não darei continuidade ao seu trabalho para não valorizá-lo”. Começarei uma nova ideia e um novo serviço. Muda-se inclusive o layout da prefeitura! Ora, mas a prefeitura não é a mesma? Para que mudar? O povo não sabe que o prefeito mudou? E, assim, o dinheiro público escoa pelo esgoto sem retorno direto à população.

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PORTO SUL – BOM SENSO PREVALECENDO

Alan Dick Megi

 

Muitos não entenderam ou não quiseram entender e me colocaram no rol dos que eram contrários ao porto, reduzindo e desqualificando o diálogo e a análise técnica para uma simplória discussão de ser “contra ou a favor” do porto sul.

 

Desde o início das discussões sobre a construção do Porto Sul em nosso município, eu tive a oportunidade de emitir minhas opiniões de forma clara, deixando-as registradas “por escrito” nos jornais ou nos blogs.

Para relembrar, nas minhas colocações deixava claro o meu contentamento com a possibilidade de novos investimentos em infra-estrutura, porém tive posição frontalmente contrária à sua localização na Ponta da Tulha, principalmente da área de 1700 hectares desapropriada pelo Governo do Estado, a qual seria inicialmente destinada a uma zona portuária e industrial ao longo do litoral norte, entre o loteamento Jóia do Atlântico e a Ponta da Tulha. Em minha posição contrária a essa localização, argumentava eu que se tratava de uma área ambientalmente frágil e ao mesmo tempo extremamente importante para o desenvolvimento turístico do município. Que poderíamos perfeitamente ter um novo porto sem perder tão importante zona de desenvolvimento urbano e turístico. Bastaria que mantivéssemos a zona portuária e industrial com seus galpões, depósitos e indústrias do outro lado do rio Almada, mais próximo ao Distrito Industrial e à rodovia BA-262 (Ilhéus/Uruçuca) em ligação com a futura ZPE. No texto uma “Parábola Tupiniquim”, fazendo uma analogia com nossas residências, dizia eu que uma máquina de lavar roupa, muito necessária e importante para a família, não deveria ser instalada na sala de visitas e sim na área de serviço da casa. Para aqueles que diziam que “não se podia fazer omelete sem quebrar os ovos”, eu respondia que a omelete poderia ser feita e quebrados quantos ovos fossem necessários, porém deveria ser feita na cozinha e não no meio da sala.

Muitos entenderam e concordaram, mas muitos não entenderam ou não quiseram entender e me colocaram no rol dos que eram contrários ao porto, reduzindo e desqualificando o diálogo e a análise técnica para uma simplória discussão de ser “contra ou a favor” do porto sul. Essa simplificação, que beirava o ridículo, gastou energia e tempo que atrasaram as análises e estudos verdadeiramente importantes sobre a melhor forma e melhor local para implantar o novo e importante equipamento de infra-estrutura, de forma a possibilitar enormes ganhos com mínimas perdas para toda a região.

Mas as questões puramente urbanísticas nem sempre tem importância frente aos grandes interesses econômicos ou às decisões politicamente equivocadas. Mas, por sorte, a área inicialmente escolhida era tão inapropriada em todos os sentidos, principalmente na questão ambiental, esta sim com força suficiente para frear os ímpetos vorazes do pseudo-desenvolvimento baseado apenas nos lucros de alguns, determinou a necessidade de encontrar outro sítio para a sua implantação.

Com isso os projetos se voltaram para as áreas situadas a oeste do rio Almada, próximo a Aritaguá, ao Distrito Industrial e à ZPE.

Exatamente como eu sugeria!

Que bom! O bom senso está prevalecendo! Pelo menos do ponto de vista urbanístico estamos de acordo.

Agora, que sejam feitos todos os estudos para minimizar os impactos ambientais, assunto que eu não tenho conhecimento técnico suficiente para opinar, portanto, com a palavra os biólogos, hidrologistas e demais especialistas em meio ambiente que podem contribuir para que seja possível a implantação deste tão importante investimento.

Mas não nos esqueçamos de lutar decisivamente para que sejam elaborados todos os planos de desenvolvimento do município de forma a garantir que tenhamos um investimento ainda maior do que o investido nas instalações portuárias, em habitação, saúde, educação, saneamento básico, infra-estrutura viária e segurança, pois a região precisa crescer com harmonia para não inchar no meio do caos e da desordem.

É preciso que fique bem claro e bem documentado que esses investimentos serão feitos dentro de um cronograma pré-estabelecido e com as responsabilidades de cada esfera governamental e de cada empresa privada, devidamente claras e aprovadas em documentos públicos, para que no futuro, a sociedade, junto com o Ministério Público, possa cobrar de cada órgão ou empresa, o cumprimento de suas obrigações.

Se assim se fizer, que venha o Porto Sul, que venha a ferrovia, que venham os empreendimentos turísticos. Que venha o desenvolvimento sustentável.

Alan Dick Megi é arquiteto, especialista em Planejamento Urbano e Gestão de Cidades.

(Artigo extraído do site R2C Press)






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