WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba



policlinica





outubro 2019
D S T Q Q S S
« set    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

editorias






:: ‘Dia Internacional da Mulher’

MULHER!

Jaciara Santos PrimoreJaciara Santos | [email protected]

 

Imediatamente as lágrimas vieram aos meus olhos e fiquei ali observando uma amiga dar força à outra e, instantaneamente, aquelas duas amigas se abraçaram e compartilharam tamanha cumplicidade que me fez indagar uma vez mais: “De onde vem tanta força?”.

 

Ao longo dos anos, a mulher conseguiu novos direitos. Refiro-me mais especificamente às conquistas pelos direitos trabalhistas e pelas leis de proteção à mulher, que ganha notoriedade a cada dia.

Porém, falo hoje do espaço que nós mulheres estamos ganhando no mercado de trabalho, nas faculdades, no caminho em busca de maior aprendizado para evoluirmos em nossas carreiras e vidas. A mulher busca qualificar-se melhor e aprender mais, mesmo com todos os desafios e dificuldades.

Enfrentamos a vida com muito amor e bom humor. Ao mesmo tempo em que lidamos com uma jornada de trabalho às vezes fatigante e desafiadora, chegamos a casa para cuidar de nossa família.

Muitas vezes observo o exemplo de algumas mulheres e penso… “De onde vem tanta força”?

Em uma de minhas caminhadas pela cidade, encontrei duas senhoras conversando e compartilhando suas experiências… Reparei quando uma disse a outra: “Não desista, se a vida te enche de desafios é porque, com certeza, com a força que você tem irá superá-los. O que é um câncer para te derrubar?”

Imediatamente as lágrimas vieram aos meus olhos e fiquei ali observando uma amiga dar força à outra e, instantaneamente, aquelas duas amigas se abraçaram e compartilharam tamanha cumplicidade que me fez indagar uma vez mais: “De onde vem tanta força?”.

:: LEIA MAIS »

EU RECEBO FLORES, MAS CONTINUO INVISÍVEL

Valéria Ettinger1Valéria Ettinger | [email protected]

Enquanto “houver uma mulher em condições não dignas, isso irá repercutir em todas as mulheres” e, assim, todas nós estaremos aprisionadas, sendo conduzidas pelos valores machistas.

Eu recebo flores, mas preciso lutar por igualdade;

Eu recebo flores, mas meu salário é menor que o dos homens;

Eu recebo flores, mas tenho dificuldade de conseguir emprego por causa da maternidade;

Eu recebo flores, mas não tenho o direito de usar a roupa que quero porque sou estigmatizada;

Eu recebo flores, mas dizem que tenho culpa se sou violentada;

Eu recebo flores, mas não existem políticas públicas para a minha saúde enquanto mulher trabalhadora urbana, rural, das florestas e ou do mar;

Eu recebo flores, mas ainda sou tratada como objeto a ser consumido;

Eu recebo flores, mas meu corpo é tratado como uma propriedade privada;

Eu recebo flores, mas dizem que se sou do lar não faço nada e se sou mulher trabalhadora tenho que enfrentar jornadas triplas, sem ajuda e sem reconhecimento;

Eu recebo flores, mas as instituições ainda me tratam com indiferença, escárnio ou dúvida;

Eu recebo flores, mas a CPMI da Violência contra a Mulher ressaltou o assassinato de 43,7 mil mulheres no País entre 2000 e 2010, 41% delas mortas em suas próprias casas, muitas por companheiros ou ex-companheiros;

Eu recebo flores, mas a cultura machista me prendeu em uma identidade de submissão e fraqueza;

Eu recebo flores, mas dizem se sou independente e tenho um bom salário sou uma ameaça aos homens;

Eu recebo flores, mas não posso deixar de enfrentar ou me permitir ser maltratada;

Eu recebo flores, mas ninguém pode me condenar se eu resolver praticar um aborto. As consequências são minhas;

Eu recebo flores, mas gostaria que as mulheres não criassem seus filhos no padrão da cultura machista;

Eu recebo flores e continuarei lutando para que outras mulheres não sofrerem estupros sejam eles individuais ou coletivos;

Eu recebo flores, mas ainda preciso de uma lei que puna severamente os crimes contra a minha integridade física e moral;

Eu recebo flores e gostaria de ver todas as mulheres estudando e trabalhando;

Eu recebo flores e todos os anos, no Dia Internacional da Mulher, lembrarei que nós, mulheres, precisamos nos reconhecer enquanto sujeitos de direitos, nos unirmos em favor de outras mulheres em estado de vulnerabilidade e jamais nos julgarmos por nossas atitudes. Devemos minar cotidianamente todos os espaços de discriminação, romper com os estereótipos, não aceitar e nem reproduzir atitudes sexistas. E, sobretudo, tomar muito cuidado com a criação das filhas e (dos filhos), rejeitar os modelos de feminilidade, desobedecer os códigos de conduta impostos pela divisão sexual do trabalho: mulher não ri assim, não sente e anda assim, não faz, não pode. O feminismo é política e teoria, mas é também um estilo de vida, uma forma de estar no mundo. Trata-se da politização da experiência pessoal (GOMES, 2012, p. 29), pois enquanto “houver uma mulher em condições não dignas, isso irá repercutir em todas as mulheres” (TELES, 2012, p.29) e, assim, todas nós estaremos aprisionadas sendo conduzidas pelos valores machistas.

Valéria Ettinger é professora universitária e assessora do TJ-BA.

:: LEIA MAIS »

PROGRAMAÇÃO PARA O DIA DA MULHER

Intervenções teatrais, panfletagem, mesa redonda e exposições sobre violência contra a mulher farão parte da programação que os coletivos Marcha das Vadias,  LGBT Uesc, Feminista Maria Quitéria e o Ciclo de Encontros das Margaridas prepararam para o Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

As intervenções, seguidas de panfletagem, ocorrerão em diversos bairros de Itabuna, nos horários das 7h às 8h e das 11h às 14h, contando com a participação de militantes e artistas.

Na Uesc, uma programação com mesa redonda e exposições será desenvolvida ao longo de todo o dia.

ALÔ, DILMA: VERBA DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER CAI 23%

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Mas, infelizmente, os números da violência contra o chamado “sexo frágil” ainda são preocupantes. Segundo pesquisa realizada no ano passado em 25 estados do país pela fundação Perseu Abramo, em parceria com o SESC, a cada dois minutos cinco mulheres são agredidas fisicamente.

E, mesmo com o aumento de 13% das verbas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), o valor liberado para o principal programa da pasta caiu 22% em relação ao que foi efetivamente gasto no ano passado (veja tabela).

Em 2010, o programa de “combate à violência contra as mulheres” foi o mais bem executado pela secretaria. Foram gastos R$ 45,7 milhões, incluindo os “restos a pagar”, dívidas acumuladas em anos anteriores que foram pagas no ano passado. Para 2011, somente R$ 36,9 milhões foram autorizados para serem gastos em projetos de ampliação e consolidação da rede de serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência. Leia mais no Contas Abertas.






WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia