Palavra-chave ‘documentário’

PIMENTA DO DIA

Comentário do produtor José Roberto Benjamin no post “Documentário expõe lado obscuro (da produção) de chocolate na África“, que denuncia escravização de crianças em lavouras de cacau em Gana e Costa do Marfim:

É esse cacau que, manchado com sangue e suor de crianças, ainda é misturado com cadáveres em putrefação de africanos clandestinos durante a travessia da África para Ilhéus. E se transforma em chocolate. Feliz Páscoa!!!

DOCUMENTÁRIO EXPÕE LADO OBSCURO DO CHOCOLATE NA ÁFRICA

O lado negro do chocolate é documentário produzido pelo jornalista dinamarquês Miki Mistrati. Ele decidiu investigar a origem do cacau que abastece grandes multinacionais, como Barry Callebaut, Nestlé e Mars. A maior parte da produção de cacau é originária do continente africano.

Gana, Mali e Costa do Marfim são países visitados pelo jornalista. O documentário revela, além da trabalho escravo infantil, o tráfico de crianças em Mali. Elas são vendidas a fazendeiros de cacau. O documentário tem pouco mais de 45 minutos e revela o lado obscuro da produção de cacau na África. E parte dessa produção abastecia/abastece a indústria moageira e de chocolate no Brasil. O vídeo é (boa) sugestão de leitor. Para assistir, basta clicar no play.

SPIKE LEE NA BAHIA…

spike na ba

SPIKE LEE ENTREVISTA ACM NETO, WAGNER E ARTISTAS BAIANOS

Spike Lee entrevista Wagner, ACM Neto e artistas baianos em Salvador.

Spike Lee entrevista Wagner, ACM Neto e artistas baianos em Salvador.

O premiado cineasta norte-americano Spike Lee (Malcolm X – 1992 e Faça a Coisa Certa – 1989) vai desembarcar mais uma vez em Salvador nos próximos dias. Mas, por enquanto, a agenda do diretor indicado duas vezes ao Oscar não inclui samba, axé nem folia.

Acompanhado pela Paranoid, empresa de Heitor Dhalia e Tatiana Quintella escolhida para produzir seu novo documentário, Lee vem à capital baiana para fazer mais entrevistas para Go, Brazil Go e vai registrar o desfile do Afródromo, no domingo de Carnaval.

Em sua nova visita, o diretor de filmes como 4 Little Girls e Faça a Coisa Certa conversará com políticos de diferentes forças partidárias, artistas da nova cena musical brasileira, líderes de diferentes movimentos políticos e sociais locais e representantes do Candomblé.

Entre as figuras a serem entrevistas, estão Ivete Sangalo, o presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues, ACM Neto, Jacques Wagner, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Alberto Pitta e Mãe Stella de Oxóssi. Leia mais no iBahia.

FUTEBOL E HISTÓRIA NO CINECLUBE

A incrível façanha da Seleção de Futebol de Itabuna, que conquistou o hexacampeonato baiano entre 1957 e 1966, é contada no curta-metragem “Do goleiro ao ponta-esquerda”, de Leandro Guimarães, em exibição nesta terça-feira, a partir das 19 horas, no Cineclube Équio Reis (Casa dos Artistas de Ilhéus).

Também será apresentado na mesma sessão o filme “Do 50 ao Centenário”, um documentário sobre a evolução da principal avenida de Itabuna e sua importância econômica e social para a cidade. O curta foi produzido por Ana Luísa Coimbra, Leonardo Bião e Polliana Alves.

O cineclube destaca até fevereiro do ano que vem a produção audiovisual de acadêmicos da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Após os filmes, há sempre um debate sobre assunto relativo ao que foi exibido. Nesta terça, a discussão será acerca do tema “A importância do registro histórico regional”.

TRAGÉDIA INOMINÁVEL NAS TERRAS DO CACAU

Ricardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

É impossível assistir ao filme sem ficar permanentemente com um nó na garganta e um embrulho no estômago, além do sentimento de impotência diante da crueldade.

A dispersão da praga da vassoura-de-bruxa na região cacaueira não foi algo natural e isso ficou totalmente comprovado em inquérito conduzido pela Polícia Federal há alguns anos. As investigações não conseguiram apontar os autores, mas concluíram que a forma como a doença se instalou denuncia um “modus operandi” todo especial, um plano macabro e destruidor, um ato humano deliberado, como sugere o excelente e fundamentado documentário produzido por Dilson Araújo.

O filme traz uma série de depoimentos e documentos oficiais, além de histórias de perdas financeiras, familiares e humanas ocorridas nessas terras a partir do fim dos anos 80 do século passado. Foi o fim de uma era, e é impossível traduzir em palavras a tragédia que se deu nessa região, onde mais de 250 mil trabalhadores perderam seus empregos nas fazendas de cacau e o êxodo para as cidades chegou a 800 mil pessoas.

Pesquisadores ouvidos no documentário atestam que o inchaço das favelas e todos os problemas sociais que vieram a reboque, como a falta de infraestrutura e a violência, têm relação direta com a bruxa que assombrou a região. Suas consequências foram também ambientais, com a destruição do sistema da cabruca em 600 mil hectares de fazendas. Muitas áreas onde a Mata Atlântica permanecia intacta, em uma convivência produtiva e ecológica de mais de dois séculos, foram transformadas em pastagens e a madeira nativa foi alimentar as serrarias.

Tragédia. Crime. Holocausto. Genocídio. Qual a palavra certa para descrever o que se deu nessa região? O Nó apresenta várias, sem deixar de mostrar que os cacauicultores foram vítimas duas vezes. Uma quando a vassoura se instalou, com galhos amarrados diligentemente por mãos assassinas; a outra quando a Ceplac recomendou providências equivocadas, que levaram os produtores a assumir dívidas que lhes atormentam até hoje. Os bancos exigem que eles paguem pelo que não surtiu efeito e o governo não assume o ônus pela falha.

É impossível assistir ao filme sem ficar permanentemente com um nó na garganta e um embrulho no estômago, além do sentimento de impotência diante da crueldade. São histórias destruídas, vidas destroçadas, uma cultura secular que deixou de existir por obra e graça de alguma ideia psicótica. De quem? A polícia diz que não sabe.

Não por acaso, O Nó é narrado quase num sussurro, por uma voz que parece ser de alguém que fala em meio a um velório. O tom é triste, o filme fala de morte.

Ricardo Ribeiro é editor do Cenabahiana.

DOCUMENTÁRIO GANHA ESPAÇO NA “CAROS AMIGOS”

O documentário O Nó – Ato humano deliberado, do cineasta baiano Dilson Araújo, que tenta resgatar passo-a-passo a introdução do fungo da vassoura-de-bruxa nas plantações de cacau do Sul da Bahia, ganhou espaço fora do eixo Ilhéus–Itabuna e do estado. O filme mereceu espaço na seção de Cultura, da revista de esquerda Caros Amigos, que chegou às bancas nesta semana.

Produzido a partir de depoimento de personagens públicas e produtores de cacau, o filme foi lançado no Festival de Cinema da Bahia (Feciba), em Ilhéus. A obra circula em circuito alternativo de cineclubes, destaca a publicação. Dilson Araújo é entrevistado e reafirma que o título faz referências à maneira como galhos contaminados foram amarrados em plantas saudáveis, disseminando o fungo.

Nas respostas, o diretor cita inquéritos inconclusos da Polícia Federal e Ministério da Agricultura. E também relata a omissão do governo em ajudar produtores a sair do buraco. “A doença reduziu de 320,5 mil toneladas/ano para 191,1 mil toneladas, enquanto a participação do Brasil no mercado internacional caiu de 14,8% para 4%, segundo dados de órgãos ligados à agricultura”, cita a publicação.

DOCUMENTÁRIO “O NÓ” É DESTAQUE NO FESTIVAL DE CINEMA BAIANO EM ILHÉUS

Abordagem do fato histórico a partir dos relatos dos depoentes e do conteúdo de documentos oficiais, o documentário O Nó: Ato humano deliberado, do diretor Dilson Araújo, promete esquentar de vez a 2ª edição do Festival de Cinema Baiano (FECIBA). Com 1h08min de duração, a obra será exibida às 20h30min desta quarta-feira, 4, no Teatro Municipal de Ilhéus.

Em entrevista publicada ontem em jornal de Salvador, o diretor que também é servidor público, designer e pesquisador nega que a obra cinematográfica contenha algum juízo valor, mas apenas registraria o fato histórico com todas as implicações sociais, econômicas e políticas que a doença causou no Sul da Bahia. Araújo diz que mostra relatório final do inquérito aberto pela Polícia Federal concluído em 2006, onde afirma houve crime, mas não aponta culpados.

O documentário fala ainda do fracasso do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira Baiana que teria ampliado o desastre socioeconômico e ecológico sem precedentes na Região Cacaueira. E também aborda a destruição de 600 mil hectares de cacaueiros e dos sonhos de milhares de famílias de cacauicultores, trabalhadores rurais e de comerciantes e exportadores de cacau. Após a exibição haverá bate-papo com o diretor Dilson Araújo.

MEMÓRIAS DO RIO CACHOEIRA

Cena do documentário sobre o Cachoeira (foto Victor Aziz)

O resultado de dois anos de pesquisas sobre a história do rio que tem tudo a ver com o próprio surgimento da civilização grapiúna será apresentado no próximo dia 22, às 19h30min, em um evento no Centro de Cultura Adonias Filho. É o projeto “Memórias do Rio Cachoeira”, uma iniciativa do Núcleo de Produções Artísticas (Nuproart), juntamente com a Panorâmica Produções e a banda Manzuá.

A história do rio é contada por pescadores, lavadeiras, areeiros, entre outras pessoas cuja sobrevivência sempre dependeu do Cachoeira. O trabalho que será apresentado no próximo dia 22 é um CD com 12 músicas compostas a partir de poemas de autores itabunenses como Cyro de Mattos, Valdelice Pinheiro, Daniela Galdino e Ruy Póvoas, e um documentário de 60 minutos.

A iniciativa foi vencedora do edital de Apoio à Produção de Conteúdo em Música no Estado da Bahia, da Secretaria Estadual da Cultura, Fundo de Cultura da Bahia  e Fundação Cultural do Estado.

Abaixo, clipe da música “Correnteza” (letra de Ruy Póvoas), interpretada pela Manzuá:

A HISTÓRIA DO CACHOEIRA

Equipe que produz o documentário

A turma responsável pelo projeto “Memórias do Rio Cachoeira” conclui nesta segunda-feira, 29, a produção do vídeo-documentário que contará a história do rio que se identifica com a cultura grapiúna. Areeiros, lavadeiras, aguadeiros, pescadores, ambientalistas, sociólogos e historiadores estão entre os que foram escolhidos para falar sobre o Cachoeira.

O projeto, que tem o objetivo de contribuir com o registro e preservação da história da região, inclui também um CD com 12 poemas de autores itabunenses. Os poemas estão sendo musicados pela banda Manzuá.

POSITIVAS: MULHERES QUE CONTRAÍRAM HIV NO CASAMENTO

Um alerta às mulheres para o risco de contrair HIV, o vírus da Aids, mesmo em relações estáveis. Essa é a mensagem do documentário “Positivas”, que conta a história de mulheres que foram contaminadas pelos próprios maridos.

O filme será exibido nesta quinta-feira, 11, às 19 horas, no auditório da FTC de Itabuna, com renda revertida em benefício do Gapa (Grupo de Apoio à Prevenção da Aids). Os ingressos serão vendidos no local, a partir das 18 horas.

A diretora do documentário, Susanna Lira, estará presente e vai participar de um bate-papo com o público após a exibição.

Veja o trailer do filme:

A HISTÓRIA DE ITABUNA NA TELA

Os itabunenses terão, nesta sexta-feira, 10, uma oportunidade de  ouro para conhecer um pouco melhor a história de sua cidade. Ela é contada nos documentários “Nos trilhos do tempo”, dirigido por Raquel Rocha, e “Do cinquenta ao centenário – o que conta uma avenida”, de Ana Luísa Coimbra, Leonardo Bião e Poliana Alves.

O primeiro filme destaca a antiga ferrovia que existiu na região até meados do século passado, cujos trens substituíram o lombo de burro no transporte do cacau. O outro narra a evolução da Avenida do Cinquentenário, a principal de Itabuna.

Os dois documentários serão exibidos sexta-feira, a partir das 20 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, com entrada franca.

DOCUMENTÁRIO RETRATA CIVILIZAÇÃO CACAUEIRA

A TVE Bahia exibe, nesta quinta-feira (14), às 23h30, o documentário Os Magníficos, do diretor francês radicado em Salvador Bernard Attal. Produzido pela Ondina Filmes, o documentário retrata a ascensão, queda e superação da lavoura cacaueira do sul da Bahia por meio do drama de três personagens, que tiveram uma queda vertiginosa em seu padrão social e precisaram se adaptar e reconstruir suas vidas a partir de uma nova realidade.

Os Magníficos foi um dos projetos baianos selecionados pela quarta edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DocTV), parceria do Ministério da Cultura com TVs públicas de todo o país e a produção audiovisual independente. Informações da Agecom/BA.