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:: ‘economia’

SE DEPENDESSE DO PODER PÚBLICO…

O arquiteto Fred Costacurta, da Parkia Consultoria, zanzou por oito anos com seu projeto de revitalização da Lagoa Encantada, na zona norte de Ilhéus. Uma proposta grandiosa, capaz de inserir no mapa do ecoturismo internacional uma região belíssima, mas absurdamente ignorada.

Costacurta disse ter procurado, ao longo de todo esse tempo (quase uma década!) uma série de instituições do poder público – do estado e do município – e em nenhuma delas encontrou o apoio necessário ao projeto.

Recentemente, o arquiteto decidiu exibir o plano à iniciativa privada, que costuma ser muito mais rápida do que os governos para enxergar o que é bom e agir. A empresa procurada pelo homem da Parkia foi a Bahia Mineração, que construirá um terminal de embarque de minério na região da Ponta da Tulha, também no litoral norte ilheense. A Bamin solicitou de pronto que a Parkia formatasse a proposta para que as ações pudessem ser empreendidas.

Pode-se dizer que o projeto, apresentado hoje em uma reunião da Associação do Turismo de Ilhéus (Atil), está quase “redondinho”. No setor hoteleiro, prevalece o entendimento de que a revitalização da Lagoa Encantada será a primeira grande ação planejada em prol do turismo ilheense, um setor no qual sempre prevaleceu o improviso e o amadorismo.

Finalmente, parece que essa história começa a mudar.

A GEOGRAFIA DO VOTO

O cientista político César Romero coordena um estudo que examina a “geografia do voto” nas eleições presidenciais de 1989 a 2006 e uma das suas conclusões desmente a história de que o voto no PT é o dos pobres do Norte e Nordeste, beneficiados pelo Bolsa Família, enquanto os do PSDB são os dos ricos do Sul e Sudeste.

A divisão não se dá exatamente dessa forma e o estudo de Romero aponta a existência de uma “cadeia de interesses” a determinar o rumo do eleitor em cada região.

No Nordeste, por exemplo, o voto petista não seria predominantemente do pobre, mas também dos ricos e “remediados”, que se beneficiam indiretamente da política de combate à pobreza. Isto porque os pobres recebem a ajuda financeira, compram no comércio e isso produz um ciclo virtuoso nas economias locais.

Já no Sul, o estudo aponta uma insatisfação do grande empresário exportador, que vê com maus olhos a valorização do real frente ao dólar, causadora de alegados prejuízos às exportações.

E tudo, como sempre foi na história da humanidade, se explica a partir de questões de ordem econômica.

SAI ANUÊNCIA PARA TERMINAL DA BAMIN

Terminal será utilizado no embarque do minério de ferro extraído pela empresa em Caetité

O Conselho Gestor da APA da Lagoa Encantada/Rio Almada se reuniu na manhã deste sábado, 14, em Itajuípe, e aprovou – por 13 votos a 1 e cinco abstenções – a emissão da anuência ao projeto do Terminal de Embarque Privativo da Bamin.

A execução do projeto ainda depende do licenciamento a ser dado pelo Ibama, mas a Bamin vê a decisão da APA como o reconhecimento de que a empresa está trabalhando com respeito à legislação ambiental. O conselho gestor será ouvido pela mineradora baiana para a definição de algumas condicionantes ao seu empreendimento na zona norte de Ilhéus.

Para o vice-presidente da Bamin, Clóvis Torres, a anuência da APA da Lagoa Encantada/Rio Almada dá importante respaldo ao projeto. “Estamos confiantes que a licença o Ibama para o nosso terminal saia ainda este mês”, afirma.

Torres diz ainda que a decisão do conselho demonstra compreensão “de que o nosso projeto traz embutido um conceito de promoção do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”.

PIS/PASEP BENEFICIA 700 MIL PESSOAS NA BA

Cerca de 710 mil baianos serão beneficiados com o recebimento do abono salarial no valor de um salário mínimo (R$ 510), provenientes do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). O benefício é pago a quem trabalhou com a carteira assinada, pelo menos, 30 dias em 2009 e recebeu até dois salários mínimos, além de estar cadastrado há, no mínimo, cinco anos no programa. Informações do jornal A Tarde.

CASAS BAHIA EM ITABUNA

A rede Casas Bahia decidiu fincar os pés em solo itabunense. Um grande loja ocupará parte de um quarteirão da avenida do Cinquentenário com a rua Paulino Vieira, no centro. Ficará em frente ao Banco do Povo, no espaço ocupado antes por uma galeria de moda e uma loja de vestuário. A aquisição acirra, por aqui, a briga com a vice-líder do varejo, a Máquina de Vendas (Insinuante-Ricardo Eletro). O grupo planeja investir até R$ 11 milhões na abertura de novas lojas na Bahia em 2010.

COLETA DE LIXO É “DOR DE CABEÇA” NO POLO

Lixo é incômodo para empresas do polo de informática.

Empresários do polo de informática de Ilhéus cobram da prefeitura maior eficiência no serviço de limpeza pública. Do jeito que a coisa anda, observa o gerente de uma das indústrias, “é difícil de acreditar que exista vontade [por parte da prefeitura] de desenvolver esta cidade”.

A deficiência na coleta, frisa o administrador, não é de agora. E questiona: “como trazer aqui um empresário para visitar este distrito e ele se sentir confiante?”.

Se é ineficiente na limpeza pública, o mesmo não se pode dizer da rapidez do município na arrecadação de impostos e taxas. “Recentemente, uma empresa pagou R$ 5 mil para obter um alvará de construção”, mas na hora de dar manutenção ao distrito, a prefeitura diz que “isso é problema do estado, por ser um distrito industrial”.

Lixo acumulado na porta da indústria, à espera do compactador... que não chega.

ANTAQ FECHA OS OLHOS E PORTO DE ILHÉUS “PERIGA”

Porto ilheense sofre concorrência desleal de terminal privado em Cotegipe (Foto Ed Ferreira).

O porto de Ilhéus utiliza atualmente menos de 5% da sua capacidade de movimentação de cargas anuais, estimada em 5 milhões de toneladas. Dá cerca de 230 mil toneladas de produtos, o que praticamente o inviabiliza. Desse total, 150 mil toneladas são de soja. Para se ter uma ideia, em 2005 o terminal público ilheense exportava cerca de 914 mil toneladas do grão produzido no oeste baiano.

A queda na movimentação de soja se deu porque o porto ilheense foi atravessado por interesses de um grupo econômico que envolve o Moinho Dias Branco e empresa controlada pelo publicitário Fernando Barros.

O grupo tem ligações com o carlismo e teria feito enormes pressões sobre multinacionais como a Cargill e a Bunge para que retirassem as cargas de Ilhéus para o Terminal Portuário de Cotegipe (TCP), segundo o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA).

Geraldo denuncia grupo privado

O parlamentar denuncia a manobra ilegal do grupo desde 2006, mas alerta que essa movimentação aumentou nos últimos anos. Ele cobrou da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) uma sindicância no terminal privado.

Criado originariamente para movimentar 300 mil toneladas de trigo da Moinho Dias Branco ou produtos de terceiros de forma complementar, observa Geraldo, hoje o terminal privado supera esse limite. São 1,5 milhão de toneladas de soja e outras 300 mil de trigo de outras empresas. No ano passado, apenas 12% das cargas eram do grupo.

Em contato com o Pimenta, o parlamentar federal e membro da Comissão de Transporte da Câmara dos Deputados, disse que se a Antaq não atender rapidamente o seu pedido, irá denunciá-la. “Não é só a União que deixa de arrecadar R$ 10,4 milhões, por ano, mas Ilhéus que perde dinheiro e sofre com desemprego”. O valor se refere a tarifas e mão-de-obra.

Pior, acrescenta, é que o mesmo grupo trabalha na surdina para também desviar do município sul-baiano a exportação da celulose produzida no extremo-sul da Bahia. “Essa produção viria em barcaças para o porto ilheense e seria exportada daqui [do sul da Bahia]. A Antaq tem de agir”.

PIB BAIANO CRESCE 9,5% NO 1º TRIMESTRE

Kelly Oliveira | Agência Brasil

A atividade econômica apresenta comportamentos distintos nas regiões do país, indica o Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado hoje (3). Enquanto na Região Norte foi registrada continuidade da recuperação e no Nordeste houve “expansão vigorosa”, no Centro-Oeste, Sul e Sudeste houve redução no ritmo de crescimento.

Segundo o relatório, a economia do Nordeste “seguiu a tendência observada em nível nacional, no primeiro trimestre de 2010, apresentando expansão vigorosa, comparativamente ao mesmo período do ano anterior”.

Segundo o relatório, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos, nesse período, cresceu 9,5% na Bahia, 8,9% no Ceará e 7,8% em Pernambuco.

REGIÃO CACAUEIRA SERÁ TAMBÉM CHOCOLATEIRA

O sul da Bahia está a pouco mais de um mês de dar um passo histórico em sua economia. Após mais de 200 anos de cultivo do cacau, finalmente a região deixará de ser uma exclusiva produtora da matéria-prima para ingressar no bem sucedido time dos fabricantes de chocolate.

A fábrica, financiada com recursos do BNDES, Governo do Estado (via CAR) e Prefeitura de Ibicaraí, irá funcionar neste município a partir de setembro. Segundo o prefeito Lenildo Santana, as máquinas chegam hoje e está projetada uma produção de 600 quilos de chocolate por dia.

Pequenos produtores de Ibicaraí, Floresta Azul e Coaraci serão diretamente beneficiados, com a possibilidade de ampliar seu faturamento em 300%. Santana comemora o fato de que o produtor, finalmente, “deixa de ser apenas exportador de matéria-prima”. Ele salienta que, somando-se ao incremento da renda, a produção de chocolate “significa uma mudança de cultura em nossa região”.

Na administração da fábrica, estará a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Almada e Adjacências (Cooafba). Além do chocolate, haverá produção de outros derivados do cacau, como liquor e manteiga.

A REGIÃO: POLÊMICA DE LIMITES ITABUNA-ILHÉUS TEM 98 ANOS

Divisão Itabuna-Ilhéus é polêmica (Foto A Região).

Numa das edições especiais do centenário de Itabuna, e que está nas bancas, o jornal A Região aprofundou-se na polêmica sobre limites territoriais entre Ilhéus e Itabuna. De acordo com a publicação, a polêmica é quase tão antiga quanto “Tabocas”: 98 anos.

Em abril deste ano a Prefeitura de Ilhéus encaminhou para a Superintendência de Estudos Sócio-Econômicos da Bahia (SEI) – protocolo nº 140110000554712 – pedido de revisão dos seus limites territoriais.

O prefeito ilheense, Newton Lima (PSB), contesta novo mapeamento estadual que levaria Ilhéus a perder parte significativa de seu território para municípios como Uruçuca, Itajuípe, Itabuna, Buerarema e Una.

Por meio de ofício, prefeito esquenta ainda mais a polêmica ao relembrar que parte da Califórnia, em Itabuna, pertence a Ilhéus. Como Itabuna atende à localidade com serviços públicos, e pelo princípio da conurbação, definiu-se como sendo itabunense. É o que popularmente chamamos de “contrato de gaveta”.

A discussão ficou ainda mais acirrada a partir da instalação dos empreendimentos Atacadão e Makro, localizados na rodovia Ilhéus-Itabuna, mas em território ilheense. Os atacadões, porém, estão a cinco quilômetros do centro itabunense e a mais de 20 da Terra de Gabriela.

Se a reivindicação de Newton Lima é procedente, poderíamos dizer, então, que a loja do Maxxi (a empresa atacadista do Walmart) será instalada, também, em solo ilheense. Vixe…

Confira a reportagem na íntegra

CHINA FECHARÁ 2010 COMO MAIOR INVESTIDOR ESTRANGEIRO NO BRASIL

Com a injeção de US$ 12 bilhões na economia brasileira, a China fechará o ano de  2010 como o nosso maior investidor estrangeiro. Os números traduzem um crescimento de 14.000% na comparação com 2009, quando os chineses investiram apenas US$ 82 milhões no Brasil, segundo dados do Banco Central.

Leia no G1 a reportagem sobre o novo papel do gigante asiático na economia tupiniquim, além de um mapa que mostra a distribuição dos investimentos chineses pelo País.

MAXXI CONFIRMA LOJA EM ITABUNA

As negociações entre prefeitura de Itabuna e o Walmart avançaram e uma unidade do Maxxi, que atua na modalidade “atacarejo”, será instalada no município.

De acordo com o secretário de Indústria e Comércio, Carlos Leahy, o município aguarda a apresentação de documentos e projetos para finalizar o processo de concessão do alvará que vai permitir o início das obras.

A licença prevê a instalação do Maxxi em uma área de 15 mil metros quadrados às margens da rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), ao lado da sede regional da Coelba e da Churrascaria Los Pampas, a menos de 500 metros do Atacadão (Carrefour) e do Makro.

Carlão: Maxxi em Itabuna.

Ao Pimenta, Leahy disse que a prefeitura imprimirá agilidade na liberação do alvará. A entrega do documento ao Walmart está previsto para ocorrer em ato no gabinete do prefeito Capitão Azevedo, no dia 27.

Uma das pendências para a liberação da obra era a autorização por parte do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba).

O projeto de acessibilidade já estaria pronto. Leahy ainda brincou com o fato de o empreendimento estar próximo do limite entre Ilhéus e Itabuna. “A loja será em Itabuna, viu?”.

A loja do Maxxi no sul da Bahia, a terceira no interior do estado, prevê gerar 200 empregos diretos. Os detalhes do projeto serão conhecidos pelo município até a próxima sexta-feira, 23, prazo pedido pelo Walmart para apresentação da proposta e da documentação necessária.

AINDA QUE NO MURO, SERRA DEFENDE PORTO SUL

Serra, tucaníssimo ao tratar do Porto Sul

Em uma das frases curtas de sua entrevista coletiva no Bar Vesúvio, em Ilhéus, o presidenciável José Serra, como bom tucano, tentou posicionar-se no alto do muro quando abordou o tema “Porto Sul”. Primeiro, o candidato disse que o projeto é bom e importante, e logo em seguida criticou uma suposta pressa nas definições relativas ao complexo logístico, o que comprometeria o desenvolvimento sustentável.

O petista Josias Gomes, candidato a deputado federal, ironizou o equilibrismo do tucano. “Inteligente, Serra não poderia dizer que é contra o Porto Sul, mesmo porque ele e sua assessoria sabem que a esmagadora maioria dos ilheenses apoia o projeto, mas ao mesmo tempo ele precisava fazer alguma crítica, já que o puro elogio a uma iniciativa do governo do PT não poderia ser feita pelo adversário”, avalia Josias.

Fazendo trocadilho, o petista diz que a observação relativa ao desenvolvimento sustentável “não se sustenta”. Segundo ele, o projeto está sendo tocado com estrito cumprimento da legislação ambiental e é amplamente fiscalizado pelas instituições competentes. “O licenciamento ambiental tem condicionantes da maior relevância e, diferentemente do que alguns apregoam, a tendência é de que o projeto não apenas produza desenvolvimento econômico, como também favoreça a recuperação de áreas da Mata Atlântica que já vêm há muito tempo sendo destruídas”, observa.

MAGAZINE LUIZA COMPRA LOJAS MAIA

Com três lojas em Itabuna e 140 no Nordeste, a Rede Lojas Maia foi adquirida por cerca de R$ 300 milhões pelo Magazine Luiza, terceira maior rede de varejo do Brasil. O anúncio oficial do acordo será nesta próxima segunda, 20. As Lojas Maia possuem 2,3 mil funcionários e está presente em todos os estados do Nordeste.

A venda da rede paraibana de eletroeletrônicos e móveis foi facilitada devido a dívidas. A empresa entrou em processo de expansão a partir de 2005, mas não teve gás para implementar os projetos.

Um exemplo da falta de “caixa” foi Itabuna. Ao comprar parte do imóvel onde antes funcionou o Hiper Messias, a Maia pensava transformar o ponto em central de distribuição para a Bahia e parte do Sudeste. A falta de dinheiro “travou” o projeto. Acabo apenas abrindo a loja, que funciona junto com o Hiper Itão.

CONSUMIDOR ACIONA ATACADÃO CONTRA REVISTA APÓS PAGAMENTO

Atacadão de Ilhéus é acionado por revista após compra (Pimenta).

O Atacadão será acionado por um consumidor ilheense que se sentiu constrangido após efetuar a compra e o pagamento e, mesmo assim, sofrer revista na saída da loja. Luiz Fernandes foi à loja no último sábado, considerou-se constrangido com a conferência após a compra e decidiu que irá acionar o Ministério Público Estadual (MPe) contra o procedimento.

Fernandes  considera a revista um procedimento ilegal. “Já compramos várias vezes em outras lojas do mesmo grupo Carrefour e nunca passamos por essa cena lamentável. Além disso, nós já passamos por uma conferência no caixa, na hora do pagamento. Para que isso?”, questiona Fernandes.

Fernandes: desrespeito.

O cliente lembra não haver nenhum artigo no Código de Defesa do Consumidor que “respalde a prática”. Fernandes também enfatiza que se o cliente não quiser se submeter à revista encontra empecilhos e “grande perda de tempo” se quiser devolver os produtos.

Não será o primeiro processo do gênero na Bahia. No extremo-sul, a subseção eunapolitana da OAB acionou o Atacadão na justiça e conseguiu suspender a revista após o pagamento. A decisão foi do juiz da Vara Cível da Comarca de Eunápolis, Wilson Nunes da Silva Júnior.

A decisão do magistrado foi tomada no dia 23 de março, mas o Atacadão acabou derrubando a proibição no Tribunal de Justiça da Bahia, um mês depois. O empreendimento do grupo francês Carrefour alegou que a Ordem não possuía legitimidade para propor a Ação Civil Pública que derrubou a revista.

A OAB de Eunápolis alegou que a prática de revista após o cliente ter efetuado a compra é abusiva e considera que “todos os consumidores podem praticar ilícitos” e recorreu por meio da seccional baiana da OAB.

ESPAÇO TRAZ PAINEL SOBRE O FUTURO DA REGIÃO

Cerimônia de inauguração do estande (foto Mary Melgaço)

Intervenções que deverão mudar profundamente o perfil econômico e social da região estão destacadas no estande “Ilhéus de braços abertos para o futuro”, inaugurado hoje na avenida Soares Lopes. No espaço, de 576 m², podem ser encontradas fotografias, maquetes e informações gerais sobre projetos como Porto Sul, Zona de Processamento de Exportação (ZPE), Ferrovia Oeste-Leste, novo aeroporto, além de ações da Ceplac e Bahiapesca.

O estande, organizado em parceria pela Prefeitura de Ilhéus e Governo da Bahia, ficará aberto até o início de agosto, sempre no horário das 16h às 21h. O propósito é torná-lo um local onde a comunidade possa se informar sobre os projetos em curso na região, como enfatizou o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin, que representou o governo baiano no evento.

Newton Lima, prefeito ilheense, destacou a importância de projetos como o do Porto Sul e disse  que também continuará defendendo investimentos no atual porto de Ilhéus, o do Malhado.

PORTO É RUIM OU BOM PARA O TURISMO?

Há certa polêmica instalada em Ilhéus, que coloca Porto Sul e turismo em polos antagônicos, como se um não pudesse conviver com o outro. Por outro lado, comenta-se que diversos empresários estão somente aguardando sair o licenciamento ambiental do projeto para construir seus hotéis na região norte ilheense. Acreditam eles que, longe de prejudicar, o porto atrairá negócios, gente e dinheiro, beneficiando inclusive a hotelaria.

Nesse sentido, é emblemático o outdoor colocado esta semana em diversos pontos de Ilhéus. Com “assinatura” de dois dos principais hoteis da cidade – além de CDL, Maçonaria e Rotary -, a peça expõe em letras garrafais: “Queremos o Porto Sul. Precisamos de empregos!”.

A verdade é que as divergências em torno do Complexo Intermodal Porto Sul começam a mudar de foco. Em vez dos tradicionais “contra” e “a favor”, estão engrossando a voz os que apoiam o projeto, exigindo porém que os impactos ao meio ambiente sejam minimizados.

O OCASO DA BITWAY (E DO POLO DE INFORMÁTICA)

Polo de Informática de Ilhéus tem sobrevivência ameaçada (Foto Zeka).

O segundo semestre de 2010 e a campanha eleitoral começam com uma péssima notícia para a economia sul-baiana e, especificamente, para o Polo de Informática de Ilhéus.

O pedido de recuperação judicial da Bitway é algo que pode significar até o fim do polo que já concentrou mais de cinco dezenas de indústrias de eletroeletrônicos e responde por dois terços do PIB de Ilhéus.

Genuinamente ilheense, a  Bitway entrou em bancarrota em meados de 2009 em operações mal-sucedidas de importação de componentes sem o devido seguro e outras questões de gestão do negócio (veja matéria exclusiva do Pimenta, aqui).

Fabricante de computadores (desktops e notebooks) e monitores, a Bitway chegou a empregar quase 300 pessoas no auge.

Era apontada como uma das cinco maiores montadoras de computadores do país. Expandiu suas atividades, em consórcio com capital norte-americano, e abriu uma fábrica no Paraná, visando os mercados do Sudeste e Sul brasileiros e o Mercosul. O baque é grande.

Tecnicamente, o pedido de recuperação judicial tornado oficial pela empresa na semana passada – revelado aqui no Pimenta – dá um fôlego  à Bitway para quitar suas dívidas. Fôlego de, pelo menos, dois anos. É tempo para a recuperação ou a temível falência.

A empresa havia iniciado em 2010 um processo de demissões que praticamente foi encerrado na semana passada. Todos os demitidos o foram sem receber o que lhes é devido, tamanha a crise financeira.

Há alguns anos o pólo de informática ilheense vem perdendo competitividade. Empresas têm migrado para outros destinos, como o estado de Minas Gerais. Alegam questões como infraestrutura por exemplo. Para fechar o cenário, algumas delas praticamente fecharam as portas após uma operação de combate à sonegação fiscal.

Quais serão os caminhos apontados pelos governos federal e estadual para evitar a morte do polo ilheense? Até aqui, os sinais são desanimadores.

O cenário fica ainda mais tenebroso quase se tem à mente que investimentos em pesquisa e novos empreendimentos em informática são desviados de Ilhéus para a Região Metropolitana. Aos 15 anos e antes de completar a maioridade, o Polo de Informática ameaça sumir do mapa.

A CRISE BATE À PORTA DA BITWAY

Principal empresa do polo de informática de Ilhéus, a fabricante de computadores Bitway foi abatida por uma crise financeira sem precedentes. Boa parte dos 300 empregados foi demitida no decorrer desta semana.

Uma fonte próxima informou ao Pimenta que a empresa começou a sofrer sérias dificuldades durante a crise econômica mundial, entre setembro de 2008 e meados de 2009.

Além das dificuldades do mercado, a Bitway teria feito uma operação arriscada: importar acessórios e componentes de informática sem o seguro que garante ao importador o dólar com a cotação do período do fechamento do negócio.

A crise elevou a cotação da moeda norte-americana a níveis insuportáveis para o caixa da Bitway e o material, importado, ficou quase impagável para a realidade da empresa. O seguro para operações de importação é caríssimo.

Neste mês, a Bitway, que gerava uma média de 300 empregos, acabou ingressando com pedido de recuperação judicial. É uma tentativa de ganhar oxigênio (financeiro) e evitar pedidos de falência da empresa genuinamente ilheense e, até então, um case de sucesso.

De acordo com fontes do mercado, a Bitway teria sofrido com a perda de um de seus principais clientes, a Insinuante. A rede de eletro-eletrônicos ainda deveria à Bitway e deixou de comprar da indústria ilheense após a fusão com a Ricardo Eletro.

Com o grande poder de compra, a Insinuante-Ricardo Eletro queria adquirir produtos a um valor bem abaixo do praticado pela Bitway na relação anterior à aliança das gigantes do varejo. Não deu.

O efeito foi devastador sobre o caixa da empresa. Uma fonte também observa ser a indústria ilheense a única a desenvolver trabalhos de pesquisa e a manter uma incubadora no município, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico de Ilhéus (Cepedi).

A crise ocorre justamente no ano em que a Bitway projetava estar entre as principais fabricantes de desktops e notebooks e monitores do Brasil. Nas contas da empresa, hoje ela situa-se entre as cinco primeiras.

Em 2009, a industria produzia uma média de 30 mil computadores, por mês, em Ilhéus. Na fábrica paranaense de Piraquara, a produção era de 5 mil computadores/mês, segundo dados da própria fabricante.

De acordo com o site da empresa, a história da Bitway começou em 1983, como revenda de microcomputadores. A empresa chamava-se Cacaudata. A fabricação de computadores começou em 1995, com a criação do Polo de Informática de Ilhéus.

A crise ocorre no momento em que o país bate seguidos recordes de vendas de computadores. O polo de informática é responsável por boa parte do PIB ilheense, hoje em R$ 1,7 bilhão.

BOMBA!

Uma das principais empresas de capital ilheense entrou com pedido de recuperação judicial.

Com essa medida, tenta evitar o pior: a falência.







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