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:: ‘Eduardo Cunha’

JUSTIÇA FEDERAL MANTÉM PRISÃO DE CUNHA

Justiça decide pela manutenção de prisão de Cunha.

Justiça decide pela manutenção de prisão de Cunha.

A Segunda Instância da Justiça Federal em Brasília decidiu hoje (18) manter a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A pedido dos advogados de defesa, a liberdade foi julgada pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1), sediado na capital federal.

Cunha está preso há 10 meses na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba em função das investigações dos procuradores da Operação Lava Jato. O caso julgado nesta terça-feira envolveu outro mandado de prisão contra Cunha, emitido pelo juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília.

No processo criminal que tramita em Brasília, Cunha é acusado de receber propina em troca de influência a favor de empresas que buscavam liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), vinculado à Caixa Econômica Federal.

Durante o julgamento, a defesa de Cunha alegou que não há motivos para que o ex-deputado continue preso. De acordo com os advogados, não há provas que liguem Cunha aos desvios na Caixa.

CUNHA E A DELAÇÃO PREMIADA

marcowenseMarco Wense, d´O Busílis

 

Pobre país que tem um presidente da República sendo encurralado por um Eduardo Cunha da vida.

Já disse aqui que Eduardo Cunha não pretende ser um José Dirceu e se transformar em “herói” do PMDB como o petista é para o PT.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, um dos protagonistas do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, já mandou vários recados ameaçando uma delação premiada.

A última advertência foi em forma de anedota contada aos agentes penitenciários do Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

“Era uma vez cinco irmãos. Um virou presidente, três viraram ministros e um foi preso”, disse Cunha.

O que virou presidente é Michel Temer, o preso é o próprio Eduardo Cunha e os ministros são Eliseu Padilha, Moreira Franco e Romero Jucá.

Pois é. A próxima bravata, na iminência de acontecer, pode ser através de uma musiquinha, quem sabe até em ritmo de São João.

Pobre país que tem um presidente da República sendo encurralado por um Eduardo Cunha da vida.

Marco Wense é editor do site O Busílis.

UNIDADE DEMOCRÁTICA: CAMINHO PARA SUPERAÇÃO DAS CRISES

rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

A mais recente delação de Marcelo Odebrecht colocou mais lenha na fogueira em que hoje está a política brasileira. Vivemos um momento de muita agitação, instabilidade institucional e uma crise econômica de grande repercussão na vida das famílias. Saímos divididos das urnas da última eleição presidencial e as forças opositoras decidiram que aquele era o melhor momento para criar resistência à governabilidade da presidente reeleita.

Com a agenda de obstáculos então imposta nas Casas Legislativas, no mercado financeiro e em outros setores, como parte da mídia, houve a tomada do controle político do país por essa coalizão, a união Cunha, Aécio e Temer construiu as pautas bombas, até chegarem à tese das pedaladas fiscais, que dias depois do impeachment foi “regularizada” num circo nacional. Deram o golpe de mestre.

O desejo de extirpar a corrupção acabou sendo o pano de fundo para levar parcela significativa da população às ruas. Uma ofensiva política e midiática construiu o senso comum de que a causa e o efeito de todos os males nacionais era o PT, partido hegemônico, que liderava as forças que comandavam o governo central há 12 anos e que tem alguns nomes inseridos na corrupção. O resultado desse processo, todos sabemos, além da queda da presidente, foi termos nossas maiores empresas atingidas, produzindo uma massa de desempregados que, segundo o Dieese, passam de 13,5 milhões de pessoas.

Os autores da tese para chegarem ao poder se deleitam no governo central sem apresentar uma saída para a crise. Ao contrário, diante da crise política que virou crise econômica, eles tentam modificar a estrutura de Estado, construída a partir da Constituição de 1988 e ampliada pelas políticas públicas de inserção socioeconômica implantadas no ciclo do PT.

Esse esforço trouxe de volta as políticas neoliberais e a tese do estado mínimo, programa diferente à escolha que o povo fez nas urnas. Por outro lado, a Operação Lava Jato, por mais que sofra críticas de ser seletiva, não pode ser paralisada, e os que antes atacavam o governo, usando a bandeira de combate à corrupção, se vêm agora expostos e citados nas delações. A extensão da crise política não fora dimensionada pelos idealizadores do impeachment.

Na saga pelo poder, pensaram que uma vez tomando posse do Planalto conseguiriam afogar a Lava Jato. Erram duplamente: esqueceram-se de mensurar as novas ferramentas (redes sociais) que retroalimentam e pressionam as instituições a seguirem em frente no cumprimento dos seus papéis, e a perda de apoio popular em função das medidas de retiradas de direitos.

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

TRÊS HOMENS DE SORTE

Bernardo-Mello-FrancoBernardo Melo Franco | Blog do Juca/Folha

Se a manobra ocorresse em outro governo, o país seria varrido por uma onda de protestos e panelaços. Mas as mensagens foram assinadas por Michel Temer, que também é um homem de sorte.

O deputado Fernando Giacobo, do PR, é um homem de sorte. Em 1997, ele ganhou 12 vezes na loteria num intervalo de apenas 15 dias. A feliz coincidência lhe rendeu R$ 443 mil, em valores atualizados. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso, mas o parlamentar não se abalou. Ele atribuiu a sequência de prêmios à graça divina. “Existe Deus, ele deu uma olhadinha lá e uma benzida”, disse.

Dezenove anos depois, o acaso voltou a sorrir para o deputado. Segundo vice-presidente da Câmara, ele cuidava de tarefas burocráticas como o ressarcimento de despesas médicas dos colegas. Em maio, Eduardo Cunha foi afastado e o vice Waldir Maranhão se inviabilizou. A cadeira da presidência sobrou para o afortunado Giacobo, que passou a comandar as sessões no plenário.

O deputado André Moura, do PSC, é outro homem de sorte. Réu em três ações penais, sob a acusação de desviar verbas públicas, ele continua a desfrutar das mordomias do mandato. Sua ficha ainda inclui três inquéritos, um deles por tentativa de homicídio. Para completar, ele foi condenado por improbidade após usar verba pública num churrasco.

Numa democracia madura, um político com esse currículo não ocuparia nenhum cargo relevante enquanto não fosse inocentado de todas as acusações. No Brasil de 2016, Moura conseguiu ser promovido a líder do governo na Câmara.

Nesta quarta (6), Giacobo abriu a ordem do dia com a leitura de mensagens presidenciais. Encaminhados por Moura, os textos retiraram a urgência na tramitação de um pacote de projetos contra a corrupção. Com isso, o Planalto adiou a votação de medidas como a criminalização do caixa dois e a tipificação do crime de enriquecimento ilícito.

Se a manobra ocorresse em outro governo, o país seria varrido por uma onda de protestos e panelaços. Mas as mensagens foram assinadas por Michel Temer, que também é um homem de sorte.

DILMA DEFENDE CONSULTA PARA QUE POPULAÇÃO DECIDA SE QUER NOVAS ELEIÇÕES

Dilma em entrevista a Luís Nassif, da TV Brasil, nesta semana (Foto Reprodução).

Dilma em entrevista a Luís Nassif, da TV Brasil, nesta semana (Foto Reprodução).

Da Agência Brasil

A presidente afastada Dilma Rousseff defendeu, em entrevista especial concedida à TV Brasil, uma consulta popular, caso o Senado não decida pelo seu impedimento. Ao apresentador Luís Nassif, Dilma disse que é a população que tem que dizer se quer a continuidade de seu governo ou a realização de novas eleições. “O pacto que vinha desde a Constituição de 1988 foi rompido e não acredito que se recomponha esse pacto dentro de gabinete. Acredito que a população seja consultada”, disse.

Para ela, o país não conseguirá superar a crise com o governo interino. Dilma acredita que o povo não terá confiança no comando de Temer pelo fato de ele não ter passado pelo crivo das urnas. “Como você acha que alguém vai acreditar que os contratos serão mantidos se o maior contrato do país, que são as eleições, foi rompido?”, indagou. “Não acho possível fazer pacto nenhum com o governo Temer em exercício”, completou.

Dilma criticou uma vez mais a admissibilidade do processo de afastamento usando como o argumento o fato de que, embora a Constituição preveja o impeachment, ela também estipula que é preciso haver crime para que se categorize o impedimento. “Não é possível dar um jeitinho e forçar um pouquinho e tornar esse artigo elástico e qualificar como crime aquilo que não é crime. Os presidentes que me antecederam fizeram mais decretos do que eu. O senhor Fernando Henrique [Cardoso] fez entre 23 e 30 decretos do mesmo tipo”, disse, referindo-se aos decretos de suplementação orçamentária que embasaram o pedido de impeachment feito pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Pascoal.

“Não é o meu mandato, mas as consequências que tem sobre a democracia brasileira tirar um mandato. Isso não afeta só a Presidência da República, afeta todos os Poderes”, disse ela.

Dilma disse que reivindica voltar ao posto por compreender que não cometeu crime. Ela criticou os que defendem um semiparlamentarismo, ou eleição indireta, por considerar que isso traria um grande risco ao país. A presidenta afastada defendeu que haja uma reforma política que discuta o tema. “Não temos que acabar com o presidencialismo, temos que criar as condições pela reforma política”.

Nesse contexto, ela defendeu novamente a consulta popular. “Só a consulta popular para lavar e enxaguar essa lambança que está sendo o governo Temer”. Segundo ela, nos momentos de crise pelo qual o Brasil passou, na história da democracia recente, foi com o presidencialismo que o país superou as crises. “Foi sempre através do presidencialismo que o país conseguiu dar passos em direção à modernidade e à inclusão”.

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MAIORIA DO STF DECIDE PELO AFASTAMENTO DE EDUARDO CUNHA

Plenário seguiu voto do relator Teori Zavascki (Foto Divulgação).

Plenário seguiu voto do relator Teori Zavascki (Foto Divulgação).

A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve nesta quinta-feira (5) a suspensão do mandato e o afastamento do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Presidência da Câmara. Dos 11 ministros, sete votaram a favor até o momento. O posicionamento da Corte mantém a decisão do ministro Teori Zavascki, que, na manhã desta quinta-feira, determinou a suspensão do mandato e o afastamento de Cunha do cargo.

Além de Teori, que leu seu voto por cerca de duas horas, votaram a favor do afastamento os ministros Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

O afastamento de Cunha do cargo atendeu a um pedido feito pelo pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em dezembro do ano passado. Segundo a PGR, Cunha utilizava a posição de presidente da Câmara para obstruir investigações contra ele realizadas pela Operação Lava Jato. O pedido feito pela PGR citou 11 pontos que, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, justificam o afastamento de Cunha.

Em sua decisão liminar, Teori afirmou, a permanência de Cunha no cargo “além de representa rum risco para as investigações penais sediadas neste Supremo Tribunal Federal, é um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada”. Leia a íntegra aqui.

EVERALDO DIZ QUE JUSTIÇA FOI TARDIA CONTRA CUNHA E TEME PERSEGUIÇÃO AO PT

Everaldo: afastamento tardio.

Everaldo: afastamento tardio.

O presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, disse hoje que a justiça “tardou” para afastar, do mandato e da presidência da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para o dirigente, Cunha já deveria estar atrás das grades.

– Lugar de ladrão é no presídio e ficou comprovado que ele cometeu diversos crimes – enfatizou Everaldo.

Everaldo mostrou temor de que o afastamento tardio de Cunha abra espaço para perseguição a petistas. Ele disse esperar que a decisão do ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), “ não seja uma iniciativa política visando sua utilização como moeda de troca  para perseguir  petistas, muitas vezes acusados sem provas”.
O dirigente do diretório baiano do PT considera que “a população já percebeu que há uma seletividade nas ações da justiça, denúncia que já viralizou nas redes sociais”.
Para ele, “a justiça tem que ser igual para todas as pessoas. E está, claramente, havendo uma injusta seletividade”.

OAB PEDE AFASTAMENTO DE EDUARDO CUNHA DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Lamachia entrega pedido ao presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (Foto Antônio Cruz/AB).

Lamachia entrega pedido a José Carlos Araújo, do Conselho de Ética (Foto Antônio Cruz/AB).

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, entregou hoje (16) ao presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PSD-BA),  documento pedindo afastamento imediato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Casa.

De acordo com a OAB, o objetivo é facilitar a investigação de denúncias contra Cunha no Conselho de Ética.

“A decisão foi tomada pelo Conselho Federal da OAB levando em da consideração todos os aspectos que nos chegaram com relação a esse procedimento [investigatório]. Apresentamos a nossa manifestação para que possamos ter o julgamento e apreciação desse tema [processo] de forma livre e que não haja manobra que possa ser tratada como alguma operação por parte de um que tem o poder porque está na presidência”, disse Lamachia.

Segundo Lamachia, o documento entregue ao conselho é uma apreciação administrativa, formal, jurídica da OAB, mas não é no campo judicial. “Estamos ofertando à Câmara uma manifestação dos 81 conselheiros da OAB e colocando nossa posição técnica. Entendemos que a permanência do presidente da Câmara neste momento fere inclusive o devido processo legal”, disse o advogado.

“Não fazemos nenhum juízo de valor no sentido de dizer que Cunha é, ou não, culpado. Estamos dizendo que a permanência dele no cargo interfere diretamente no devido processo legal”, explicou.

ITABUNA TEM MANIFESTAÇÃO CONTRA O IMPEACHMENT DE DILMA

A Frente Brasil Popular realiza nesta quarta-feira (16), em Itabuna, uma mobilização contra o impeachment da presidente Dilma e  o Fora Cunha. A concentração será às 14 horas, no Jardim do Ó, com caminhada pela avenida do Cinquentenário e ato público na Praça Adami.

O ato está sendo coordenado pelo PT, PCdoB, Central Única dos Trabalhadores  (CUT), Central  dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)) e movimentos sociais.

Além de condenar a tentativa de golpe contra Dilma Rousseff e pedir a saída do presidente da Câmara Eduardo Cunha, a manifestação vai defender conquistas como o Bolsa Família, ProUni, Pronatec, Minha Casa Minha Vida,  e garantia dos direitos trabalhistas. As manifestações acontecerão em cidades de todo o país.

CUNHA E MINISTROS DO PMDB SÃO ALVOS DE NOVA FASE DA LAVA JATO

Agentes da PF na porta da residência de Eduardo Cunha (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Agentes da PF na porta da residência de Eduardo Cunha, em Brasília (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Além do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o senador Edison Lobão e o deputado federal Aníbal Gomes, dois ministros também foram alvos da Polícia Federal hoje. Henrique Eduardo Alves, do Turismo, e Celso Pansera, de Ciência, Tecnologia e Inovação, ambos do PMDB, foram alvos de mandados de busca e apreensão.

No total, a Polícia Federal cumpre 53 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), no Rio de Janeiro (14), Pará (6), em Pernambuco (4), Alagoas (2), no Ceará (2) e no Rio Grande do Norte (1) como parte da Operação Catilinárias, deflagrada hoje (15) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. A ação faz parte da Operação Lava Jato.

Além de Cunha, também foram alvos da operação o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), o senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-BA) e o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), em Petrolina (PE).

Também foram alvos de mandados, até o momento, a chefe de gabinete de Cunha, Denise Santos, e o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Fábio Ferreira Cleto, indicado por Cunha para o cargo. Cleto foi exonerado pela presidenta Dilma Rousseff na semana passada.

Outro mandado foi cumprido na sede do PMDB em Alagoas e na casa do primeiro tesoureiro do partido no estado, José Wanderley Neto.

O prefeito de Nova Iguaçu e ex-deputado Nelson Bornier (PMDB), aliado de Cunha, também é alvo da ação.

A Polícia Federal cumpriu mandados no Ceará e no Rio de Janeiro em endereços relacionados ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

TÉRMINO

As buscas na casa do presidente da Câmara terminaram no início da manhã, por volta das 11h20. Durante a ação, um chaveiro foi chamado para abrir um cofre. A assessoria de Cunha informou que o deputado está tranquilo, apesar do momento tenso, e que ele deverá ir à Câmara após o almoço para participar da reunião de líderes, marcada para as 14h30. Ainda segundo a assessoria, Cunha está reunido, neste momento, com seus advogados.

GOVERNO

Em nota, o governo federal diz esperar que “todos os fatos investigados na nova fase da Operação Lava Jato envolvendo Ministros de Estado e outras autoridades sejam esclarecidos o mais breve possível, e que a verdade se estabeleça”. Com informações da Agência Brasil.

PF FAZ BUSCAS EM RESIDÊNCIAS DE EDUARDO CUNHA, EDISON LOBÃO E ANÍBAL GOMES

Policiais federais deixam a casa de Cunha com documentos (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Policiais federais deixam a casa de Cunha com documentos (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) cumpriu hoje (15) mandados de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Lago Sul em Brasília. Três viaturas da PF, com cerca de 10 agentes, isolam o local e cumprem os mandados, no âmbito da Operação Lava Jato. Os mandados estão sendo cumpridos também na residência de Cunha no Rio de Janeiro.

O Comando de Operações Táticas da PF chegou à Península dos Ministros, onde fica a residência oficial do presidente da Câmara, às 5h50, e a operação começou às 6h. A Polícia Legislativa acompanha os trabalhos da Polícia Federal.

Hoje, o Conselho de Ética da Câmara pode votar o parecer sobre a representação contra Eduardo Cunha por suposta quebra de decoro parlamentar. O novo relator da representação movida pelo PSOL e pela Rede, o deputado Marcos Rogério (PDT-RO), apresenta o parecer favorável ao prosseguimento das investigações.

EDISON LOBÃO
O senador Edison Lobão (PMDB-MA) é um dos alvos da Operação Catilinária, deflagrada na manhã de hoje (15), pela Polícia Federal, no Distrito Federal e em sete estados. Desde às 6h da manhã de hoje, a PF cumpre mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

ANÍBAL GOMES
Agentes da Polícia Federal (PF) fazem, neste momento, operação de busca e apreensão de documentos na Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados. Outros policiais procuram provas no gabinete do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), que também é alvo da Operação Catilinárias, deflagrada hoje (15) pela PF no Distrito Federal e em sete estados, entre eles o Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas e o Ceará.

PARA LÍDICE, MICHEL TEMER DÁ AVAL ÀS AÇÕES DE EDUARDO CUNHA

Lídice aponta conluio entre Temer e Cunha (Foto Tácio Moreira/Metropress).

Lídice aponta conluio entre Temer e Cunha (Foto Tácio Moreira/Metropress).

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) lamentou as declarações do vice-presidente Michel Temer de que a deliberação na Câmara dos Deputados que elegeu a comissão especial do processo de impeachment foi um “legítimo exercício” da competência da Casa.

Para ela, começam a ficar mais claras as relações políticas entre os dois líderes do PMDB. “Se já se estranhava o silêncio do presidente do PMDB (Temer) quanto às graves acusações que pesavam contra seu correligionário, com esse aval parece se revelar uma ação mais coordenada entre os dois”.

Ela lembrou que Temer já foi presidente da Câmara dos Deputados e constitucionalista, o que aumenta ainda mais as desconfianças. “Não seria por desconhecimento de causa que Temer emprestaria seu aval às ações de Eduardo Cunha rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal que sustou todos os efeitos daquela sessão”.

Na avaliação da senadora baiana, Cunha “vem agindo de forma revanchista, irresponsável e vingativa, quando, na verdade, deveria se afastar da presidência da Câmara” para facilitar as investigações que recaem sobre ele: “Nada disso ajuda o País a sair da crise em que se encontra, ao contrário, só faz agravar a situação”.

PROCESSO CONTRA CUNHA TEM NOVO RELATOR NO CONSELHO DE ÉTICA

Uma série de debates, discussões e requerimentos está impedindo a votação do parecer preliminar do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que avalia processo de cassação de mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após duas horas de reunião, foram votados, e rejeitados, dois requerimentos para adiar a votação.

Há pouco, o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), nomeou Zé Geraldo (PT-PA) como novo relator do processo contra Cunha. Araújo disse que acatou a decisão do primeiro vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de afastar o relator.

Pinato deixou a relatoria, mas pediu que Araújo recorra da decisão. “Como democrata que sou, respeito a decisão da Mesa da Câmara dos Deputados, mas não concordo”, disse o parlamentar, ressaltando que não tem apego à relatoria.

O novo relator, Zé Geraldo, limitou-se a dizer que não alteraria o texto de Fausto Pinato, para que o levassem à votação. Alguns deputados contestaram a decisão de Araújo, que alegou ter-se baseado no regimento interno da Casa para efetuar a troca.

Faltam menos de duas horas para o início da ordem do dia na Câmara, momento em que não pode mais ocorrer nenhuma votação nas comissões.

ACM NETO ENTRA EM ENRASCADA POR CUNHA; FLORENCE O CHAMA DE “GOLPISTA DE BERÇO”

Neto, segundo coluna, diz que alvo é Dilma e não Cunha.

Neto, segundo coluna, diz que alvo é Dilma e não Cunha.

Para Florence, Neto é "golpista de berço".

Para Florence, Neto é “golpista de berço”.

O prefeito de Salvador, ACM Neto, entrou numa enrascada, hoje (4), ao aparecer em nota de coluna do jornal O Globo revelando que o alvo da oposição brasileira não é Eduardo Cunha (presidente da Câmara dos Deputados), mas a presidente Dilma Rousseff – o seu impeachment, claramente.

A nota foi publicada na coluna do respeitado Ilimar Franco. Neto diz que foi um erro do colunista e que ele defende a continuidade do processo contra Eduardo Cunha.

De olhos bem abertos, o vice-líder do PT na Câmara, o baiano Afonso Florence, rebateu a afirmação do prefeito ACM Neto (DEM), conforme jornal O Globo.

Nesta sexta-feira (4), Florence afirmou que a “revelação do gestor da capital baiana já era esperada, e que o prefeito é um “golpista de berço””.

– O governo ACM já se tinha revelado pirata botando placa nas obras do governo estadual. A natureza golpista vem de berço: se diz democrata, mas é filhote de ditadura – ironizou numa alusão ao DEM ser herdeiro da extinta Arena, e ao fato do atual prefeito ser neto do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, a quem Florence chamou de “velho oligarca”.

DEFINIDO RELATOR DE PROCESSO CONTRA EDUARDO CUNHA

Fausto Pinato, ao centro, será o relator de processo contra presidente da Câmara (Foto Wilson Dias/Ag. Brasil).

Fausto Pinato, ao centro, será o relator de processo contra presidente da Câmara (Foto Wilson Dias/Ag. Brasil).

O deputado Fausto Pinato (PRB-SP) será o relator do processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética. O anúncio foi feito hoje (5), pelo presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA).

A representação apura se houve quebra de decoro do peemedebista acusado de receber propina para viabilizar negócios da Petrobras e de manter contas secretas na Suíça. O processo foi aberto formalmente há dois dias, mas ainda era preciso escolher um entre os três nomes sorteados para comandar as investigações.

O anúncio estava previsto para ontem (4), mas foi feito somente hoje. O presidente do colegiado nega que esteja protelando a apuração do caso. “O prazo do relatório preliminar começa a contar amanhã e termina dia 19 e está marcado para o dia 24 a apresentação do relatório preliminar”, disse José Carlos Araújo.

Fausto Pinato é advogado e integrante da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. “Vamos trabalhar em conjunto e garantir direito de ampla defesa”, disse Pinato, após anúncio de que irá relatar o processo contra Cunha. Perguntado se é aliado de Cunha, o deputado respondeu: “Sou independente. O senhor Eduardo Cunha vai ser julgado como um deputado comum, e não como presidente da Câmara”.

Pinato responde a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de falso testemunho e denunciação caluniosa. A ação penal 908 foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, mas, como Pinato é parlamentar, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Fernandópolis (SP) encaminhou o processo para a Corte. Hoje, o deputado disse que não teve espaço para se manifestar sobre as notícias dessa ação. “O Poder Judiciário erra também. Eu vou ser absolvido. Tenho certeza absoluta”, afirmou em entrevista à imprensa.

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CIRO GOMES DIZ QUE GOVERNO DEVE MUDAR POLÍTICA ECONÔMICA PARA RECUPERAR APOIO

Ciro critica aliança com "golpistas"

Ciro critica conciliação com “golpistas”

Crítico contumaz do que chama de escalada do golpismo, o ex-ministro Ciro Gomes disse ontem (3) no programa Espaço Público (TV Brasil), que a presidenta Dilma Rousseff está conciliando com os opositores que pedem o seu afastamento do cargo e que o governo deveria alterar os rumos da política econômica para recuperar o apoio popular.

“Neste momento, a Dilma está fazendo o oposto, estamos numa escalada golpista que é a mesma rigorosamente, os mesmos atores, partícipes, a presidenta está conciliando com aqueles que nos fazem a perseguição e isso torna esta crise mais explosiva que aquela”, disse o ex-governador do Ceará ao comparar a situação de crise vivida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 e a situação atual.

Na ocasião, Lula também enfrentava forte oposição na Câmara dos Deputados, em razão do mensalão, que acabou elegendo o ex-deputado Severino Cavalcanti como presidente da Casa. Ciro comparou a eleição de Severino com a do atual presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem acusa de intimidar o governo com a possibilidade de abertura do processo de afastamento.

“A Dilma teve sorte de o Ministério Público (MP) da Suíça ter mostrado que o picareta-mor da República é formador de quadrilha”, disse. “A história brasileira tem sido muito farsante. Só para relembrar: Severino foi cassado naquela ocasião por receber um cheque de R$ 10 mil mensais de um dono de lanchonete”.

Segundo Ciro, o governo deveria trabalhar pela saída de Cunha. Ele disse que o deputado ainda mantém apoio na Câmara por ter “distribuído” parte desses recursos, atribuídos a ele, no financiamento de campanha de outros parlamentares. Ciro lembrou que, de acordo com o Ministério Público suíço, “R$ 411 milhões circularam nas contas e ele [Eduardo Cunha] mentiu dizendo que não tinha conta”.

Na entrevista, o ex-governador do Ceará condenou duramente a tentativa da oposição, liderada pelo PSDB, de abrir um processo de impeachment de Dilma. Para ele, a oposição não aceitou o resultado das eleições e quer “pegar um atalho” para chegar ao poder. “Boa parte do calor dessa crise deve-se a uma geração inteira de tucanos, para quem se a Dilma ficar no governo significa Lula mais oito anos a partir de 2018”.

Além de criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ciro, que já foi do PSDB e ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco, se disse decepcionado com o presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), a quem acusou de ter “desapreço às regras e ao calendário [eleitoral]”. Como pode um neto do Tancredo Neves escalar o golpe?”.

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O DIA EM QUE AS “GUERRILHAS” SE INTENSIFICARAM NAS REDES SOCIAIS

marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

No último dia 26, aniversário do ex-presidente Lula e do segundo turno das eleições do ano passado, as “guerrilhas” nas redes sociais se intensificaram.

No Twitter, a hashtag criada para a comemoração do aniversário de 70 anos do ex-presidente alcançou o primeiro lugar nos Trending Topics Brasil e o sexto nos mundiais.

A oposição não deixou passar em branco, reagiu postando banners e vídeos. Nas guerrilhas entre governo e oposição os alvos principais foram Lula, Dilma, Aécio, Eduardo Cunha e o juiz Sérgio Moro.

Alguns internautas repetiram a baixaria do cantor Fabio Júnior num show em Nova York, quando o público xingou a presidenta Dilma e o artista informa que o dedo perdido de Lula está enfiado no nosso (deles).

Mas houve críticas criativas contra o governo. Por exemplo, um banner com a foto da presidenta escrito: “Volta Dilma. Queremos de volta a Dilma que elegemos em outubro.”

O site Sensacionalista ironiza a justiça postando matéria com o título Para escapar da cadeia, preso usa máscara de Eduardo Cunha. O texto afirma que ‘um guarda chegou a ver o falso Cunha cruzando o portão, mas não fez nada’. “Eu reconheci, mas sei que esse a gente não pode prender, então nem me mexi”.

AécioEm meio aos requentamentos, um banner, criado especialmente para o dia 26, exibe a histórica foto dos tucanos no final da apuração do segundo turno na casa da irmã de Aécio Neves.

O clima antes era de comemoração com brindes em taças de champanhe. Mas, no momento desta foto, Dilma já está à frente e nas imagens se  destacam, atônitos, Aécio Neves, o presidente nacional do DEM, Agripino Maia, e o apresentador Luciano Hulk.

O texto: Hoje faz um ano… Que eu não paro de rir com esta foto.

 

Marival Guedes escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

FLA ERA 100% NO RETURNO. ATÉ QUE…

O Rubro-Negro fazia campanha irretocável no returno do Brasileirão 2015, com 100% de aproveitamento. Ontem à noite, esperava confirmar a ótima fase com uma vitória sobre o Coritiba, a sétima seguida. Mas não deu. Para os supersticiosos, a derrota tem uma explicação. Havia um certo pé-frio no Estádio Mané Garrincha…

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O PATINHO FEIO E O GOLPE

marco wense1Marco Wense

 

O Brasil vai sair dessa grave crise, mais política e ética do que econômica. Os bons políticos querem. Todos nós queremos. Só os idiotas e imbecis torcem pelo “quanto pior, melhor”.

 

O quarteto tucaniano, composto por Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, não tem um ponto de equilíbrio em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

FHC e Aécio defendem dois caminhos: o da renúncia de Dilma, que é um ato unilateral, e o do Tribunal Superior Eleitoral, que vai julgar se houve abuso de poder e financiamento irregular na campanha de 2014.

O posicionamento pela renúncia, que leva o vice a assumir a presidência da República, é de mentirinha. Querem um desfecho contra Dilma e Temer. Ou seja, via TSE, que, julgando procedente a ação do PSDB, poderia definir por novas eleições, no prazo de até 90 dias, ou pela posse de Aécio Neves, segundo colocado no processo sucessório. O comando do Palácio do Planalto ficaria, interinamente, com o incendiário Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. É bom lembrar que Cunha pode virar réu a qualquer momento. O evangélico parlamentar é investigado pela Lava Jato, acusado de ter recebido uma propina de cinco milhões de dólares no esquema do petrolão.

O senador José Serra concorda com a renúncia de Dilma, mas não quer nem ouvir falar do TSE. Torce por uma decisão do TCU condenando as chamadas “pedaladas fiscais”. Por mais estranho que pareça, Serra é um pró-Temer. Trabalha, sorrateiramente, contra o “companheiro” Aécio. Serra quer ser uma espécie de super-ministro em um eventual governo peemedebista. Com Aécio Neves no poder, o tucano-temista seria impiedosamente isolado, tratado com desdém, defenestrado. O roqueiro e doidão Lobão, cotado para ser o titular do ministério da Cultura, teria mais prestígio do que Serra.

Uma decisão desfavorável a Dilma no Tribunal de Contas da União abriria as portas do Congresso para um processo de impeachment por crime de responsabilidade. Temer assumiria o comando do País se o afastamento fosse concretizado.

Sobre as “pedaladas”, escrevi, em 31 de julho, que os governos de FHC (1995-2002) e o de Lula (2003-2010) maquiaram as contas públicas para garantir o pagamento do seguro desemprego. O TCU não tomou nenhuma providência. O que antes era aceitável é agora crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Bastou um piscar de olhos na direção do impeachment.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o corpo, a alma e o espírito voltados para a eleição de 2018, é contra o impeachment. É outro que vem rifando Aécio Neves. Para que o projeto seja aberto pela Câmara, é preciso o apoio de 342 deputados. Seguindo para o Senado, o aval tem que ser dado por 54 senadores.

Parabéns a Renan Calheiros, presidente do Senado, que, juntamente com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, trabalham na criação de uma agenda positiva, suprapartidária, de interesse nacional. O Brasil acima da politicagem.

Quando questionado sobre a grave crise, o senhor Aécio Neves, até hoje inconformado com o inquestionável resultado das urnas, diz, com aquele inerente deboche, que “cabe ao governo, e não à oposição, buscar soluções”.

Ora, o PSDB não aponta soluções porque não tem competência para apontá-las. A sinceridade parte do próprio tucanato, do vice-presidente nacional da legenda e ex-governador de São Paulo Alberto Goldman: “o PSDB não tem projeto de País”. Finaliza dizendo que “a legenda não é capaz de dizer o que faria se tivesse vencido as eleições do ano passado”.

Setores da chamada “grande imprensa” e importantes lideranças políticas de oposição começam a perceber que o impeachment é o pior dos cenários. João Roberto Marinho, um dos três sócios majoritários das Organizações Globo, diz que “o sucessor da presidente Dilma será quem vencer as eleições de 2018”. Editorial da Folha de São Paulo que “a ala aecista não pode subordinar os meios jurídicos a seus fins eleitorais, vergando as regras da democracia para encurtar o caminho até o poder”.

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CONSELHO PARA DILMA

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“Não sofra calada à desresponsabilização do Legislativo e do Judiciário no aumento das despesas. Vete os gastos propostos de quase R$ 80 bilhões nos próximos três anos, que nas últimas semanas foram postos no seu caminho. E vá à televisão mostrar à sociedade, com clareza, que, para desgastá-la, alguns oportunistas recusam os caminhos institucionais e ensaiam jogar o Brasil no caos financeiro”.

Se Delfim Neto, economista e ex-ministro da Fazenda, não quer dar nome aos bois, a modesta Coluna Wense diz que Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Aécio Neves, respectivamente presidente da Câmara dos Deputados, do Senado e ex-presidenciável, são os “bois” do quanto pior, melhor. São os mosqueteiros do golpismo.

A mais recente “desresponsabilização” é o projeto, já aprovado no Senado, que autoriza criação de mais de 200 municípios. É bom lembrar que a megalomaníaca proposta já foi vetada duas vezes pela presidente Dilma.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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