Felipe de Paula integra pesquisa sobre o uso de IA no ensino superior || Foto Divulgação
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O professor Felipe de Paula, do Centro de Formação em Políticas Públicas e Tecnologias Sociais da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), tornou-se um dos participantes do projeto Global Student Perspectives on Learning with Generative Artificial Intelligence in Higher Education: A Cross-Cultural Study. A rede internacional de pesquisa investiga os impactos da Inteligência Artificial generativa no ensino superior.
O projeto é coordenado por Danilo Rodrigues Pereira, professor colaborador da Faculdade de Tecnologia (FT) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bolsista do Naveen Jindal Young Global Research Fellowship da O.P. Jindal Global University– Índia.
A pesquisa nasce da constatação de que a adoção da IA generativa nas universidades ocorre de forma acelerada em todo o mundo, mas ainda há pouca produção de dados comparativos entre diferentes contextos culturais e institucionais. Segundo o professor Danilo, os estudos existentes se concentram, em geral, em realidades lоcais.
“Na literatura, há muitas pesquisas sobre o tema, mas normalmente comparando dados do ponto de vista dos estudantes sobre IA Generativa de uma única universidade ou de um único país. Ao dialogar com pesquisadores de diferentes países, percebi que as percepções, preocupações e estratégias institucionais variam significativamente. Isso revelou a necessidade de um estudo sistemático e internacional, capaz de mapear diferenças e semelhanças e produzir evidências mais robustas”, afirma.
TRANSFORMAÇÕES PROFUNDAS
O avanço da IA generativa tem provocado transformações profundas nos modos de estudar, pesquisar, escrever e produzir conhecimento, além de reacender debates sobre avaliação, autonomia, ética e autoria acadêmica. Para o professor Felipe de Paula, esse cenário exige uma abordagem científica qualificada.
“A ideia de autoria, de competência e de responsabilidade sobre a produção intelectual precisa ser repensada. Precisamos estudar e discutir de forma aprofundada os rumos que essa tecnologia está impondo à educação, superando o senso comum e as percepções pontuais, a partir de uma análise científica consistente”, destaca.
Bahia está entre os estados com mais mais candidatos pré-selecionados no Prouni
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A Bahia teve 19.122 estudantes pré-selecionados no processo seletivo do primeiro semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos (Prouni). Ao todo, 75.534 baianos se inscreveram para esta edição. Já o total de inscrições atingiu 137.222 registros, já que cada participante pode escolher até dois cursos para concorrer à bolsa.
A Bahia teve 48,7 mil bolsas ofertadas (20.106 integrais e 28.656 parciais). De acordo com o balanço do Ministério da Educação (MEC), o curso mais concorrido no estado foi Medicina, com 16.342 inscritos e 213 pré-selecionados. Em seguida, estão Direito (14.950 inscritos e 1.761 pré-selecionados) e Psicologia (9.961 inscritos e 862 pré-selecionados).
Em todo o Brasil, na primeira chamada, o processo seletivo teve 226.502 pré-selecionados. Ao todo, 827.248 pessoas se inscreveram para esta edição, registrando cerca de 1,6 milhão de inscrições, já que cada participante pode escolher até dois cursos para concorrer à bolsa. Nesta edição do Prouni foram ofertadas 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas por todo o país.
PERFIL DOS INSCRITOS
Segundo o levantamento, a faixa etária com o maior número de inscritos é de 18 a 20 anos, com 466.931 inscritos. Em seguida, estão as faixas de 21 a 30 anos (235.955 inscritos) e de 14 a 17 anos (48.065 inscritos). Já para estudantes acima de 50 anos, o total chega a 7.351 inscritos.
A maior parte dos inscritos se declarou pardo 373.937). Já aqueles que se identificam com a cor branca totalizaram 332.704 inscritos. A lista é completada, respectivamente, por aqueles que se autodeclararam pretos (104.171), amarelos (8.169) e indígenas (2.865).
O MEC divulgou o resultado da primeira chamada no dia 3 de fevereiro, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A segunda chamada será divulgada no dia 2 de março.
Campus do Ifba em Ilhéus ofertará 80 vagas para Engenharia Sanitária e Ambiental || Foto Divulgação
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O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) aprovou dois novos cursos de graduação a serem ofertados. Os cursos de Bacharelado em Engenharia Civil e Bacharelado em Engenharia Sanitária e Ambiental, dos campi Euclides da Cunha e Ilhéus, respectivamente, são os primeiros cursos de Ensino Superior presenciais das unidades.
De acordo com a Pró-Reitoria de Ensino (Proen), a previsão é que os cursos sejam implantados em fevereiro de 2026. O curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, no campus Ilhéus, ofertará 80 vagas por ano, que serão distribuídas em dois semestres, 40 para o primeiro e 40 no segundo. Seu turno de funcionamento será vespertino e o curso terá carga horária total de 3.990 horas.
O curso de Engenharia Civil, no campus Euclides da Cunha, também disponibilizará 80 vagas por ano, com duas entradas, sendo 40 vagas para o primeiro semestre e 40 para o segundo. O curso tem carga horária total de 3.955 horas e seu funcionamento será em dois turnos, vespertino e noturno.
O processo seletivo para ingresso nos cursos ocorrerá, principalmente, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SISU), do Ministério da Educação (MEC), no qual a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é utilizada como critério de classificação para candidatos.
O estudante também poderá ingressar no curso de Engenharia Civil por meio de reserva de vagas, processo seletivo interno, transferência compulsória ou facultativa e matrícula como aluno especial. Para o curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, o ingresso será por meio de transferência interna e externa, categoria de discente especial, categoria de discente ouvinte, convênio, intercâmbio ou acordo cultural e portador de diploma de ensino superior via edital específico.
UFSB abre vagas para ingresso em três campi || Foto PIMENTA
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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) está com inscrições abertas em processo seletivo para Reingresso, Transferência Externa e Portadores de Diploma de Graduação. São ofertadas 1.606 vagas em diversos cursos dos campi em Ilhéus, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de novembro (acesse o link da página de inscrição no final do texto).
O processo seletivo se dará a partir das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 a 2025. Caso o candidato o tenha feito mais de um Enem, será considera a maior nota. Também será dada prioridade à ordem de categoria constante no edital.
Os cursos oferecidos são Antropologia, Artes do Corpo em Cena, Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Artes, BI Ciências, BI Humanidades, Biomedicina, Ciências Biológicas, Engenharia Agrícola e Ambiental, Engenharia Ambiental e da Sustentabilidade, Engenharia Civil, Engenharia de Transporte e Logística, Engenharia Florestal, Engenharia Sanitária e Ambiental, Gestão Ambiental, Gestão Pública e Social e História (licenciatura).
Além de Jornalismo, Licenciatura Interdisciplinar (LI) em Artes e suas tecnologias, LI em Ciências da Natureza e suas tecnologias, Li em Ciências Humanas e Sociais e suas tecnologias, LI em Linguagens e suas tecnologias, LI em Matemática e Computação e suas tecnologias, Mídia e Tecnologia, Mídias Digitais, Oceanologia, Políticas Públicas, Produção Cultural, Psicologia, Som, Imagem e Movimento e Tecnólogo em Produção de Cacau e Chocolate. Clique aqui para se inscrever.
O curso de graduação com o maior quantitativo de bolsas ofertadas na Bahia é Direito, com 1.112, sendo 723 integrais e 389 parciais. Em seguida, aparecem administração com 1.013 bolsas (780 integrais e 233 parciais), e pedagogia, com 611 bolsas (477 integrais e 134 parciais).
O período de inscrição para o programa ocorre de 23 a 26 de julho, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A divulgação do resultado vai acontecer em duas chamadas, em 31 de julho e 20 de agosto.
O candidato poderá se inscrever nas bolsas integrais (se sua renda familiar bruta mensal per capita não exceder o valor de 1,5 salário-mínimo) ou parciais (se sua renda familiar bruta mensal per capita não exceder o valor de 3 salários-mínimos).
Em todo o país, com 15.115 bolsas, Administração é o curso com maior número de bolsas ofertadas, sendo 9.782 bolsas integrais e 5.333 parciais; seguido de Direito, com 14.231 bolsas (6.320 integrais e 7.911 parciais); Pedagogia, com 13.890 (10.298 integrais e 3.592 parciais).
Na quarta do ranking aparece Ciências Contábeis, com 9.599 (5.643 integrais e 3.956 parciais). Para o curso de Medicina, são ofertadas, nesta edição, 1.344 bolsas (1.206 integrais e 138 parciais).
Para participar do processo seletivo, é necessário que o candidato tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições de 2022 ou 2023, obtendo nota mínima de 450 pontos na média das cinco provas e nota acima de zero na redação. Além disso, devem ser cumpridos critérios socioeconômicos, incluindo renda familiar per capita que não exceda um salário-mínimo e meio para bolsas integrais e três salários-mínimos para bolsas parciais.
LISTA DE ESPERA
A fim de participar da lista de espera do Prouni, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio da página do Prouni, nos dias 9 e 10 de setembro de 2024. A lista de espera estar á disponível no dia 13 de setembro, no Sistema do Prouni ( Sisprouni ), para consulta pelas instituições de educação superior e pelos candidatos.
MEC abre inscrições para vagas remanescentes do Fies || Foto Divulgação
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O Ministério da Educação (MEC) prorrogou, nesta sexta-feira, para 19 de julho o prazo final para as convocações pela lista de espera do processo seletivo de vagas remanescentes referentes ao primeiro semestre de 2024 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As vagas remanescentes do programa referem-se às oportunidades de financiamento que não foram preenchidas durante as etapas regulares de seleção do Fies. As vagas são destinadas aos estudantes matriculados no curso, turno e local de oferta para os quais se inscreveram. Os candidatos devem estar obrigatoriamente em situação de “cursando” no momento da inscrição ou devem ter cursado o referido semestre com aproveitamento de pelo menos 75% das disciplinas, caso o semestre já tenha sido encerrado.
Candidatos com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo que estiverem inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) terão prioridade na classificação para a ocupação das vagas remanescentes. Nesses casos, também será possível solicitar a contratação de financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pelas instituições.
Pode se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários-mínimos.
O Ministério da Educação publicou, no início da noite desta quarta-feira (31), a lista dos selecionados para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Neste edição, o processo teve uma única etapa de inscrição para todo o ano e ofertou 264.181 vagas, em 6.827 cursos de graduação, de 127 instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil.
Os selecionados na chamada regular devem efetuar a matrícula ou registro acadêmico na instituição em que foram admitidos no período de 2 a 7 de fevereiro. Cabe ao candidato observar as condições, os procedimentos e os documentos para a matrícula, bem como se atentar para os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição, em edital próprio.
LISTA DE ESPERA
O candidato que não foi selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera, até o dia 7 de fevereiro, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A lista de espera poderá ser utilizada durante todo o ano pelas instituições públicas de educação superior participantes, para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular.
Maioria dos cursos ofertados pelo SISU é para educação de tempo integral || Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2024 ofertará mais de 123 mil vagas para cursos em tempo integral, das 264 mil vagas ofertadas no processo seletivo, em diferentes turnos. O número corresponde a 46% do total de vagas, conforme informou o Ministério da Educação (MEC).
Já o turno noturno contará com cerca de 87 mil vagas; o matutino, com mais de 31 mil; e o vespertino, com mais de 20 mil oportunidades. Outros formatos somam quase 3 mil vagas. Os quantitativos de vagas são preliminares e podem se alterar até o início das inscrições.
O Ministério da Educação iniciará as inscrições para o Sisu 2024 no próximo dia 22, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Os interessados em participar do processo seletivo poderão se inscrever até as 23h59min do dia 25 deste mês.
Para participar, o candidato deve ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023. O resultado do Enem será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Nacionais Anísio Teixeira (Inep) na terça-feira (16). O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 30 deste mês.
EDIÇÃO ÚNICA NESTE ANO
O Sisu 2024 terá somente uma edição no ano. Serão ofertadas vagas de cursos com início previsto das aulas para o primeiro e o segundo semestre de 2024, de acordo com os Termos de Adesão assinados pelas instituições de ensino superior que aderiram à seleção. Ao todo, 127 entidades participarão do Sisu 2024, com oferta de 264.360 vagas, para os dois semestres do ano.
Diferentemente dos anos anteriores, em 2024, a lista de espera poderá ser utilizada durante todo o ano pelas instituições de educação superior participantes, para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular. O candidato que não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera, no período de 30 de janeiro a 7 de fevereiro, também pelo Portal Único de Acesso.
Fies ofertará 60 mil vagas remanescentes neste ano
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O Ministério da Educação (MEC) voltará a editar, a partir deste mês, a convocação para ocupação de vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), interrompida em 2021. Serão cerca de 60 mil vagas, destinadas a estudantes já matriculados em instituições de ensino superior participantes do Fies. Os inscritos serão classificados com base nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os prazos de inscrição e todos os critérios exigidos para participar do processo seletivo para ocupação das vagas remanescentes do Fies serão divulgados até outubro, por meio de edital.
Diferente de edições passadas do Fies para vagas remanescentes, quando a ocupação das vagas se dava por ordem do registro da inscrição no sistema, nas próximas edições, os inscritos serão selecionados de acordo com a classificação de suas notas no Enem. Serão consideradas as edições do exame a partir de 2010.
OUTRA MUDANÇA
Outro destaque é que todas as mantenedoras de instituições de ensino superior privadas poderão participar do próximo processo seletivo para ocupação de vagas remanescentes do Fies, independentemente de ter participado de edições do Fies já realizadas em 2023.
Anteriormente, apenas as mantenedoras que aderiam aos processos seletivos regulares podiam ofertar vagas nos processos de ocupação de vagas remanescentes. Os prazos e critérios para participação das instituições de ensino nesse processo do Fies de vagas remanescentes serão definidos em edital previsto para ser publicado até o final do mês.
UFSB abre inscrições em processo seletivo para contratar professor substituto
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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) está com inscrições abertas para ingresso no Processo Seletivo de estudantes regulares no Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências e Sustentabilidade para o ano de 2024.
São 26 vagas para ingresso em 2024, no campus de Teixeira de Freitas. São 8 para ampla concorrência, 14 para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, mais 4 vagas para quilombolas, indígenas, pessoas trans e pessoas com deficiência.
São ofertadas também 3 vagas para capacitação de servidores da UFSB e 2 vagas para estrangeiros não residentes no Brasil. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 22 de outubro. O início das aulas está previsto para fevereiro de 2024. Acesse aqui o edital.
Inscrições no Sisu serão abertas nesta segunda-feira (19)
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O Ministério da Educação (MEC) liberou a consulta de vagas para o segundo processo seletivo de 2023 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A edição ofertará 51.277 vagas, de 1.666 cursos de graduação. São 65 instituições de educação superior assinaram o Termo de Adesão ao Programa.
Os interessados podem consultar as ofertas por vaga, curso e instituição, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior — Sisu. As inscrições para o processo seletivo do segundo semestre de 2023 do Sisu terão início nesta segunda-feira (19) e vão até quinta-feira (22), pelo Portal Único de Acesso. O resultado será divulgado dia 27 deste mês.
a maior parte das ofertas de vaga para o Sisu 2023/2 está concentrada nos estados do Rio de Janeiro (13.221), Minas Gerais (8.038), Bahia (4.869), Piauí (4.422) e Paraíba (3.728). Ao todo, 24.726 vagas são para ampla concorrência e 22.560 para cotas. Para ações afirmativas próprias da instituição são reservadas 4.011 vagas.
CURSOS
o curso com mais vagas ofertadas foi o de Pedagogia, com 2.011 ofertas, seguido de Administração (1.697); Ciências Biológicas (1.543); Direito (1.485); Matemática (1.429); Química (1.380); Medicina (1.343); Física (1.311); Engenharia Elétrica (1.248) e Engenharia Civil, que está ofertando 1.222 vagas.
Entre as instituições de educação superior que mais ofereceram vagas estão: Universidade Federal Fluminense (UFF), com 4.096; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 3.811; Universidade Federal do Maranhão (UFMA), 3.063; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), 2.485; Universidade Federal do Piauí (UFPI),, 2.292.
Seguidas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), 2.217; Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), 1.835; Universidade Estadual do Piauí (Uespi), 1.690; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), 1.650; e Universidade Federal da Bahia (UFBA), 1.598 vagas.
O Sisu 2023/2 ofertará 26.352 vagas para o turno integral, 16.327 para o noturno e 4.293 para o matutino. O turno vespertino conta com 3.897 vagas e a modalidade de Educação a Distância (EaD) com 428. Acesse aqui o Portal do Sisu.
MEC divulga datas para inscrições em programas estudantis
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Os estudantes inscritos no Programa Universidade para Todos (Prouni) já podem conferir se foram pré-selecionados na segunda chamada do processo seletivo de 2023. Os pré-selecionados precisam comprovar as informações declaradas na inscrição junto às universidades até o dia 30 deste mês. Mais de 290 mil bolsas foram disponibilizadas nesta edição do Prouni.
A classificação dos pré-selecionados ocorre com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) obtida em uma das duas últimas edições, sendo observado o limite das bolsas ofertadas por curso, turno e local de oferta da instituição, além do tipo de modalidade de concorrência, conforme indicado no ato da inscrição. Confira aqui a lista de espera.
Para participar da lista de espera, o candidato precisa, obrigatoriamente, confirmar seu interesse por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior nos dias 5 e 6 de abril. O resultado será divulgado no dia 10 de abril e quem for pré-selecionado deverá entregar a documentação, conforme as orientações de sua respectiva Instituição de Ensino Superior, entre 10 e 19 de abril.
O Programa Universidade para Todos concede bolsas de estudos integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de ensino superior privadas. O público-alvo do programa é o estudante sem diploma de nível superior. Para saber mais a respeito dos critérios do Programa, acesse o Edital.
Editais para vagas em cursos superiores já estão disponíveis || Foto Divulgação
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Os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem se planejar para concorrer a uma das milhares de vagas no ensino superior, que são ofertadas pelo Ministério da Educação (MEC). Os editais dos processos seletivos de 2023 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foram divulgados na sexta-feira (27), no Diário Oficial da União (DOU).
O período de inscrição para o Sisu será de 16 a 24 de fevereiro e o resultado será divulgado no dia 28 do mesmo mês. As inscrições para o Prouni serão abertas em fevereiro, no dia 28, e encerradas no dia 3 de março.
Em março também ocorrerá o Fies, com inscrição de 7 a 10 do mesmo mês. No caso dos estudantes que tiveram a inscrição postergada de processos seletivos anteriores do Fies, a complementação da inscrição no FiesSeleção deverá ocorrer durante o período de 7 a 9 de fevereiro e estará condicionada ao atendimento dos demais requisitos, prazos e procedimentos para a concessão do financiamento.
Em datas mais próximas à abertura das inscrições, o MEC divulgará os quantitativos de vagas a serem ofertadas na primeira edição de 2023 dos processos.
A classificação em todos os processos será realizada com base na nota obtida na edição do Enem de 2022 e, para o Prouni, serão válidas também as notas do Enem de 2021. Para os interessados em se inscrever no Fies, serão válidas as notas do Enem a partir de 2010.
As inscrições para todos os três processos seletivos são gratuitas e devem ser efetuadas, exclusivamente, pela internet, no Portal Acesso Único. Para mais informações, confira na íntegra os editais do Sisu, Prouni e Fies.
Inscrições no vestibular da Uesb se encerram nesta quinta-feira
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A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) encerra, nesta quinta-feira (5), as inscrições para o vestibular 2023. São ofertadas 915 vagas, sendo 459 para o primeiro período letivo de 2023 e 456 para o segundo período. As vagas são para os campi de Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista.
As inscrições podem ser feitas pela internet. Após preencher o formulário de inscrição, o candidato deverá imprimir o boleto bancário e efetuar o pagamento da taxa, no valor de R$ 100,00, dentro da data de vencimento informada no próprio boleto.
Para os candidatos isentos, ao digitar o CPF no formulário de inscrição, será informado sobre a concessão da isenção e basta prosseguir normalmente, sem necessidade da geração e pagamento de boleto bancário.
Metade das vagas em cada curso será destinada à “Ampla Concorrência” e os outros 50% são voltados para a “Reserva de Vagas”, onde podem concorrer alunos de ensino público (70% para candidatos que se autodeclarem negros e 30% para os demais).
O Vestibular Uesb ainda dispõe da modalidade de “Cotas Adicionais”, onde são acrescidas três vagas, em cada curso, destinadas para quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência (uma para cada grupo). As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de fevereiro nas cidades de Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista. Acesse o edital.
Como docente de uma instituição pública de ensino superior, percebo durante as aulas a dificuldade de concentração desse(a)s jovens, o esforço que fazem para esconder sua necessidade de se alimentar corretamente e a perda gradual de esperança em encontrar os recursos mínimos para estarem ali.
Reginaldo Silva
No Brasil, durante décadas, o acesso à educação superior era restrito às famílias denominadas nobres, ou seja, aquelas que tinham recursos financeiros para garantir a seus herdeiros acesso e permanência no ensino superior (quase sempre localizado nas capitais e grandes centros urbanos). Conforme Teixeira (1989), saímos de 24 escolas de ensino superior em 1900 para 375 em 1968. Já em 2020, conforme censo da educação superior, foram registradas 2.456 instituições, com 8.680.354 de matrículas no total (INEP/MEC, 2022).
O avanço das matriculas na educação superior pública se deu entre os anos 2000 e 2010. Conforme Barros (2015), as matrículas mais que dobraram no período. Programas como Universidade Para Todos e Reuni possibilitaram a descentralização das instituições de ensino superior (IES) para cidades do interior, diversificando os tipos de cursos e períodos de realização.
As camadas mais pobres da população brasileira, que até então não tinham recursos para o deslocamento e permanência em cidades distantes de suas origens e familiares e cuja grande parte, para sobreviver, necessitava trabalhar e ajudar nas despesas familiares, começava a vislumbrar a possibilidade de ingressar no ensino superior.
A democratização do acesso (cotas/reservas de vagas) às universidades públicas, somada ao processo de descentralização das instituições, trazendo-as para mais perto de seus locais de origens, contribuiu para que um significativo número de aluno(a)s das camadas populares ingressassem em uma universidade pública, apesar da maioria das matrículas ainda estar na iniciativa privada.
Após duas décadas dessa política de ampliação de vagas e de democratização do acesso, originários da educação básica pública, negro(a)s, indígenas, quilombolas, pessoas com necessidades educativas especiais na educação superior passaram a integrar a paisagem das universidades públicas, dando a sensação de que, finalmente, o ensino superior era de todos e para todos. Grande engano!
Além da garantia do acesso, era preciso se pensar urgentemente em políticas de permanência e de sucesso no ensino superior para esses grupos tradicionalmente excluídos desse nível da educação nacional. Mesmo sendo pública e gratuita, manter-se no ensino superior custa muito caro. Alimentação, acesso a material da reprografia, deslocamento, roupa, sapato, material didático em geral, tudo isso tem custo alto. Mal o(a)s estudantes das camadas mais vulneráveis economicamente da população brasileira adentram às instalações das universidades públicas e já percebem que não será uma trajetória fácil.
Conforme decreto 7.234/07/2010, “o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) apoia a permanência de estudantes de baixa renda matriculados em cursos de graduação presencial das instituições federais de ensino superior. O objetivo é viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações de repetência e evasão”.
Com o sucateamento da educação superior em nível estadual e federal, as formas de assistência à moradia estudantil, alimentação, transporte, à saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche e apoio pedagógico estão extintas ou minimizadas nas IES.
Dentre as dificuldades que enfrentam o(a)s estudantes, talvez as mais difíceis sejam a insegurança alimentar e o cansaço.
Com o retorno às aulas presenciais após dois longos e difíceis anos da pandemia de Covid-19 e durante uma das maiores crises econômicas que o país enfrentou nos últimos 27 anos, tem sido comum encontrar discentes que, após vivenciarem perdas da família, doenças físicas e psicológicas, chegam famintos à universidade e/ou, sem acesso a moradia próximo ao campus, que precisam se levantar ainda de madrugada para garantir o transporte de sua cidade, só retornam para lá quando a noite termina.
Como docente de uma instituição pública de ensino superior, percebo durante as aulas a dificuldade de concentração desse(a)s jovens, o esforço que fazem para esconder sua necessidade de se alimentar corretamente e a perda gradual de esperança em encontrar os recursos mínimos para estarem ali.
Nesse contexto, o mínimo que a universidade pública que se quer democrática precisaria garantir seria a manutenção de um autêntico restaurante universitário. Não estou falando de uma cantina terceirizada que recebe da instituição vouchers para subsidiar a alimentação para poucos estudantes. Estou falando de um restaurante mantido por recursos públicos, com alimentação subsidiada para todos e todas da comunidade universitária. Um restaurante cuja comida também refletisse a ciência que é produzida pela universidade, isto é, saudável, diversificada, balanceada e segura.
Sem esse mínimo, a universidade pública está fadada a não conseguir cumprir os seus propósitos de permanência estudantil. Enquanto a luta pela satisfação das necessidades básicas estiver maior do que as condições para o estudo, estaremos nós, enquanto universidades, fracassando em produzir conhecimentos e emancipar a humanidade.
Em tempos de pós-pandemia e de crise econômica, pensar a segurança alimentar de nossa comunidade universitária tornou-se fundamental para manter nosso(a)s estudantes na universidade. E a fome não pode esperar!
É preciso que, enquanto coletivo, se faça algo agora! Pela imediata implantação do restaurante universitário já! Contra os valores absurdos que contribuem e fortalecem a exclusão.
Reginaldo de Souza Silva é pedagogo, mestre e doutor em Educação pela Unesp e professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).