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:: ‘eleições 2010’

NADA DE LEI SECA

Nas cabanas da zona sul ilheense, a cerveja desceu redonda e sem restrições (foto Pimenta)

A proibição da venda de bebida alcoólica neste segundo turno das eleições foi solenemente ignorada por muita gente. Nas praias da zona sul ilheense, por exemplo, o Pimenta flagrou muitas cabanas servindo loiras geladas das mais diversas marcas e em temperatura extremamente convidativa. Para alegria dos consumidores, alguns dos quais decidiram votar logo cedo e partir para o litoral. Outros, deixaram para comparecer à urna eletrônica depois da praia.

Maior relax…

POR QUE O DISCURSO DE SERRA NÃO NOS ATINGE?

Daniela Galdino

O favelismo cenográfico comprova muito mais do que o cinismo político: confirma o distanciamento entre Serra e os eleitores pobres

Segundo o nosso digno Mano Brown, na democracia de Serra, se houver duas crianças, sendo uma magra e faminta e outra robusta e bem alimentada, o “Zé” joga o único sanduíche para cima e aguarda para que a “justiça social seja feita”.

Essa alusão comprova o que Serra ignora: os desiguais precisam ser tratados de maneira diferente, para que a justiça social ocorra. Além de concordar com Brown, não me espanto com essa atitude do tucano, afinal, para quem foi capaz de levar ao ar, no programa eleitoral, uma favela cenográfica, isso é coisa pouca.

O favelismo cenográfico comprova muito mais do que o cinismo político: confirma o distanciamento entre Serra e os eleitores pobres – que falam o português não canônico, que nem sempre fazem as três refeições por dia, mas que, contraditoriamente, figuram, em época de eleições, nas “missões humanitárias aliadas” do PSDB.

A fala de Serra, sempre rasa como uma piscina regan tamanho P, possui uma baixa ressonância numa parcela significativa da população brasileira. Jamais se deve esperar, no discurso circular do tucanato paulicêntrico, preocupações com o Brasil profundo.

Certamente não foi durante os 8 anos do governo FHC – tendo Serra como Ministro em duas pastas de destaque, é bom lembrar – que os maiores programas sociais foram implementados, muito menos as ações afirmativas nas universidades, nem a ampliação do numero de universidades federais, ou o incentivo à educação quilombola, o respeito à diversidade e a democratização na distribuição de recursos para financiamento de projetos socioeducativos, culturais e de geração de renda.

Essas e outras medidas foram tomadas nas duas gestões do governo Lula, somente os desavisados por opção ou os distanciados dos pobres por motivos de assepsia não percebem isso.

Uma pergunta para o (e)leitor: como o candidato tucano pode combater as desigualdades, se o passado da era FHC/Serra no governo federal nos legou um recorde imbatível no desmantelamento da educação em todos os seus níveis e modalidades? Como democratizar a universidade brasileira dentro de um projeto político que, por varias vezes, já nos deu provas incontestes de uma “privataria” desvairada?

O suplicio mesmo do Brasil é o PSDB. Esse partido, que movido por um paulicentrismo tipo exportação, tenta, a cada eleição, medir o Brasil pela régua de São Paulo. Obviamente pela régua da classe média paulistana, que se autoproclama esclarecida o suficiente para dizer ao resto do país o que precisamos. Ao ignorar diversidades regionais, ao voltar as costas para os reais problemas das classes populares, o discurso de Serra e dos seus aliados – em geral representantes de DEMo – só pode nos oferecer um conjunto de propostas incipientes para reverter os níveis de pobreza no país.

É por esses – e outros – motivos que a candidatura tucana, no primeiro turno, teve desempenho irrisório nas regiões mais pobres do Brasil, a exemplo de amplas áreas do norte e nordeste. Mas, como já era de se esperar, para justificar esses resultados, o discurso paulicentrista difunde a idéia de que nessas mesmas áreas pobres os eleitores são desprovidos de discernimento para votar.

Com isso, Serra e seus comparsas fixam mais uma figurinha no seu vasto álbum de equívocos e, numa só tacada, retomam infelizes idéias a respeito de nós, nordestinos, por exemplo. Eu, ironicamente, agradeço a Serra, com isso, ele comprova a distância enorme que nos separa. Distância que, fica confirmado, ele tem cada vez menos condições de ultrapassar.

Daniela Galdino é professora da UNEB, Doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos pelo CEAO/UFBA, Professora da Rede Estadual da Bahia

POLÍCIA RETÉM BANDEIRA NA HORA DO VOTO

Eleitores cadastrados em seções dos colégios Estadual, Amélia Amado e Lourdes Veloso estão sendo proibidos pela Polícia Militar de votar com bandeiras de seus respectivos candidatos. As seções ficam na 27ª Zona Eleitoral, no bairro São Caetano.

O Pimenta testemunhou várias pessoas sendo impedidas de votar com a bandeira, mas os policiais dizem que não estão autorizados a falar sobre de onde partiu a ordem.

A legislação eleitoral (Lei 9.504/97) permite que o cidadão vote com a bandeira do seu candidato ou partido, mas de forma “silenciosa e individual”, sem aglomerações. Essa manifestação pode ocorrer com o uso de “bandeiras, broches e adesivos”, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PARA ONDE ELES IRÃO

Da coluna Painel (Folha de S. Paulo):

Beira-mar A candidata petista manifestou a assessores preferência por uma praia como destino para o descanso pós-eleitoral.

Pergunta você Até a noite de sexta, ninguém, no entorno de Serra, arriscava palpite sobre o local de refúgio do candidato uma vez encerrado o segundo turno.

FORÇA NACIONAL NO SUL DA BAHIA

Os conflitos envolvendo índios tupinambá e pataxó e proprietários de fazenda no sul da Bahia acirraram os ânimos às vésperas das eleições e, neste sábado, homens da Força Nacional de Segurança Pública foram deslocadas para Pau Brasil, onde um indígena foi morto há uma semana.

Cerca de 30 homens da Força Nacional saíram de Itabuna para a região de Camacan e Pau Brasil ao final desta tarde, distribuídos em seis picapes. A polícia recebeu informações de que estradas seriam interditadas nesta noite e havia a ameaça de novos conflitos.

Segundo os produtores, houve mais de uma dezena de invasões de propriedades nos últimos 20 dias. Outras equipes da força também vão cobrir a área de Buerarema, Ilhéus, Una e São José da Vitória.

PESQUISAS APONTAM VITÓRIA DE DILMA

Dilma em vantagem na reta final (Foto Monica Alves/Exame).

O eleitorado brasileiro assiste a uma enxurrada de pesquisas neste sábado (30). Seja Datafolha, Ibope, Vox Populi ou Sensus, todas apontam a eleição de Dilma Rousseff (PT) com vantagem que varia de 10 a 21 pontos, a depender do instituto, diante de José Serra (PSDB).

CONFIRA PESQUISAS FEITAS HOJE (VOTOS VÁLIDOS %)

Datafolha
Dilma Rousseff (PT) – 55%
José Serra (PSDB) – 45%

Pesquisa ouviu 6.554 eleitores neste sábado (30) e foi encomendada pela Folha e Rede Globo. A margem de erro é de 2 pontos.

Ibope
Dilma Rousseff (PT): 56%
José Serra (PSDB): 44%

Pesquisa ouviu 3.010 entrevistas neste sábado (30), sob encomenda do Estadão e Rede Globo. Margem de erro de 2 pontos.

Vox Populi
Dilma Rousseff (PT) – 61%
José Serra (PSDB) – 39%

Pesquisa ouviu 3 mil eleitores neste sábado (30), encomendada pelo Portal IG. Margem de erro de 1,8 ponto.

Sensus
Dilma Rousseff (PT) – 57,2%
José Serra (PSDB) – 42,8%.

Pesquisa ouviu 2 mil eleitores neste sábado (30), encomendada pela Confederação Nacional de Transporte (CNT). Margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

VOTAÇÃO SEGUE HORA LOCAL

A votação neste segundo turno obedecerá à hora local dos estados, não seguindo o horário de verão. Portanto, assim como ocorreu no primeiro turno, as seções eleitorais irão abrir às 8 horas e fecham às 17 horas.

Por conta do horário de verão e da diferença de fuso horário em quatro estados (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima), as pesquisas de boca de urna somente poderão ser divulgadas a partir das 19 horas.

PROCURA-SE UM PRESIDENTE PARA O BRASIL!

Manuela Berbert

Sentei para escrever esse texto e fiquei me perguntando, de frente para o computador, como começar. Minha maior preocupação hoje é não parecer aqui uma pessoa partidária. Até porque, neste exato momento, confesso não ter vontade de torcer por nenhuma das duas opções que estão aí, candidatos a governar o meu Brasil.

Procurei no dicionário virtual o conceito da palavra INTEGRIDADE.  E li que “ela significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, imparcial, brioso, pundonoroso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, justo e perfeito, puro de alma e de espírito”. Onde está a integridade nas duas opções que temos?

Definitivamente, estou confusa. Montaram um personagem chamado Dilma, que eu não sei de onde saiu nem o que já fez da vida, e querem que eu a eleja como a autoridade máxima do Poder executivo e da República, a maior liderança do meu país. Lula tem feito campanha para ela 24 horas por dia, empenhado, e eu gostaria de prestigiá-lo nessa empreitada, mas não tenho coragem. Falta alguma coisa nessa mulher. Às vezes acho que é simpatia. Às vezes acho que lhe falta inspirar confiança. Não tenho certeza do que falta, e por isso fico receosa.

Conheço José Serra. Lembro dos seus grandes feitos na área da saúde no Brasil. Aliás, foi levantando a bandeira da qualidade da saúde que eu o conheci, e aprendi a admirá-lo. Já parei na frente da TV para vê-lo explicar campanhas de vacinação, dentre outras coisas. Mas o tempo e a convivência podem ser cruéis com as pessoas. E acho que foi mais ou menos isso que aconteceu. A convivência, especialmente nesse período de campanha eleitoral, arranhou a minha simpatia por ele.

O horário político é ridículo e os debates foram, TODOS, um atentado à moral da população.

O horário político é ridículo e os debates foram, TODOS, um atentado à moral da população. Não vi nem ouvi propostas, planos de governo, promessas. Essas duas pessoas que estão aí hoje almejando liderar o meu país conseguiram denegrir a própria imagem dia após dia, numa luta incansável de provar que o outro é PIOR. Estou quase acreditando que correto foi o palhaço Tiririca, que foi autêntico ao ‘dar as caras’ dizendo que ‘pior do que está não fica’.

Abri os jornais e as revistas, buscando informações, e não as tive. Só li dossiês pagos, agressões, desafetos. E ainda tive que recordar episódios tristes da história do meu Brasil, porque eles fizeram questão de resgatar e citar indivíduos que eu gostaria de esquecer. Enquanto um dizia ‘fulano é seu amigo e isso prova que você não presta’, o outro respondia ‘mas você é amigo de fulano de tal, que fez pior ainda’. Aquele velho ‘jogo infantil’ que algumas mães têm, colocando sempre a culpa no comportamento do filho do vizinho.

É, querido fiel leitor, sinto uma dor no peito ao dizer que a impressão que tenho é que domingo o Brasil vai eleger o menos pior. A que ponto chegamos hein? Triste realidade. O poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare disse um dia que ‘os miseráveis não têm outro remédio a não ser a esperança’. A mais pura verdade. Independente do nosso voto e partido estamos todos pautados na incerteza do futuro e somos todos miseráveis, vestidos da esperança de que aquele que seja eleito não nos decepcione TANTO.

Procuro um presidente para o meu Brasil e não acho. Não acredito nas opções que me deram. Não confio nas informações que tenho. Sequer posso observar as pesquisas. Baiana de nascimento e de alma me apego às frases de efeito, como a de Marcio Vitor, do Psirico. Sim, a desilusão já chegou à nossa cultura popular. Numa de suas canções, em que relata a miséria do povo que vive nos morros, há uma frase interessante: “‘ê chuá chuá, temporal que leva tudo, só minha fé não vai levar”…

Manuela Berbert é apresentadora de TV, publicitária e colunista do Diário Bahia.

Sentei para escrever esse texto e fiquei me perguntando, de frente para o computador, como começar. Minha maior preocupação hoje é não parecer aqui uma pessoa partidária. Até porque, neste exato momento, confesso não ter vontade de torcer por nenhuma das duas opções que estão aí, candidatos a governar o meu Brasil.

CARREATA E BANDEIRAÇO NA RETA FINAL

Se alguém pensava estar livre das ações da campanha após o fim do horário eleitoral, saiba que não é bem assim. Em Itabuna, por exemplo, partidários de José Serra (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT) vão às ruas em busca de mais votos para os presidenciáveis.

A campanha da petista promove carreata neste sábado (30) puxada pelo deputado federal Geraldo Simões. A atividade está prevista para começar às 8 horas deste sábado, saindo da praça do bairro de Fátima. Um bandeiraço na praça Adami fecha a campanha tucana que, em Itabuna, tem como maiores cabos eleitores os democratas.

COM SERRA, A INCERTEZA É MAIOR

Marco Wense

Se alguém ainda tem dúvida sobre o voto na disputa pelo Palácio do Planalto, basta lembrar que a incerteza com o tucano José Serra é muito maior do que com a petista Dilma Roussef.

O enigmático candidato do PSDB não apresentou uma linha sobre o seu plano de governo, o que é lamentável.  A candidata do PT esboçou uma lista de diretrizes dando ênfase ao combate a pobreza.

É incrível. Mas o ex-governador de São Paulo continua achando que os brasileiros viviam melhor no governo Fernando Henrique Cardoso, que foi marcado pelo aumento do desemprego, arrocho salarial e entrega do patrimônio público.

Para Serra, tudo é uma farsa. O tucano integra os 3% que acham o governo Lula péssimo. O engraçado é que 67% dos eleitores de Serra estão satisfeitos com o atual governo, que tem um índice de aprovação de 83%.

José Serra não consegue esconder o seu preconceito com os nordestinos.  Na discussão sobre segurança pública, no debate da TV. Bandeirantes, o tucano escolheu um baiano para ilustrar o seu pensamento: “Hoje, um criminoso da Bahia que está andando na Rua do Rio de Janeiro, se pedir o documento não acontece nada”.

Agora, sem mostrar nenhum constrangimento, o presidenciável do PSDB quer que suas eleitoras conquistem os votos dos indecisos através dos atributos físicos. O candidato implora: “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 votos”.

O enigmático José Serra, cada vez mais surpreendente, ainda passa a receita para a sedução eleitoral: “É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45”.

Esse Serra é uma figura, digamos, inominável. É de um cinismo impressionante. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem toda razão quando diz que “o Serra tem uns demônios dentro dele que, às vezes, nem ele mesmo controla”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

OS VOLÁTEIS

O sindicalista Jairo Araújo, liderança dos comerciários no sul da Bahia, prefere não levar em conta as pesquisas divulgadas nos últimos dias. Ontem, o Ibope dava 14 pontos de vantagem para Dilma Rousseff (PT) e o Datafolha de hoje revela um diferença parecida em relação a José Serra – uma frente de 12 pontos. E explica a descrença:

– Pra mim, há uma massa de eleitores que ainda está entre um e outro.

Jairo tem preferência por Dilma e participa de mobilizações para atrair mais votos para a petista. Há pouco, estava na praça Adami, centro de Itabuna, participando de um bandeiraço. Para ele, é essa massa “volátil” que decidirá se teremos um presidente ou uma presidenta.

DILMA AMPLIA VANTAGEM NO IBOPE: 57% A 43%

Do G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) aponta Dilma Rousseff (PT) com 57% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 43% na disputa em segundo turno pela Presidência da República.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 55% e 59%, e Serra, entre 41% e 45%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 20, Dilma aparecia com 56% dos votos válidos e Serra com 44%.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, de 26 a 28 de outubro. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo 37596/2010.

Votos totais

Pelo critério de votos totais (que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos), Dilma Rousseff soma 52% das intenções de voto, e José Serra, 39%. As intenções de voto em branco ou nulo acumulam 5%, segundo o Ibope. Os eleitores indecisos são 4%.

Nos votos totais da pesquisa anterior do Ibope, do último dia 20, Dilma tinha 51%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 4%.

DRAGON – PROMESSAS

chargedragonwww.dragonxr5.blogspot.com

AS COMPANHIAS DOS PRESIDENCIÁVEIS NO “DIA D”

Ilimar Franco, d´O Globo

A candidata do PT, Dilma Rousseff, vai acompanhar a apuração dos votos no Palácio da Alvorada, ao lado do presidente Lula, de dirigentes do PT e da campanha, e dos governadores Jaques Wagner (PT-BA) e Eduardo Campos (PSB-PE).

O candidato do PSDB, José Serra, ficará em sua própria casa, em São Paulo, ao lado de familiares e alguns poucos assessores.

Os demais políticos tucanos e dirigentes da campanha devem se reunir na casa do secretário de Cultura Andrea Matarazzo, também em São Paulo.

O comando do PMDB vai se concentrar na casa do presidente da Câmara e vice da chapa governista, Michel Temer (SP), em Brasília.

O FERIADÃO E A ABSTENÇÃO

No histórico das eleições brasileiras, a abstenção sempre costuma ser maior no segundo turno. Contribui para isso o desaparecimento, nesta etapa, dos cabos eleitorais ligados aos candidatos a deputado, que resolvem sua vida no primeiro tempo.

Mas o receio é de que neste ano a abstenção seja ainda maior que em eleições anteriores, devido ao feriado de terça-feira, 2. Em muitas cidades, as prefeituras já decretaram ponto facultativo. E alguns estados, como o Rio de Janeiro, transferiram o feriado do Dia do Servidor Público (que é hoje, 28 de outubro) para segunda-feira, 1º de novembro, criando um belo de um feriadão.

Analistas estimam que a abstenção, que ficou em 18% no primeiro turno, alcance 22% neste domingo. Alguns deles acreditam que o feriado prolongado atrapalhará tanto Serra (PSDB) quanto Dilma (PT), mas a maioria dos observadores acha que a desvantagem do tucano neste particular é maior, pois ele tem a maioria dos eleitores das classes A e B.

STF: PLACAR ESTÁ 4 A 2 PELA VALIDADE DA FICHA LIMPA

Intervalo de 20 minutos na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) e, por enquanto, o placar está 4 a 2 favorável à validade da Lei Ficha Limpa já neste ano.

Os ministros do Supremo julgam um recurso do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Ele foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter renunciado no início dos anos 2000 ao mandato de senador para não ser cassado e perder direitos políticos.

Os ministros Ricardo Lewandoski, Carlos Ayres Britto e Cármen Lúcia seguiram voto do relator, Joaquim Barbosa, contra o provimento de recurso de Jader e pela validade do Ficha Limpa.

Os ministros Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli votaram pelo provimento do recurso de Jader – e, assim, mostram-se contrários à aplicação da nova lei nestas eleições. Quatro ministros ainda não votaram.

CNT/SENSUS: DILMA VAI A 58,6% E SERRA CAI PARA 41,4%

A CNT/Sensus divulgou nova pesquisa sobre a corrida presidencial e revela a petista Dilma Rousseff (PT) com vantagem de 17,2 pontos percentuais sobre José Serra (PSDB) nos votos válidos. O placar está 58,6% a 41,1%. A pesquisa foi feita entre 23 e 25 de outubro e ouviu duas mil pessoas em 136 municípios e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Quando são computados os votos brancos e nulos e o percentual de eleitores indecisos, os chamados votos totais, Dilma aparece com 51,9% e Serra com 36,7%. Branco ou nulo soma 4,7% e indecisos, 6,8%.

No comparativo com a pesquisa divulgada na semana passada, Dilma subiu 5,1 pontos percentuais e Serra caiu seis pontos. Nos votos válidos, dava 52,8% a 47,2%.

A pesquisa mostra ainda aumento da rejeição de Serra e o contrário com Dilma. Ele acumula rejeição de 43% e Dilma, 32,5%.

Confira relatório da pesquisa

LÍDER DIZ QUE 20 DIRETÓRIOS ESTADUAIS DO PV ESTÃO COM PETISTA

Duarte: apoio do PV a Dilma (Foto Pimenta).

O líder do PV na Câmara Federal, Edson Duarte, apelou ao emocional ao justificar a decisão do diretório baiano dos verdes em apoiar à eleição da ex-ministra Dilma Rousseff (PT).

Duarte afirmou que 20 dos 27 diretórios estaduais do Partido Verde fecharam com Dilma:

– Não poderíamos estar em outra estrada que não essa. Nossas conquistas foram às custas de muito suor.

Duarte relembrou a sua visita ao município do sudoeste baiano no primeiro turno, ao lado da ex-presidenciável Marina Silva. Agora, retornava para pedir votos para a petista numa disputa entre dois projetos diferentes. Marina obteve 26.880 votos em Conquista.

O deputado federal destacou o fato de vencer as cinco outras eleições das quais participou. Neste ano, candidatou-se a uma das duas vagas ao Senado Federal pela Bahia. Ele perdeu, mas se dizia honrado pela escolha dos baianos, que elegeram Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT).

O anúncio em público ocorreu quando Dilma Rousseff ainda estava chegando a Conquista. Com a petista no palanque, o governador Jaques Wagner tratou de informar o apoio dos verdes na Bahia, algo decidido ainda na segunda, 25.

PARA AÉCIO, O PT TENTA “REESCREVER A HISTÓRIA”

Encontro de tucanos e democratas em Salvador

O ex-governador e senador eleito pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, esteve nesta terça-feira, 26, na Bahia, e procurou animar a militância serrista para esta reta final do segundo turno. Aécio foi recebido por lideranças do PSDB,DEM, PPS,PR,PTN e PRP, em um evento no Fiesta Convention Center, em Salvador.

No encontro, o tucano manifestou opinião pessoal de que há uma faixa de 20% de eleitores ainda inseguros com relação ao voto no próximo dia 31, embora a última pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça, aponte 6% de indecisos. E outros levantamentos têm indicado que quase 90% dos eleitores não pretendem mudar o voto.

Aécio disse ainda que o PT tenta reescrever a história. “Um desavisado que chega ao país e assiste à propaganda da nossa adversária, pensa que o Brasil foi descoberto pelo PT”, alfinetou o mineiro.

Entre outras lideranças, participaram do evento com o senador eleito o ex-governador Paulo Souto, o senador ACM Júnior e os deputados federais ACM Neto, Jutahy Jr. e João Almeida.

“EU NÃO VOU ERRAR”, PROMETE DILMA EM CONQUISTA

Dilma pede votos em palanque com Wagner, deputados e prefeitos aliados (Foto Pimenta).

Com discurso de pouco mais de 15 minutos, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) encerrou há pouco o comício na praça Barão do Rio Branco, em Vitória da Conquista. O ato político reuniu cerca de sete mil pessoas e a presidenciável investiu na comparação dos projetos políticos petista e tucano e no discurso de gênero, a toda hora citando o papel da mulher no mundo e a chance de tornar-se a primeira presidenta do Brasil.

Sobre os ataques vindos de religiosos e os boatos espalhados na internet, ela foi… sutil:

– O povo vai responder a esse ódio com a esperança e o amor, amor de quem é capaz de reduzir a desigualdade no Brasil, de garantir conquistas que vamos aprofundar na área da saúde, segurança e da moradia, para homens e mulheres deste país.

Ela lembrou discurso do presidente Lula quando tomou posse e afirmava que não poderia errar, pois eliminaria a chance de qualquer outro trabalhador ou representante do povo chegar novamente à presidência da República. E citando Deus, prometeu uma administração “assertiva”.

– Eu não vou errar. Eu represento milhões de mulheres e que pela primeira vez chegam a pleitear o maior cargo da (presidência) República.

E encerrou o discurso citando Deus e o “axé” baiano. “A vitória nós vamos comemorar juntos no dia 31, também. Com a graça de Deus e o voto de cada homem e cada mulher. Agradeço de coração a essa manifestação de carinho, de amor”, disse em discurso que foi interrompido por três vezes aos gritos de “Dilma, Dilma!”.






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