WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


conlar

banner-site-150x300px

jamile_yamaha

sintesi

setembro 2017
D S T Q Q S S
« ago    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

editorias


:: ‘eleições 2018’

ACM NETO PARA FERNANDO: “O TEMPO NÃO É BOM PARA QUEM NÃO SABE ESPERAR”

Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

ACM Neto almoçou com aliados em Itabuna e participou da festa de aniversário de Buerarema neste domingo (17). Aproveitou o intervalo entre um compromisso e outro para dar estocadas em um ex-aliado e, agora, inimigo político.

“O tempo só não é bom para quem não sabe esperar”, filosofou o neto do falecido ACM em entrevista exclusiva ao repórter Wadson Santos. Era, claro, uma referência ao ex-aliado Fernando Gomes, prefeito de Itabuna e ex-DEM. “Na minha vida, aprendi a reconhecer o tempo das coisas”, completou.

Neto e Fernando romperam relações políticas – e pessoais – em 2016, quando o líder do DEM quis impor a Fernando a candidatura do deputado estadual Augusto Castro (PSDB) na disputa pelo gabinete mais vistoso do Centro Administrativo Firmino Alves. O episódio azedou a relação do agora prefeito com o deputado.

Ainda na entrevista, Neto enfatizou sua relação “histórica” com Itabuna e disse que preferia não comentar sobre o rompimento. “Eu prefiro, neste momento, não fazer comentários sobre questões locais. Tudo na hora certa, no momento adequado”.

PRÉ-CAMPANHA

O prefeito de Salvador veio ao sul da Bahia acompanhado de deputados, dentre eles os tucanos Jutahy Jr. e Augusto Castro, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM). Em Buerarema, reuniu-se com políticos e lideranças regionais em um evento no Rotary Club.

Neto tentou tirar a conotação eleitoral de sua visita. “Campanha só ano que vem”, observou, afirmando ter agido com cautela. “Sequer temos feito pré-campanha. Não adianta querer antecipar o processo eleitoral. Temos que avaliar as coisas, a vontade dos baianos”. Redação Pimenta.

DISPUTANDO O APOIO DO FERNANDISMO

marco wense1Marco Wense

 

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

 

A disputa entre Sérgio Gomes e Rafael Moreira, ambos pré-candidatos a deputado estadual, tende a ficar mais intensa com a proximidade da eleição.

Moreira, toda vez que é questionado sobre sua legítima pretensão, sempre deixa nas entrelinhas que o prefeito Fernando Gomes vai apoiá-lo em detrimento de Sérgio Gomes.

Essa insinuação – ou impressão, se o leitor preferir – faz Sérgio ficar irritado a cada entrevista de Rafael, que precisa entender que seu concorrente é filho do alcaide.

É natural que Rafael procure mais espaços no governo e a simpatia do pessoal do primeiro e segundo escalões. Mas soa como provocação o desafio em relação ao apoio de Fernando Gomes.

Fica parecendo que Moreira sabe de alguma coisa, que Sérgio não vai ser candidato em virtude de um acerto que tem com o chefe do Executivo.

Moreira pretende se filar a um partido da base aliada do petismo, mas descartou qualquer possibilidade de ir para o PT e o PCdoB. Seu candidato a deputado federal é Josias Gomes, secretário estadual de Relações Institucionais.

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

Muitos eleitores de Rafael e Sérgio vão votar em ACM Neto (DEM) na sucessão ao Palácio de Ondina. Tem gente graúda na prefeitura condicionando o apoio a uma neutralidade diante do segundo mandato do governador.

Tem também os antipetistas radicais, que andam dizendo que não vão votar em Rafael Moreira em decorrência dessa sua dobradinha com Josias Gomes.

O que se espera é que Rafael Moreira e Sérgio Gomes percorram o caminho da paz e da civilidade. O sol nasceu para todos.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

ANUNCIAÇÃO E O “VOLTA, WAGNER”

marco wense1Marco Wense

 

O PT sabe com quem mexe. E logo quem, o Coronel, que pode a qualquer provocação chutar o pau da barraca.

 

Jaqueses Wagner, de maneira incisiva, descartou qualquer possibilidade de sair candidato ao Palácio de Ondina na eleição de 2018.

“Chance zero”, disse o ex-governador e atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, se mostrando surpreso com o assunto e até irritado.

“Não existe nenhum movimento neste sentido na base aliada. Isso deve ter partido do lado de lá”, desabafou o não menos chateado Everaldo Anunciação, presidente do PT da Bahia.

Até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que só tem uma hipótese que poderia levar Wagner para a disputa: uma acentuada impopularidade do governo Rui Costa.

O risco de uma não reeleição levaria o petismo a convencer Wagner a sair candidato. A última pesquisa aponta um empate técnico entre Rui e ACM Neto, com o prefeito de Salvador na frente.

Acontece que o “Volta Wagner” não foi parido na oposição, como insinua Anunciação. Surgiu pela voz do inquieto Ângelo Coronel, filiado ao PSD do senador Otto Alencar.

Como o Coronel é o presidente da Assembleia Legislativa, e desses que não tem papas na língua, o PT preferiu atribuir a origem do “Volta Wagner” ao oposicionismo.

O PT sabe com quem mexe. E logo quem, o Coronel, que pode a qualquer provocação chutar o pau da barraca.

Marco Wense é editor d’O Busílis.

E AGORA, PT?

marco wense1Marco Wense

 

O PT vai ser solidário com Wagner ou ficar do lado de Fernando Gomes, que não quer saber de PT, PT, PT de jeito nenhum?

 

Esse Fernando Gomes não é fácil. Esperou o resultado final do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para dizer que não tem compromisso nenhum com o PT.

Cozinhou o PT em banho-maria. Usou, usou e agora descartou. E para mostrar sua independência, ainda disse, com todas as letras maiúsculas, que não vai votar em Jaques Wagner para o Senado.

“Eu apoio Rui Costa, não tenho compromisso com Wagner e nem com o PT”, verberou o prefeito de Itabuna, deixando claro que o ex-governador é adversário político.

E mais: em conversas reservadas, no chamado núcleo duro do fernandismo, já há uma decisão de não apoiar uma eventual candidatura de Lula – ou de qualquer outro petista – na eleição presidencial de 2018.

E agora? Como é que o comando estadual do PT, sob a batuta de Everaldo Anunciação, vai se comportar diante da “rebeldia” do alcaide?

O PT vai ser solidário com Wagner ou ficar do lado de Fernando Gomes, que não quer saber de PT, PT, PT de jeito nenhum?

Fernando Gomes pode até usar a expressão da ex-presidente Dilma Rousseff: Nem que a vaca tussa eu apoio Lula, Wagner e nem deputado do PT.

Que coisa, hein! Coisas da política. Do movediço e traiçoeiro mundo político.

Marco Wense é o editor d´O Busílis.

COMISSÃO DA CÂMARA APROVA “DISTRITÃO” PARA ELEIÇÕES DE 2018 E 2020

Comissão aprova "distritão" em reforma política || Foto Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Comissão aprova “distritão” em reforma política || Foto Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A comissão especial da Câmara que analisa a reforma política aprovou na madrugada de hoje (10) um destaque que modificou o texto-base aprovado na noite de ontem (9) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03 e alterou o sistema eleitoral para as eleições de 2018 e 2020, que passará a ser feita pelo chamado distritão. Por esse sistema, serão eleitos os candidatos mais votados para o Legislativo, sem levar em conta os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido, como é o sistema proporcional adotado atualmente.

O texto apresentado originalmente pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), mantinha o sistema eleitoral atual para 2018 e 2020 e estabelecia que o sistema de voto distrital misto, que combina voto majoritário e em lista preordenada, deve ser regulamentado pelo Congresso em 2019 e, se regulamentado, passa a valer para as eleições de 2022.

A mudança foi aprovada por 17 votos a 15, em destaque do PMDB, com apoio das bancadas do DEM, do PSDB, do PSD e do PP e o distritão seria um modelo de transição ao distrital misto, que valeria a partir de 2022, mantendo a necessidade de regulamentação pelo Congresso.

“Nós precisamos de um tempo para montar a distribuição dos distritos no Brasil. E o ‘distritão’ caminha para esse novo sistema, quebrando com o sistema proporcional que gerou um desgaste enorme até hoje”, disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) considera a mudança de modelo na votação para o Legislativo essencial. “O modelo atual está esgotado. Não dá para fingir que está tudo bem e continuar com o sistema atual, vamos de ‘distritão’ na transição para um sistema misto mais elaborado e transparente a partir de 2022”, disse.

OPOSIÇÃO

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) considerou o distritão “um modelo elitista, no qual prepondera a presença individual, quando o Parlamento é, por natureza, coletivo na sua atribuição”.

O líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), argumentou que nada impede que a transição seja o modelo proporcional. “Não é verdade que adotar o distritão seja uma transição, o maior risco é que se torne permanente com a eleição de um Congresso em 2018 completamente diferente do atual e que dificilmente vai regulamentar o distrital misto”, disse.

O presidente da comissão que analisa a proposta, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), adiou a votação dos destaques de bancada que ainda não foram analisados para as 10 h desta quinta-feira. Com informações das agências Brasil e Câmara.

PR, PSD, PP E A SUCESSÃO ESTADUAL

marco wense1Marco Wense || O Busílis

 

A desculpa para um eventual apoio ao prefeito soteropolitano serve para o PR, o PP e o PSD. Suas lideranças vão dizer que seguem uma decisão do comando nacional.

 

A ordem no PR é não fechar a porta para ACM Neto, já que a chance de integrar a chapa majoritária governista é cada vez mais remota.

A vice deve continuar com João Leão, do PP. Uma vaga para o senado é de Jaques Wagner (PT). A outra é do PSD do senador Otto Alencar.

O ponto comum entre o PP, PR e o PSD é que fazem parte do chamado “centrão”, grupo que apoia o governo Temer na base do toma-lá-dá-cá.

Outro detalhe é que as cúpulas desses partidos, alojadas lá em Brasília, são contrárias a essa aliança com o governador Rui Costa, preferem apoiar ACM Neto na disputa pelo Palácio de Ondina.

Quando o assunto é o centrão do Jaburu, os petistas da Bahia falam cobras e lagartos. Mas quando é o daqui, ficam silenciosos. O da Bahia é legítimo, o de lá é do Paraguai.

PR, PP o PSD se assemelham nas ameaças de rompimento com o governador. O trio costuma mandar recados nas entrelinhas.

Com efeito, quando questionado se o apoio à reeleição de Rui Costa é favas contadas, o senador Otto sempre deixa uma expectativa no ar: “… a não ser que haja acidente de percurso”.

Esse “acidente de percurso” é o mesmo do deputado José Carlos Araújo, presidente estadual do PR, e do PP do vice Leão. Ou seja, apoiar ACM Neto se ficar fora da majoritária.

A desculpa para um eventual apoio ao prefeito soteropolitano serve para o PR, o PP e o PSD. Suas lideranças vão dizer que seguem uma decisão do comando nacional.

E o que pode amenizar essa disputa para compor a majoritária governista? Sem dúvida, os resultados de pesquisas de intenções de voto colocando ACM Neto na frente.

Neste caso, a briga passa a ser com o PMDB dos irmãos Vieira Lima, o PSDB de João Gualberto e o DEM de Aleluia.

Marco Wense é articulista d’O Busílis.

BEBETO NEGA “RACHA” NO PSB E DEFENDE VAGA PARA LÍDICE NA CHAPA DE RUI

Bebeto e Lídice negam racha no PSB.

Bebeto e Lídice negam racha no PSB.

Líderes do PSB baiano, o deputado federal Bebeto Galvão e a senadora Lídice da Mata concederam entrevista para abordar o momento nacional e as movimentações do partido no Estado. O deputado federal defendeu pesquisas de opinião para a formação da chapa majoritária de Rui Costa na tentativa de reeleição em 2018.

– Estamos trabalhando e iremos trabalhar pela sua manutenção [do nome de Lídice na chapa majoritária]. Se isso acontecer, ele vai ter que enfrentar a Bahia e suas pesquisas, que desejam que a senadora Lídice esteja compondo com o governador Rui. A nossa posição é de manter a senadora em uma futura chapa do governador Rui Costa – disse o parlamentar.

A posição de Bebeto também serviu como tentativa de dissipar boatos de ruptura entre ele e a senadora baiana. Lídice também afastou essa suposta dissidência ao afirmar estar do mesmo lado que Bebeto, embora tenha assumido que o partido tem quatro correntes políticas. “Eu e Bebeto estamos do mesmo lado”, pontuou. Ventilado como um nome do Solidariedade em 2018, Bebeto reforçou a fala da senadora. “Não há possibilidade de qualquer cisão na nossa relação”.

NILO OU O CORONEL?

marco wense1Marco Wense

 

O governador Rui Costa, assim como fez sua opção por Fernando Gomes, em detrimento do médico Antônio Mangabeira, vai ter que decidir entre Nilo e o Coronel.

 

O governador Rui Costa (PT), mais cedo ou mais tarde, vai ter que decidir se prefere o apoio de Marcelo Nilo (PSL) ou de Ângelo Coronel (PSD).

O ideal seria se o chefe do Executivo ficasse com os dois deputados do seu lado, unidos em torno do legítimo direito de disputar o segundo mandato.

O problema é que Nilo e o Coronel se tornam cada vez mais distantes e imprevisíveis quando o assunto é a eleição de 2018.

Nilo não quer o Coronel no mesmo palanque e vice-versa. Ambos estão dando declarações que soam como uma espécie de ultimato ao governador: ou eu ou ele.

Quando questionado sobre seu apoio, se fica com Rui Costa ou ACM Neto, Nilo diz que a resposta “só depois do carnaval”.

O Coronel, atual presidente da Assembleia Legislativa, não perde a oportunidade de dizer que “o PSD tem que ter candidatura própria ao Palácio de Ondina”.

A candidatura a qual se refere o comandante do Parlamento é a do senador Otto Alencar, que é do mesmo partido do Coronel, o PSD.

O coronel, que tem um estilo muito parecido com o de Nilo, vai mais longe: “Não tendo candidato, quero ir para o Senado”.

O imbróglio é que uma das vagas para o Senado da República – a outra é de Jaques Wagner – está sendo disputada por quatro pretendentes.

O governador Rui Costa, assim como fez sua opção por Fernando Gomes, em detrimento do médico Antônio Mangabeira, vai ter que decidir entre Nilo e o Coronel.

O prefeito soteropolitano, ACM Neto, sem dúvida o único oposicionista com condições de derrotar Rui, fica esperando o desenrolar do Nilo versus Coronel.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia e editor d´O Busílis.

RUI, O CAPOEIRISTA

Cada vez mais à vontade no sul da Bahia, Rui ensaia passos de capoeira em Canavieiras || Foto Manu Dias

Cada vez mais à vontade no sul da Bahia, Rui ensaia passos de capoeira || Foto Manu Dias

Rui Costa está cada vez mais à vontade em suas andanças pelo sul da Bahia. Além de participar das festividades em homenagem ao padroeiro de Canavieiras, São Boaventura, Rui Costa ainda ensaiou uns passos de capoeira, ontem (9), já treinando para… 2018.

“Estou muito feliz por entregar e anunciar obras importantes para a população desta região do estado. Também me comprometi com o prefeito de Canavieiras em dar apoio na área da saúde. Vamos trazer para cá o mutirão de cirurgias e o programa de rastreamento do câncer de mama. Outro apoio que foi solicitado ao Estado foi na construção de alguns postos de saúde, para dar mais dignidade a quem precisa de atendimento”, disse ele.

O governador foi ao município entregar obras de reforma do Aeroporto Sócrates Resende, no valor de R$ 1.080.292,41, entregou barracas para produtores rurais e entregou equipamentos de pesca para marisqueiras e pescadores do município. Também reinaugurou um posto da Polícia Rodoviária Estadual.

RETORNO AO SUL DA BAHIA

Na próxima quinta (13), Rui retorna ao sul da Bahia para visita ao município de Santa Luzia. Na sexta (14), deverá integrar uma comitiva que recepciona grupo de empresários chineses em Ilhéus. Os orientais planejam investir em projetos como Porto Sul e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) ilheense, projeto de mais de duas décadas e que ainda resiste a sair do papel.

PREFEITO TUCANO DEFENDE REELEIÇÃO DE RUI COSTA

Lula Brandão (camisa escura) é observado por Rui durante visita em Ilhéus || Foto Pimenta

Lula Brandão (camisa escura) é observado por Rui durante visita em Ilhéus || Foto Pimenta

Ibicaraí poderá assistir a dois grupos antagônicos no mesmo palanque em 2018. Assim como o ex-gestor Lenildo Santana (PT), o prefeito Lula Brandão (PSDB) já decidiu com quem vai marchar para o governo estadual em 2018. Não seguirá o caminho natural, o de apoio a um nome do grupo do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Lula defende a reeleição do governador Rui Costa (PT).

Durante a passagem do gestor baiano pelo sul do Estado, na semana passada, Lula participou de quase todos os compromissos da agenda oficial de Rui Costa. Ao PIMENTA, o prefeito de Ibicaraí cita o tratamento recebido do governo estadual desde os primeiros momentos em que assumiu a gestão do município sul-baiano, além do ritmo de obras do petista na Bahia.

Questionando, Lula Brandão disse não temer contrariar a linha do seu partido, o PSDB. No primeiro semestre, o prefeito ibicaraiense participou de audiência em Salvador, após ser convidado por Rui. A vice-prefeita, Adriana Assis, também confirma a aliança com o governador. Lula e Adriana ainda definirão com quais parlamentares vão caminhar em 2018.

SALLES DIZ QUE ACEITA DOBRADINHA COM CACÁ, MAS DISPUTARÁ REELEIÇÃO

Cacá (à esq.) e Salles com a placa de honraria ilheense | Foto Alfredo Filho

Cacá (à esq.) e Salles (c): dobradinha | Foto Alfredo Filho

O deputado estadual Eduardo Salles afirmou ser uma honra fazer dobradinha com Cacá Colchões em 2018, mas descartou disputar vaga à Câmara Federal. Deverá disputar a reeleição. “Não há a menor possibilidade que eu dispute o cargo de deputado federal em 2018. Nenhuma possibilidade. Estou realizado como deputado estadual”, afirma.

Mais cedo, este blog publicou nota sobre as pretensões políticas de Cacá Colchões, ex-vice-prefeito de Ilhéus e empresário. “Aceito, com muita honra, fazer a dobradinha com Cacá Colchões: ele para deputado federal e eu para deputado estadual. Apenas nesta condição. Tenho convicção que desta forma poderíamos ajudar muito Ilhéus”, disse.

Salles disse reconhecer a importância dos parlamentares federais, mas diz que seu perfil político e profissional “serve melhor à Bahia como deputado estadual”. E explica: “Gosto de prestar serviços e estar presente na vida dos municípios, algo mais difícil no exercício da atividade do deputado federal”. O parlamentar ainda fez menção ao que o grupo do ex-prefeito Jabes Ribeiro “fez e faz” em Ilhéus.

CACÁ COLCHÕES DE OLHO EM 2018

Cacá de olho em vaga na Assembleia Legislativa || Foto Divulgação

Cacá está de olho em 2018 || Foto Divulgação

Ex-vice-prefeito de Ilhéus, o empresário Cacá Colchões abriu sua primeira loja em Itabuna. O empreendimento está localizado num dos pontos mais vistosos e movimentados da cidade, o cruzamento da Avenida Amélia Amado com as avenidas Juracy Magalhães e Cinquentenário.

O material publicitário do empreendimento dá toda pinta de que Cacá não abandonará a política tão cedo. Vai na linha do gerando empregos e sonhos.

Cacá tentou a prefeitura de Ilhéus em 2016. Perdeu. Agora, já ensaia pré-candidatura a deputado estadual numa dobradinha com Eduardo Salles. Ambos são do PP. Salles será candidato a deputado federal em 2018.

ACM NETO E O CENÁRIO DE 2018

ACM Neto durante encontro do DEM neste final de semana (Foto Divulgação).

ACM Neto durante encontro do DEM neste final de semana (Foto Divulgação).

Principal nome do campo de oposição ao governador Rui Costa (PT), o prefeito ACM Neto (DEM), de Salvador, ainda titubeia quando o assunto é candidatura em 2018.

– Se o povo da Bahia quiser, vamos estar na luta no ano que vem – disse ele durante encontro da juventude Democratas, no Hotel Golden Tulip, em Salvador.

Segundo o DEM, o encontro reuniu 400 jovens de 68 cidades baianas. Por enquanto, ACM Neto fala em “clamor de mudança e renovação”.

Do lado dos adversários, o presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, acredita que Neto não deixará a prefeitura para enfrentar o petista Rui Costa na peleja de 2018. Cutuca o democrata munido de pesquisas – que apontariam Rui em ótima situação – e pílulas da Operação Lava Jato.

O prefeito de Salvador, conforme bastidores, trabalha pela implosão da base aliada do governador. Após consolidar o racha na base petista, Neto apoiaria o nome do senador Otto Alencar (PSD) para a disputa à sucessão baiana. Esta, na análise de hoje, seria a estratégia de maior potencial para a derrota do PT.

Pelo lado democrata, o discurso baterá na tecla do aumento da criminalidade e na perda de competitividade do setor industrial baiano. “Perdemos competitividade e capacidade de gerar emprego e renda no estado. Podíamos estar numa situação bem melhor”, assinala o prefeito.

RICARDO XULA ASSUME O PRP DE ITABUNA

Alexandre Marques define Xula como presidente do PRP de Itabuna.

Alexandre Marques define Ricardo Xula como presidente do PRP de Itabuna.

Ricardo Xula é o novo presidente do PRP de Itabuna. A definição ocorreu, na tarde de hoje (17), em Salvador, durante reunião com o dirigente estadual da sigla, Alexandre Marques.

– Xula comandará o PRP na região e vai presidir o diretório de Itabuna – disse Alexandre ao PIMENTA, por telefone.

Para Alexandre Soares, o novo dirigente representa o ideal de juventude e renovação da sigla. “Estamos nos preparando para 2018. Temos presença em mais de 300 municípios, dois prefeitos e mais de 70 vereadores na Bahia”, assinalou em entrevista ao blog.

Xula trabalha na área de saúde e, em 2012, concorreu à Câmara de Vereadores de Itabuna. Não obteve sucesso e deixou o PT logo após o processo eleitoral. Xula sucederá Waldir Catarino no comando do PRP.

A PRÉ-CANDIDATURA DE RAFAEL MOREIRA

Rafael surge também como nome do governo, a exemplo de Sérgio.

Rafael surge como nome do governo, que já tem Sérgio Gomes.

Logo no início de janeiro, o governo de Fernando Gomes pariu a primeira pré-candidatura a deputado estadual, a de Sérgio Gomes, filho do dono da principal cadeira do Centro Administrativo Firmino Alves. Sérgio assumiu a Pasta de Transporte e Trânsito já pensando em uma vaga na Assembleia Legislativa. Caiu devido à repercussão nacional – e negativa – dos casos de nepotismo na gestão. Agora, ele comanda a Maternidade da Mãe Pobre, onde fez festa para mães neste final de semana. Sim, claro, de olho em 2018.

Também neste final de semana, surgiu outra candidatura à Assembleia Legislativa no seio do governo, a do empresário Rafael Moreira. Filho de um dos amigos de Fernando, o falecido Renan Moreira, Rafael goza de bom trânsito no governo municipal e circula com facilidade também no governo estadual, depois de aproximar-se de figuras petistas como Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais.

Nos bastidores, atribui-se a pré-candidatura de Rafael, internamente, à secretária de Governo, Maria Alice Pereira. O jovem empresário contaria com o entusiasmo de outro Gomes. Não exatamente o Fernando – nem o Sérgio, mas o Josias.

Maria Alice não é – pelo menos publicamente, registre-se – contra a candidatura de Sérgio Gomes, mas tem natural preferência por Rafael. Por uma questão de gratidão, segundo dizem. Foi o empresário quem levou Fernando a Lula Viana, assessor do governo estadual, e a Josias Gomes – e, daí, a Rui Costa, em junho do ano passado, quando ACM Neto traiu o então pré-candidato a prefeito pelo DEM para apoiar o tucano Augusto Castro na peleja municipal de 2016.

Internamente, também é feita a leitura de que Sérgio e Rafael buscariam eleitores em grupos distintos em Itabuna (o filho do prefeito avançaria nas camadas populares e Rafael na classe média e entre mais jovens). Como não a cidade não costuma descarregar voto suficiente para eleger deputado, os dois batalhariam em regiões diferentes, também. Sérgio mais ao centro sul e Rafael correndo pelo extremo-sul, onde atua empresarialmente.

A palavra final seria do chefe. Por enquanto, é perceptível a simpatia de grande parte do governo de Fernando ao nome de Rafael, por ele ter sido dos maiores entusiastas da campanha de Gomes em 2016.

CHICO ALENCAR É O NOME DO PSOL À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Chico Alencar pode disputar presidência da República.

Chico Alencar pode disputar presidência da República.

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) pode ser o candidato do PSOL à Presidência da República para as eleições de 2018. O nome do parlamentar foi apontado por setores internos do partido na reunião do Diretório Nacional que ocorreu este final de semana, em São Paulo. Embora a instância não tenha encaminhado nenhuma deliberação oficial sobre o tema, o próprio deputado reconheceu sua possível indicação, mas defendeu que a definição sobre os nomes deve ser feita depois de consolidada uma plataforma política.

– Não nego que cogitou-se o meu nome, mas as próprias regras eleitorais para 2018 estão em aberto, então o cenário está muito nebuloso. O partido fez a reunião de seu diretório nacional e decidiu que vai preparar uma plataforma mínima de saída da profunda crise econômica, política e ética que o país vive, para debater com todas as forças sociais que tenham alguma identidade. E aí, forças sociais de toda ordem, como CNBB, OAB, não necessariamente forças partidárias. A definição de nomes ficará para depois, senão significa colocar a carroça na frente dos bois – declarou Chico Alencar.

Leia a íntegra n´O Globo

A ESTRATÉGIA DE ACM NETO PARA 2018

Neto traça estratégias para 2018.

Neto traça estratégias para 2018.

Uma viagem do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), esta quinta-feira, a Vitória da Conquista, inaugura uma série de visitas de “caráter cirúrgico” a municípios estratégicos do interior dentro de um plano que sua articulação política preparou tendo em vista a sucessão estadual de 2018, segundo o Política Livre.

Neto deve ir a muitas outras cidades sempre, no entanto, sob o carimbo de agenda administrativa para não caracterizar desde já que está em campanha para suceder o governador Rui Costa (PT). A iniciativa se junta a algumas outras com o mesmo objetivo.

Estão, entre elas, cita o site “a decisão do prefeito de reservar um espaço na agenda para receber, em Salvador, prefeitos e vereadores do interior, além de montar um grupo de trabalho com o objetivo de discutir os problemas do Estado, com participação de gente tanto de fora quanto de dentro do governo”.

“O PT FUNCIONA NA CASA DO EX-PREFEITO”, DIZ JACKSON MOREIRA

Jackson Moreira disputou comando do PT itabunense.

Jackson Moreira disputou comando do PT itabunense.

Candidato derrotado na disputa pela presidência do diretório do PT de Itabuna, Jackson Moreira defendeu uma união do partido e mudança de postura do principal líder da legenda no município, Geraldo Simões.

– Estamos no firme propósito de participar da direção colegiada, recuperar essa história rica do nosso partido, mas a postura do principal líder municipal da legenda e de um ex-petista e hoje filiado ao PSL não ajuda. Geralmente, o vencedor é magnânimo com o vencido – ensina Jackson em contato com o PIMENTA.

De acordo com o petista, o ex-filiado passou a tripudiar de pessoas que não votaram em Flávio Barreto, seu adversário na disputa interna. “O ex-filiado tripudiava e mandava imagem dizendo para ir chorar no Pé do Caboclo, em Salvador”, indigna-se. Jackson ressalva que a postura de Flávio é diferente (“o presidente se posta com bastante decência, é pessoa solidária, companheira”).

Jackson defende que Geraldo faça uma reavaliação e se reaproxime de nomes como o deputado estadual Rosemberg Pinto, “que hoje é nossa maior liderança regional, buscar o campo e tempo perdidos, conquistar mandato de deputado federal e, quem sabe, voltar à prefeitura em 2020. Mas, para que isso aconteça, não dá para conquistar desse jeito de hoje, tripudiando das pessoas e fazendo jogo de palavras”, afirma.

VOTAÇÃO EM QUEDA

Na opinião de Jackson, o PT itabunense precisa também de uma reavaliação. Dos 3,5 mil filiados, só 2.240 estavam aptos a votar no último domingo (9), segundo ele. “Porém, pouco mais de 470 pessoas foram votar”, acrescentou.

Jackson também observou que o PT já obteve 40 mil votos em Itabuna. “Na última eleição [a prefeito], tivemos apenas para 8 mil”. Segundo ele, “o PT funciona na casa do ex-prefeito”.

DESEMPENHO

Jackson também avaliou seu desempenho na disputa, quando obteve 31% dos votos válidos. “Passamos mais de 40 dias, junto com Geraldo, buscando uma unificação. Sinalizaríamos para a militância a responsabilidade que temos com a cidade e com a reeleição de Rui Costa e a eleição do presidente Lula”, diz. “É injusto o ex-prefeito criticar o nosso governador tendo cargos para as três cunhadas no governo”, alfinetou.

Segundo ele, na véspera do registro das chapas, Geraldo teria comunicado da “impossibilidade de marchar” juntos também na disputa pela Estadual, com Everaldo Anunciação, o que impediu a unidade municipal. “Ele não deu outra alternativa a não ser formar outra chapa”.

SEM MILITÂNCIA

Jackson também afirma que, neste processo eleitoral, não houve participação da militância. “Parte da militância não foi votar, mas filiados do partido. Foi mais votação de cartório. “Cem votos da outra chapa, foram de filiados que moram em Ferradas. Filiados, mas não militantes”.

OTTO ALENCAR NEGA INTERESSE PELO GOVERNO

Otto Alencar nega interesse pelo governo em 2018.

Otto Alencar nega interesse pelo governo em 2018.

O senador Otto Alencar (PSD) voltou a destacar a aliança com o governador Rui Costa (PT) na manhã desta segunda-feira, 03, quando foi questionado sobre a a possibilidade de disputar o governo em 2018 numa eventual chapa do prefeito ACM Neto (DEM). Durante entrevista à rádio Metrópole, o senador desconsiderou um rompimento e lembrou ter chegado ao Senado com apoio do atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, e do ex-presidente Lula (PT).

– Tenho por convicção aquilo que eu acerto com o povo e também na linha de política. Para chegar ao Senado foi com apoio de Lula e Wagner. Fizemos uma aliança em 2010 e em 2014 e está sendo mantida essa aliança – afirmou.

Usando metáfora, Otto também falou da aliança com Rui:

– Rui tem correspondido a minha expectativa de olhar com seriedade, olhar de perto. Não é fácil nessa situação de crise, eu sei bem, já fui governador. Quem está assistindo Neymar driblar todos os outros jogadores e chegar na cara do gol e jogar pra fora, diz: ‘Se fosse eu fazia o gol’. Que nada! Quem tá na arquibancada joga mais que todo mundo – ironizou. Com o Política Livre.

CARLETTO NO CONTROLE DO PROS

Carletto: controle do PROS.

Carletto: controle do PROS.

O PROS está mudando de mãos na Bahia. O empresário e deputado federal Ronaldo Carletto (PP), que sonha em disputar vaga ao SenadO, está assumindo o controle da legenda. Fabrício Figueiredo deverá deixar o comando do partido. O nome de Carletto para a presidência estadual do PROS está sendo decidido.

Ao assumir o controle do PROS, Carletto busca se cacifar para a disputa de 2018 e, também, abocanhar mais cargos na estrutura do governo baiano. Para o PROS, o parlamentar sonha levar dissidentes do PSL, a exemplo dos deputados estaduais Reinaldo Braga e Manassés.

CÚPULA DO PCdoB SONDA ALDENES PARA DISPUTA EM 2018

Cúpula do PCdoB trabalha para que Aldenes dispute eleição em 2018.

Cúpula do PCdoB trabalha para que Aldenes dispute eleição em 2018.

Reeleito com a segunda maior votação para a Câmara de Itabuna, Aldenes Meira ainda não definiu se será candidato a deputado estadual. Por enquanto, só depende dele. Nas últimas semanas, o vereador foi procurado pela cúpula do partido.

Nomes como o deputado federal Daniel Almeida, ex-presidente do PCdoB baiano, e o deputado estadual Fabrício Falcão – também ligado à Fetag, são defensores da sua candidatura. Ambos querem que ele novamente dispute vaga à Assembleia Legislativa. Em 2014, Aldenes ficou a sete mil votos de assumir mandato.

Ao PIMENTA, o vereador afirma não considerar este o momento mais adequado para discutir candidatura. Disse estar centrado em seu mandato como vereador de Itabuna e no trabalho de fortalecimento de atividades ligadas à agricultura familiar e ao homem do campo. Porém, não esconde que o entusiasmo da cúpula em relação à sua pré-candidatura o deixou sensibilizado.

Para o parlamentar, o mandato de vereador e a atuação à frente da Câmara de Itabuna, além da sua reeleição, justificam o entusiasmo do partido. A favor de Aldenes conta ainda a habilidade no relacionamento com movimentos sociais.

CONVERSA COM OTTO

marco wense1Marco Wense

 

O senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

 

Depois do carnaval, logo na primeira quinzena de março, o PDT de Itabuna, sob o comando do Dr. Antônio Mangabeira, vai marcar um encontro com o senador Otto Alencar (PSD).

Os dois médicos podem até falar um pouco sobre saúde, principalmente a pública, mas, com certeza, a conversa principal vai ser sobre política e, mais especificamente, sobre a eleição de 2018.

O diretório municipal vê com simpatia a sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina, mesmo achando que ainda é cedo para qualquer tomada de decisão por parte do parlamentar.

Com efeito, o senador Otto Alencar já conhece o colega Mangabeira. Ficou alegre com sua excelente votação na última sucessão municipal, deixando para trás nomes como os do Capitão Azevedo, Geraldo Simões, Davidson Magalhães e Augusto Castro.

É bom lembrar que o então candidato do PDT não fez coligação com nenhum partido e só desfrutou de 23 segundos no horário eleitoral. Nem o vice apareceu na telinha.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

RUI, OTTO E A SUCESSÃO ESTADUAL

marco wense1Marco Wense

 

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

 

 

O governador Rui Costa vem fazendo de tudo para tirar da cabeça do senador Otto Alencar qualquer pensamento em relação à sucessão de 2018.

Rui sabe que Otto mantém acesa a possibilidade de disputar o governo do Estado, principalmente depois do bom desempenho do PSD nas eleições municipais, conquistando 82 prefeituras. O PT foi quem mais perdeu, saiu de 93 para 39, uma redução de quase 60%.

“A gente vai decidir isso lá em março de 2018”, diz o presidente do PSD da Bahia quando questionado sobre sua possível candidatura. Finaliza dizendo que “a pretensão é continuar na aliança com o governador Rui Costa e com os aliados”.

O PSD passa a ser prioridade na mudança que o chefe do Executivo pretende fazer no alto escalão. O afilhado político de Otto, José Muniz Rebouças, deve assumir a secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O comando da Conder pode também ir para o Partido Social Democrático.

A nomeação para cargos sempre foi o melhor caminho para evitar a rebeldia dos parceiros do poder. A sabedoria popular costuma dizer que nada melhor do que uma “boquinha” para colocar cada um no seu devido lugar.

Vale ressaltar que a conjuntura política e a situação econômica, em ano eminentemente politico-eleitoral, podem fortalecer ou enfraquecer algumas candidaturas. Outro aspecto, considerado como explosivo, é o desenrolar da Operação Lava Jato. Os petistas, por exemplo, torcem para que ACM Neto apareça na delação da Odebrecht.

Outro detalhe, por enquanto restrito aos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que os governistas, pelo menos os mais lúcidos, sonham com ACM Neto candidato em 2018.

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

ACM Neto só sairá candidato se enxergar alguma chance de ser eleito. Não vai arriscar deixar o Centro Administrativo de Salvador para ir atrás de uma aventura que lhe pode causar desgastes.

Rui Costa, candidatíssimo a um segundo mandato, está bem avaliado na capital. ACM Neto é prefeito só de Salvador, enquanto o petista é uma espécie de, digamos, “prefeito” de todas as cidades da Bahia.

Tem também o fator Lula. Se não barrarem a elegibilidade do ex-presidente, aí complica, o caldo engrossa. Sua popularidade volta à tona e, com ela, o poder da transferência do voto, principalmente no Nordeste e, mais especificamente, na Bahia.

Portanto, é bom torcer para que ACM Neto saia candidato a governador na eleição de 2018, sob pena de Otto Alencar disputar o comando do cobiçado Palácio de Ondina como o candidato da oposição ao petismo.

Não tenho a menor dúvida de que Otto Alencar é mais adversário para Rui Costa do que o democrata (ou demista) ACM Neto.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

alba



WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia