WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
alba





fevereiro 2018
D S T Q Q S S
« jan    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728  

editorias






:: ‘eleições 2018’

DESISTÊNCIA DE CANDIDATURA É “ESPECULAÇÃO ABSURDA”, AFIRMA ACM NETO

ACM Neto durante desfile do Alavontê, hoje à tarde || Foto Max Haack/Agência Haack

O prefeito de Salvador, ACM Neto, disse neste domingo (11) que não vai “deixar para a última hora” para decidir sobre a candidatura a governador da Bahia. Durante coletiva hoje à tarde, o prefeito classificou como “especulação absurda” informação publicada pelo Estadão sobre suposta desistência da disputa pelo Palácio de Ondina.

– Não conversei com o Estado de São Paulo. Algumas notas que são publicadas… Existe uma torcida para que eu não seja [candidato]. Com todo respeito ao trabalho da imprensa, o que está na cabeça do povo é outra coisa. O povo não está pensando em eleição [agora].

O prefeito foi procurado pelo jornal antes da publicação da nota ontem (10), mas informou que não comentaria o assunto.

IRRITAÇÃO

Ainda durante a entrevista hoje à tarde, o prefeito de Salvador jogou para março a decisão se será ou não candidato a prefeito. Ao ser questionado por um repórter sobre as negociações com o PP e o diálogo dos progressistas com o governador Rui Costa, ACM Neto demonstrou irritação: – Eu não sou comentarista de decisão ou acerto do governador.

A CANDIDATURA DE HUCK

Marco Wense

 

Agora, no maior cinismo do mundo, o tucano mais exótico, de plumas mais coloridas e bico reluzente, passa a ser o principal incentivador da candidatura de Luciano Huck.

 

O padrinho político da candidatura do global Luciano Huck ao Palácio do Planalto é Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e ex-presidente da República.

FHC, como é abreviadamente chamado, é o tucano (PSDB) mais exótico do tucanato, sem dúvida o de plumas mais coloridas e bico reluzente.

O engraçado é que FHC dizia que o prefeito de São Paulo, João Doria, estava tendo um comportamento condenável em relação ao governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Doria se autoproclamava presidenciável da legenda, querendo tomar o lugar do seu criador, daquele que foi responsável pela sua eleição para o Palácio do Anhangabaú.

Alckmin, mesmo contra algumas lideranças do partido, elege o “poste”, que logo é picado pela mosca azul e começa a sabotar a pré-candidatura presidencial do chefe do Executivo estadual.

FHC, percebendo a traição de Doria, aconselha Alckmin a assumir o comando nacional do PSDB, se fortalecendo para ser o nome da legenda na sucessão de Temer.

Agora, no maior cinismo do mundo, o tucano mais exótico, de plumas mais coloridas e bico reluzente, passa a ser o principal incentivador da candidatura de Luciano Huck.

Como o anzol da infidelidade partidária só pega peixes pequenos, os tubarões ficam isentos de qualquer questionamento. Não são taxados de ingratos, traidores e oportunistas de plantão.

Fernando Henrique Cardoso, também conhecido como o “Príncipe da Privataria”, é um, digamos, João Doria mais lapidado, mais traiçoeiro.

A candidatura de Luciano Huck é o sonho de FHC, que se dane o PSDB, Alckmin e todo o tucanato.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

BOLSONARO NÃO É EXEMPLO DE POLÍTICO PARA O BRASIL, AFIRMA RUI COSTA

Rui diz que Bolsonaro não é exemplo de político para o país

O governador Rui Costa avaliou o cenário eleitoral nacional em 2018 e disse acreditar que o pré-candidato Jair Bolsonaro não passe dos 15%, 16% dos votos. “Não é exemplo de político para o Brasil. Acho  que o teto [de voto] dele é esse, 15%, 16%”, afirmou o governador durante entrevista à Rádio Metrópole FM, há pouco.

Para o gestor baiano, Bolsonaro é dos candidatos que pregam ódio, raiva e acham que “a solução pro Brasil é na arma”. Na avaliação de Rui, o país precisa de presidente que saiba discutir sobre temas como saúde, finanças, política econômica e investimentos em infraestrutura no pais e passe confiança aos investidores. “Não é com retórica, bravata que a gente vai conseguir”, completou. O novo presidente, afirma, deverá ser quem tem capacidade de unir e liderar o país.

O governador fez críticas à condenação de Lula (“sem provas”) e disse que os aliados do presidente Michel Temer terão dificuldades nas eleições deste ano. Ele ainda abordou a disputa estadual e, usando a linguagem do futebol, afirmou que seu time tem bons jogadores. “Eu tenho craques para colocar em campo. Tem treinador que falta jogador”, disse, alfinetando o pré-candidato do DEM ao governo do estado, ACM Neto, que tenta fisgar nomes da base aliada adversária.

“BANDIDO SAI DANDO ADEUSINHO”

Ainda durante a entrevista, Rui defendeu mudança na Lei de Execução Penal. “Sou defensor de mudar a lei de execução penal. Sou contra alguém que tira a vida de outra pessoa ter regressão de pena. Mata o pai, a mãe e com 3 anos está em liberdade provisória. Prende e solta. Não é possível. O criminoso que foi pego com arma, assaltando, ele sai antes da delegacia que o policial. Sai dando ‘adeusinho’ e o policial fica preenchendo requerimento e o cara sai antes. Isso desestimula a ação policial”, disse.

AZEVEDO AGUARDA ABRIL CHEGAR

Azevedo deixa a decisão para abril

O ex-prefeito Capitão Azevedo vai esperar abril chegar para definir o rumo a tomar nas eleições de 2018.

As costuras dentro do grupo de ACM Neto são para que ele seja candidato em dobradinha com o empresário Samuca Franco, que é amigo pessoal do prefeito de Salvador e líder do DEM baiano.

Ao PIMENTA, Azevedo disse que aguardará o limite do prazo para definir se será candidato e, sendo candidato, por qual partido disputará a eleição deste ano.

O ex-prefeito de Itabuna no período de 2009 a 2012 concorreu a uma vaga à Assembleia Legislativa pelo DEM em 2014. Obteve 17.670 votos.

FALTAM SÓ OITO MESES: DÁ TEMPO PARA INVENTAR UM CANDIDATO?

Ricardo Kotscho

 

Pontificam na cena pública tipos como Carlos Marun e Cristiane Brasil, retratos de um país que já não se dá ao respeito e, se o Judiciário serviu para tirar Lula da parada, não se mostra capaz de fabricar o candidato procurado por FHC, que joga para o eleitorado o desafio de encontrar um nome capaz de unir o país.

 

“A pátria precisa tanto de líderes como de instituições. E principalmente de um eleitorado que leve ao poder quem tenha visão de país e de mundo”.

A descoberta acima foi feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seu artigo dominical publicado no Globo e no Estadão.

Até aí estamos de acordo, mas a pergunta que a maioria do eleitorado está se fazendo é: quem?

A apenas 250 dias de irmos às urnas, pela primeira vez desde a redemocratização estamos no breu absoluto, com o cenário eleitoral ainda absolutamente indefinido.

O país continua dividido ao meio após a segunda condenação e o provável impedimento pela Justiça de Lula, o pré-candidato que lidera todas as pesquisas, participar da disputa.

Seus adversários comemoraram a derrota do ex-presidente no TRF-4 ao verem o campo livre para eleger o sucessor de Temer, mas descobriram que estão sem um candidato competitivo, como fica claro no artigo de FHC.

Mais de um terço dos eleitores responderam aos pesquisadores do Datafolha que ainda não têm candidato ou não pretendem votar em ninguém.

Depois de afirmar que a eleição sem Lula “produz certo alvoroço para saber como se distribuirão seus votos”, o ex-presidente tucano constata o óbvio: “E assim será a cada nova pesquisa eleitoral que apareça. As eleições, entretanto, virão”. Não diga.
Os nomes até aqui testados pela direita governista _ Alckmin, Meirelles, Maia e Doria _ não conseguem passar de um dígito nas pesquisas, mesmo sem Lula na lista de candidatos.

É por isso que FHC voltou a falar tanto em Luciano Huck, que já havia desistido de concorrer, mas isso não pode ser levado a sério.

A Presidência da República não é um programa de auditório que distribui oferendas.

Não dá para inventar um candidato em tão curto espaço de tempo.

Quem for eleito vai herdar um país destroçado, tanto econômica como politicamente, a exigir medidas urgentes para evitar o caos social que já se desenha no horizonte com mais de 12 milhões de desempregados e o colapso nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

A tal “ponte para o futuro” produziu em dois anos um retrocesso de décadas nas condições de vida da maioria da população e dos direitos dos trabalhadores.

O tal do ajuste fiscal só fez aumentar o rombo nas contas públicas confirmado no orçamento deste ano.

Até agora, nenhum pré-candidato ou partido foi capaz de apresentar programa mínimo de governo, muito menos um projeto de país.
Continuamos sendo um deserto de homens e de ideias, discutindo o varejo do poder, a distribuição de verbas e cargos.

Pontificam na cena pública tipos como Carlos Marun e Cristiane Brasil, retratos de um país que já não se dá ao respeito e, se o Judiciário serviu para tirar Lula da parada, não se mostra capaz de fabricar o candidato procurado por FHC, que joga para o eleitorado o desafio de encontrar um nome capaz de unir o país.

Este candidato simplesmente não existe até onde minha vista alcança. Bom domingo.

Vida que segue.

Ricardo Kotscho é editor do Balaio do Kotscho.

ROSEMBERG: “VIMOS O PORQUÊ DE RUI SER O MELHOR GOVERNADOR DO BRASIL”

O governador Rui Costa e o deputado estadual Rosemberg Pinto, na AL-BA

Deputado que liderou a bancada do PT na Assembleia Legislativa da Bahia por dois anos e meio, Rosemberg Pinto disse, nesta quinta (1º), que Rui Costa, por meio de prestação de contas em mensagem à Casa, mostrou “o porquê” de ter sido apontado como o melhor governador do país. Foi, aponta Rosemberg, o gestor estadual que mais cumpriu promessas de campanha, conforme levantamento feito pelo Portal G1.

Para o parlamentar petista, nos últimos três anos, o chefe do Executivo baiano fez diversas realizações, em especial em 2017, ano marcado por uma crise econômica e política no país. “Rui conseguiu realizar ainda mais do que nos dois anos anteriores”, destacou Rosemberg, ao apontar que o líder baiano apresentou para este ano um conjunto significativo de obras nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança pública. “Isso vai mudar significantemente a vida dos baianos e das baianas em 2018”, comemorou.

Durante seu discurso, o governador Rui Costa afirmou que “ninguém faz nada sozinho” e agradeceu aos deputados estaduais pelo apoio. “Quando foi preciso, lá no início do governo, [os deputados] aprovaram medidas que a princípio pareceram duras, mas que eram absolutamente necessárias para melhorar as contas do Estado”, lembrou o mandatário baiano.

REELEIÇÃO DE RUI E CANDIDATURA DE LULA

Para Rosemberg, o colegiado teve papel fundamental na aprovação de projetos considerados de grande importância para a sociedade baiana. “Nós, do Partido dos Trabalhadores, junto com os diversos partidos que formam uma aliança para o desenvolvimento da Bahia, vamos reeleger o governador Rui Costa e vamos lutar para eleger o presidente Lula, para que possamos resgatar o desenvolvimento do Brasil”, finalizou.

WAGNER: “EU NÃO SOU CANDIDATO A PRESIDENTE”

Wagner, que aparece em pesquisa Datafolha, diz não disputar presidência || Foto Antonio Cruz/A.Brasil-Arquivo

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), Jaques Wagner, voltou a negar qualquer intenção de disputar a eleição para Presidência da República este ano. Nesta quarta-feira (31), ele apareceu com 2% das intenções de voto em uma pesquisa divulgada pelo Datafolha.

Wagner foi colocado na lista de candidatos em um cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como representante do PT. “Eu não sou candidato a presidente. O Datafolha está simulando nomes. Tenho quase certeza que esses votos são basicamente votos de baianos e nordestinos, mas eu definitivamente não trabalho com essa hipótese. Meu candidato é Lula”, garantiu o secretário em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta.

Ele reforçou que Lula deve tentar viabilizar sua candidatura até não poder mais apresentar recursos à Justiça. “Eu fico grato por quem se lembra do meu nome, mas não é real. Sou candidato a senador e meu candidato a presidente é ele [Lula]”, disse o secretário estadual. Ele disse ainda que o PT “não necessariamente” vai lançar um candidato ao Palácio do Planalto caso Lula fique impedido e cogitou a hipótese de apoiar um nome de um partido aliado. No entanto, Wagner ressaltou que o cenário pode mudar daqui até a eleição. “É muito difícil pensar num cenário porque está muito longe”, explicou. Informações do Bahia Notícias.

ILHÉUS TEM PLANTÃO PARA CADASTRAMENTO BIOMÉTRICO NESTE DOMINGO

Prazo para cadastramento biométrico encerra-se na quarta (31)

O eleitor ilheense que ainda não fez o cadastramento biométrico deve ficar atento ao prazo final, que é a próxima quarta (31). Neste domingo, o posto de cadastramento da Biblioteca Pública, na Praça Castro Alves, centro, atenderá das 8h às 18h, no último plantão antes do encerramento do prazo inicial estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA).

O cadastramento biométrico em Ilhéus já é obrigatório para as eleições de 2018. Quem não o fizer, poderá ter o título cancelado, conforme o presidente do TRE-BA, José Edivaldo Rocha Rotondano.

Para o cadastramento, o eleitor deverá apresentar originais e cópias de documento oficial com foto, comprovante de residência e o título. Como documentos pessoais, são aceitos Carteira de Identidade e passaporte ou Carteira de Trabalho, além de carteira emitida por órgãos criados por lei federal, a exemplo da carteira da OAB, Crea ou CRM, por exemplo. Confira, ainda, artigo de José Nazal sobre o recadastramento em Ilhéus.

RECADASTRAMENTO BIOMÉTRICO

José Nazal || nazalsoub@gmail.com

 

Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

 

Ilhéus está entre os municípios escolhidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obrigados a ter no pleito eleitoral desse ano votação obrigatória com o novo sistema de reconhecimento biométrico. Avanço!

Desde o ano de 2015 teve início o recadastramento, obrigando os eleitores a comparecer perante a Justiça Eleitoral para proceder a troca de título. Fiz o meu recadastramento em 2016, com toda tranquilidade, sem fila e sem estresse. Há cinco dias do prazo final para o comparecimento temos visto, em todos os locais oficiais utilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), imensas filas, que começam a ser formadas na noite anterior de cada dia.

Consultando o sítio do TSE, encontramos os dados com o perfil dos eleitores de Ilhéus, com o número de 137.977 eleitores cadastrados conforme tabela de faixa etária elaborada com base nos dados encontrados:

Nos últimos dias a mídia vem noticiando que apenas 70% dos eleitores atenderam ao apelo legal para recadastramento oficial. Contesto esse número, explicando minhas razões.

A média de abstenção dos últimos dez pleitos eleitorais é de 25%, sendo que nos três últimos aumentou para 26,4%, considerando o número de eleitores novos, cadastrados antes de cada pleito. Nessa conta, em torno de um quarto do número de eleitores, deve ser considerado os falecidos, os que tem mais de setenta anos e estão desobrigados a votar, conta que é fechada com os que realmente se abstiveram, cada um com sua razão. O número de eleitores com mais de 70 anos é conhecido: 13.569; o número de mortos e dos obrigados que se abstiveram é impossível de calcular. O fato é que, normalmente, entre 95 e 100 mil eleitores comparecem para o escrutínio.

Desta, considerando os dados acima apresentados, minha opinião é que o número real de eleitores está em torno de 115 mil cadastrados. Vale ressaltar que é considerável o número de eleitores de Castelo Novo, Rio do Braço, Banco do Pedro, Banco Central, Pimenteiras e Inema, que são eleitores dos municípios de Uruçuca, Itajuípe e Coaraci. Muitos de Salobrinho também votam em Itabuna.

A informação obtida hoje junto ao TRE é que se aproxima de cem mil eleitores cadastrados, igual número do comparecimento do pleito de 2016. Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

José Nazal é vice-prefeito de Ilhéus, fotógrafo e memorialista.

O TEMOR DE ACM NETO

ACM Neto e o presidente Michle Temer || Rodrigo Stuckert/Arquivo

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), deverá aguardar o desfecho do julgamento do ex-presidente Lula, no Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre (RS), para anunciar se é ou não candidato ao Governo da Bahia.

Dentro do DEM, a leitura é a de que uma possível liberação da candidatura de Lula à presidência da República acabaria por tornar quase imbatível outra candidatura, a do governador Rui Costa. Conforme levantamentos para consumo interno, Lula chega a obter 64% das intenções de voto na Bahia, o que alavancaria o nome do petista baiano.

Do outro lado, Neto teria a oposição de Rui e Lula e somará a isso o desgaste de ter apoiado Michel Temer nas reformas trabalhista e da Previdência. E, também, ter ao seu lado aliados de “peso” como Lúcio Vieira Lima e o ex-ministro Geddel, que curte temporada como preso da Justiça. E a imagem dos R$ 51 milhões em dinheiro vivo tem outro peso considerável.

Internamente, outros nomes são testados para tirar o foco, a exemplo do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), e Bruno Reis (MDB), vice-prefeito de Salvador. Hoje, Neto teria a seu favor o fato de contar com gestão municipal bem avaliada. Para Rui, a candidatura de Lula é o melhor dos cenários, porém terá que arbitrar tensões e evitar debandada de partidos com peso razoável, a exemplo do PR e PP.

GASPARI: WAGNER É O PLANO B DO PT

Wagner é o Plano B do PT, diz Gaspari

Quem conhece o PT e as dinâmicas de campanhas eleitorais suspeita que o verdadeiro candidato do comissariado na hipótese do afastamento de Lula é o ex-governando baiano Jaques Wagner. Fernando Haddad seria um biombo.

Com três mandatos de deputado, Wagner governou a Bahia durante oito anos e elegeu seu sucessor. Além disso, foi ministro-chefe da Casa Civil, das Relações Institucionais, do Trabalho e da Defesa. Mais: o baiano é nordestino e carioca.

Jaques Wagner seria o primeiro candidato a presidente judeu.

Da Coluna de Elio Gaspari, na Folha

LUKAS PAIVA É SONDADO PELA CÚPULA DO DEM

Lukas Paiva interessa aos planos do DEM em Ilhéus

A cúpula estadual do DEM busca no PSB um reforço de peso para o diretório ilheense e a disputa eleitoral de 2018. Além de flertar com o deputado federal Bebeto Galvão, a nova aposta democrata é o presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Lukas Paiva, também do PSB, partido da base do governador Rui Costa (PT).

Para tentar fisgar Lukas Paiva, a cúpula do DEM apresentou um plano ambicioso, com o vereador como candidato na corrida eleitoral de 2018 (sendo mais provável disputa por vaga à Câmara Federal como forma de também puxar o pedetista Cosme Araújo, pré-candidato à Assembleia Legislativa. O esforço democrata para atrair Bebeto ou Lukas Paiva é justamente para dar maior peso ao palanque de Neto, que hoje não possui nome representativo em Ilhéus.

Pelo que apurou o PIMENTA, a cúpula democrata precisa dar melhores garantias se quiser levar o jovem político. Paiva se sentiria mais à vontade onde está, apoiando Rui e na base do prefeito Mário Alexandre (PSD).

DEM EM ILHÉUS E ITABUNA

O DEM enfrenta baixa representatividade tanto no Diretório de Itabuna como no de Ilhéus, os dois mais populosos e principais municípios do sul da Bahia. Juntos, possuem mais de 285 mil eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em Itabuna, o partido de ACM Neto está sem nome de peso desde a desfiliação do prefeito Fernando Gomes. Neto tentou atrair Mangabeira, mas o médico disse não. Preferiu continuar no PDT, mas o apoiará em 2018.

NAZAL ESTÁ ENTRE OS NOMES DA REDE PARA DISPUTAR GOVERNO DA BAHIA EM 2018

Nazal está entre nomes da Rede para pleito de 2018 || Foto Maurício Maron

O Elo Estadual da Rede Sustentabilidade escolheu três pré-candidatos ao governo do Estado da Bahia nas eleições de 2018. Tratam-se do vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, da vereadora de Irecê Meirinha, e de uma das porta-vozes do elo estadual Iaraci Dias, liderança de Camaçari, informa o Blog do Gusmão.

O partido definiu a lista de forma coletiva, no último sábado (25), durante reunião no Hotel Fiesta, em Salvador. O ato contou com a presença de lideranças de mais de 30 municípios, além da ex-senadora Heloísa Helena.

Membro do Elo Estadual, o superintendente do Meio Ambiente de Ilhéus, Emílio Gusmão, também participou do encontro. “Os três pré-candidatos não entraram numa disputa interna. Os seus nomes foram indicados pelas lideranças que participaram da reunião. O vice-prefeito José Nazal não lançou pré-candidatura, essa foi uma escolha do partido. Ele aceitou porque acredita no novo projeto político que estamos construindo e propondo à Bahia e ao Brasil”, explicou Gusmão.

LUCIANO HUCK: “CONTEM COMIGO, MAS NÃO COMO CANDIDATO A PRESIDENTE”

Huck chegou a ser cortejado por legendas como DEM e PPS || Foto Divulgação

O empresário e apresentador de TV Luciano Huck oficializou a sua desistência da corrida presidencial em 2018, hoje (27), por meio de artigo publicado na Folha. “Contem comigo. Mas não como candidato a presidente”, escreveu.

O nome de Huck era tido como um dos principais da corrida eleitoral em 2018 dentre aqueles considerados outsiders políticos (o não político) e até recebeu convite de filiação do PPS para a corrida presidencial.

– A hora é de trabalhar por soluções coletivas inteligentes e inovadoras para o país, e não focar o próprio umbigo ou de alimentar polêmicas pueris e gritas sem sentido – justificou.

Huck afirma a necessidade da política para a solução dos problemas brasileiros. “Se não nos aproximarmos de fato da política, se seguirmos negando esse universo e refratários ao seu ambiente, ele definitivamente não se reinventará por um passe de mágica”.

APOIO A AÉCIO

Embora ainda não tenha participado como candidato em pleitos eleitorais em sua vida pública, Huck é marcado por engajamentos e apoio a nomes mais ligados ao espectro mais à direita na política nacional. Em 2014, foi um dos principais apoiadores da campanha de Aécio Neves, que acabou derrotado pela petista Dilma Rousseff na corrida presidencial. Depois do escândalo envolvendo o político mineiro do PSDB, Huck apagou postagens em redes sociais que ligavam o seu nome ao tucano.

BOLSONARO LEMBRA COLLOR

marco wense1Marco Wense

 

Collor era o “caçador de marajás”. Bolsonaro é o “caçador de bandidos”. O eleitor de Collor dizia que ele iria acabar com os marajás. O de Bolsonaro diz que ele vai acabar com os bandidos.

 

Recebi uma avalanche de críticas sobre um comentário que fiz nas redes sociais em relação à semelhança entre a campanha de Bolsonaro com a do então presidenciável Fernando Collor.

Muitos também elogiaram. Mas os que não gostaram superaram os que ficaram do meu lado. Fui “derrotado” na proporção de 3 para 1.

Não fiz uma comparação pessoal entre Bolsonaro e Collor e nem citei nenhum item fora do campo político, onde a disputa pelo poder é assentada no vale tudo.

Emitir uma opinião no que diz respeito ao marketing de cada um. Os bolsonaristas, no entanto, acharam que eu estava dizendo que eram bandas da mesma laranja ou farinhas do mesmo saco.

“É incrível como a campanha de Bolsonaro lembra a de Collor. Era modismo votar em Collor. Agora é Bolsonaro. Depois vão chorar o leite derramado”, diz o comentário.

Collor era o “caçador de marajás”. Bolsonaro é o “caçador de bandidos”. O eleitor de Collor dizia que ele iria acabar com os marajás. O de Bolsonaro diz que ele vai acabar com os bandidos.

Mas o que me chamou mais atenção, foi um internauta, até esclarecido, dizer que ia votar em Bolsonaro porque queria andar armado, com o revólver na cintura.

Bolsonaro, que é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos, atrás do ex-presidente Lula, é um ardoroso defensor da liberação das armas e do “bandido bom é bandido morto”.

O messianismo político-demagógico, tão comum em época de eleição, não é o caminho para que o eleitor tome uma decisão em relação ao seu candidato à presidência da República.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

RUI, NETO E O ENLAMEADO PMDB

marco wense1Marco Wense

 

Quando questionados sobre o PMDB, tanto Rui Costa como ACM Neto dão respostas evasivas ou fogem das perguntas como o diabo da cruz.

 

O que ainda faz o PMDB ser procurado é o invejável tempo que o partido dispõe no horário eleitoral, salvo engano quase cinco preciosos minutos.

E aí me lembro da campanha do médico Antonio Mangabeira na sucessão do prefeito Claudevane Leite. O pedetista, obviamente do PDT, tinha 22 segundos na telinha.

Foi um Deus nos acuda. Não deu nem para o vice falar alguma coisa. A turma do marketing, mesmo com esses segundinhos, deu um show de competência.

Mangabeira foi o segundo mais votado com 18.813 votos, seguido de Augusto Castro (PSDB), Capitão Azevedo (PTB), Geraldo Simões (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB).

Fernando Gomes, então candidato do DEM, com o apoio do PT, foi eleito. É bom lembrar que Mangabeira teve mais votos do que Simões e Magalhães juntos.

Os motivos que levam o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto a evitar comentários sobre o enlameado PMDB são um pouco diferentes.

O alcaide soteropolitano pensa no PMDB na sucessão estadual. Já o petista não quer atrapalhar as articulações do petismo com o peemedebismo na eleição presidencial.

Lula anda de namoro com várias lideranças do PMDB, inclusive com o senador Renan Calheiros, um dos responsáveis pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Com essa aproximação, os petistas jogam na lata do lixo o discurso do “golpe” e irrita os segmentos do PT que ainda se mantém com credibilidade.

Quando questionados sobre o PMDB, tanto Rui Costa como ACM Neto dão respostas evasivas ou fogem das perguntas como o diabo da cruz.

Ao ser indagado sobre sua opinião em relação a uma eventual prisão dos irmãos Vieira Lima, Rui saiu pela tangente: “Não gosto de absolver nem condenar ninguém”.

“Não tenho bola de cristal”, diz Neto sobre o futuro do PMDB, que já foi o MDB de Ulysses Guimarães e de tantos outros políticos de respeito.

Rui Costa e ACM Neto, quando o assunto é o PMDB, agem da mesma maneira. Ambos são escorregadios.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

PROPAGANDA DE ACM NETO NAS RUAS DE ILHÉUS

IMG-20171011-WA0020Carro que circulava por Ilhéus nesta véspera de Feriado de Aparecida exibia propaganda de pré-candidato ao Palácio de Ondina ACM Neto, prefeito de Salvador. O veículo, flagrado no Malhado, ressurge depois de o governador Rui Costa ocupar bom espaço na mídia regional – menos em uma certa emissora de TV – com a assinatura do contrato para duplicar a Rodovia Ilhéus-Itabuna. O ressurge é porque o carro já havia causado frisson, no início deste ano, nas ruas da Terra de Gabriela.

SENADO APROVA CLÁUSULA DE BARREIRA E FIM DE COLIGAÇÕES; VEJA PRAZOS

Senado aprova cláusula de desempenho e fim de coligações | Foto Wilson Dias/AB

Senado aprova cláusula de desempenho e fim de coligações | Foto Wilson Dias/AB

Da Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou hoje (3), em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a coligação de partidos para eleições proporcionais e estabelece a cláusula de desempenho, que gradativamente impede a propaganda de rádio e TV e o repasse de dinheiro do fundo partidário a partidos pequenos.

Aprovada na semana passada pela Câmara, a emenda constitucional será promulgada pelo Congresso Nacional nos próximos dias para que possa valer nas eleições de 2018. No caso das coligações partidárias, a proibição valerá a partir de 2020.

Com aprovação unânime, as discussões entre os senadores foram rápidas, já que o projeto é originário do próprio Senado. Na Câmara, após várias semanas de debates, os deputados aprovaram a PEC 282/2016 (convertida no Senado em PEC 33/2017) mas, como a proposta foi alterada, precisou ser votada novamente no Senado. Até o momento, esta é a única proposição sobre a reforma política que valerá para o próximo pleito.

DESEMPENHO 

A emenda cria uma cláusula de desempenho para que os partidos só tenham acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão se atingirem um patamar mínimo de candidatos eleitos em todo o país.

A partir de 2030, somente os partidos que obtiverem no mínimo 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, terão direito aos recursos do Fundo Partidário. Para ter acesso ao benefício, os partidos também deverão ter elegido pelo menos 15 deputados distribuídos em pelo menos um terço dos estados. :: LEIA MAIS »

PDT, MANGABEIRA E A SUCESSÃO ESTADUAL

marco wense1Marco Wense

 

A executiva do PDT de Itabuna, os membros do diretório, sua militância e os simpatizantes da legenda vão caminhar do lado do médico Antonio Mangabeira França.

 

De início é bom dizer que foi a cúpula do PT, com o aval do governador Rui Costa, que traiu a base aliada no último processo sucessório de Itabuna.

Digo a cúpula, porque a traição não teve o apoio do diretório municipal e da sua militância, que continuaram firmes com a candidatura de Geraldo Simões.

Geraldo, vítima de cruel perseguição do secretário Josias Gomes (Relações Institucionais), chegou a definir a união entre Rui Costa e Fernando Gomes como “casamento de cobra com jacaré”.

Quando o PT sentiu que o então candidato do DEM iria ganhar, passou a paparicá-lo, como se Fernando Gomes fosse um velho companheiro. De repente, uns e outros viraram fernandistas desde criancinhas.

O estranho e inusitado apoio a Fernando não ficou restrito ao campo político, acabou se estendendo para garantir sua elegibilidade e torná-lo ficha limpa perante a Justiça.

O deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT, até que tentou dissuadir o comando petista a não apoiar o demista, levando Mangabeira a ter uma conversa com o governador.

O chefe do Executivo, no entanto, se deixou levar pelo disse-me-disse da articulação política do governo, com o fajuto e simplório argumento de que Mangabeira teria participado do movimento “Fora Dilma”.

Pois é. O “Fora Dilma” terminou influenciando o governador a não apoiar o candidato bem-intencionado, que poderia fazer um bom governo, combatendo implacavelmente a corrupção.

O engraçado é que Fernando Gomes, além de participar do “Fora Dilma”, passou a vida toda dizendo coisas impublicáveis em relação ao PT e aos petistas.

Recentemente, o alcaide disse que não tem nenhum acordo com o PT e, muito menos, com a eleição de Jaques Wagner para o Senado, que seu único compromisso é com Rui Costa.

Pessoas bem próximas do governador, em conversa com este modesto comentarista, afirmam que a cúpula do PT estaria arrependida de ter apoiado Fernando.

Arrependida ou não, o leite já foi derramado. A Inês é morta. Agora fica torcendo para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não decida por uma nova eleição em Itabuna.

Ora, ora, quem pariu “Mateus” que balance. Mangabeira, depois de tudo, de toda essa inominável traição, apoiar à reeleição de Rui? Tenha santa paciência.

O engraçado é que os petistas, com algumas pouquíssimas exceções, fecharam os olhos para as mãos dadas do governador com o prefeito Fernando Gomes. O silêncio foi ensurdecedor.

Quer dizer que as parcerias do PT são intocáveis, não podem ser contestadas, estão protegidas pelo manto da sobrevivência política e do pragmatismo.

Quando é outro partido que se mexe no tabuleiro da sucessão estadual, aí é incoerência, insensatez, contrassenso e seus sinônimos.

Não existe nada mais absurdo do que, por exemplo, essa aliança de Lula com o senador Renan Calheiros (PMDB), que foi o responsável maior pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Tenho dito que a reaproximação com Calheiros e, por tabela, com o PMDB – dos nove Estados do Nordeste, o PT pretende se aliançar com o PMDB em cinco –, é uma falta de respeito a Dilma.

E mais: essa reconciliação com o PMDB joga o discurso do golpe na lata do lixo. Ou seja, de “golpistas”, os peemedebistas passam a ser aliados de primeira hora.

“Pô, eu me aliei ao PMDB e o PMDB fez essa lambança”, diz o petista Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e substituto de Lula se o ex-presidente ficar inelegível.

O problema é que a ala saudosista do PT acha que o PMDB não fez “lambança” nenhuma, que tudo que estão dizendo dos caciques da legenda é pura invencionice da imprensa.

“Esquecem”, com um cinismo impressionante, que o PMDB é o partido do “quadrilhão” da Câmara dos Deputados, o abrigo de Moreira Franco, Eliseu Padilha, Geddel e companhia Ltda.

O PT não está mais em condições de ficar patrulhando outras legendas, já perdeu a luminosidade da sua estrela. É melhor ficar cuidando do seu próprio quintal, que anda precisando de uma limpeza.

Portanto, Mangabeira toma a decisão certa em não apoiar o segundo mandato de Rui Costa e buscar outras forças e lideranças políticas, como ACM Neto, pré-candidato na sucessão do Palácio de Ondina.

A executiva do PDT de Itabuna, os membros do diretório, sua militância e os simpatizantes da legenda vão caminhar do lado do médico Antonio Mangabeira França.

É o PT que deve uma explicação, até mesmo um pedido de desculpa. O honroso PDT de Itabuna, que tive a honra de presidir por duas vezes, vai continuar fazendo política com P maiúsculo.

Marco Wense é articulista político e editor d´O Busílis.

E AS RUAS, KATAGUIRI?

marco wense1Marco Wense

 

Para Kataguiri, acabou a roubalheira nos cofres públicos. O MBL foi um instrumento para alavancar suas conveniências e pretensões políticas.

 

Kim Kataguiri, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL), se diz pré-candidato a deputado federal pelo PSL, mesmo tendo resistências ao seu nome entre as lideranças da legenda.

Com Michel Temer na Presidência, Kim se afastou das ruas, como se a corrupção fosse uma exclusividade dos governos de Lula e Dilma, ambos do PT.

O MBL sumiu. Escafedeu-se. Sem dúvida, a prova inconteste de que todo aquele oba-oba não tinha nada a ver com o combate à corrupção, com o “Fora Dilma”.

Para Kataguiri, acabou a roubalheira nos cofres públicos. O MBL foi um instrumento para alavancar suas conveniências e pretensões políticas.

E as ruas, Kataguiri? Que rua nada! Kim agora só quer saber dos bastidores, do tititi da política e das conversas reservadas. O povo que se dane.

Marco Wense é articulista político e editor d´O Busílis.

MANGABEIRA FECHA COM ACM NETO E JUSTIFICA: “RUI PREFERIU O FICHA SUJA”

Mangabeira fecha apoio a ACM Neto em 2018

Mangabeira fecha apoio a ACM Neto em 2018

O médico Antônio Mangabeira (PDT) confirmou que apoiará o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), na disputa ao Palácio de Ondina em 2018. O argumento para não marchar com Rui Costa é visceral: quando concorreu à Prefeitura de Itabuna, ano passado, Mangabeira acabou preterido.

O governo estadual foi para a disputa dividido entre Fernando Gomes (DEM) e Capitão Azevedo (PTB). A 30 dias do pleito, fechou de vez com Fernando. E selou no momento em que o pedetista mais crescia. Magoado, Mangabeira assim justificou a sua decisão ao jornalista Luan Santos, da Coluna Satélite, do Correio24h.

– Rui preferiu o ficha suja e sua imensa rejeição – disse, sem citar o nome de Fernando, que vem recebendo todos os paparicos e atenção do governador Rui Costa – o petista estará em Itabuna logo mais, a convite do prefeito, para participar da Expoita 2017.

Quando esteve em Itabuna e Buerarema, há dez dias, ACM Neto reservou espaço na agenda para conversar, pessoalmente, com o preterido. Acompanhado do empresário Samuca Franco e do vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, ACM Neto foi à casa do médico.

Do encontro, o pré-candidato do DEM saiu com a quase garantia de apoio de Mangabeira. E a garantia veio depois de reuniões ao longo dos últimos dias, sendo selada na sexta (22). “Neto, inclusive, me ofereceu o comando do DEM de Itabuna”.

Mangabeira deverá ser candidato a deputado federal em 2018. Pode levar, consigo, outros apoios, como o do ex-vereador e candidato à Prefeitura de Ilhéus Cosme Araújo, também pedetista. O ex-candidato a prefeito quer se consolidar como principal nome de oposição a Fernando no município.

ACM NETO PARA FERNANDO: “O TEMPO NÃO É BOM PARA QUEM NÃO SABE ESPERAR”

Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

ACM Neto almoçou com aliados em Itabuna e participou da festa de aniversário de Buerarema neste domingo (17). Aproveitou o intervalo entre um compromisso e outro para dar estocadas em um ex-aliado e, agora, inimigo político.

“O tempo só não é bom para quem não sabe esperar”, filosofou o neto do falecido ACM em entrevista exclusiva ao repórter Wadson Santos. Era, claro, uma referência ao ex-aliado Fernando Gomes, prefeito de Itabuna e ex-DEM. “Na minha vida, aprendi a reconhecer o tempo das coisas”, completou.

Neto e Fernando romperam relações políticas – e pessoais – em 2016, quando o líder do DEM quis impor a Fernando a candidatura do deputado estadual Augusto Castro (PSDB) na disputa pelo gabinete mais vistoso do Centro Administrativo Firmino Alves. O episódio azedou a relação do agora prefeito com o deputado.

Ainda na entrevista, Neto enfatizou sua relação “histórica” com Itabuna e disse que preferia não comentar sobre o rompimento. “Eu prefiro, neste momento, não fazer comentários sobre questões locais. Tudo na hora certa, no momento adequado”.

PRÉ-CAMPANHA

O prefeito de Salvador veio ao sul da Bahia acompanhado de deputados, dentre eles os tucanos Jutahy Jr. e Augusto Castro, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM). Em Buerarema, reuniu-se com políticos e lideranças regionais em um evento no Rotary Club.

Neto tentou tirar a conotação eleitoral de sua visita. “Campanha só ano que vem”, observou, afirmando ter agido com cautela. “Sequer temos feito pré-campanha. Não adianta querer antecipar o processo eleitoral. Temos que avaliar as coisas, a vontade dos baianos”. Redação Pimenta.

DISPUTANDO O APOIO DO FERNANDISMO

marco wense1Marco Wense

 

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

 

A disputa entre Sérgio Gomes e Rafael Moreira, ambos pré-candidatos a deputado estadual, tende a ficar mais intensa com a proximidade da eleição.

Moreira, toda vez que é questionado sobre sua legítima pretensão, sempre deixa nas entrelinhas que o prefeito Fernando Gomes vai apoiá-lo em detrimento de Sérgio Gomes.

Essa insinuação – ou impressão, se o leitor preferir – faz Sérgio ficar irritado a cada entrevista de Rafael, que precisa entender que seu concorrente é filho do alcaide.

É natural que Rafael procure mais espaços no governo e a simpatia do pessoal do primeiro e segundo escalões. Mas soa como provocação o desafio em relação ao apoio de Fernando Gomes.

Fica parecendo que Moreira sabe de alguma coisa, que Sérgio não vai ser candidato em virtude de um acerto que tem com o chefe do Executivo.

Moreira pretende se filar a um partido da base aliada do petismo, mas descartou qualquer possibilidade de ir para o PT e o PCdoB. Seu candidato a deputado federal é Josias Gomes, secretário estadual de Relações Institucionais.

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

Muitos eleitores de Rafael e Sérgio vão votar em ACM Neto (DEM) na sucessão ao Palácio de Ondina. Tem gente graúda na prefeitura condicionando o apoio a uma neutralidade diante do segundo mandato do governador.

Tem também os antipetistas radicais, que andam dizendo que não vão votar em Rafael Moreira em decorrência dessa sua dobradinha com Josias Gomes.

O que se espera é que Rafael Moreira e Sérgio Gomes percorram o caminho da paz e da civilidade. O sol nasceu para todos.

Marco Wense é editor d´O Busílis.






WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia