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:: ‘eleições 2020’

TOM RIBEIRO OUVE RUI COSTA E NÃO DESCARTA CANDIDATURA A PREFEITO DE ITABUNA

Tom Ribeiro: conselhos de Rui Costa e estímulo de possíveis eleitores

Líder de audiência na faixa das 12h às 14h na televisão local, o apresentador e jornalista Tom Ribeiro disse analisar com carinho a possibilidade de concorrer à Prefeitura de Itabuna em 2020. “Agora é a fase dos pré a pré-candidatos”, brinca, falando dos balões de ensaio. Ao PIMENTA, ponderou que seu grupo tem nome já posto, o do líder comunitário Lourival Vieira, do PRB.

Provocado, lembrou de bate-papo com o governador Rui Costa, na Governadoria, há duas semanas, e do que vem sentindo nas ruas, particularmente na visita feita às obras do Teatro Municipal, ontem (12), quando foi ovacionado pelos operários.

– Eu fiquei surpreso com [a aclamação dos] operários, o pessoal que está trabalhando lá no teatro. Cumprimentavam como se eu fosse o prefeito, diziam que eu deveria sair candidato. Sou muito de ficar em casa. E tem sido assim, quando saio (pedido para que dispute a prefeitura). Essa é uma decisão que não depende apenas de mim. Temos grupo e precisamos avaliar conjuntura – disse ele.

O apresentador do Balanço Geral (TV Cabrália/Rede Record) foi a Salvador, há cerca de 20 dias, entrevistar o governador Rui Costa. Enquanto a equipe da emissora preparava a estrutura para a entrevista, houve inversão de papéis. Com faro político, Rui jogou como entrevistador. “E aí, vai sair?”, perguntou a um Tom que ficou entre surpreso e paralisado.

E do principal mandatário baiano, recebeu conselhos e estímulo para a disputa de 2020.

O conselho: faça caravana [pelos bairros], ouça pessoas que entendem da máquina pública, conheça de perto a situação da Prefeitura e vá em frente.

E, ainda de Rui, ouviu algo que o deixou surpreso: “você é filho de Itabuna, tem visão ampla das coisas, fala da sua terra com brilho nos olhos. Conheça o sistema. Tá difícil [gerir a coisa pública]. Mas se tem sonho, execute”…

As palavras de Rui, governador reeleito com mais de 75% dos votos em 2018, acenderam a chama no apresentador que chegou a ter o nome ventilado para a disputa em 2016, mas preferiu continuar ajudando a comunidade em outro posto, o de apresentador do Balanço Geral.

– O carinho das pessoas é enorme – exulta, para completar falando do carinho por onde passa.

Jornalista, radialista, apresentador de televisão e estudante de Direito na FTC, Tom afirma que o momento é de serenidade, de ouvir as pessoas, ouvir seu grupo político. “Não tenho vaidade e peço orientação a Deus, sempre, sobre qual melhor caminho a trilhar”, disse ele.

Ao PIMENTA, Tom ainda falou não só da aclamação nas ruas, mas também do assédio de partidos, alguns da base aliada. E lembrou ter ouvido de ex-prefeitos conselho para que não deixe a chance passar em 2020.

Lá em 2016, Vane do Renascer foi dos nomes que estimularam a candidatura de Tom. A conversa em Brasília flui, mas o PRB baiano tratou de botar água no chopp. O momento era interessante, porém não muito diferente de 2020, pelo menos, a julgar a partir da fotografia de junho de 2019, quando a cidade lamenta mais uma gestão municipal com muito mais desacertos que êxitos.

VEREADOR BABÁ CEARENSE VAI DISPUTAR PREFEITURA DE ITABUNA PELO PSL

Babá, à esquerda, com Bivar, Dayane e Shalom à direita, durante a filiação em Brasília

Após apostar nos nomes de Capitão Azevedo e do advogado Cosme Reis, o PSL conseguiu atrair o vereador Babá Cearense para disputar a principal cadeira do Centro Administrativo Firmino Alves, sede da Prefeitura de Itabuna.

Babá filiou-se ao partido nesta quarta (12), Dia dos Namorados, em reunião com parte da cúpula nacional do partido, dentre eles Luciano Bivar e a a deputada federal Dayane Pimentel.

Presidente do PSL de Itabuna e presente no ato em Brasília, Binho Shalom afirma que o nome de Babá para a disputa à Prefeitura é para valer.

O PIMENTA até questionou se o PSL havia desistido de Azevedo, com quem o diretório do partido namorava até ontem (12), mas Shalom afirmou que Babá será o nome. E até o final da peleja.

AMÔEDO DIVULGA O NOVO EM ITABUNA

João Amoêdo participa de evento e concede entrevista no ICEI, em Itabuna

O presidente nacional do Partido Novo e ex-candidato a presidente da República, João Amoêdo, estará no sul da Bahia neste sábado (8). Durante a manhã, Amoêdo participa de evento no Instituto de Cultura Espírita de Itabuna (ICEI), no Jardim Italamar, Bairro Santo Antônio, ao lado do Colégio Ciomf. A visita de Amoêdo é estratégica para a expansão do partido na região sul do Estado.

Em Itabuna, o Novo conta com 150 filiados, de acordo com a direção da legenda no município. Para o pleito de 2020, a legenda trabalha nomes de prefeituráveis como o empresário e ex-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (ACEI), Ronaldo Abude, que chegou a se lançar candidato a deputado federal pelo PMDB em 2018, mas retirou candidatura e deixou o partido dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima.

RUI QUER FALAR DE ELEIÇÕES SÓ EM 2020 E VÊ “DEBATE FALSO” NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Rui diz que déficit na Previdência dos estados é mais grave || Divulgação/Arquivo

A inclusão ou não de estados e municípios na proposta de reforma da Previdência é um debate falso, na opinião do governador da Bahia, Rui Costa. Para ele, não se deve pensar numa reforma do governo federal, mas para o Brasil. Nesta linha, diz, é necessário pensar nas medidas necessárias para reduzir o déficit da Previdência dos Estados, que enfrenta uma situação mais grave, na avaliação dele.

– Eu diria que temos a Previdência geral, que responde por 90% dos trabalhadores, temos a previdência do servidor público federal e a previdência dos servidores estaduais. Das três, a situação mais grave, onde há maior volume de déficit, são as previdências estaduais – afirmou Rui durante visita aos municípios de Itajuípe e Coaraci, no sul da Bahia, nesta sexta-feira (7).

Ainda, na opinião do governador baiano, qualquer ajuste deverá pensar, antes, no saneamento das contas da Previdência estadual. “E o que está lá, [no Congresso], em muitos aspectos, em vez de resolver as contas estaduais, vai piorar. Então, precisamos dialogar sobre qual é a saída, seja do ajuste, seja do cofinanciamento ou do financiamento temporário para socorrer os estados e os municípios”.

“CAPITALIZAÇÃO É MUITO RUIM”

O gestor também condenou a reforma previdenciária por itens como a capitalização. “Ajustes são necessários na Previdência”, afirmou, para complementar que, no entanto, a proposta em debate no Congresso poderá fazer com que os mais pobres acabem pagando o preço.

“O modelo de capitalização é muito ruim. É tão ruim que nenhum país importante do mundo adotou esse modelo”. E acrescentou: “O Brasil deve seguir os melhores exemplos no mundo. Nós queremos e estamos dispostos a dialogar, buscar sanear as contas públicas estaduais”.

ELEIÇÕES 2020

Na viagem ao sul da Bahia, o governador Rui Costa evitou discutir qual será o comportamento dele em municípios onde a base aliada contar com mais de um nome. Prometeu tratar de eleições municipais somente em 2020. “Tomei posição pessoal de não responder nem comentar sobre eleição do ano que vem. Eu preciso trabalhar”, respondeu a questionamento do repórter Oziel Aragão, da Interativa FM, durante visita a Itajuípe e a Coaraci.

Provocado pelo PIMENTA sobre unificação das eleições, Rui disse considerar que o problema não é a quantidade de eleições, mas o custo elevado do processo eleitoral no país. “Acho que não é só unificação. Tem que ser debatido o custo do processo eleitoral brasileiro. Por exemplo, a maioria dos países não tem justiça eleitoral. Então, só isso [a justiça eleitoral] já é um custo bastante elevado”, apontou.

PLANO DO PP É LANÇAR CACÁ LEÃO À PREFEITURA DE SALVADOR, AFIRMA NELSON LEAL

Cacá Leão será o nome do PP em Salvador, afirma Leal || Foto Matheus Simoni/Metropress

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Nelson Leal (PP), disse, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (5), que o plano do partido é “estar no jogo” com a pré-candidatura do deputado federal Cacá Leão (PP) à prefeitura de Salvador.

“O PP está crescendo e se fortalecendo no interior do estado, mas, em Salvador, o PP não tem ainda o tamanho que queremos. Por isso, o deputado Cacá Leão se coloca como pré-candidato a prefeito e nós estamos fazendo um convite a várias lideranças para dar ele como candidato do partido ano que vem, para fazer número robusto de vereadores. O plano nosso é estar no jogo”, resumiu.

Ele diz que, assim como outras legendas que estão apresentando pré-candidatos, o PP toma a iniciativa diante da nova roupagem das eleições, sem coligação.

“Com coligação era mais tranquilo, tinha candidato A e todo mundo ia para a coligação dele. Hoje os partidos estão preocupados. Se não tiver um ‘puxador de voto’, um vereador que estoura, tem que ter candidato de legenda para eleger os vereadores. Porque se não, vou ficar ‘no zero’. Isso vai estimular nos grandes centros a ter muitas candidaturas”, avaliou na entrevista à Metrópole.

CÍNICOS E MENTIROSOS

Marco Wense

 

Os oportunistas de plantão só andam atrás de informações sobre pesquisas de intenções de voto. Querem saber qual o pré-candidato a prefeito que está na frente, se fulano, beltrano ou sicrano. O que estiver na dianteira terá seu apoio.

 

Os pré-candidatos a prefeito de Itabuna, com o aval da direção executiva do seu partido, deveriam estabelecer alguns critérios para barrar os vereáveis espertalhões.

Sem nenhum exagero e qualquer intenção sensacionalista, tem até os que paqueram um prefeiturável pela manhã, namoram outro no período vespertino e flertam com o terceiro na calada da noite.

Os mais espertos conseguem enganar, simultaneamente, três postulantes ao cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves. Juram por todos os santos e orixás que são merecedores de confiança, fiéis e companheiros para todos os momentos, que vão ficar do lado do prefeiturável até o fim do processo eleitoral.

Os oportunistas de plantão só andam atrás de informações sobre pesquisas de intenções de voto. Querem saber qual o pré-candidato a prefeito que está na frente, se fulano, beltrano ou sicrano. O que estiver na dianteira terá seu apoio.

Conheço alguns, mas não vou dar nomes aos “bois”. Mais cedo ou mais tarde, vão terminar como as “vacas” da sucessão do prefeito Fernando Gomes.

Um bom critério, sendo o primeiro passo, seria firmar um limite de tempo para os que querem verear pelo partido do pré-candidato a prefeito. Se até tal prazo não tomar uma decisão, que procure outro grupo político.

Adotam o maquiavelismo como orientação indispensável. São bons atores e figuras desprovidos de personalidade. Caráter é sinônimo de babaquice e infantilidade política.

Os cínicos, espertalhões e mentirosos não podem e não merecem triunfar. São personas non gratas, legítimos representantes da banda podre da política.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FERNANDO GOMES E O JORNALISMO POLÍTICO

Marco Wense

 

 

Nos bastidores do fernandismo, a opinião quase unânime é que Fernando só sai candidato com o endosso e aval do governador Rui Costa (PT), hoje seu aliado.

 

A incerteza sobre a candidatura do prefeito Fernando Gomes, na disputa eleitoral de 2020, aumenta a presença do “se” na análise política.

Todo comentário em relação ao processo sucessório, enquanto perdurar essa dúvida, se Fernando vai ou não atrás do sexto mandato como alcaide de Itabuna, fica inconsistente.

A declaração do próprio Fernando, de que não será candidato, não é levada a sério. Em 2016, quando morava em Vitória da Conquista, falou a mesma coisa. Chamaram ele e deu no que deu: prefeito de Itabuna por cinco mandatos.

Agora, toda a análise política tem que ser precedida pelo “se”. Ou seja, se Fernando sair candidato, o cenário é outro, muda completamente, da água para o vinho, como diz a inquestionável sabedoria popular.

Em que pese a preocupante rejeição apontada nas pesquisas, ainda é considerado um adversário difícil, que não pode ser subestimado e nem tratado com desdém.

Nos bastidores do fernandismo, a opinião quase unânime é que Fernando só sai candidato com o endosso e aval do governador Rui Costa (PT), hoje seu aliado.

O secretário de Administração, Dinailson Oliveira, mais conhecido como Son Gomes, continua trabalhando para se viabilizar eleitoralmente. Pelo empenho, parece que tem privilegiadas informações de que o tio está fora da disputa.

Correligionários mais próximos do médico Antônio Mangabeira, prefeiturável do PDT, torcem para que Fernando saia candidato. Acham que com FG no pleito, o nome de Mangabeira fortalece, passa a ser o verdadeiro representante do antifernandismo.

Pois é. Enquanto a incerteza sobre a candidatura de Fernando Gomes permanecer, a análise política fica na dependência do “se”.

P.S.: Fernando Gomes ainda continua sem legenda. O PSD, com a filiação do ex-tucano Augusto Castro, já está descartado. O PP tem como prefeiturável Eric Ettinger Júnior, provedor da Santa Casa de Misericórdia. Resta agora o PR. Se Eric aceitar ser o vice de Fernando, a possibilidade do prefeito ir para o PP aumenta.

Marco Wense é articulista político.

EM EVENTO COM OTTO E KASSAB, EX-DEPUTADO AUGUSTO CASTRO FILIA-SE AO PSD

Sob olhar de Otto, Augusto Castro assina filiação ao PSD || Foto Vagner Souza/BNews

Ex-deputado estadual por dois mandatos, Augusto Castro acaba de assinar a ficha de filiação ao PSD nesta manhã de segunda-feira (6) em evento do partido no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador. A ficha foi abonada pelo senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, e o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, em ato do Diretório Municipal da capital baiana e que reúne representantes da sigla em todo o estado.

Augusto foi deputado estadual pelo PSDB de 2011 a 2019. Deixou o partido apontando discordâncias com a principal liderança de oposição no Estado, o prefeito de Salvador, ACM Neto. Para o ex-tucano, Neto comprometeu as oposições na Bahia ao deixar de disputar o governo do Estado em 2018.

O ex-deputado é dos nomes cotados para disputar a Prefeitura de Itabuna em 2020. Há uma semana vem se reunindo com prefeituráveis de siglas da base de sustentação ao governo do Estado no município, a exemplo de Eric Ettinger Júnior, provedor da Santa Casa de Itabuna e filiado ao PP.

A BASE ALIADA E O PDT DE MANGABEIRA

Marco Wense

 

 

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

 

Das legendas que integram a base aliada do governador Rui Costa, só o PDT, sob o comando do médico Antônio Mangabeira, faz oposição declarada ao governo Fernando Gomes, ainda sem partido depois que rompeu com ACM Neto (DEM).

PCdoB de Davidson Magalhães, PSB de Renato Costa, PR, PP, PSD e outras legendas de menor expressão, estão silenciosas em relação a gestão municipal. Os senhores dirigentes fogem da crítica como o diabo da cruz.

Como o PCdoB tem seu representante na Câmara de Vereadores, o edil Jairo Araújo, que faz oposição ao governismo municipal, termina amenizando o cruzar dos braços e a inércia do comunismo tupiniquim.

O PSB fica sem saber o que fazer, já que tem figuras importantes do partido no primeiro escalão do governo estadual, hoje aliado de Fernando Gomes, que em priscas eras era um ferrenho inimigo do petismo.

Mais cedo ou mais tarde, o eleitorado vai querer saber qual é a posição dos comunistas e socialistas no tocante ao governo FG. O limite para o atucanismo, obviamente ao modo PSDB, tem um prazo. Ou seja, não se consegue ficar em cima do muro por muito tempo.

Essa indefinição, que atinge quase todas as agremiações partidárias de Itabuna, é que faz Mangabeira crescer nas pesquisas de intenções de voto, ficando em uma situação confortável em relação ao segundo colocado.

Queiram ou não, o PDT é, pelo menos até agora, o único partido de oposição escancarada ao governo Fernando Gomes, sem fazer arrodeios e sem adotar a política do assopra pelo dia e morde pela noite.

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

O prefeiturável Antônio Mangabeira, que em duas eleições – prefeito e deputado federal – obteve 20 mil votos em Itabuna, com essa escassez de oposição a FG, só faz ficar cada vez mais favorito na sucessão de 2020.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

NAZAL DEVE CONCORRER À PREFEITURA DE ILHÉUS EM 2020

Nazal pretende concorrer como cabeça de chapa à Prefeitura || Foto Maurício Maron

José Nazal (Rede Sustentabilidade) anunciou hoje (16) a pretensão de concorrer à Prefeitura de Ilhéus em 2020. “Discordo do que está sendo proposto e realizado. A maior parte da população também não está gostando, por isso o prefeito tem 73% de avaliação péssima e ruim”, explicou Nazal ao Blog do Gusmão.

Hoje vice-prefeito, com postura crítica ao Governo Marão, Nazal disse que ganhar ou perder eleição não o preocupa. E explicou ao Blog do Gusmão:

– Eu penso muito mais na cidade do que em mim. Ainda há uma série de questões no caminho, mas, se Deus me der saúde e permitir, serei candidato – disse ele.

GERALDO SIMÕES E AS URNAS

Marco Wense

 

No mais, esperar o desenrolar dos fatos. São eles que vão provocar novos comentários e tornar os rumos da sucessão municipal mais transparente e menos nebuloso.

 

Como irá se comportar o ex-prefeito Geraldo Simões caso não seja candidato na sucessão municipal de 2020? Uma interessante pergunta, já que o próprio Geraldo ainda não sabe como responder. Seu futuro político é uma grande incógnita.

Se for um postulante ao comando do centro administrativo Firmino Alves, tudo bem. O ex-gestor de Itabuna, por duas vezes, tem todo direito de tentar novamente ser a autoridade máxima do município.

E se “minha pedinha”, como é carinhosamente chamado, ficar de fora da disputa? Vai apoiar o prefeiturável do governador Rui Costa, que tende a ser o mesmo do prefeito Fernando Gomes, subindo no mesmo palanque?

É bom lembrar que Geraldo Simões ao ser questionado sobre a aliança entre Rui e Fernando, disse que era “casamento de cobra com jacaré”.

Acho que não, principalmente em decorrência desse tratamento dado pela cúpula estadual do PT com o aval do chefe do Palácio de Ondina. O ex-alcaide sequer tem seu nome lembrado para ocupar um merecido espaço na reforma administrativa, obviamente no primeiro escalão.

Geraldo, que fundou o PT em Itabuna, que foi duas vezes prefeito da cidade, deputado federal e estadual, não pode ser isolado como se fosse um “João ninguém”, um político sem nenhuma história. Geraldo é merecedor de uma atenção maior.

Na hipótese de ficar de fora da disputa e continuar sendo defenestrado pelo governo estadual, resta a Geraldo quatro caminhos: 1) fazer corpo mole na campanha do candidato de Rui Costa e Fernando Gomes, 2) se afastar do processo sucessório, 3) apoiar outro prefeiturável; e 4) sair candidato por outro partido.

A possibilidade de mudar de partido já não é assunto proibido no staff petista municipal. Em conversas reservadas, alguns correligionários já discutem até qual a legenda mais viável.

Não sei qual é o sentimento que toma conta de Geraldo Simões diante desse desprezo, cada vez mais escancarado, sem nenhuma preocupação em deixá-lo, politicamente falando, na sarjeta, no ostracismo.

E como fica o diretório municipal diante da pretensão do deputado federal Josias Gomes, ex-secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa, de ser o candidato da legenda a prefeito de Itabuna? :: LEIA MAIS »

FERNANDO, MANGABEIRA, JOSIAS E A DISPUTA DE 2020

Marco Wense

 

É bom lembrar que na última vez que falou sobre a sucessão de 2020, no programa de Roberto de Souza, Rádio Nacional, Josias não descartou a possibilidade de sair candidato a prefeito de Itabuna. Transferiria seu domicílio eleitoral de Ilhéus para a irmã e vizinha cidade.

 

Um, dois, três… De quinze pré-candidatos, somente cinco ou seis vão até o fim disputando a sucessão de Fernando Gomes, prefeito de Itabuna por cinco vezes.

Dificilmente teremos outro político para superar essa marca de ter governado Itabuna em cinco oportunidades, sendo sempre derrotado quando tentava o segundo mandato consecutivo.

Com efeito, nenhum alcaide conseguiu quebrar o tabu de permanecer no cargo pelo instituto da reeleição. O eleitorado itabunense não gosta de reeleger o chefe do Executivo.

O substituto de Fernando, que será conhecido em outubro de 2020, vai sair do grupo do governador Rui Costa ou de Mangabeira, sem dúvida o nome da oposição com mais chances de derrotar o candidato do governismo, seja municipal ou estadual.

O candidato do governador será também o de Fernando Gomes e vice-versa. Não teremos dois postulantes ao Centro Administrativo Firmino Alves dessa aliança. A tendência é pela escolha de um petista.

Nos bastidores, principalmente do Palácio de Ondina, o que se comenta é que Josias Gomes, ex-secretário de Relações Institucionais, seria o nome indicado pela cúpula do PT com o aval de Rui Costa e o ok de Fernando Gomes.

É bom lembrar que na última vez que falou sobre a sucessão de 2020, no programa de Roberto de Souza, Rádio Nacional, Josias não descartou a possibilidade de sair candidato a prefeito de Itabuna. Transferiria seu domicílio eleitoral de Ilhéus para a irmã e vizinha cidade.

Do outro lado, o grupo de Mangabeira com Augusto Castro e todos que querem uma mudança na política de Itabuna, um ponto final no fernandismo, que não pode ser subestimado, continua enraizado e respirando sem ajuda de aparelhos.

Se a eleição fosse hoje, o prefeito de Itabuna seria o médico Antônio Mangabeira, do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

O que chama atenção na sucessão de 2020, é a pretensão de se candidatar dos ex-prefeitos Geraldo Simões, Claudevane Leite e Capitão Azevedo. Os dois primeiros ligados ao PT. O militar a ACM Neto, gestor soteropolitano, presidente nacional do DEM e candidatíssimo ao governo da Bahia no pleito de 2022.

No mais, esperar o desenrolar dos acontecimentos para um comentário mais firme, consistente e com pouca especulação.

Vale ressaltar que especular, dentro de uma certa lógica e racionalidade, é inerente ao jornalismo político. Do contrário, a análise ficaria condicionada ao surgimento do fato, que poderia acontecer até mesmo na véspera do dia da eleição. Portanto, a projeção do que pode vim pela frente é perfeitamente aceitável.

Lá na frente teremos o fernandismo e o petismo de mãos dadas para fazer o sucessor de Fernando Gomes, ilustre integrante do Movimento dos Sem Partido, o MSP.

Marco Wense é articulista e colunista do Diário Bahia.








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