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:: ‘Eleições’

SODRÉ DE VOLTA AO GOVERNO

Após uma campanha de boas intenções para a Prefeitura de Itapé, não assimiladas pelo eleitorado, o advogado Carlos Sodré está de volta às suas funções no Governo da Bahia. O Diário Oficial do Estado publica nesta terça-feira, 30, a nomeação de Sodré para o cargo de chefe de gabinete do secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, do qual se afastara em maio para disputar as eleições.

Sodré tem altíssimo prestígio e conceito em Salvador. Mas em sua própria terra amargou um último lugar na disputa, saindo com minguados 169 votos.

É a história do “santo de casa”.

“PRIMEIRO OS MEUS”

Geraldo já escolheu a sucessora de Miralva Moitinho na presidência do PT

Assim como diz aquele comercial sobre o brasileiro, o deputado federal Geraldo Simões (PT) é daqueles que não desistem nunca. Depois de três derrotas seguidas na disputa pela Prefeitura de Itabuna (uma sofrida pelo próprio em 2004 e outras duas pela esposa, Juçara Feitosa, em 2008 e 2012), o político está decidido a impor o nome de Juçara como candidata a presidente do diretório municipal do partido.

Somente petistas filiados até as 18 horas desta terça-feira, 30, poderão participar do Processo de Eleição Direta (PED) do PT, previsto para novembro de 2013. Nos dias que antecederam o encerramento do prazo, houve intensa movimentação do deputado em Itabuna.

Como Simões manda no PT, emplacar a presidente será fichinha. Mas a insistência no projeto familiar não deverá poupá-lo de mais desgaste.

JABES RIBEIRO: “SE TIVERMOS UMA VISÃO AMPLA, TODOS VAMOS CRESCER”

ENTREVISTA

Prefeito eleito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP) fará a partir de 1º de janeiro de 2013 seu quarto mandato à frente do município. Ele venceu as últimas eleições a bordo de uma aliança formada por 16 partidos, e talvez uma de suas tarefas mais complicadas será compor os diferentes interesses de um grupo heterogêneo. Nesta entrevista concedida ao PIMENTA, Jabes assegura que em seu governo não haverá loteamento de cargos e a ocupação das funções levará em conta, além da indicação política, o perfil do indicado. O futuro gestor fala ainda, entre outros assuntos, sobre a questão dos precatórios, que trava o governo ilheense, e as perspectivas do município com a implantação do Porto Sul. Jabes diz defender o desenvolvimento sustentável e salienta: “não sou ecochato nem irresponsável”.

A entrevista com Jabes Ribeiro abre a série que o PIMENTA fará com prefeitos eleitos no Sul da Bahia. Confira abaixo os principais trechos:

PIMENTA – Esta última eleição em Ilhéus mostrou uma população dividida e aparentemente desestimulada com a política. Mais de 33 mil ilheenses deixaram de votar e houve ainda 3.115 votos brancos e 6.105 nulos. O senhor acha que esses números refletem a descrença do eleitorado?

Jabes Ribeiro – De forma alguma. Ilhéus tradicionalmente tem um alto índice de abstenção, primeiro em função da área rural, que é muito grande, e muitos eleitores moram em fazendas. Antigamente, havia o hábito de se fazer o transporte dessas pessoas, mas isso não é mais possível em função da legislação e a justiça eleitoral não toma as providências para viabilizar o deslocamento dos eleitores. Por outro lado, no dia anterior à eleição o tempo não estava bom. Na véspera choveu muito e eu acho que isso foi um fator decisivo para essa abstenção.

PIMENTA – O município enfrenta precariedade em diversos setores, inclusive nos mais essenciais, que são saúde e educação. O senhor já definiu uma estratégia para superar as dificuldades e fazer com que a população possa ter um serviço público mais qualificado?

JR – Ilhéus vive uma situação extremamente grave em todos os setores. Eu fiz uma visita ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e, conversando com alguns técnicos, pessoas que conhecem a realidade de Ilhéus, a constatação é de que o quadro é assustador. O município tem as suas contas rejeitadas desde de 2006. Isso significa que, sucessivamente, O tribunal tem dado parecer contrário, basicamente em função, entre outros, de três itens: problemas na saúde, educação e na área de pessoal. São questões graves. Por outro lado, você tem uma desorganização financeira tal que acaba prejudicando os serviços essenciais. Não funcionam limpeza urbana, iluminação pública, saúde, educação, as estradas rurais se encontram em péssimo estado. Não é uma situação simples, nós já tínhamos essas informações e ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI.
PIMENTA – Esse cenário exige a definição de prioridades. O que já se vislumbrou nesse sentido?

JR – Aproveitando até declarações do prefeito, quando estive com ele, de que tem interesse em contribuir com a transição, nós esperamos que na prática isso aconteça. Nesta segunda-feira (29), nós estaremos entregando ao prefeito um ofício, no qual fazemos algumas solicitações. Entre elas, apresentamos o grupo que vai colher os dados dentro da comissão de transição, de acordo com Resolução do TCM. Essa coleta de dados será muito importante para fazermos um diagnóstico. Com ele é que nós teremos condições de tomar as medidas necessárias, primeiro no sentido de saber qual a estrutura administrativa possível, dentro da realidade do município, e a partir daí definir a equipe de governo para que possamos adotar as providências já no início da administração, procurando arrumar a cidade, organizar as finanças e, efetivamente, trabalhar para melhorar os serviços essenciais.

 

Ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI.

 

 

 

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EM CONQUISTA, DEU GUILHERME

Os petistas lamentaram em Salvador, mas festejaram em Vitória da Conquista. Na terceira maior cidade da Bahia, Guilherme Menezes (PT) chegou a ter a eleição ameaçada pelo radialista Herzem Gusmão (PMDB), mas conseguiu superar o adversário e confirmar o primeiro lugar nas urnas neste domingo.

Guilherme venceu com 91.072 votos (56,28%). Gusmão recebeu 70.760 (43,72%).

Este será o quarto mandato do petista no município. O PT governa Vitória da Conquista desde 1997.

PARA QUEM O ELEITOR DIRÁ AMÉM?

Capa do jornal A Tarde deste domingo

2014: O PT QUE SE CUIDE

O deputado federal José Carlos Araújo ainda comemora o desempenho do PSD nas eleições municipais. Secretário-geral do partido na Bahia, Araújo olha 2012 e enxerga 2014.

Na sua estreia em disputas eleitorais, o PSD despontou como o partido que conquistou o segundo maior número de prefeituras na Bahia, 71, perdendo apenas para o PT, que governará 92 municípios. O terceiro nesse ranking é o PP (52 prefeituras), enquanto o PMDB de Geddel e Lúcio Vieira Lima ficou com o quarto lugar (44 prefeituras).

Araújo se sente fortalecido, afirmando que, dos prefeitos eleitos pelo PSD, 12 são ligados diretamente a ele. Quem festeja ainda mais é o vice-governador Otto Alencar, que sonha com a sucessão de Jaques Wagner.

ÚLTIMO DEBATE EM SALVADOR

Do G1

Os dois candidatos à Prefeitura de Salvador participaram, na noite desta sexta-feira (26), do debate realizado pela TV Bahia, afiliada da Rede Globo. Foram confrontadas propostas sobre transporte público, saúde e prestação de serviços, como o abastecimento de água. Participaram do encontro ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT).

Os candidatos também falaram sobre o apoio do governo federal para a realização de obras em Salvador, além de abordarem a atuação da Guarda Municipal na segurança da cidade, o tratamento especial para usuários de drogas na rede pública, infraestrura de saneamento básico, investimento em engenharia de trânsito e implantação de creches.

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PRIMEIRA CANDIDATA

Tempo Presente (A Tarde):

Instigada por repórteres de A TARDE para agenciar a realização de uma foto de ACM Neto ao lado da esposa (como foi feita com Pelegrino) para que o povo de Salvador saiba quem poderá ser a primeira-dama da capital nas eleições de domingo, a assessoria de ACM Neto brecou a ideia.

Motivo alegado: Neto está separado, tem uma nova namorada, mas ainda em fase que não permite tais exposições. Em suma, se Neto for eleito, Salvador não terá primeira-dama. Apenas uma primeira candidata.

CAMPOS: PT QUER APOIO, MAS NÃO QUER APOIAR

Estadão

O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, reclamou ontem que o PT não retribui na mesma proporção o apoio que recebe de seu partido no 2.º turno da eleição municipal. Apesar dessa avaliação, ele insistiu que as alianças do PSB com o PSDB não foram feitas em função das eleições de 2014.

“No 1.º turno o PSB foi o partido que mais apoiou o PT, mas só é notícia quando a gente não apoia. No 2.º turno, o PT disputa em 17 cidades e nós o apoiamos em 11. Nós disputamos em 8 cidades e só em 1 o PT nos apoia, desde o 1.º turno, que é o município de Duque de Caxias (RJ). E esse apoio só veio por uma ação direta da Executiva Nacional do PT e do próprio ex-presidente Lula. Isso é um fato real”, afirmou o governador durante visita ao estande de Pernambuco de uma feira internacional de turismo que está sendo realizada no Rio.

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MALAGUETA

Cutuque

Tinha que ser justamente um japonês o sujeito que arrematou a virgindade da brasileira Catarina Migliorini, no primeiro leilão de “totó” de que se tem notícia na história moderna?

Dada a fama de hipossuficiência viril dos nipônicos, o pau que rola (ops!) é que a moça vendeu, mas não vai entregar. Continuará com sua “petúnia” intacta.

Novos tempos

Aqui no PIMENTA, um leitor da velha guarda comentou que em sua juventude  precisou pagar para perder a virgindade. O cara tá achando que nasceu na época errada.

Mortos vivos

Um lavador de carros compareceu, vivo, ao próprio velório em Alagoinhas. Nenhum fenômeno, apenas confusão mesmo.

Após as eleições, verifica-se uma situação inversa, com gente que parece estar viva, mas morreu para o eleitor.

Procura-se

Por falar em eleições, tem candidato que até hoje está procurando saber o paradeiro da grana reservada para a ilegal boca de urna. Bem feito: na hora “H”, um cabo eleitoral espertinho e até coordenador de campanha deram fim ao numerário.

Porém, como houve também gente que se garantiu na base da compra de voto, o juiz Antônio Carlos Rodrigues de Moraes faz muito bem em apurar os casos de abuso do poder econômico no último pleito.

Nome sujo 1

No necrológio da candidatura de Azevedo em Itabuna, está escrito que uma das razões para a derrota foram os frequentes atrasos nos pagamentos dos servidores. Fazem a conhecida multiplicação de cada funcionário desrespeitado por uns três ou quatro familiares e… caixão e vela!

Nome sujo 2

O deputado Geraldo Simões é acusado de dar calote na agência de publicidade e na produtora que fizeram a campanha de sua mulher, Juçara, em Itabuna. Coisa de R$ 1 milhão.

Recomendaram aos credores entrar na fila, mas com o seguinte aviso: ela é interminável.

Sucesso do momento

CAETANO À DIREITA, GIL À ESQUERDA

Na política,eles não se bicam

Se na música eles sempre se entenderam muito bem, na política faz tempo que os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil caminham em sentidos opostos. O primeiro anunciou no início da semana, num evento em homenagem a Ulysses Guimarães em Brasília, que apoia o candidato do DEM à Prefeitura de Salvador, ACM Neto. Nesta sexta-feira, 19, Gil gravou depoimento de apoio à candidatura de Pelegrino.

A conferir qual dos apoios terá mais influência sobre o eleitorado…

DATAFOLHA: HADDAD 17 PONTOS À FRENTE DE SERRA

Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que o cenário do segundo turno em São Paulo vai se definindo a favor de Fernando Haddad (PT). Finalizado nesta quinta-feira, 18, o levantamento traz o ex-ministro da Educação com 49% das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) aparece com 32%. Considerados os votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60% e Serra, 40%.

A rejeição ao tucano cresceu bastante com relação à pesquisa feita pelo Datafolha nos dias 5 e 6 de outubro. Em um intervalo de apenas 12 dias, o índice dos que não votariam em Serra de jeito nenhum subiu de 42% para 52%. A rejeição ao petista é de 34%.

Há indicações de que a reprovação ao prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia Serra, explique em parte o declínio do candidato do PSDB. Outro fator é que Haddad atraiu a maior parcela dos que, no primeiro turno, votaram em Gabriel Chalita (PMDB) ou em Celso Russomano (PRB). Com informações da Folha Online.

MALAGUETA

Na catraca 

Azevedo, o prefeito de saída, tenta segurar o aumento da passagem de ônibus em Itabuna. Com a cabeça em 2014, ele quer evitar o desgaste e deixar o abacaxi para o sucessor Vane descascar.

Na catraca 2 

O aumento da passagem é inevitável e foi adiado pelo prefeito por causa da campanha eleitoral. A ideia era dar o “presente” ao Zé Povão logo após o pleito, mas o Capitão não imaginou que teria uma derrota no meio do caminho.

Afinal de contas… 

Os planos do Capitão Azevedo de ser candidato a deputado estadual em 2014 esbarram em suas contas, que ainda serão apreciadas pela Câmara. As de 2009 e 2010 já levaram pau no TCM, mas ainda não tiveram análise no legislativo municipal.

Azevedo dá de ombros aos vícios insanáveis e vai tentar de qualquer jeito aprovar sua gestão.

Mistério 

Encerrada a sessão na qual foi eleita a mesa diretora da Câmara dos Suplentes, em Itabuna, os neo-vereadores escapuliram do plenário para uma conversa a portas fechadas. A reunião secreta seria para definir as matérias que terão prioridade na pauta da casa.

Entre os temas, está a apreciação das contas de Azevedo…

Sem precedentes 

A renovação da Câmara de Itabuna em 2013 teve uma espécie de avant-première com a posse de todos os suplentes em lugar dos titulares.

Atônita na eleição da mesa diretora, a experiente secretária parlamentar Margareth Brandão afirmou que aquele era um momento sem precedentes na história do legislativo.

Lambança 

Quando uma nova legislatura é instalada, a eleição da mesa diretora é conduzida pelo mais idoso entre os vereadores. Na inusitada votação desta quarta-feira, 17, a condução acabou ficando por conta de Paulo Luna (PSDB), mas por outros critérios.

Segundo a Secretaria Parlamentar, Luna teria sido o último a ocupar cargo na Mesa Diretora, em 2000, quando o presidente da casa era Pedro Egídio, o dentista.

Ainda por esse critério “inovador”, a condução deveria ter sido feita por Ricardo Xavier (PMDB), que foi vice-presidente da Câmara em 2003, sob a presidência de Emanoel Acilino (PT). Diante do lapso, Xavier fez constar em ata que abria mão de conduzir a sessão.

Enquanto isso, na Câmara…

É A VEZ DA CLASSE MÉDIA

Gustavo Haun | g_a_haun@hotmail.com

Cada vez mais o eleitorado vai querer saber a vida do (a) cidadão (ã) que quer se eleger. A sua biografia vai estar diretamente ligada ao processo sucessório das cidades, estados ou nação.

Quem ainda acha que é pobre que elege está totalmente equivocado. A verdade é que, a partir de agora, quem quiser disputar cargo político vai ter que agradar é a Classe Média.

Com uma importante agenda de políticas públicas, de distribuição de renda e de assistência social, ninguém imaginava que um semianalfabeto como Lula fizesse essa revolução: elevar 35 milhões de pessoas das classes mais baixas para cima.

E, hoje, o que se vive não é mais uma pirâmide que marcava as ordens socioeconômicas do país, está mais para um losango, com um inchaço no meio, no miolo.

O problema, para os politiqueiros de botequim, é que a Classe Média é mais estudada, mais ‘experta’ e mais interessada nas questões políticas, porque sabe que atua diretamente em sua vida, em sua família, em sua rua, em seu bairro, em sua cidade…

O miserável que passa fome e ganha um eternit, um saco de cimento, um dinheirinho para votar, cai no engodo da pseuda-assistência. Está na desgraça mesmo, o que vier é lucro. Embora essa seja uma mentalidade infeliz de terceiromundistas, que urge mudança!

Mas o sujeito que passa um tempo maior na escola, que trabalha e paga impostos, que lê jornal ou sites informativos, vê noticiário, mesmo que pouco, ou seja, um sujeito normal, dentro do padrão dito “médio”, é mais difícil de ser “engabelado”, “iludido”, “cair na armadilha”.

Cada vez mais o eleitorado vai querer saber a vida do (a) cidadão (ã) que quer se eleger. A sua biografia vai estar diretamente ligada ao processo sucessório das cidades, estados ou nação.

Isso acontece muito por conta da fragmentação dos próprios partidos políticos – muitos nanicos de mera conveniência, sem nenhuma história e ideologia –, agora sem mais bandeiras da Direita e da Esquerda, aí o povo “médio” vota no Homem, no Ser, no Ente que mais se adeque às necessidades coletivas.

Foi o que se viu em Itabuna e em muitas cidades do interior do estado. Um simples reflexo do que aconteceu nas eleições majoritárias para presidente há seis e dois anos.

Quem doravante quiser se eleger, independente da cor, sexo, religião ou partido, apresente projetos concretos, história de luta e honradez, trabalho real de base, interesse em solucionar os problemas dos mais carentes. Do contrário, com demagogia, pulinhos e corridinhas, não vai dar mais!

Gustavo Haun é professor, formado em Letras (Uesc), ministra aula em Itabuna e região e mantém o Blog de Redação

QUE TIPO DE ONDA DESEJAMOS?

Valéria Ettinger | lelaettinger@hotmail.com

Queremos sim uma onda que seja autônoma, que se reconheça como sujeito de direitos, que participe politicamente, que decida, que tenha legitimidade social.

Estamos vivendo uma explosão de ondas de diversas cores. Mas que tipo de onda é a que desejamos? Uma onda de abraços e beijinhos, uma onda de “tchau”, uma onda carnavalesca, uma onda ensurdecedora, uma onda que se repete e não transforma, uma onda vazia, sem conteúdo, uma onda que diz, mas não cumpre, uma onda com modelos prontos que não foi construída com a participação dos interessados? Ou queremos uma onda capaz de transformar, de construir, de participar, de se reconhecer, de se tornar visível, de dar acesso?

Não queremos uma onda que diz que irá nos levar, mas não tem força para nos guiar. Não queremos uma onda que nos leve e depois nos deixe a deriva, perdidos na imensidão ou na escuridão. Não queremos uma onda que nos derrube e nos afogue. Não queremos uma onda que ao despontar seja exuberante, mas ao ganhar impulso perca a sua força. Não queremos uma onda que traga mais sujeiras e não leve as já existentes. Não queremos uma onda que siga o mesmo fluxo das anteriores.

Queremos sim uma onda que seja autônoma, que se reconheça como sujeito de direitos, que participe politicamente, que decida, que tenha legitimidade social, que tenha senso de coletividade e seja capaz de reconstruir uma nova história para si e para seu território.

Queremos uma onda que nos trate como verdadeiros cidadãos, como os verdadeiros donos da coisa pública, uma onda que nos trate com dignidade e respeito, que não nos trate como bobos da corte ou como alavanca para interesses pessoais.

Quando vislumbramos a existência dessas ondas, podemos apontar para duas possibilidades: a existência de ondas que já se formaram e estão lutando por seus interesses, a partir da valorização e manutenção de sua cultura, tentando afirmar suas identidades ou buscando novos valores para reconstruí-la e as ondas que existem, mas não se deram conta da sua existência ou estão dominadas por um sistema político individualista e assistencialista.

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A LEI DA FICHA LIMPA E AS CONTRADIÇÕES DOS BRASILEIROS

Ailton Silva | ailtonregiao@yahoo.com.br

Na verdade, a lei barrou apenas os políticos condenados por colegiados (formados por desembargadores e ministros) ou os que renunciaram ao mandato depois da representação ou pedido de abertura de processo.

Nos últimos dias acompanhamos as comemorações de partidários e simpatizantes porque os seus candidatos foram liberados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).  Tenho certeza que muitas dessas pessoas ajudaram a criar a Lei Complementar 135/2010.

Para quem não se lembra, trata-se da lei aprovada em 2010, após mais de um milhão de brasileiros – inclusive eu – colocarem os seus nomes em um abaixo-assinado. Na época, cheguei a acreditar que todos os corruptos desse país seriam banidos da política. Depois percebi muita ingenuidade da minha parte. Eles são os mesmos que aprovam as leis.

Minha ilusão ou ignorância durou quase dois anos, quando começou o prazo para o envio dos pareceres dos Tribunais de Contas dos Municípios (TCMs) para os promotores públicos estaduais. Os juízes de primeira de instância começaram a faxina e imaginei: nestas eleições não vai sobrar um ladrão. Os de galinhas, certamente, não, porque para estes as leis não são favoráveis.

Para os ladrões de milhões da nossa saúde, educação, saneamento básico, não há punição tão fácil, pois logo aquele jurista descobre que os pareceres dos TCMs não têm nenhuma serventia. Não valem nada se as câmaras de vereadores não seguirem.

Nesse ponto, vejo que não sou o único ingênuo na história da lei da Ficha Limpa. As entidades que lutaram pela moralização na política e pelo bom uso do dinheiro público também foram enganadas. Nunca que um prefeito, com a maioria na Câmara de Vereadores, terá suas contas rejeitadas.

Se seguirem o parecer do TCM, os parlamentares aliados vão deixar brechas para que o prefeito possa recorrer e derrubar a decisão. Há quem diga que existem punições para os presidentes de Câmara de Vereadores. Não sei de nenhum caso em que essa figura tenha colocado as contas em votação dentro do prazo estabelecido.

Na verdade, a lei barrou apenas os políticos condenados por colegiados (formados por desembargadores e ministros) ou os que renunciaram ao mandato depois da representação ou pedido de abertura de processo.

Os demais, para alegria do eleitor apaixonado (diga-se de passagem, muita gente que prega a moralidade na administração pública), estão livres para concorrer como se nenhum centavo tivesse sido desviado. E pior: desdenha do povo quando afirma ser honesto em seu programa eleitoral.

Tenho certeza que muita gente viu-se nesta condição em diferentes municípios do Brasil. Teve até carnaval fora de época por causa da liberação de ficha suja pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Cenas de circo com carreatas, passeatas, queima de fogos e, nos braços do povo, o ímprobo (isso mesmo, ímprobo é o cidadão que rouba o dinheiro público. Não podemos chamá-lo de ladrão).

Por causa desse tipo de coisa, às vezes, penso que não me fizeram bem, na faculdade, as aulas de Sociologia e Psicologia (poderia incluir ética, mas foi uma disciplina que aprendi antes, em casa, com meus pais e amigos). Pensando bem, é melhor não pensar sobre as contradições do homem.

Finalizo recorrendo ao espetacular e genial Ruy Barbosa, que afirmou, em 1914: “de tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto…”. Tenho certeza que pelo menos um leitor desse blog vai concordar com Ruy.

Ailton Silva é jornalista.

ZEM COSTA ABRE HORÁRIO ELEITORAL

Chefe de cartório, Marcelo Brito, e o juiz Antônio Carlos Moraes, durante sorteio (Foto Pimenta).

A Justiça Eleitoral sorteou nesta terça, 7, a ordem de exibição dos programas eleitorais dos candidatos a prefeito e das coligações proporcionais (vereadores) de Itabuna. O sorteio foi presidido pelo juiz da 27ª Zona Eleitoral, Antônio Carlos Moraes. O primeiro programa eleitoral a prefeito vai ao ar no dia 22. A programação será aberta pelo candidato do PSOL, Zem Costa, com tempo aproximado de 1 minuto e 47 segundos.

O primeiro programa terá, na sequência, Vane do Renascer (PRB),  Capitão Azevedo (DEM), Juçara Feitosa (PT) e Pedro Eliodório (PCB).  Zé Roberto (PSTU) vai fechar o primeiro dia de horário eleitoral das chapas majoritárias. Nos demais, segue-se ordem em que o último será o primeiro e aquele que abriu o programa anterior será o segundo e assim por diante.

A Justiça deveria definir ainda hoje o tempo de cada candidato e das chapas proporcionais, mas o sistema ainda aguardava o registro de todas as candidaturas a prefeito.

PROPORCIONAL 

A Justiça Eleitoral também definiu a ordem de exibição dos programas a vereador. A coligação A Mudança Começa Agora (PRB/PSC/PV) abre o horário eleitoral da proporcional, seguida de PTN, PSOL, PMDB, Coligação União e Trabalho (PSDC, PTB e PSDB), PCB, Unidos Por uma Itabuna Melhor (PP e PPS), DEM, PDT/PRP/PTdoB/PPL/PHS, Nova Esperança (PTC/PRTB), PCdoB, PT/PSB, PSTU e Unidos Venceremos (PSL/PR/PMN).








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