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:: ‘Ensino Fundamental’

ENCCEJA: PRAZO DE INSCRIÇÃO VAI ATÉ DIA 31

Inscrições vão até dia 31 e provas serão feitas em agosto || Foto Arquivo ABrasil

As inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2019 começam hoje (20) pela internet e seguem até o dia 31 de maio. A inscrição é gratuita. Jovens e adultos que não terminaram os estudos na idade adequada podem fazer o exame para obter a certificação de conclusão no ensino fundamental ou médio.

CLIQUE AQUI PARA INSCRIÇÃO

Os interessados no certificado do ensino fundamental precisam ter, pelo menos, 15 anos completos na data da prova. Para o certificado do ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos.

As provas serão aplicadas no dia 25 de agosto em 611 municípios. Serão quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação. A nota mínima exigida para obtenção da proficiência é de 100 pontos nas provas objetivas e de cinco pontos na redação. :: LEIA MAIS »

ANO LETIVO EM ILHÉUS COMEÇA DIA 27

Escolas ilheenses preparam início de ano letivo (Foto Arquivo).

Escolas ilheenses preparam início de ano letivo (Foto Arquivo).

A Secretaria de Educação de Ilhéus confirmou para o próximo dia 27 o início das aulas na rede municipal de ensino em 2015. Nesta semana, os educadores participam da Jornada Pedagógica, evento de planejamento para o ano letivo.

As aulas começam com atraso de mais de dois meses devido a paralisações dos professores da rede e reforma de escolas. O ano letivo de 2014 foi encerrado em 18 de março em boa parte das escolas.

Secretária de Educação de Ilhéus, Marlúcia Rocha disse que a ideia é aperfeiçoar os modos de transmissão de informações e conhecimento em sala de aula, a partir do tema da jornada deste ano (“Aprendizagem: uma prática compartilhada”).

JABES CORTA SALÁRIO DE PROFESSORES QUE ADERIRAM A PARALISAÇÃO

Professores farão nova assembleia na quarta, dia 28 (Foto APPI).

Professores farão nova assembleia na quarta, dia 28 (Foto APPI).

Os professores da rede municipal de Ilhéus que participaram das paralisação da categoria  em maio sofreram corte no salário. A determinação partiu do prefeito Jabes Ribeiro, segundo a direção da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI-APLB/Sindicato).

Os educadores, segundo nota do sindicato, sofreram “corte no ponto e o desconto dos dias” em que participaram da paralisação. A questão será discutida em assembleia marcada para a quarta (28), às 9 horas, na Câmara de Vereadores.

A presidente da APPI, Enilda Mendonça, disse que a ideia é discutir, na assembleia, as medidas a serem adotadas para garantir o salário dos profissionais. Além do corte de salário, também será discutida a campanha salarial de 2014, que ainda não recebeu resposta do governo.

ACIMA DO LIMITE

Desde o início do mês, o prefeito ilheense anunciava que iria cortar o salário dos professores que participassem de paralisações. Jabes alega que o município gasta mais de 60% das receitas com pagamento de pessoal e não teria como discutir reajuste salarial nem pagamento do piso básico do magistério antes do primeiro quadrimestre, encerrado em abril. A categoria reclama que o prazo venceu e o governo não se abriu para o diálogo.

TROCARAM O LÁPIS E O CADERNO PELO REVÓLVER

Ailton Silva | ailtonregiao@yahoo.com.br

A diferença daqueles meninos do passado, não tão distante, é que tinham pais que não fugiam de suas responsabilidades.

Nesta semana ficamos estarrecidos com as imagens de câmara de segurança mostrando duas crianças assaltando uma ótica no movimentado bairro São Caetano, em Itabuna. Os meninos, com menos de 12 anos de idade, trocaram a caneta e o lápis por um revólver. Usaram a mochila, que deveria carregar cadernos e livros, para transportar o resultado de um crime.

A bicicleta, que deveria ser para conduzi-los até uma escola, serviu para a fuga. Somente quando ocorre coisa desse tipo é que fazemos uma série de questionamentos e buscamos ter a dimensão da realidade que vivemos. Muitos aparecem dizendo que isso acontece por causa de um sistema falido de educação, saúde, habitação e falta de políticas públicas etc. Pode ser também.

Mas muita gente culpa apenas e tão somente os governantes pelo aumento da criminalidade. Essas mesmas pessoas esquecem-se das responsabilidades das famílias. É verdade que em Itabuna não existe espaço de lazer. As quadras de esportes estão abandonadas, os campos de futebol idem e as praças encontram-se em estado lastimável. Mas nada disso tira a responsabilidade dos pais de cuidar de seus filhos.

Não é aceitável que crianças fiquem fora da escola. Ela é o único caminho para o sucesso, principalmente daqueles nascidos em famílias miseráveis. Hoje, nas séries iniciais, o governo distribui livros, cadernos lápis, oferece transporte e manda dinheiro para as prefeituras comprarem merenda. E mais: o governo paga para o aluno estudar, com programas como Bolsa Família e Projovem.

Muitos vão dizer que é uma esmola, que não serve para nada. Para esses, eu respondo que gostaria muito de ter tido isso no tempo que estudei em escola pública e muitos dos meus amigos, que têm uma carreira de sucesso hoje, também gostariam muito dessa ajuda. Nós, os miseráveis, tínhamos que recorrer a livros emprestados e trabalhar aos 10 anos para comprar os nossos cadernos.

Tínhamos que caminhar quilômetros para chegar a uma escola mais próxima e quase nunca havia merenda. Nem por isso deixamos de perseguir e realizar o sonho de ter uma profissão e vida decentes. Tenho muitos amigos que passaram por isso. Tornaram-se servidores públicos, professores, advogados, dentre outros profissionais de respeito.

A diferença daqueles meninos do passado, não tão distante, é que tinham pais que não fugiam de suas responsabilidades de matricular – e acompanhar – seus filhos. Além disso, eles cobravam e tinham respeito. O resultado não poderia ser melhor. Vendo a cena dos dois meninos assaltando, lembrei logo da história que uma amiga minha relatou durante uma viagem ao Recife.

– Há alguns anos, quando criança e acompanhada da minha família, passei aqui como mendiga. Nesta mansão, pedi alguma coisa para comer. Disseram que tão tinha nada e acabei aceitando um copo com água e uma manga. Hoje, estou em um hotel cinco estrelas na Praia de Boa Viagem, um dos metros quadrados mais caro do país – narrou, emocionada.

Minha amiga prosseguiu afirmando: “como foi bom minha mãe ter ensinado que o conhecimento transforma vidas. A negra era analfabeta, mas sabia o valor do estudo”. Por causa de uma mãe cuidadosa, ela hoje tem um salário de R$ 7 mil e pode se dar ao luxo de viajar não só pelo Brasil, mas para o exterior também. Mais que isso, tem dignidade.

Poderia aqui citar vários exemplos, inclusive o meu, mas acredito que apenas este caso serve para comprovar que o conhecimento pode transformar a vida das pessoas e que os pais têm a obrigação de mandar seus filhos para a escola. É uma responsabilidade mínima. É inaceitável que crianças de 12 anos troquem caneta e lápis por revólver.

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EM CONQUISTA, UNIFORME INTELIGENTE “DEDURA” ESTUDANTE QUE FILA AULA

Criança com uniforme inteligente numa das escolas de Conquista (Foto Divulgação).

Vitória da Conquista é o primeiro município brasileiro a adotar tecnologia que “entrega” o aluno que falta às aulas. O “Uniforme Escolar Inteligente”, baseado em rádio frequência, informa ao responsável se o aluno está na escola ou “filou” aula.

A prefeitura investiu R$ 1 milhão para implantar o sistema que funcionará, inicialmente, em 25 escolas e atenderá a cerca de 20 mil estudantes. Um chip é colocado no uniforme escolar. Quando o aluno entra na escola, este sensor então avisa ao pai da criança ou adolescente.

Cada uniforme vem com etiqueta que usa número universal. No chip, são cadastrados dados do aluno e número do celular do pai ou responsável para o qual será enviada mensagem informando se o estudante tá na escola ou deu uma “fugidinha”.

O prefeito Guilherme Menezes diz que o projeto cria condição para aliar “educação, segurança e possibilita parcerias com o Ministério Público, Conselho Tutelar, Polícia Militar, sempre defendendo a comunidade escolar, os alunos e a própria família”. A engenhoca tem o apoio da justiça local.

Mãe de três alunas do Caic Paulo Freire, Miraildes do Prado diz que uniforme “vai ser ótimo, por se tratar de “uma segurança a mais para os alunos”. “Eu sempre me preocupo com as minhas três filhas que estudam aqui no Caic e, agora, irei ficar mais tranquila”.








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