WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


alba

unesul bahia

uniftc






janeiro 2020
D S T Q Q S S
« dez    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

editorias


:: ‘Ensino Fundamental’

EDUCAÇÃO FINANCEIRA FARÁ PARTE DE CONTEÚDO DO ENSINO INFANTIL E FUNDAMENTAL

Crianças do Ensino Infantil vão começar a ter aula de educação financeira || Foto Arquivo EBC

Antonia, auxiliar de escritório, todos os dias compra uma balinha ou um chocolate, no ponto de ônibus, na volta do trabalho, que custa R$ 0,50. “Eu não dava importância para aquele gasto. Imagina, R$ 0,50 não é nada! Mas eu nunca consegui economizar um centavo”. Fazendo as contas, esses centavos viram R$ 11 em um mês e R$ 132 em um ano.

São situações como esta, retirada de livro didático disponível online, que ensinam estudantes de escolas em várias parte do país a terem consciência dos próprios gastos e a ajudar a família a lidar com as finanças. A chamada educação financeira, cuja oferta hoje depende da estrutura de cada rede de ensino passa a ser direito de todos os brasileiros, previsto na chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“É uma grande oportunidade, uma grande conquista para a comunidade escolar do país”, diz a superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), Claudia Forte. “A educação financeira busca a modificação do comportamento das pessoas, desde pequeninas, quando ensina a escovar os dentes e fechar a torneira para poupar água e economizar. Isso é preceito de educação financeira”.

A BNCC é um documento que prevê o mínimo que deve ser ensinado nas escolas, desde a educação infantil até o ensino médio. Educação financeira deve, pela BNCC, ser abordada de forma transversal pelas escolas, ou seja, nas várias aulas e projetos. Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo Ministério da Educação (MEC), prevê que as redes de ensino adequem os currículos da educação infantil e fundamental, incluindo esta e outras competências no ensino, até 2020.

A educação financeira nas escolas traz resultados, de acordo com a AEF-Brasil. Pesquisa feita em parceria com Serasa Consumidor e Serasa Experian, este ano, mostra que um a cada três estudantes afirmou ter aprendido a importância de poupar dinheiro depois de participar de projetos de educação financeira. Outros 24% passaram a conversar com os pais sobre educação financeira e 21% aprenderam mais sobre como usar melhor o dinheiro.

SONHO DO RESTAURANTE PRÓPRIO

É com o que aprendeu em sala de aula aos 16 anos que Adria Cristina da Costa, hoje com 18 anos, pretende ter o próprio restaurante. “Foi fundamental para entender que não é só gastar e curtir, mas é preciso pensar em si mesmo, pensar que o dinheiro vai ser necessário um dia”, diz.

Depois da formação, Adria conta que deixou de gastar apenas com roupas, sapatos, bolsas e artigos para a casa os R$ 80 que ganhava como babá e começou a guardar um pouco todo mês. Com o que poupava, comprava salgados, que vendia a R$ 2 com suco. Logo, os R$ 80 por mês, transformaram-se em R$ 100 por dia. “Quando eu tinha 16, 17 anos, eu queria ter o meu próprio restaurante. Ainda não consegui, mas, agora, em 2020, pretendo ter meu próprio negócio”. :: LEIA MAIS »

SESI ANUNCIA AMPLIAÇÃO DA REDE DE EDUCAÇÃO NO INTERIOR DA BAHIA

Após expandir a rede de Ensino Médio para o interior, o
SESI agora vai ampliar presença do Ensino Fundamental II

Escola deve estimular os estudantes a viverem novas experiências em sala de aula, no SESI, alunos têm contato desde cedo com a iniciação científica || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

Nos últimos cinco anos, o Serviço Social da Indústria na Bahia (SESI Bahia) ampliou a oferta de vagas de ensino médio no interior. A partir de 2020, a instituição também passará a oferecer o ensino fundamental, a partir do 6º ano (clique aqui e saiba mais). A expansão do ensino fundamental começou em 2019, na Escola SESI João Ubaldo Ribeiro, do município de Luís Eduardo Magalhães, quando foram abertas 134 vagas do 6º ao 9º ano.

No próximo ano letivo, haverá novas vagas também em Barreiras, Vitória da Conquista, Ilhéus e Feira de Santana, totalizando 560 novos alunos de ensino fundamental. Atualmente, o SESI Bahia tem mais de 7.000 estudantes matriculados na capital e interior.

A gerente de Educação do SESI Bahia, Cléssia Lobo, explica que a ampliação da rede atende a uma demanda dos pais que conhecem a metodologia educacional do SESI. “Nossa intenção é levar para o ensino fundamental todo o referencial de educação que o SESI oferece, incluindo educação tecnológica com robótica, ambientes de aprendizagem inovadores, com laboratórios, metodologias ativas e atividades de cultura, já a partir do 6º ano do ensino fundamental. No 9º ano, os alunos também começam a ter aulas de iniciação científica, o que é um diferencial do SESI”, destaca a gerente de Educação.

Laís Cerqueira, de 11 anos, vem descobrindo novas formas de aprendizagem com uso de metodologias inovadoras || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

DESAFIOS EM EDUCAÇÃO

O modelo de educação do SESI é a síntese de mais de 50 anos de tradição em educação na Bahia com base em um programa nacional que é adotado em todo o país. Aliado a isso, um processo de formação contínua das equipes pedagógicas assegura uma atualização constante dos profissionais de educação.

Na avaliação de Cléssia Lobo, a escola enfrenta um grande desafio nos dias atuais que é tornar-se atrativa aos olhos de uma juventude hiperconectada e que tem vários focos de interesse mediados pela tecnologia. “Entender o que pensam as novas gerações e conquistar o interesse dos jovens pelos estudos é um desafio que permeia todo o processo pedagógico nos dias atuais. Atento a isso, o SESI Bahia tem apostado em novas tecnologias e metodologias em sala de aula, de forma a tornar mais interessante a experiência de aprendizagem, colocando o estudante como protagonista do seu aprendizado”, reitera Cléssia.

SESI oferece ensino fundamental na sua rede há mais de 50 anos na Bahia || Foto Valter Andrade/Coperphoto/Sistema FIEB

A estudante Laís Apoena Miranda de Cerqueira, de 11 anos, aluna do 7º ano, da Escola SESI Bernardo Martins Catharino, ingressou na rede SESI em 2019. “Conhecia alunos que faziam parte da escola SESI e queria muito estudar aqui. Ao chegar, vi que a escola me oferecia muitas possibilidades e que me desafia a aprender”, sintetiza a estudante, que elogia a instituição. “Fiquei impressionada com a estrutura da escola e com a forma de ensinar dos professores, que utilizam materiais diferentes e tornam as aulas mais interessantes”, detalha.

Laís, que passou por outras escolas, enxerga que o SESI pode oferecer a ela várias oportunidades. “Aqui eu vejo que posso ampliar meus estudos e experimentar outras possibilidades para aprender”, complementa.

ENCCEJA: PRAZO DE INSCRIÇÃO VAI ATÉ DIA 31

Inscrições vão até dia 31 e provas serão feitas em agosto || Foto Arquivo ABrasil

As inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2019 começam hoje (20) pela internet e seguem até o dia 31 de maio. A inscrição é gratuita. Jovens e adultos que não terminaram os estudos na idade adequada podem fazer o exame para obter a certificação de conclusão no ensino fundamental ou médio.

CLIQUE AQUI PARA INSCRIÇÃO

Os interessados no certificado do ensino fundamental precisam ter, pelo menos, 15 anos completos na data da prova. Para o certificado do ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos.

As provas serão aplicadas no dia 25 de agosto em 611 municípios. Serão quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação. A nota mínima exigida para obtenção da proficiência é de 100 pontos nas provas objetivas e de cinco pontos na redação. :: LEIA MAIS »

ANO LETIVO EM ILHÉUS COMEÇA DIA 27

Escolas ilheenses preparam início de ano letivo (Foto Arquivo).

Escolas ilheenses preparam início de ano letivo (Foto Arquivo).

A Secretaria de Educação de Ilhéus confirmou para o próximo dia 27 o início das aulas na rede municipal de ensino em 2015. Nesta semana, os educadores participam da Jornada Pedagógica, evento de planejamento para o ano letivo.

As aulas começam com atraso de mais de dois meses devido a paralisações dos professores da rede e reforma de escolas. O ano letivo de 2014 foi encerrado em 18 de março em boa parte das escolas.

Secretária de Educação de Ilhéus, Marlúcia Rocha disse que a ideia é aperfeiçoar os modos de transmissão de informações e conhecimento em sala de aula, a partir do tema da jornada deste ano (“Aprendizagem: uma prática compartilhada”).

JABES CORTA SALÁRIO DE PROFESSORES QUE ADERIRAM A PARALISAÇÃO

Professores farão nova assembleia na quarta, dia 28 (Foto APPI).

Professores farão nova assembleia na quarta, dia 28 (Foto APPI).

Os professores da rede municipal de Ilhéus que participaram das paralisação da categoria  em maio sofreram corte no salário. A determinação partiu do prefeito Jabes Ribeiro, segundo a direção da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI-APLB/Sindicato).

Os educadores, segundo nota do sindicato, sofreram “corte no ponto e o desconto dos dias” em que participaram da paralisação. A questão será discutida em assembleia marcada para a quarta (28), às 9 horas, na Câmara de Vereadores.

A presidente da APPI, Enilda Mendonça, disse que a ideia é discutir, na assembleia, as medidas a serem adotadas para garantir o salário dos profissionais. Além do corte de salário, também será discutida a campanha salarial de 2014, que ainda não recebeu resposta do governo.

ACIMA DO LIMITE

Desde o início do mês, o prefeito ilheense anunciava que iria cortar o salário dos professores que participassem de paralisações. Jabes alega que o município gasta mais de 60% das receitas com pagamento de pessoal e não teria como discutir reajuste salarial nem pagamento do piso básico do magistério antes do primeiro quadrimestre, encerrado em abril. A categoria reclama que o prazo venceu e o governo não se abriu para o diálogo.

TROCARAM O LÁPIS E O CADERNO PELO REVÓLVER

Ailton Silva | ailtonregiao@yahoo.com.br

A diferença daqueles meninos do passado, não tão distante, é que tinham pais que não fugiam de suas responsabilidades.

Nesta semana ficamos estarrecidos com as imagens de câmara de segurança mostrando duas crianças assaltando uma ótica no movimentado bairro São Caetano, em Itabuna. Os meninos, com menos de 12 anos de idade, trocaram a caneta e o lápis por um revólver. Usaram a mochila, que deveria carregar cadernos e livros, para transportar o resultado de um crime.

A bicicleta, que deveria ser para conduzi-los até uma escola, serviu para a fuga. Somente quando ocorre coisa desse tipo é que fazemos uma série de questionamentos e buscamos ter a dimensão da realidade que vivemos. Muitos aparecem dizendo que isso acontece por causa de um sistema falido de educação, saúde, habitação e falta de políticas públicas etc. Pode ser também.

Mas muita gente culpa apenas e tão somente os governantes pelo aumento da criminalidade. Essas mesmas pessoas esquecem-se das responsabilidades das famílias. É verdade que em Itabuna não existe espaço de lazer. As quadras de esportes estão abandonadas, os campos de futebol idem e as praças encontram-se em estado lastimável. Mas nada disso tira a responsabilidade dos pais de cuidar de seus filhos.

Não é aceitável que crianças fiquem fora da escola. Ela é o único caminho para o sucesso, principalmente daqueles nascidos em famílias miseráveis. Hoje, nas séries iniciais, o governo distribui livros, cadernos lápis, oferece transporte e manda dinheiro para as prefeituras comprarem merenda. E mais: o governo paga para o aluno estudar, com programas como Bolsa Família e Projovem.

Muitos vão dizer que é uma esmola, que não serve para nada. Para esses, eu respondo que gostaria muito de ter tido isso no tempo que estudei em escola pública e muitos dos meus amigos, que têm uma carreira de sucesso hoje, também gostariam muito dessa ajuda. Nós, os miseráveis, tínhamos que recorrer a livros emprestados e trabalhar aos 10 anos para comprar os nossos cadernos.

Tínhamos que caminhar quilômetros para chegar a uma escola mais próxima e quase nunca havia merenda. Nem por isso deixamos de perseguir e realizar o sonho de ter uma profissão e vida decentes. Tenho muitos amigos que passaram por isso. Tornaram-se servidores públicos, professores, advogados, dentre outros profissionais de respeito.

A diferença daqueles meninos do passado, não tão distante, é que tinham pais que não fugiam de suas responsabilidades de matricular – e acompanhar – seus filhos. Além disso, eles cobravam e tinham respeito. O resultado não poderia ser melhor. Vendo a cena dos dois meninos assaltando, lembrei logo da história que uma amiga minha relatou durante uma viagem ao Recife.

– Há alguns anos, quando criança e acompanhada da minha família, passei aqui como mendiga. Nesta mansão, pedi alguma coisa para comer. Disseram que tão tinha nada e acabei aceitando um copo com água e uma manga. Hoje, estou em um hotel cinco estrelas na Praia de Boa Viagem, um dos metros quadrados mais caro do país – narrou, emocionada.

Minha amiga prosseguiu afirmando: “como foi bom minha mãe ter ensinado que o conhecimento transforma vidas. A negra era analfabeta, mas sabia o valor do estudo”. Por causa de uma mãe cuidadosa, ela hoje tem um salário de R$ 7 mil e pode se dar ao luxo de viajar não só pelo Brasil, mas para o exterior também. Mais que isso, tem dignidade.

Poderia aqui citar vários exemplos, inclusive o meu, mas acredito que apenas este caso serve para comprovar que o conhecimento pode transformar a vida das pessoas e que os pais têm a obrigação de mandar seus filhos para a escola. É uma responsabilidade mínima. É inaceitável que crianças de 12 anos troquem caneta e lápis por revólver.

:: LEIA MAIS »

EM CONQUISTA, UNIFORME INTELIGENTE “DEDURA” ESTUDANTE QUE FILA AULA

Criança com uniforme inteligente numa das escolas de Conquista (Foto Divulgação).

Vitória da Conquista é o primeiro município brasileiro a adotar tecnologia que “entrega” o aluno que falta às aulas. O “Uniforme Escolar Inteligente”, baseado em rádio frequência, informa ao responsável se o aluno está na escola ou “filou” aula.

A prefeitura investiu R$ 1 milhão para implantar o sistema que funcionará, inicialmente, em 25 escolas e atenderá a cerca de 20 mil estudantes. Um chip é colocado no uniforme escolar. Quando o aluno entra na escola, este sensor então avisa ao pai da criança ou adolescente.

Cada uniforme vem com etiqueta que usa número universal. No chip, são cadastrados dados do aluno e número do celular do pai ou responsável para o qual será enviada mensagem informando se o estudante tá na escola ou deu uma “fugidinha”.

O prefeito Guilherme Menezes diz que o projeto cria condição para aliar “educação, segurança e possibilita parcerias com o Ministério Público, Conselho Tutelar, Polícia Militar, sempre defendendo a comunidade escolar, os alunos e a própria família”. A engenhoca tem o apoio da justiça local.

Mãe de três alunas do Caic Paulo Freire, Miraildes do Prado diz que uniforme “vai ser ótimo, por se tratar de “uma segurança a mais para os alunos”. “Eu sempre me preocupo com as minhas três filhas que estudam aqui no Caic e, agora, irei ficar mais tranquila”.



WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia