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:: ‘Ensino superior’

UESC É 55ª EM RANKING NACIONAL

Ranking divulgado pela Folha de São Paulo neste final de semana coloca a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) em 55º entre as 188 melhores universidades brasileiras. A melhor situada no levantamento é a Universidade Federal da Bahia (Ufba), em 12º lugar.

Para elaborar o ranking, o Datafolha, do Grupo Folha, entrevistou 587 pesquisadores do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e 1.212 diretores de recursos humanos e instituições brasileiras.

Foram avaliados os itens qualidade da pesquisa, qualidade do ensino, avaliação do mercado e indicador de inovação. O ranking é liderado pela Universidade de São Paulo (USP) com 98,78 pontos.

Na Bahia, a Ufba atinge 72,33 pontos, a Uesc chega a 44,82. Ainda no estado, aparecem a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), com 42,76 (60ª) e 41,72 (61ª), respectivamente.

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) aparece em 83º ao atingir 33,25 pontos. A Universidade Estadual da Bahia (Uneb) soma 29,16 pontos e obtém o 98º lugar.

Dentre as privadas, a Universidade Católica aparece em 146ª posição com 16,56 pontos. A melhor colocada é a Universidade Salvador (Unifacs) com 30,04 pontos e o 96º lugar.

A UESC NO EXAME DA OAB

A 30ª colocação obtida pelo curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) na última edição do exame nacional da OAB foi comentada pela reitora Adélia Pinheiro.

Ao PIMENTA, Adélia afirmou que os resultados positivos “devem ser creditados à qualidade do corpo docente” e “ferramentas práticas nas unidades da rede judiciária”.

A reitora da Uesc acrescentou o acervo bibliográfico que o curso dispõe, além da estrutura física como fatores que explicam a média de aprovação da universidade no exame nacional .

O curso figurou em 30º lugar ao conseguir aprovar40 dos 83 alunos e egressos que participaram do 7º Exame Unificado. A aprovação atingiu 48,19%.

ENSINO SUPERIOR E PRECARIZAÇÃO

Felipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

Cotidianamente é “vendida” a ideia de que o sucesso está diretamente vinculado a posse de um diploma superior. Jovens chegam à universidade sem dominar conhecimentos mínimos essenciais para sua permanência.

Na última semana, as universidades federais completaram três meses de greve. O movimento de paralisação é um dos maiores da história em adesão. Independente de se discutir as demandas da mobilização, que se centram na reestruturação da carreira docente e na reposição das perdas salariais acumuladas, é interessante refletir sobre a realidade do ensino superior federal.

Quais os caminhos administrativos que têm sido tomados para a educação pública? Quais as vivências que os jovens estão sujeitos em seu processo formativo? Essas e outras questões podem lançar uma luz sobre um espaço fundamental para o desenvolvimento do país e que nem sempre recebe o tratamento adequado.

O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), criado em 2007, estabeleceu uma ampliação da quantidade de vagas nas universidades sem precedentes. As vagas foram interiorizadas. Milhares de jovens puderam iniciar seus estudos nas suas cidades de origem. Aquilo que, na teoria, pareceria genial, se constituiu em uma realidade problemática. Se as vagas cresceram, os investimentos não foram proporcionais. Políticas de permanência são insignificantes, os campi interiorizados enfrentam precariedades diversas, a qualidade do ensino/aprendizagem cai consideravelmente.

Para quem vivencia cotidianamente a realidade de um campi interiorizado, a percepção dos investimentos feitos mostra-se cruel. Percebo que a falta de estrutura impacta não apenas na qualidade do serviço oferecido. Outro número cresce assustadoramente: a evasão. Jovens dedicam seus esforços para cursarem uma universidade e saem dela antes da sua formatura. É habitual encontrá-los com a auto-estima destruída por sentirem que são incapazes de encarar aquele espaço. Sentem-se limitados, diminuídos. Investir em educação superior deve proporcionar aumento no número de matrículas ou jovens capacitados?

Campi são abertos em regiões com índices sofríveis na educação de base. Cotidianamente é “vendida” a ideia de que o sucesso está diretamente vinculado a posse de um diploma superior. Jovens chegam à universidade sem dominar conhecimentos mínimos essenciais para sua permanência. Não dispõem de bibliotecas equipadas e muito menos de recursos para adquirirem livros. O transporte público inexiste: estudantes viajam espremidos em vans com 20, 22 passageiros. Não há residência universitária, lanchonetes, restaurantes universitários. Resultado? Turmas formadas com 40, 50 jovens, três semestres depois contam com 12, 13 alunos.

O sul da Bahia vivencia a futura implantação de uma universidade federal. Também interiorizada, fruto das políticas de expansão adotadas pelo governo federal. A população deve se sentir responsável por uma instituição que tem entre suas funções a de colaborar com o desenvolvimento regional. A educação, infelizmente, é vista por muitos como apenas um espaço para fornecer diplomas. É mais do que isso. É um espaço destinado ao estímulo da reflexão, da crítica, da ação rumo à criação e a mudança da realidade estabelecida. Provavelmente por esse motivo, recebe tão pouca atenção dos gestores. Uma instituição forte gera um povo forte.

Aprender com os equívocos vivenciados anteriormente pode colaborar com uma instituição que seja aquilo que ela realmente deve ser: pública, gratuita e de qualidade.

Felipe de Paula é professor universitário federal.

O LIMITE DA GREVE

Sócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

O governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.

No dia 16 de julho, a APLB Sindicato de Jacobina anunciou o final da greve no município. Da mesma maneira de dezenas de municípios, não aderiu, portanto, a continuidade do movimento grevista, a exemplo da capital baiana. Com isso, a paralisação perdeu força e diminui os espaços de pressão no estado. O enfoque, contudo, hoje, não é a continuidade ou não da greve. Não é o mérito ou não da greve. Não é, principalmente, a força ou não da greve. O enfoque é o limite da greve, o sentido da greve, não apenas para os professores, mas, especialmente, para a população.

A população reconhece o mérito da greve dos professores. Aliás, qualquer reivindicação da categoria é encarada de maneira positiva pela população. A educação é e será – permanentemente – um fator de reivindicação encarado de maneira legítima e indelével pelas pessoas. Portanto, não é o mérito da greve dos professores que é avaliado. Não seria justo.

Só que não é possível convencer a sociedade de uma luta – por intermédio do uso da greve – apenas sob o olhar dos professores. A greve é um instrumento de manifestação pública construído pela classe trabalhadora. Sendo assim, possui domínio de toda a classe trabalhadora.

Isso significa que o bom ou o mau uso da greve por professores, médicos, jornalistas ou operários, influencia positivamente ou negativamente em toda e qualquer manifestação que faça uso deste instrumento de disputa da sociedade. A greve dos professores da rede estadual de ensino, portanto, é de todos nós. Para o bem ou para o mal, a greve dos professores é de toda a classe trabalhadora.

Mas, se a greve dos professores é de todos nós, a continuidade ou não dela também é de responsabilidade de todos nós. É uma decisão de todos nós. Estudantes, motoristas, cozinheiros, comerciantes, todos nós. Nós devemos estabelecer o limite da greve. E, o limite da greve, não é – simplesmente – o limite do professor. Não é até quando o professor aguenta viver sem salário, sem dinheiro, sem alimento. O limite da greve é o limite da população.

Recentemente, a Bahia viveu a greve da PM. Esta greve não terminou simplesmente porque os policiais militares resolveram descruzar os braços. A greve cessou porque a população resolveu encerrar o apoio dela.

Todo sindicalista reconhece a frase: “Um passo em frente, dois passos atrás”. Isso representa a hora de avançar e recuar. Avançar com a aprovação de 10% do PIB para a educação, aprovado com 100%. Avançar com a criação de universidades federais na Bahia, tendo como protagonista da expansão universitária no país um governo petista, bem como, avançar com o aumento do piso salarial dos professores no Brasil.

Mas é preciso recuar também quando rotulam (e nós deixamos) o uso da greve como uma válvula de escape esquerdista, por mais justa que seja. O parâmetro da greve não está no caráter dela. Por princípio, toda greve é justa. Infelizmente, uma parcela significativa da sociedade encara toda e qualquer manifestação grevista como o império da baderna. Alguns veículos de comunicação, por sinal, classificaram a Bahia como “A república sindical, a república da greve”. Ou seja: demonizam o uso da greve e satanizam os sindicatos, confrontando os trabalhadores contra outros trabalhadores. Este é o jogo traiçoeiro da oposição.

Mas é preciso deixar claro também que o limite da greve não é o limite do orçamento do governo. O fato de ter sido eleito e composto majoritariamente por trabalhadores requer deste governo mais disposição para dialogar, mais vontade política para equacionar o orçamento segundo o anseio da classe trabalhadora. Isso significa que o governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.

Sócrates Santana é jornalista.

MEC DIVULGA 2ª CHAMADA DO SISU

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta manhã, 13, a segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A lista com os nomes aprovados deve ser conferida no site do programa. Os aprovados devem ficar atentos ao prazo de matrícula, dias 17 e 18 de julho.

CONFIRA A SEGUNDA CHAMADA

Os que não obtiveram aprovação nas duas primeiras chamadas devem se inscrever na lista de espera a partir de hoje. O prazo encerra-se na próxima quinta-feira, 19. A convocação destas vagas remanescentes ocorrerá no dia 24, conforme calendário do MEC. O candidato precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado para concorrer às vagas.

FCMBA FORMA PRIMEIRA TURMA DE ENFERMAGEM DE SANTA CRUZ CABRÁLIA

Formandos da FCMBA, de Santa Cruz Cabrália.

A Faculdade de Ciências Médicas da Bahia (FCMBA), em Santa Cruz Cabrália, na Costa do Descobrimento, formou primeira turma de enfermagem, com 37 novos profissionais. A solenidade ocorreu no Centro de Convenções de Porto Seguro, no último sábado, 7.

“A Faculdade de Ciências Médicas nasceu do sonho de fazer dessa região um pólo de ensino superior na área da saúde”, disse o diretor pedagógico da FCMBA, Jésus Nascimento, que também destacou a missão dos profissionais de enfermagem: “cuidar das pessoas”.

O cenário no centro de convenções homenageou a enfermeira britânica Florence Naghtingale pelo pioneirismo no tratamento dos feridos da Guerra da Crimeia, entre 1853 a 1856, no sul da Rússia e nos Bálcãs.

A empresa Formandu’s Eventos e Formaturas foi a responsável pelo planejamento e execução da solenidade. A turma teve como patronos o deputado federal Jânio Natal e o vereador de Porto Seguro, Paulo Onishi.

MEC DIVULGA 1ª CHAMADA DO PROUNI

A lista dos aprovados em primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) foi divulgada nesta manhã de quinta, 5, pelo Ministério da Educação. Aproximadamente 456 mil estudantes disputaram 90 mil bolsas integrais ou parciais em faculdades particulares.

CONFIRA A LISTA DOS APROVADOS

Para acessar a lista, o aluno deve ter em mãos o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio 2011 (Enem) e do CPF. Os alunos pré-selecionados têm até o dia 13 de julho para apresentar documentação à faculdade onde se inscreveu.

A segunda chamada está prevista para o dia 20 de julho. São oferecidas mais de 52 mil bolsas integrais (para quem tem renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo) e 37 mil parciais (50% do valor da mensalidade para renda familiar per capita de três salários).

MEC LIBERA 1ª CHAMADA DO SISU

O Ministério da Educação (MEC) liberou, nesta manhã, a primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre. A chamada pode ser conferida no site http://sisualuno.mec.gov.br/ ou pelo telefone 0800-616161.

De acordo com o ministério, 642.878 se inscreveram para disputa as mais de 30 mil vagas. Os classificados devem ficar atentos ao prazo de matrícula, que começa no dia 29 e vai até 9 de julho. A segunda chamada do Sisu será divulgada no dia 13.

INSCRIÇÃO NO SISU TERMINA HOJE

O prazo de inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre termina às 23h59min desta sexta, 22. A inscrição vale apenas para quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado.

O sistema do Ministério da Educação oferece 30.548 vagas em instituições do ensino superior no país pelo Sisu. Na Bahia, são 1.095 vagas. As inscrições são feitas somente pelo site do Sisu (http://sisu.mec.gov.br/). O candidato poderá optar por dois cursos no ato.

A lista de aprovados deve ser divulgada na próxima segunda, 25, e o período de matrícula vai de 29 de junho a 2 de julho. O MEC deverá fazer segunda chamada, no dia 6 de julho, caso restem vagas.

PRAZO DE INSCRIÇÃO NO ENEM ACABA AMANHÃ

Ingresso em cursos de graduação da Uesc agora é só pelo Enem.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 terminam às 23h59min (horário de Brasília) desta sexta-feira, 15. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o número de inscritos chegou a 4 milhões na terça-feira.

O Enem é porta de entrada para várias instituições de ensino superior (IES) que aboliram o vestibular. Este é o caso da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde candidatos a ingressar em algum dos 33 cursos de graduação (22 bacharelados e 11 licenciaturas) têm que fazer o exame.

A participação no exame também é pré-requisito para quem quer participar de programas de financiamento e de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Ciência sem Fronteiras. O ENEM será aplicado nos dias 3 e 4 de novembro.

INSCRIÇÕES NO SISU COMEÇAM DIA 18

Começam no próximo dia 18 as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem consultar as 30.548 vagas disponíveis em universidades públicas.

56 instituições de ensino superior participam desta edição do Sisu. O sistema foi criado pelo Ministério da Educação (MEC) para unificar a oferta de vagas em universidades públicas, que são disputadas a partir do Enem. As inscrições vão até dia 22. Confira as regras no site do ministério (clique aqui).

PÓS-GRADUAÇÃO – CANUDO OU CONHECIMENTO?

Walmir Rosário | wallaw1111@hotmail.com

Esses arremedos de cursos que são oferecidos a cada esquina dos guetos da educação também se tornam famosos pela benevolência e superficialidade no trato dos assuntos, relegando a pesquisa a coisa de somenos importância.

A mercantilização do ensino superior é fato, não se discute. O que poderá ser levado ao debate é até que ponto é prejudicial aos alunos, portadores de títulos, mas desprovidos do saber, e do país, que passará a contabilizar graduados, embora não tenham a devida competência para exercer as atividades de pesquisa, extensão e da academia, muito menos no dia a dia do mercado de trabalho.

Diante da exiguidade do conhecimento oferecido pelas faculdades e muito menos adquirido pelos alunos, a saída é prometer um plus ao diploma de graduação, com títulos de pós-graduação, conferindo grau de especialização a quem não tem sequer o essencial. Se por um lado presenteia o aluno com uma distinção acadêmica, por outro lastreia as finanças das entidades de ensino de terceiro grau.

Afinal, existem todas as condições propícias para tanto: De um lado, alunos ávidos por um título de especialista para almejar possíveis melhorias no mercado de trabalho, do outro as instituições desejosas para ampliar o seu faturamento, o único complicador era ter, no meio, um professor como empecilho desta relação espúria. Hoje esse problema não existe mais e os professores são selecionados de acordo o grau de comprometimento com a entidade empregadora e não com a qualidade do ensino.

É a banalização da Educação, ampliada de forma horizontal e indiscriminada, como se não fosse necessário o preenchimento de requisitos essenciais imprescindíveis para galgar novo status na academia. Até mesmo os cursos de mestrado, condição sine qua non ao acesso de candidatos ao ensino do terceiro grau pode ser realizada sem nenhuma verificação prévia do conhecimento de cada candidato.

O certo é que uma faculdade que se preze apresenta, orgulhosamente, como um diferencial de qualidade uma enorme variedade de cursos de pós-graduação, não importando o currículo dos professores que irão ministrar as disciplinas. Ao serem matriculados, os alunos não recebem sequer a ementa e o conteúdo programático a ser dado, tampouco a bibliografia que orientou a formatação do projeto.

Ao chegar à sala de aula, o incauto aluno não tem conhecimento dos assuntos a serem abordados, pelo simples fato de que, às vezes, nem mesmo o professor sabe. Sim, com frequência ele [o professor] é contratado para dar aulas em substituição ao colega programado anteriormente, e chega à sala de aula sem assunto e conteúdo definido para aplicar aos alunos.

Nesse caso, o que seria oferecido como um diferencial positivo tem efeito contrário e se transforma em negativo, pois atinge a todos de forma indiscriminada. É a banalização da importância dos cursos de pós-graduação, por não se aprofundar no estudo dos temas contidos no conteúdo programático.

Esses arremedos de cursos que são oferecidos a cada esquina dos guetos da educação também se tornam famosos pela benevolência e superficialidade no trato dos assuntos, relegando a pesquisa a coisa de somenos importância. Não se cobra dos alunos pós-graduandos trabalhos de pesquisa e sim simples aferição em sala de aula, cuja provas, às vezes, são feitas, pasmem os senhores, em três ou quatro questões, algumas delas de múltiplas escolhas.

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MEC RECONHECE CURSO DE JORNALISMO DA UNIME

Depois de quase quatro anos, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) publicou portaria reconhecendo o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Unime em Itabuna.

O curso oferece 100 vagas por ano. Cerca de 100 bacharéis aguardavam o reconhecimento para registrar seus diplomas. A primeira turma do curso foi formada no segundo semestre de 2009.

QUANDO O MENOS VALE MAIS

Walmir Rosário | wallaw1111@hotmail.com

A proposta das faculdades particulares, hoje, está mais para a venda de diplomas, de dinheiro, através dos financiamentos dos cursos, do que para melhorar o nível educacional. Uma triste realidade!

Infelizmente, não se trata de nenhuma brincadeira de mau gosto, mas da mais pura e límpida verdade: as faculdades particulares, de há muito, utilizam um processo de nivelamento para deixar todos os alunos aprovados no vestibular no mesmo nível. Não se trata de um projeto com finalidades altruístas, mas sim da própria sobrevivência no mercado, pois os alunos tendem a abandonar os cursos após sentirem dificuldades no aprendizado das matérias.

Mas pergunta o incauto leitor: “Eles não passaram por um processo de seleção, o famigerado vestibular?”. Claro que sim, porém, não se trata daquele vestibular que tanto medo desperta nos estudantes. Ao contrário das faculdades e universidades públicas, ou as privadas de tradição, a exemplo das PUCs, dentre tantas outras, o rigor dos temas já não mete medo ao mais displicente dos alunos.

De início, vale um alerta: essa opinião que emito agora não tem endereço localizado em instituição A ou B, e sim em fatos constatados. Vale lembrar as denúncias da chamada indústria do vestibular, que aprova candidatos conhecidos como analfabetos funcionais, já que não precisam nem mesmo escrever uma redação ou interpretar um texto. Mesmo assim são aprovados e só faltam receber a distinção de mérito e louvor.

Pergunto-me: de quem é a culpa da constante queda no nível de ensino no Brasil? Do MEC? Das secretarias estaduais? Das secretarias municipais? Sinceramente, não sei, embora tenha consciência de que está tudo errado, a não ser que as autoridades tenham como objetivo estabelecer uma política de Educação Zero, privilegiando apenas os títulos em detrimento do saber.

Asseguro que não tenho a intenção de estabelecer um clima de terrorismo ou mesmo fazer proselitismo sobre um assunto da mais alta importância num país que pretenda se desenvolver. Apenas aponto problemas existentes e que podem ser vistos sem necessidade de estudos e pesquisas, bastando, para isso, simples observação no conteúdo das provas feitas por alunos de terceiro grau.

Ora, se o aluno chega à faculdade sem ter condições para compreender os assuntos que serão abordados, é chover no molhado, como diz o ditado popular, tentar estabelecer um nivelamento no primeiro semestre. Se o aluno não foi capaz de aprender o básico em anos e anos de estudo, não será em poucas semanas, ou meses, que ele conseguirá absorver todo o conteúdo dado em anos a fio.

Nada mais são os cursos fundamental e médio do que resultado de um projeto pedagógico, no qual se estabelece o que se deve fazer, quais os instrumentos didáticos que deverão ser usados, no sentido de proporcionar a educação dos alunos. Afinal, isso é da natureza humana e a pedagogia estabelece como deve se dar o aprendizado, como se fosse uma escada, com degraus a serem alcançados.

Não há didática capaz de instrumentalizar os conhecimentos de forma sistematizada, com a finalidade de acumulação desses saberes. Num projeto pedagógico, a didática é responsável direta pelas normas, regras, disposições, caminhos e métodos para se alcançar a educação. Então não será colocando o carro diante dos bois que os alunos conseguirão ter sucesso no aprendizado.

É fato que não se aprende redigir antes de conhecer o substantivo, o adjetivo, o verbo, o pronome. De forma igual, não se aprende geometria, álgebra, antes das primeiras lições da conhecida aritmética. Do mesmo modo, não se consegue – pelo menos não deveria – chegar ao ensino superior sem o aprendizado satisfatório dos ensinos fundamental e médio.

Além de exigência do MEC, que concorda com a péssima qualidade do ensino, o nivelamento dado nas faculdades é considerado por algumas como um diferencial, quando na verdade deveria ser encarado como uma aberração. Trata-se de uma inversão de valores, uma vã tentativa de suprir as deficiências crônicas dos ensinos fundamental e médio.

Enquanto para o Governo Federal o que vale mesmo são os números frios apresentados pelas estatísticas, que apresentam os altos índices de pessoas com títulos de graduação e pós-graduação. Com isso, são apresentados aos organismos internacionais, a exemplo do Banco Mundial, cujos resultados obtidos podem ser transformados em mais financiamento para o país.

Embora tenhamos consciência de que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), necessariamente, não reflete a dimensão da Educação e muito menos garante a qualidade do ensino, somos surpreendidos como pela forma em que são apresentados pelo Governo Federal.

Já para as faculdades, o que está em debate é a mercantilização do ensino superior, onde o que tem valor é o número de alunos matriculados, dados esses que atendem à gestão financeira dessas instituições. A proposta das faculdades particulares, hoje, está mais para a venda de diplomas, de dinheiro, através dos financiamentos dos cursos, do que para melhorar o nível educacional. Uma triste realidade!

Walmir Rosário é advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

ALUNOS DO CURSO DE FARMÁCIA DA UNIME FAZEM PROTESTO

Faixa exibida por estudantes de Farmácia da Unime em protesto contra condições do curso.

Alunos do curso de Farmácia da Unime-Itabuna iniciaram protesto contra as condições oferecidas pela faculdade. Eles exigem ampliação do número de docentes e revisão dos valores cobrados nas chamadas “salas especiais”. Segundo a estudante Ruth Apóstolo, um professor leciona sete disciplinas diferentes no curso e o índice de reprovação nestas matérias é superior a 70%. “Não está havendo preocupação com a qualidade, a formação profissional”, queixa-se a estudante.

Outros estudantes reclamam da “fábrica de dinheiro” em que se transformaram as reprovações no curso de Farmácia. Ruth cursa o oitavo semestre e afirma que de uma mensalidade de R$ 800,00 teve que pagar R$ 1.410,00 no mês passado, por causa dos métodos da faculdade.

A Unime rebate queixas de alunos contra a alta concentração de disciplinas nas mãos de um só professor. A diretoria da instituição diz aos alunos que o curso é complexo e aponta a formação deficitária da maioria como causa do alto índice de reprovação.

Os estudantes rebatem ao afirmar que “a peneira” ocorre já nos primeiros semestres. Para eles, a faculdade está falhando. “Nada justifica estarmos nesta situação. Temos casos de colega de oitavo semestre reprovado seis vezes em disciplinas ministrados por este professor”, diz um dos alunos.

COMISSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS CONFIRMA ITABUNA COMO SEDE DA UNIVERSIDADE FEDERAL

Itabuna confirmada como sede da Ufesba (Foto Tarso Soares).

Do Blog do Thame

A Comissão de Educação e Cultura da  Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade  a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba) por meio do projeto de lei nº 2207/11, de autoria do Executivo. A medida fixa como sede da universidade o município de Itabuna, um dos polos regionais do sul-baiano. A Ufesba terá o formato multicampi, com unidades também nas cidades de Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

As microrregiões de Ilhéus/Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro possuem uma população de quase quatro milhões de habitantes e abrangem um total de 75 municípios. Atualmente, as universidades públicas instaladas no Sul da Bahia oferecem 4 mil vagas nos 33 cursos de graduação da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc)  e mais 460 vagas nas unidades da Uneb e do IFBA no Extremo Sul.

O projeto acadêmico da Ufesba prevê a formação  de mão de obra nas  categorias profissional e tecnológica que possibilitem a capacitação para projetos como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste Leste e as unidades industriais atraídas por esses empreendimentos.

BAHIA TEM MAIS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR COM COTA

A Bahia é a unidade federada do Nordeste do País com o maior número de universidades públicas ou institutos federais de educação, ciência e tecnologia com vagas nos sistemas de cotas. Ao todo são nove instituições de ensino superior (IES) de acordo com a ONG Educafro que nesta terça-feira, 1º lançou estudo interativo abrangendo todos estados e o Distrito Federal.

Entre as estaduais, a Universidade Estadual da Bahia (Uneb) mantém, desde 2002, a reserva de 40% das cotas para estudantes afrodescendentes do ensino público. A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) passou a reservar 50% a candidatos de escolas públicas e, dessas, 80% para negros mais vaga adicional em cada curso para indígena e quilombolas, a partir de 2005.

Em 2006, a Universidade Estadual de Santa Cruz  (Uesc) decidiu reservar 50% a candidatos do ensino médio público. Dessas, 70% para negros e duas vagas para índios ou quilombolas em cada curso. A partir de 2008, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) iniciou a reserva de 50% para candidatos de escolas públicas, destes 70% para negros mais cota adicional para quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.

A Universidade Federal da Bahia (Ufba)  desde 2004 reserva de 45% para candidatos de ensino médio público, sendo 2% para indígenas, 37,5% para negros e 5,5% para outros candidatos de ensino médio público mais 2 vagas/curso para indígena e/ou quilombolas. Já a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFBR), também mesmo ano, reserva de 45% para candidatos de ensino médio público, sendo 2% para indígenas, 37,5% para negros e 5,5% para outros candidatos de ensino médio público.

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EXTREMO-SUL MOBILIZADO PARA IMPLANTAR CAMPUS DA UFESBA

Enquanto os políticos e líderes empresariais, sindicais e educadores de Itabuna e Ilhéus pouco ou nada fazem para assegurar agilidade à implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), o Extremo-Sul dá exemplo. Na sexta-feira, 27, o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, foi uma das autoridades estaduais que estiveram em Teixeira de Freitas participando do seminário que discutiu impactos da implantação dos cursos de saúde no campus da universidade embrionária naquele município.

No início do mês, foram anunciados cursos da área de saúde para o campus de Teixeira de Freitas. Os cursos pré-definidos são os de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Farmácia, Bioquímica e Medicina.

No evento da última sexta-feira, o professor e ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Naomar Monteiro Filho, que também é responsável pelo projeto político-pedagógico, apresentou o modelo acadêmico da implantação da Ufesba, que terá três campi: Teixeira de Freitas, com centro de formação em ciências da saúde; Porto Seguro, centro de ciências ambientais e ciências humanas; e Itabuna, reitoria e centro das engenharias e artes.

TAXA DE JUROS MENOR E A NOVA CORRIDA AO FIES

O governo, que havia facilitado a vida dos que queriam comprar a casa própria e o carro zero, decidiu fazer do financiamento estudantil uma arma para tirar o Brasil do atraso na educação superior. A meta do governo é fechar o ano com 350 mil jovens contemplados, segundo reportagem do Correio Braziliense deste sábado.

Não só reduziu as taxas de juros do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de 9% para 3,4% ao ano, como ampliou o prazo para a quitação da dívida e passou a oferecer empréstimos no ano interior e não apenas no início do período letivo. Resultado: nunca tantos estudantes se renderam ao crédito educativo.

A perspectiva é de que, apenas nos quatro primeiros meses deste ano, o volume de financiamentos por meio do Fies supere os 152,4 mil contratos assinados em todo 2011. Até o fim de março, 127 mil universitários já haviam sido beneficiados e 36 mil estavam à espera do sinal verde do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, responsáveis pelas linhas de crédito.

O BB pretende desembolsar R$ 5 bilhões neste ano, mais do que o dobro do total desembolsado nos dois anos anteriores, de R$ 1,7 bilhão. Até 2010, a única operadora do Fies era a Caixa.

COMISSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA SEDE DA UFESBA EM ITABUNA

Comissão aprovou sede da Ufesba em Itabuna.

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara Federal aprovou, por unanimidade, o parecer do relator Eudes Xavier (PT-CE) que define Itabuna como sede da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba). A votação ocorreu ao final da manhã desta quarta (21).

A matéria agora será analisada pelas comissões de Educação e Cultura (CEC) e de Constituição e Justiça (CCJ). Após votação nestas comissões, informa o deputado Geraldo Simões, a proposta será encaminhada para o Senado Federal.

O parlamentar agradeceu aos deputados da Comissão de Trabalho e diz que a vitória obtida por Itabuna, hoje, foi fundamental para as votações que ocorrerão nos próximos dias. “Havia articulação para tirar a reitoria da Ufesba de Itabuna”, constatou o parlamentar.










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