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:: ‘Ensino superior’

INSCRIÇÕES NO SISU COMEÇAM NO DIA 7 DE JANEIRO

O Ministério da Educação divulgou nesta quarta, 26, o cronograma de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O prazo será aberto no dia 7 de janeiro próximo e será encerrado às 23h59min do dia 11 (Horário de Verão). O cronograma foi divulgado no Diário Oficial da União, hoje.

Podem se inscrever no Sisu candidatos que não zeraram a prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012. Os inscritos se habilitam a vagas de graduação em universidades e institutos federais de ensino superior, desde que observadas as notas de corte para o curso desejado.

A inscrição no Sisu também é indispensável para quem deseja vaga na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no sul da Bahia. As notas utilizadas pelos aluno serão as do Enem 2012, cujo resultado está previsto para ser divulgado na próxima sexta, 28.

MEC DIVULGA LISTA DE CURSOS SUSPENSOS

O Ministério da Educação divulgou nesta quarta, 19, no Diário Oficial da União, a lista dos cursos de nível superior suspensos por baixo rendimento no Conceito Preliminar de Curso (CPC) em 2008 e 2011.

O CPC avalia desde a infraestrutura e o corpo docente do curso ao rendimento dos alunos no Enad. São 200 cursos na lista e mais de 38 mil vagas cortadas por decisão do MEC e do Conselho Nacional de Educação.

A lista de suspensos traz cursos de instituições como Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade de Salvador (Unifacs) e Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC/Salvador). Confira a lista completa

MEC SUSPENDE 207 CURSOS DE NÍVEL SUPERIOR

Heloisa Cristaldo | Agência Brasil

ensino diplomaO Ministério da Educação anunciou hoje (18) a suspensão do vestibular de 207 cursos de instituições de ensino superior de todo país, nas áreas de engenharia, exatas, tecnologia e licenciatura (formação de professores). A lista dos cursos será divulgada no Diário Oficial da União de amanhã (19).

Os cursos obtiveram notas 1 ou 2 (em uma escala até 5) e foram reprovados duas vezes consecutivas no Conceito Preliminar de Cursos (CPC), que é divulgado anualmente pelo ministério e leva em consideração os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a qualidade da infraestrutura, do projeto pedagógico e dos professores – como quantidade mínima de um docente em tempo integral.

Do total de 6.083 cursos avaliados (da rede federal e privada), 672 tiveram desempenho insatisfatório no CPC em 2011, sendo 124 de instituições federais e 548 de particulares.

Para as instituições com cursos que tiveram baixo desempenho, o MEC impôs a assinatura de um termo de compromisso para acabar com as deficiências, visitas in loco de especialistas para conferir o cumprimento do acordo e o bloqueio da oferta de mais vagas nos vestibulares.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a medida visa a evitar que estudantes ingressem em cursos sem condições de oferecer preparação para a carreira profissional e coibir o funcionamento de instituições com baixa qualidade. “Seremos cada vez mais rigorosos com o padrão de qualidade”, disse. :: LEIA MAIS »

NENHUMA UNIVERSIDADE BAIANA OBTÉM CONCEITO MÁXIMO NO IGC DO MEC

A sul-baiana Uesc teve bom desempenho no IGC do MEC ao obter conceito 4.

O Ministério da Educação divulgou o índice que mede a qualidade do ensino superior no País, o IGC (Índice Geral de Cursos). Nenhuma universidade baiana conseguiu atingir o conceito máximo, 5, mas quatro delas estão obtiveram conceito 4, considerado bom.

São elas as universidades federais da Bahia (Ufba) e do Recôncavo Baiano (UFRB) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), além da Unime, que é privada. A FTC de Itabuna obteve conceito 3, considerado satisfatório pelo MEC. A escala vai de 1 a 5.

Foram avaliados  8.665 cursos em todo o País. Os índices são obtidos por meio de avaliações de estrutura e formação do corpo docente e a média dos alunos dos semestres iniciais e dos finais.

De acordo com análise do ministro da Pasta, Aloizio Mercadante, “houve evolução na qualidade da educação superior brasileira nos últimos anos”.

ENEM AGORA É “PORTA ÚNICA” PARA GRADUAÇÃO NA UESC

Ingresso em cursos de graduação na Uesc agora é só pelo Enem-Sisu.

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) aderiu ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para preencher as 1.600 vagas de graduação oferecidas em 2013. Para ingressar num dos 33 cursos de graduação oferecidos pela instituição de ensino superior classificada como a segunda melhor da Bahia pelo ranking universitário Folha, o candidato não se submeterá mais ao tradicional vestibular feito pela instituição. O funil agora é outro, o Enem.

A maratona de provas começa hoje e vai até amanhã, dias 3 e 4, em todo o país. Após as provas e a depender do rendimento no exame, o aluno se inscreve no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para concorrer a vagas nos cursos da instituição sul-baiana (entenda acessando aqui). Já em 2012, 50% das vagas foram oferecidas a quem fez o exame do Ministéiro da Educação no ano passado.

São quase 5,8 milhões de inscritos no Enem em busca da oportunidade de acesso às vagas nas universidades públicas e em busca das melhores notas para ingresso nas faculdades particulares por meio do ProUni.

PROVA COMEÇA ÀS 12H NA BAHIA

O estudante deve ficar ligado no horário de início do exame. Na Bahia e demais estados fora do Horário e Verão, a peleja começa ao meio-dia (horário local).

O universo de inscritos no estado de Todos os Santos é o terceiro maior do Brasil (421.731), perdendo apenas para São Paulo (932.493) e Minas Gerais (653.074), conforme o Ministério da Educação.

CONSELHO RENOVA RECONHECIMENTO DO CURSO DE AGRONOMIA DA UESC

Uesc obtém renovação de curso de Agronomia por mais cinco anos.

O Conselho Estadual de Educação (CEE) renovou o reconhecimento do curso de bacharelado em Agronomia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) por mais cinco anos. De acordo com a comissão do CEE responsável pelo parecer, o curso da Uesc está consolidado e funciona “com padrões satisfatórios de qualidade”.

Conforme relatório, 96,9% do corpo docente tem mestrado ou doutorado, “o que representa taxa muito satisfatória” e fortalece as atividades de pesquisa e de extensão, no entendimento da comissão do conselho estadual.

O parecer do Conselho Estadual de Educação aponta, no entanto, que houve ampliação dos laboratórios, mas parte deles ainda necessita de “equipamentos e principalmente de técnicos de laboratório”.

Outra crítica relacionada à estrutura é a distância entre o campus da Uesc e a fazenda mais próxima para as atividades práticas. A Fazenda Almada está a 58 quilômetros do campus. O conselho também recomendou reforço em projetos de pesquisa e extensão que minimizem os índices de evasão de alunos

POR UMA NOVA UNIVERSIDADE

Felipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

Se nossa nova universidade vai ser uma Universidade Nova, pode ser uma decisão política, mas a instituição vai ser construída de fato a partir da apropriação popular.

Ouvir alguém afirmar que a lógica do vestibular é perversa faz parte do cotidiano de muitos. De fato, a universidade acaba exigindo dos jovens a escolha de um caminho profissional em um momento em que isso ainda não é adequado. Além disso, o processo seletivo acaba historicamente privilegiando uma lógica de ensino/aprendizagem pautada numa reprodução de conceitos que nem sempre são plenamente dominados pelo estudante. Contudo isso está mudando. Hoje se fala em uma nova universidade.

A ideia de reformular o ensino superior brasileiro está longe de ser nova. Na década de 30, o educador baiano Anísio Teixeira propôs uma forma diferenciada de pensamento a respeito da universidade brasileira. Hoje, suas ideias inspiram um novo movimento: a Universidade Nova.

O objetivo básico da Universidade Nova, atrelada ao Reuni, é a reestruturação curricular dos programas de formação universitária. A ideia é a implantação dos Bacharelados Interdisciplinares, com três anos de duração e definidos em quatro áreas básicas: Artes, Ciência e Tecnologia, Humanidades e Saúde. Ou seja: o aluno entra na universidade em um Bacharelado Interdisciplinar da área de Artes.

Durante três anos, ele cursa disciplinas básicas, de formação generalista que o permita obter uma base universitária. Daí por diante, ele tem a opção de seguir para uma área profissionalizante mais específica. Há a chance de migração de setor de estudos já dentro da universidade. Tudo isso realizado com a base interdisciplinar, com o estudante tendo uma amplitude de informações mais variada.

Os críticos a esta proposta apontam que ela contribui para a precarização do ensino superior. O aumento da relação aluno/professor, a pressão pelo alcance de uma meta de aprovações quantitativa e o acréscimo de investimento financeiro incompatível com o aumento de matrículas são alguns dos pontos destacados nas apreciações negativas.

Aqueles que são favoráveis focam seus argumentos na necessidade de se readequar o ensino superior a uma nova realidade contemporânea, sobrepujando problemas de acesso, mobilidade e permanência. Citam também a adoção da interdisciplinaridade com algo positivo para se evitar a fragmentação do ensino e a conseqüente escolha prematura de carreiras.

O que parece ser inquestionável nesse imbróglio é a ideia de que o mundo contemporâneo é marcado pela imprevisibilidade e flexibilidade. A sociedade do conhecimento traz a necessidade de uma relação constantemente atualizada com o saber e os modelos para o ensino superior demandam debates que possibilitem a obtenção de uma prática condizente com a realidade que vivemos.

A futura implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia irá adotar esse modelo. Diante disso, os interessados nos encaminhamentos da educação federal superior de nossa região devem buscar se apropriar dessa discussão. Os rumos do desenvolvimento regional, através da formação de milhares de jovens sul baianos, passam diretamente por esse debate. Se nossa nova universidade vai ser uma Universidade Nova, pode ser uma decisão política, mas a instituição vai ser construída de fato a partir da apropriação popular.

Felipe de Paula é professor universitário federal.

UESC É 55ª EM RANKING NACIONAL

Ranking divulgado pela Folha de São Paulo neste final de semana coloca a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) em 55º entre as 188 melhores universidades brasileiras. A melhor situada no levantamento é a Universidade Federal da Bahia (Ufba), em 12º lugar.

Para elaborar o ranking, o Datafolha, do Grupo Folha, entrevistou 587 pesquisadores do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e 1.212 diretores de recursos humanos e instituições brasileiras.

Foram avaliados os itens qualidade da pesquisa, qualidade do ensino, avaliação do mercado e indicador de inovação. O ranking é liderado pela Universidade de São Paulo (USP) com 98,78 pontos.

Na Bahia, a Ufba atinge 72,33 pontos, a Uesc chega a 44,82. Ainda no estado, aparecem a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), com 42,76 (60ª) e 41,72 (61ª), respectivamente.

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) aparece em 83º ao atingir 33,25 pontos. A Universidade Estadual da Bahia (Uneb) soma 29,16 pontos e obtém o 98º lugar.

Dentre as privadas, a Universidade Católica aparece em 146ª posição com 16,56 pontos. A melhor colocada é a Universidade Salvador (Unifacs) com 30,04 pontos e o 96º lugar.

A UESC NO EXAME DA OAB

A 30ª colocação obtida pelo curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) na última edição do exame nacional da OAB foi comentada pela reitora Adélia Pinheiro.

Ao PIMENTA, Adélia afirmou que os resultados positivos “devem ser creditados à qualidade do corpo docente” e “ferramentas práticas nas unidades da rede judiciária”.

A reitora da Uesc acrescentou o acervo bibliográfico que o curso dispõe, além da estrutura física como fatores que explicam a média de aprovação da universidade no exame nacional .

O curso figurou em 30º lugar ao conseguir aprovar40 dos 83 alunos e egressos que participaram do 7º Exame Unificado. A aprovação atingiu 48,19%.

ENSINO SUPERIOR E PRECARIZAÇÃO

Felipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

Cotidianamente é “vendida” a ideia de que o sucesso está diretamente vinculado a posse de um diploma superior. Jovens chegam à universidade sem dominar conhecimentos mínimos essenciais para sua permanência.

Na última semana, as universidades federais completaram três meses de greve. O movimento de paralisação é um dos maiores da história em adesão. Independente de se discutir as demandas da mobilização, que se centram na reestruturação da carreira docente e na reposição das perdas salariais acumuladas, é interessante refletir sobre a realidade do ensino superior federal.

Quais os caminhos administrativos que têm sido tomados para a educação pública? Quais as vivências que os jovens estão sujeitos em seu processo formativo? Essas e outras questões podem lançar uma luz sobre um espaço fundamental para o desenvolvimento do país e que nem sempre recebe o tratamento adequado.

O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), criado em 2007, estabeleceu uma ampliação da quantidade de vagas nas universidades sem precedentes. As vagas foram interiorizadas. Milhares de jovens puderam iniciar seus estudos nas suas cidades de origem. Aquilo que, na teoria, pareceria genial, se constituiu em uma realidade problemática. Se as vagas cresceram, os investimentos não foram proporcionais. Políticas de permanência são insignificantes, os campi interiorizados enfrentam precariedades diversas, a qualidade do ensino/aprendizagem cai consideravelmente.

Para quem vivencia cotidianamente a realidade de um campi interiorizado, a percepção dos investimentos feitos mostra-se cruel. Percebo que a falta de estrutura impacta não apenas na qualidade do serviço oferecido. Outro número cresce assustadoramente: a evasão. Jovens dedicam seus esforços para cursarem uma universidade e saem dela antes da sua formatura. É habitual encontrá-los com a auto-estima destruída por sentirem que são incapazes de encarar aquele espaço. Sentem-se limitados, diminuídos. Investir em educação superior deve proporcionar aumento no número de matrículas ou jovens capacitados?

Campi são abertos em regiões com índices sofríveis na educação de base. Cotidianamente é “vendida” a ideia de que o sucesso está diretamente vinculado a posse de um diploma superior. Jovens chegam à universidade sem dominar conhecimentos mínimos essenciais para sua permanência. Não dispõem de bibliotecas equipadas e muito menos de recursos para adquirirem livros. O transporte público inexiste: estudantes viajam espremidos em vans com 20, 22 passageiros. Não há residência universitária, lanchonetes, restaurantes universitários. Resultado? Turmas formadas com 40, 50 jovens, três semestres depois contam com 12, 13 alunos.

O sul da Bahia vivencia a futura implantação de uma universidade federal. Também interiorizada, fruto das políticas de expansão adotadas pelo governo federal. A população deve se sentir responsável por uma instituição que tem entre suas funções a de colaborar com o desenvolvimento regional. A educação, infelizmente, é vista por muitos como apenas um espaço para fornecer diplomas. É mais do que isso. É um espaço destinado ao estímulo da reflexão, da crítica, da ação rumo à criação e a mudança da realidade estabelecida. Provavelmente por esse motivo, recebe tão pouca atenção dos gestores. Uma instituição forte gera um povo forte.

Aprender com os equívocos vivenciados anteriormente pode colaborar com uma instituição que seja aquilo que ela realmente deve ser: pública, gratuita e de qualidade.

Felipe de Paula é professor universitário federal.

O LIMITE DA GREVE

Sócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

O governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.

No dia 16 de julho, a APLB Sindicato de Jacobina anunciou o final da greve no município. Da mesma maneira de dezenas de municípios, não aderiu, portanto, a continuidade do movimento grevista, a exemplo da capital baiana. Com isso, a paralisação perdeu força e diminui os espaços de pressão no estado. O enfoque, contudo, hoje, não é a continuidade ou não da greve. Não é o mérito ou não da greve. Não é, principalmente, a força ou não da greve. O enfoque é o limite da greve, o sentido da greve, não apenas para os professores, mas, especialmente, para a população.

A população reconhece o mérito da greve dos professores. Aliás, qualquer reivindicação da categoria é encarada de maneira positiva pela população. A educação é e será – permanentemente – um fator de reivindicação encarado de maneira legítima e indelével pelas pessoas. Portanto, não é o mérito da greve dos professores que é avaliado. Não seria justo.

Só que não é possível convencer a sociedade de uma luta – por intermédio do uso da greve – apenas sob o olhar dos professores. A greve é um instrumento de manifestação pública construído pela classe trabalhadora. Sendo assim, possui domínio de toda a classe trabalhadora.

Isso significa que o bom ou o mau uso da greve por professores, médicos, jornalistas ou operários, influencia positivamente ou negativamente em toda e qualquer manifestação que faça uso deste instrumento de disputa da sociedade. A greve dos professores da rede estadual de ensino, portanto, é de todos nós. Para o bem ou para o mal, a greve dos professores é de toda a classe trabalhadora.

Mas, se a greve dos professores é de todos nós, a continuidade ou não dela também é de responsabilidade de todos nós. É uma decisão de todos nós. Estudantes, motoristas, cozinheiros, comerciantes, todos nós. Nós devemos estabelecer o limite da greve. E, o limite da greve, não é – simplesmente – o limite do professor. Não é até quando o professor aguenta viver sem salário, sem dinheiro, sem alimento. O limite da greve é o limite da população.

Recentemente, a Bahia viveu a greve da PM. Esta greve não terminou simplesmente porque os policiais militares resolveram descruzar os braços. A greve cessou porque a população resolveu encerrar o apoio dela.

Todo sindicalista reconhece a frase: “Um passo em frente, dois passos atrás”. Isso representa a hora de avançar e recuar. Avançar com a aprovação de 10% do PIB para a educação, aprovado com 100%. Avançar com a criação de universidades federais na Bahia, tendo como protagonista da expansão universitária no país um governo petista, bem como, avançar com o aumento do piso salarial dos professores no Brasil.

Mas é preciso recuar também quando rotulam (e nós deixamos) o uso da greve como uma válvula de escape esquerdista, por mais justa que seja. O parâmetro da greve não está no caráter dela. Por princípio, toda greve é justa. Infelizmente, uma parcela significativa da sociedade encara toda e qualquer manifestação grevista como o império da baderna. Alguns veículos de comunicação, por sinal, classificaram a Bahia como “A república sindical, a república da greve”. Ou seja: demonizam o uso da greve e satanizam os sindicatos, confrontando os trabalhadores contra outros trabalhadores. Este é o jogo traiçoeiro da oposição.

Mas é preciso deixar claro também que o limite da greve não é o limite do orçamento do governo. O fato de ter sido eleito e composto majoritariamente por trabalhadores requer deste governo mais disposição para dialogar, mais vontade política para equacionar o orçamento segundo o anseio da classe trabalhadora. Isso significa que o governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.

Sócrates Santana é jornalista.

MEC DIVULGA 2ª CHAMADA DO SISU

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta manhã, 13, a segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A lista com os nomes aprovados deve ser conferida no site do programa. Os aprovados devem ficar atentos ao prazo de matrícula, dias 17 e 18 de julho.

CONFIRA A SEGUNDA CHAMADA

Os que não obtiveram aprovação nas duas primeiras chamadas devem se inscrever na lista de espera a partir de hoje. O prazo encerra-se na próxima quinta-feira, 19. A convocação destas vagas remanescentes ocorrerá no dia 24, conforme calendário do MEC. O candidato precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado para concorrer às vagas.

FCMBA FORMA PRIMEIRA TURMA DE ENFERMAGEM DE SANTA CRUZ CABRÁLIA

Formandos da FCMBA, de Santa Cruz Cabrália.

A Faculdade de Ciências Médicas da Bahia (FCMBA), em Santa Cruz Cabrália, na Costa do Descobrimento, formou primeira turma de enfermagem, com 37 novos profissionais. A solenidade ocorreu no Centro de Convenções de Porto Seguro, no último sábado, 7.

“A Faculdade de Ciências Médicas nasceu do sonho de fazer dessa região um pólo de ensino superior na área da saúde”, disse o diretor pedagógico da FCMBA, Jésus Nascimento, que também destacou a missão dos profissionais de enfermagem: “cuidar das pessoas”.

O cenário no centro de convenções homenageou a enfermeira britânica Florence Naghtingale pelo pioneirismo no tratamento dos feridos da Guerra da Crimeia, entre 1853 a 1856, no sul da Rússia e nos Bálcãs.

A empresa Formandu’s Eventos e Formaturas foi a responsável pelo planejamento e execução da solenidade. A turma teve como patronos o deputado federal Jânio Natal e o vereador de Porto Seguro, Paulo Onishi.

MEC DIVULGA 1ª CHAMADA DO PROUNI

A lista dos aprovados em primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) foi divulgada nesta manhã de quinta, 5, pelo Ministério da Educação. Aproximadamente 456 mil estudantes disputaram 90 mil bolsas integrais ou parciais em faculdades particulares.

CONFIRA A LISTA DOS APROVADOS

Para acessar a lista, o aluno deve ter em mãos o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio 2011 (Enem) e do CPF. Os alunos pré-selecionados têm até o dia 13 de julho para apresentar documentação à faculdade onde se inscreveu.

A segunda chamada está prevista para o dia 20 de julho. São oferecidas mais de 52 mil bolsas integrais (para quem tem renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo) e 37 mil parciais (50% do valor da mensalidade para renda familiar per capita de três salários).

MEC LIBERA 1ª CHAMADA DO SISU

O Ministério da Educação (MEC) liberou, nesta manhã, a primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre. A chamada pode ser conferida no site http://sisualuno.mec.gov.br/ ou pelo telefone 0800-616161.

De acordo com o ministério, 642.878 se inscreveram para disputa as mais de 30 mil vagas. Os classificados devem ficar atentos ao prazo de matrícula, que começa no dia 29 e vai até 9 de julho. A segunda chamada do Sisu será divulgada no dia 13.

INSCRIÇÃO NO SISU TERMINA HOJE

O prazo de inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre termina às 23h59min desta sexta, 22. A inscrição vale apenas para quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado.

O sistema do Ministério da Educação oferece 30.548 vagas em instituições do ensino superior no país pelo Sisu. Na Bahia, são 1.095 vagas. As inscrições são feitas somente pelo site do Sisu (http://sisu.mec.gov.br/). O candidato poderá optar por dois cursos no ato.

A lista de aprovados deve ser divulgada na próxima segunda, 25, e o período de matrícula vai de 29 de junho a 2 de julho. O MEC deverá fazer segunda chamada, no dia 6 de julho, caso restem vagas.

PRAZO DE INSCRIÇÃO NO ENEM ACABA AMANHÃ

Ingresso em cursos de graduação da Uesc agora é só pelo Enem.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 terminam às 23h59min (horário de Brasília) desta sexta-feira, 15. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o número de inscritos chegou a 4 milhões na terça-feira.

O Enem é porta de entrada para várias instituições de ensino superior (IES) que aboliram o vestibular. Este é o caso da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde candidatos a ingressar em algum dos 33 cursos de graduação (22 bacharelados e 11 licenciaturas) têm que fazer o exame.

A participação no exame também é pré-requisito para quem quer participar de programas de financiamento e de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Ciência sem Fronteiras. O ENEM será aplicado nos dias 3 e 4 de novembro.

INSCRIÇÕES NO SISU COMEÇAM DIA 18

Começam no próximo dia 18 as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem consultar as 30.548 vagas disponíveis em universidades públicas.

56 instituições de ensino superior participam desta edição do Sisu. O sistema foi criado pelo Ministério da Educação (MEC) para unificar a oferta de vagas em universidades públicas, que são disputadas a partir do Enem. As inscrições vão até dia 22. Confira as regras no site do ministério (clique aqui).

PÓS-GRADUAÇÃO – CANUDO OU CONHECIMENTO?

Walmir Rosário | wallaw1111@hotmail.com

Esses arremedos de cursos que são oferecidos a cada esquina dos guetos da educação também se tornam famosos pela benevolência e superficialidade no trato dos assuntos, relegando a pesquisa a coisa de somenos importância.

A mercantilização do ensino superior é fato, não se discute. O que poderá ser levado ao debate é até que ponto é prejudicial aos alunos, portadores de títulos, mas desprovidos do saber, e do país, que passará a contabilizar graduados, embora não tenham a devida competência para exercer as atividades de pesquisa, extensão e da academia, muito menos no dia a dia do mercado de trabalho.

Diante da exiguidade do conhecimento oferecido pelas faculdades e muito menos adquirido pelos alunos, a saída é prometer um plus ao diploma de graduação, com títulos de pós-graduação, conferindo grau de especialização a quem não tem sequer o essencial. Se por um lado presenteia o aluno com uma distinção acadêmica, por outro lastreia as finanças das entidades de ensino de terceiro grau.

Afinal, existem todas as condições propícias para tanto: De um lado, alunos ávidos por um título de especialista para almejar possíveis melhorias no mercado de trabalho, do outro as instituições desejosas para ampliar o seu faturamento, o único complicador era ter, no meio, um professor como empecilho desta relação espúria. Hoje esse problema não existe mais e os professores são selecionados de acordo o grau de comprometimento com a entidade empregadora e não com a qualidade do ensino.

É a banalização da Educação, ampliada de forma horizontal e indiscriminada, como se não fosse necessário o preenchimento de requisitos essenciais imprescindíveis para galgar novo status na academia. Até mesmo os cursos de mestrado, condição sine qua non ao acesso de candidatos ao ensino do terceiro grau pode ser realizada sem nenhuma verificação prévia do conhecimento de cada candidato.

O certo é que uma faculdade que se preze apresenta, orgulhosamente, como um diferencial de qualidade uma enorme variedade de cursos de pós-graduação, não importando o currículo dos professores que irão ministrar as disciplinas. Ao serem matriculados, os alunos não recebem sequer a ementa e o conteúdo programático a ser dado, tampouco a bibliografia que orientou a formatação do projeto.

Ao chegar à sala de aula, o incauto aluno não tem conhecimento dos assuntos a serem abordados, pelo simples fato de que, às vezes, nem mesmo o professor sabe. Sim, com frequência ele [o professor] é contratado para dar aulas em substituição ao colega programado anteriormente, e chega à sala de aula sem assunto e conteúdo definido para aplicar aos alunos.

Nesse caso, o que seria oferecido como um diferencial positivo tem efeito contrário e se transforma em negativo, pois atinge a todos de forma indiscriminada. É a banalização da importância dos cursos de pós-graduação, por não se aprofundar no estudo dos temas contidos no conteúdo programático.

Esses arremedos de cursos que são oferecidos a cada esquina dos guetos da educação também se tornam famosos pela benevolência e superficialidade no trato dos assuntos, relegando a pesquisa a coisa de somenos importância. Não se cobra dos alunos pós-graduandos trabalhos de pesquisa e sim simples aferição em sala de aula, cuja provas, às vezes, são feitas, pasmem os senhores, em três ou quatro questões, algumas delas de múltiplas escolhas.

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MEC RECONHECE CURSO DE JORNALISMO DA UNIME

Depois de quase quatro anos, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) publicou portaria reconhecendo o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Unime em Itabuna.

O curso oferece 100 vagas por ano. Cerca de 100 bacharéis aguardavam o reconhecimento para registrar seus diplomas. A primeira turma do curso foi formada no segundo semestre de 2009.






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