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:: ‘escola’

ALUNO MATA VIGILANTE DE ESCOLA; MORTE TERIA SIDO ORDENADA POR TRAFICANTE

Vítima era vigilante nesta escola.

Vítima era vigilante nesta escola (Reprodução Street View).

O vigilante do Colégio Estadual Cidade de Camaçari Roque Félix Santa Rosa foi morto a facadas por um aluno da instituição na noite desta segunda-feira (31). Segundo informações do major Gilvan, do 12º Batalhão da Polícia Militar (Camaçari), o crime aconteceu dentro da escola, que fica na avenida do Canal, no bairro Gleba A, por volta das 22h.

O estudante Everton Santiago da Fonseca, 20 anos, atacou o vigilante quando saia da aula, ainda fardado. Roque foi atingido por golpes de faca em várias partes do corpo e morreu dentro do colégio.

O rapaz fugiu após o crime, mas foi localizado por volta de 1h desta terça-feira (1º) por policiais do 12º BPM. Segundo testemunhas, o crime teria sido encomendado por um traficante da região. Ele foi preso em flagrante e levado para a 18ª Delegacia (Camaçari).

O colégio suspendeu as atividades hoje. Em nota, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia informou que Roque estava contratado por uma empresa terceirizada e trabalhava como vigilante na unidade escolar. Ainda segundo a nota, Everton é estudante do turno noturno.

Uma equipe da Secretaria da Educação foi encaminhada ao local para auxiliar nas investigações da Polícia Civil. O caso está sendo investigado pela delegada Thais Siqueira Rosário. Informações do Correio 24h.

PAIS INFLUENCIAM MAIS NO DESEMPENHO DOS ALUNOS DO QUE INFRAESTRUTURA DA ESCOLA

ESCOLA FAMÍLIA

Da Agência Brasil

O envolvimento dos pais e o nível socioeconômico das famílias têm maior influência no desempenho dos estudantes do ensino fundamental no Brasil do que a infraestrutura das escolas e o fato de os estabelecimentos estarem localizadas no campo ou na cidade. É o que mostra o Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce), lançado hoje (30) pelo Escritório Regional de Educação da Unesco para a América Latina e o Caribe.

O estudo também considera a disponibilidade de material escolar e a pontualidade dos professores como fatores que melhoram o desempenho. “Não se observam diferenças de desempenho entre escolas urbanas públicas, urbanas privadas, nem rurais, depois de considerar todos os fatores de contexto social, de aula e escolares. O mesmo ocorre com a infraestrutura, que não mostra relações significativas com o desempenho”, diz o estudo.

O Terce avalia o desempenho escolar no ensino fundamental – do 4º ao 7º ano do ensino fundamental, no Brasil; e da 3ª à 6ª série, nos demais países – em matemática, linguagem (leitura e escrita) e ciências naturais. Os primeiros resultados do Terce foram divulgados no ano passado. Nesta divulgação, o estudo incluiu os fatores associados à aprendizagem em cada país.

IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA

De acordo com o estudo, no Brasil, o desempenho dos estudantes melhora quando os pais acompanham os resultados obtidos na escola, apoiam os filhos e chamam a atenção deles. O desempenho, no entanto, piora, quando os pais supervisionam e ajudam sempre nas tarefas escolares, tirando a autonomia dos filhos.

Segundo o estudo, os estudantes que vivem em regiões desfavorecidas têm desempenho pior, independentemente das condições da própria casa. No entanto, se os pais têm altas expectativas e incentivam os filhos quanto ao que será capaz de alcançar no futuro, ele obtêm melhores resultados.

O Terce mostra ainda que frequentar a pré-escola, desde os 4 anos, melhora o desempenho dos estudantes. Por outro lado, faltar à escola diminui o desempenho.

Em relação às novas tecnologias, os estudantes do 7º ano que usam computadores na escola com frequência tendem a conseguir pontuações menores em matemática. Já os que utilizam o computador fora do contexto escolar tendem a ter melhores resultados em todas as provas.

O Terce é um estudo de desempenho da aprendizagem em larga escala realizado em 15 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai), além do estado de Nuevo León (México). Mais de 134 mil crianças do ensino fundamental participaram da avaliação.

BAIXO DESEMPENHO

O desempenho dos estudantes brasileiros no ensino fundamental é igual à média dos demais estudantes de países avaliados pelo Terce em escrita e em ciências naturais em todos os níveis e em leitura, no 4º ano, e em matemática, no 7º. O país supera a média em matemática, no 4º ano, e em leitura, no 7º ano.

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JABES CORTA SALÁRIO DE PROFESSORES QUE ADERIRAM A PARALISAÇÃO

Professores farão nova assembleia na quarta, dia 28 (Foto APPI).

Professores farão nova assembleia na quarta, dia 28 (Foto APPI).

Os professores da rede municipal de Ilhéus que participaram das paralisação da categoria  em maio sofreram corte no salário. A determinação partiu do prefeito Jabes Ribeiro, segundo a direção da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI-APLB/Sindicato).

Os educadores, segundo nota do sindicato, sofreram “corte no ponto e o desconto dos dias” em que participaram da paralisação. A questão será discutida em assembleia marcada para a quarta (28), às 9 horas, na Câmara de Vereadores.

A presidente da APPI, Enilda Mendonça, disse que a ideia é discutir, na assembleia, as medidas a serem adotadas para garantir o salário dos profissionais. Além do corte de salário, também será discutida a campanha salarial de 2014, que ainda não recebeu resposta do governo.

ACIMA DO LIMITE

Desde o início do mês, o prefeito ilheense anunciava que iria cortar o salário dos professores que participassem de paralisações. Jabes alega que o município gasta mais de 60% das receitas com pagamento de pessoal e não teria como discutir reajuste salarial nem pagamento do piso básico do magistério antes do primeiro quadrimestre, encerrado em abril. A categoria reclama que o prazo venceu e o governo não se abriu para o diálogo.

ESPECIALISTA ALERTA PARA PESO DA MOCHILA

Mochilas

Yara Aquino | Agência Brasil

Na hora de comprar o material escolar, um item merece atenção especial: a mochila. Com o peso muitas vezes excessivo, devido à quantidade de livros e outros materiais, as mochilas precisam ser adequadas para distribuir bem o peso e não prejudicar a postura dos estudantes. Os pais devem ficar atentos para evitar que os filhos carreguem peso maior que o recomendável.

A Academia Americana de Pediatria considera que o ideal é que a mochila tenha entre 10% e 20% do peso corporal do estudante. Há instituições que defendem o percentual de 15%. O ortopedista pediátrico e professor na Santa Casa de São Paulo Claudio Santili explica que falta consenso porque não há pesquisas conclusivas sobre o tema. Ele defende que o peso máximo do material escolar carregado pelos estudantes seja 10% do peso corporal.

O uso de mochilas com peso excessivo, especialmente se carregadas de forma inadequada, pode provocar dores e até problemas na postura, explica Santili. “Se for carregada de forma inadequada, apenas de um dos lados do corpo, vai provocar contração da musculatura do lado oposto e a criança pode ter dor muscular. Se isso se prolongar, pode levar à postura inadequada”.

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MATRÍCULA NA REDE ESTADUAL

Alunos que já fazem parte da rede estadual de ensino têm somente até esta segunda-feira (30) para renovar sua matrícula. A solicitação deve ser feita na própria escola que o estudante frequenta.

De acordo com a Direc-7, os alunos, pais ou responsáveis devem se apresentar  na unidade escolar de origem para efetuar a matrícula para o ano letivo de 2014 e assim garantir a vaga.

DISCUSSÃO SOBRE VIOLÊNCIA MOSTRA COMUNIDADE ACUADA

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A Câmara de Vereadores de Itabuna realizou, nesta terça-feira, 17, sessão especial para debater a violência nas escolas da cidade. A discussão foi proposta pelo vereador Júnior Brandão (PT) e reuniu representantes das polícias civil e militar, Conselho Tutelar, professores e pais. Destaque negativo para a ausência dos próprios vereadores: dos 21 membros do legislativo municipal, a sessão começou com 12 presentes e terminou com 9.

Outro aspecto notado foi a falta de propostas concretas para combater a violência. Os participantes – do Capitão Lemos, da PM, à secretária municipal da Educação, Dinalva Melo – reconheceram a gravidade do problema, mas não vislumbraram soluções. Dinalva observou: “a escola é um microcosmo da sociedade e a desestruturação das famílias é um dado fundamental”. E acrescentou: “não há mais limites depois que fomos bombardeados com a história de que tudo traumatiza”.

A maioria das falas destacou essa questão da falta de limites e o esfacelamento da estrutura familiar como grandes responsáveis pelo avanço da violência. Outros pontos também foram considerados, como a falta de perspectivas para o jovem no mercado de trabalho. Mas o tráfico de drogas ficou no centro do debate.

Com 65 anos de vida e mais de 40 dedicados à educação, a professora Júvia Dantas acredita que as escolas são mal construídas e isso também influencia na violência (leia aqui). Do lado de fora, a polícia reclama da falta de condições para atuar. A delegada Katiana Amorim, que representou o coordenador da 6ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Corpin) na sessão, lamentou a desativação da seção especializada na apuração de atos cometidos por menores em conflito com a lei.

Ao final da sessão, o vereador César Brandão (PPS) propôs a criação de um grupo  de trabalho para dar sequência à discussão do tema visando à formatação de propostas. Já o vereador Júnior Brandão disse que “a questão da violência nas escolas passa a ser assunto permanente na Câmara”.

 

PROFESSORES QUESTIONAM PROJETO QUE PROÍBE ELETRÔNICOS EM SALAS DE AULA

A invasão de smartphones, tablets e outros bibelôs eletrônicos às salas de aula é vista de forma diversa por educadores. Para uns, os brinquedinhos atrapalham as aulas e tiram a concentração dos alunos; para outros, os dispositivos são importantes auxiliares no processo pedagógico.

Apimentando a polêmica, tramita na Assembleia Legislativa da Bahia o projeto de lei 16.724/2007, do deputado João Carlos Bacelar (PTN), que proíbe o uso de eletrônicos nas escolas, a menos que seja para fins estritamente pedagógicos.

Alguém poderia imaginar que os professores diriam “ufa, Deus ouviu nossas preces!”, mas não foi isso que ocorreu. Na verdade, educadores baianos consideram a proposta de Bacelar equivocada e elaboraram uma carta aberta na qual condenam a iniciativa do parlamentar. O documento será encaminhado aos 63 membros da Assembleia.

A professora Lynn Alves, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), participou da elaboração da carta. Segundo ela, é preciso esclarecer que “os dispositivos móveis representam espaços de aprendizagem”. A educadora diz que o projeto de Bacelar “representa uma restrição dos limites do que é pedagógico”.

Outro professor que também participou da construção do documento foi Marcos Paulo Pessoa, que atua em instituições privadas de ensino básico e superior. Ele acredita na possibilidade de se discutir uma limitação do uso dos eletrônicos em sala de aula, mas defende que isso seja estabelecido por meio do diálogo entre professores e alunos.

“A proibição é polêmica. Creio que vai na contramão das evoluções do ensino. Acredito que devemos sempre estabelecer o diálogo com nossos estudantes. Não é proibindo que vamos garantir que os aparelhos sejam usados para os devidos fins pedagógicos”, pondera Pessoa.

Os que concordam com os educadores podem assinar a petição eletrônica contra o projeto de Bacelar. O manifesto está disponível neste link.

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS: CÂMARA AGENDA DEBATE

violencia_na_escolaA Câmara de Vereadores definiu a data da sessão especial que debaterá os casos de violência em escolas de Itabuna. O evento foi agendado para o dia 17 de setembro, às 18h30, no Plenário Raymundo Lima.

A proposta de realizar a discussão é do vereador Júnior Brandão (PT), que alerta para o aumento das ocorrências em que professores são agredidos por alunos  em Itabuna. Um dos casos mais recentes se deu na semana passada, no Colégio Estadual Sesquicentenário, instalado nas dependências do Centro de Integração Social (Ciso), no Bairro de Fátima (relembre).

Brandão diz que pretende um debate amplo, envolvendo professores, pais, alunos, judiciário, Ministério Público, OAB, entre outros setores da sociedade. A ideia, segundo ele, é elaborar um documento com propostas concretas para combater a violência nos estabelecimentos de ensino.

PARÓDIA DAS “PODEROSAS” FEITA POR ESTUDANTES ENSINA FÓRMULAS DE CALORIMETRIA

Alunas interpretam Anitta e bailarinas em paródia em vídeo educativo (Reprodução Pimenta).

Alunas interpretam Anitta e bailarinas em paródia em vídeo (Reprodução Pimenta).

Um grupo de alunos de escola privada em Itabuna usou a criatividade para fazer da paródia de Show das poderosas uma divertida aula de física. Os sete estudantes do Ensino Médio do Colégio Sistema formam o grupo Gnomos e receberam a missão de gravar um vídeo dissecando – ensinando – o caminho das pedras para assimilar as fórmulas da calorimetria. E fazem o Show das calorosas.

A cantora Anitta, que virou fenômeno musical neste ano, é interpretada por Lara Duque, que tem ao seu lado, no vídeo, as colegas Ticiane Bitt, Alice Espíndola, Brenda Caldas e Gabriele Gomes.

Tayse Cavalcante e Alexandre Barreto foram os responsáveis pela filmagem. “A proposta era que o vídeo fosse feito inteiramente pelos alunos”, disse ao PIMENTA.blog. Barreto aparece sonhando com as colegas e a professora dando o show no palco e desperta com a fórmula na cabeça.

Apesar da boa interpretação de palco e voz, Lara afirma que não é cantora profissional. “A voz é minha. Canto por amor mesmo”. Ela explica o que a equipe fez para produzir o trabalho. “Gravamos o áudio com um microfone legal e pusemos no vídeo pronto”, explica. Abaixo, confira o vídeo postado ontem no Youtube e que já conta com mais de 5 mil visualizações.

A QUESTÃO DA INDISCIPLINA

GUSTAVO HAUNGustavo Haun | g_a_haun@hotmail.com

Aluno espancando, física e moralmente, professor em sala de aula e vice-versa é “normal”, os noticiários abundam nesse quesito.

Quando tive o privilégio de entrevistar a professora e filósofa Tânia Zagury, em Salvador, quando do lançamento do seu livro Professor Refém, ela nos indicou que a indisciplina em sala de aula era responsável pela maior queixa dos docentes pesquisados para o opúsculo, mais de 40% afirmaram ter problemas com a disciplina dos alunos.

Realmente ela está coberta de razão. Esse é o pior motivo de os futuros universitários não optarem por licenciaturas ao longo da sua formação acadêmica, ganha disparado contra o baixo salário da categoria, além de outros problemas inerentes à profissão.

Pesquisas feitas pelo Datafolha e USP demonstraram que os bons estudantes do Brasil optam em cursar bacharelados, o que faz com que apenas os maus procurassem as licenciaturas, por serem de baixa concorrência no vestibular ou Enem, ficando relegadas, portanto, à ínfima qualidade. É óbvio que o sujeito pode fazer uma licenciatura e se melhorar na faculdade, ser um excelente profissional, no entanto, isso não é uma praxe, nem garantia que vá atuar na área.

A fórmula de tudo isso é muito simples: professores despreparados mais alunos sem educação, respeito, limite, é igual à indisciplina – que não deixa de ser uma violência ao outro.

Infelizmente, não há como dissociar a família desse processo. E como o núcleo familiar está cada dia mais esfacelado, confuso, desestruturado, é normal que se reflita na prole, logo, no mundo!

O lar na pós-modernidade está um pouco sem direção, perdido. Pais precisam trabalhar turnos dobrados para ter condições de sobrevivência, enquanto que a educação dos filhos vai sendo relegada aos parentes, empregados, à mídia, às drogas… A sociedade como um todo ainda não conseguiu um equilíbrio entre as inúmeras variáveis dessa equação.

O resultado tem sido difícil e complicado. Aluno espancando, física e moralmente, professor em sala de aula e vice-versa é “normal”, os noticiários abundam nesse quesito. Brigas, gritarias e conversas durante a aula, atos violentos contra o educador, além da famosa “pesca”, perguntas capciosas dirigidas aos docentes e interesse unicamente por nota são outros fatores gerados pela indisciplina.

Para não ficar só nos discentes, mestres roucos, com pressão-alta, esgotados e estressados, sofrendo com a síndrome de burnout, são o comum visto. É claro que aí reflete também o desestímulo, o descompromisso e a mecanicidade da aula dada por nós, profissionais da educação, que já sofremos pressão enorme de coordenadores e diretores insensíveis.

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ILHÉUS: MATRÍCULAS A PARTIR DE MANHÃ

A Secretaria da Educação de Ilhéus abre nesta segunda-feira, 7, o período de matrícula de novos alunos. O procedimento será realizado nas próprias escolas, sendo necessário que os pais ou responsáveis apresentem os documentos pessoais dos estudantes.

Alunos que já pertenciam à rede municipal de ensino em 2012 – e não mudaram de escola – fizeram suas matrículas de 6 a 21 de dezembro.  Aqueles que mudaram de estabelecimento dentro da rede municipal foram atendidos no dia 26 do mês passado.

UNIVERSO PARALELO

SEM OLHAR DE CIMA OS NOVOS ESCRITORES

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Jorge Amado tinha entre suas famas a da bonomia, da humildade com que tratava as pessoas. Grande, paparicado em todo o mundo, nunca esqueceu sua aldeia (Ilhéus, onde viveu dias da infância), jamais foi mesquinho ou arrogante, não olhou de cima os novos escritores, não torceu o nariz aos emergentes. Ao saudar Adonias Filho na Academia Brasileira de Letras, deu, mais uma vez, mostras de sua generosidade, referindo-se a vários nomes das letras regionais (Hélio Pólvora, James Amado, Jorge Medauar, Emo Duarte, Elvira Foeppel), e até a um intelectual sobre quem reina incompreensível silêncio: Sadala Maron, citado para “nele saudar todos os demais jovens trabalhadores das letras do Sul da Bahia”.

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Nelson Schaun e Abel Pereira na ABL

Mais adiante, ele afirma que deveria lembrar de outros nomes, “para dar a medida justa do que vai acontecendo nessas terras grapiúnas como fermentação de ideias, como trabalho intelectual, como devotamento à cultura e ao esforço de criação”. E cita dois: Nelson Schaun (“o irredutível jornalista foi o símbolo vivo das letras e do estudo, de valor intelectual e de esforço cultural”) e Abel Pereira (“que tem buscado, com persistência e entusiasmo, valorizar a civilização do cacau e fazer da região um centro de permanente interesse artístico e constante inquietação literária”). Em 1965, o reconhecimento de Jorge Amado, no panteão das letras brasileiras, a dois intelectuais que a região pouco conhece.

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AUTORES PARA A MATURIDADE INTELECTUAL

Dentre meus espantos está o ensino de literatura em nossas escolas. Costumo dizer, do alto do meu desconhecimento da didática, que fazer o estudante, ainda muito jovem e sem vivência com as letras, enfrentar Machado de Assis, Camões e Euclides da Cunha, é convidá-lo a ficar inimigo da leitura.  Estaria eu (outra vez no topo da minha ignorância) a atirar pedras nesses fundadores da cultura lusófona? Sabe o inteligente leitor que não. Apenas digo que não se deve pular etapas, pois cada coisa tem seu tempo – e o tempo dos autores citados é o tempo da maturidade intelectual (vejam bem que não falo de maturidade cronológica, que é outro assunto). Penso que, como está na maioria dos casos, a escola não ajuda a formar leitores.

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Como alguém que falasse para não morrer

Mas confio nas exceções. No Colégio da Bahia, há séculos, fui a uma prova oral de literatura, “tirei o ponto” (pergunte a seu avô o que isto quer dizer!), saiu Emílio de Menezes. A professora (uma desconhecida que foi lá apenas fazer as provas) perguntou-me se eu sabia “alguma coisa” do assunto. Disse-lhe, trêmulo (já me sentindo reprovado e, portanto, com a ousadia dos que nada não têm a perder), que “sabia alguma coisa”, sim, mas não o conteúdo do curso. E ela, sem considerar minha heresia, mandou-me falar do que eu soubesse sobre Emílio de Menezes. Com O último boêmio na ponta da língua (Raymundo de Menezes/1949), deitei e rolei, falei, falei como nunca falara antes – fiz como se cantasse para não morrer.

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Um estranho papel de Xerazade cabocla

Nesse estranho papel de Xerazade cabocla fora de época e espaço, citei trocadilhos (não os impublicáveis, que eu não queria abusar da sorte), casos, chistes, maldades, piadas (não as cabeludas – que querem?), fiz a professora sorrir, sorrimos juntos e fui aprovado, com sobras. Vejam que eu não sabia a data de nascimento do poeta, que escola frequentou, o nome de sua parteira, essas bobagens que os lentes tradicionais tanto valorizavam. Se a mesma prova fosse feita pelo meu sisudo professor do primeiro semestre (no Instituto Municipal de Educação, em Ilhéus) eu seria sumariamente reprovado. O que, para alguns, seria bem empregado, pois não estaria agora a pregar princípios didáticos de que nada entendo.

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CANTORA DE JAZZ NASCEU EM AMSTERDAM!

Laura Fygi não é alemã, mas holandesa. “E daí?” – perguntará, com uma ruguinha na testa, a gentil leitora. “E eu com isso? – dirá o impaciente leitor. Eu explico, como faria o velho Freud. Trata-se de uma cantora de jazz que mencionei aqui como sendo alemã – erro bem inferior aos que cometem os prefeitos, mas, ainda assim, erro, que precisa ser corrigido: a moça é holandesa, também  prova viva e cantante de que em Amsterdam, quem diria, nascem cantoras de jazz. Ela morou em Montevidéu, canta em vários idiomas (incluindo português e chinês), já esteve no Brasil várias vezes e gosta de MPB,  mais ainda de Tom Jobim. Gosta tanto que gravou Dindi, Insensatez e outras (no North Sea Jazz Festival de 2003 cantou Corcovado).

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A banda muito pop que vestia lingerie

Laura Fygi tem tamanho prestígio na Europa que ganhou de presente uma canção de Michel Legrand, um dos mais respeitados músicos da França, vocês sabem. No começo ela se comportava de acordo com o preceito dos jovens liberados de sua Amsterdam: entre 1987 e 1991 participou de um grupo que se apresentava com o mínimo de roupas (a turma vestia aquilo que se chama, genericamente… lingerie). A banda era, naturalmente, bem popular. Mais tarde, ela muda de banda, veste roupas compatíveis e, assim, os produtores puderam ouvir-lhe a voz jazzística – sendo logo convidada a fazer um disco solo. Daí em diante, colocou a voz suave a serviço de canções consagradas, cantando o que bem merece e deixando o que é ruim de lado.

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“Não me importo em procurar novidades”

Vai longe o tempo da banda Centerfold (aquela da lingerie!). Laura Fygi é agora uma vocalista bem comportada, e que não gosta de invenções. “Há tantas canções bonitas para se cantar que não me importo em procurar novidades”, diz ela, como a fazer eco a meu humilde pensamento. E por achar que “a música feita hoje não é tão melódica, tão poética quanto as antigas”, ela escolheu a grande canção francesa, o jazz, a bossa-nova, os “clássicos” latinos. Aqui, uma mostra do que ela é capaz. Aos pouco iniciados, pedimos observar, além da leitura de La Fygi, a qualidade da “cozinha” (piano-baixo-bateria) e o solo de sax. Les feuilles mortes é da mesma sessão em que ela cantou Corcovado, no referido festival.

 

(O.C.)

FALTA À ESCOLA FAZ PERDER BOLSA FAMÍLIA

Para o beneficiário do Bolsa Família permanecer inscrito no programa, é exigido os alunos de até 15 anos assistam, no mínimo, a 85% das aulas a cada mês. A exigência para adolescentes de 16 e 17 anos é de 75% das aulas.

O sistema de frequência escolar dos beneficiários do Bolsa Família está aberto para impressão de relatórios pelas secretarias municipais de Educação e envio às unidades de ensino. O prazo para registro dos dados no sistema do Ministério da Educação termina em 28 de abril. 

Os beneficiários que tiverem índices abaixo dos exigidos recebem advertência, podem ter os valores suspensos e até ser retirados do programa, em casos de reiterados descumprimentos.

O Bolsa Família transfere renda para 13,3 milhões de famílias em todo Brasil. O volume de recurso mensal destinado a essa parcela da população chega a R$ 1,5 bilhão. Os municípios, estados e os ministérios da Educação e Saúde são parceiros do MDS na gestão do programa.

MATRÍCULAS NA REDE ESTADUAL

Estudantes que pretendem se matricular em cursos de ensino médio e ensino médio integrado à educação profissional, na rede estadual de ensino, deverão procurar a escola de sua preferência nesta quinta ou na sexta-feira, respectivamente dias 26 e 27. De acordo com a Secretaria de Educação, nesses dois dias estudantes de qualquer série poderão fazer sua matrícula em qualquer unidade da rede estadual, no horário das 8 às 20 horas.

No ato da matrícula do aluno, deverão ser apresentados:  originais e cópias do histórico escolar ou atestado de escolaridade, da Certidão de Nascimento ou Carteira de Identidade e comprovante de residência. Além disso, é obrigatória a apresentação do CPF para os estudantes do ensino médio integrado à educação profissional.

Mais informações podem ser obtidas no site www.educacao.ba.gov.br ou pelo telefone 0800-285-8000.

JÁ FOI UMA ESCOLA

 

Um leitor do PIMENTA, ex-aluno do Colégio Divina Providência, registrou esta imagem da área onde um dia funcionou o Colégio Divina Proviência, no centro de Itabuna.

Em maio, o prédio, adquirido por um empresário, foi demolido com autorização da Prefeitura. Houve embargo judicial, danos em imóveis vizinhos (como a capela Santo Antônio), mas o novo dono conseguiu avançar com a obra.

Em lugar do velho CDP, serão construídos uma loja de calçados e outros estabelecimentos comerciais. A Prefeitura não tem um plano para melhorar o fluxo de veículos naquela área, que se torna cada vez mais problemático.

ESTUDANTE ENTRA ARMADO EM ESCOLA DE ITABUNA

Um adolescente 15 anos foi apreendido ontem (10) com uma pistola dentro de uma escola pública de Itabuna, a 426 km de Salvador. O adolescente declarou em depoimento na delegacia que comprou a arma para dar um susto e se vingar de um, colega com quem teve um desentendimento. O menino, que estuda na 6ª série do ensino fundamental, não informou por quanto comprou, nem como conseguiu a arma.

Ainda segundo a polícia, a diretora do Colégio Presidente Médici recebeu um telefonema informando que havia um menino armado no interior da escola e chamou uma unidade de ronda da Polícia Militar, segundo a TV Santa Cruz. O menino foi liberado e a arma, com duas munições, ficou apreendida e encaminhada para a perícia.

ALUNOS CONTINUAM SEM AULAS

Desabamento só não se transformou em tragédia porque era um domingo (foto Reprodução/TV Santa Cruz)

Oito dias após o desabamento do teto da escola municipal Juca Leão, situada no bairro Emanoel Leão, em Itabuna, os alunos do estabelecimento de ensino continuam sem aulas. À reportagem da TV Santa Cruz, o secretário da Educação do município, Gustavo Lisboa, informou que os reparos no telhado e nas paredes da escola, que também foram danificadas, deverão estar concluídos no próximo final de semana.

Segundo Lisboa, outros dois imóveis foram avaliados para receber provisoriamente os estudantes, mas isso ficou inviável porque também seria necessário promover reformas.

PORTEIRO ERA VISTO COMO “PESSOA TRANQUILA”

O porteiro que é suspeito de ter cometido estupro contra uma menina de 9 anos, aluna de estabelecimento da rede municipal de ensino de Itabuna, era visto no estabelecimento de ensino como uma pessoa tranquila e livre de qualquer suspeita sobre sua conduta.

Esta informação foi passada ao secretário municipal da Educação, Gustavo Lisboa, pela diretora da escola. Nem a Secretaria nem a polícia divulgaram o nome do suspeito, que confessou o crime à titular da Delegacia Especializada de Atenção à Mulher (Deam), Ivete Santana.

Segundo Lisboa, o suspeito ingressou no serviço público em 2008, um ano após ter sido aprovado em concurso. O secretário anunciou que o servidor será afastado cautelarmente, enquanto se aguarda o resultado das investigações.

SAMBAITUBA SEM ENERGIA NEM TRANSPORTE

Os cerca de 5 mil moradores do povoado de Sambaituba, na zona  rural de Ilhéus, estão há três dias sem energia elétrica. Problemas no serviço da Coelba são comuns na comunidade em períodos chuvosos, mas – segundo relatos da população local – normalmente o fornecimento de energia é restabelecido após algumas horas. Três dias na base do fifó, há muito tempo não se vê.

Outro problema relacionado às chuvas é a falta de transporte. Devido às péssimas condições da estrada, os ônibus só chegam a um ponto a mais de três quilômetros do povoado. Daí em diante, os passageiros têm que descer e seguir o resto do trajeto a pé.

Aliás, por causa da péssima situação da via de acesso, crianças e adolescentes que vivem em Sambaituba estão sem poder frequentar a escola. O mesmo drama é enfrentado em comunidades próximas, como a de Vila Olímpio.

SIMPI DIZ QUE NÃO FOI PROCURADO

Em nota publicada ontem acerca de um caso de ameaça contra um professor da Escola Municipal Lourival Oliveira Soares, o PIMENTA notou a ausência de manifestação dos representantes sindicais da categoria. De fato, nem o Sindicato Municipal dos Professores (Simpi) nem a Associação dos Professores de Itabuna (API) tocou no assunto.

Hoje, a assessoria do Simpi entrou em contato com o blog e informou que não se manifestou porque soube do fato pela imprensa. “Em nenhum momento, o professor nos procurou para comunicar o ocorrido”, declarou uma assessora por telefone.

A representante do sindicato disse ainda que o professor vítima da ameaça não é filiado à entidade, embora – segundo ela – este fato não significasse empecilho para a solidariedade do sindicato.

O Simpi informa que, em 2010, mobilizou-se junto à Secretaria Municipal de Educação para que fosse construído um muro em volta do Lourival Soares.  A razão teria sido uma situação de ameaça, esta envolvendo outro membro do quadro docente da escola.

alba



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