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:: ‘estádio Luiz Viana Filho’

REFORMA DA VILA OLÍMPICA DE ITABUNA DEVERÁ CUSTAR R$ 1,8 MILHÃO

Vila Olímpica de Itabuna deverá ser reformada || Foto Contudo

Davidson, da Setre, com o presidente da FICC, Daniel Leão

Abandonada há quase três anos, a Vila Olímpica Everaldo Cardoso, no São Caetano, será reformada pelo Governo da Bahia, segundo anúncio feito pelo secretário estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, durante visita a Itabuna.

O recursos, de R$ 1,8 milhão, de acordo com o secretário, será aplicado na recuperação de quadras poliesportivas da área externa, piscina, ginásio de esportes e construção de duas quadras de areia.

A reforma será feita depois de estudos de equipes técnicas da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), órgão da Setre-BA. O valor também deverá contemplar estudos para recuperação do Estádio Luiz Viana Filho, que sediará jogos do Itabuna e do Grapiúna na disputa da Divisão de Acesso (Segundona) em 2020.

Nesta semana, o secretário se reuniu com equipes e o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Daniel Leão, para discutir a reforma dos dois equipamentos esportivos. A reforma da Vila Olímpica deve começar neste ano, enquanto o Itabunão deverá ser recuperado em 2020.

UM POUCO DE HISTÓRIA (DE ZÉ E DE ITABUNA)

Do site Museu da Pelada, extraímos esta narrativa de Zé Roberto Padilha. Década de 70, a glória no Flamengo, a despedida no Itabuna e a inauguração do eterno inconcluso Estádio Luiz Viana Filho em um pouco da história do jogador. Confira:

zé roberto padilhaO AEROPORTO DE ITABUNA

Zé Roberto Padilha

(…) não consegui esconder minhas lágrimas quando a cidade parou numa quarta-feira para assistir nosso primeiro treino. Tratava-se da principal atração do clube do cacau para o estadual da primeira divisão baiana de 1979.

 

 

 

Era um sábado ensolarado do mês de junho e o avião da Varig (lembram-se dela?) se aproximava do Aeroporto Luis Viana Filho, em Itabuna, Bahia, trazendo a delegação do CR Flamengo, que iria fazer um amistoso inaugurando o novo estádio do clube. E como se tratava de Flamengo, dava para ver da janelinha aquelas formiguinhas carregando suas bandeiras vermelho e preta em volta da pista. Estou falando de 1976, naquela época as pessoas recebiam os passageiros da Varig, Vasp e Transbrasil à beira da pista, não tinha aquela passarela suspensa, era olho no olho, emoção do torcedor na cara do jogador.

Nas últimas poltronas, após o sambinha do fundo homenageando nosso Merica para desespero das aeromoças, o filho daquela terra que chegara à Gávea ao lado do Dendê, eu e meu parceiro Toninho Baiano. Já jogador da seleção, Toninho, então assíduo do Charles de Gaulle, Orly, e aeroportos cheios de estilo como o de Roma e de Madrid, virou-se para mim e disparou:

– Já pensou, Zé, você chegando nesta “babinha” não mais para jogar, mas de mala, para ficar de vez por aqui.

Não concordei, nem discordei, apenas sorri. Meu silêncio foi de uma cumplicidade e arrogância do mesmo tamanho.

zé roberto padilha3
E descemos aquelas escadas anestesiados pela glória passageira como eterna fosse. Porque jogador de futebol vive seus 15 anos máximos de glória fora da realidade econômica do seu país e da sua família, ou vocês acham que o Gum (120 mil reais/mês), Henrique (160 mil reais/mês) limitados zagueiros do Fluminense, que ganham 4 vezes mais do que nosso mais alto magistrado, não seriam protagonistas, hoje, da mesma história? Perguntem a eles, no fundo do jatinho fretado do Flu, durante a Copa do Brasil, se eles fossem jogar contra o Asa e desembarcassem no aeroporto de Arapiraca não para o jogo de ida, mas para ficar por ali, ganhando salário normal, de um jogador trabalhador da segunda ou terceira divisão do nosso futebol?

Com a camisa do Flamengo

Com a camisa do Flamengo

A partida entre Flamengo x Itabuna levou 40 mil pessoas ao também estádio Luis Viana Filho no dia 25/01/76, poderoso nome de uma raposa política capaz de batizar aeroportos e estádios, e o placar foi de 5×0 pro nosso time (Luizinho, aos 8, Zico, 17 do 1º tempo, e Caio aos 24, 27 e 32 do 2º), e saímos dali nos braços queridos dos baianos, levando aquele diálogo de fundo de avião como uma norma taxativa da irrealidade em que vivíamos.

Daí fui para o Santa Cruz, em Recife, dois anos depois machuquei meu joelho, operei em uma época em que a medicina retirava todos os meniscos no lugar de isolar apenas sua parte lesionada, preservando aquele fundamental órgão de amortecimento, e acabei colocado em disponibilidade no mercado esportivo. Minha esposa estava grávida da nossa primeira filha, a Roberta, quando desembarquei de uma excursão à Arábia Saudita com o Santa Cruz, onde meu joelho não mais respondia aos apelos do meu pulmão para correr pelo campo todo. Sem ele, restou-me o currículo para atrair clubes ainda interessados. O primeiro foi o Bahia. Fui para Salvador realizar exames médicos e escolher apartamento. Ainda arrumava as malas quando um diretor do Santa Cruz me abordou com aquele velho chavão:

– Tenho duas notícias, uma boa e a outra ruim. Qual delas prefere?

A ruim era que o departamento médico do Bahia vetara minha contratação. A boa era que um clube baiano, diante da recusa do seu rival no estadual, pagava o mesmo preço. Sem exames médicos. Este clube o Itabuna FC.

Quando o avião me levou, três anos depois, de volta para aquele aeroporto, desta vez para ficar, com a mala cheia de vergonha e um pensamento no preconceituoso diálogo travado com o Toninho, não consegui esconder minhas lágrimas quando a cidade parou numa quarta-feira para assistir nosso primeiro treino. Tratava-se da principal atração do clube do cacau para o estadual da primeira divisão baiana de 1979 e no primeiro toque na bola senti meu joelho. E eles respeitaram minha saída cabisbaixa do treino, ajudaram na minha recuperação pelo SUS, incentivaram meu retorno e a manter, até o final do contrato, um salário digno de um trabalhador já então pai de família.

Naquele ano não foi apenas a Roberta que nasceu, mas uma lição definitiva de humildade explícita foi incorporada a vida da gente. Aquela “babinha” foi o lugar que me acolheu e desnudou o quanto são “bobinhos” os que se deixam seduzir pelo efêmero poder de ser um dia jogador de futebol do Flamengo.

ITABUNA E GRAPIÚNA (AINDA) SEM ESTÁDIO PARA A SEGUNDONA

Laudo de estádio ainda não foi entregue (Foto Vinícius Borges).

Laudo de estádio ainda não foi entregue (Foto Vinícius Borges).

A menos de 40 dias para a rodada inaugural da Série B do Campeonato Baiano, Itabuna Esporte Clube e Grapiúna Atlético Clube ainda não têm certeza quanto ao local onde poderão mandar os seus jogos. Isso, porque os laudos técnicos do Estádio Luiz Viana Filho (Itabunão) ainda não foram entregues.

A primeira rodada está marcada para o dia 19 de abril.

O assunto foi analisado, nesta quarta (11), na reunião do Conselho Técnico do Campeonato Baiano da 2ª divisão, na Federação Bahiana de Futebol (FBF). Jequié e Atlético de Alagoinhas também não têm confirmados os estádios onde mandarão seus jogos.

Nove clubes estão confirmados na disputa por duas vagas na Segundona, mas hoje o Camaçari enviou representante à reunião do conselho técnico e reivindicou participação no certame. O pedido será analisado pela FBF.

Se incluído o Camaçari, a competição sofrerá atraso, começando em maio ou junho, pois o Estatuto do Torcedor cobra que a tabela das competições profissionais seja divulgada com, pelo menos, 60 dias de antecedência.

 

O SUPLENTE LEVOU A MELHOR

Roberto Carlos e Wenceslau Júnior: como torcedores, melhor pro suplente (Foto Pimenta).

Torcedor do Itabuna, o vereador e suplente de deputado estadual Wenceslau Júnior (PCdoB) aproveitou-se do placar favorável para tirar sarro de Roberto Carlos (PDT), torcedor “doente” e patrocinador do Juazeirense – e possível colega na Assembleia Legislativa: – É deputado, aqui é o suplente quem tem vez – brincou, numa referência ao placar anotando 2 a 0 para o Dragão do Sul e à condição de ambos no plano político.

Roberto Carlos também saiu do estádio batizado de “Tiririca”, tal a semelhança com o palhaço e agora ocupante de cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília. E Wenceslau também ganhou o dele: “Cabeção”.

TORCIDA COBRA REFLETORES NO ITABUNÃO

Torcedores fazem protesto e exigem refletores no estádio (Foto Pimenta).

Torcedores do Dragão do Sul usaram velas para protestar contra o sumiço de refletores do estádio Luiz Viana Filho.

O primeiro jogo das finais da Série B do Campeonato Baiano teve de ser disputado em plena tarde de quarta-feira (15) porque o sistema de iluminação do estádio não funciona.

O próprio Itabuna Esporte Clube sofreu no bolso, pois apenas 1.987 torcedores compareceram ao estádio por causa do horário. A renda divulgada foi de R$ 13.650,00. O Itabuna bateu o Juazeirense, nesta tarde, por 2 a 0, gols de Vagner e Naldo.

Um dos organizadores do protesto, o autônomo Flávio Mota Bonfim cobrou da prefeitura a colocação dos refletores. “Se o jogo fosse à noite, a renda era maior, pois todo mundo vinha. Muita gente que poderia vir, está trabalhando”. Outro torcedor, Enes Borges, lamentou que parte dos refletores tenha sido desviada para o campo de futebol amador em Ferradas.

A prefeitura não explicou onde foi parar o placar eletrônico comprado neste semestre para o estádio Luiz Viana Filho. O placar seria instalado em abril, mas a Série B terminou e… nada.

A explicação da Secretaria de Esporte, Recreação e Cidadania era que os refletores não teriam sumido, mas há necessidade de substituição do gradeado. A licitação para isso teria sido feita, porém a troca da grade de sustentação dos refletores não ocorreu até hoje, último jogo do Azulino na Série B no Itabunão. Já quanto ao placar eletrônico, a culpa é atribuída à empresa contratada para fornecer o equipamento.

SEM-TIME

Do Cia da Notícia

O ano é 1993. Os personagens, João Xavier, Geraldo Simões e o todo-poderoso ACM. O palco, a governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.

Eleito no embalo do impeachment de Collor e na briga travada pelos candidatos a prefeito de Itabuna José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas, a “zebra” Geraldo Simões resolveu ir ao governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães para reivindicar obras para Itabuna.

Essa atitude, pensada e repensada pelos marqueteiros de plantão, daria ao então prefeito Geraldo Simões o status de estadista, ao procurar o governador, seu mais terrível adversário político, de forma institucional.

Audiência marcada, chegam à governadoria o prefeito Geraldo Simões e seu vice, João Xavier, à época no Partido Socialista Brasileiro (PSB). Troca de amabilidades para todo o lado e eis que chegam ao finalmente: a apresentação da lista de reivindicações.

Após analisar os pedidos, ACM perguntou quais as prioridades e foi dizendo o que poderia fazer de pronto e quais encontraria dificuldades, seja por falta de recursos estaduais ou federais para tanto, até que o vice-prefeito João Xavier começou a nomear como urgente e urgentíssima a conclusão da construção do estádio Luiz Viana Filho, até hoje incompleto e que estaria prejudicando o esporte itabunense.

Foi aí que ACM não se conteve e disse, em tom de gozação:

– Ô Xavier, se nem time você tem, pra que essa urgência na construção do estádio. Vamos deixar isso de lado e construir outras coisas… – ponderou o governador.

Após o susto, ACM brincou com os dois e não se falou mais no “Luizão”.

SÓ NA PRESSÃO

Parte do muro do estádio Luiz Viana Filho foi ao chão, ontem. A prefeitura havia sido acionada pelo Ministério Público estadual (MPe) para que demolisse a estrutura que ameaçava desabar sobre a cabeça de transeuntes.

Moradores do Banco Raso e a comunidade católica do São Caetano não conseguiram sensibilizar os “engenheiros” da prefeitura. Daí, confeccionaram um robusto abaixo-assinado e fizeram o favor de entregá-lo à promotoria local.

O MPe acionou a prefeitura. Que não teve outra saída. O muro “caiu” ontem (confira aqui).






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